segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lei dos Orgânicos em debate por Tânia Rabello

25 de fevereiro. 2011 17:39:15

Este é o selo que todo produto orgânico deve ter. FOTO: DIVULGAÇÃO

A Câmara Setorial de Agricultura Orgânica e Agroecologia reuniu-se entre ontem e hoje em Brasília (DF) para fazer um balanço da Lei dos Orgânicos, que entrou em vigor há quase dois meses, dia 1º de janeiro. Durante o seminário, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou levantamento que revela que cerca de 9.500 produtores de orgânicos já estão de acordo com as novas regras do setor. Ainda segundo divulgou o Mapa, o coordenador de Agroecologia do ministério, Rogério Dias, destacou que “a meta é chegar a 15 mil agricultores cadastrados no sistema, que vale para todo o País, até o fim do ano”. O Mapa informa, ainda, que a lei exige que o agricultor que ainda não se cadastrou no sistema deve se adequar e vincular-se a alguma entidade certificadora. Aqueles que fazem venda direta devem se cadastrar no site do Mapa. No link Orientações Técnicas há informações mais detalhadas a respeito. Ou, senão, os interessados também podem procurar as superintendências federais do ministério para as orientações sobre o processo de regularização.
Durante a reunião, foi divulgado também que, até agora, três certificadoras já foram autorizadas pelo Mapa a atuar no setor, certificando produtores. Dias acrescentou que “hoje há três certificadoras atendendo aos interessados e três sistemas participativos. Além do credenciamento, em andamento, de mais cinco certificadoras e dois sistemas participativos”.
Quem estiver de acordo com a legislação poderá usar o selo oficial nos seus produtos. O selo, conforme explicou Dias, é fornecido somente por certificadoras cadastradas no Ministério da Agricultura”.

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1 Comentário Comente também
27/02/2011 - 22:55
Enviado por: Edu
Tem que desburocratizar o caminho, está uma bagunça essa lei

Busca: Oi conheça o meu blog de design ecologico, obrigado.
Leonilda: Estaremos de 28 à 30 de março no Centro de Convençoes do Anhembi – SP, participando da FISTUR 2011,...

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Acusado de burlar leilão para exploração de petróleo recebe apoio de ativistas

28 de fevereiro de 2011 | 20h 34 AP

Tim DeChristopher, 29, se declarou inocente das acusações de interferir e fazer declarações falsas em um leilão do governo

Cerca de 400 ativistas ambientais marcharam hoje para a Corte Federal em Salt Lake City (Utah) em apoio a um homem que está sendo julgado esta semana sob a acusação de ter frustrado um leilão de locação de petróleo e gás em 2008 para chamar a atenção para as mudanças climáticas.

Na Corte Distrital dos EUA, Tim DeChristopher, 29, se declarou inocente das acusações de interferir e fazer declarações falsas em um leilão do governo, embora não conteste os fatos.

A selação do juri começou nesta segunda e o julgamento, adiado duas vezes, deve durar cera de quatro dias.

DeChristopher, que planeja testemunhar, chamou sua atitude de "um ato de desobediência civil" e disse que espera se condenado. Ele pode pegar até dez anos de prisão e ainda pode ter de pagar U$750 mil em multas se estiver certo quanto a seu destino.

Em 19 de dezembro de 2008, DeChristopher abocanhou 13 das locações colocadas em leilão, totalizando 9.105 hectares, em torno dos parques nacionais Arcos e Canyonlands.

O então estudante de economia da Universidade de Utah terminou com U$ 1,7 milhões em arrendamentos que não podia pagar, o que custou aos irados executivos do petróleo milhares de dólares em lances mais altos para as parcelas que restaram no leilão.

Ele se ofereceu posteriormente para pagar a conta levantando fundos pela internet, mas o governo recusopu a oferta. O réu afirma que o governo George W. Bush violou as leis ambientais ao invocar o leilão.

Reciclagem de lampadas e arvores



Reciclagem de lampadas e arvores caídas pelo temporal?Confira o que fazer no PLANETA
Paulina Chamorro fala sobre alternativas de reciclagem para lampadas fluorescentes,que contem mercurio.Também fala com o Amigo das Arvores, o especialista Ricardo Cardim,sobre cuidado com as arvore

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Governo nomeia novo presidente do Ibama

25 de fevereiro de 2011 | REUTERS(Reportagem de Leonardo Goy; edição de Alexandre Caverni)

A Casa Civil nomeou Curt Trennepohl como novo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A nomeação foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União.

Trennepohl exercia, até então, o cargo de procurador federal do Ibama. Ele substituirá o presidente interino do Ibama, Américo Tunes, que estava no cargo desde 12 de janeiro, quando o então presidente do Ibama, Abelardo Bayma, pediu demissão.

O Ibama, entre outras atribuições, analisa e emite licenças ambientais para projetos nas áreas de transportes, energia e petróleo.

Stuttgart tem 60% de cobertura verde

23 de fevereiro de 2011 | 0h 02 Gustavo Bonfiglioli - Especial para O Estado
Cidade alemã investe desde os anos 80 em cobertura vegetal para evitar formação de ilhas de calor

Em tempos de efeito estufa, metrópoles precisam garantir a circulação e qualidade do ar. Considerada a cidade com a maior cobertura vegetal protegida da Alemanha, Stuttgart virou referência internacional no combate às ilhas de calor. A prefeitura investe desde os anos 80 em uma rede de cinturões verdes, nos quais o plano diretor proíbe edificações, que funcionam como "corredores" de vento.


Mesmo fora dos cinturões, a malha verde ladeia ruas, trilhos de trem, parques públicos e telhados de casas e edifícios, fazendo com que a cidade alcance 60% de cobertura vegetal. O principal objetivo é evitar a concentração de ar quente e de gases do efeito estufa.


Cerca de 32km dos trilhos de bonde da cidade são gramados; a iniciativa ajuda a capturar CO2 (Foto: Prefeitura de Stuttgart/Divulgação)

Capital do Estado de Baden-Württemberg, no sudoeste da Alemanha, a cidade tem cerca de 600 mil habitantes – na região metropolitana são 2,7 milhões. "Stuttgart fica em um vale; é rodeada por montanhas. Isso já dificulta naturalmente a circulação de ar, já que as serras formam barreiras que diminuem a velocidade dos ventos", explica o climatologista Ulrich Reuter, responsável pelo Departamento de Climatologia Urbana da prefeitura de Stuttgart.

O investimento em corredores e áreas verdes remonta à década de 30, quando a prefeitura começou a contratar meteorologistas para resolver o problema do aquecimento causado pela topografia. "O desenvolvimento urbano-industrial intensificou esse processo a partir da década de 70. Desde então, uma série de mapeamentos e estudos desenvolvidos pelo nosso departamento culminou em um atlas climático, que teve sua nova edição publicada em 2008", diz Reuter.

Por meio do atlas, a prefeitura conseguiu identificar as áreas edificadas que mais atrapalham a circulação de ar, para estabelecer parâmetros legais para a conservação. "A lei ambiental protege 39% da área de Stuttgart, onde são proibidas novas construções. Temos 5 mil hectares de florestas, 65 mil árvores em parques e 35 mil nas ruas, 300 mil metros quadrados de telhados verdes e 32 quilômetros de trilhos de bonde onde, a partir de 2007, foi plantada grama", afirma Reuter. Mesmo assim, segundo o Departamento de Climatologia, 6% da superfície da cidade está sujeita a stress térmico, que leva à formação de ilhas de calor, por períodos de mais de 30 dias.

Carros

Ironicamente, Stuttgart é tida como "o berço do automóvel", um dos vilões do efeito estufa. Nasceram na cidade grifes automobilísticas, como Mercedes-Benz e Porsche, e os gigantes de autopeças Bosch e Mahle.

Perto da fábrica da Porsche, no distrito de Zuffenhausen, vive o administrador de empresas Hermann Georg Braun, de 79 anos, morador de Stuttgart há 45. Ele conta que a cidade foi destruída na 2ª Guerra Mundial e a necessidade de reconstrução incentivou a lógica desenvolvimentista, cujos efeitos se fazem sentir até hoje. "Mesmo com todo esse investimento atual em infraestrutura ecológica, ainda há muito o que fazer. O desejo de reestruturar a cidade estava latente nas pessoas, a atividade industrial aumentou, e o boom da construção, principalmente a partir dos anos 70, ainda faz de Stuttgart uma das cidades com o ar mais poluído da Alemanha."

Braun é um militante da causa ambiental em seu bairro, onde organiza moradores em manifestações e cartas públicas em favor do investimento no controle climático na cidade. Um dos fatores que incentivaram a população a se mobilizar foi a alta concentração de dióxido de nitrogênio na atmosfera, detectada no fim dos anos 80. "O desenvolvimento da lógica ambiental é antigo, e caminhou junto com o desenvolvimento urbano. Mesmo assim, foram 25 anos de luta em favor das áreas verdes e os resultados só estão ganhando visibilidade agora, Sempre existiram forças políticas muito conservadoras na cidade."

O case de Stuttgart é exemplo de ação preventiva para o superaquecimento e os efeitos das mudanças climáticas nas cidades. Kobe, no Japão, utiliza a metodologia do atlas climático da cidade alemã como referência para pensar corredores e áreas verdes.

