28 de julho de 2011 | 9h 40 - O Estado de S. Paulo
Veja também:
O retiro dos sonhos de Daniel Munduruku
Publicada uma cartilha sobre mudanças climáticas produzida por 29 alunos do Centro Amazônico de Formação Indígena (Cafi).
Seu objetivo é garantir a participação qualificada das comunidades indígenas no debate sobre clima. Ela tenta traduzir a complexidade do tema para os índios e circulará pelas aldeias. O trabalho é resultado de um curso oferecido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) em parceria com o Cafi. / AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e REJANE LIMA
domingo, 31 de julho de 2011
UFRJ quer tecnologias para o enfrentamento das mudanças climáticas com foco na população de menor renda
28 de julho de 2011 | 11h 56 - Agência Brasil
Produzir tecnologias que permitam a adaptação do país às mudanças climáticas, direcionando as pesquisas à população mais pobre. Esse será o foco do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou hoje (27) o diretor de Tecnologia e Inovação do instituto, Segen Estefen, ao participar de seminário promovido pelo Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para a Energia.
“Nós entendemos que as mudanças climáticas, do ponto de vista científico, estão colocadas e têm de ser aprofundadas. Existe uma mudança climática em andamento e nós entendemos que o papel da Coppe é da engenharia: viabilizar a adaptação, porque ela vai ter de ser muito focada na população mais pobre. São os mais pobres que vão pagar a conta do aquecimento global, do aumento do nível dos oceanos, da desertificação, dos problemas alimentares que vão surgir”, disse.
Estefen lembrou que a China tem preocupações semelhantes, uma vez que grande parte da população chinesa tem poder aquisitivo muito baixo. Em reunião fechada realizada mais cedo, com pesquisadores dos dois países, discutiu-se como as instituições vão atuar em cooperação com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), criado em 1988 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização Mundial de Meteorologia.
Os pesquisadores pretendem, a partir dos diagnósticos e das recomendações, agir de forma mais conjugada, de modo a contribuir com os governos brasileiro e chinês na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
O diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, disse que o Brasil e a China têm realidades distintas, o que exige um enfrentamento diferenciado da situação. “O grande problema da China é o carvão mineral, que eles usam em grande quantidade, principalmente na geração elétrica e na indústria. No Brasil, o grande problema do efeito estufa é o desmatamento. São problemas bem diferentes. O que nós temos em comum é como conciliar a questão ambiental com a eliminação da pobreza, com a diminuição da desigualdade”.
Segundo Pinguelli, o mundo, tal como se encontra hoje, inviabiliza o futuro do planeta. “É preciso outro padrão de desenvolvimento”, destacou. O pesquisador defendeu a necessidade de as populações abrirem mão dos automóveis para obterem ganhos em termos de qualidade de vida. “Mas, para isso, os americanos também terão que fazer isso. Nesse ponto, o mundo é global. Com o efeito estufa, todos pagam o mesmo preço”.
Sobre a mitigação das mudanças climáticas, Pinguelli enfatizou que o mundo ainda está engatinhando. “Falta muito. O mundo não está resolvendo o problema da mitigação. Os compromissos de Quioto eram mínimos e, mesmo assim, não estão sendo cumpridos pelos países desenvolvidos”, disse, referindo-se ao Protocolo de Quioto, em que as nações comprometeram-se a reduzir as emissões dos gases causadores de efeito estufa.
Produzir tecnologias que permitam a adaptação do país às mudanças climáticas, direcionando as pesquisas à população mais pobre. Esse será o foco do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirmou hoje (27) o diretor de Tecnologia e Inovação do instituto, Segen Estefen, ao participar de seminário promovido pelo Centro China-Brasil de Mudança Climática e Tecnologias Inovadoras para a Energia.
“Nós entendemos que as mudanças climáticas, do ponto de vista científico, estão colocadas e têm de ser aprofundadas. Existe uma mudança climática em andamento e nós entendemos que o papel da Coppe é da engenharia: viabilizar a adaptação, porque ela vai ter de ser muito focada na população mais pobre. São os mais pobres que vão pagar a conta do aquecimento global, do aumento do nível dos oceanos, da desertificação, dos problemas alimentares que vão surgir”, disse.
Estefen lembrou que a China tem preocupações semelhantes, uma vez que grande parte da população chinesa tem poder aquisitivo muito baixo. Em reunião fechada realizada mais cedo, com pesquisadores dos dois países, discutiu-se como as instituições vão atuar em cooperação com o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC), criado em 1988 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e a Organização Mundial de Meteorologia.
Os pesquisadores pretendem, a partir dos diagnósticos e das recomendações, agir de forma mais conjugada, de modo a contribuir com os governos brasileiro e chinês na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.
O diretor da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa, disse que o Brasil e a China têm realidades distintas, o que exige um enfrentamento diferenciado da situação. “O grande problema da China é o carvão mineral, que eles usam em grande quantidade, principalmente na geração elétrica e na indústria. No Brasil, o grande problema do efeito estufa é o desmatamento. São problemas bem diferentes. O que nós temos em comum é como conciliar a questão ambiental com a eliminação da pobreza, com a diminuição da desigualdade”.
Segundo Pinguelli, o mundo, tal como se encontra hoje, inviabiliza o futuro do planeta. “É preciso outro padrão de desenvolvimento”, destacou. O pesquisador defendeu a necessidade de as populações abrirem mão dos automóveis para obterem ganhos em termos de qualidade de vida. “Mas, para isso, os americanos também terão que fazer isso. Nesse ponto, o mundo é global. Com o efeito estufa, todos pagam o mesmo preço”.
Sobre a mitigação das mudanças climáticas, Pinguelli enfatizou que o mundo ainda está engatinhando. “Falta muito. O mundo não está resolvendo o problema da mitigação. Os compromissos de Quioto eram mínimos e, mesmo assim, não estão sendo cumpridos pelos países desenvolvidos”, disse, referindo-se ao Protocolo de Quioto, em que as nações comprometeram-se a reduzir as emissões dos gases causadores de efeito estufa.
Governo estimula a criação de projetos de energia alternativa
28 de julho de 2011 | 19h 31 - Agência Brasil
Ideia é combater a emissão de gases de efeito estufa; Fundo Clima, operado pelo BNDES, tem R$ 230 milhões na carteira
Com objetivo de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o governo vem estimulando projetos de energias alternativas, entre elas, a eólica (ventos), solar, da biomassa, e das ondas do mar, especialmente para as regiões sem energia elétrica, como pequenas cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Para isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai operar linhas de credito reembolsáveis, chamado de Fundo Clima, a governos, empresas públicas e privadas interessadas na exploração de energias alternativas.
O secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Eduardo Assad, disse que o Fundo Clima, operado pelo BNDES, tem em sua carteira R$ 230 milhões, dos quais R$ 30 milhões não são reembolsáveis e foram destinados a pesquisas e ao sistema de alerta contra catástrofes naturais. O restante, a partir da aprovação do Banco Central, será oferecido em várias linhas.
Segundo Assad, o fundo também vai financiar tecnologias "prontas", como é o caso dos ônibus movidos a etanol. "É uma tecnologia que a indústria pode entregar e os preços estão bons", disse.
Ideia é combater a emissão de gases de efeito estufa; Fundo Clima, operado pelo BNDES, tem R$ 230 milhões na carteira
Com objetivo de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, o governo vem estimulando projetos de energias alternativas, entre elas, a eólica (ventos), solar, da biomassa, e das ondas do mar, especialmente para as regiões sem energia elétrica, como pequenas cidades do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Para isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai operar linhas de credito reembolsáveis, chamado de Fundo Clima, a governos, empresas públicas e privadas interessadas na exploração de energias alternativas.
O secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Eduardo Assad, disse que o Fundo Clima, operado pelo BNDES, tem em sua carteira R$ 230 milhões, dos quais R$ 30 milhões não são reembolsáveis e foram destinados a pesquisas e ao sistema de alerta contra catástrofes naturais. O restante, a partir da aprovação do Banco Central, será oferecido em várias linhas.
Segundo Assad, o fundo também vai financiar tecnologias "prontas", como é o caso dos ônibus movidos a etanol. "É uma tecnologia que a indústria pode entregar e os preços estão bons", disse.
Carro elétrico leva Toyota ao topo do ranking de empresas verdes
29 de julho de 2011 | 9h 52 - O Estado de S. Paulo
A montadora japonesa Toyota foi eleita a marca global "mais verde" de 2011, segundo ranking da consultoria Interbrand, especializada em gestão de marcas. O primeiro relatório que analisa marcas segundo critérios de sustentabilidade elegeu a 3M e a Siemens na segunda e terceira posições, respectivamente.
