sábado, 27 de março de 2010

Plastiki, um barco para cruzar o Pacífico

1 | Notícias | 19/03/2010 00:00

THE NEW YORK TIMES Um barco está prestes a ir da Califórnia à Austrália em 100 dias...recicladas. Nem se movia com vento, luz solar e pedais. O Plastiki é tão ecológico que leva na proa uma horta para alimentar a tripulação.

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Hora do Planeta: o mundo apaga as luzes
Movimento coordenado pela WWF, Hora do Planeta mobiliza 125 países
26 de março de 2010 | 21h 08
EmailImprimirTwitterFacebookDeliciousDiggNewsvineLinkedInLiveRedditTexto - + Karina Ninni - Especial para O Estado
Realizado pela primeira vez na Austrália, em 2007 - quando 2 milhões de pessoas desligaram suas luzes durante uma hora – A Hora do Planeta deve mobilizar este ano 3.483 cidades no mundo todo. Ao todo serão 1.277 ícones apagados, entre os quais a Golden Gate e o Empire State Building, nos EUA, a Cidade Proibida, em Pequim, a Torre Eiffel, em Paris, a catedral de Helsinki, o Palácio de Buckingham, em Londres, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

EfeA Golden Gate apagada em 2009 para a Hora do Planeta
Nepal, Lituânia, Bangladesh, Ilhas Maurício e Ilha Cook, estão entre os 36 países que participam pela primeira vez da Hora do Planeta. Este ano, 125 países e 56 capitais aderiram ao movimento organizado pela World Wildlife Foundation (WWF) como uma forma pacífica de protesto contra o aquecimento global.

O Brasil começou a participar no ano passado, com 113 cidades. Este ano, 20 capitais apagarão seus monumentos no sábado, incluindo São Paulo, que apagará a Ponte Estaiada, o Monumento às Bandeiras, o Viaduto do Chá, o Estádio do Pacaembu, o Obelisco, o auditório do Parque do Ibirapuera e algumas luzes do próprio parque.

“Em 2009, conseguimos mobilizar aproximadamente 20 mil pessoas no Brasil inteiro”, contabiliza Cláudio Maretti, Superintendente de Conservação para os Programas Regionais do WWF-Brasil.

A Câmara dos Deputados e o Senado Federal também participam da Hora do Planeta, apagando as luzes dos dois prédios em Brasília. “Ao aderir ao movimento, a Câmara dá um exemplo e traz para si a responsabilidade de discutir de forma mais responsável leis como a do Código Florestal”, lembrou Maretti.

Empresas

A Rádio Eldorado foi escolhida pela WWF como a emissora oficial da Hora Planeta, com uma programação especial voltada para a cobertura do movimento em todo o País. A partir das 15 h 30 da tarde de sábado a emissora fará uma contagem regressiva para o evento, com chamadas de personalidades como o ex-jogador Raí, a cantora Mariana Aydar e o chef Alex Atala. A emissora também aderiu ao movimento – as luzes externas do prédio-sede do Grupo Estado, em São Paulo, serão apagadas.

No Brasil, o evento é patrocinado pela Tim, a rede Wal Mart, a Coca Cola e o HSBC.

“Somos uma rede de varejo e o diferencial do nosso negócio no tocante à sustentabilidade é o poder de mobilizar e levar informação para os consumidores”, afirma Christianne Urioste, diretora de sustentabilidade da rede, lembrando que diariamente passam pelas lojas 2 milhões de pessoas.

Segundo a WWF, 2.210 empresas no Brasil aderiram à iniciativa, entre elas o Carrefour, a Vivo, a Unilever, o Santander, o Mac Donnald’s, o Banco do Brasil, a Telefônica, o Grupo Pão de Açúcar e a Vivo.

“Vamos enviar 1.5 milhão de SMS em 20 estados brasileiros, convocando nossos clientes a aderir à Hora do Planeta”, diz Juliana Limonta, Consultora Sócio-Ambiental da Vivo. “Nossa intenção é que as mensagens se espalhem como um viral, para amplificar o poder de mobilização”.

A Vivo, que tem 52 milhões de clientes no Brasil, apagará as luzes nos prédios administrativos em todo o Brasil. O Teatro Vivo, em São Paulo, vai funcionar com parte das luzes desligadas neste sábado.

O Carrefour, uma rede gigantesca com 163 lojas no Brasil inteiro, apagará totens e luminosos fora das edificações. No interior das lojas, o nível de iluminação deverá ser reduzido em até 50%.

“A causa mundial do Carrefour é a questão das mudanças climáticas. Estamos fazendo um esforço para reduzir nosso consumo de energia em 30%, para reduzir as emissões das lojas e implantar nelas o conceito de resíduo 0”, explica Paulo Pianez, Diretor de Sustentabilidade da rede.

Esse ano, o Carrefour já começou a banir de suas lojas brasileiras as famigeradas sacolinhas plásticas, substituindo-as por um material totalmente biodegradável. “Esperamos banir de vez as sacolinhas até 2014”, projeta Pianez.

As capitais brasileiras que apóiam o movimento são Rio de Janeiro, São Paulo, Vitória, Belém, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Manaus, Rio Branco, João Pessoa, Belo Horizonte, Palmas, Cuiabá, Fortaleza, Recife, Goiânia, São Luís, Salvador e Florianópolis.
“Trata-se de um ato simbólico cujo objetivo é dizer ao mundo e às autoridades que estamos atentos para a questão do aquecimento global e suas consequências”, afirma Cláudio Maretti.

Times

Real Madrid e Valencia, duas das maiores equipes de futebol da Espanha, aderiram à "Hora do Planeta". O Real apagará as luzes do estádio Santiago Bernabéu por uma hora, e o Valencia estenderá hoje uma lona no centro do gramado de seu estádio, o Mestalla, antes do confronto contra o Málaga e também no intervalo da partida.

Fora da Espanha, outros clubes também ofereceram apoio à iniciativa, como o Bayern de Munique.

Tópicos: Hora do Planeta, países, WWF, apagar luzes, Rádio Eldorado, monumentos, mundo
Karina Ninni - Especial para O Estado

Usiminas vai usar 20% das latas de alumínio do País

A Usiminas fechou contrato com as fornecedoras de alumínio Alutech/PPX e Inbra Metais para a compra de latas que serão utilizadas para desoxidar o aço. Conforme nota divulgada pela siderúrgica, a expectativa é utilizar 2 bilhões de latas no processo, durante um ano, o que possibilitará economia de R$ 6 bilhões. A cada mês, serão consumidas 2 mil toneladas de latas de alumínio nas usinas de Ipatinga e Cubatão. Segundo a Usiminas, 20% das latas que circulam no País serão reaproveitadas em função da parceria.

Governo estuda ‘subsídio’ a Belo Monte

Empresas pedem compensações pela tarifa baixa e governo está disposto a negociar, desde que não se mude o edital e a data do leilão

Representantes dos consórcios interessados em disputar o leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA) formalizaram ao Ministério de Minas e Energia o pedido para que o preço-teto da energia da futura usina seja elevado. Eles também pediram regras mais favoráveis de financiamento do BNDES ao consórcio que ganhar a disputa da usina. O governo não quer mexer no edital de licitação e não aceita atraso no leilão, marcado para 20 de abril, mas estuda a concessão de alguns "subsídios indiretos" para atender as empresas.

Os empresários chegaram a sugerir ao governo fazer uma simples correção monetária na tarifa máxima fixada pelo governo, de R$ 83 por megawatt-hora (MWh) valor, para evitar que seja preciso fazer mudanças no texto do edital. Pelos critérios do governo, vencerá a disputa quem se propuser a construir e operar a usina cobrando o menor preço pela energia. As empresas interessadas na licitação já vinham, nos bastidores, questionando a viabilidade do teto de R$ 83, considerado baixo por elas. Um dos argumentos é o de que dessa tarifa deve-se descontar ainda o custo do "pedágio" a ser pago para transmitir a energia da usina, estimado em R$ 15 por (MWh).

