Exibido em: 25/10/09
Carro elétrico é abastecido apenas com movimento
Com a rotação dos pneus, um campo magnético é formado embaixo do carro e a energia é transferida para o veículo
Um dos grandes problemas para que projetos de carros elétricos caiam no gosto da população, atualmente, é a baixa autonomia dos veículos. Pensando nisso, cientistas desenvolveram uma bateria que pode ser recarregada com o movimento do automóvel.
Com a rotação dos pneus, um campo magnético é formado embaixo dos carros e a energia gerada ali é transferida para o veículo. Um carro, na verdade, auxilia na captação da energia do outro. Só quando o veículo sair do trilho é que precisará gerar mais energia para se locomover. O mais legal é que uma outra tecnologia foi associada à esta, fazendo com que a energia possa ser utilizada remotamente – ou seja, é possível instruir o carro a se mover de um lugar ao outro, sem a necessidade de um motorista. A empresa que desenvolve o sistema garante que ele é extremamente eficiente. Só 10% da força é perdida durante a transferência.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Milho Contaminado
Um estudo científico recente demonstra a toxicidade de 3 tipos de milho OGM da Monsanto
Resumo em Português feito por Margarida Silva
O pdf do artigo científico está disponível aqui:
Neste artigo os cientistas Séralini e colegas pegam nos dados em bruto dos estudos da Monsanto feitos aos milhos MON 863, NK 603 e MON 810 (este último cultivado em Portugal; todos eles autorizados para alimentação humana) e obtidos através de acção judicial e fazem pela primeira vez uma avaliação estatística independente da que a Monsanto fez. Os resultados, como seria de esperar, são muito diferentes dos da Monsanto: impactos no fígado e rins (os orgãos de limpeza do aparelho digestivo) e consequências negativas variáveis para o coração, baço, glândulas adrenais e sistema sanguíneo. Mas não fiquem à espera, que o facto de os ratos se darem mal com os transgénicos nunca foi, nem vai ser, razão suficiente para a EFSA, Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, decidir que é boa ideia proteger as pessoas e proibir estes transgénicos.
O comunicado de imprensa original segue abaixo:
Three Major GMOs Approved for Food and Feed Found Unsafe
Int J Biol Sci 2009; 5(7), 706-726
Caen, 14 December 2009: In what is being described as the first ever and most comprehensive study of three major GMOs about assessing the effects on mammalian health, researchers from CRIIGEN and Universities of Caen and Rouen have highlighted a number of new sex and often dose dependent side effects linked with their consumption. Their study of the 90-day feeding trials data of insecticide producing Mon 810, Mon 863 and Roundup herbicide absorbing NK 603 varieties of GM maize clearly underlines adverse impacts on kidneys and liver, the dietary detoxifying organs, as well as different levels of damages to heart, adrenal glands, spleen and haematopoietic system. Ironically, the confidential raw data of Monsanto about feeding trials on rats that these researchers have analyzed allowed the international authorization of these three commercialized GMOs in different parts of the world.
Although different level of adverse impact on vital organs were noticed between the three GMO, the research done by J. Spiroux de Vendomois, F. Roullier, D. Cellier and G.E. Seralini and appeared in the International Journal of Biological Sciences shows specific effects associated with consumption of each GMO, differentiated by sex and dose. Their research follows in the wake of European Governments obtaining the raw data related to feeding of rats for 90 days and
making it publically available for scrutiny and counter-evaluation.
The researchers have concluded that all the 3 GMOs that they have studied contain novel pesticide residues that will be present in food and feed and may pose grave health risks to those consuming them. They have, therefore, called for immediate prohibition on the import and cultivation of these GMOs and have strongly recommended additional long-term (up to 2 years) and multi-generational animal feeding studies on at least three species to provide true scientifically valid data on the acute and chronic toxic effects of GM crops, feed and
foods.
CRIIGEN denounces in particular the past opinions of EFSA, AFSSA and CGB, committees of European and French Food Safety Authorities, and others who spoke on the lack of risks on the tests which were conducted just for 90 days on rats to assess the safety of these three GM varieties of maize. While criticizing their failure to examine the detailed statistics, CRIIGEN also emphasizes the conflict of interest and incompetence of these committees to counter expertise this publication as they have already voted positively on the same tests ignoring the side effects.
Resumo em Português feito por Margarida Silva
O pdf do artigo científico está disponível aqui:
Neste artigo os cientistas Séralini e colegas pegam nos dados em bruto dos estudos da Monsanto feitos aos milhos MON 863, NK 603 e MON 810 (este último cultivado em Portugal; todos eles autorizados para alimentação humana) e obtidos através de acção judicial e fazem pela primeira vez uma avaliação estatística independente da que a Monsanto fez. Os resultados, como seria de esperar, são muito diferentes dos da Monsanto: impactos no fígado e rins (os orgãos de limpeza do aparelho digestivo) e consequências negativas variáveis para o coração, baço, glândulas adrenais e sistema sanguíneo. Mas não fiquem à espera, que o facto de os ratos se darem mal com os transgénicos nunca foi, nem vai ser, razão suficiente para a EFSA, Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, decidir que é boa ideia proteger as pessoas e proibir estes transgénicos.
O comunicado de imprensa original segue abaixo:
Three Major GMOs Approved for Food and Feed Found Unsafe
Int J Biol Sci 2009; 5(7), 706-726
Caen, 14 December 2009: In what is being described as the first ever and most comprehensive study of three major GMOs about assessing the effects on mammalian health, researchers from CRIIGEN and Universities of Caen and Rouen have highlighted a number of new sex and often dose dependent side effects linked with their consumption. Their study of the 90-day feeding trials data of insecticide producing Mon 810, Mon 863 and Roundup herbicide absorbing NK 603 varieties of GM maize clearly underlines adverse impacts on kidneys and liver, the dietary detoxifying organs, as well as different levels of damages to heart, adrenal glands, spleen and haematopoietic system. Ironically, the confidential raw data of Monsanto about feeding trials on rats that these researchers have analyzed allowed the international authorization of these three commercialized GMOs in different parts of the world.
Although different level of adverse impact on vital organs were noticed between the three GMO, the research done by J. Spiroux de Vendomois, F. Roullier, D. Cellier and G.E. Seralini and appeared in the International Journal of Biological Sciences shows specific effects associated with consumption of each GMO, differentiated by sex and dose. Their research follows in the wake of European Governments obtaining the raw data related to feeding of rats for 90 days and
making it publically available for scrutiny and counter-evaluation.
The researchers have concluded that all the 3 GMOs that they have studied contain novel pesticide residues that will be present in food and feed and may pose grave health risks to those consuming them. They have, therefore, called for immediate prohibition on the import and cultivation of these GMOs and have strongly recommended additional long-term (up to 2 years) and multi-generational animal feeding studies on at least three species to provide true scientifically valid data on the acute and chronic toxic effects of GM crops, feed and
foods.
CRIIGEN denounces in particular the past opinions of EFSA, AFSSA and CGB, committees of European and French Food Safety Authorities, and others who spoke on the lack of risks on the tests which were conducted just for 90 days on rats to assess the safety of these three GM varieties of maize. While criticizing their failure to examine the detailed statistics, CRIIGEN also emphasizes the conflict of interest and incompetence of these committees to counter expertise this publication as they have already voted positively on the same tests ignoring the side effects.
sábado, 28 de novembro de 2009
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Microservidores mais verdes e potentes
Novas máquinas ficam menores e evitam o desperdício de energia sem deixar de lado o desempenho
Data centers. É aqui que boa parte da vida digital se processa. Todos os sites de internet, todos os serviços digitais que usamos em nosso dia-a-dia acabam, de um jeito ou de outro, passando por lugares como esse, com centenas, às vezes milhares de computadores. O problema é que esses computadores precisam ficar ligados o tempo todo. E, com isso, haja consumo de energia elétrica, tanto para alimentar as máquinas, quanto para manter o ambiente numa temperatura aceitável.O problema é que parte desses computadores poderosos fica ociosa bastante tempo, apenas consumindo energia à toa.Na semana passada, apareceu uma solução. A Intel mostrou a nova geração de servidores que vai chegar ao mercado em breve. Eles são chamados de microservidores. E, além de ocupar menos espaço, consomem infinitamente menos energia que as máquinas tradicionais. Tudo isso, sem abrir mão do desempenho. Toda essa eficiência tem dois segredos: os processadores e o desenho dos microservidores. Trata-se de uma evolução tão importante, que a Intel até deve liberar de royalties o desenho dos novos microservidores, numa tentativa de transformar a iniciativa num padrão para resolver esse que é um dos maiores desafios da informática atual: levar mais eficiência aos data center.
Data centers. É aqui que boa parte da vida digital se processa. Todos os sites de internet, todos os serviços digitais que usamos em nosso dia-a-dia acabam, de um jeito ou de outro, passando por lugares como esse, com centenas, às vezes milhares de computadores. O problema é que esses computadores precisam ficar ligados o tempo todo. E, com isso, haja consumo de energia elétrica, tanto para alimentar as máquinas, quanto para manter o ambiente numa temperatura aceitável.O problema é que parte desses computadores poderosos fica ociosa bastante tempo, apenas consumindo energia à toa.Na semana passada, apareceu uma solução. A Intel mostrou a nova geração de servidores que vai chegar ao mercado em breve. Eles são chamados de microservidores. E, além de ocupar menos espaço, consomem infinitamente menos energia que as máquinas tradicionais. Tudo isso, sem abrir mão do desempenho. Toda essa eficiência tem dois segredos: os processadores e o desenho dos microservidores. Trata-se de uma evolução tão importante, que a Intel até deve liberar de royalties o desenho dos novos microservidores, numa tentativa de transformar a iniciativa num padrão para resolver esse que é um dos maiores desafios da informática atual: levar mais eficiência aos data center.
O que fazer com o seu lixo eletrônico?
Quarta-feira, 11 de novembro de 2009 às 17h17
Quando seu computador, impressora ou telefone celular são aposentados, você os descarta no lixo comum? Pois saiba que essa atitude é totalmente reprovável. Equipamentos eletrônicos possuem elementos tóxicos capazes de contaminar o solo e os rios. E de acordo com o Greenpeace, esse tipo de lixo já representa 5% de todo o lixo sólido produzido no mundo. O problema não acaba aí: a quantidade de lixo eletrônico cresce cerca de 5% ao ano - 3 vezes mais que a média de todo o lixo produzido no mundo. Isso sem contar a quantidade de gases tóxicos emitidos durante a fabricação e a utilização desses equipamentos. Pois é. O problema é muito maior do que parece.
Mas você pode ajudar. Uma forma simples é procurar saber se o fabricante do equipamento que você está descartando já oferece alguma forma de reciclagem ou coleta do produto. Neste vídeo, você encontra alguns caminhos. Também existem empresas que remanufaturam equipamentos eletrônicos, dando vida nova para equipamentos velhos. Confira algumas aqui. Doe o que é lixo para você! Ele pode ser de grande valia para outras pessoas.
Quando seu computador, impressora ou telefone celular são aposentados, você os descarta no lixo comum? Pois saiba que essa atitude é totalmente reprovável. Equipamentos eletrônicos possuem elementos tóxicos capazes de contaminar o solo e os rios. E de acordo com o Greenpeace, esse tipo de lixo já representa 5% de todo o lixo sólido produzido no mundo. O problema não acaba aí: a quantidade de lixo eletrônico cresce cerca de 5% ao ano - 3 vezes mais que a média de todo o lixo produzido no mundo. Isso sem contar a quantidade de gases tóxicos emitidos durante a fabricação e a utilização desses equipamentos. Pois é. O problema é muito maior do que parece.
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sábado, 14 de novembro de 2009
Cascas de árvores absorvem poluição
Escrito por Elaine Santos em setembro - 21 - 2009
A tese que será defendida em outubro no Laboratório de PoluiçãoAtmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)mostra algo já percebido na prática pelos paulistanos. Nosso organismoestá mais protegido da poluição dentro dos parques do que nasextremidades ou fora deles.
O estudo aponta que a concentração de metais pesados no ar é maior nostrechos das áreas verdes próximos a avenidas do que no meio dos parques.O que provoca essa diferença são as árvores, principalmente as doentorno. Elas absorvem os poluentes nas cascas, funcionando como um filtro.
A constatação foi feita pela engenheira florestal Ana Paula Martins, de34 anos, doutoranda do Laboratório de Poluição da USP, que estudou porquatro anos amostras de cascas de árvores de cinco parques da capital:Trianon e Luz, na região central, Previdência, na zona oeste, eIbirapuera e Aclimação, na zona sul.