O ranking considerou a percepção do público sobre as ações de sustentabilidade das marcas e informações prestadas pelas companhias. As empresas que alcançaram maior pontuação possuem estratégias ambientais percebidas pelos consumidores. No caso da Toyota, o pioneirismo no lançamento de um carro híbrido elétrico, o Prius (foto), fez com que a ela fosse percebida como mais preocupada com questões como o aquecimento global.
"À medida que mais empresas adotam programas de cidadania corporativa, as iniciativas verdes se tornam as de maior visibilidade", disse Jez Frampton, executivo da Interbrand. A listagem completa engloba 50 empresas.
O estudo também se baseou em análises das marcas feitas por consumidores nos Estados Unidos, Japão, China, Brasil, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália. Índia e Espanha. Os setores automobilístico e de eletroeletrônicos, embora tenham considerável impacto ambiental, são hábeis em comunicar aos consumidores seus avanços em estratégias de sustentabilidade.
A montadora japonesa Toyota foi eleita a marca global "mais verde" de 2011, segundo ranking da consultoria Interbrand, especializada em gestão de marcas. O primeiro relatório que analisa marcas segundo critérios de sustentabilidade elegeu a 3M e a Siemens na segunda e terceira posições, respectivamente.
O ranking considerou a percepção do público sobre as ações de sustentabilidade das marcas e informações prestadas pelas companhias. As empresas que alcançaram maior pontuação possuem estratégias ambientais percebidas pelos consumidores. No caso da Toyota, o pioneirismo no lançamento de um carro híbrido elétrico, o Prius (foto), fez com que a ela fosse percebida como mais preocupada com questões como o aquecimento global.
"À medida que mais empresas adotam programas de cidadania corporativa, as iniciativas verdes se tornam as de maior visibilidade", disse Jez Frampton, executivo da Interbrand. A listagem completa engloba 50 empresas.
O estudo também se baseou em análises das marcas feitas por consumidores nos Estados Unidos, Japão, China, Brasil, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália. Índia e Espanha. Os setores automobilístico e de eletroeletrônicos, embora tenham considerável impacto ambiental, são hábeis em comunicar aos consumidores seus avanços em estratégias de sustentabilidade.
Indonésia perde 15% de matas em dez anos
29 de julho de 2011 | 9h 55 - O Estado de S. Paulo
A Indonésia perdeu 15 milhões de hectares de florestas entre 2000 e 2009, o equivalente a 15% de seu território.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado ontem pela organização ambientalista Forest Watch Indonesia (FWI).
"É o desmatamento tropical mais rápido do mundo", afirma o diretor do FWI, Wirendro Sumargo.
Segundo o relatório, a grande perda de florestas é causada por plantios de palma, mineração e madeireiras. / ANDREA VIALLI, com EFE
A Indonésia perdeu 15 milhões de hectares de florestas entre 2000 e 2009, o equivalente a 15% de seu território.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado ontem pela organização ambientalista Forest Watch Indonesia (FWI).
"É o desmatamento tropical mais rápido do mundo", afirma o diretor do FWI, Wirendro Sumargo.
Segundo o relatório, a grande perda de florestas é causada por plantios de palma, mineração e madeireiras. / ANDREA VIALLI, com EFE
Autorizações para empresas acessarem recursos genéticos devem ser mais rápidas
27 de julho de 2011 | 17h 11
Ministério do Meio Ambiente
Empresas que aguardam autorização para acessar o patrimônio genético brasileiro terão o tempo de espera reduzido. Na última reunião do Conselho do Patrimônio Genético (CGEN), realizada em maio, o credenciamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foi ampliado. Dentro de três meses, aproximadamente, este órgão também poderá autorizar todas as fases do processo de acesso aos recursos genéticos do País.
Pela legislação brasileira, existem três etapas para que um produto feito a partir do patrimônio genético chegue ao mercado: pesquisa científica, bioprospecção (pesquisa ou atividade exploratória do patrimônio genético ou do conhecimento tradicional com potencial de uso comercial) e desenvolvimento tecnológico.
Na primeira etapa, o Ibama e o CNPq autorizam a pesquisa científica. Nestes órgãos, o processo costuma levar cerca de 30 dias para ser concluído. As etapas seguintes só eram autorizadas exclusivamente pelo CGEN. De acordo com a diretora do Patrimônio Genético do MMA, Eliana Fontes, a inclusão do CNPq deve contribuir para a redução do tempo nas análises.
"O credenciamento do CNPq é um grande avanço no atendimento às demandas da comunidade científica, que está acostumada a usar as plataformas informatizadas do órgão. Vai contribuir também para a agilidade na análise de outros processos", explica a diretora.
Regularização. Outra boa notícia é que a regularização de empresas sem autorização do CGEN para acessar o patrimônio genético já está acontecendo. Com a publicação da Resolução nº 35 do CGEN, que orienta o processo de regularização, as empresas poderão continuar a exercer suas atividades, desde que aprovadas no Conselho.
No Brasil, para receberem autorização para o desenvolvimento de produtos comerciais, e/ou de valor econômico, as empresas devem apresentar ao CGEN um contrato de repartição de benefícios com os provedores dos recursos genéticos, que são, em grande parte, as comunidades locais.
Eliana Fontes acrescenta que, dessa forma, é possível manter a sustentabilidade da cadeia. As empresas usam os recursos e as comunidades vão mantê-los para que possam ser utilizados novamente. "Esse benefício estimula e motiva a conservação, além de ajudar a manter a floresta em pé de forma sustentável, já que a manutenção dos recursos é feita basicamente pelas comunidades provedoras".
Ela conta que na última reunião do CGEN foram analisados quatro processos. Dois foram aprovados, ambos da empresa Natura, que no ano passado foi multada pelo Ibama em R$ 21 milhões. Os outros dois processos não foram contemplados porque não preencheram todos os requisitos. "As empresas que não foram aprovadas não apresentaram o contrato de repartição de lucros, advindos da venda do produto, com as comunidades provedoras que detêm o conhecimento destes elementos naturais. Quando preencherem todos os requisitos, poderão solicitar novamente o acesso", explica.
A diretora acrescenta que, com o início da regularização, as empresas que estão irregulares devem procurar o CGEN com o propósito de assegurar suas atividades e de forma a promover o uso sustentável dos recursos genéticos de maneira legal. Desta forma, novos investimentos em ciência e tecnologia poderão ser feitos na área de recursos genéticos.
"Isso é resultado de um árduo esforço da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA para buscar um ambiente regulatório mais transparente e eficiente, de forma que o Brasil possa se capitalizar em uma de suas grandes riquezas que é a biodiversidade", ressalta Eliana.
Ministério do Meio Ambiente
Empresas que aguardam autorização para acessar o patrimônio genético brasileiro terão o tempo de espera reduzido. Na última reunião do Conselho do Patrimônio Genético (CGEN), realizada em maio, o credenciamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foi ampliado. Dentro de três meses, aproximadamente, este órgão também poderá autorizar todas as fases do processo de acesso aos recursos genéticos do País.
Pela legislação brasileira, existem três etapas para que um produto feito a partir do patrimônio genético chegue ao mercado: pesquisa científica, bioprospecção (pesquisa ou atividade exploratória do patrimônio genético ou do conhecimento tradicional com potencial de uso comercial) e desenvolvimento tecnológico.
Na primeira etapa, o Ibama e o CNPq autorizam a pesquisa científica. Nestes órgãos, o processo costuma levar cerca de 30 dias para ser concluído. As etapas seguintes só eram autorizadas exclusivamente pelo CGEN. De acordo com a diretora do Patrimônio Genético do MMA, Eliana Fontes, a inclusão do CNPq deve contribuir para a redução do tempo nas análises.
"O credenciamento do CNPq é um grande avanço no atendimento às demandas da comunidade científica, que está acostumada a usar as plataformas informatizadas do órgão. Vai contribuir também para a agilidade na análise de outros processos", explica a diretora.
Regularização. Outra boa notícia é que a regularização de empresas sem autorização do CGEN para acessar o patrimônio genético já está acontecendo. Com a publicação da Resolução nº 35 do CGEN, que orienta o processo de regularização, as empresas poderão continuar a exercer suas atividades, desde que aprovadas no Conselho.
No Brasil, para receberem autorização para o desenvolvimento de produtos comerciais, e/ou de valor econômico, as empresas devem apresentar ao CGEN um contrato de repartição de benefícios com os provedores dos recursos genéticos, que são, em grande parte, as comunidades locais.
Eliana Fontes acrescenta que, dessa forma, é possível manter a sustentabilidade da cadeia. As empresas usam os recursos e as comunidades vão mantê-los para que possam ser utilizados novamente. "Esse benefício estimula e motiva a conservação, além de ajudar a manter a floresta em pé de forma sustentável, já que a manutenção dos recursos é feita basicamente pelas comunidades provedoras".