Oferta

A outra reivindicação dos investidores é aumentar de 20% para 30% a fatia da energia da hidrelétrica que poderá ser comercializada no mercado livre de energia – formado por grandes indústrias que não adquirem sua eletricidade das distribuidoras, mas diretamente das geradoras. Pelas regras atuais do leilão, se o consórcio vencedor tiver entre seus sócios autoprodutores (grandes empresas que investem na geração de energia para consumo próprio), 70% da energia deverá ser negociada no mercado cativo, formado pelas distribuidoras ; 20% pode ir para o mercado livre e 10% tem de ser direcionada aos autoprodutores pertencentes ao consórcio.

Os empresários também pediram regras mais favoráveis no financiamento que será concedido pelo BNDES ao futuro concessionário da usina. O Ministério de Minas e Energia se comprometeu a analisar a pauta de reivindicações. Segundo uma fonte do governo, existe a possibilidade de atender total ou parcialmente esses pedidos por outros mecanismos, sem mexer no edital. Com isso, o governo evitaria dois riscos: o de a competição na disputa ser reduzida, ou – no pior cenário – de empresas desistirem de participar do leilão.

Até o momento, há dois consórcios desenhados para a disputa. Um deles é liderado pela Odebrecht e a Camargo Corrêa e o outro tem como sócios Andrade Gutierrez, Vale, Neoenergia e Votorantim.

O grupo estatal Eletrobrás também deverá se juntar aos consórcios que vierem a se inscrever. As quatro principais subsidiárias de geração do grupo – Furnas, Eletronorte, Chesf e Eletrosul – estão à disposição das companhias privadas para parcerias.

O governo aguarda ainda a posição do grupo franco-belga Suez. Líder, hoje, de projetos de hidrelétricas de grande porte, como a usina de Jirau, no Rio Madeira (RO), a Suez ainda não anunciou se entrará mesmo na disputa por Belo Monte.

Leonardo Goy, de O Estado de São Paulo

Marina Silva considera 'graves' as pressões sobre o Ibama

Técnicos estariam sendo pressionados para agilizar liberação de licença para projeto de Belo Monte

A senadora Marina Silva (PV-AC), ex-ministra do Meio Ambiente, avalia como "graves" as pressões a que estão sendo submetidos técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para liberar logo a licença ambiental prévia do projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. Ela foi além, e sinalizou nesta segunda, 1.º, que essas pressões estariam deixando até o presidente do Ibama, Roberto Messias, desconfortável no cargo. Messias, porém, reagiu às declarações da ex-ministra e disse que continuará comandando o Ibama.

Na terça-feira, dois importantes funcionários do Ibama,o diretor de licenciamento, Sebastião Custódio Pires, e o coordenador-geral de Infraestrutura de Energia Elétrica, Leozildo Tabajara da Silva Benjamin, deixaram os cargos. Segundo fontes, eles teriam pedido para sair devido às pressões do governo para que o órgão ambiental libere logo a licença para o projeto da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA).

"Acho muito grave que um empreendimento dessa magnitude esteja sofrendo pressões e, pelo que tudo indica, pressão política. Ao ponto de o diretor (de licenciamento) estar se demitindo e o presidente do Ibama, me parece, está muito desconfortável em continuar no cargo caso a pressão continue", disse Marina Silva durante audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos do Senado para discutir o projeto.

Em entrevista à Agência Estado, Messias disse que não está desconfortável no cargo e continuará presidindo o órgão. "Continuo no cargo e com todos os encargos difíceis que ele prevê. Não estou desconfortável. Só gostaria de não ter tanto trabalho e responsabilidade nos meus ombros. Preferia estar numa praia, tomando água de coco. Mas estou dando o meu melhor na tarefa de presidir uma das principais instituições do País, em um dos seus momentos mais cruciais", afirmou.

Messias disse que não há nenhuma pressão fora do normal no caso de Belo Monte. "Não existe nada excepcional e o presidente Lula disse que quer a licença o mais rápido possível, mas não quer que haja açodamento para não se impor nenhum sacrifício à população. Estou seguindo a instrução dele de trabalhar com rigor", disse.

Com relação às saídas do diretor e do técnico, Messias não confirmou a avaliação que eles saíram diretamente por causa de Belo Monte. Mas ele disse que, em ambos os casos, a decisão teve motivação pessoal, causada pelo excesso de trabalho. "Há um momento em que a pessoa fala que a qualidade de vida dela está sendo afetada e não vale mais a pena. O Leozildo, por exemplo, teve problemas de doença na família", disse o presidente do Ibama, acrescentando que, em alguns momentos, as pessoas percebem que o trabalho oferece mais custos que benefícios.

Para o lugar de Custódio na diretoria de Licenciamento, ontem mesmo foi nomeado o geólogo Pedro Bignelli, ex-superintendente do Ibama em Mato Grosso. As pressões em torno do licenciamento de Belo Monte não vinham só do governo. Há mais de um ano, Sebastião Custódio vinha sendo pressionado também pelo Ministério Público, que chegou a pedir sua prisão, acusando-o de improbidade administrativa. Ele também sofria carga feita por ONGs e entidades ambientalistas por causa da possibilidade de conceder a licença de Belo Monte.

A audiência de ontem do Senado forneceu mais um episódio dessa pressão social contra Belo Monte. A índia Caiapó Tuíre - que anos atrás ameaçou o atual presidente da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, com um facão - ficou de pé em frente à mesa da Comissão de Direitos Humanos e apontou o dedo para o representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) que participava da sessão.

Leonardo Goy - Agência Estado 02 de dezembro de 2009 | 21h 13

Austrália apaga luz de monumentos e dá início à Hora do Planeta


Alguns dos monumentos mais famosos da Austrália tiveram suas luzes apagadas neste sábado para marcar o início da Hora do Planeta, uma iniciativa mundial que tem por objetivo chamar a atenção para o aquecimento global.

A Opera House e a Harbour Bridge de Sydney, o Luna Park de Melbourne e o Parlamento em Canberra ficaram às escuras a partir das 20h30 (hora local, 6h30 em Brasília). Este é o horário em que, localmente, pessoas de todo o mundo estão sendo incentivadas a apagar suas luzes.

Segundo o jornal australiano ABC News, milhões de casas também aderiram ao "apagão" em todo o país.

Cidades em 120 países devem aderir à Hora do Planeta, criada por australianos em 2007na ocasião, apenas as luzes dos monumentos de Sydney foram desligadas.

Já no ano passado, cerca de 50 milhões de pessoas aderiram ao evento em todo o mundo.

Este ano, os organizadores esperam que o número aumente.

Eles contam também com a promessa de que 1,2 mil dos monumentos e pontos mais conhecidos do planeta terão as luzes apagadas - entre eles, a Torre Eiffel, em Paris, o Big Ben, em Londres, a Cidade Proibida, em Pequim, as Pirâmides do Egito e a "Strip", de Las Vegas.

A Hora do Planeta vem ganhando cada vez mais projeção com o apoio e o patrocínio de grandes empresas multinacionais. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Tópicos: hora do planeta, earth hour, sydney, austrália, luz, apagar, apagão, monumento

Cidade que abrigará hidrelétrica tem 96% do território em área de preservação




Cais da cidade de Altamira (Foto: Mariana Oliveira / G1)

Altamira tem distritos situados a mais de mil quilômetros do centro.
Economia é baseada atualmente na pecuária e no cacau.

Mariana Oliveira
Do G1, em Altamira

Com quase 160 mil quilômetros quadrados - cem vezes o tamanho da cidade de São Paulo - o município paraense de Altamira é o maior do Brasil em extensão e tem cerca de 96% do território em área de preservação ambiental, segundo o Fórum Regional de Desenvolvimento Econômico e Sócio Ambiental da Transamazônica e Xingu.