O estudo revela que nenhum deles está imune a pelo menos 11 metais, masmostra que a concentração desses elementos varia de acordo com alocalização de cada parque. O índice de chumbo no Ibirapuera, porexemplo, é de 13,5 mg/kg, enquanto no Previdência, que beira a RodoviaRaposo Tavares, a quantidade é de 3,9 mg/kg.
Para chegar aos índices, a engenheira coletou amostras de cascas dacamada externa das árvores que ficavam a 1,5 m de distância do solo. “Oar traz os poluentes, que ficam depositados nas cascas”, afirma Ana.
As árvores com maior concentração de poluentes beiram avenidas comgrande fluxo de tráfego, como a Avenida Paulista, onde fica o ParqueTrianon. Com isso, segundo a engenheira, é possível identificar os tiposde veículos que trafegam próximo a cada área verde e confirmar osefeitos nocivos do tráfego na qualidade do ar.
Ana Paula diz que o escapamento, a freada e o arranque dos carros, quesoltam pedaços de pneu, liberam partículas de metais “Enxofre, zinco,chumbo e cobre vêm da poluição veicular”, diz. A dosagem dos metais nascascas das árvores pode ajudar a listar tipos de poluentes no ar. ACetesb faz a medição somente dos gases e não indica a sua concentraçãoideal para evitar males à saúde.
“Encapar as avenidas com cobertura vegetal pode diminuir o impacto dapoluição na saúde, além de aumentar a qualidade do ar”, explica oprofessor Paulo Saldiva, médico, pesquisador do Laboratório de Poluiçãoda USP e orientador da tese de Ana, recomendando que a população troqueo carro pelo transporte coletivo para melhorar a qualidade do ar.
Inalar metais pesados pode trazer mal-estar tanto imediato, como umatontura, quanto a longo prazo, como dificuldades de aprendizado, emboranão existam estudos suficientes sobre o real impacto desses elementos nasaúde humana.
Apesar disso, o que se sabe é que essas substâncias são tóxicas para ocorpo. “Elas podem induzir a doenças como câncer e distúrbiosneurológicos”, afirma o pneumologista da Universidade Federal de SãoPaulo (Unifesp) Ciro Kirchenchteje. Já algumas partículas grandes demetais ficariam retidas nos pelos do nariz, evitando a sua inalação.“Mesmo assim, podem irritar os olhos e secar a mucosa do nariz.”Fonte: Agência Estado
A tese que será defendida em outubro no Laboratório de PoluiçãoAtmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)mostra algo já percebido na prática pelos paulistanos. Nosso organismoestá mais protegido da poluição dentro dos parques do que nasextremidades ou fora deles.
O estudo aponta que a concentração de metais pesados no ar é maior nostrechos das áreas verdes próximos a avenidas do que no meio dos parques.O que provoca essa diferença são as árvores, principalmente as doentorno. Elas absorvem os poluentes nas cascas, funcionando como um filtro.
A constatação foi feita pela engenheira florestal Ana Paula Martins, de34 anos, doutoranda do Laboratório de Poluição da USP, que estudou porquatro anos amostras de cascas de árvores de cinco parques da capital:Trianon e Luz, na região central, Previdência, na zona oeste, eIbirapuera e Aclimação, na zona sul.
O estudo revela que nenhum deles está imune a pelo menos 11 metais, masmostra que a concentração desses elementos varia de acordo com alocalização de cada parque. O índice de chumbo no Ibirapuera, porexemplo, é de 13,5 mg/kg, enquanto no Previdência, que beira a RodoviaRaposo Tavares, a quantidade é de 3,9 mg/kg.
Para chegar aos índices, a engenheira coletou amostras de cascas dacamada externa das árvores que ficavam a 1,5 m de distância do solo. “Oar traz os poluentes, que ficam depositados nas cascas”, afirma Ana.
As árvores com maior concentração de poluentes beiram avenidas comgrande fluxo de tráfego, como a Avenida Paulista, onde fica o ParqueTrianon. Com isso, segundo a engenheira, é possível identificar os tiposde veículos que trafegam próximo a cada área verde e confirmar osefeitos nocivos do tráfego na qualidade do ar.
Ana Paula diz que o escapamento, a freada e o arranque dos carros, quesoltam pedaços de pneu, liberam partículas de metais “Enxofre, zinco,chumbo e cobre vêm da poluição veicular”, diz. A dosagem dos metais nascascas das árvores pode ajudar a listar tipos de poluentes no ar. ACetesb faz a medição somente dos gases e não indica a sua concentraçãoideal para evitar males à saúde.
“Encapar as avenidas com cobertura vegetal pode diminuir o impacto dapoluição na saúde, além de aumentar a qualidade do ar”, explica oprofessor Paulo Saldiva, médico, pesquisador do Laboratório de Poluiçãoda USP e orientador da tese de Ana, recomendando que a população troqueo carro pelo transporte coletivo para melhorar a qualidade do ar.
Inalar metais pesados pode trazer mal-estar tanto imediato, como umatontura, quanto a longo prazo, como dificuldades de aprendizado, emboranão existam estudos suficientes sobre o real impacto desses elementos nasaúde humana.
Apesar disso, o que se sabe é que essas substâncias são tóxicas para ocorpo. “Elas podem induzir a doenças como câncer e distúrbiosneurológicos”, afirma o pneumologista da Universidade Federal de SãoPaulo (Unifesp) Ciro Kirchenchteje. Já algumas partículas grandes demetais ficariam retidas nos pelos do nariz, evitando a sua inalação.“Mesmo assim, podem irritar os olhos e secar a mucosa do nariz.”Fonte: Agência Estado
Indígenas bloqueiam duas rodovias em Mato Grosso do Sul
Indígenas bloqueiam duas rodovias em Mato Grosso do Sul
Manifestantes querem que o governo faça a demarcação de uma área de 15 hectares
Cerca de 300 índios Terenas bloquearam, na madrugada desta terça-feira (6), um trecho da BR-163, no km 498 da rodovia, próximo ao Anel Viário de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Eles reivindicam agilidade no processo de demarcação de terras indígenas no Estado.
A pista foi bloqueada com galhos e pneus queimados. Armados, os índios reclamam de uma área de 15 hectares prometida pelo governo há cerca de dois anos e que ainda não foi cedida. Outros 200 indígenas das cidades de Dois Irmãos do Buriti e de Sidrolândia devem se juntar à manifestação na rodovia ainda na manhã desta terça.
A polícia realizou um bloqueio no anel viário, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, e orienta os motoristas que passam pelo local a utilizarem desvios. Ainda não há previsão de desocupação da rodovia.
Outro grupo de cem índios fechou a BR-262, no km 528, em Miranda. A Polícia Rodoviária Federal informou que eles estão armados com ferramentas e pedras.
Em 2007, outro protesto no mesmo local fez com que as autoridades agilizassem o processo para a demarcação, mas até hoje só foi comprovado que a terra era mesmo dos índios. Agora, os manifestantes querem que a demarcação seja feita de fato até o fim de novembro deste ano.
Publicado em 05/10/09
Manifestantes querem que o governo faça a demarcação de uma área de 15 hectares
Cerca de 300 índios Terenas bloquearam, na madrugada desta terça-feira (6), um trecho da BR-163, no km 498 da rodovia, próximo ao Anel Viário de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Eles reivindicam agilidade no processo de demarcação de terras indígenas no Estado.
A pista foi bloqueada com galhos e pneus queimados. Armados, os índios reclamam de uma área de 15 hectares prometida pelo governo há cerca de dois anos e que ainda não foi cedida. Outros 200 indígenas das cidades de Dois Irmãos do Buriti e de Sidrolândia devem se juntar à manifestação na rodovia ainda na manhã desta terça.
A polícia realizou um bloqueio no anel viário, na saída para Cuiabá, em Campo Grande, e orienta os motoristas que passam pelo local a utilizarem desvios. Ainda não há previsão de desocupação da rodovia.
Outro grupo de cem índios fechou a BR-262, no km 528, em Miranda. A Polícia Rodoviária Federal informou que eles estão armados com ferramentas e pedras.
Em 2007, outro protesto no mesmo local fez com que as autoridades agilizassem o processo para a demarcação, mas até hoje só foi comprovado que a terra era mesmo dos índios. Agora, os manifestantes querem que a demarcação seja feita de fato até o fim de novembro deste ano.
Publicado em 05/10/09
Amazônia perde em agosto área equivalente a metade da cidade do Rio
Amazônia perde em agosto área equivalente a metade da cidade do Rio
Pará se manteve na liderança do desmatamento e derrubou cerca de 300 km² de floresta
Do R7, com Agência Brasil
O desmatamento na Amazônia atingiu em agosto pelo menos 498 quilômetros quadrados de floresta, área equivalente a quase metade do município do Rio de Janeiro, conforme mostram os dados do Deter, sistema de detecção do desmatamento em tempo real, e foram divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) nesta quinta-feira (24).Em comparação com o resultado de agosto de 2008, quando 756 km² foram desmatados, houve redução de 35%. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o Pará se manteve na liderança do desmatamento e foi responsável pela derrubada de cerca de 300 km² de floresta em agosto.Os satélites do Inpe registraram 105,2 km² de desmate em Mato Grosso e 50,9 km² em Rondônia, Estados em que não houve cobertura de nuvens no período. No Amazonas, o Inpe observou 21,7 km² de novas derrubadas e no Acre, 6,3 km². Os Estados do Amapá, Maranhão, de Roraima e do Tocantins registraram desmatamentos inferiores a 5 km².Em toda a Amazônia Legal, a área livre de nuvens correspondeu a 83% da região. “O estado do Amapá foi o que apresentou a menor oportunidade de monitoramento, pois apresentou um índice de cobertura de nuvens de 64% no período”, destaca o relatório.A medição do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmate completo) e as que estão em degradação progressiva. O sistema serve de alerta para as ações de fiscalização e controle dos órgãos ambientais. O desmate medido em agosto não será levado em conta na taxa anual de desmatamento para o atual período (2008/2009). O total, calculado pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), vai considerar o desmate ocorrido entre agosto de 2008 e julho de 2009. A estimativa do governo é de que o resultado seja o menor dos últimos 20 anos.
publicado em 25/09/2009:
Pará se manteve na liderança do desmatamento e derrubou cerca de 300 km² de floresta
Do R7, com Agência Brasil
O desmatamento na Amazônia atingiu em agosto pelo menos 498 quilômetros quadrados de floresta, área equivalente a quase metade do município do Rio de Janeiro, conforme mostram os dados do Deter, sistema de detecção do desmatamento em tempo real, e foram divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) nesta quinta-feira (24).Em comparação com o resultado de agosto de 2008, quando 756 km² foram desmatados, houve redução de 35%. O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que o Pará se manteve na liderança do desmatamento e foi responsável pela derrubada de cerca de 300 km² de floresta em agosto.Os satélites do Inpe registraram 105,2 km² de desmate em Mato Grosso e 50,9 km² em Rondônia, Estados em que não houve cobertura de nuvens no período. No Amazonas, o Inpe observou 21,7 km² de novas derrubadas e no Acre, 6,3 km². Os Estados do Amapá, Maranhão, de Roraima e do Tocantins registraram desmatamentos inferiores a 5 km².Em toda a Amazônia Legal, a área livre de nuvens correspondeu a 83% da região. “O estado do Amapá foi o que apresentou a menor oportunidade de monitoramento, pois apresentou um índice de cobertura de nuvens de 64% no período”, destaca o relatório.A medição do Deter considera as áreas que sofreram corte raso (desmate completo) e as que estão em degradação progressiva. O sistema serve de alerta para as ações de fiscalização e controle dos órgãos ambientais. O desmate medido em agosto não será levado em conta na taxa anual de desmatamento para o atual período (2008/2009). O total, calculado pelo Prodes (Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal), vai considerar o desmate ocorrido entre agosto de 2008 e julho de 2009. A estimativa do governo é de que o resultado seja o menor dos últimos 20 anos.
publicado em 25/09/2009:
Ibama aplica R$ 128,5 milhões em multas no Pará
publicado em 01/10/2009:
Ibama aplica R$ 128,5 milhões em multas no Pará
Operação Boi Pirata 2 já embargou mais de 35 mil hectares de terras publicado em 01/10/2009:
Ibama aplica R$ 128,5 milhões em multas no Pará
Operação Boi Pirata 2 já embargou mais de 35 mil hectares de terras
Desde o início da Operação Boi Pirata 2, em junho deste ano, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) já aplicou R$ 128,5 milhões em multas no Estado do Pará. Nos últimos dias, segundo o Ibama, foi aplicado mais de R$ 6,1 milhões em multas na região de Novo Progresso, na divisa com Altamira, no sudoeste do Pará.