Ela conta que na última reunião do CGEN foram analisados quatro processos. Dois foram aprovados, ambos da empresa Natura, que no ano passado foi multada pelo Ibama em R$ 21 milhões. Os outros dois processos não foram contemplados porque não preencheram todos os requisitos. "As empresas que não foram aprovadas não apresentaram o contrato de repartição de lucros, advindos da venda do produto, com as comunidades provedoras que detêm o conhecimento destes elementos naturais. Quando preencherem todos os requisitos, poderão solicitar novamente o acesso", explica.
A diretora acrescenta que, com o início da regularização, as empresas que estão irregulares devem procurar o CGEN com o propósito de assegurar suas atividades e de forma a promover o uso sustentável dos recursos genéticos de maneira legal. Desta forma, novos investimentos em ciência e tecnologia poderão ser feitos na área de recursos genéticos.
"Isso é resultado de um árduo esforço da Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA para buscar um ambiente regulatório mais transparente e eficiente, de forma que o Brasil possa se capitalizar em uma de suas grandes riquezas que é a biodiversidade", ressalta Eliana.
Cubatão terá Jardim Botânico após remoção de famílias da Serra
28 de julho de 2011 | 9h 35 - O Estado de S. Paulo
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente divulgou ontem o projeto do Jardim Botânico de Cubatão (JBC). Parte do programa de recuperação da Serra do Mar, o Jardim Botânico será construído no bairro da Água Fria após a remoção das famílias que ali vivem.
"O objetivo é a conservação, a educação ambiental e a proteção da Mata Atlântica. Haverá um viveiro metropolitano para todas as cidades da Baixada Santista pegar em mudas e fazerem replantios", explicou o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, que apresentou o projeto ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo(Ciesp Regional Cubatão).
Instituído por um decreto estadual em outubro do ano passado, o JBC ficará em uma área de 364 hectares, sendo que 4,6 mil metros quadrados são de área construída. Entre as construções estão um centro de educação ambiental, um auditório e um prédio administrativo para receber pesquisadores.
O orçamento para a criação do JBC integra os investimentos do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar.O custo da obra é estimado em US$ 16,5 milhões, sendo US$ 11 milhões de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) e US$ 5,8 milhões do governo do Estado.
O início das obras depende da retirada das famílias que moram na Água Fria.Segundo o Superintendente de Obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Humberto Schmidt,no início do programa havia 1.456 famílias no bairro. "Já saíram cerca de cem famílias."Ele diz que a maior parte das remoções será feita em 2012. / AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e REJANE LIMA
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente divulgou ontem o projeto do Jardim Botânico de Cubatão (JBC). Parte do programa de recuperação da Serra do Mar, o Jardim Botânico será construído no bairro da Água Fria após a remoção das famílias que ali vivem.
"O objetivo é a conservação, a educação ambiental e a proteção da Mata Atlântica. Haverá um viveiro metropolitano para todas as cidades da Baixada Santista pegar em mudas e fazerem replantios", explicou o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas, que apresentou o projeto ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo(Ciesp Regional Cubatão).
Instituído por um decreto estadual em outubro do ano passado, o JBC ficará em uma área de 364 hectares, sendo que 4,6 mil metros quadrados são de área construída. Entre as construções estão um centro de educação ambiental, um auditório e um prédio administrativo para receber pesquisadores.
O orçamento para a criação do JBC integra os investimentos do Programa de Recuperação Socioambiental da Serra do Mar.O custo da obra é estimado em US$ 16,5 milhões, sendo US$ 11 milhões de financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento(BID) e US$ 5,8 milhões do governo do Estado.
O início das obras depende da retirada das famílias que moram na Água Fria.Segundo o Superintendente de Obras da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Humberto Schmidt,no início do programa havia 1.456 famílias no bairro. "Já saíram cerca de cem famílias."Ele diz que a maior parte das remoções será feita em 2012. / AFRA BALAZINA, ANDREA VIALLI e REJANE LIMA
Ibama multa empresa que transportou lodo de esgoto da Europa para Santos
29 de julho de 2011 | 20h 51 estadao
Carga ilegal foi desembarcada no Porto de Santos pois causava mau cheiro no navio
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interceptou nesta sexta, 29, uma carga de lodo de esgoto vinda do porto de Antuérpia, na Bélgica, com destino à Argentina. O contêiner foi desembarcado ilegalmente no Porto de Santos, em São Paulo, pois a carga estava causando mau cheiro a bordo do navio, em trânsito pelo Brasil.
Ao receber pedido para destinação da carga em território nacional, a Receita Federal solicitou ao Ibama que verificasse o contêiner recepcionado no terminal portuário, para avaliar possíveis riscos à saúde pública e ao meio ambiente. A equipe do Ibama concluiu que a carga não poderia ser recepcionada, pois a legislação brasileira não permite importação de resíduo com potencial risco de contaminação. Desde de 2006, a Resolução Conama 375 proíbe a importação de lodo de esgoto e de seus produtos derivados.
A fiscalização do Ibama em Santos multou a empresa transportadora e o terminal portuário Santos Brasil em R$ 60 mil cada. Eles foram notificados para devolver a carga ao país de origem no prazo máximo de 9 dias.
A situação não é nova para o Ibama. Em 2009, uma carga de 1.200 toneladas de lixo tóxico, domiciliar e eletrônico vinda da Inglaterra desembarcou no porto de Santos (SP) e Rio Grande (RS). Eram 64 contêineres carregados com tudo o que se possa imaginar, desde restos de alimento até embalagens usadas. A carga veio registrada como "plástico para reciclagem". Na época, cada uma das cinco empresas que importaram o lixo foi multada em R$ 408 mil.
O presidente-substituto e diretor de qualidade ambiental do Ibama, Fernando da Costa Marques, afirmou que o Brasil está atuando firmemente no combate ao tráfego ilegal de resíduos sólidos perigosos. "Estamos fazendo valer a Convenção de Basileia, principal instrumento internacional que regulamenta a questão, da qual nosso país é signatário desde 1993".
Carga ilegal foi desembarcada no Porto de Santos pois causava mau cheiro no navio
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interceptou nesta sexta, 29, uma carga de lodo de esgoto vinda do porto de Antuérpia, na Bélgica, com destino à Argentina. O contêiner foi desembarcado ilegalmente no Porto de Santos, em São Paulo, pois a carga estava causando mau cheiro a bordo do navio, em trânsito pelo Brasil.
Ao receber pedido para destinação da carga em território nacional, a Receita Federal solicitou ao Ibama que verificasse o contêiner recepcionado no terminal portuário, para avaliar possíveis riscos à saúde pública e ao meio ambiente. A equipe do Ibama concluiu que a carga não poderia ser recepcionada, pois a legislação brasileira não permite importação de resíduo com potencial risco de contaminação. Desde de 2006, a Resolução Conama 375 proíbe a importação de lodo de esgoto e de seus produtos derivados.
A fiscalização do Ibama em Santos multou a empresa transportadora e o terminal portuário Santos Brasil em R$ 60 mil cada. Eles foram notificados para devolver a carga ao país de origem no prazo máximo de 9 dias.
A situação não é nova para o Ibama. Em 2009, uma carga de 1.200 toneladas de lixo tóxico, domiciliar e eletrônico vinda da Inglaterra desembarcou no porto de Santos (SP) e Rio Grande (RS). Eram 64 contêineres carregados com tudo o que se possa imaginar, desde restos de alimento até embalagens usadas. A carga veio registrada como "plástico para reciclagem". Na época, cada uma das cinco empresas que importaram o lixo foi multada em R$ 408 mil.
O presidente-substituto e diretor de qualidade ambiental do Ibama, Fernando da Costa Marques, afirmou que o Brasil está atuando firmemente no combate ao tráfego ilegal de resíduos sólidos perigosos. "Estamos fazendo valer a Convenção de Basileia, principal instrumento internacional que regulamenta a questão, da qual nosso país é signatário desde 1993".
Cidade de Taiwan oferece ouro em troca de sujeira do cachorro
27 de julho de 2011 | 13h 34 - REUTERS - (Reportagem de Christine Lu)

Uma cidade no norte de Taiwan está tentando utilizar o toque de Midas para convencer moradores relutantes em limpar a sujeira de seus cachorros, com a oferta de barras de ouro para qualquer um que entregar sacos com fezes do animal de estimação.
A partir de 1o de agosto, donos de cachorros e outros moradores da cidade de Nova Taipé, que faz fronteira com a capital Taipé, podem entregar o lixo proveniente de seus animais para equipes de limpeza do governo em trocas de tíquetes para um sorteio.
Os prêmios são três barras de ouro avaliadas em 60 mil dólares taiuaneses (2.100 dólares), 18 mil dólares taiuaneses e 12 mil dólares taiuaneses.