Uma parte da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, ocupará um trecho dessa área protegida. Como é área de preservação, o Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama) liberou a obra, mas, com a finalidade de compensar os impactos ambientais e sociais, estabeleceu 40 condicionantes para as empresas responsáveis pela construção da hidrelétrica.

O centro de Altamira fica a 750 quilômetros da capital Belém. A distância é menor do que entre destinos dentro da própria cidade. O distrito de Castelo dos Sonhos fica a mais que mil quilômetros da sede do município.

"Tem outros casos como Cachoeira da Serra, que fica a 1.060 quilômetros. Isso torna a cidade difícil de administrar", destaca a prefeita Odileida Maria Sampaio.

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Receio do impacto social une apoiadores e críticos da usina de Belo Monte no Pará Índios temem seca na Volta Grande do rio Xingu, onde hidrelétrica será construída Altamira precisa mais de Transamazônica que de usina, dizem lideranças Posto de saúde vira escola em cidade que abrigará hidrelétrica de Belo Monte Belo Monte é 'fundamental' para assegurar energia, diz empresa federal 'Tenho medo de perder tudo', diz agricultor afetado por Belo Monte Governo marca leilão da hidrelétrica de Belo Monte para 20 de abril
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Segundo a Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de Altamira, a economia local se baseia na pecuária e na plantação de cacau.

Temos hoje em nossa região 2 milhões de cabeça de gado e 70 milhões de pés de cacau (considerando as demais cidades da região de Altamira, considerada como uma capital local)", diz o dirigente Vilmar Soares.

A prefeita destaca que, entre os 100 mil habitantes (conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 20 mil estão desempregados.

Nosso desemprego é grande. De 100 pessoas que atendo num dia, 99 estão pedindo emprego. O povo sofre muito", diz. Para ela, a construção da hidrelétrica pode trazer desenvolvimento para a cidade.

Nas ruas de Altamira, predominam bicicletas e motos. No centro da cidade, há vários estacionamentos de bicicleta fixos nas ruas. Apesar da população relativamente pequena, há pelo menos três grandes lojas de motos no município.

Um dos vários estacionamentos de bicicletas no centro de Altamira (Foto: Mariana Oliveira / G1)
Vilmar Soares, um dos líderes do empresariado e dos comerciantes, afirma que Altamira tem atualmente 24,8 mil residências, levando em conta os pontos de energia instalados.

"Há uma estimativa de que tenhamos outras 2,5 mil casas para alugar", disse. Para ele, a cidade precisa se preparar melhor para o grande aumento populacional que deve ocorrer quando começarem as obras da hidrelétrica de Belo Monte.

Para especialistas, Belo Monte vai prejudicar rio Xingu


Governo nega
Índios se dizem preocupados com obra; governo diz que rio não secará.
G1 ouviu engenheiros, biólogo e socióloga sobre impacto da hidrelétrica.

Mariana Oliveira
Do G1, em Altamira

Em mais de cem quilômetros do rio [na Volta Grande], há corredeiras, terras indígenas, ribeirinhos, e a vazão vai descer tanto com a barragem que os peixes podem não conseguir se reproduzir."
Especialistas das áreas de engenharia, biologia e sociologia consultados pelo G1 afirmam que o trecho de cem quilômetros da Volta Grande do rio Xingu, no Pará, será prejudicado com a construção da hidrelétrica de Belo Monte, projetada para ser a segunda maior usina do país e cujo leilão para definir os construtores da obra está marcado para o dia 20 de abril.

A reportagem visitou a tribo indígena Arara, na Volta Grande, e os índios manifestaram a preocupação de que o rio possa secar. O governo, no entanto, afirmou que a vazão pode ser reduzida com a instalação da barragem, mas que o rio não secará e a navegabilidade não será afetada.

Rio Xingu, no Pará, vai abrigar hidrelétrica de Belo Monte, prevista para ser a segunda maior do país em capacidade (Foto: Mariana Oliveira / G1)
Quatro especialistas foram consultados: dois engenheiros são favoráveis à obra e um biólogo e uma socióloga são contrários. No entanto, três deles sugerem mudanças no projeto da usina para que a população da Volta Grande não seja gravemente afetada.

Segundo dados do governo, o rio Xingu perde vazão – quantidade de água - no verão, época de seca. Por conta disso, a expectativa é de que Belo Monte, que terá capacidade instalada de 11.233 MW, tenha uma geração média de 4,5 mil MW. Em época de cheia pode-se operar perto da capacidade e, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW.

O biólogo Hermes Fonseca de Medeiros, doutor em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), diz que, com a instalação da barragem antes da Volta Grande, a água que normalmente segue para aquela região terá vazão reduzida a ponto de impossibilitar a reprodução de peixes e favorecer a proliferação de doenças.

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Fonseca analisou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) de Belo Monte juntamente com 40 especialistas de várias áreas - ele se aprofundou nos aspectos de impacto para a fauna que habita as águas do Xingu.

O EIA, com mais de 20 mil páginas, contém o projeto da hidrelétrica no qual o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) se apoiou para conceder, com condicionantes, a licença ambiental para a usina. Entre as condicionantes, está a necessidade do empreendedor de monitorar a vazão da água na Volta Grande para não prejudicar as populações indígenas e ribeirinhas que vivem nas margens.

"Em mais de cem quilômetros do rio [na Volta Grande], há corredeiras, terras indígenas, ribeirinhos, e a vazão vai descer tanto com a barragem que os peixes podem não conseguir se reproduzir. E essas pessoas dependem da pesca para sobrevivência, alimentação. Não vai mais ter Xingu na Volta Grande, vai ter um filete de água. Os moradores não terão como navegar. Em época de seca, devem se formar grandes poças que podem produzir focos de doenças, como a malária. Os índios e não índios da Volta Grande estão condenados a enfrentar uma situação que ninguém pode prever."

O biólogo diz ainda que dentro do plano de mitigação, que prevê compensação pelos danos ambientais e sociais, não há previsão de ações pelo empreendedor, mas somente o monitoramento da situação. "Não há compromisso permanente em compensar os problemas que forem surgindo. Quando se diz que a energia elétrica das hidrelétricas é mais barata é porque o povo paga as consequências e o Brasil empobrece. Você perde uma nação se você perde a biodiversidade."

Família da tribo maia durante a refeição (Foto: Mariana Oliveira / G1)

‘Conflito’

Para a doutora em Antropologia e Sociologia Sonia Maria Magalhães, professora da UFPA que coordenou o painel de especialistas que analisou o EIA, pode haver um "conflito" no uso da água ao se optar entre gerar energia e manter o mínimo para a Volta Grande. "Mesmo supondo que o mínimo seja assegurado, estarão modificadas todas as condições de vida no rio, cujas vazões naturais serão substituídas por vazões artificiais drasticamente diferentes e sequer garantidas."

Sônia avalia que falta informação para a população afetada pela obra, principalmente a que será deslocada. "Efetivamente não há nem informação suficiente nem a divulgação necessária das consequências, riscos e incertezas. Num empreendimento deste porte, a informação e a divulgação necessárias devem chegar a todos e, sobretudo, àqueles que dispõem de menores condições para acessá-las e processá-las. Mais especialmente aqueles que sofrerão a tragédia do deslocamento compulsório. (...) Em minhas pesquisas pude concluir que o deslocamento compulsório é uma das maiores tragédias que pode ser vivida por um grupo social, similar apenas aos episódios de guerra. Estamos, pois, no anteato de uma tragédia social."

O G1 conversou com agricultores, índios e ribeirinhos da área do Xingu que alegaram falta de informações sobre a obra. O governo informou que todas as famílias que serão retiradas de suas casas já foram avisadas e serão indenizadas ou receberão outro imóvel.