Para a professora Maria Fernanda Lemos, do mestrado em Engenharia Urbana da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio, o investimento em infraestrutura verde não pode ser pensado apenas sob o ponto de vista da cobertura vegetal, mas deve incluir aspectos de construção sustentável. "Você precisa usar uma série de estratégias, da vegetação ao revestimento de edifícios, por exemplo."

No caso brasileiro, a professora acredita que Stuttgart não serve como referência direta, porque ainda não há tradição de pensar o planejamento urbano sob o viés adotado pelos alemães. "A nossa legislação ambiental é avançada, mas a escala do planejamento urbano é diferente. Precisa-se primeiro pensar no micro. Um trabalho focado em drenagem urbana, por exemplo, já seria um grande ganho", afirma, referindo-se à tragédia provocada pelas chuvas no Rio.

Cristo Redentor inaugura iluminação em LED

28 de fevereiro de 2011 | 15h 32 Andréa Vialli - O Estado de S. Paulo
O Cristo Redentor do Rio de Janeiro aciona nesta terça seu novo projeto de iluminação, como parte das comemorações do aniversário de 80 anos do monumento,que será celebrado em outubro.

A nova iluminação,que traz a tecnologia LED (sigla em inglês para diodos emissores de luz),é considerada ambientalmente correta por consumirmenos energia elétrica.

Ao todo, foram utilizados 300 projetores de LED de última geração. Segundo a Traxon Technologies, empresa do grupo Osram responsável pelo projeto, o novo sistema de iluminação do Cristo Redentor consome apenas um terço da energia elétrica utilizadapelo antigo sistema.

“O projeto de iluminação do Cristo Redentor é um dos mais modernos do mundo e segue uma vertente sustentável, com tecnologia de ponta”, afirma Roger Michaelis, presidente da Osram no Brasil.

Segundo Michaelis, avida útil daslâmpadas LED também é maisextensa e pode chegar a dez anos, feitas as manutenções.

Além do monumento, a Estrada de Ferro do Corcovado também inaugura uma nova iluminação, em LED, no carro símbolo que fica na entrada da estação no Cosme Velho.

Ibama autoriza e Campinas vai abater capivaras

26 de fevereiro de 2011 | 0h 00 Rose Mary de Souza - O Estado de S.Paulo
São 20 animais em um parque da cidade, fechado desde 2008 após mortes por doença causada por um carrapato que o roedor leva

As 20 capivaras confinadas no Lago do Café, parque com 300 quilômetros quadrados ao lado de outro parque, a Lagoa do Taquaral, área nobre de Campinas, serão abatidas. A decisão de eliminar os animais tem a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e é respaldada pela Superintendência de Controle de Endemias do Estado de São Paulo (Sucen).

De 2001 a 2010, três funcionários do parque morreram de febre maculosa, transmitida pelo carrapato-estrela presente nas capivaras. A doença atacou um quarto funcionário, que sobreviveu. O Lago do Café está restrito à visitação pública desde 2008.

O secretário de Saúde, Francisco Kerr Saraiva, afirmou que o sacrifício dos animais será acatado "por determinação do Ibama e recomendações e protocolo tanto da Sucen como do Ministério da Saúde". "Analisamos várias possibilidades, estudamos, voltamos a conversar com especialistas e não existe alternativa de uma ação de saúde pública, que não implique em risco para o meio ambiente e para o ser humano", declarou.

Ainda não há data para o abate. As capivaras mortas vão para um aterro sanitário. Depois, será removida uma camada de 10 centímetros de terra e gramado que os animais pisoteavam. A seguir, aração do terreno e remoção de velhos arbustos. A aplicação de inseticidas pode ser estudada, de maneira que não afete outros animais do local, como preás, gambás e aves. O trabalho pode levar meses, dependendo do clima.

"Cada animal carrega de centenas a milhares de carrapatos. A capivara é um animal silvestre de vida livre e não pode viver em um cercado", disse a diretora de Vigilância Epidemiológica de Campinas, Brigina Kemp. Em 2010, dez pessoas contraíram a doença em Campinas. Desde 1999, as 19 cidades da região metropolitana registraram 75 casos, com 30 mortes (há casos sob investigação).

Debate. O presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais, Flávio Lamas, defende o uso de carrapaticidas ou a transferência dos animais. Ele entrou com ação na 7.ª Vara de Justiça, pedindo a suspensão do abate. Saraiva respondeu que o uso de carrapaticida pode provocar "um desastre ecológico e intoxicar as capivaras". Quanto a transferir os animais, ele diz que isso "seria transferir o problema".




Parque de Fernando de Noronha vai cobrar ingresso

27 de fevereiro de 2011 | 0h 00 - O Estado de S.Paulo

O governo do Estado de Pernambuco cobra uma taxa de preservação dos turistas que vão a Fernando de Noronha. O preço varia de acordo com os dias de permanência na ilha. Para ficar um dia, o visitante paga R$ 40,40. Para dez diárias, o valor é de R$ 329,6.
Depois desse período, o preço aumenta exponencialmente, já que o objetivo é desencorajar as pessoas a ficarem mais do que esse tempo no local.

Ainda no primeiro semestre deste ano, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha também passará a cobrar ingressos. Os visitantes do Brasil pagarão R$ 65 e os estrangeiros, R$ 130 - o ticket valerá por dez dias. A cobrança será feita pela Econoronha, que ganhou uma licitação no ano passado. Parte dos recursos arrecadados será usada para melhorias no parque, como a reforma de trilhas e a construção de um centro de visitantes.

Segundo a chefe do parque, Fabiana Bicudo, a unidade de conservação federal já faz o controle da visitação de um dos maiores atrativos do lugar, a Praia de Atalaia. Os turistas nadam e fazem snorkel numa piscina natural durante a maré seca - um ambiente frágil, com muitos corais e peixes. Podem entrar no máximo cem pessoas por dia - apenas 18 turistas entram de cada vez na praia. No parque todo, a média é de 60mil pessoas ao ano.

Exemplos. As restrições para evitar danos ambientais ou ao patrimônio histórico têm ficado cada vez mais comuns.

Na Ilha do Mel (PR), que tem como destaques praias selvagens, o Farol das Conchas e a Fortaleza de Nossa Senhora dos Prazeres, carros não circulam e há um limite de visitantes de 5 mil pessoas por dia.

São Luiz do Paraitinga (SP), famosa pelo conjunto arquitetônico do século XIX e início do século XX tombado pelo governo paulista, colocou como teto a entrada de 1,2 mil veículos no carnaval deste ano. Eles não podem circular no Centro Histórico e cada carro terá de pagar R$ 50 de zona azul para estacionar na rua. Será cobrada uma taxa de turismo dos veículos coletivos no feriado - os ônibus pagarão R$ 400, os micro-ônibus, R$ 300 e as vans, R$ 200. No ano passado, a cidade ficou sem carnaval, após sofrer com as chuvas.

Turismo ameaça belezas naturais de Paraty, no Rio

27 de fevereiro de 2011 | 0h 00 Afra Balazina - O Estado de S.Paulo
Estudo apontará a capacidade das praias e trilhas da região de Trindade para receber turistas sem que ocorra degradação ambiental; no ano-novo 2009-2010, durante nove dias, 35,8 mil turistas estiveram na localidade, cuja população é de mil pessoas

A região de Trindade, paraíso de universitários e bichos-grilos que gostam de acampar e de famílias de alta renda com casas de veraneio no Condomínio Laranjeiras, tem cerca de mil moradores e inúmeros encantos. Suas praias, no município de Paraty (RJ), são cercadas por áreas preservadas de Mata Atlântica - e a alguma delas só se chega de barco ou por trilhas.

Jonne Roriz/AE Paraíso. Praia do Rancho, em Trindade, na região do Parque Nacional da Serra da Bocaina; calmaria de fevereiro constrsta com cheia dos feriados e férias
Mas o turismo desordenado e a falta de estrutura, como coleta e tratamento de esgoto, ameaça o lugar. Levantamento feito no verão de 2009/2010 mostrou que a região recebeu em nove dias, no feriado do ano-novo, 35,8 mil pessoas - quase o mesmo número de habitantes de Paraty (37,5 mil). No carnaval, o número de turistas em seis dias chegou a 22,4 mil.

Com tamanha visitação, problemas como o grande amontoado de lixo e o esgoto que vai parar na praia saltam aos olhos. Agora, um estudo que terá duração de um ano analisará a capacidade que a área tem para receber viajantes sem que ocorra degradação ambiental.

A pesquisa será implementada pelos institutos EcoBrasil e BioAtlântica, com apoio da Fundação SOS Mata Atlântica. O estudo abrangerá as atrações turísticas da Vila de Trindade, da Vila Oratório, da Praia do Sono e da Ponta Negra. "Faremos uma recomendação para a entrada de um número determinado de carros por dia, por exemplo. Também veremos qual é a capacidade das trilhas", explica Roberto Mourão, do EcoBrasil.

Ecoturismo. Na opinião de Daniel Cywinski, diretor executivo da Associação Cairuçu, o ideal é ter um turismo de mais qualidade e menos quantidade em Trindade. "Hoje, cada pessoa gasta em média R$ 30 por dia na Praia do Sono. Elevar para R$ 150 não seria exagero pelo valor do lugar, pela paisagem extraordinária", diz.