No último sábado (26), os fiscais impediram o desmatamento de 211,7 hectares de floresta amazônica, o equivalente a cerca de 210 campos de futebol. Os agentes chegaram de helicóptero ao interior da mata, onde flagraram dois homens fazendo o corte de árvores centenárias.
Na ação, foram apreendidos 60 metros cúbicos de madeira em tora, quantidade suficiente para encher três caminhões, além de dois tratores e três motosserras. O dono da propriedade, que ficou embargada para permitir a regeneração da vegetação, poderá ser multado em cerca de R$ 1 milhão por danificar a flora nativa sem licença ambiental.
A 40 quilômetros de Novo Progresso, o Ibama multou um único pecuarista em cerca de R$ 3,5 milhões pelo desmate irregular de 697 hectares. O crime ambiental foi identificado pelo Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e comprovado pelos fiscais. Na mesma região, o Ibama ainda autuou em R$ 2,3 milhões uma fazenda que, também no primeiro semestre deste ano, destruiu 454 hectares de mata nativa amazônica.
A Boi Pirata 2 já embargou mais de 35 mil hectares de terras. A operação combate o desmate para a atividade pecuária em áreas protegidas na Amazônia Legal. Com o apoio da Força Nacional e do Batalhão de Polícia Ambiental, os fiscais já apreenderam 628 bois e 101 ovelhas, que serão doados ao Programa Fome Zero, do Governo Federal, e notificaram a retirada de cerca de 20 mil cabeças de gado criado em terras proibidas, como as desmatadas irregularmente ou no interior da Floresta Nacional do Jamanxim.
Ibama aplica R$ 128,5 milhões em multas no Pará
Operação Boi Pirata 2 já embargou mais de 35 mil hectares de terras publicado em 01/10/2009:
Ibama aplica R$ 128,5 milhões em multas no Pará
Operação Boi Pirata 2 já embargou mais de 35 mil hectares de terras
Desde o início da Operação Boi Pirata 2, em junho deste ano, o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) já aplicou R$ 128,5 milhões em multas no Estado do Pará. Nos últimos dias, segundo o Ibama, foi aplicado mais de R$ 6,1 milhões em multas na região de Novo Progresso, na divisa com Altamira, no sudoeste do Pará.
No último sábado (26), os fiscais impediram o desmatamento de 211,7 hectares de floresta amazônica, o equivalente a cerca de 210 campos de futebol. Os agentes chegaram de helicóptero ao interior da mata, onde flagraram dois homens fazendo o corte de árvores centenárias.
Na ação, foram apreendidos 60 metros cúbicos de madeira em tora, quantidade suficiente para encher três caminhões, além de dois tratores e três motosserras. O dono da propriedade, que ficou embargada para permitir a regeneração da vegetação, poderá ser multado em cerca de R$ 1 milhão por danificar a flora nativa sem licença ambiental.
A 40 quilômetros de Novo Progresso, o Ibama multou um único pecuarista em cerca de R$ 3,5 milhões pelo desmate irregular de 697 hectares. O crime ambiental foi identificado pelo Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), e comprovado pelos fiscais. Na mesma região, o Ibama ainda autuou em R$ 2,3 milhões uma fazenda que, também no primeiro semestre deste ano, destruiu 454 hectares de mata nativa amazônica.
A Boi Pirata 2 já embargou mais de 35 mil hectares de terras. A operação combate o desmate para a atividade pecuária em áreas protegidas na Amazônia Legal. Com o apoio da Força Nacional e do Batalhão de Polícia Ambiental, os fiscais já apreenderam 628 bois e 101 ovelhas, que serão doados ao Programa Fome Zero, do Governo Federal, e notificaram a retirada de cerca de 20 mil cabeças de gado criado em terras proibidas, como as desmatadas irregularmente ou no interior da Floresta Nacional do Jamanxim.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Chico Mendes e Che Gevara

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008, 11:57 Online
Chico Mendes é 'Che Guevara da era ambiental', diz 'Guardian'
Jornal britânico lembra os 20 anos da morte do seringueiro e líder sindical a mando de um fazendeiro no Acre
Carlos Ruggi/AE
Chico Mendes com os filhos e a esposa (ampliar) SÃO PAULO - Duas matérias relacionadas aos 20 anos da morte do líder sindical Chico Mendes publicadas no jornal britânico The Guardian nesta segunda-feira dizem que centenas de ativistas ambientais correm o risco de serem assassinados no Brasil e que Mendes é o "Gandhi, ou talvez o Che Guevera da nossa era ambiental".
Veja também:
'Legado de Chico Mendes é maior do que já foi feito', diz Marina Silva
Em meia página, o jornal marca os 20 anos da morte do seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro, assassinado em 22 de dezembro de 1988 a mando de um fazendeiro no Acre.
A matéria principal, assinada por Tom Phillips, correspondente do jornal no Rio de Janeiro, destaca o legado de Chico Mendes e o risco de assassinato que diversos ambientalistas e ativistas de direitos humanos ainda sofrem no Brasil.
A matéria cita um estudo da Comissão Pastoral da Terra, a ser publicado no próximo ano, que sugere que pelo menos 260 pessoas vivem sob risco de assassinato por causa da luta contra um conjunto de fazendeiros, boiadeiros e madeireiras que operam na região amazônica.
Segundo o jornal, entre os ameaçados estaria um padre francês que vive na cidade de Xinguara, o sindicalista Maria José Dias da Costa e o bispo austríaco Dom Erwin Krautler.
A matéria é acompanhada por um artigo assinado por Charles Clover – um dos mais renomados jornalistas especializados em meio ambiente do Reino Unido e que conheceu Mendes pessoalmente.
Intitulada "Chico Mendes – Mártir dos nossos tempos", o artigo cita o sucesso das reservas extrativistas e daquelas administradas por comunidades indígenas estabelecidas por Mendes em proteger partes da Amazônia.
"Agora as pessoas falam na adoção de cotas de carbono para proteger áreas similares ao redor do mundo", diz a coluna. "E me dou conta de que conheci o mártir dos nossos tempos - o Gandhi, ou talvez Che Guevarra, de nossa era ambiental".
Legado
A matéria do correspondente do jornal inclui dados do governo brasileiro sobre o desmatamento na Amazônia, que aumentou 64% em 2008 em relação ao ano anterior, e do Ibama sobre o desmatamento de 3 mil hectares dentro da reserva extrativista que leva o nome de Chico Mendes.
O jornal cita os dados para afirmar que o "legado prático" de Mendes ainda divide a opinião de ambientalistas. Em entrevista ao jornal, Alfredo Sirkis, membro do Partido Verde e amigo de Chico Mendes, afirma que ainda não sabe se a morte do ambientalista foi em vão.
"Não posso dizer que alguma coisa melhorou, mas nos últimos 20 anos, houve uma continuação da devastação da região", disse ele ao The Guardian. Já a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que também já foi seringueira, Chico Mendes deixou um "grande legado". "Ele falava sobre assuntos a frente de seu tempo", afirmou Silva ao jornal.
Tags: Chico Mendes O que são TAGS?
var keywords = "Chico Mendes";
Jornal britânico lembra os 20 anos da morte do seringueiro e líder sindical a mando de um fazendeiro no Acre
Carlos Ruggi/AE
Chico Mendes com os filhos e a esposa (ampliar) SÃO PAULO - Duas matérias relacionadas aos 20 anos da morte do líder sindical Chico Mendes publicadas no jornal britânico The Guardian nesta segunda-feira dizem que centenas de ativistas ambientais correm o risco de serem assassinados no Brasil e que Mendes é o "Gandhi, ou talvez o Che Guevera da nossa era ambiental".
Veja também:
'Legado de Chico Mendes é maior do que já foi feito', diz Marina Silva
Em meia página, o jornal marca os 20 anos da morte do seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro, assassinado em 22 de dezembro de 1988 a mando de um fazendeiro no Acre.
A matéria principal, assinada por Tom Phillips, correspondente do jornal no Rio de Janeiro, destaca o legado de Chico Mendes e o risco de assassinato que diversos ambientalistas e ativistas de direitos humanos ainda sofrem no Brasil.
A matéria cita um estudo da Comissão Pastoral da Terra, a ser publicado no próximo ano, que sugere que pelo menos 260 pessoas vivem sob risco de assassinato por causa da luta contra um conjunto de fazendeiros, boiadeiros e madeireiras que operam na região amazônica.
Segundo o jornal, entre os ameaçados estaria um padre francês que vive na cidade de Xinguara, o sindicalista Maria José Dias da Costa e o bispo austríaco Dom Erwin Krautler.
A matéria é acompanhada por um artigo assinado por Charles Clover – um dos mais renomados jornalistas especializados em meio ambiente do Reino Unido e que conheceu Mendes pessoalmente.
Intitulada "Chico Mendes – Mártir dos nossos tempos", o artigo cita o sucesso das reservas extrativistas e daquelas administradas por comunidades indígenas estabelecidas por Mendes em proteger partes da Amazônia.
"Agora as pessoas falam na adoção de cotas de carbono para proteger áreas similares ao redor do mundo", diz a coluna. "E me dou conta de que conheci o mártir dos nossos tempos - o Gandhi, ou talvez Che Guevarra, de nossa era ambiental".
Legado
A matéria do correspondente do jornal inclui dados do governo brasileiro sobre o desmatamento na Amazônia, que aumentou 64% em 2008 em relação ao ano anterior, e do Ibama sobre o desmatamento de 3 mil hectares dentro da reserva extrativista que leva o nome de Chico Mendes.
O jornal cita os dados para afirmar que o "legado prático" de Mendes ainda divide a opinião de ambientalistas. Em entrevista ao jornal, Alfredo Sirkis, membro do Partido Verde e amigo de Chico Mendes, afirma que ainda não sabe se a morte do ambientalista foi em vão.
"Não posso dizer que alguma coisa melhorou, mas nos últimos 20 anos, houve uma continuação da devastação da região", disse ele ao The Guardian. Já a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que também já foi seringueira, Chico Mendes deixou um "grande legado". "Ele falava sobre assuntos a frente de seu tempo", afirmou Silva ao jornal.
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sábado, 17 de outubro de 2009



Domingo, 25 de novembro de 2007 Online
Balbina, a hidrelétrica do caos
Usina produz imagens de fim do mundo
Agnaldo Brito
Natureza morta no lago artificial produzido pela hidreltrica, que inundou 2,6 mil quilmetros de florestas nativas. Foto: Ed Ferreira/AE
José Maria Tomazela revela que o garimpo, o gado e a soja avançam rumo ao Amazonas
PRESIDENTE FIGUEIREDO (AM) - Dificilmente haverá no planeta um monumento à estupidez como a Usina Hidrelétrica de Balbina. Idealizada na ditadura militar e inaugurada em 1989, ela custou, na época, US$ 1 bilhão. Inundou 2,6 mil quilômetros quadrados de riquíssimas florestas nativas, criando um dos maiores lagos artificiais do mundo. Os milhões de árvores que tiveram suas raízes submersas não foram retirados e transformados em madeira produtiva – estão lá apodrecendo. As águas do lago imenso produzem hoje apenas de 120 MW a 130 MW de energia; é a unidade de geração mais ineficiente entre as 113 hidrelétricas do País. E, para culminar a série de desastres, a vegetação inundada se tornou uma fonte gigantesca de emissão de gases de efeito estufa: emite 3,3 milhões de toneladas de carbono equivalente por ano, metade do que jogam na atmosfera os carros que circulam em São Paulo.
Os erros começaram pela escolha do local – uma área extremamente plana, 180 quilômetros ao norte de Manaus. Na planície, as águas se espalharam, rasas, por uma área imensa; há grandes trechos que podem ser percorridos com água na cintura, às vezes com a profundidade suficiente apenas para molhar os pés. A disparidade entre a área inundada e a capacidade de produção de energia é imensa. Para ficar na própria região amazônica, a usina de Tucuruí, no Pará, também alagou uma grande área; lá, o lago ocupa 2,4 mil km², mas a água represada do Rio Tocantins tem força para tocar uma usina de 4.245 MW, 17 vezes superior a Balbina.