Secretário-geral do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético (Ilumina), o engenheiro Luiz Pereira de Azevedo Filho também ressaltou que a Volta Grande do Xingu "vai ficar praticamente vazia". "Devido aos dois canais que serão abertos, em época de estiagem quem mora na Volta Grande vai ter prejuízo. Aldeias indígenas e os ribeirinhos serão atingidos. Era melhor ter feito uma obra menor que não prejudicasse tanto a população local."

Para Azevedo Filho, porém, Belo Monte é necessária pensando no futuro do país. "Evidentemente que Belo Monte pelo seu porte, potencial, é necessária pensando em termos de futuro para o fornecimento de energia no Brasil. Vai ser a usina nacional com maior potência, já que Belo Monte é binacional. Mas creio que foram cometidos muitos erros, não precisava correr tanto com essa obra, podia ter discutido mais com a população local. O governo atropelou tudo."

Ao G1, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, informou que todas as audiências públicas necessárias foram cumpridas.

A engenheira Brígida Ramati, professora da Faculdade de Engenharia Elétrica da UFPA e coordenadora de um grupo de pesquisa sobre Planejamento Energético na Amazônia, afirmou ao G1 que a seca no Xingu pode ocorrer independentemente da hidrelétrica de Belo Monte.

"Isso pode acontecer mesmo sem a construção da barragem. Fenômenos de mudanças climáticas afetam o índice pluviométrico e isso pode acarretar secas. Se a hidrelétrica for construída, um período de seca secará o rio e, portanto, secará a Volta Grande. Se não houverem períodos de seca, os rios continuarão com aporte de água e a Volta Grande continuará recebendo água."

Brígida acrescenta que Belo Monte é necessária para atender ao crescimento da demanda por energia no Brasil. "A energia gerada deverá atender a uma área muito mais ampla do que a área de impacto direto pois a energia é um dos insumos mais estratégicos para o crescimento de uma região. No caso a região de abrangência da energia gerada inclui o pais todo pois a demanda de energia cresce no país a índices maiores que o crescimento do PIB e da população."

Para ela, as hidrelétricas emitem menos gases poluentes e, em sua opinião, devem ser privilegiadas. "A opção pela fonte hídrica, quando possível, representa uma garantia de estabilidade no fornecimento de energia a preços muito razoáveis sendo estratégico para o crescimento de qualquer pais."

Novas barragens no Xingu

O biólogo Hermes Fonseca de Medeiros destacou que Belo Monte pode gerar uma pressão por nova barragem no Rio Xingu, antes de Belo Monte. Isso porque uma nova barragem poderia aumentar o volume do rio entre as duas, e Belo Monte teria mais água para gerar energia.

"Em dez anos, pode haver aumento de pressão para novo barramento. Se o Brasil precisar de energia e Belo Monte estiver produzindo pouco, eles podem tomar essa decisão. E a população que vier para a região em busca de trabalho na hidrelétrica de Belo Monte que não conseguir novo emprego, também vai pressionar por uma nova obra."

Consultado pelo G1, o Ministério de Minas e Energia informou que o governo não planeja novas hidrelétricas no Xingu. "Não há previsão de novas usinas no Rio Xingu. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definiu que Belo Monte será o único aproveitamento hidrelétrico no rio", respondeu o ministério por e-mail.

Thomas Lovejoy defende ‘esforço planetário’ pelo verde no mundo


Pesquisador é um dos maiores especialistas sobre a Amazônia.
Em evento, ele questionou sustentabilidade de obras na região.

Dennis Barbosa
Do Globo Amazônia, em Manaus - o jornalista viajou a convite da Seminars

O pesquisador americano Thomas Lovejoy, conservacionista que realizou estudos pioneiros sobre a floresta amazônica, defendeu nesta sexta-feira (26), em Manaus, um “esforço planetário para voltar a enverdecer o planeta”. O colunista do Globo Amazônia fez apresentação no Fórum Internacional de Sustentabilidade, que reúne empresários para discutir o meio ambiente e, em especial, a importância da maior floresta tropical do mundo.

Pioneiro em estudos sobre a Amazônia, o pesquisador Lovejoy está no Fórum Internacional de Sustentabilidade, em Manaus. (Foto: Dennis Barbosa / Globo Amazônia)
Ao mesmo tempo em que ressaltou o papel-chave da Amazônia para a estabilidade do clima global, Lovejoy levantou questionamentos em relação às intervenções humanas na floresta – como por exemplo, a necessidade de construção de estradas que podem servir de vetores de desmatamento na região. “A rodovia Transoceânica está levando ao surgimento de garimpo ilegal na Amazônia peruana”, exemplificou.

Leia o blog do colunista do Globo Amazônia

Ele explicou que, antes de se abrirem novas rodovias, é importante avaliar a possibilidade de uso de outros modais de transporte, como, no caso da Amazônia, da hidrovia. Lovejoy também mostrou que, para chegar ao mercado do Sudeste, a energia das usinas hidrelétricas em construção no Rio Madeira terá de percorrer as mais longas linhas de transmissão de alta voltagem já construídas.

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Lovejoy alerta para o problema da fragmentação da floresta – o desmatamento parcial que deixa pedaços de mata em meio a pastos e plantações. Suas pesquisas mostraram que estes fragmentos não
conservam a biodiversidade da mesma forma que grandes extensões contínuas de floresta. Uma área de 1km², cita, perde, em 15 anos, metade das espécies de pássaros que vivem sob o dossel da floresta.

Iniciativas positivas

Ao mesmo tempo em que destacou como a ação do homem pode ser prejudicial, Lovejoy cita também iniciativas que considera positivas para a floresta, como a criação de reservas. Ao mostrar um mapa da atual quantidade de áreas protegidas existentes na região, comentou: “É extraordinário. É algo de que não se poderia sonhar quando coloquei os pés pela primeira vez na Amazônia, em 1965”. A porção de florestas em reservas aumentou consideravelmente desde então, quando praticamente não havia unidades de conservação.

Lovejoy defendeu que é possível reverter o processo de emissão de gases causadores do efeito estufa e que a Amazônia pode ser parte disto. Ele citou como exemplo projetos pioneiros de Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), como Mamirauá e Juma, ambos no Amazonas. O último é apoiado por uma rede internacional de hotéis que destina US$ 1 por quarto alugado para a conservação da floresta.

Contra o aquecimento global, 72 cidades brasileiras apagam as luzes


Evento criado pela rede WWF terá a participação de 19 capitais.
Na Amazônia, Mercado Ver-o-Peso e Teatro Amazonas devem se apagar.

Do Globo Amazônia, em São Paulo
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Para manifestar sua preocupação com o aquecimento global, 72 cidades brasileiras - entre as quais 19 capitais - apagarão as luzes de seus principais pontos turísticos neste sábado (27). O ato faz parte da campanha “Hora do Planeta”, organizada pela rede de ONGs WWF, em que pessoas, governos e empresas apagarão as luzes das 20h30 às 21h30 (horário de Brasília) contra as mudanças climáticas.

A "Hora do Planeta" surgiu em 2007 na Austrália e terá este ano 125 países participando.

No coração da floresta, o Teatro Amazonas, em Manaus, apagou as luzes durante a Hora do Planeta, em 2009. (Foto: Raphael Alvez/ WWF Brasil/ Divulgação)
A iniciativa costuma mobilizar governos a apagarem as luzes de monumentos importantes, como a Torre Eiffel, na França, a Times Square, em Nova York, e o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Os estados da Amazônia Legal também vão aderir, deixando às escuras alguns cartões-postais que são referência na região, como o Mercado Ver-o-Peso, em Belém.

A demanda por energia vem crescendo a cada ano nesta parte do país. Em 2008, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética, só a região Norte consumiu 23.873 GW / hora de energia. Os estados do Maranhão e de Mato Grosso, que compõem a Amazônia Legal, consumiram juntos 16.190 GW / hora de energia no mesmo ano.