O número de tíquetes para o sorteio é ilimitado e os ganhadores serão anunciados em outubro, disse o governo da cidade em comunicado.
A cidade fornecerá gratuitamente sacos de lixo para os coletores. Além disso, medidas mais convencionais também serão reforçadas, incluindo recompensar as pessoas que tirarem fotos de donos de cachorros que não limparem a sujeira de seus animais e aumentar suas próprias patrulhas em lugares frequentados por cachorros.

Uma cidade no norte de Taiwan está tentando utilizar o toque de Midas para convencer moradores relutantes em limpar a sujeira de seus cachorros, com a oferta de barras de ouro para qualquer um que entregar sacos com fezes do animal de estimação.
A partir de 1o de agosto, donos de cachorros e outros moradores da cidade de Nova Taipé, que faz fronteira com a capital Taipé, podem entregar o lixo proveniente de seus animais para equipes de limpeza do governo em trocas de tíquetes para um sorteio.
Os prêmios são três barras de ouro avaliadas em 60 mil dólares taiuaneses (2.100 dólares), 18 mil dólares taiuaneses e 12 mil dólares taiuaneses.
O número de tíquetes para o sorteio é ilimitado e os ganhadores serão anunciados em outubro, disse o governo da cidade em comunicado.
A cidade fornecerá gratuitamente sacos de lixo para os coletores. Além disso, medidas mais convencionais também serão reforçadas, incluindo recompensar as pessoas que tirarem fotos de donos de cachorros que não limparem a sujeira de seus animais e aumentar suas próprias patrulhas em lugares frequentados por cachorros.
Para nutricionista, mudança no cardápio do McDonald´s não é eficaz
Leandro Quintanilha - 29 julho.2011 15:03:15
Menos sódio, mais frutas. Menos fritura, mais salada. No dia 1º de outubro, entra em vigor o novo cardápio do McDonald´s no Brasil. A pedido do blog, as mudanças — que incluem novos produtos e a redução de açúcar, sódio e calorias das opções atuais — foram avaliadas pelo especialista Daniel Bandoni, professor adjunto do curso de Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
A principal mudança se deu no McLanche Feliz, concebido para crianças a partir de 6 anos de idade, no qual foi incluída uma porção de frutas frescas da estação. Houve também uma redução de 10% do sódio em diferentes ingredientes. E, a partir de outubro, todas as combinações do kit infantil terão um teto de 600 calorias, com a redução do tamanho da porção de batatas fritas.
As mudanças no cardápio da rede de lanchonetes também atingem o público adulto. Além da redução do sal em pães, queijos e condimentos, entre outros, também será diminuída (em quase 40%) a adição de açúcar nas bebidas à base de frutas, com um limite de 5 g por cada 100 ml.
A salada de acompanhamento das McOfertas vai dobrar de tamanho, com uma maior variedade de folhas, além de cenoura ralada e tomate. Sem o molho, serão apenas 10 calorias.
De acordo com a Arcos Dourados, empresa que representa a marca McDonald´s na América Latina, as mudanças são fruto de dois anos de pesquisas, com o apoio de fornecedores, para que em 2011 houvesse testes com consumidores. Nessas degustações, as mudanças teriam sido aprovadas pelo público. Por ora, não haverá mudança nos preços nem na oferta de brindes.
Mas o professor Bandoni, da Unifesp, vê problemas na associação de brinquedos à alimentação. “Isso é uma prática abusiva para conquistar crianças”, diz. Ele argumenta ainda que não é bem divulgada a possibilidade de se comprar o brinquedo sem o lanche, assim como a opção por substituir as batatas fritas por salada nas McOfertas.
Bandoni afirma ainda que, mesmo com a redução de sódio e açúcar nos alimentos, sua presença continua sendo alta e que, portanto, esses alimentos devem ser evitados. Atualmente, ele afirma, o Big Mac e a batata média somam 50% do máximo de sódio que um adulto deve ingerir por dia. “Essas medidas são muito iniciais e pouco eficazes”, afirma.
“Além disso, os lanches têm uma alta densidade energética (calorias por grama de alimento)”, prossegue. Isto é, em pouco volume de alimento, há muitas calorias. Com isso, as pessoas acabam comendo demais, muito rapidamente.
As críticas ao cardápio da rede de lanchonetes se acentuaram em 2004, com o lançamento do documentário Super Size Me, do cineasta americano Morgan Spurlock. No filme, ele passa um mês comendo apenas no McDonald´s. Ao fim da experiência, Spurlock havia engordado 11 quilos e estava com problemas hepáticos.
Mas o Mcdonalds nega que as alterações feitas nos últimos anos tenham relação com a polêmica. “As inovações são parte de um projeto contínuo de aprimoramento do cardápio da rede e respondem a uma demanda do público”, afirma Flavia Vigio, vice-presidente da Arcos Dourados.
De fato, a salada de copo foi incluída no cardápio antes do documentário, em 1998, mas, de 2004 para cá, vários ajustes foram feitos. Em 2005, a rede passou a vender maçãs e iogurte com cereais. No ano seguinte, entraram cenouras de aperitivo e água de coco. Em 2007, foram incluídos o sanduíche de peru e os smothies de frutas, além de haver uma redução da gordura trans no cardápio.
Menos sódio, mais frutas. Menos fritura, mais salada. No dia 1º de outubro, entra em vigor o novo cardápio do McDonald´s no Brasil. A pedido do blog, as mudanças — que incluem novos produtos e a redução de açúcar, sódio e calorias das opções atuais — foram avaliadas pelo especialista Daniel Bandoni, professor adjunto do curso de Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).A principal mudança se deu no McLanche Feliz, concebido para crianças a partir de 6 anos de idade, no qual foi incluída uma porção de frutas frescas da estação. Houve também uma redução de 10% do sódio em diferentes ingredientes. E, a partir de outubro, todas as combinações do kit infantil terão um teto de 600 calorias, com a redução do tamanho da porção de batatas fritas.
As mudanças no cardápio da rede de lanchonetes também atingem o público adulto. Além da redução do sal em pães, queijos e condimentos, entre outros, também será diminuída (em quase 40%) a adição de açúcar nas bebidas à base de frutas, com um limite de 5 g por cada 100 ml.
A salada de acompanhamento das McOfertas vai dobrar de tamanho, com uma maior variedade de folhas, além de cenoura ralada e tomate. Sem o molho, serão apenas 10 calorias.
De acordo com a Arcos Dourados, empresa que representa a marca McDonald´s na América Latina, as mudanças são fruto de dois anos de pesquisas, com o apoio de fornecedores, para que em 2011 houvesse testes com consumidores. Nessas degustações, as mudanças teriam sido aprovadas pelo público. Por ora, não haverá mudança nos preços nem na oferta de brindes.
Mas o professor Bandoni, da Unifesp, vê problemas na associação de brinquedos à alimentação. “Isso é uma prática abusiva para conquistar crianças”, diz. Ele argumenta ainda que não é bem divulgada a possibilidade de se comprar o brinquedo sem o lanche, assim como a opção por substituir as batatas fritas por salada nas McOfertas.
Bandoni afirma ainda que, mesmo com a redução de sódio e açúcar nos alimentos, sua presença continua sendo alta e que, portanto, esses alimentos devem ser evitados. Atualmente, ele afirma, o Big Mac e a batata média somam 50% do máximo de sódio que um adulto deve ingerir por dia. “Essas medidas são muito iniciais e pouco eficazes”, afirma.
“Além disso, os lanches têm uma alta densidade energética (calorias por grama de alimento)”, prossegue. Isto é, em pouco volume de alimento, há muitas calorias. Com isso, as pessoas acabam comendo demais, muito rapidamente.
As críticas ao cardápio da rede de lanchonetes se acentuaram em 2004, com o lançamento do documentário Super Size Me, do cineasta americano Morgan Spurlock. No filme, ele passa um mês comendo apenas no McDonald´s. Ao fim da experiência, Spurlock havia engordado 11 quilos e estava com problemas hepáticos.
Mas o Mcdonalds nega que as alterações feitas nos últimos anos tenham relação com a polêmica. “As inovações são parte de um projeto contínuo de aprimoramento do cardápio da rede e respondem a uma demanda do público”, afirma Flavia Vigio, vice-presidente da Arcos Dourados.
De fato, a salada de copo foi incluída no cardápio antes do documentário, em 1998, mas, de 2004 para cá, vários ajustes foram feitos. Em 2005, a rede passou a vender maçãs e iogurte com cereais. No ano seguinte, entraram cenouras de aperitivo e água de coco. Em 2007, foram incluídos o sanduíche de peru e os smothies de frutas, além de haver uma redução da gordura trans no cardápio.