As Praias do Meio e do Caixadaço ficam dentro do Parque Nacional da Bocaina. Segundo o chefe do parque, Francisco Livino, em 2008 começaram algumas ações de ordenamento, com a retirada de bares. Mas muitos ainda estão por lá.

Apesar de a unidade de conservação ter sido criada em 1971, a infraestrutura é precária e, por isso, não se cobra entrada. "Precisamos mudar o perfil. Hoje os jovens vão para a Praia do Meio para fazer balada, tomar cerveja e ouvir música. Mas precisamos que a área tenha ecoturismo."

A psicóloga Cristiane De Vecchio Rose começou a frequentar Trindade há cerca de 15 anos, com amigos da universidade. Mas afirma que hoje não tem mais vontade de voltar. "Antes era um lugar rústico, calmo. Agora acho que perdeu o encanto, há muito comércio, pessoas te oferecem para ficar nos quiosques, com cadeiras na praia", conta.

O aumento de construções também preocupa o biólogo Fausto Rosa de Campos, de 28 anos, que nasceu em Trindade e é dono do camping Menina Flor. "Uma coisa bacana é que em Trindade o caiçara mora de frente para a praia, o que não se vê no restante do litoral. E as praias continuam lindas. Mas o crescimento desordenado vai deixando tudo mais feio. Não tem mais para onde crescer - ou congela ou vai virar favela", diz.

A reportagem tentou ouvir as Secretarias de Turismo e de Desenvolvimento e Meio Ambiente de Paraty, mas elas não se manifestaram.

Um ex-pediatra no topo do mundo

23 de fevereiro de 2011 | 0h 01 Karina Ninni - Especial para O Estado

Brasileiro mais velho a atingir o cume do Monte Everest agora quer ir a pé ao Polo Sul
Manoel Morgado orgulha-se do título de mais velho brasileiro a chegar ao cume do Everest. Venceu a montanha mais alta do mundo, com 8.850 metros, no ano passado, aos 53 anos. Mas muito antes disso o gaúcho já tinha se apaixonado pelo Nepal, país asiático de paisagens deslumbrantes e pessoas acolhedoras.

Arquivo Pessoa - O Nepal é o lugar em que Manoel se sente em casa

Manoel Morgado quer ir a pé ao Polo Sul
“Fui ao Nepal pela primeira vez em 1983, depois de concluir a residência em Medicina. Minha então esposa tinha terminado a faculdade de Psicologia e decidimos que era a hora de fazer uma viagem grande. Achávamos que não conseguiríamos mais sair por muito tempo depois que começássemos a trabalhar e a estabilidade viesse. Pensei realmente que seria a única viagem longa da minha vida.”

O casal ficou dois anos fora, um na Europa e outro na Ásia.

“Passamos pela Índia, Sri Lanka, Bangladesh e Nepal. Quando cheguei ao Nepal, me apaixonei completamente. Eu tinha então 27 anos.”

Manoel afirma que a sensação que teve no país foi a de ter chegado a uma “Índia melhorada”. “Naquele tempo, não havia classe média na Índia. Era um país sensacional e diferente, mas paupérrimo. As condições de vida eram duríssimas. Aí cheguei ao Nepal e vi todo o exotismo da Índia emoldurado por uma paisagem deslumbrante e habitado por pessoas bem humoradas e de bem com a vida. Foi paixão imediata.”

Manoel voltou ao Brasil, abriu consultório, prestou concurso e foi trabalhar como médico em Itaquera, zonas leste de São Paulo. Mas sentiu que aquilo não duraria muito. “Fui percebendo que o estilo de vida que eu tinha aqui não coincidia com o que eu andava sonhando para mim. Como pediatra, em Itaquera, eu via que grande parte daquilo que eu tratava eram problemas sociais e não propriamente problemas de saúde. A criança vinha, a gente internava, tratava, e duas semanas depois ela estava de volta, porque sofria de desnutrição.”

Formado pela Escola Paulista de Medicina, filho de pais humildes que batalharam para ver o filho doutor, Manoel resolveu largar tudo e ir para o Nepal. “Isso foi em 1989. Resolvi fazer um curso de trekking e de guia de montanhas. Eram 30 sherpas (moradores das montanhas nepalesas) fazendo o curso e só eu de estrangeiro. Estava totalmente aberto a novas experiências, inclusive espirituais – eu que sempre tive um trauma imenso da cultura católica.”

Manoel foi até Dharamsala, onde vive o Dalai Lama. Depois passou um mês num monastério budista. “Esse foi um momento decisivo. Minha temporada no Nepal foi de seis meses, mas essa viagem durou ao todo três anos. Estive na Tailândia, Índia, Indonésia. Malásia, Austrália, Nova Zelândia...”, enumera o viajante profissional, que desde então, não tem residência fixa.

“Nunca mais tive casa. Montei uma empresa para guiar grupos para destinos de trekking e montanhas. Trabalho seis meses por ano guiando grupos para o Nepal, a Rússia, a Tanzânia, a Bolívia, o Marrocos e o Quirguistão. Nos outros seis meses toco meus projetos pessoais. Vivo em barracas e hotéis. Quase nunca venho ao Brasil. Quando venho, fico em um flat”, afirma. Ele garante que não sente falta da segurança, de filhos, de casamento nem de residência fixa.

“O lugar no mundo em que me sinto mais à vontade é o Nepal. Principalmente por causa das pessoas”, afirma. Manoel diz que deve sua vida a um sherpa. Passou mal numa escalada e foi carregado montanha abaixo pelo amigo nepalês. “Errei feio: fiquei com febre um dia antes, mas subi assim mesmo. Era um princípio de pneumonia. Como médico, sabia exatamente o que aconteceria comigo. Foi como poder narrar a própria morte. Até que meu amigo apareceu.”

Depois de ter levado 45 grupos para o Everest, Manoel decidiu que escalaria a montanha. “Planejei tudo com cuidado, por dois anos. Escalei montanhas mais baixas, na América do Sul. Depois subi o Monte McKinley, no Alasca. Além de ser a montanha mais alta da América do Norte, é a mais fria do mundo, com temperaturas por volta de 40 graus negativos.”

A maior conquista de Manoel aconteceu no dia 17 de maio de 2010, às 8 horas. “Subimos a noite toda o Everest. Por volta das 4h30 da manhã eu percebi que seria possível chegar. Porque a gente nunca sabe se o tempo vai fechar, se vai adoecer, cair uma avalanche, se o oxigênio vai acabar... Mas quando amanheceu o dia e o tempo estava aberto, e eu senti que chegaria, foi um momento tão lindo quanto atingir o cume.”

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Nova Zelândia é campeã de espécies ‘forasteiras’

23 de fevereiro de 2011 | 0h 05 Karina Ninni - Especial para o Estado
Vários dos 65 mamíferos introduzidos nos últimos 200 anos viraram pragas; país já perdeu 43 espécies de pássaros

Na Europa sem fronteiras após a criação da União Europeia e com sua tradição de livre comércio, a questão das espécies invasoras foi eleita prioridade.

"A Europa perde por ano mais de U$ 15 bilhões com as espécies invasoras", afirma Piero Genovesi, chefe do Grupo de Especialistas em Espécies Invasoras da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês). Problemas na saúde pública, perdas nas lavouras e o próprio manejo das invasoras entram nessa conta.

De acordo com Genovesi, os países ricos são mais vulneráveis porque têm maior volume de comércio e turismo. "Mas nenhum país ou região está imune às invasões", alerta. "E, se os ricos são mais vulneráveis, os pobres dispõem de menos recursos para lidar com o problema."

A última epidemia de cólera na América do Sul é um exemplo clássico. O vibrião que transmite a doença, originário da Ásia, voltou para cá em 1991 por causa de um navio chinês que trouxe água de lastro contaminada e aportou no Peru. Naquele ano, só no Brasil, a doença fez 33 mortos, número que subiu nos dois anos seguintes para, respectivamente, 462 e 650 casos.

Longa experiência

Nas ilhas, a introdução de invasoras provoca estrago maior do que em terras continentais. "Elas são hotspots de biodiversidade isoladas. A evolução única das espécies que ali se encontram faz com que a alteração desses ecossistemas tenha efeitos terríveis", explica Genovesi.

Não por acaso, o país com maior expertise no assunto espécies invasoras no mundo é a Nova Zelândia.

"Foram introduzidos na Nova Zelândia 65 mamíferos terrestres pelos colonizadores europeus nos últimos 200 anos, e muitos se tornaram pragas: o gambá-cauda-de-escova, a lebre europeia, o arminho", explica Alan Saunders, diretor do Invasive Species International Landcare Research.

Pássaros com pouca ou nenhuma habilidade de voar, como o kiwi, o kakapo e o kokako – espécies símbolos do país – eram bastante vulneráveis aos mamíferos introduzidos. "Hoje, estão extintos ou ameaçados."

Saunders afirma que, nos últimos mil anos, foram extintas ao todo 43 espécies endêmicas de pássaros terrestres – ou seja, 46% do total.

"O maior impacto econômico da introdução de mamíferos é a ameaça da transmissão da tuberculose bovina entre os gambás e bois. Cerca de 50 milhões de dólares neozelandeses são gastos por ano para controle das populações do gambá." O gasto total do país com controle de espécies invasoras é da ordem de170 milhões por ano.