A comparação com Itaipu torna Balbina ainda mais absurda. Itaipu tem um lago de 1,3 mil km², metade do da usina do Amazonas, e sua potência instalada é de 14 mil MW. A potência instalada de Balbina, já na época da inauguração, era de ridículos 250 MW. Mas a situação ali piora a cada ano: 18 anos depois, a capacidade instalada já não atinge nem esse limite baixo. Os equipamentos obsoletos, a baixa pressão da água e o acúmulo de sedimentos produzidos pelo apodrecimento das árvores largadas na área inundada continuam comprometendo o potencial de geração, e a capacidade instalada baixou para 235 MW.
No final dos anos 80, a formação do lago, com as águas mansas do Rio Uatumã, reduziu drasticamente o fluxo rio abaixo. Quando se alcançou a cota para funcionamento das turbinas, a Eletronorte liberou a água já saturada de material orgânico apodrecido. O caldo que desceu foi venenoso. “Meu amigo, foi tanto peixe morto! A Manaus Energia recolhia rede e mais rede de peixe boiando. Fizeram um buraco enorme para enterrar tudo. Daí, o peixe sumiu”, lembra o pescador Marcos Claudio da Silva (leia sobre a mortandade de peixes na página seguinte).
Hoje, quase 20 anos depois do fechamento da barragem, a contribuição de gases de efeito estufa em Balbina é dez vezes superior à emissão de uma termelétrica movida a carvão de potência igual à da hidrelétrica. “Para cada megawatt/hora (MW/h) gerado nessa hidrelétrica são liberadas 3,3 toneladas de carbono na atmosfera”, explica Alexandre Kemenes, pesquisador bolsista de um programa chamado Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), uma iniciativa internacional liderada pelo Brasil e abrigada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Numa térmica a carvão, a relação entre emissões de gases e a geração de 1 MW/h é de 0,33 tonelada.”
Além de medir as emissões, o trabalho de Kemenes, que durou cinco anos, indicou a principal fonte de gases de efeito estufa: o reservatório. Apenas 8% da área do lago, segundo cálculos feitos no estudo, foi desflorestada. É do lago que saem 84% dos gases. As emissões da usina são tão elevadas que superam todo o crédito de carbono obtido pela estatal Eletrobrás, que controla Balbina por intermédio da Eletronorte.
Até hoje, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) gerou créditos de 2,7 milhões de toneladas de carbono, volume que irá a leilão na BM&F. Os técnicos dizem que seria possível captar os gases (metano e gás carbônico) para produzir energia, como ocorre em aterros sanitários. “É viável, mas exige investimento”, diz Kemenes. “O problema é que não há investimento em Balbina.”
No grande salão da usina, onde ficam as cinco turbinas, uma frase em letras graúdas diz: “Balbina, respeito à natureza.”
Balbina, a hidrelétrica do caos
Usina produz imagens de fim do mundo
Agnaldo Brito
Natureza morta no lago artificial produzido pela hidreltrica, que inundou 2,6 mil quilmetros de florestas nativas. Foto: Ed Ferreira/AE
José Maria Tomazela revela que o garimpo, o gado e a soja avançam rumo ao Amazonas
PRESIDENTE FIGUEIREDO (AM) - Dificilmente haverá no planeta um monumento à estupidez como a Usina Hidrelétrica de Balbina. Idealizada na ditadura militar e inaugurada em 1989, ela custou, na época, US$ 1 bilhão. Inundou 2,6 mil quilômetros quadrados de riquíssimas florestas nativas, criando um dos maiores lagos artificiais do mundo. Os milhões de árvores que tiveram suas raízes submersas não foram retirados e transformados em madeira produtiva – estão lá apodrecendo. As águas do lago imenso produzem hoje apenas de 120 MW a 130 MW de energia; é a unidade de geração mais ineficiente entre as 113 hidrelétricas do País. E, para culminar a série de desastres, a vegetação inundada se tornou uma fonte gigantesca de emissão de gases de efeito estufa: emite 3,3 milhões de toneladas de carbono equivalente por ano, metade do que jogam na atmosfera os carros que circulam em São Paulo.
Os erros começaram pela escolha do local – uma área extremamente plana, 180 quilômetros ao norte de Manaus. Na planície, as águas se espalharam, rasas, por uma área imensa; há grandes trechos que podem ser percorridos com água na cintura, às vezes com a profundidade suficiente apenas para molhar os pés. A disparidade entre a área inundada e a capacidade de produção de energia é imensa. Para ficar na própria região amazônica, a usina de Tucuruí, no Pará, também alagou uma grande área; lá, o lago ocupa 2,4 mil km², mas a água represada do Rio Tocantins tem força para tocar uma usina de 4.245 MW, 17 vezes superior a Balbina.
A comparação com Itaipu torna Balbina ainda mais absurda. Itaipu tem um lago de 1,3 mil km², metade do da usina do Amazonas, e sua potência instalada é de 14 mil MW. A potência instalada de Balbina, já na época da inauguração, era de ridículos 250 MW. Mas a situação ali piora a cada ano: 18 anos depois, a capacidade instalada já não atinge nem esse limite baixo. Os equipamentos obsoletos, a baixa pressão da água e o acúmulo de sedimentos produzidos pelo apodrecimento das árvores largadas na área inundada continuam comprometendo o potencial de geração, e a capacidade instalada baixou para 235 MW.
No final dos anos 80, a formação do lago, com as águas mansas do Rio Uatumã, reduziu drasticamente o fluxo rio abaixo. Quando se alcançou a cota para funcionamento das turbinas, a Eletronorte liberou a água já saturada de material orgânico apodrecido. O caldo que desceu foi venenoso. “Meu amigo, foi tanto peixe morto! A Manaus Energia recolhia rede e mais rede de peixe boiando. Fizeram um buraco enorme para enterrar tudo. Daí, o peixe sumiu”, lembra o pescador Marcos Claudio da Silva (leia sobre a mortandade de peixes na página seguinte).
Hoje, quase 20 anos depois do fechamento da barragem, a contribuição de gases de efeito estufa em Balbina é dez vezes superior à emissão de uma termelétrica movida a carvão de potência igual à da hidrelétrica. “Para cada megawatt/hora (MW/h) gerado nessa hidrelétrica são liberadas 3,3 toneladas de carbono na atmosfera”, explica Alexandre Kemenes, pesquisador bolsista de um programa chamado Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), uma iniciativa internacional liderada pelo Brasil e abrigada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Numa térmica a carvão, a relação entre emissões de gases e a geração de 1 MW/h é de 0,33 tonelada.”
Além de medir as emissões, o trabalho de Kemenes, que durou cinco anos, indicou a principal fonte de gases de efeito estufa: o reservatório. Apenas 8% da área do lago, segundo cálculos feitos no estudo, foi desflorestada. É do lago que saem 84% dos gases. As emissões da usina são tão elevadas que superam todo o crédito de carbono obtido pela estatal Eletrobrás, que controla Balbina por intermédio da Eletronorte.
Até hoje, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) gerou créditos de 2,7 milhões de toneladas de carbono, volume que irá a leilão na BM&F. Os técnicos dizem que seria possível captar os gases (metano e gás carbônico) para produzir energia, como ocorre em aterros sanitários. “É viável, mas exige investimento”, diz Kemenes. “O problema é que não há investimento em Balbina.”
No grande salão da usina, onde ficam as cinco turbinas, uma frase em letras graúdas diz: “Balbina, respeito à natureza.”


O vigia fica a 500 km
Ibama fiscaliza o sul do Amazonas por satélite
José Maria Tomazela
Serraria Santo Antônio do Maturi, entre Humaitá e Apuí. Foto: José Luís da Conceição/AE
José Maria Tomazela revela que o garimpo, o gado e a soja avançam rumo ao Amazonas
Projeções sobre a destruição da Amazônia
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APUÍ (AM) - É como se a floresta se dissolvesse: o sul do Amazonas perdeu cerca de 2 milhões de hectares de floresta por ano nesta década. O Ibama, que deveria conter a devastação, olha tudo de longe. Monitora imagens de satélites em Manaus, a cerca de 500 quilômetros. Na região onde as motosserras e o fogo dizimam a floresta, os fiscais só aparecem uma vez por ano e ficam por um mês. Nessa época, os madeireiros tiram suas férias. “Quando a gente entra nas serrarias, vê dezenas de caminhões parados”, revela o analista ambiental Geraldo Motta.
Em setembro, os fiscais chegaram com a missão de localizar e autuar os responsáveis por 116 polígonos (áreas) de desmatamento. Em 15 dias, localizaram 77; destes, 22 foram multados em mais de R$ 5 milhões pela derrubada de 2,5 mil hectares. Alguns polígonos estavam em reservas ambientais e terras da União. Mas a fiscalização não chegou ao maior desmatamento mostrado pelos satélites: uma clareira de 1,5 mil hectares, equivalente a 1.500 campos de futebol, foi rasgada de um dia para o outro em Novo Aripuanã, provavelmente para formar uma fazenda de gado. “É dificílimo chegar lá, vamos ter de usar avião”, conta Motta.
Quando fiscaliza a região, a equipe do Ibama fica baseada em Apuí, na sede do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), o órgão estadual de meio ambiente. Em 2005, Motta autuou três amigos do promotor da cidade, flagrados com motosserras no interior da Floresta Nacional de Jatuarana. As máquinas foram apreendidas e cada um recebeu uma multa de R$ 50 mil.
A pressão dos agropecuaristas coloca em risco o mosaico de unidades ambientais da região, explica o engenheiro florestal David Alves da Silva, do Ipaam. São dez reservas ambientais, num total de 3,2 milhões de hectares, além de 15 reservas indígenas. Elas deveriam estar protegidas, diz David, mas fiscais detectaram a venda de lotes e projetos de manejo dentro das unidades: “Quando a fraude é revelada, o comprador já desmatou.” E é o Ipaam que fornece os planos de manejo para a exploração de madeira.
O madeireiro Vítor José de Souza, dono de uma serraria em Santo Antônio do Matupi, diz que a ausência do Estado favorece a devastação: “Um plano de manejo florestal leva 18 meses para sair porque tem de vir alguém de Manaus para fazer a vistoria.” Nesse meio tempo, os madeireiros clandestinos agem. O manejo florestal, garante Souza, gera mais dinheiro que o boi ou a agricultura: “Um lote de 100 hectares produz madeira suficiente para o cara viver sem fazer mais nada. Por que ele iria querer só desmatar?” Migrante do Paraná, Souza detém seis planos de manejo para abastecer a serraria.
Os madeireiros são obrigados a manter transitável a Transamazônica, usada para escoar a madeira para o sul do País. “Comprei 300 quilos de pregos e estou colocando dez caminhões com madeira para arrumar as pontes”, diz ele. Em muitos locais as pontes caíram e os veículos se equilibram em troncos estendidos sobre os rios. Essa não é a única evidência de que o poder público não tem sido capaz de fiscalizar. Os índios tenharins criaram um pedágio informal na rodovia – cobram R$ 15 dos carros, R$ 20 das caminhonetes e R$ 60 dos caminhões. A quem pede, dão até recibo. Os motoristas ainda são obrigados a lhes dar carona. Um caminhoneiro se negou e teve o veículo apreendido pelos índios. Em Novo Aripuanã, 150 crianças de dois bairros estão sem aulas desde janeiro. Embora a prefeitura pague aos professores, não há aulas.
Já Destruimos 17%
Domingo, 25 de novembro de 2007
Online Tragédia: já destruímos 17% O ritmo do desmatamento diminui. Ainda assim, em 5 anos, dizimamos uma área igual à de Portugal Herton Escobar Marca de queimada em mata na BR-319 entre Porto Velho e Humaitá. Foto: José Luís da Conceição/AE





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"A mata já era"
Como fazer tudo errado
Era uma vez a cana-de-açúcar...
Chaga dourada
Sob vista grossa
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Herton Escobar fala sobre a gigantesca concentração de biodiversidade da Amazônia
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Projeções sobre a destruição da Amazônia
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MANAUS - Some os territórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Reúna um exército incansável armado com motosserras e tratores que dizime toda a cobertura vegetal desses três Estados. Imagine essa área imensa pelada, sem árvores, substituídas por pastagens, plantações de soja e muita terra queimada. Esse é o cenário geral do desmatamento na Amazônia: 700 mil quilômetros quadrados de floresta destruídos em cinco décadas de ocupação predatória e desorganizada. Só nos últimos cinco anos foram mais de 100 mil km² desmatados, uma área maior do que a de Portugal.