Índios bolivianos protestam contra estrada
28 de julho de 2011 | 19h 11 - Reuters

Obra de 300 km através da floresta amazônica passaria por dentro de reserva indígena; Morales diz que estrada sai 'quer eles queiram ou não'
O presidente boliviano Evo Morales apimenta seus discursos com menções à mãe-natureza, culpando os países ricos e os grandes negócios pelo aquecimento global e por crimes contra o meio ambiente.
Mas o esquerdista Morales, primeiro presidente de ascendência indígena, está encarando forte resistência de sua base indígena por conta dos planos do governo de construir uma estrada de 300 km através da floresta amazônica.
A estrada de R$ 420 milhões, que será construída pela empresa brasileira OAS e largamente financiada pelo Brasil, vai conectar planaltos amazônicos de Beni até Chapare, uma região de povoamento esparço onde Morales começou sua carreira política como líder dos plantadores de coca.
Evo Morales, aliado ideológico muito próximo de Hugo Chávez, fez do projeto da rodovia um dos pilares de sua política de alavancar o investimento em infraestrutura na Bolívia, uma nação empobrecida.
Ele já experimentou um apoio sólido da maioria indígena desde que assumiu, há cinco anos, embora tenha encarado protestos dos mineiros dos Andes por conta de condições de trabalho e, mais recentemente, por causa de uma tentativa frustrada de elevar o preço dos combustíveis.
Mas no mês passado ele deixou os ativistas indígenas zangados ao dizer que a estrada seria construída passando pelo meio do Parque Nacional e Terra Indígena Isiboro Secure, "quer eles gostem ou não".
Ele acusou os ativistas de servir aos interesses de ONGs estrangeiras ao invés de servir a seus próprios irmãos. A controvérsia colocou o presidente na defensiva três meses antes das eleições judiciais nacionais, parte de uma ampla reforma para dar às populações indígenas maior papel nos assuntos de Estado.
"Há uma evidente contradição no discurso de Morales, pois ele fala em proteger a mãe natureza e a identidade cultural mas ao mesmo tempo em promover projetos de desenvolvimento", afirmou Miguel Urioste, especialista em questões indígenas na Bolívia.
Distância
Os que se opõem à estrada votaram o início de uma marcha de protesto de 600 km para o mês que vem, dizendo que não irão deixar a construção seguir adiante porque ela ameaça uma área protegida e porque o direito de consulta indígena foi violado.
"A atitude governo em relação aos direitos de consulta indígena mostra uma distância crescente entre o governo e o setor que vem sendo uma fonte de apoio a ele", disse o analista político e professor universitário Carlos Cordero.
"Isso está ferindo Morales", disse Cordero, avisando que o presidente corria o risco de ser visto como "um presidente índio que toma decisões contra os indígenas."
As próximas eleições presidenciais na Bolívia não acontecerão até 2014, mas Cordero afirmou que o descontentamento generalizado com Morales poderia se refletir nas eleições judiciais de outubro.
Os oponentes de direita de Morales estão conclamando os eleitores a anular seus votos num protesto anti-governamental de massa e parte da base eleitoral nas terras altas dos Andes poderia atender ao chamado, em um sinalo de suporte aos índios em Isiboro.
Para o deleite dos oponentes do presidente, alguns legisladores do partido do governo demonstraram apoio às demandas dos 12 mil residentes do território de Isiboro, conhecido pela sigla TIPNIS.

Obra de 300 km através da floresta amazônica passaria por dentro de reserva indígena; Morales diz que estrada sai 'quer eles queiram ou não'
O presidente boliviano Evo Morales apimenta seus discursos com menções à mãe-natureza, culpando os países ricos e os grandes negócios pelo aquecimento global e por crimes contra o meio ambiente.
Mas o esquerdista Morales, primeiro presidente de ascendência indígena, está encarando forte resistência de sua base indígena por conta dos planos do governo de construir uma estrada de 300 km através da floresta amazônica.
A estrada de R$ 420 milhões, que será construída pela empresa brasileira OAS e largamente financiada pelo Brasil, vai conectar planaltos amazônicos de Beni até Chapare, uma região de povoamento esparço onde Morales começou sua carreira política como líder dos plantadores de coca.
Evo Morales, aliado ideológico muito próximo de Hugo Chávez, fez do projeto da rodovia um dos pilares de sua política de alavancar o investimento em infraestrutura na Bolívia, uma nação empobrecida.
Ele já experimentou um apoio sólido da maioria indígena desde que assumiu, há cinco anos, embora tenha encarado protestos dos mineiros dos Andes por conta de condições de trabalho e, mais recentemente, por causa de uma tentativa frustrada de elevar o preço dos combustíveis.
Mas no mês passado ele deixou os ativistas indígenas zangados ao dizer que a estrada seria construída passando pelo meio do Parque Nacional e Terra Indígena Isiboro Secure, "quer eles gostem ou não".
Ele acusou os ativistas de servir aos interesses de ONGs estrangeiras ao invés de servir a seus próprios irmãos. A controvérsia colocou o presidente na defensiva três meses antes das eleições judiciais nacionais, parte de uma ampla reforma para dar às populações indígenas maior papel nos assuntos de Estado.
"Há uma evidente contradição no discurso de Morales, pois ele fala em proteger a mãe natureza e a identidade cultural mas ao mesmo tempo em promover projetos de desenvolvimento", afirmou Miguel Urioste, especialista em questões indígenas na Bolívia.
Distância
Os que se opõem à estrada votaram o início de uma marcha de protesto de 600 km para o mês que vem, dizendo que não irão deixar a construção seguir adiante porque ela ameaça uma área protegida e porque o direito de consulta indígena foi violado.
"A atitude governo em relação aos direitos de consulta indígena mostra uma distância crescente entre o governo e o setor que vem sendo uma fonte de apoio a ele", disse o analista político e professor universitário Carlos Cordero.
"Isso está ferindo Morales", disse Cordero, avisando que o presidente corria o risco de ser visto como "um presidente índio que toma decisões contra os indígenas."
As próximas eleições presidenciais na Bolívia não acontecerão até 2014, mas Cordero afirmou que o descontentamento generalizado com Morales poderia se refletir nas eleições judiciais de outubro.
Os oponentes de direita de Morales estão conclamando os eleitores a anular seus votos num protesto anti-governamental de massa e parte da base eleitoral nas terras altas dos Andes poderia atender ao chamado, em um sinalo de suporte aos índios em Isiboro.
Para o deleite dos oponentes do presidente, alguns legisladores do partido do governo demonstraram apoio às demandas dos 12 mil residentes do território de Isiboro, conhecido pela sigla TIPNIS.
Passo a passo: compense sua pegada de carbono
27 de julho de 2011 - 0h 24 - Karina Ninni - O Estado de S. Paulo
A pedido do Planeta, o executivo Eli Coslovsky calculou suas emissões e quantas árvores seriam necessárias para compensá-las
Qual a participação de cada um no aquecimento global? Em tempos de mudança climática, calcular a emissão de gases do efeito estufa – a chamada pegada ecológica – de uma pessoa ou empresa virou um exercício de apelo irresistível. O passo seguinte é saber como compensar o estrago. Uma das formas, segundo especialistas, é o plantio de árvores. Várias empresas se dedicam a calcular a emissão e instruir o cliente a neutralizá-la. A pedido do Planeta, o executivo Eli Coslovski, de 34 anos, solteiro, morador de São Paulo, calculou sua pegada. Saiba como ele chegou ao resultado e o que deve fazer para compensá-la.
Arquivo pessoal O executivo Eli Coslovsky, 34, calculou suas emissões
1 A calculadora
O primeiro passo é encontrar um meio de calcular a pegada de carbono que use fatores de emissão confiáveis e reconhecidos internacionalmente. O Planeta optou pela calculadora da Keyassociados, que utiliza fatores de instituições como o IPCC, painel da ONU sobre mudança climática, e o GHG, protocolo mundial sobre gases do efeito estufa. A Key, porém, leva em conta fatores locais, como a matriz brasileira de energia elétrica, mais limpa do que a americana e a europeia.
2 O cálculo
Para saber quanto você emite, são computados uso de energia elétrica, gás natural ou de botijão, gasolina, diesel, álcool, GNV, viagens de avião e destinação do lixo. Voos costumam pesar muito no cálculo, seguidos pelo uso de combustível fóssil.
3 Os números
Coslovski dirige todo dia do Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, até o trabalho, no Itaim, zona sul. Roda cerca de 800 quilômetros por ano num carro movido a gasolina. Viaja de avião em média seis vezes ao ano, pelo País e exterior. Gasta 16 metros cúbicos de gás e 140 quilowatts de energia por mês.
4 O resultado
Coslovski emite 10,7 toneladas de carbono por ano. Para compensar isso, foi recomendado o plantio de 43 árvores.