Aprenda a fazer uma roupa de alienígena do filme Avatar com material reaproveitado

Fantasia sustentável para brincar o carnaval
23 de fevereiro de 2011 | 15h 07 Gustavo Bonfiglioli - O Estado de S. Paulo

“Mas é carnaval, não me diga mais quem é você, amanhã tudo volta ao normal.” Em termos ambientais não é bem assim como diz a letra do samba. Na Quarta-Feira de Cinzas, as ruas amanhecem com toneladas de resíduos da festa: restos de fantasias, enfeites, garrafas quebradas, etc. A empresa carioca Nova Rio firmou parceria dois anos atrás com o curso de Moda da Faculdade Veiga de Almeida para organizar desfiles de fantasias feitas com material reaproveitado. A estudante Mônica Cunha uniu ecologia e futurismo e criou um traje inspirado nos alienígenas azuis de Avatar – só com material que seria descartado em sua casa.


(Fotos: Divulgação)

1. Tecido: plástico

Fantasia sustentável para brincar o carnaval
Aprenda a fazer uma roupa de alienígena do filme Avatar com material reaproveitado

Para fazer a saia da fantasia, use dois sacos de lixo azuis. O processo é simples: basta abrir o fundo deles, medir no corpo e cortar na altura desejada. É ideal usar dois sacos, um sobreposto ao outro, para evitar que o traje fique transparente. Uma camada de filó (tecido parecido com uma tela, usado em véus de noiva) embaixo dá mais volume. Finalmente, costura-se um elástico na extremidade superior das três camadas.

2. Flores de papelão



Para enfeitar a saia, pode-se cortar caixas de ovos em formato de flor e costurar no plástico. Buchas vegetais de banho ou esponjas de cozinha usadas servem para o miolo.

3. Folhas de PET



Para acompanhar as flores, recorte garrafas PET verdes em formato de folhas e costure. A estilista recomenda que se derreta as extremidades da folha de PET com um isqueiro para melhor acabamento, além de evitar possíveis acidentes com rebarbas pontiagudas.

4. Top ecológico

O top usado na fantasia também é feito com saco plástico azul, mas de um jeito um pouco diferente: corta-se o fundo e uma das laterais do saco, formando uma tira larga de “tecido plástico”. O ideal é utilizar três tiras: duas para cobrir os seios e mais uma para passar no pescoço e amarrar no meio do tórax, deixando o restante da tira formar uma “franja” na barriga.

5. Ombreiras



Uma caixa de ovos de codorna adornou o ombro da “Na’vi” – personagem de Avatar. Em furinhos feitos na caixa, foram inseridos bastões de cola quente colorida, tampinhas de garrafa e outros restos de fitas de decoração - como os que sobram do Natal, por exemplo. Como a cola quente não é propriamente material reaproveitado, ela pode ser substituída apenas pelas tampinhas coloridas, coladas na base plástica.

6. Flor central

Para enfeitar o top, a estilista fez uma grande flor azul e costurou no centro do tórax. Sob uma base de plástico (como a tampa de um pote de achocolatado, por exemplo) revestida de plástico azul, ela sobrepôs várias camadas de cola quente colorida e inseriu tampinhas de garrafa.

7. Só a fantasia não basta

Para passar um carnaval ecologicamente correto, não adianta apenas confeccionar sua fantasia com materiais reaproveitados. É preciso respeitar as mesmas premissas sustentáveis do resto do ano. Tentar manter o consumo baixo, produzir pouco lixo e evitar o desperdício de alimentos e bebidas é básico para quem quer se jogar na folia sem culpa. Alertar os outros foliões também é importante. No ano passado, foram coletadas 1.460 toneladas de lixo no carnaval de rua de Salvador, 865,5 toneladas no Rio e 19 toneladas no Anhembi, na zona norte de São Paulo, onde fica o Sambódromo.

Moradores de Santa Cruz fazem protesto contra a CSA

23 de fevereiro de 2011 | 15h 23 Agência Brasil

Manifestantes vão exigir medidas para evitar problemas como a liberação de fuligem do processo siderúrgico na atmosfera

Moradores de Santa Cruz, na zona oeste da capital fluminense, devem fazer um protesto nesta sexta-feira contra a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), instalada no bairro no ano passado. Os manifestantes vão exigir medidas da CSA para evitar novos problemas ambientais, como a liberação de fuligem do processo siderúrgico na atmosfera.

A moradora da comunidade Reta João XXIII Eliane Mesquita, que integra um comitê local de monitoramento da CSA, disse que, no último sábado houve uma nova “chuva” de fuligem em alguns pontos da localidade, que fica ao lado da siderúrgica. Há relatos também de moradores de Santa Cruz de que a fuligem se espalha pelas redondezas da siderúrgica toda vez que venta forte, como aconteceu no último sábado.

A CSA, no entanto, nega que tenha havido liberação de fuligem no final de semana. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que faz uma vistoria de rotina na CSA nesta quarta-feira, informou que não registrou emissão de fuligem no sábado, mesmo que dentro dos níveis toleráveis.

No ano passado, durante os testes para início da operação do segundo alto-forno da CSA, foram registradas liberações de partículas de ferro-gusa na atmosfera durante cerca de dois meses. A companhia chegou a ser multada e o Ministério Público denunciou a siderúrgica à Justiça.

O MP e o Inea chegaram a entrar num acordo, em dezembro, para que a CSA atrasasse em pelo menos um mês o início da operação do segundo alto-forno e só o fizesse depois de uma auditoria. Mas, dias depois, o governo do Rio autorizou o funcionamento do forno, mesmo sem a auditoria.

“Os moradores defendem que a CSA aja com mais responsabilidade e que ela responda ambientalmente. Mas, mais do que responder pelo que faz, queremos que ela adote medidas de precaução para que isso não volte a acontecer”, disse Eliane.

Certificação nos moldes dos pequenos produtores

23 de fevereiro de 2011 | 20h 43 Karina Ninni - estadao.com.br
Um dos maiores problemas para a certificação de produtos madeireiros de origem comunitária era a falta de parâmetros adequados a esse tipo de produtor. Mas o Forest Stewardship Council Internacional (FSC) acaba de aprovar padrões nacionais para a certificação de florestas manejadas por comunidades e pequenos produtores no Brasil, México e Camarões.
Com apoio do Imaflora, FSC desenvolve padrões de certificação para pequenos extratores de madeira
"Os padrões de certificação usados para os pequenos produtores eram aqueles desenvolvidos para empresas de grande porte. Era complicadíssimo aplicá-los a comunidades. Então, agora, criamos padrões que levam em consideração questões como conhecimento tradicional, por exemplo", explica Patrícia Cota Gomes, engenheira florestal do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). O processo de construção dos padrões contou com apoio e articulação da ONG, sediada em Piracicaba (SP).

A primeira certificação comunitária de manejo de madeira aconteceu em 2002, no Acre. Hoje existem apenas oito comunidades com o selo FSC para extração madeireira. Mas, de acordo com o Serviço Florestal Brasileiro, 62% das florestas públicas do País são destinadas ao uso comunitário, o que totaliza 128 milhões de hectares. Os dados são de 2010.

"Como uma das metas do FSC é ampliar a certificação em florestas tropicais, era inevitável que mais dia, menos dia, tivesse de criar padrões adequados às comunidades", raciocina Patrícia.

Um exemplo da simplificação do processo de certificação para os comunitários é a norma relativa à prevenção de incêndios florestais.

"Para as empresas, exigimos um plano de controle de incêndios. Para as comunidades, basta a confecção de aceiros, a parceria com os vizinhos e a realização do manejo florestal longe de áreas de roçado", diz Patrícia.

Preço salgado

Mas as novas normas não resolvem todos os problemas das comunidades extratoras de madeira que buscam a certificação ou lutam para mantê-la (pois são sujeitas a auditorias rigorosas). O preço do processo de certificação ainda é alto para comunidades como as do interior do Amazônia, por exemplo.

"As normas foram adequadas à nossa realidade, mas o custo ainda não. Isso continua sendo uma dificuldade para nós, que temos de contar com o apoio de ONGs e do governo do Estado do Acre para conseguir realizar o processo e manter o selo", afirma Evandro Araújo de Aquino, superintendente da Cooperfloresta, que reúne pequenos produtores florestais do Acre. O próprio Imaflora mantém um Fundo Social para auxiliar as comunidades a custear o processo de certificação.

"Achamos que o FSC pode ser mais arrojado ao tratar com os pequenos extratores dando um diferencial para os produtos comunitários. Afinal, nosso produto é fruto de uma história de luta social pela terra, pelos recursos naturais. É fruto de um processo social", diz Aquino.

Patrícia Cota Gomes afirma que o FSC já assimilou questão e que há novidades pela frente.

"Estuda-se o lançamento de um selo comunitário, específico, para atender a essa demanda. Isso pode acontecer ainda este ano".

Califórnia tenta aprovar lei de energia limpa

24 de fevereiro 011 | 19h 40 The New York Times
Aprovado pelo senado estadual, PL estipula que 33% da energia usada por empresas públicas venha de fontes renováveis

O Senado do estado da Califórnia (EUA) aprovou nesta quinta uma medida obrigando empresas de utilidade pública a comprar 33% da eletricidade que utilizam de fontes renováveis até 2020. Os defensores da nova lei argumentam que ela vai ajudar a recuparar a economia ao criar novos empregos.