O resultado é que 17% da cobertura original da Amazônia brasileira não existe mais. Não fosse pela dimensão extraordinária da floresta, ela já estaria ferida mortalmente. As marcas da violência aparecem nos mapas de monitoramento como enormes manchas vermelhas que avançam sobre a floresta, consumindo-a pelas beiradas e espalhando-se ao longo de rios e estradas. Nas regiões mais devastadas, como o interior de Rondônia, o norte de Mato Grosso, o leste do Pará e o norte do Maranhão (que juntas formam o chamado Arco do Desmatamento), o vermelho já predomina.
Nos 83% restantes da Amazônia, a situação também inspira cuidados. Por baixo da copa das árvores, a floresta é marcada por queimaduras, arranhões e outras cicatrizes que não aparecem nas imagens de satélite. Pesquisadores do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em Belém, estimam que só 43% do bioma permanece verdadeiramente intacto, livre de ocupação e da influência de atividades humanas – sejam elas legais ou ilegais.
A boa notícia é que o desflorestamento está em queda. Caiu mais de 50% nos últimos três anos: de 27.379 km² em 2004 (o segundo maior índice da história) para 14.039 km², em 2006. Mas é como comemorar uma tragédia. Catorze mil km² podem parecer pouco na escala da Amazônia, mas equivalem a 1,4 milhão de campos de futebol, ou 2,5 vezes a área do Distrito Federal. Em menos de um ano, seria suficiente para arrasar com todos os remanescentes de mata atlântica do litoral de São Paulo. Em ritmo semelhante, as belas florestas da Serra do Mar, Ilhabela, Juréia, Ilha do Cardoso e Jacupiranga desapareceriam num piscar de olhos.
A maior parte do desmatamento é ilegal. Pelo Código Florestal, proprietários de terra podem derrubar até 20% da floresta para práticas econômicas. A maioria derruba muito mais – não só em terras privadas, mas também nas públicas. Mato Grosso e Pará são os Estados que mais desmatam. O Amazonas, um pouco mais isolado da fronteira agrícola, é o que tem a maior parte de seu território conservada: 98%. Rondônia, Maranhão e Tocantins já quase não têm mais florestas fora das áreas de conservação.
Não há consenso sobre os motivos para a diminuição do desmatamento. Apesar dos esforços intensos do governo com a criação de áreas protegidas, fiscalização, repressão e regulamentação fundiária, um estudo do Imazon indica que 83% da variação dos índices de desmatamento nos últimos 12 anos (1995-2007) se deve exclusivamente a oscilações nos preços da soja e da carne no mercado internacional – as duas principais commodities que impulsionam a destruição da floresta.
“A influência é muito forte”, diz o pesquisador Paulo Barreto, autor dos cálculos. “Com base nessa relação, a queda do desmatamento nos últimos anos foi totalmente previsível.” Outros cientistas discordam. “Que o mercado tem influência, não há dúvida, mas dizer que só isso explica o que aconteceu nos últimos três anos não é correto”, afirma Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Há quem considere muito cedo para tirar conclusões . “Precisamos de uma avaliação que seja justa por um lado, mas não ingênua pelo outro”, opina Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). “Se tivermos mais dois anos de redução no desmatamento, aí sim, poderemos dizer que há uma tendência de queda.”
O momento é de apreensão: com o reaquecimento do mercado internacional de commodities, não se sabe por quanto tempo será possível manter o desmatamento em ritmo de queda. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, empresário conhecido como “rei da soja”, diz que o desmatamento é um “leão adormecido”, prestes a acordar. Muitos temem também o avanço da cana-de-açúcar – que, levada pela onda dos biocombustíveis, está entrando na região e empurrando os bois mais para dentro da floresta.
Os primeiros sinais de alerta já soaram. Entre junho e setembro deste ano, o desmatamento na Amazônia aumentou 7,5% em relação ao mesmo período de 2006, segundo o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), gerenciado pelo Inpe. Começou com uma queda de 33% em junho, depois cresceu 4% em julho, 53% em agosto e 107%, em setembro. “Os dados apontam uma retomada de aceleração do desmatamento”, avalia o gerente do Programa de Monitoramento por Satélites do Inpe, Dalton Valeriano. As coisas parecem estar voltando ao normal, após uma anormalidade que era o desmatamento muito baixo nos últimos anos.” A área total desmatada nos quatro meses passou de 4.250 km² para 4.570 km². Rondônia registrou o quadro mais crítico, com aumento de 600% no mês de setembro. No Pará e em Mato Grosso, o aumento total no período foi de 50%.
As causas da retomada também são motivo de especulação. O reaquecimento do mercado é o principal suspeito, talvez intensificado pelo calor de uma seca tardia e por interesses políticos ligados às eleições municipais de 2008.
O Ministério do Meio Ambiente prepara uma estratégia emergencial de combate para o próximo ano, assim como uma nova versão do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, com forte ênfase no uso sustentável da floresta e no aproveitamento de áreas já desmatadas. O secretário executivo da pasta, João Paulo Capobianco, acredita que será possível manter o desmatamento em queda, mesmo com uma retomada dos preços de soja e carne. “A realidade agora é outra. Pela primeira vez temos uma atuação integrada, planejada e sistemática na região”, diz.
As taxas anuais de desmatamento na Amazônia são calculadas de agosto de um ano a julho do outro. Para Capobianco, o aumento recente preocupa, mas não significa que o índice total voltará a crescer. “O Deter foi criado justamente para isso, para detectar tendências a tempo de fazermos alguma coisa a respeito”, afirma. Dois dos quatro meses analisados (junho e julho) já foram computados na taxa de 2007, que poderá ser a menor da história – estimada em torno de 10 mil km². O cálculo oficial deverá ser divulgado neste mês pelo Inpe. “Quanto menor o desmatamento, mais difícil é mantê-lo baixo”, afirma Capobianco. “O aumento relativo parece grande, mas em números absolutos ainda é muito pouco, de cerca de 320 km².”
Por enquanto, os cenários para o futuro permanecem pouco animadores. Pesquisadores estimam que 40% da Amazônia poderá desaparecer até 2050 se não houver uma alteração drástica no tratamento da região. “Ainda é cedo para dizer se houve uma mudança de trajetória”, diz o cientista Britaldo Soares-Filho, do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O desmatamento arrefeceu, mas o modelo de ocupação predatória continua. Faltam incentivos para andar na lei; quem tenta fazer a coisa certa é penalizado.”
A dura realidade na Amazônia é que o crime ambiental compensa. Quem pratica raramente é pego e quem é pego quase nunca sofre punição. Praticamente ninguém é preso. Bilhões de reais em multas são aplicados, mas quase nada é arrecadado. Quem desmata lucra com a madeira. Quem conserva não ganha nada. Por isso, a forma mais fácil de ganhar dinheiro na floresta é acabando com ela. “Por bem ou por mal, tudo na Amazônia depende do desmatamento. É o que mantém a economia funcionando”, diz Capobianco.
Assim como há muitas Amazônias, há muitos tipos de desmatamento, com causas que variam de acordo com as características sociais, ambientais e econômicas de cada região. De uma maneira geral, entretanto, todos carregam em comum a herança de um modelo econômico centrado na agropecuária e na remoção da floresta como forma de valorizar a terra. Até o fim da década de 80, o desmatamento era subsidiado até pelo governo, que exigia a remoção da floresta para fazer a titulação das terras.
Hoje, o desmatamento não é mais incentivado, mas para a conservação resta apenas o incentivo ético de preservar a natureza. Modelos econômicos alternativos, como o manejo florestal, até existem, mas são todos mais caros, demorados, burocráticos e tecnicamente mais complexos do que desmatar. Por mais magros que sejam os bois, eles pagam a conta no fim do mês. A floresta, não. Enquanto esse modelo perdurar, dizem os especialistas, não há contingente de polícia que dê conta. Na prática, a única maneira de salvar a floresta é fazer com que ela dê dinheiro.
“Infelizmente, é uma questão econômica. Precisamos urgentemente de um mecanismo monetário de valorização da floresta em pé”, afirma Paulo Moutinho, do Ipam. “Sem isso, o destino da Amazônia será o mesmo da mata atlântica; não tenho dúvida.”
Para tanto, não seria preciso nem mexer na floresta. Bastaria mantê-la intacta, reconhecendo (e remunerando) os serviços ambientais que são prestados por ela, como produção de chuvas, controle de erosão e armazenamento de carbono. Recentemente, uma coalizão de nove ONGs apresentou um Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento da Amazônia, com meta de zerar a destruição do bioma até 2015. O primeiro item na lista de prioridades: “criação de instrumentos normativos e econmicos que valorizem a floresta em pé”. O custo: R$ 1bilhão por ano.
O governo do Amazonas criou o Bolsa-Floresta, programa que dá R$ 50 por mês a famílias que deixam de desmatar, como pagamento pela preservação dos estoques florestais de carbono. O governo federal também quer criar uma “economia da floresta”, baseada na exploração sustentável de produtos naturais. O passo inicial foi dado com a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas e a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que vai supervisionar a concessão de áreas federais para empreendimentos privados e comunitários.
Além da madeira, a intenção é incentivar o aproveitamento de outros produtos, como frutos, óleos, fibras e resinas. Hoje, no modelo de exploração ilegal, a floresta é explorada como numa pesca de arrasto: algumas poucas espécies mais lucrativas são aproveitadas, enquanto o resto é abandonado – no caso da Amazônia, deixado no chão para queimar. Apenas uma parte ínfima da biodiversidade é aproveitada de maneira efetiva. Mais de 70% do desmatamento é feito para a abertura de pastos. Seria o mesmo que dinamitar a Grande Barreira de Corais da Austrália para instalar fazendas de piscicultura. Uma tragédia que acontece diariamente na Amazônia.
“Enquanto a floresta não tiver valor econômico, vai sempre perder para a soja, a madeira, o boi”, diz a geógrafa Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Só preservar não basta. Temos de aprender a usar o patrimônio da Amazônia sem destruí-la.”
A solução não está só nas florestas. Para o pesquisador Evaristo Miranda, chefe da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas, a redução do desmatamento passa por melhoria da qualidade de vida nas cidades amazônicas – onde vivem mais de 70% dos 23,5 milhões de habitantes da região. “Se existisse mais emprego nas cidades, o desmatamento cairia drasticamente”, afirma Miranda, que há 20 anos estuda o desenvolvimento da Amazônia por imagens de satélite e pesquisas de campo. “Não dá para falar em conservação na Amazônia sem falar nas cidades; é uma hipocrisia.”
Miranda é pragmático: além de investir em sistemas agroflorestais (hoje altamente improdutivos), é preciso investir em pesquisas para aumentar “verticalmente” a produção agrícola e pecuária na região. “Quem vive na Amazônia também quer leite, carne, iogurte”, diz. “Com tecnologias adequadas, é possível dobrar a produção sem derrubar uma árvore. Talvez até triplicar.”
Por fim, engana-se quem pensa que o desmatamento abre caminho para o desenvolvimento. Segundo estudo recente do Imazon, os índices de qualidade de vida nas regiões mais desmatadas são equivalentes ou até piores do que nas regiões mais preservadas. Comunidades que cresceram economicamente com o desmatamento são exceção.
Essa talvez seja a ironia mais cruel: a Amazônia está sendo destruída de graça. Sai a floresta, desaparece a biodiversidade, fica a pobreza.
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Domingo, 25 de novembro de 2007 Online
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Exótica e esplendorosa, mas tratada com ambigüidade e distanciamento, a Amazônia pode ser salva, mas antes é preciso conhecê-la
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Ainda é possível salvar a Amazônia? Há tempos, essa pergunta desafia as consciências brasileiras sem que para ela, ao longo dos anos e dos governos, o Estado tenha formulado uma resposta confiável e definitiva. A Amazônia tem sido mais conhecida pelas ameaças que pairam sobre ela. As notícias sobre essa exótica e esplendorosa região estão quase sempre associadas à devastação da floresta, à contaminação das águas, à extinção da biodiversidade, à degradação dos seus habitantes nativos. Repete-se sempre a especulação de que o Brasil não teria competência para geri-la. Essa seqüência de notícias ruins tem fundamentos reais. O Brasil tem tratado com ambigüidade e distanciamento o maior tesouro biológico do planeta, que lhe pertence.
Durante três meses percorremos a Amazônia para revelar as tragédias e conhecer as experiências que poderão preservar a mais rica biodiversidade da Terra. Encontramos áreas completamente arrasadas. Mas descobrimos iniciativas em reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável que devolvem a esperança de uma exploração ambientalmente correta. Visitamos lideranças indígenas e povoados empobrecidos. Ouvimos militares que atuam na região e pesquisadores que são obrigados a trabalhar sem proteção legal.