5 Compensando
Com o resultado em mãos, o executivo deve procurar uma instituição apta a realizar o plantio nos padrões exigidos para a neutralização, com monitoramento e manutenção da mudas. A SOS Mata Atlântica vem fazendo esse trabalho desde 2004, em um projeto chamado Florestas do Futuro. A ONG planta espécies nativas do bioma em cinco Estados brasileiros.
6 O plantio
Primeiro a ONG faz uma prospecção da área que receberá as mudas. A melhor época para plantar são os meses de agosto a março. No caso de pessoas físicas, a entidade espera a entrada de vários projetos, para ter volume. Depois, é hora de selecionar espécies para o plantio. A SOS trabalha com 35 viveiros e cada muda plantada sai por R$ 12.
7 A manutenção
As mudas devem ser adubadas para crescer. A manutenção é feita por dois anos, período em que a planta se desenvolve. Depois, a SOS ainda monitora a árvore por três anos. Segundo a Key, a muda capta mais CO2 enquanto cresce. Em 20 anos, espécies como as usadas pela ONG sequestram, em média, 249,6 quilos de carbono cada uma. Ou seja: o cálculo de emissões é anual, mas a compensação pode levar 20 anos. Que tal começar já?
A pedido do Planeta, o executivo Eli Coslovsky calculou suas emissões e quantas árvores seriam necessárias para compensá-lasQual a participação de cada um no aquecimento global? Em tempos de mudança climática, calcular a emissão de gases do efeito estufa – a chamada pegada ecológica – de uma pessoa ou empresa virou um exercício de apelo irresistível. O passo seguinte é saber como compensar o estrago. Uma das formas, segundo especialistas, é o plantio de árvores. Várias empresas se dedicam a calcular a emissão e instruir o cliente a neutralizá-la. A pedido do Planeta, o executivo Eli Coslovski, de 34 anos, solteiro, morador de São Paulo, calculou sua pegada. Saiba como ele chegou ao resultado e o que deve fazer para compensá-la.
Arquivo pessoal O executivo Eli Coslovsky, 34, calculou suas emissões
1 A calculadora
O primeiro passo é encontrar um meio de calcular a pegada de carbono que use fatores de emissão confiáveis e reconhecidos internacionalmente. O Planeta optou pela calculadora da Keyassociados, que utiliza fatores de instituições como o IPCC, painel da ONU sobre mudança climática, e o GHG, protocolo mundial sobre gases do efeito estufa. A Key, porém, leva em conta fatores locais, como a matriz brasileira de energia elétrica, mais limpa do que a americana e a europeia.
2 O cálculo
Para saber quanto você emite, são computados uso de energia elétrica, gás natural ou de botijão, gasolina, diesel, álcool, GNV, viagens de avião e destinação do lixo. Voos costumam pesar muito no cálculo, seguidos pelo uso de combustível fóssil.
3 Os números
Coslovski dirige todo dia do Alto de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, até o trabalho, no Itaim, zona sul. Roda cerca de 800 quilômetros por ano num carro movido a gasolina. Viaja de avião em média seis vezes ao ano, pelo País e exterior. Gasta 16 metros cúbicos de gás e 140 quilowatts de energia por mês.
4 O resultado
Coslovski emite 10,7 toneladas de carbono por ano. Para compensar isso, foi recomendado o plantio de 43 árvores.
5 Compensando
Com o resultado em mãos, o executivo deve procurar uma instituição apta a realizar o plantio nos padrões exigidos para a neutralização, com monitoramento e manutenção da mudas. A SOS Mata Atlântica vem fazendo esse trabalho desde 2004, em um projeto chamado Florestas do Futuro. A ONG planta espécies nativas do bioma em cinco Estados brasileiros.
6 O plantio
Primeiro a ONG faz uma prospecção da área que receberá as mudas. A melhor época para plantar são os meses de agosto a março. No caso de pessoas físicas, a entidade espera a entrada de vários projetos, para ter volume. Depois, é hora de selecionar espécies para o plantio. A SOS trabalha com 35 viveiros e cada muda plantada sai por R$ 12.
7 A manutenção
As mudas devem ser adubadas para crescer. A manutenção é feita por dois anos, período em que a planta se desenvolve. Depois, a SOS ainda monitora a árvore por três anos. Segundo a Key, a muda capta mais CO2 enquanto cresce. Em 20 anos, espécies como as usadas pela ONG sequestram, em média, 249,6 quilos de carbono cada uma. Ou seja: o cálculo de emissões é anual, mas a compensação pode levar 20 anos. Que tal começar já?
Poluição por poeira é a pior desde 2008
29 de julho de 2011 | 0h 00 - O Estado de S.Paulo
Média dos índices de julho mostra aumento da concentração de material particulado neste mês
Até ontem, a Região Metropolitana de São Paulo teve a pior média de poluição por material particulado (MP) - formado por poeira e partículas inaláveis - registrada em um mês de julho desde 2008. Os dados são da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e levam em conta médias máximas de 16 estações de medição.
Composto em até 80% pela queima de combustível dos veículos, o material particulado é um dos poluentes mais presentes nas regiões altamente urbanizadas, ao lado do ozônio. Extremamente nocivo à saúde, penetra no sistema respiratório e alcança alvéolos pulmonares e corrente sanguínea.
Segundo dados do site da Cetesb, em 13 dos 16 pontos de medição da Grande São Paulo as médias máximas da concentração do material superaram índices do ano passado. Em relação a julho de 2009, apenas uma estação havia registrado média superior à deste mês.
Na estação de medição de Nossa Senhora do Ó, na zona norte da capital, por exemplo, a Cetesb detectou média de 132 microgramas por metro cúbico de material particulado neste mês - um aumento de 36% em relação a julho de 2010. Na cidade vizinha de Osasco, o aumento foi de 116 para 141.
Normalmente, as medições que atingem a classificação "má" são as de ozônio. Mas, neste ano, o MP tem preocupado. Ontem, das 13 estações que registraram qualidade regular (a pior classificação do dia), oito foram por causa desse poluente.
Não por acaso a poluição voltou a formar uma nuvem escura sobre a cidade. A umidade relativa do ar ficou em 33,9%, abaixo do mínimo considerado saudável pela Organização Mundial de Saúde: 60%. O clima seco deve permanecer hoje, segundo a Climatempo, e só chove no sábado.
Média dos índices de julho mostra aumento da concentração de material particulado neste mês
Até ontem, a Região Metropolitana de São Paulo teve a pior média de poluição por material particulado (MP) - formado por poeira e partículas inaláveis - registrada em um mês de julho desde 2008. Os dados são da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e levam em conta médias máximas de 16 estações de medição.
Composto em até 80% pela queima de combustível dos veículos, o material particulado é um dos poluentes mais presentes nas regiões altamente urbanizadas, ao lado do ozônio. Extremamente nocivo à saúde, penetra no sistema respiratório e alcança alvéolos pulmonares e corrente sanguínea.
Segundo dados do site da Cetesb, em 13 dos 16 pontos de medição da Grande São Paulo as médias máximas da concentração do material superaram índices do ano passado. Em relação a julho de 2009, apenas uma estação havia registrado média superior à deste mês.
Na estação de medição de Nossa Senhora do Ó, na zona norte da capital, por exemplo, a Cetesb detectou média de 132 microgramas por metro cúbico de material particulado neste mês - um aumento de 36% em relação a julho de 2010. Na cidade vizinha de Osasco, o aumento foi de 116 para 141.
Normalmente, as medições que atingem a classificação "má" são as de ozônio. Mas, neste ano, o MP tem preocupado. Ontem, das 13 estações que registraram qualidade regular (a pior classificação do dia), oito foram por causa desse poluente.
Não por acaso a poluição voltou a formar uma nuvem escura sobre a cidade. A umidade relativa do ar ficou em 33,9%, abaixo do mínimo considerado saudável pela Organização Mundial de Saúde: 60%. O clima seco deve permanecer hoje, segundo a Climatempo, e só chove no sábado.
Justiça decreta prisão de acusados de matar casal de extrativistas no Pará
29 de julho de 2011 | 10h 49 - Agência Estado
José Rodrigues foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, e os outros dois por homicídio triplamente qualificado
A Justiça do Pará decretou ontem a prisão preventiva dos três acusados de matar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva. A decisão é do juiz Murilo Lemos Simão, titular da Vara de Violência Contra a Mulher da Comarca de Marabá. As vítima foram mortas no dia 24 de maio em um assentamento em Nova Ipixuna, no sudeste do Estado.