O Senador democrata Joe Simitian afirma que seu projeto de lei, que agora segue para a Assembleia Legislativa, ajudará o Estado a atingir tanto metas ambientais como econômicas.

"É uma medida que pode nos ajudar, em curto prazo, a tornar o ar mais limpo e a mitigar os efeitos das mudanças climáticas. E podemos, desde já, começar a criar os empegos de que o estado precisa desesperadamente", disse ele durante um debate.

O projeto de lei obteve 26 votos a favor e 11 contra. Os opositores dizem que ele pode aumentar os custos com energia - o que significa contas mais altas para os usuários residenciais e as empresas. O senador republicano Bob Huff afirma que o custo adicional que será incorporado às transações comerciais irá levar mais companhias a transferir os empregos gerados para fora do Estado.

"É mais um prego no caixão do setor industrial da Califórnia", disse ele a seus colegas.
A Califórnia já havia estipulado para as empresas públicas a meta de 20% da eletricidade oriunda de fontes renováveis até 2010, mas algumas não conseguiram atingi-la.
Uma medida similar à de Simitian havia sido vetada pelo então governador Arnold Schwarzenegger, que disse que ela sucumbiria à burocracia. Mas os legisladores fizeram ajustes e têm esperança de que a proposta receba o apoio do atual governador, Jerry Brown, um democrata.

A meta de 33% foi um elemento-chave da plataforma de campanha de Brown, mas ele ainda não tomou uma decisão final quanto ao PL, que ainda pode ser modificada antes de chegar às suas mãos.

"O governador apóia amplamente a exigência de que 33% da eletricidade do Estado sejam derivados de fontes renováveis, e irá examinar de perto qualquer projeto de lei que chegue a sua mesa", afirmou o porta-voz Evan Westrup.

Tópicos: Califórnia, Energias renováveis, Projeto de lei, Empresas públicas, Vida, Planeta

Greenpeace protesta a favor de energia limpa no Congresso

24 de fevereiro de 2011 | 18h 33 Gustavo Bonfiglioli
Ativistas usaram uma turbina de energia eólica inflável de 25m para chamar atenção para Lei de Renováveis

Na manhã desta quinta-feira, uma torre de energia eólica inflável de 25 metros foi colocada em frente ao prédio do Congresso, em Brasília. A ação, feita por um grupo de ativistas do Greenpeace, protesta em favor da votação do Projeto de Lei de Renováveis, que incentiva e regulamenta investimentos em energia limpa como eólica, solar, pequenas centrais elétricas (PCHs) e usinas de cogeração a biomassa.

Foto: GREENPEACE/DIVULGAÇÃO

A turbina artificial trazia estampada a frase “Energia limpa. Voto no futuro”, e ficou “hasteada” em frente ao Congresso a partir das 9h, onde dez ativistas permaneceram por duas horas. Houve repressão inicial dos seguranças do prédio, que tentaram rasgar o plástico do objeto inflável. “Estamos acostumados com esse tipo de repressão. Depois eles acalmaram e não encostaram mais nos ativistas”, conta Ricardo Baitelo, coordenador de campanha de energia do Greenpeace. No final da manhã, Baitelo protocolou o relatório “Revolução Energética” na presidência da câmara, estudo que mostra a viabilidade de energias renováveis no Brasil.

O PL 630/03, ou Projeto de Lei de Renováveis, é um texto proposto pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE), espera há um ano e meio para entrar na pauta de votação dos parlamentares. Prevê, entre outras medidas, incentivos fiscais e subsídios para quem investe em energia limpa e a descentralização da geração de energia, em que os brasileiros, individualmente, pudessem gerar energia em suas próprias casas e jogar o excedente na rede elétrica.

“Não é um projeto fácil de ser implementado, mas abre caminho para beneficiar várias indústrias de forma limpa. Infelizmente, ainda há muita resistência ao novo: investe-se nas soluções energéticas de praxe, com esquemas prontos de quais indústrias e políticos vão tirar vantagem”, criticou Baiterlo, referindo-se à licença prévia para Belo Monte e à “tradição” brasileira em construir grandes empreendimentos hidrelétricos.

Exposição na Escócia revela fascinante mundo marinho

25 de fevereiro de 2011 | 6h 12
Inaugurada nesta sexta-feira em Edimburgo, mostra 'Nas profundezas' retrata espécies que habitam os mares do planeta.

Inaugurada nesta sexta-feira em Edinburgo, na Escócia, a exposição "Nas profundezas" mostra variadas criaturas que habitam os mares.

As fotos retratam animais que vivem na superfície do oceano, como baleias, corais e tubarões, e espécies que se refugiam nas profundezas.

As imagens, expostas ao ar livre na praça St. Andrew até o dia 1º de maio, foram selecionadas pela agência Steve Bloom Images e pelo Festival Internacional de Ciências de Edinburgo.

A praça fica aberta à visitação das 8h às 18h. Outras imagens expostas podem ser encontradas no site www.stevebloom.com. BBC Brasil -

Juistiça Federal no Pará suspende licença de instalação parcial da UHE de Belo Monte

25 de fevereiro de 2011 | 18h 50 Karina Ninni - estadao.com.br
Titular da 9ª Vara da Justiça Federal em Belém considerou que as estipuladas pelo Ibama para o início das obras não foram cumpridas

A Justiça Federal no Pará suspendeu nesta sexta-feira a licença de instalação parcial que permitia o início das obras do canteiro da usina hidrelétrica hidrelétrico de Belo Monte, no rio Xingu (PA). A decisão impede também o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de transferir recursos financeiros à Norte Energia S.A.

A licença parcial foi concedida em 26 de janeiro. De acordo com o MPF no Pará, até então, 29 das 40 pré-condições estipuladas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis (Ibama) não tinham sido cumpridas, quatro haviam sido realizadas parcialmente e sobre as demais 33 não havia informação. Entre as condicionantes estão medidas como a recuperação de áreas degradadas, preparo de infraestrutura urbana, iniciativas para garantir a navegabilidade nos rios da região, regularização fundiária de áreas afetadas e programas de apoio a indígenas.

"Eles não identificaram até hoje o número de pessoas que serão atingidas pela obra. Não que não tenham conseguido fazer. Não fizeram, simplesmente. Porque isso é um censo, um trabalho vultoso. Só depois que conseguiram a licença prévia e esta licença parcial de instalação, agora suspensa, é que começaram a fazer. Isso deveria ser condição para o início da instalação da obra", diz Ubiratan Cazetta, procurador-chefe do Ministério Público Federal no Pará.

Procurado pela reportagem do Estado, o presidente do Consórcio Norte Energia, o engenheiro Carlos Nascimento, avisou por meio de sua assessoria de imprensa que não iria se pronunciar até que recebesse a notificação formal da suspensão.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Código Florestal nas cidades

14 de fevereiro de 2011 | 18h 38 Karina Ninni - estadao.com.br
Livro de Márcio Ackermann analisa aplicação da polêmica lei em áreas urbanas
DivulgaçãoLivro traz análise da aplicação do Código Florestal nas cidadesNo livro "A Cidade e o Código Florestal" (Editora Plêiade, São Paulo, 2010, 162 pgs.), lançado no último sábado, o geógrafo Márcio Ackermann analisa a aplicação da polêmica lei em áreas urbanas. Com dez anos de experiência no Departamento Estadual de Proteção aos Recursos Naturais (DEPRN), Ackermann chama a atenção para a ausência da dimensão urbana nas discussões de reformulação Código que vêm sendo feitas desde a divulgação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B - SP).

1 - O Código Florestal pode ser aplicado em áreas urbanas?

O artigo 2º do atual Código Florestal, que trata de Áreas de Proteção Permanente (APPs), diz que o ordenamento territorial dos municípios deve seguir um Plano Diretor, mas respeitando os limites e princípios sobre os quais ele (o artigo) se refere. Ou seja: o Código se aplica, sim, a áreas urbanas. A floresta ao redor do rio pode ter sumido, mas as funções que ela desempenhava são importantes e não podem ser esquecidas. Ao contrário, têm de ser resgatadas.

2 - Como?

Tome por exemplo a Av. Paulista. Ela é um topo de morro - portanto, uma APP. Provavelmente boa parte da água que hoje inunda as regiões mais baixas - próximas ou não da avenida - eram absorvidas por esses topos de morros, que hoje já estão ocupados e impermeabilizados. Mas, se o gestor municipal entender que essa área ainda pode desempenhar sua função na retenção de águas pluviais, pode acordar com os ocupantes da Paulista a construção de caixas de retenção de água, por exemplo. Não é tirar o MASP dali e plantar floresta. É tentar resgatar as funções primordiais das APPs dentro dos limites do possível.

3 - E quais são as funções de uma APP em área urbana?

Basicamente o fornecimento de água, a manutenção da estabilidade geológica e geotérmica da cidade e a retenção das águas pluviais. Agora, em São Paulo, por exemplo, cerca de 50% das habitações precárias (favelas e afins) estão em APPs, principalmente ao redor de córregos e em encostas com 45° ou mais.