Desbravamos uma realidade superlativa. A Amazônia cobre metade do território nacional. Dentro dela caberia a área de praticamente toda a Europa (excluindo os países da antiga União Soviética). O bioma amazônico, espalhado por nove países da América do Sul, tem 6,6 milhões de quilômetros quadrados; o Brasil é dono de 65% do total, com 4,2 milhões de km² de floresta quente, úmida e repleta de espécies.
A região é central no debate sobre o aquecimento global porque cerca de 75% das emissões de CO2 do Brasil têm origem no desmatamento. Mas é aí que entra a novidade: cruzamento de dados indica que a Amazônia tem capacidade para retirar por ano da atmosfera, pela fotossíntese, até 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, mais do que todo o País emite, cerca de 1,5 bilhão de toneladas.
O desflorestamento já consumiu 17% da Amazônia – ou 700 mil km², o equivalente à área somada de Minas Gerais, Rio e Espírito Santo. Ainda assim, ela é, de longe, a maior extensão contínua de floresta tropical do mundo. Em seus rios, há 2 mil espécies de peixes (na Europa inteira há 200). Num círculo de 150 km ao redor de Manaus, encontram-se mais espécies de aves do que no Canadá e nos EUA, juntos. Numa só árvore da Amazônia foram identificadas 95 espécies de formigas: 10 a menos do que as que existem em toda a Alemanha.
O que parece ser uma floresta homogênea é, na verdade, um mosaico de paisagens e ecossistemas muito diferenciados – planaltos, depressões, montanhas, terrenos alagados e de terra firme, rios de todos os tamanhos, águas de cores variadas, algumas ácidas, outras alcalinas, florestas úmidas, florestas secas, savanas, pântanos e manguezais.
Esse impressionante conjunto atrai a cobiça dos aventureiros e parece inibir a ação do Estado. Na hora de tomar decisões sobre a Amazônia, os governos parecem ficar sempre com um pé no bote e outro no barranco, hesitantes ante a escala grandiosa, a diversidade impactante, o desconhecimento científico de como tratar cada questão e dar inteireza e integração aos planos. Se não estimulam alguma ocupação, atiçam a cobiça internacional; se planejam aproveitar os recursos, são acusados de leniência com a devastação.
Agora, parece haver uma firme tendência consensual para o modelo de desenvolvimento sustentado, que significa extrair recursos da floresta sem devastá-la. No artigo que escreveu especialmente para esta edição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que “as soluções para a Amazônia têm de ser maiores que governos e mandatos, têm de ser assumidas pela sociedade brasileira e suas instituições”.
Algumas reservas federais e estaduais do Amazonas já praticam esse conceito, com importantes avanços. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Cujubim, com 24 mil km², maior que Israel, a dez dias de barco de Jutaí, nas profundezas do oeste amazônico, a extração de madeira está contida, embora a lei da sobrevivência ainda leve os moradores a pescar pirarucus e pegar tracajás para vender. Nelas, muitos ribeirinhos já abandonaram práticas ilegais, embora ainda não cumpram todas as regras.
Até chegar a esse modelo, o País optou pelo meio-termo e se ausentou, deixando um perigoso vazio institucional. É nas trilhas desse vazio, desfraldando falsas bandeiras do progresso, que aventureiros nacionais e internacionais invadiram a floresta e desataram as tragédias.
A maior delas é a devastação. Depois de cair pela metade entre 2000 e 2006, o desmatamento voltou a crescer no verão amazônico que se encerrou em outubro – 14 mil km² de florestas foram abaixo no último ano, o que dá quase um Líbano e meio.
Na alta estação da queimada, a fumaça encobre o sol nas estradas, obrigando os motoristas a acender os faróis durante o dia. Em geral, a floresta cai para que sejam feitos pastos; quando eles se degradam, os pecuaristas cedem o espaço a plantações de soja. As ocupações são feitas, quase sempre, por meio de grilagem ou títulos cedidos pelo Incra.
A ciência apenas tangencia essa diversidade. Existem menos doutores em toda a Amazônia Legal (3.241) do que na Universidade de São Paulo (5.028). Deles, menos da metade se dedica a pesquisas e outra metade está a caminho da aposentadoria. Só 30% dos trabalhos científicos publicados no mundo sobre a Amazônia são produzidos no Brasil e só 9% são de pesquisadores locais. Como vamos entender um ecossistema se nem conhecemos as espécies que fazem parte dele?
A ocupação da terra amazônica beira o caos. Depois da Constituição de 1988, os índios passaram a ser donos de 13% do território nacional, inclusive regiões de jazidas minerais. As antigas fórmulas de se relacionar com o índio foram abandonadas: a Igreja foi substituída por uma maciça presença das organizações não-governamentais (ONGs), que almejam transformar os indígenas em gestores de suas próprias políticas. Hoje, líderes indígenas formados em universidades dirigem entidades e se espelham em Evo Morales, o índio aimará que preside a Bolívia. Mas, como pararam de caçar e pescar, a comida das aldeias depende de cestas básicas e do Bolsa-Família.
A chegada maciça das ONGs, muitas delas estrangeiras, preocupa o meio militar. Entre 1999 e 2006, 29 mil delas receberam R$ 33 bilhões de recursos federais – e não se sabe quanto arrecadam no exterior. Para as Forças Armadas, o novo Plano Estratégico de Defesa Nacional, a ser anunciado em breve, aumentará a presença do Exército na região e facilitará a fiscalização das ONGs. O Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que já consumiu US$ 1,4 bilhão ao longo de sete anos, hoje cobre com eficácia 5,5 milhões de km², mas o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), civil, funciona precariamente.
Os governos e a ciência negligenciam a Amazônia; os brasileiros comuns a ignoram. No ano passado, enquanto 200 mil turistas brasileiros visitaram a Disney World, na Flórida, apenas 150 mil visitaram o Estado do Amazonas, que abarca a parte mais preservada da floresta (tem apenas 2% desmatados). Em compensação, um quinto dos 5 milhões de turistas estrangeiros que anualmente visitam o Brasil vai à Amazônia – mais que o dobro dos brasileiros.
O distanciamento que nos separa da Amazônia faz com que a região seja, ao mesmo tempo, ambígua fonte de orgulho e de aborrecimento, deslumbramento e estranhamento, atração e repulsa. Mas não há como negar a presença dela em nossa vida. Quando um paulista bebe um copo d’água, garante a ciência, está bebendo água amazônica. O regime de chuvas do Sul-Sudeste depende da umidade produzida pela floresta e exportada pelos “rios voadores”.
Para salvar a Amazônia é preciso conhecê-la. Com seu mistério e sua importância vital, ela é um irresistível objeto de interesse e curiosidade. Para isso, as reportagens desta edição pretendem servir de matéria-prima.
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Durante três meses percorremos a Amazônia para revelar as tragédias e conhecer as experiências que poderão preservar a mais rica biodiversidade da Terra. Encontramos áreas completamente arrasadas. Mas descobrimos iniciativas em reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável que devolvem a esperança de uma exploração ambientalmente correta. Visitamos lideranças indígenas e povoados empobrecidos. Ouvimos militares que atuam na região e pesquisadores que são obrigados a trabalhar sem proteção legal.
Desbravamos uma realidade superlativa. A Amazônia cobre metade do território nacional. Dentro dela caberia a área de praticamente toda a Europa (excluindo os países da antiga União Soviética). O bioma amazônico, espalhado por nove países da América do Sul, tem 6,6 milhões de quilômetros quadrados; o Brasil é dono de 65% do total, com 4,2 milhões de km² de floresta quente, úmida e repleta de espécies.
A região é central no debate sobre o aquecimento global porque cerca de 75% das emissões de CO2 do Brasil têm origem no desmatamento. Mas é aí que entra a novidade: cruzamento de dados indica que a Amazônia tem capacidade para retirar por ano da atmosfera, pela fotossíntese, até 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, mais do que todo o País emite, cerca de 1,5 bilhão de toneladas.
O desflorestamento já consumiu 17% da Amazônia – ou 700 mil km², o equivalente à área somada de Minas Gerais, Rio e Espírito Santo. Ainda assim, ela é, de longe, a maior extensão contínua de floresta tropical do mundo. Em seus rios, há 2 mil espécies de peixes (na Europa inteira há 200). Num círculo de 150 km ao redor de Manaus, encontram-se mais espécies de aves do que no Canadá e nos EUA, juntos. Numa só árvore da Amazônia foram identificadas 95 espécies de formigas: 10 a menos do que as que existem em toda a Alemanha.
O que parece ser uma floresta homogênea é, na verdade, um mosaico de paisagens e ecossistemas muito diferenciados – planaltos, depressões, montanhas, terrenos alagados e de terra firme, rios de todos os tamanhos, águas de cores variadas, algumas ácidas, outras alcalinas, florestas úmidas, florestas secas, savanas, pântanos e manguezais.
Esse impressionante conjunto atrai a cobiça dos aventureiros e parece inibir a ação do Estado. Na hora de tomar decisões sobre a Amazônia, os governos parecem ficar sempre com um pé no bote e outro no barranco, hesitantes ante a escala grandiosa, a diversidade impactante, o desconhecimento científico de como tratar cada questão e dar inteireza e integração aos planos. Se não estimulam alguma ocupação, atiçam a cobiça internacional; se planejam aproveitar os recursos, são acusados de leniência com a devastação.
Agora, parece haver uma firme tendência consensual para o modelo de desenvolvimento sustentado, que significa extrair recursos da floresta sem devastá-la. No artigo que escreveu especialmente para esta edição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que “as soluções para a Amazônia têm de ser maiores que governos e mandatos, têm de ser assumidas pela sociedade brasileira e suas instituições”.
Algumas reservas federais e estaduais do Amazonas já praticam esse conceito, com importantes avanços. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Cujubim, com 24 mil km², maior que Israel, a dez dias de barco de Jutaí, nas profundezas do oeste amazônico, a extração de madeira está contida, embora a lei da sobrevivência ainda leve os moradores a pescar pirarucus e pegar tracajás para vender. Nelas, muitos ribeirinhos já abandonaram práticas ilegais, embora ainda não cumpram todas as regras.
Até chegar a esse modelo, o País optou pelo meio-termo e se ausentou, deixando um perigoso vazio institucional. É nas trilhas desse vazio, desfraldando falsas bandeiras do progresso, que aventureiros nacionais e internacionais invadiram a floresta e desataram as tragédias.
A maior delas é a devastação. Depois de cair pela metade entre 2000 e 2006, o desmatamento voltou a crescer no verão amazônico que se encerrou em outubro – 14 mil km² de florestas foram abaixo no último ano, o que dá quase um Líbano e meio.
Na alta estação da queimada, a fumaça encobre o sol nas estradas, obrigando os motoristas a acender os faróis durante o dia. Em geral, a floresta cai para que sejam feitos pastos; quando eles se degradam, os pecuaristas cedem o espaço a plantações de soja. As ocupações são feitas, quase sempre, por meio de grilagem ou títulos cedidos pelo Incra.
A ciência apenas tangencia essa diversidade. Existem menos doutores em toda a Amazônia Legal (3.241) do que na Universidade de São Paulo (5.028). Deles, menos da metade se dedica a pesquisas e outra metade está a caminho da aposentadoria. Só 30% dos trabalhos científicos publicados no mundo sobre a Amazônia são produzidos no Brasil e só 9% são de pesquisadores locais. Como vamos entender um ecossistema se nem conhecemos as espécies que fazem parte dele?
A ocupação da terra amazônica beira o caos. Depois da Constituição de 1988, os índios passaram a ser donos de 13% do território nacional, inclusive regiões de jazidas minerais. As antigas fórmulas de se relacionar com o índio foram abandonadas: a Igreja foi substituída por uma maciça presença das organizações não-governamentais (ONGs), que almejam transformar os indígenas em gestores de suas próprias políticas. Hoje, líderes indígenas formados em universidades dirigem entidades e se espelham em Evo Morales, o índio aimará que preside a Bolívia. Mas, como pararam de caçar e pescar, a comida das aldeias depende de cestas básicas e do Bolsa-Família.
A chegada maciça das ONGs, muitas delas estrangeiras, preocupa o meio militar. Entre 1999 e 2006, 29 mil delas receberam R$ 33 bilhões de recursos federais – e não se sabe quanto arrecadam no exterior. Para as Forças Armadas, o novo Plano Estratégico de Defesa Nacional, a ser anunciado em breve, aumentará a presença do Exército na região e facilitará a fiscalização das ONGs. O Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que já consumiu US$ 1,4 bilhão ao longo de sete anos, hoje cobre com eficácia 5,5 milhões de km², mas o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), civil, funciona precariamente.