Veja também:
MP do Pará denuncia três por assassinato de casal de extrativistas
Dilma determina investigação de morte de extrativistas no Pará
José Rodrigues Moreira, dono das terras onde fica o assentamento, é apontado como o mandante do crime. Também foram denunciados o irmão dele, Lindonjonson Silva Rocha, e Alberto Lopes do Nascimento, acusados de matar o casal em uma emboscada.
José Rodrigues foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, e Lindonjonson Rocha e Alberto Nascimento, por homicídio triplamente qualificado. De acordo com o Ministério Público, o objetivo do crime era retirar o assentado da terra comprada por José Rodrigues.
O casal, que estava em uma motocicleta, foi assassinado quando atravessava uma ponte de madeira perto do assentamento. Lindonjonson e Alberto ficaram escondidos no meio da vegetação próximos à ponte e atiraram nas vítimas. O crime foi motivado por uma disputa por posse de terra.
José Rodrigues foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, e os outros dois por homicídio triplamente qualificado
A Justiça do Pará decretou ontem a prisão preventiva dos três acusados de matar o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva. A decisão é do juiz Murilo Lemos Simão, titular da Vara de Violência Contra a Mulher da Comarca de Marabá. As vítima foram mortas no dia 24 de maio em um assentamento em Nova Ipixuna, no sudeste do Estado.
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MP do Pará denuncia três por assassinato de casal de extrativistas
Dilma determina investigação de morte de extrativistas no Pará
José Rodrigues Moreira, dono das terras onde fica o assentamento, é apontado como o mandante do crime. Também foram denunciados o irmão dele, Lindonjonson Silva Rocha, e Alberto Lopes do Nascimento, acusados de matar o casal em uma emboscada.
José Rodrigues foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, e Lindonjonson Rocha e Alberto Nascimento, por homicídio triplamente qualificado. De acordo com o Ministério Público, o objetivo do crime era retirar o assentado da terra comprada por José Rodrigues.
O casal, que estava em uma motocicleta, foi assassinado quando atravessava uma ponte de madeira perto do assentamento. Lindonjonson e Alberto ficaram escondidos no meio da vegetação próximos à ponte e atiraram nas vítimas. O crime foi motivado por uma disputa por posse de terra.
Depois de pagar fiança, fazendeira acusada de organizar safáris no Pantanal deixa PF
29 de julho de 2011 | 16h 34 - Karina Ninni e João Naves - estadao
Presa por porte ilegal de armas, Beatriz Rondon ficou poucas horas na PF
A fazendeira Beatriz Rondon, investigada por suspeita de organizar safáris no Pantanal, foi presa em sua fazenda nesta sexta, 29. Depois de prestar depoimento, pagou R$ 25.250 de fiança e foi liberada, por volta das 16h (horário de Brasília). O flagrante por posse ilegal de armas (dois revólveres e uma espingarda, encontrados na fazenda de Beatriz) foi realizado pela Polícia Federal durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Aquidauana (MS), a cerca de 130 km de Campo Grande.
Veja também:
Fazendeira acusada de caçadas é multada
Em maio, um vídeo divulgado pela imprensa mostrou cenas de homens disparando em onças, fazendo-as despencar de árvores. As imagens teriam sido gravadas por turistas estrangeiros que participavam do safári. Um disparo atinge uma onça-pintada, espécie em risco de extinção. Em seguida, o corpo da onça é devorado por sete cachorros. A pecuarista Beatriz Rondon diz no vídeo: "é uma grande fêmea, muito bonita. E 'tava comendo minhas vacas aqui."
Também em maio, operação conjunta da Polícia Federal, do Ibama e do Exército realizada na Fazenda Santa Sofia, de propriedade de Beatriz, apreendeu 12 armas, carcaças de animais silvestres, galhadas de veado e cervo, e couro de sucuri. Na época, a pecuarista não foi indiciada pela polícia.
Em 2002, reportagem mostrou que Beatriz Rondon recebia indenização do governo pelo gado morto por onças./COLABOROU: Cedê Silva
Presa por porte ilegal de armas, Beatriz Rondon ficou poucas horas na PF
A fazendeira Beatriz Rondon, investigada por suspeita de organizar safáris no Pantanal, foi presa em sua fazenda nesta sexta, 29. Depois de prestar depoimento, pagou R$ 25.250 de fiança e foi liberada, por volta das 16h (horário de Brasília). O flagrante por posse ilegal de armas (dois revólveres e uma espingarda, encontrados na fazenda de Beatriz) foi realizado pela Polícia Federal durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Aquidauana (MS), a cerca de 130 km de Campo Grande.
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Fazendeira acusada de caçadas é multada
Em maio, um vídeo divulgado pela imprensa mostrou cenas de homens disparando em onças, fazendo-as despencar de árvores. As imagens teriam sido gravadas por turistas estrangeiros que participavam do safári. Um disparo atinge uma onça-pintada, espécie em risco de extinção. Em seguida, o corpo da onça é devorado por sete cachorros. A pecuarista Beatriz Rondon diz no vídeo: "é uma grande fêmea, muito bonita. E 'tava comendo minhas vacas aqui."
Também em maio, operação conjunta da Polícia Federal, do Ibama e do Exército realizada na Fazenda Santa Sofia, de propriedade de Beatriz, apreendeu 12 armas, carcaças de animais silvestres, galhadas de veado e cervo, e couro de sucuri. Na época, a pecuarista não foi indiciada pela polícia.
Em 2002, reportagem mostrou que Beatriz Rondon recebia indenização do governo pelo gado morto por onças./COLABOROU: Cedê Silva
Divisão do Pará ameaça Unidades de Conservação
27 de julho de 2011 | 0h 10 - Karina Ninni - O Estado de S. Paulo

Para especialistas, novos Estados podem revogar preservação de áreas; Tapajós já nasceria com 73% de terras protegidas
Os 7,5 milhões de habitantes do Pará vão decidir em plebiscito, no dia 11 de dezembro, se querem ou não a divisão do território do Estado em três. Se for aprovado, o fracionamento dará origem a duas unidades da federação: Tapajós e Carajás. O impacto econômico da divisão para a União tem sido estudado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Mas poucos se debruçaram sobre o efeito ambiental do fracionamento (veja mapa abaixo).

"Posso dizer que a divisão deverá ser muito impactante do ponto de vista ambiental", diz o diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nilson Gabas. Ele enxerga um grande problema: a quebra das unidades de conservação (UCs) estaduais.
"O que se desenha é o seguinte: um Estado recém-criado que precisa se desenvolver e imensas áreas preservadas por UCs em nível estadual – só que protegidas por um Estado que já não existe. E como vai se desenvolver o novo Estado? É provável que pela derrubada de mata e plantio de soja ou criação de gado", raciocina o diretor do museu. "Acredito que assistiremos a tentativas de revogação de UCs estaduais no Tapajós."
Segundo Gabas, na partilha o Pará deve concentrar o setor de serviços, a criação de gado e, talvez, o plantio de dendê para extração de óleo de palma. Já Carajás ficaria com a mineração e a criação de gado e Tapajós com o setor energético – o que inclui a Usina de Belo Monte e o complexo hidrelétrico Tapajós –, além da mineração, das florestas e do plantio de grãos.
Assembleias
Para o professor e consultor jurídico Cândido Paraguassú Éleres, o risco de alteração das unidades de conservação é real. "Basta que as Assembleias Legislativas mudem", afirma o jurista. "Em princípio elas não podem ser revogadas porque são atos definidos e isso poderia gerar muitas ações populares. Mas certamente os Estados poderão dar outra destinação às reservas. Até porque a mentalidade das pessoas que estão à frente dessa divisão é desenvolvimentista."
De fato, se o Pará for repartido, a maioria das suas unidades de conservação, tanto federais quanto estaduais, ficará localizada no Tapajós, que seria considerado o Estado mais verde da federação. Para ter uma ideia, 73,5% dos 732.568 quilômetros quadrados do Tapajós são áreas protegidas federais e estaduais. Dos cerca de 21 milhões de hectares de UCs estaduais do Pará, mais de 13 milhões estão na área do Tapajós.
O Pará remanescente ficaria com poucas matas. "Nós teremos fragmentos de florestas e o Centro de Endemismo Belém, região onde, de acordo com levantamento do programa Biota Pará, concentra-se o maior número de espécies ameaçadas do atual Estado", resume Gabas.
Desmatamento
Os novos Estados terão de criar políticas próprias contra o desmatamento, especialmente se houver mudanças nas UCs. O ritmo da derrubada de árvores em Tapajós dá uma boa amostra do imbróglio que se avizinha. Embora a área afetada na região até 2009 tenha sido menor que nos dois vizinhos, entre 2008 e 2009 Tapajós registrou o maior aumento da taxa de desmatamento entre os três. Ao todo foram cortados 53,9 quilômetros quadrados, segundo o Idesp.