Ecofrota de SP já tem 1,2 mil ônibus

12 de fevereiro de 2011 | 0h 00 / Renato Machado - O Estado de S.Paulo
Veículos movidos a uma combinação de diesel e biodiesel emitem 22% menos poluentes
A Secretaria Municipal dos Transportes colocou ontem em circulação 1,2 mil ônibus movidos a combustíveis menos poluentes. A chamada ecofrota vai ser usada em cerca de 200 linhas que prestam serviço na zona leste. Estima-se que esses veículos emitam 22%menos poluentes na atmosfera, principalmente partículas articuladas (fuligem).

O número de ônibus que compõem a ecofrota corresponde a cerca de 10% da frota. O Município diz que vai aumentar gradativamente o número de veículos ambientalmente sustentáveis. A Lei de Mudanças Climáticas (2009) prevê que todo o sistema de transporte público deve usar combustível renovável até 2018.

"É um projeto de modificação da matriz energética da cidade de São Paulo. Queremos acabar com o uso de combustível fóssil (diesel)", disse o secretário Marcelo Cardinale Branco.

Os ônibus apresentados são da empresa Viação Itaim Paulista (VIP) e usam o combustível B20 - que mistura 20% de biodiesel ao combustível normal, o diesel. Os veículos terão adesivos com a inscrição "ecofrota" e, em destaque, a matriz energética usada: por exemplo, álcool, 20% de biodiesel ou híbrido (ônibus que também usa energia elétrica quando está mais lento).

Recursos. A Prefeitura afirma que vai usar o dinheiro arrecadado com as multas por falta de inspeção veicular para subsidiar os combustíveis menos poluentes e o investimento na frota adaptada. Desde dezembro, a fiscalização foi intensificada com o uso dos radares da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para flagrar os infratores. No entanto, ainda não foi divulgado um balanço das multas aplicadas pelos equipamentos.

"Se os recursos das multas forem escassos, e nós esperamos que não haja multa, então vamos complementar com recursos do orçamento para que o programa possa prosseguir", disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Segundo dados da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, todos os anos são registradas 12 mil internações e 875 mortes em decorrência de partículas inaláveis e ozônio.

Equipamento transforma lixo hospitalar em comum

12 de fevereiro de 2011 | 0h 00 / EVANDRO FADEL - O Estado de S.Paulo

Equipamento que promete transformar o lixo hospitalar em lixo comum, com benefícios ambientais e financeiros, foi apresentado ontem em Curitiba. Desenvolvido por uma empresa italiana, o Newster 10 tritura e esteriliza os materiais, reduzindo-os a uma espécie de serragem que pode ser colocada em aterros ou incinerada.

"Vem resolver um grande problema nosso", afirmou o diretor-presidente do Hospital Instituto de Medicina e Cirurgia do Paraná, José Lazarotto de Melo e Souza, onde o primeiro aparelho foi instalado. De pequeno porte, o hospital produz cerca de 8 mil quilos de lixo por mês.

Segundo o diretor comercial da Newster, Luciano Orlandi, a máquina é resultado de dez anos de estudos. No Paraná, onde a distribuidora Traadex conseguiu todas as licenças necessárias, a estimativa é de que cada aparelho custe cerca de

220 mil, incluída a manutenção por dois anos.

O processo dura 30 minutos e o material tem redução de cerca de 70% no volume e de 30% no peso. A máquina tem capacidade de processar 30 quilos de lixo por hora.

A Rússia é hoje o principal mercado, com 120 máquinas, particularmente em razão de casos de tuberculose.

O esterilizador possui um rotor equipado com lâminas que desintegram e aquecem os resíduos por meio de impactos e atritos.




'Em alguns lugares não funciona cobrar pelo uso da água'

Vicente Andreu,
DIRETOR-PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA)


14 de fevereiro de 2011 | 0h 00 Karina Ninni, ESPECIAL PARA O ESTADO - O Estado de S.Paulo

O titular da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, fala sobre as iniciativas de pagamento pelo uso da água no Brasil.

Qual o papel da ANA na implementação da cobrança pelo uso da água?

A ANA coordena a implementação em bacias que cortam mais de um Estado. Recolhemos os valores e repassamos, integralmente, à agência de águas responsável pela bacia. Mas é o comitê de cada bacia quem decide as prioridades do investimento do que foi arrecadado.

A bacia do São Francisco já cobra pelo uso da água. A transposição não é incompatível com a cobrança pelo uso?

Pelo contrário. A transposição é a principal fonte de renda do sistema de cobrança pelo uso da água do São Francisco atualmente: já pagou para a bacia o equivalente a R$ 8 milhões desde que o sistema foi implantado, no segundo semestre do ano passado.

Esse sistema é replicável no País inteiro?

Acho que há lugares em que funciona e outros em que não se aplica. Por exemplo: na bacia do Amazonas (com grande vazão) acho improvável. Num local onde a vazão média é de 209 mil m³ por segundo (na foz do Amazonas), será difícil convencer usuários de que é necessário pagar pelo recurso.




UFSCar faz parceria com empresa por biocombustível

15 de fevereiro de 2011 | 12h 57 O Estado de S. Paulo
A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) assina hoje um convênio de cooperação tecnológica com a empresa Algae Biotecnologia/Biolatina para desenvolver pesquisa sobre biocombustíveis. A parceria será de dois anos e meio, e o projeto prevê a construção de um laboratório ainda neste ano e de uma planta-piloto no câmpus de Araras. O projeto está orçado em R$ 3,6 milhões, sendo 90% financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social/Fundo Tecnológico (BNDES/Funtec).

Nesse período de cooperação, a meta é usar a vinhaça (resíduo da destilação alcoólica da cana-de-açúcar) das usinas para selecionar entre os seus micro-organismos as microalgas para produzir uma biomassa destinada ao biodiesel. "Isso já existe fora do País, mas ainda é caro, não é competitivo como o próprio etanol e, por isso, vamos ver, numa planta-piloto, com escala intermediária para grande produção, qual é a produtividade e se vai compensar", explica Reinaldo Bastos, professor do Departamento de Tecnologia Agroindustrial.

Economia de energia no horário de verão deste ano caiu 8,15%, diz ONS

18 de fevereiro de 2011 | 16h 10 Karla Mendes - com Solange Spigliatti

Em comparação com o ano passado, foram consumidos 211 megawatts a mais no horário de pico

BRASÍLIA - A redução do consumo de energia do Horário de Verão 2010/2011 foi 8,15% menor que o do Horário de Verão 2009/2010. Enquanto no horário vigente a redução da demanda no horário de pico foi de 2.376 MW, no anterior foi de 2.587, o que representa uma diferença de 211 MW. O valor financeiro da redução, no entanto, foi o mesmo nos dois períodos: R$ 30 milhões.

Resultados preliminares apontam para uma redução da demanda no horário de ponta da ordem de 1.821 MW no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 555 MW no subsistema Sul. A redução representa 4,4% da demanda máxima dos dois subsistemas. Segundo o ONS, a redução do consumo no período para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste equivale a aproximadamente 60% da carga no horário de ponta da cidade do Rio de Janeiro, ou a duas vezes a carga no horário de ponta de Brasília. No Sul, representa 60% da carga no horário de ponta de Curitiba.

Neste ano, a economia da geração térmica evitada ao longo do horário de verão foi estimada em R$ 30 milhões, o que, segundo o ONS, resultará em redução da tarifa de energia elétrica para o consumidor.

"As principais consequências da redução de demanda no horário de ponta são o aumento da segurança e a diminuição dos custos de operação do Sistema Interligado Nacional", afirma o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, por meio de nota. De acordo com ele, o aumento da segurança operacional decorre da diminuição dos carregamentos na rede de transmissão; da maior flexibilidade operativa para realização de manutenções; e da redução de cortes de carga em situações de emergência neste horário.

São Paulo. Os transportes públicos paulistanos, incluindo os trens do metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e os ônibus da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (Emtu), vão fazer mais viagens neste fim de semana, por conta do fim do horário de verão.

Quando os relógios forem atrasados em uma hora, à meia-noite de amanhã, os trens do Metrô e da CPTM seguirão funcionando normalmente, até a 1 hora de domingo. Já a EMTU fará em duplicidade as viagens programadas entre 23h e 0h.

O horário de verão termina em dez Estados das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul e em Brasília. A expectativa é que a economia de energia no período fique em torno de 5% (suficiente para abastecer uma cidade com 5 milhões de habitantes).

No domingo, com exceção das Estações Vila Prudente e Tamanduateí, que operam atualmente das 8 às 17h, todas as demais estações do Metrô reabrem para o público no horário habitual, às 4h40.

Mergulhador britânico coleciona imagens de restos no fundo do mar

16 de fevereiro de 2011 | 14h 12
Entre descobertas de Alex Mustard está navio de guerra afundado no Egito carregado com motos, caminhões e armas.

O fotógrafo britânico Alex Mustard viaja o mundo para registrar imagens de
embarcações e objetos afundados.

Para Mustard, de 36 anos, restos no fundo do mar "atraem os mergulhadores por causa da incongruência de ver algo que deveria estar acima das ondas debaixo delas".

"É fascinante ver algo familiar em um local estranho - debaixo d'água", diz.

"Não poderia dizer quantos restos afundados eu já vi, mas cada um é particularmente interessante. Cada resto é único, com características diferentes caso a caso, e a atmosfera no local também varia."