No Rio de Janeiro, primeira cidade a aderir, acontece o evento oficial da "Hora do Planeta 2010", no Jardim Botânico. São Paulo, Brasília, Recife, Salvador e Porto Alegre também estão entre as participantes (veja o site oficial para informações sobre todo o Brasil).

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Mundo perdeu dois Estados de SP de florestas na última década, diz ONU
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Abaixo, conheça a programação da Hora do Planeta para a Amazônia Legal, segundo informações do site do evento.

Manaus: Os parques Ponto dos Bilhares e Lagoa do Japiim terão as luzes apagadas. Haverá shows com os grupos Imbaúba e Pássaros da Amazônia, no Centro Universitário Luterano de Manaus. Após os shows, a multidão irá até a Lagoa do Japiim, a pé ou de bicicleta.

No interior do estado, a Universidade do Estado do Amazonas está mobilizando seus campi em 24 municípios. Em Itapiranga, haverá uma procissão à luz de velas. Em São Sebastião, os jovens farão uma vigília na igreja adventista do município. Em Barcelos, a Hora do Planeta será na escadaria de uma igreja às margens do Rio Negro. Em Coari, haverá apresentação musical.

Belém: As luzes serão apagadas no Mercado São Brás e no Ver-o-Peso. Alguns hotéis e restaurantes na capital do Pará também preparam programação especial.

Palmas: As luzes do Espaço Cultural serão apagadas na capital do Tocantins.

São Luís: Ficam no escuro o Palácio La Ravardiere (sede da prefeitura), o Memorial Maria Aragão, a Igreja dos Remédios, a sereia da praça Dom Pedro II e o monumento da praça Gonçalves Dias.

Cuiabá: O Palácio Dante Martins de Oliveira, a praça Rachid Jaudy, o Museu do Morro da Caixa d’Água Velha e o Centro Geodésico da América do Sul terão as luzes apagadas.

Rio Branco: Participam o Horto Florestal e o Palácio Rio Branco. Alguns restaurantes também vão aderir ao evento.

sábado, 20 de março de 2010

BID quer investir recursos para energia renovável

Em 2009, 30% dos investimentos do banco foram destinados a fontes renováveis de energia

Texto: O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) espera que, dentro de três anos, 80% de seus empréstimos a projetos de energia desenvolvidos pelo setor privado na América Latina e no Caribe sejam destinados a fontes energéticas renováveis.

A expectativa foi manifestada por Hans Schulz, gerente-geral do Departamento de Financiamento Estruturado e Corporativo do BID, no primeiro dia da 51ª Reunião Anual de Governadores do banco regional de fomento em Cancún, no México.

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De acordo com ele, mais adequadas acompanhadas de uma queda no preço de equipamentos estão aumentando a demanda do setor privado da região por investimentos em energia renovável. Afirmou Schulz:

- Diversos países da região desejam diversificar suas fontes de energia e já mudaram o marco regulatório para atrair mais investimentos em energia limpa.

Em 2009, o BID aprovou US$ 1,2 bilhão para projetos de energia elaborados por companhias privadas. Desse montante, 30% destinam-se a fontes renováveis, como eólica, geotérmica, biomassa, solar e hidrelétrica.

Em Seul, ônibus elétrico dispensa fios e bateria


Terça-feira, 09 de março de 2010 às 13h54

A capital da Coréia do Sul, Seul, ganhou nesta terça-feira, 09, um ônibus elétrico que dispensa o uso de qualquer tipo de combustível fóssil. Ainda em fase de testes, o veículo elétrico online (em inglês, OLEV) percorrerá 2,2 km ao redor do zoológico Seul Grand Park.

O ônibus é abastecido pela energia elétrica gerada por cabos fixados debaixo da rua, que por sua vez recarregam magneticamente o sistema de armazenamento do veículo. De acordo com o Korea Advanced Institute of Science and Technology – Kaist -, responsável pelo projeto, 74% da energia enviada é utilizada pelo OLEV.

Para implementar esse tipo de transporte coletivo na capital sul-coreana, apenas 20% das vias da cidade precisariam sofrer modificações, segundo o Kaist. No caminho percorrido, há quatro estações subterrâneas que fazem o reabastecimento do ônibus.

O veículo utilizado para testes dispõe de um vagão e três carros de passageiros.

NASA e Cisco vão monitorar o clima



A NASA e a Cisco Systems se juntaram para dar uma ajuda ao meio ambiente. As duas instituições pretendem juntar US$ 100 milhões para monitorar e divulgar os compromissos climáticos firmados após o encontro de Copenhague, divulgou a Reuters.

O objetivo da parceria é aperfeiçoar o monitoramento de emissões de carbono na atmosfera, além de acompanhar melhor os níveis de escassez das águas e os sistemas de alimentos.

A join-venture também auxiliará empresas privadas, públicas, governamentais e acadêmicas a divulgar as informações coletadas. Brasil, Estados Unidos, União Europeia, Índia, China, Japão e África estarão envolvidos no projeto.

Avião com motor a energia solar passa por testes


Terça-feira, 24 de novembro de 2009 às 16h01

A era dos aviões movidos a energia solar está evoluindo cada vez mais. Na semana passada, o avião Solar Impulse, criado pelo psiquiatra e piloto Bertrand Piccard, passou por uma série de testes de velocidade na Suíça.

O protótipo é equipado com quatro motores movidos a energia solar, e conta com uma equipe grande de especialistas: são cerca de 50 especialistas de seis países e mais de 100 consultores externos.

Durante a sessão de testes foram avaliados também equipamentos como o trem de pouso da aeronave. O objetivo de Bertrand Piccard é, em 2012, dar uma volta com o avião ao redor do planeta utilizando apenas energia solar como combustível.

Para ver o vídeo dos testes, clique AQUI.

EUA e China já têm meta para Copenhague


Quinta-feira, 26 de novembro de 2009 às 13h07

A Casa Branca divulgou ontem, 25 de novembro, que os EUA se comprometeram em cortar suas emissões de gases-estufa em 17% até 2020. A posição será levada pelo presidente Barack Obama a Conferência sobre o clima, que acontecerá em dezembro, em Copenhague, Dinamarca. A diminuição tem como base o ano de 2005, queda de cerca de 3% em relação aos níveis de 1990, usado como referência pelos tratados da ONU.

Já a China, maior emissor mundial de dióxido de carbono, se comprometeu a diminuir os gases-estufa entre 40% e 45% até 2020, segundo o Conselho de Estado chinês. Informações vindas do gabinete do governo da China abordam a atitude de redução como voluntária e como uma importante ação para o esforço global em combater a mudança climática

Ambas as metas estão de acordo com o previsto por especialistas.

sábado, 13 de março de 2010

Frases de personalidades importantes, mas que não fazem sucesso em Copenhague

1 – Do paleontologista Stephen Jay Gould: "É melhor assinar os papéis, enquanto o planeta está querendo fazer acordo".

2 – De Carl Sagan, astrônomo: "O Universo não é obrigado a estar em perfeita harmonia com a ambição humana".

3 – Do Time Magazine: "Em um país subdesenvolvido, não beba água. Em país desenvolvido, não respire ar".

4 – Edward O. Wilson, professor de Entomologia de Harvard: "Se toda a humanidade desaparecesse, o mundo voltaria ao rico estado de equilíbrio que existia há 10 mil anos. Se os insetos desaparecessem, o ambiente iria do colapso ao caos".

5 – De John Young, ex-astronauta: "Se você quiser ver uma espécie em perigo, levante-se e olhe no espelho".

6 – Hans Christian Andersen, ele mesmo, o famoso escritor: "Somente viver não é o suficiente. É preciso ter raios de sol, liberdade e um pouco de flores".

7 – Herman Daly, ecologista: "Há algo fundamentalmente errado em tratar a Terra como se fosse um negócio em liquidação".