Os governos e a ciência negligenciam a Amazônia; os brasileiros comuns a ignoram. No ano passado, enquanto 200 mil turistas brasileiros visitaram a Disney World, na Flórida, apenas 150 mil visitaram o Estado do Amazonas, que abarca a parte mais preservada da floresta (tem apenas 2% desmatados). Em compensação, um quinto dos 5 milhões de turistas estrangeiros que anualmente visitam o Brasil vai à Amazônia – mais que o dobro dos brasileiros.
O distanciamento que nos separa da Amazônia faz com que a região seja, ao mesmo tempo, ambígua fonte de orgulho e de aborrecimento, deslumbramento e estranhamento, atração e repulsa. Mas não há como negar a presença dela em nossa vida. Quando um paulista bebe um copo d’água, garante a ciência, está bebendo água amazônica. O regime de chuvas do Sul-Sudeste depende da umidade produzida pela floresta e exportada pelos “rios voadores”.
Para salvar a Amazônia é preciso conhecê-la. Com seu mistério e sua importância vital, ela é um irresistível objeto de interesse e curiosidade. Para isso, as reportagens desta edição pretendem servir de matéria-prima.
sábado, 3 de outubro de 2009
Promotor da Exemplo
Determinado a proteger as translúcidas águas de Bonito-MS, o promotor Luciano Loubet fez valer o desacreditado Código Florestal Brasileiro para salvar um dos mais belos destinos de eco turismo do país. Hoje o projeto Formoso Vivo, idealizado por ele, serve de modelo para um programa que garanta a preservação de milhares de hectares de mata ciliar no Mato Grosso do Sul. (Espero que essa atitude sirva e se multiplique entre as autoridades em geral e principalmente entre a classe política que sempre colocam os seus interesses particulares em primeiro plano, deixando os da nação sempre para depois), congratulo-me com o Sr. Promotor Luciano Loubat, parabéns pela sua iniciativa e que de fato sirva de estimulo para tantos outros nesse Brasil cedente de justiça 09/2009
Contaminação de Mineradora Mata Crianças
A empresa Ipomi, explorou o Manganês na Vila do Lespão no Pará divisa com Macapá e a consequencia é que muitas crianças já morreram e outras nasceram sem cérebro provocado sem duvida pela ação da Mineradora
Não se cale, denuncie empresas que agridem o meio ambiente 02/12/07.
Não se cale, denuncie empresas que agridem o meio ambiente 02/12/07.
Poluição em área de Proteção
Gostaria de saber como é possível que Governo do Estado e a Prefeitura do Município de Cananéia, litoral sul de São Paulo, concedeu permissão para implantação de uma fabrica de ração animal no km 31 da Rodovia SP 266, em área considerada de Proteção Ambiental e mais o mau cheiro que exala pela região e polui a reserva ambiental na localidade de Folha Larga, também torna-se insustentável porque afeta a saúde de moradores da região e lógico tendo o Governo que gastar mais com internações e tratamentos com a população local. Mesmo com muitas reclamações não há fiscalização e o problema persiste há 1 ano e 6 meses e eu pergunto até quando? Não se cale Denuncie e seja um cidadão ou cidadã comprometido com o bem estar de todos e com o meio ambiente equilibrado, respeitando todas as formas de vida
Gostaria de saber como é possível que Governo do Estado e a Prefeitura do Município de Cananéia, litoral sul de São Paulo, concedeu permissão para implantação de uma fabrica de ração animal no km 31 da Rodovia SP 266, em área considerada de Proteção Ambiental e mais o mau cheiro que exala pela região e polui a reserva ambiental na localidade de Folha Larga, também torna-se insustentável porque afeta a saúde de moradores da região e lógico tendo o Governo que gastar mais com internações e tratamentos com a população local. Mesmo com muitas reclamações não há fiscalização e o problema persiste há 1 ano e 6 meses e eu pergunto até quando? Não se cale Denuncie e seja um cidadão ou cidadã comprometido com o bem estar de todos e com o meio ambiente equilibrado, respeitando todas as formas de vida
A Falta de Polícia nas Fronteiras
Mais de 1000³ de madeira foi derrubada próximo a aldeia indigna Axeninca (AC) próximo a fronteira com o Peru e o pior de tudo por Peruanos, ou seja além de tudo pessoas de outro país invadem o território Brasileiro derrubam a mata provocam uma catástrofe no bioma local e na maioria das vezes ganham muito dinheiro deixando em troca apenas o ónus para nós e o pior é que as autoridades, vazem vista grossa já que ninguém foi devidamente e principalmente
punido; até quando vamos permitir que esse tipo de acontecimento continue a ocorrer em nosso território; nào se cale denuncie porque quem cala consente 27/07/07.
punido; até quando vamos permitir que esse tipo de acontecimento continue a ocorrer em nosso território; nào se cale denuncie porque quem cala consente 27/07/07.
Desmatamento no Pará
O Imazon, denuncia um grande desmatamento no Pará, perto de Santarém;
Nào se cale denuncie ajude o meio ambiente do Brasil 07/2007.
Nào se cale denuncie ajude o meio ambiente do Brasil 07/2007.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Quadrilha
O Delegado da Policia Federal de Belém (PA) Dr. Sergio Rovani, desarticulou quadrilha que desmatou uma área enorme e inclusive foi constatado muitos agentes do próprio Ibama envolvidos diretamente; Parabéns 29/06/07.
Destruir Oficialmente Pode
A justiça deu ganho de causa para os ambientalistas proibindo a formação do lago da UHE de Barra Grande( ), entre outros motivos também foi encontrado na região a Dychia distachya, planta raríssima que está correndo risco de extinção, mas o Governo recorreu em instâncias superiores e conseguiu reverter os mandatos; para continuar a destruição sem a menor consideração pelas riquezas do país, também vai construir as UHEs de Salto Pilão e Paiquerê ambas em Santa Catarina chegando ao cumulo de desviar permanentemente o leito do rio
(Não se cale, proteste contra uma única ordem que vem dos governantes. está liberado a destruição total contra a natureza )03/06/07
(Não se cale, proteste contra uma única ordem que vem dos governantes. está liberado a destruição total contra a natureza )03/06/07
A Mata Vira Carvão
Denuncia de desmatamento em Minas Gerais, para fazer uma grande quantidade de carvão 01/07/07.
Brasil 4º Maior Poluidor
O Brasil já é o quarto (04) país do mundo, com maior índice de lançamento de gases na atmosfera (seis) 06 milhões de toneladas 02/06/07.
Apreensão de Pássaros
Foi apreendido em Abaetetuba (PA), uma enorme quantidade de pássaros pelos agentes do IBAMA 02/06/07.
UHE de Estreito
A UHE de Estreito localizada no território do (MA), vai inundar uma área de 450 km² entre os Estados de Maranhão e Tocantins 23/04/07.
sábado, 26 de setembro de 2009
Mortandade de Peixes
Em Março de 2007 uma enorme quantidade de peixes algo em torno de 50 toneladas, apareceram boiando no reconcavo baiano e não se ouviu falar em punição; manifeste-se não se cale lute por um país melhor para todos 24/03/07.
Estação Ecológica de Murici
A Estação Ecológica de Murici em (PE) com apenas 6.100 ha, (em se tratando de área de proteção ambiental) é diminuta e mesmo assim tem uma grande quantidade de pássaros sendo que (quatro) 04 espécies são endémicas ou seja, só existem lá e nem com uma avifauna exemplar para toda a região, os agricultores e madeireiros cessam com o desmatamento
Mande e-mail, envie carta, telefone pressione os deputados e o Prefeito do município para que ele proteja e até aumente a área da Estação E. para assegurar a riqueza da região 09/03/07.
Mande e-mail, envie carta, telefone pressione os deputados e o Prefeito do município para que ele proteja e até aumente a área da Estação E. para assegurar a riqueza da região 09/03/07.
Peixes do Pantanal UHE
A UHE Hidroelétrica do rio Manso foi construída sem a chamada (escada) única maneira para os peixes poderem ultrapassar o paredão com 80 metros de altura e continuarem o ciclo da vida, que todos conhecem como piraçema, por si só já seria o suficiente para colocar em extinção toda a vida aquática do rio, mas com o turismo da pesca os turistas acabam comprando dos pescadores profissionais, grandes quantidades de peixes e também pelo numero excessivo de barcos de turistas "hoje já passam de (três) 3 mil" por dia, no vai e vem durante o dia e a noite atordoando em definitivo com os que conseguiram escapar dos anzóis; é só uma questão de tempo para acabar com toda a biodversidade da região, sumindo os peixes sumirão com toda a fauna que encontra neles a principal fonte de alimentação e eu pergunto a todos; até quando vamos permitir que atitudes desumana e burra das autoridades irresponsáveis, inconsequentes e corpo técnico das construtoras, irão continuar agindo dessa forma? é o que sempre falo, é perfeitamente possível o desenvolvimento tecnológico respeitando a nossa biodversidade, basta ser responsável e profissional; tarda mas não falha e chegará o dia em que todos esses que ai estão, irão para traz das grades a justiça a de ser feita e será impreterivelmente! 18/02/07.
Desmatamento em Reserva Indigina
Em nova Esperança do Pará, localizado no nordeste do estado, estão desmatando até mesmo dentro de Reserva Indigina; não fique calado manifeste-se 07/02/07.
Novo Garimpo
Em Nova Olinda do Norte (PA), correu a noticia de que havia sido descoberto um novo garimpo, localizado no rio Juma próximo a cidade de Apuí e contando já com mais de (quinhentos) 500 homens em plena atividade ou seja derrubando a mata, contaminando a água com o mercúrio, sendo que esse provocará a extinção de toda a ictiofauna do rio, caçando, desviando o leito do rio provocando total destruição do ecossistema da região e sem chance de recuperação do mesmo, como aconteceu com a famosa e catastrófica Serra Pelada. 04/02/07
Pantanal Nordestino
No sul do Piauí, local conhecida como Pantanal Nordestino, devido ao grande numero de espécies encontradas na região, algumas endémicas, talves seja a maior de todo o nordeste dentro de uma área de "preservação" ou que pelo menos deveria ser onde existe até mesmo uma grande placa do IBAMA, identificando a área de Reserva Ecológica e claro vigiada como tal pelo próprio órgão de proteção ao meio ambiente, onde o mesmo permitiu a instalação de pasmem 300 (trezentos) fornos para carvoaria na chamada Serra Vermelha ou seja, além de não fiscalizar ainda permitem que clandestinos instalem fornos para queimar a mata da reserva que deveria ser protegida por lei; o que devemos fazer? queridos irmãos e irmãs me ajudem não fiquem calados, porque quem cala consente, mande e-mails, telefonem, mandem carta para os deputados em Brasília, informe-os que se não tomarem providências urgentes não mais receberam seus votos, protestem e não votem mais nesses que ai estão, chega de tantas mentiras a devastação está sendo avassaladora e cruel em todos os biomas do país.
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sábado, 19 de setembro de 2009
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A todos que seguem esse blog, peço a gentileza de comentarem sobre as denuncias que levo ao conhecimento de todos os Brasileiros que amam a pátria amada e idolatrada.
Parque do Cristalino em Risco
O Parque do Cristalino no (MT), com uma área de 186.000 ha, que já é diminuta para o que se propõe a fazer (proteger a biota da região), ainda está correndo grande risco de diminuir de tamanho, já que os Deputados do Estado aprovaram um artigo nesse sentido 22/12/06.
Desmatamento em Reserva Índigina
No município de Paranatai (MT), madeireiros já tiraram ilegalmente mais de 1.500 m³ da reserva índigina 23/11/06. Não fique calado escreva, mande e-mail, telefone, mande carta para Deputados (Estadual e Federal) Governadores, Prefeitos cobre ações por parte deles para nós protegermos ainda o que resta antes que acabe.