Um dos objetos mais inusitados que Mustard já fotografou foi um Fusca deixado propositalmente no fundo de um lago no condado de Lancashire, no norte da Inglaterra, como atração para os mergulhadores.

Navio militar

A última exploração do fotógrafo foi o USS Kittiwake, um navio militar americano construído em 1945 e afundado nas Ilhas Cayman (território britânico no Caribe) recentemente como atração para mergulhadores.

Por ter sido afundado recentemente, o navio parece estar em um bom estado de conservação, e em algumas imagens quase não se percebe que ele está debaixo d'água.

Para o fotógrafo, o fato de o Kittiwake ter sido afundado de propósito "dá à embarcação uma atmosfera totalmente diferente do que a de uma marcada pela tragédia".

Ele diz, porém, que "uma das melhores coisas sobre os restos de embarcações é o afundamento, seja acidental ou de propósito, porque é apenas o início de sua viagem". BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

107 baleias piloto morrem em praia da Nova Zelândia

21 de fevereiro de 2011 | 9h 09
Baleias encalhadas foram encontradas por turistas. Quando especialistas chegaram ao local, metade do grupo já estava morto.
Cento e sete baleias-piloto morreram em uma praia isolada no sul da Nova Zelândia no domingo.

Os animais foram encontrados encalhados na praia por dois turistas. Os turistas deram então o alerta ao servico de proteção ambiental.

A baleia-piloto é a espécie de baleia mais comum na Nova Zelândia.

Quando chegaram ao local, os especialistas encontraram metade do grupo já morto. Eles então optaram por sacrificar as 48 baleias restantes. De acordo com um comunicado à impresa, os animais não iriam sobreviver o tempo necessário para devolvê-los ao mar. O clima seco e o forte calor debilitaram a resistência dos animais.

O local é tão isolado que os corpos foram deixados na praia para se decompor naturalmente, afirmaram as autiridades.

Os cientistas não têm nenhuma explicação conclusiva sobre o que levou as baleias-piloto a encalharem na praia. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Governo afrouxa regras ambientais

18 de fevereiro de 2011 | 0h 00 Marta Salomon - O Estado de S.Paulo

Pacote de decretos que será anunciado após o carnaval vai simplificar licenças e reduzir prazos e custos para acelerar projetos em várias áreas
18 de fevereiro de 2011 | 0h 00 Marta Salomon - O Estado de S.Paulo

Um pacote de decretos promoverá o que vem sendo entendido no governo como "choque de gestão" na área de licenciamento ambiental, com regras mais simples e redução de prazos e custos. Os decretos vão fixar novas normas por setores, e os primeiros a passarem por reforma serão petróleo, rodovias, portos e linhas de transmissão de energia.
Em algumas obras, como o asfaltamento de rodovias, não serão mais exigidas licenças, mas uma simples autorização do órgão ambiental. Essa regra não atinge, porém, rodovias na Amazônia, como a polêmica BR-319, localizada numa área bastante preservada da floresta.

Listada entre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a rodovia enfrenta resistências na área ambiental pelo risco de aumentar o desmatamento na Amazônia. Sinais de aumento do ritmo das motosserras nas proximidades da BR-317 reforçam essas resistências.

Além de acelerar a liberação de licenças com regras mais claras e menos burocracia, o pacote de decretos deverá reduzir o custo de exigências do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O custo médio dessas exigências, que incluem até a urbanização e a instalação de saneamento de cidades, é estimado entre 8% e 10% do preço total dos empreendimentos. Em alguns casos, supera 15%.
Atrasos. A área ambiental é alvo de críticas no governo por supostamente impor atrasos nos cronogramas de empreendimentos. Mudanças nas regras vêm sendo negociadas desde o fim do governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas a edição dos decretos pela presidente Dilma Rousseff é prevista apenas para depois do carnaval.

O licenciamento de hidrelétricas não passará por mudanças neste momento. Essa é uma das áreas mais complicadas na agenda do governo Dilma Rousseff.

O Plano Decenal de Energia prevê a construção de cinco grandes usinas em áreas de conservação ambiental no Pará. As hidrelétricas do Complexo Tapajós, com potência estimada em 10,5 mil MW (megawatts), quase uma Belo Monte, deverão alagar uma área de 1.980 km², 30% maior que a cidade de São Paulo.

Um dos decretos cujo texto já foi aprovado pelo Planalto acelera o licenciamento de linhas de transmissão de energia. O objetivo é impedir que a energia a ser gerada pela hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO), por exemplo, não possa ser distribuída por atraso no licenciamento da linha de transmissão.

Na área de petróleo , o número de licenças - que hoje pode chegar a 12 para cada projeto - será reduzido. A intenção é facilitar a exploração do pré-sal, sem abrir mão de critérios de segurança dos empreendimentos, proporcionais ao impacto ambiental dos projetos.




BNDES pode induzir matriz energética mais sustentável, diz Ipea

15 de fevereiro de 2011 | 18h 37 Agência Brasil

Investimentos em geração e transmissão de energia sustentável podem ajudar o país em futuras relações comerciais com outros países

Responsável por mais de 80% dos financiamentos de projetos do setor elétrico, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode ser usado como indutor do desenvolvimento de uma matriz energética sustentável. A sugestão está entre as conclusões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Biodiversidade, Economia e Bem-Estar Humano.

“Praticamente todos os investimentos feitos pelo setor de energia ainda dependem de recursos públicos, e é natural que financiamentos estejam vinculados a comportamentos. Dessa forma, é interessante que o padrão de consumo e de produção de energia dialogue mais com o BNDES e que esse órgão tenha papel de indutor da sustentabilidade”, afirmou o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Gesmar Rosa Santos.
Segundo ele, apesar de já haver algumas políticas combinadas de gestão e de oferta de energia sustentável, falta ainda “coordenação entre o BNDES e os ministérios ligados à oferta de energia para que isso venha com força maior”.

De acordo com os técnicos do Ipea, investimentos em geração e transmissão de energia sustentável podem ajudar o país em futuras relações comerciais com outros países.

“Há uma tendência de que os países ricos futuramente condicionem suas importações a produtos cujas etapas de fabricação causem menos impactos ambientais. É importante que a energia não fique em uma posição polarizada com o meio ambiente e com a questão da sustentabilidade, e ter essa visão representa oportunidade de alavancar o país”, disse o pesquisador Albino Alvarez, também do Ipea.

O estudo mostra ainda que o Brasil encontra-se numa posição muito atrasada, em relação a outros países, no que se refere à geração de energia eólica. “Até um tempo atrás, esse tipo de energia estava fora de pauta. Hoje é objeto de corrida internacional, e o Brasil está ainda bastante atrasado”, avaliou Alvarez.

Japão suspende temporariamente a caça de baleias na Antártida

16 de fevereiro de 2011 | 10h 11 Efe

Interrupção foi provocada pelo assédio da organização ambientalista Sea Shepherd contra sua frota baleeira

TÓQUIO - O Japão suspendeu temporariamente a caça de baleias na Antártida devido ao assédio da organização ambientalista Sea Shepherd contra sua frota baleeira, informou a Agência de Pesca japonesa nesta quarta-feira, 16.



AP Japão suspende caça de baleias na Antártida Um porta-voz desta instituição disse à Agência Efe que as autoridades japonesas estudam agora como proteger o baleeiro japonês Nisshin Maru, cujo retorno estava previsto para março, mas não confirmou se o navio antecipará seu retorno.

"Estamos estudando como se pode manter a segurança do Nisshin Maru", indicou o porta-voz da agência, antes de apontar que a frota baleeira japonesa atualmente está "paralisada" devido a vários ataques da Sea Shepherd.

A organização ambientalista Greenpeace assegurou nesta quarta-feira em comunicado que o Nisshin Maru "retornará" ao Japão, mas que a verdade razão não é o assédio dos ativistas, e sim porque a campanha da frota baleeira japonesa já não é rentável.

Um porta-voz do Greenpeace disse à Efe que, "como não há demanda por carne de baleia no Japão, está perdendo o sentido continuar caçando baleias".

O Japão realiza anualmente, entre os meses de dezembro e março, uma campanha de caça de cetáceos na Antártida com supostos fins científicos que, segundo os grupos ambientalistas, esconde motivos puramente comerciais.

As capturas da frota japonesa, que tem uma cota anual de cerca de mil cetáceos, foram na passada campanha de apenas 507 baleias, o que a Agência de Pesca japonesa atribuiu às atividades de "obstrução" da Sea Shepherd.

Na segunda-feira, o denominado "grupo de Buenos Aires", integrado por Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, México, Panamá, Peru e Uruguai, exortou o Japão a pôr fim à "caça científica" de baleias.

Estado de SP vai utilizar aeronaves hi-tech para monitoramento ambiental

09 de fevereiro de 2011 | 19h 15 Gustavo Bonfiglioli
Parceria entre PM Ambiental e iniciativa privada resultou na doação de dois aviões que processam imagens em alta definição

Duas aeronaves computadorizadas vão auxiliar a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo a monitorar infrações ao meio ambiente. Chamadas de VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados), as máquinas foram doadas à PM no início de fevereiro, mês em que já devem começar a funcionar. São capazes de sobrevoar cerca de 500 hectares por hora, com sensores de foto e vídeo em alta definição para processamento de imagens. A tecnologia inédita, que não precisa de piloto, otimiza a identificação de áreas desmatadas, atividades industriais irregulares em áreas de preservação permanente (APPs) leitos de rios, queimadas, pesca ilegal, entre outros.