8 – Einstein: "Sobreviver irá exigir da raça humana uma maneira substancialmente nova de pensar".

9 – John Baldacci, político dos EUA: "O consumo de energia é um assunto que interessa tanto ao nosso ambiente quanto à nossa economia".

10 –Elwyn Brooks White, escritor e poeta: "Eu me sentiria mais otimista sobre um futuro brilhante para o homem, se ele gastasse menos tempo provando que pode levar a melhor sobre a natureza, e mais tempo saboreando a doçura e respeitando sua maturidade".

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Brasil ganhará mais 71 usinas eólicas

A Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica Aneel, realizou na última segunda-feira, 14, o segundo Leilão de Compra de Energia de Reserva para contratação de fonte eólica.

Foram contratadas 71 usinas pelo Ministério de Minas e Energia – MME. Os 753 lotes de 1 megawatt foram negociados por um preço médio de R$ 148,39 MWh. Isso equivale a um investimento de R$ 9,4 bilhões e aumento de 1.805,7 MW de potência ao Sistema Interligado Nacional.

As usinas deverão começar a ser construídas a partir de 2012, nos Estados de Sergipe, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Rio Grande do Sul. Os contratos valem por 20 anos.

IBM anuncia descoberta de plástico apartir das plantas

Agência AFP


SAN FRANCISCO - Pesquisadores da IBM anunciaram nesta terça-feira a descoberta de uma forma de fabricar plástico a partir de plantas, para substituir produtos à base de petróleo que prejudicam o meio ambiente.

A empresa promete a obtenção de um plástico biodegradável fabricado de tal maneira que permita economizar energia, segundo Chandrasekhar "Spike" Narayan, diretor de Ciência e Tecnologia do Centro de Pesquisas da IBM em Almaden, no norte da Califórnia.

Pesquisadores das universidades de Almaden e Stanford ressaltaram que seus resultados anunciavam o início de uma era de sustentabilidade para a indústria do plástico, com produtos quase eternos que não encherão as lixeiras em todo o mundo.

- Esta descoberta e este novo enfoque por meio do uso de catalisadores orgânicos poderão nos permitir obter moléculas bem definidas e biodegradáveis a partir de fontes renováveis de uma maneira responsável para com o meio ambiente -ressaltou a IBM em um comunicado.

A descoberta da "química verde" com "catalisadores orgânicos" permite obter um plástico reciclável várias vezes, em vez de apenas uma, como ocorre com o fabricado por meio do uso de catalisadores de óxido de metal.

Esses "plásticos verdes" poderão também servir para aperfeiçoar tratamentos médicos, como o tratamento contra o câncer, destinado a eliminar as células malignas sem afetar as sãs.

- Estamos explorando novas formas de aplicar a tecnologia e nossa perícia em ciências materiais para criar um sólido futuro sustentável para o meio ambiente - indicou o diretor do laboratório de pesquisas, Almaden Cheng.

A IBM trabalha com cientistas na "Cidade saudita para a Ciência e a Tecnologia" de King Abdul Aziz para pôr em prática a descoberta.

- Estamos começando a estudar a variedade de coisas que podemos fazer com isso - ressaltou Narayan.

Os resultados do trabalho foram publicados esta semana na revista American Chemical Society's Macromolecules.

Fonte: [ JB Online ]

O Desaparecimento das Abelhas

"...Quando o homem compreende sua realidade, pode levantar hipóteses sobre o desafio dessa realidade e procurar soluções.
Assim, pode transformá-la e seu trabalho pode criar um mundo próprio, seu eu e suas circunstâncias."...
Paulo Freire

"Tudo o que acontece com a Terra, acontece com os filhos e filhas da Terra. O homem não tece a teia da vida; ele é apenas um fio. Tudo o que faz à teia, ele faz a si mesmo."
Cacique Seattle
----- Original Message -----
From: Tania Marques
Sent: Wednesday, December 09, 2009 11:27 AM
Subject: A teoria do desparecimento das abelhas


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A TEORIA do desparecimento das abelhas

Sinais.

Empurrada pela ganância a ciência terráquea acaba fazendo papel predador.

Não houvesse a ganância, e os cientistas, em seu cuidado natural, avançariam com mais prudência - muito especialmente se no modo holista.


SAIBA O QUE VC. PODERÁ ESTAR COMENDO NO FUTURO E O QUE VAI CAUSAR NA VIDA DA TERRA... LEIAM ATÉ O FINAL...

A RESPEITO DA ENTREVISTA DO DIA 23/NOVEMBRO REDE TV - PROGRAMA LUCIANA GIMENEZ

A advertência de Einstein
O físico Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, a humanidade seguiria o mesmo rumo em um período de 4 anos. A razão é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimentos.
CONCORDAM Isaac Newton, Malthus e hoje comprovam estudos científicos!

NA GRÃ BRETANHA, por Erik von Farfan - jornalista
O mais importante estudo sobre o comportamento das plantas transgênicas jamais feito em escala nacional, foi elaborado ao longo de 4 anos pela tetracentenária academia científica britânica, a Royal Society of London, e assestou um golpe mortal à indústria de alimentos geneticamente modificados no Reino Unido e, por extensão, na Europa.
O informe, publicado num dos mais sérios veículos de informação científica, o Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences da Royal Society resultou numa vitória para as plantas convencionais. A série de experiências constatou que as plantas geneticamente modificadas causam sérios danos à fauna e flora silvestre.
O documento final é o resultado de uma série de 4 estudos realizados em grande escala em 65 fazendas (Farm-Scale Evaluations - FSEs) com plantação de colza de Inverno, confirmou o destino dos organismos geneticamente modificados (OGM) no Reino Unido: a sua rejeição, ao menos no futuro próximo. Os estudos demonstraram que os poderosos pesticidas que essas plantas tolerariam, causam significativos danos às terras rurais, áreas que hoje se encontram devastadas pela agricultura intensiva.
Os cientistas monitoraram cuidadosamente as flores selvagens, gramas, sementes, abelhas.
Havia menos abelhas e borboletas em plantas transgênicas.
Em face desta realidade, o Secretário do Meio Ambiente, Tim Yeo, prometeu que não mais serão cultivadas plantas geneticamente modificadas com intuito comercial até que a ciência prove que elas não são prejudiciais aos seres humanos nem ao meio ambiente; e, principalmente, sem que haja um termo de responsabilidade para os casos de contaminação.
Segundo Les Firbank, do Centro para a Ecologia e Hidrologia de Lancaster, que chefiou o projeto, havia um terço a menos de sementes de flores de folhas largas nas fazendas de transgênicos, em comparação com os lugares onde foram cultivadas colzas tradicionais. "Essas diferenças ainda estavam presentes dois anos depois de a semente ter sido plantada... Então temos uma diferença biológica significativa que se mantém estação após estação", declarou ele.
Meio século de debates
1953: James Watson e Francis Crick desemaranham a forma em dupla-hélice do DNA, o que tornou possível a biotecnologia.
1983: Kary Mullis, Prêmio Nobel de Química de 1993, descobre a reação em cadeia da polimerase, que permite que pedacinhos do DNA sejam copiados com rapidez. Os EUA distribuem patentes para que empresas possam produzir plantas transgênicas. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA aprova o lançamento do primeiro produto transgênico: o tabaco resistente a vírus.
1987: A batata é a primeira planta transgênica do Reino Unido.
1994: O tomate Flavr Savr é aprovado pela FDA dos EUA, abrindo caminho para mais produtos transgênicos.
1997: A população descobre que a soja transgênica está sendo usada em comidas processadas no Reino Unido, sem que a informação esteja no rótulo.
Junho de 1998: O Príncipe Charles incita o debate ao declarar que não comeria nem serviria produtos OGM aos seus amigos e familiares.
Julho de 1998: English Nature, o órgão consultor do governo quanto à vida selvagem, pede que sejam feitas moratórias sobre o cultivo de plantas transgênicas enquanto seus efeitos ainda estiverem sendo pesquisados.
Fevereiro de 1999: Michael Meacher, o Ministro do Meio Ambiente, convence as empresas de transgênicos a concordarem com uma moratória até que as experiências com pesticidas tenham terminado.
Primavera de 2000: Começam as experiências com plantas transgênicas em áreas rurais.
Outubro de 2003: Resultados preliminares provam que duas das três plantas geneticamente modificadas prejudicam o meio ambiente.
Março de 2004: Membros do ministério aprovam o primeiro cultivo qualificado de plantas transgênicas no Reino Unido.
2005: Christopher Pollock, Presidente do Comitê Geral de Trabalhos Científicos, que supervisionou as experiências, declarou: "O que é bom para o fazendeiro nem sempre é bom para as populações naturais de ervas daninhas, insetos, aves e borboletas que também vivem neste espaço. As experiências com plantas transgênicas são um fato único na Grã-Bretanha e esta foi a primeira vez que cientistas avaliaram o impacto ambiental de uma nova forma de cultivo antes que ela fosse posta em prática".
E NO BRASIL?
por Marco Aurélio Weisheimer - Agência Carta Maior
Apicultores gaúchos e catarinenses relatam desaparecimento de abelhas em níveis inéditos. Alguns produtores registram perdas de 25% na produção de mel. Pesquisador diz que uma das causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas.
O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, uma vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta, por 65% dos alimentos consumidos pelos seres humanos. Alguns produtores já registram perdas de 25% na produção de mel. No Brasil, lembrou Barbosa, não há estudos aprofundados sobre o impacto dos transgênicos no ecossistema. Outra possível causa apontada pelo pesquisador é o aquecimento global. O sistema de orientação das abelhas funciona por meio dos olhos. As abelhas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colméias. O aumento da incidência de raios ultravioletas poderia, assim, ser uma das causas do fenômeno.
E NOS ESTADOS UNIDOS E CANADÁ?
O desaparecimento das abelhas começou a ser tema na mídia em 2006, nos EUA e no Canadá, quando criadores que alugam enxames para agricultores começaram a relatar o desaparecimento destes insetos em níveis muito elevados.
Em várias regiões destes dois países, apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias. O biólogo norte-americano Edward Wilson, chamou o fenômeno de "o Katrina da entomologia", numa referência ao furacão que arrasou Nova Orleans, nos EUA.
Na Califórnia, entre 30% e 60% das abelhas desapareceram. Em algumas regiões da costa leste dos EUA e do Texas, esse índice chegou a 70%. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o fenômeno foi registrado em 42 estados norte-americanos e duas províncias canadenses. A redução das colônias de abelhas no país vem ocorrendo, pelo menos, desde 1980. De acordo com dados do USDA, o número de colméias hoje nos EUA (2,4 milhões) é 25% do que aquele que existia em 1980.
E NO RESTO DO MUNDO?
A morte repentina de abelhas também já foi registrada em países como Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas por toda o país.
Transgênicos entre os suspeitos.