Acorda Brasil
A Ponte do rio Orinoco entre Brasil e Venezuela custou ao Brasil ou a todos nós somente R$ 1.200 000,000 e o Presidente Lula ainda permitiu que o Hugo Chaves da Venezuela usasse politicamente a inauguração como parte da campanha politica do mesmo já que haveria eleições naquele país em poucos dias. Essa ponte abrirá novas fronteiras para o contrabando de nossos produtos e em troca a entrada de armas para tirar a vida de nós Brasileiros assim como já acontece no sul do país com a ponte Brasil Paraguai Grande integração. 13/11/06
Siderurgicas Destruindo o Pantanal
Em Aquidauana pantanal matogrossense (MS), carvoarias já desmataram grandes áreas, secando rio da região e provocando total desequilibrio do ecossistema da região e o pior é que mandavam a madeira para Siderurgicas de Minas Gerais. 04/11/06
Mortandade de Peixes
Rio do Sino e Arroio Portão em Porto Alegre (RS), houve uma grande mortandade (toneladas) de peixes que apareceram boiando na superfície da água, a imagem era terrível e a empresa que provocou a tragédia é a Ultreja, sendo que o dono fugiu 09/10/06.
UHE de Paranatinga
Em Paranatinga (MT), Índios da região não querem a construção da UHE Usina Hidroelétrica devido a grande transformação do ecossistema que ocorrerá na região
Menor em Carvoaria
Em Ibituruna (PR), dois gravíssimos erros, criança de (seis) 6 anos, trabalhava em carvoaria de desmatamento irregular.
Continua o Roubo da Nossa Biodiversidade
Em Tapirai (SP), foram apreendidas muitas aves, algumas já sem vida devido os maus tratos; e lembre-se cada animal que você avista nas feiras e outros lugares clandestinos, dez isso mesmo dez perderam a vida, não se cale porque quem cala consente
Roubo da Nossa Biodiversidade
Foi apreendido em Vargem Grande Paulista (SP), grande quantidade de Borboletas, formigas, besouros e outros
Mais Desmatamento
Serra da Pedra Grande na divisa de São Paulo com Minas Gerais, está sendo totalmente destruida por mineradoras, a água que éra limpa e em grande volume agora está pouca e suja; Não fique calado escreva, mande e-mail, telefone, mande carta para Deputados (Estadual e Federal) Governadores, Prefeitos cobre ações por parte deles para nós protegermos ainda o que resta antes que acabe.
O Desmatamento não Para
Em Nova Arapuanã (AM), estão derrubando grande quantidade de madeira nobre: Não se cale mande e-mail, telefone para Deputados (Estadual e Federal) cobre ações que realmente protege o nosso rico ecossistema, enquanto ainda temos.
Reserva Roosivel
Reserva Indigina (Cinta-largas), foi invadida por garimpeiros novamente e arrasaram com a região, chegando até o absurdo de interromper o rio que passa no local.
Trilha da Independência
Pesquisadores do Instituto de Botânica de São Paulo, Luiz Mauro e Dacio Pereira, abriram trilha até a nascente do córrego da independência.
Nova Espécie
O pesquisador Matheus Marcos Rotundo da Universidade Federal de Santos (UFS), encontrou nova espécie de peixe (peixe sapo).
Até Quando?
Itanagra (BA) empresa de reflorestamento desmata Mata Atlântica, para plantar Eucalipto; até quando vamos aguentar esse tipo de acontecimento hein? Não fique calado, mande e-mail, telefone, envie carta para os Deputados (Estadual e Federal) .
Umbu " Vida no Sertão"
O Umbuzeiro árvore típica do sertão é a única que permanece verde em pleno verão e pesquisadores descobriram que em suas raízes, armazenam mais de (dois) 2 mil litros de água, a fruta é bem verde e redonda do tamanho de uma ameixa; Uauá (BA).
Novos Animais Encontrados
Foi encontrado nas montanhas Foja Papua Nova-Guiné na Indonésia, novas espécies de animais totalmente desconhecidas pelo homem
Catástrofe Anunciada
Fevereiro de 2006 em Stª. Catarina, a criação de ostras decaiu muito em função do aumento da temperatura da água em torno de 2º C imaginem o que ocorrerá com os alimentos em geral se isso continuar.
A Destruição dos Aquíferos
Os aquíferos de Urucuia e Banbuira, localizados na bacia do rio Preto na Serra do Cipó em (MG), dentro de área de preservação, estão secando pelo grande desmatamento que está ocorrendo na região, devido a total falta de fiscalização do governo Estadual e Federal e pela falta de respeito por parte dos fazendeiros e siderurgicas de Minas Gerais, que compram toda a madeira retirada e varios afluentes como o Ribeirãozinho já secaram a destruição é total é uma vergonha; não fique calado, aja porque quem cala consente, ligue mande e-mail para a Assembleia de (MG) e para deputados em Brasília
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Governantes Sempre Prontos para Destruir o Pouco que Resta
Na Ilha do Bananal dentro do Parque Florestal do Cantão com 1.700 ha, uma lei estadual permitiu que 10% da área fosse liberada para plantação, porém a justiça revogou a lei estadual felizmente!
Trem Tomba e Destroi a Natureza
Foram 80 mil litros de óleo direto para o rio Guapimirim em Porto da Caixa (RJ), ocasionado pelo descarrilamento de trem; falta de fiscalização até quando?
Vazamento de Petróleo
Vazamento de óleo da Petrobras na baia da Guanabara em 10/2000 foi o maior até hoje, ocasionando uma grande destruição
A Reserva Criada só no Papel
Em Porto de Moz localizada no sul do Pará foi criada pelo Lula, uma reserva ecológica em Setembro de 2004 e desde então está sendo desmatada e destruída como nunca; falta de...
O Roubo da Nossa Biodiversidade Continua
Outro Alemão foi detido em Manaus procedente da cidade de Barcelos (AM) e confessou ter roubado (aranhas e casulos) para poder extrair substâncias (veneno), desenvolvendo medicamentos e posteriormente vender na Suíça.
Roubo da Nossa Biodiversidade
Alemães foram detidos em Manaus, vindos da cidade de Barcelos (AM) com uma infinidade de peixes de aquário, unhas de onça, e outros e pasmem estavam até com GPS; cade a fiscalização governantes
Rio das Velhas não "Rio do Lixo"
O maior afluente do rio São Francisco, o rio das Velhas localisado em Minas Gerais, está agonizando a muito anos por total falta de responsabilidade e bom senso dos governantes como principalmente da população: quanto tempo mais vamos precisar para criar vergonha na cara.
sábado, 8 de agosto de 2009
Águas do Pantanal
Através do desmatamento ocasionado pelo homem, o pantanal do Mato grosso tem mais um grande problema "entre tantos outros" a ser resolvido urgentemente, está perdendo as matas nas chamadas terras altas, onde estão as cabeceiras dos rios que alimentam e distribuem água para toda a região, mantendo a riquíssima biodiversidade pantaneira e que armazenava em seu subsolo uma quantidade de água suficiente para atender um período de uso por 7 anos, e atualmente não suportaria mais que 3 anos, devido a total falta de conscientização e principalmente bom senso das pessoas e autoridades da região.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Catástrofe a Vista
Se você ainda não ouviu falar no Porto Brasil, não se preocupe a polemica está só iniciando! mas vem com força total e promete ser uma das maiores encrencas entre mega empreendimentos e cidadãos preocupados com a sanidade do meio ambiente e da sociedade brasileira. Trata-se de um projeto de R$ 6 bilhões, destinado a criar um enorme porto e um pólo industrial entre as cidades de Peruibi e Itanhaém, no Litoral Sul de São Paulo. A iniciativa é da LLX empresa do grupo pertencente ao empresário Eike Batista, autoproclamado candidato a homem mais rico do Brasil - e depois do mundo - que certamente não mede esforços para atingir suas metas. Não tenho nada contra o desenvolvimento econômico e a geração de empregos, mas isso não pode ser feito a qualquer custo. Nossa experiência com abertura de vários projetos desse tipo é catastrófica, como provam as enormes favelas. a urbanização precária, a poluição e tudo mais que vem com o tal "progresso".Alguns ganham muito com negócios ou com especulação e sobra para a sociedade um amontoado de problemas. Que no caso do Porto Brasil não são poucos: além de devastar algo como 20 milhões de metros quadrados de remanescentes de Mata Atlântica de restinga (um retângulo de 10 por 2 kilometros), o projeto vai deslocar uma aldeia indígena e induzir a ocupação desenfreada deste trecho do Litoral Sul Paulista, ainda razoavelmente preservado. Pior ainda, vai fazer isso tudo ao lado das reservas naturais da Juréia. Vai potencializar a pressão pela abertura de nova estrada cortando a Serra do Mar, ligando o Rodo anel sul ao local visado para o Porto Brasil (são só 30 Km em linha reta). Qual o sentido de fazer isso tudo ao lado do tradicional Porto de Santos? Por que não modernizar e ampliar essa infraestrutura que já existe? Simples: por que é mais rápido e lucrativo desbravar que conservar. E com esse objetivo a LLX está jogando pesado: cooptando lideranças locais fornecendo interesses fisiológicos, tentando criar fatos consumados e mesmo buscando manipular mecanismos democráticos como o Consema. O movimento sócio ambiental conhece bem essas truculências, e não vão ficar quieto: É hora de reeditar as memoráveis e bem sucedidas mobilizações que em anos passados barraram a Rodovia do Sol de Orestes Quércia e as Usinas Atômicas da ditadura militar.
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sábado, 30 de maio de 2009
Informações e Dicas
12.03.2009Resultados do FSM 2009a) Sexto dia: uma expressão coletiva de outro mundo possívelNo sexto dia do FSM 2009, o palco central da UFRA (Universidade Federal Rural do Amazonas, parte do território do FSM) reuniu milhares de ativistas e representantes de movimentos e organizações para assembleias temáticas e, depois, para uma Assembleia das Assembleias, onde os resultados e declarações do FSM foram apresentados.Visite o link abaixo para conhecer os resultados das assembleias:http://www.fsm2009amazonia.org.br/programme/alliance-day/results-of-assemblies A lista de resultados também está disponível aqui: http://openfsm.net/projects/resultfsm2009/lista-de-asambleasb) Mobilizações e chamados para os próximos mesesChamados de ação e mobilização apresentados durante a Assembleia das Assembleias:* 8 de Março – Dia Internacional dos Direitos da Mulher* 16 a 22 março – Mobilização e fórum paralelo ao Fórum Mundial da Água em Istambul, com um Dia Mundial de Ação em 19 de Março* de 28 de março a 4 de Abril – Semana de Mobilização e Ação Mundial contra o Capitalismo e a Guerra (G20, Solidariedade ao povo Palestino e OTAN)* 28 de Março, 1 e 2 de abril – Dias Mundiais de Ação durante o encontro do G20 em Londres* 30 de Março – Mobilização Mundial Contra a Guerra e a Crise; Dia da Solidariedade ao Povo Palestino* 4 de Abril – Dia Mundial de Ação durante o 60º aniversário da Otan na França* 17 de Abril - Dia Internacional de Luta pela Terra / Dia pela Soberania Alimentar* 1º de Maio – Dia Internacional dos Trabalhadores* 17 de Maio – Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia* 8 a 10 de Julho – Dias Mundiais de Ação durante o encontro do G8 na Itália* 7 de Outubro - Dia pelo Trablho Decente* 8 a 15 de Outubro - Semana de Mobilização e Ação Contra a Dívida e as Instituições Financeiras Internacionais* 12 outubro – Dia Mundial de Ação para a proteção da Mãe Terra, contra a mercantilização da vida* 9 de Dezembro - Marcha Mundial de Combate à Corrupção* 12 Dezembro – Dia Mundial de Ação pela Justiça Climática durante a cúpula de Copenhagemc) Outros resultados do FSM 2009Os seminários, reuniões, atividades e encontros promovidos durante o FSM 2009 também fazem parte desta coletânea de resultados e é importante que a rede mundial do FSM tenha conhecimento dos avanços promovidos pelos participantes do FSM 2009. Você pode enviar textos e declarações a respeito dos resultados de sua atividade para: .resultfsm2009-discussion @ lists.openfsm.net.Os textos recebidos serão publicados em http://openfsm.net/projects/resultfsm2009/project-homePara além dos resultados: relatos do que aconteceu em BelemMais de 1500 atividades fizeram parte da programação oficial de Belem, além do Acampamento da Juventude e de centenas de encontros, discussões e atividades informais nas ruas da cidade.Você pode relatar o que aconteceu através de textos, fotos, áudio, vídeo, textos coletivos, declarações ou testemunhos pessoais das oficinas e atividades, contribuindo para a memória desta edição do encontro da cidadania mundial.Então... Mobilize para relatar... E relate para comunicar a experiência do FSM!Você pode indicar o link dos relatos que já publicou na internet ou enviar o seu relato para reportfsm2009-discussion @ lists.openfsm.net
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