Divulgação VANT Tiriba, que será utilizado para monitoramento ambiental e de áreas agrícolas“Os VANTs não são tripulados, operam em piloto automático. As rotas diárias são previamente determinadas por GPS e a polícia fica na estação de controle, para receber as condições da aeronave e monitorar seu trajeto”, explica Adriano Kancelkis diretor da AGX Tecnologia, empresa de tecnologia especializada em segurança e monitoramento aéreo que fez a doação. Segundo ele, o piloto automático faz com que não seja necessária uma formação específica em pilotagem para que os policiais operem os aparelhos. “Fica mais fácil. Mesmo assim, vamos oferecer treinamento para o controle da base pelos policiais.” VANTs também podem ser dirigidos, caso seja necessário, e atingem velocidade de 80 a 120 Km/h.

O capitão Luis Gustavo Biagioni, comandante da 4ª Companhia da Polícia Militar Ambiental de Ribeirão Preto, explica que a utilização das VANTs está em caráter experimental. “Queremos dar sustentação aos estudos de implementação da nova tecnologia em um futuro próximo, em todo o Estado de São Paulo.” Kancelkis também salienta o desafio de adaptar a tecnologia aos diferentes biomas de SP. “O monitoramento é diferente no interior ou na Serra do Mar, por exemplo. Precisamos pensar em metodologias aplicadas a cada tipo de região.”

A parceria entre a AGX e a PM Ambiental surgiu com o interesse de um dos oficiais em fazer um mestrado sobre aeronaves não tripuladas. O projeto de pesquisa, que resultou nas duas VANTs, foi financiado pelo Insituto Inova, ONG da qual a AGX é parceira. Cada aeronave custa entre R$ 200 mil e R$ 300 mil.

Fotógrafo registra vida selvagem em vários continentes


Durante mais de duas décadas, o fotógrafo mexicano Patricio Robles Gil captou a beleza encontrada em reservas naturais de várias partes do mundo, algumas delas livres da influência da homem.





"Tive o privilégio de caminhar e me perder durante dias, às vezes a cavalo, nesses ecossistemas intocados e isso te deixa uma marca muito profunda", diz ele.

O fotógrafo viajou pelo Pantanal Mato-grossense, onde ficou impressionado com a quantidade de onças pintadas que encontrou.

"Demorei anos para conseguir encontrar uma onça frente a frente. Não acho que haja outro lugar no mundo onde seja possível garantir que é possível ver uma onça. Foi maravilhoso. Nos primeiros 30 dias, vi 17 onças. No segundo mês, vi outras 40."

Para Robles Gil, divulgar fotos de áreas silvestres representa um grande conflito. Por um lado, segundo ele, é necessário comunicar a beleza dessas regiões e a necessidade de protegê-las. Por outro, a divulgação pode causar uma explosão de ecoturismo com impacto negativo para esses locais.

"Hoje em dia, acho que não é correto eticamente que alguém possa visitar parques e reservas no mundo e ser apenas espectador. Mesmo que não sejam fotógrafos ou ambientalistas, os visitantes tem que fazer algo", diz o fotógrafo.

"Nos últimos 20 anos, tenho visto como está aumentando a fragmentação das áreas selvagens, o que vai isolando esses espaços e afetando a viabilidade de várias espécies no futuro."

Robles Gil diz que é preciso que os visitantes se comprometam ou "estas áreas selvagens vão desaparecer".

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Plantas são clonadas pela primeira vez como sementes

17 de fevereiro de 2011 | 21h 00 estadão.com.br
Tentativa é criar um híbrido que seja geneticamente idêntico àquele que gerou os clones

SÃO PAULO - Pela primeira vez, plantas foram clonadas como sementes. A pesquisa, publicada na Science, é o maior passo para criar plantas de culturas híbridas, que podem reter características favoráveis de geração em geração.

A maior parte das variedades de culturas bem sucedidas é híbrida, segundo Simon Chan, professor assistente de biologia vegetal na Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo. No entanto, quando os híbridos passam pelo período de reprodução, as suas características, como tamanho do fruto ou resistência, acabam se transformando e podem ser perdidos.

Chan afirma que a tentativa é criar um híbrido que seja geneticamente idêntico àquele que gerou os clones. Algumas plantas, especialmente árvores frutíferas, podem ser clonadas a partir de mudas, mas o procedimento é impraticável para a maioria das culturas. Outras plantas, sobretudo ervas daninhas, podem produzir sementes de verdade que são clone de si mesmas, mesmo sem a reprodução sexual - um processo ainda pouco compreendido e chamado de apomixia.

A nova descoberta segue um caminho parecido com a apomixia, embora existam algumas diferenças. Normalmente, óvulos e espermatozoides são haploides - eles têm metade do número de cromossomos do pai. Já o óvulo fertilizado e a planta adulta são diploides - ou seja, um conjunto completo de cromossomos.

Os pesquisadores descrevem o resultado como um passo para a 'apoximia artificial'. A expectativa é conseguir produzir plantas, como o alface e tomate, por exemplo, que possam fecundar a si mesmas e produzir sementes clonadas.

Pedidos de patentes provisórias sobre o trabalho já foram solicitadas.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

ONG divulga fotos inéditas de índios isolados no Brasil

31 de janeiro de 2011 | 11h 34 Efe
Tribo na fronteira com o Peru estaria sendo ameaçada pela ação de madeireiros a partir do país vizinho



Indígena pintado com urucum caminha por plantação de bananas na área da aldeia

LONDRES - O Setor de Índios Isolados da Fundação Nacional do Índio (Funai) difundiu nesta segunda-feira, 31, no site da ONG britânica Survival, fotografias inéditas de uma tribo amazônica isolada, e cujo habitat encontra-se ameaçado pela ação de madeireiros peruanos.

Veja aqui as imagens






Localizado perto da fronteira com o Peru, o povoado estaria sendo pressionado pelos madeireiros, que avançam pelo território nacional a partir do país vizinho. Autoridades brasileiras temem que o descolamento dos indígenas provoque choques com outras tribos na região.

Em uma das imagens aéreas, é possível avistar indígenas de idades variadas, em aparente bom estado físico e com cestos cheios de papaias, mandioca e outras frutas da floresta.

As fotos foram tiradas pela Funai, que autorizou sua utilização pela ONG como parte de uma campanha internacional em defesa da tribos isoladas. A Survival explica que a tribo encontra-se seriamente ameaçada pela ação dos madeireiros.

"Os madeireiros ilegais irão destruir essa tribo. Por isso, é vital que o governo peruano os detenham, antes que seja tarde", disse em comunicado o diretor da ONG, Stephen Corry.

"As pessoas nestas fotos estão evidentemente muito bem, e o que precisam é que lhes ajudemos a proteger seu território, de forma com que possam tomar suas próprias decisões sobre o futuro."

A organização indígena peruana AIDESEP condenou a inação das autoridades do país. "Apesar das denúncias dentro e fora do Peru contra a ação dos madeireiros, nada foi feito à respeito", disse um porta-voz.

SOS Mata Atlântica premia desenhos infantis sobre o bioma

02 de fevereiro de 2011 | 15h 23 Estadao.com.br

Concurso teve participação de mais de 2 mil crianças, de 7 a 14 anos

A Fundação SOS Mata Atlântica realizou no ano passado o seu 1º Concurso de Desenhos Infantis, para incentivar a consciência ambiental e a preservação da Mata Atlântica entre as crianças. A iniciativa teve a participação de mais de duas mil crianças, de 7 a 14 anos, que enviaram seus desenhos sobre o tema “Biodiversidade da Mata Atlântica”.

Na quinta-feira (3), três dos vencedores mirins participam de um bate-papo às 17h30 neste site. Confira suas ilustrações:
“Eu e a fauna brasileira”, de João Paulo Furukawa (2º colocado no concurso).


Desenho de Mariana Corte Real (10ª colocada no concurso).


Desenho de Juliana Canton (5ª colocada no concurso).
01 de fevereiro de 2011 | 19h 38 SRT/REUTERS

Seis espécimes de golfinho em extinção são encontradas mortas no Paquistão
Atividade de pescadores locais compromete habitat da espécie fluvial, que vive no rio Indo

Especialistas em animais selvagens dizem ter encontrado durante o último mês no Paquistão carcaças de seis golfinhos fluviais do rio Indo, espécie que corre risco de extinção.


Golfinho do Indo, espécia naturalmente cega, está em extinção Na segunda-feira, o sub-diretor da ONG Sindh Wildlife, Ghulam Mohammad, atribuiu as mortes aos pescadores locais, ao afirmar que as redes e os venenos que utilizam seriam os culpados pela morte dos golfinhos.
O mamífero, cujos olhos não possuem cristalino - o que o torna, portanto, cego - é encontrado somente no rio Indo. Uma pesquisa de 2006 calculou que ainda permanecem 1300 espécies no rio.

Contudo, os baixos níveis de água e o derrame de agrotóxicos no Indo reduzem progressivamente o habitat dos golfinhos.