Entre as possíveis causas do fenômeno, são citadas a radiação de telefones celulares, o uso indiscriminado de herbicidas e o uso de transgênicos, em especial os do milho Bt (com gene resistente a insetos; contém pedaços do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis) .
Outra hipótese levantada relaciona o problema à radiação dos telefones celulares. O jornal inglês The Independent publicou matéria a respeito, afirmando que a radiação dos celulares poderia estar interferindo no sistema de navegação das abelhas, provocando a desorientação das mesmas, que, assim, não conseguiriam mais voltar para suas colméias. Além disso, citou pesquisas alemãs que apontaram mudanças de comportamento das abelhas nas proximidades de linhas de transmissão de alta tensão.

É O INÍCIO DA TRANSIÇÃO DOS SERES VIVOS DE NOSSO PLANETA!

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RODRIGO ALEXANDRE TORRES
Educador Ambiental - Seção do Orquidário - Instituto de Botânica
Av. Miguel Stefano, 3687 CEP: 04301-012
com. (11) 5073-6300 ramal 241
cel. (11) 7228 - 4667 vivo
www.ibot.sp.gov.br
Ter, 15 de Dez de 2009 4:12 pm

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domingo, 7 de março de 2010

A cada 50 mil pesquisas realizadas no portal, uma árvore é plantada no Brasil


Eco4Planet, o buscador ecológico
Você usa o Google como busca padrão? Então, por que não trocar seu bookmark para o Eco4Planet? Este é um site que lança mão do mesmo mecanismo de buscas do Google, só que, a cada 50 mil pesquisas realizadas, uma árvore é plantada no Brasil.

É como se fosse o próprio Google, só que com um outro visual e com a vantagem do plantio das árvores. O site é todo preto, e isso gera uma economia de até 20% de energia se comparado a uma tela branca. Só para você ter idéia: se o mundo inteiro utilizasse esse buscador com a tela preta, seriam economizados cerca de 7 milhões de kilowats-hora em um ano, ou o mesmo que 58 milhões de computadores desligados por 1 hora.

Você pode, ainda, baixar wallpapers ecológicos e ler o blog do projeto, que traz, todos os dias, vários posts referentes ao meio-ambiente. Se você gostou da dica, defina já o Eco4Planet como página inicial de suas buscas e ajude o meio ambiente. Você pode, também, colocar banners do Eco4Planet em seu próprio site, ajudando a espalhar, ainda mais, a notícia por aí. O planeta agradece!

Barco movido a energia solar dará volta ao mundo


O suíço Raphaël Domjan navegará pelos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico durante 140 dias para dar uma volta ao mundo. A diferença em relação a outros que já conseguiram realizar a proeza, neste caso, é que o aventureiro estará a bordo de um barco ecológico movido a energia solar.

Projetada pela empresa alemã Knierim Yacht Club, a embarcação possui 30m de comprimento por 15m de largura, além de 470 m2 de paineis solares. Toda essa estrutura permite que o barco percorra 1000 km mesmo sem luz solar. A estrutura do catamaran possibilita a captação de 120 kW de energia.

O suíço percorrerá 40 mil quilômetros, e passará por Singapura, Austrália, Espanha, França, Estados Unidos entre outras regiões – o Brasil não está incluso na rota. A aventura começa apenas em abril de 2011, mas Raphaël Domjan navegará pela Europa durante este ano.

Quer ajudar a preservar florestas? Faça suas buscas pelo Ecosia


Mais de 26 milhões de m² de área verde já foram salvos com o uso do site
Ajudar o meio ambiente ficou mais simples. Com o buscador Ecosia, você ajuda a preservar florestas sem sair de casa.

O serviço é uma parceria entre o Yahoo!, Bing e a organização WWF. A cada busca feita pelos usuários, cerca de 2 m² de floresta tropical são preservados. Além disso, 80% da renda arrecadada pelo buscador com os links patrocinados é revertida para o programa de proteção à Amazônia da WWF. O acesso dos internautas é totalmente gratuito. Até o momento, mais de 26 milhões de m² já foram salvos com o uso do mecanismo.

O site não conta com o apoio do Google, maior buscador da web. A ausência também é uma jogada de marketing, já que o Yahoo! e o Bing são aliados contra o grande concorrente. Disputas financeiras à parte, o Ecosia é uma grande iniciativa de conscientização online. O link para o buscador da WWF está logo acima dessa matéria. Acesse e participe!

Economize energia e identifique as empresas verdes no mercado


Lista aponta fabricantes que menos poluem; softwares avaliam gasto energético do seu PC
TI Verde é o termo do momento. Cada vez mais, as empresas se preocupam em produzir equipamentos com componentes ecologicamente corretos e que consomem menos energia, além de promover programas de reciclagem para equipamentos usados. Mas e o consumidor? Será que ele sabe como identificar uma empresa que se preocupa com o meio ambiente, ou como diminuir o gasto de energia dentro de casa?

