sábado, 3 de abril de 2010

Desenvolvimento de tecnologia limpa seria mais eficiente que o controle de emissões



Como mencionamos em uma nota anterior, as atenções em torno da questão do aquecimento global estão voltadas para a reunião COP15 em Copenhague, onde os líderes mundiais tentarão chegar a um novo acordo para reduzir as emissões de carbono.

Mas o controle das emissões é realmente o caminho para lidar com a mudança climática? Um novo relatório do Center for Clean Air Policy, comentado recentemente em um artigo do New York Times, adverte que o o enfoque do desenvolvimento de energias limpas deveria ser mais realista e ir além de determinar metas de corte de emissões para países em vias de desenvolvimento, como a China.

Por quê? Mais detalhes a seguir.

De acordo com os pesquisadores, o controle sobre os acordos que determinam a quantidade máxima de emissões nos países em desenvolvimento é complicado, pois os dados são escassos e pouco confiáveis. Uma coisa é estabelecer metas, outra bem diferente é dispor de ferramentas para mensurar o que se faz agora e o que se fará após o acordo. No entanto, substituir tecnologias ineficientes por tecnologias limpas pode ser muito mais quantificável e inclusive facilitar as negociações internacionais, já que os países em desenvolvimento veriam o desafio de uma forma mais simples e que não ataca seu crescimento econômico. O relatório cita como exemplo a indústria de cimento da China. O país produz a metade do cimento consumido em todo o mundo em fábricas ultramodernas, mas também em algumas fábricas mais antigas e poluidoras. Se em vez de efetuar um corte de emissões a China modernizasse a indústria de cimento, poderia haver uma redução anual de cerca de 200 milhões de toneladas de carbono.

Alguns pontos do Protocolo de Kyoto consideram esta abordagem, mas na prática não funcionam porque apontam para projetos individuais e exigem muitos processos administrativos. Uma análise de determinadas indústrias em países em desenvolvimento seria mais viável.

Apesar de ser apenas uma ideia, os realizadores do estudo afirmam que esta abordagem poderia funcionar. Enquanto isso, o tempo passa, a temperatura sobe, e o limite para um acordo se aproxima.

Mais informações: New York Times

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