Existem vários softwares gratuitos que promovem a diminuição do consumo de energia do seu computador, seja ele PC ou Mac. Um deles é este aqui. Basta fazer o download e instalar o aplicativo para que ele passe a controlar todas as funções: desligar o monitor quando não estiver em uso, hibernar o PC, diminuir o brilho da tela durante o dia, entre outras coisas. Já este outro aplicativo, também gratuito, te permite tudo isso além de mostrar, a todo instante, o consumo do seu PC ao longo dos dias, semanas e meses. Você pode, inclusive, cadastrar o valor do kilowatt cobrado pela empresa fornecedora de energia e descobrir quanto o seu computador contribui para a conta do mês.

Existem equipamentos que ajudam nessa matemática: HDs que consomem menos, memórias mais econômicas, fontes que fornecem energia na medida necessária. Ao comprar seu equipamento, vale a pena perguntar sobre estes detalhes! E no Olhardigital.com.br você encontra uma lista das empresas mais verdes do mercado de tecnologia. Elas trabalham pesado na redução de componentes tóxicos em seus produtos. Tem também a lista das empresas vilãs, que não parecem se preocupar com o futuro do Planeta. Acesse e saiba em quem dar seu voto de confiança!

Microsoft e Google querem cuidar do meio ambiente


O meio ambiente acaba de ganhar mais uma ferramenta para controlar os problemas climáticos. Na mesma semana em que a Conferência do Clima de Copenhague se encerra (18/12), a Microsoft desenvolveu um aplicativo para mostrar as mudanças climáticas que estão afetando algumas regiões da Europa.

O aplicativo vai utilizar os serviços do Bing Maps, Silverlight e o Azure. A ferramenta foi desenvolvida junto à Agência Ambiental Européia e se chama Enviromental Atlas of Europe, ou Atlas Ambiental da Europa. As duas instituições também lançaram o Bend the Trend, onde as pessoas podem escolher até 45 ações para reduzir o impacto provocado no ambiente.

Seguindo a mesma linha, o Google pretende ter uma ferramenta semelhante em 2010, também usando sua rede de cloud computing. Com a versão online, a plataforma oferece uma forma mais barata de medição do desmatamento, já que os Data Centers do Google podem armazenar Terabytes de imagens de satélite e contribuir com uma imensa estrutura de processamento.

Uma embarcação tecnológica e 100% sustentável


Uma embarcação tecnológica e 100% sustentável Barco tem 900 m2 de placas que capturam a energia do Sol Link desta matéria: Why Yachts Imagine você desfrutando a maravilhosa vista para o oceano a bordo de uma ilha ecológica flutuante. Nada mal, não é mesmo? Pensando nesse sonho, dois empresários se juntaram para criaro Wally Hermes Yacth, uma contrução produzida com alta tecnologia sustentável. O Yacht, também chamado de Why, possui 58 metros de comprimento e 38 metros de largura. São 2 andares, totalizando uma área útil de 3.400m2. 900 metros quadrados de placas solares captam a energia do sol, que sustenta o gigante. As baterias do yatch são capazes de armazenar até 200 kilowatts de energia, o que significa que a embarcação é capaz de economizar até 106 mil litros de combustivel por ano! O Why tem capacidade paraacolher até 12 pessoas, fora a sua tripulação, e possui uma piscina aquecida de 25 m. O preço? Ainda nem foi divulgado. Para acompanhar o projeto, é só ficar de olho no site oficial. O endereço está aqui em cima desse texto.

Energia eólica deve atingir US$ 412 mi em 2013


O mercado de energia eólica em países como Estados Unidos e Reino Unido vai de vento em popa. A indústria deve atingir em 2013 uma receita de US$ 412 milhões, de acordo com o relatório Pike's "Small Wind Power".

Tendo em vista que 2008 a receita foi de US$ 165 milhões, e em 2009 atingiu US$ 203 milhões, o estudo pode ser considerado bastante positivo para um segmento ainda pouco explorado.

A pesquisa indica que empresas e usuários domésticos devem começar a se interessas cada vez mais pela alternativa energética. Segundo o relatório, Estados Unidos e Reino Unido se destacam no segmento pelo fato de que seus governos disponibilizam créditos fiscais e outros incentivos.

Clima causará a migração de 1 bi de pessoas



Os relatórios divulgados durante a convenção do clima que está em curso em Copenhague, na Dinamarca, se mostram cada vez mais alarmantes.

Um estudo criado pela Organização Internacional para a Migração – OIM – indica que as mudanças climáticas devem obrigar cerca de 1 bilhão de pessoas a deixarem suas casas nos próximos 40 anos.

O estudo também constata que a quantidade de desastres naturais mais do que dobrou nas últimas duas décadas. A migração de grande parte da população pode crescer caso as temperaturas continuem subindo entre 2C e 5C até o fim deste século.

De acordo com o relatório, a população mais pobre será a principal vítima dos desastres, já que se verá obrigada a migrar para áreas superpopulosas e sem a infra-estrutura necessária, como Cabul, Bogotá e Damasco.

WOLF: POR QUE COPENHAGUE DEVE SER O FIM DO INíCIO

Martin Wolf O encontro de cúpula sobre a mudança climática em
Copenhague terá resultados aquém dos esperados. Isso importa? Sim e
não: sim, porque o argumento em prol de uma ação é forte demais;
não, porque o acordo provável seria inadequado. Tratar da mudança
climática será difícil. É crucial atingirmos a meta de forma
eficaz. Os prováveis novos adiamentos deveriam ser usados para
conseguir exatamente isso.

Meu entendimento de que uma ação decisiva é justificada é
contencioso. Os céticos oferecem dois contra-argumentos: primeiro,
de que a ciência por trás da mudança climática é altamente
incerta; segundo, o de que os custos excedem os benefícios.

Sim, não basta argumentar que a ciência é incerta. Dados os
riscos, nós temos que nos certificar de que a ciência está errada
antes de seguirmos os céticos. Quando soubermos que não está,
provavelmente será tarde demais para agir de forma eficaz. Nós não
temos como repetir a experiência tendo apenas um planeta.

Felizmente, a evidência sugere que os custos da ação não devem
ser proibitivos. O mais recente Relatório de Desenvolvimento
Mundial do Banco Mundial argumenta que os custos de restrições
mais rígidas contra emissões seriam modestos. No lado do
benefício, eu destacaria a importância de evitar o risco de uma
catástrofe climática. Nós não temos o direito de correr esses
riscos.

Todavia, os céticos prestam um serviço valioso. Eles nos estimulam
a continuarmos monitorando os desdobramentos de fato do clima. Eles
também nos dizem que a ação tem um custo e alguns custos -
deixando bilhões de pessoas na miséria - seriam intoleráveis.
Felizmente, como nota o Banco Mundial, os pobres emitem pouco. A
redução das emissões obtida com a troca da frota norte-americana
de veículos utilitários esportivos por carros com padrões de
economia de combustível da União Europeia compensaria as emissões
do fornecimento de eletricidade para 1,6 bilhão de pessoas
atualmente sem acesso a ela.

Apesar da ação ser justificada e provavelmente não
proibitivamente cara, será um desafio enorme. Como aponta a
Agência Internacional de Energia (AIE) em seu Panorama Energético
Mundial, nós precisamos "descarbonizar" o crescimento para limitar
as concentrações na atmosfera do "equivalente em CO2" a 450 partes
por milhão, o nível considerado consistente com o aumento médio da
temperatura global de cerca de 2ºC. Nós precisaríamos fazer de
tudo - reduzir a demanda, expandir os renováveis, investir em
energia nuclear, desenvolver a captura e armazenamento de carbono,
trocar o carvão pelo gás e proteger as florestas - para conseguir
isso.
Veja o resto desta matéria na Segunda feira que vem