"A taxa tem de ser relativizada por conta do tamanho da área. É preciso ver se esse impacto é maior ou menor do que aquele nos Estados já muito desmatados", explica a economista Lucia Cristina de Andrade, do Idesp.
As dúvidas provocadas pela proposta que será votada em plebiscito levaram o Goeldi a organizar um seminário no mês que vem sobre a divisão territorial. Para Gabas, além da questão das áreas de conservação, a partilha provocará falta de financiamento à pesquisa. Hoje, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) recebe 1% da receita do governo.
Otimismo
O engenheiro florestal Jackson Fernando Rego Matos, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com sede em Santarém, Tapajós, discorda da avaliação pessimista feita por Gabas e Éleres. Ele coordena um grupo de estudo que avalia dados sobre a criação do Estado e nega que sua constituição represente uma ameaça às UCs.
"Isso (UCs) é nossa grande riqueza. Receberemos as áreas instituídas, falta implementá-las de fato", diz. "Como a maioria das unidades de conservação, elas não saíram do papel."
"A Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós) tem uma experiência de manejo copiada pelo Brasil inteiro. A conservação interessa muito ao novo Estado: conseguiremos manter o que já existe e até ampliar."
Tocantins
O último exemplo de divisão territorial no Brasil foi o surgimento do Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988. "Quando a área era parte de Goiás, não existia ali nenhuma unidade de conservação estadual. Depois da criação do Tocantins foi feito um zoneamento ecológico-econômico e a identificação de áreas que poderiam se transformar em UCs", conta o biólogo e consultor ambiental Fábio Olmos. "Desse processo nasceram os Parques do Jalapão e do Cantão."
Olmos admite que, embora tenha sido exemplar do ponto de vista administrativo, a estratégia hoje sofre com problemas de execução. "A política é muito ditada pelos grandes produtores rurais e o processo de criação de novas UCs acabou ficando congelado", lamenta.

Para especialistas, novos Estados podem revogar preservação de áreas; Tapajós já nasceria com 73% de terras protegidas
Os 7,5 milhões de habitantes do Pará vão decidir em plebiscito, no dia 11 de dezembro, se querem ou não a divisão do território do Estado em três. Se for aprovado, o fracionamento dará origem a duas unidades da federação: Tapajós e Carajás. O impacto econômico da divisão para a União tem sido estudado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Pará (Idesp). Mas poucos se debruçaram sobre o efeito ambiental do fracionamento (veja mapa abaixo).

"Posso dizer que a divisão deverá ser muito impactante do ponto de vista ambiental", diz o diretor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Nilson Gabas. Ele enxerga um grande problema: a quebra das unidades de conservação (UCs) estaduais.
"O que se desenha é o seguinte: um Estado recém-criado que precisa se desenvolver e imensas áreas preservadas por UCs em nível estadual – só que protegidas por um Estado que já não existe. E como vai se desenvolver o novo Estado? É provável que pela derrubada de mata e plantio de soja ou criação de gado", raciocina o diretor do museu. "Acredito que assistiremos a tentativas de revogação de UCs estaduais no Tapajós."
Segundo Gabas, na partilha o Pará deve concentrar o setor de serviços, a criação de gado e, talvez, o plantio de dendê para extração de óleo de palma. Já Carajás ficaria com a mineração e a criação de gado e Tapajós com o setor energético – o que inclui a Usina de Belo Monte e o complexo hidrelétrico Tapajós –, além da mineração, das florestas e do plantio de grãos.
Assembleias
Para o professor e consultor jurídico Cândido Paraguassú Éleres, o risco de alteração das unidades de conservação é real. "Basta que as Assembleias Legislativas mudem", afirma o jurista. "Em princípio elas não podem ser revogadas porque são atos definidos e isso poderia gerar muitas ações populares. Mas certamente os Estados poderão dar outra destinação às reservas. Até porque a mentalidade das pessoas que estão à frente dessa divisão é desenvolvimentista."
De fato, se o Pará for repartido, a maioria das suas unidades de conservação, tanto federais quanto estaduais, ficará localizada no Tapajós, que seria considerado o Estado mais verde da federação. Para ter uma ideia, 73,5% dos 732.568 quilômetros quadrados do Tapajós são áreas protegidas federais e estaduais. Dos cerca de 21 milhões de hectares de UCs estaduais do Pará, mais de 13 milhões estão na área do Tapajós.
O Pará remanescente ficaria com poucas matas. "Nós teremos fragmentos de florestas e o Centro de Endemismo Belém, região onde, de acordo com levantamento do programa Biota Pará, concentra-se o maior número de espécies ameaçadas do atual Estado", resume Gabas.
Desmatamento
Os novos Estados terão de criar políticas próprias contra o desmatamento, especialmente se houver mudanças nas UCs. O ritmo da derrubada de árvores em Tapajós dá uma boa amostra do imbróglio que se avizinha. Embora a área afetada na região até 2009 tenha sido menor que nos dois vizinhos, entre 2008 e 2009 Tapajós registrou o maior aumento da taxa de desmatamento entre os três. Ao todo foram cortados 53,9 quilômetros quadrados, segundo o Idesp.
"A taxa tem de ser relativizada por conta do tamanho da área. É preciso ver se esse impacto é maior ou menor do que aquele nos Estados já muito desmatados", explica a economista Lucia Cristina de Andrade, do Idesp.
As dúvidas provocadas pela proposta que será votada em plebiscito levaram o Goeldi a organizar um seminário no mês que vem sobre a divisão territorial. Para Gabas, além da questão das áreas de conservação, a partilha provocará falta de financiamento à pesquisa. Hoje, a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa) recebe 1% da receita do governo.
Otimismo
O engenheiro florestal Jackson Fernando Rego Matos, professor da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), com sede em Santarém, Tapajós, discorda da avaliação pessimista feita por Gabas e Éleres. Ele coordena um grupo de estudo que avalia dados sobre a criação do Estado e nega que sua constituição represente uma ameaça às UCs.
"Isso (UCs) é nossa grande riqueza. Receberemos as áreas instituídas, falta implementá-las de fato", diz. "Como a maioria das unidades de conservação, elas não saíram do papel."
"A Floresta Nacional do Tapajós (Flona Tapajós) tem uma experiência de manejo copiada pelo Brasil inteiro. A conservação interessa muito ao novo Estado: conseguiremos manter o que já existe e até ampliar."
Tocantins
O último exemplo de divisão territorial no Brasil foi o surgimento do Tocantins, desmembrado de Goiás em 1988. "Quando a área era parte de Goiás, não existia ali nenhuma unidade de conservação estadual. Depois da criação do Tocantins foi feito um zoneamento ecológico-econômico e a identificação de áreas que poderiam se transformar em UCs", conta o biólogo e consultor ambiental Fábio Olmos. "Desse processo nasceram os Parques do Jalapão e do Cantão."
Olmos admite que, embora tenha sido exemplar do ponto de vista administrativo, a estratégia hoje sofre com problemas de execução. "A política é muito ditada pelos grandes produtores rurais e o processo de criação de novas UCs acabou ficando congelado", lamenta.
Revoada de 1,5 milhão de morcegos é atração no Texas
28 de julho de 2011 | 17h 26 Reuters Charlie L. Harper III/Reuters
Eles vivem debaixo de uma ponte e têm voado pela cidade mais cedo em busca de comida
Uma seca no Estado do Texas, nos Estados Unidos, onde 1,5 milhão de morcegos vive debaixo de uma ponte na cidade de Austin, tem alimentado um frenesi entre os habitantes locais.
Charlie L. Harper III/ReutersMorcegos movimentam o turismo da cidade de AustinA seca no Estado destruiu plantações e matou culturas que serviam de alimento para a espécie de morcego. A falta de alimentos resultou em saídas noturnas mais precoces dos animais, para encontrar alimentos, o que possibilita à população local ter mais tempo para assistir as criaturas voarem antes de o sol se pôr.
Fora do radar. Os morcegos vivem debaixo de uma ponte e são centenas de milhares. A nuvem é tão grande, que aparece num radar meteorológico local.
"É maravilhoso que as pessoas sejam capazes de vê-los, e eles são realmente espetaculares", disse James Eggers, diretor de educação para a Bat Conservation International, entidade de conservação para morcegos em Austin.
Apesar da beleza, Eggers teme pela espécie. "Mas é um indicador de que as coisas estão um pouco mais difíceis para o morcegos."
Mas ele não vê problemas para os morcegos a longo prazo, caso a seca termine brevemente. "Se só temos um a dois anos de seca, é um ciclo natural e não vai afetar a espécie como um todo ", disse Eggers." O que alguns cientistas temem é que esta não é uma seca regular, mas poderia ser um indicativo de mudança que vem por causa do aquecimento global. Se tivermos uma seca prolongada para muitos anos, poderia afetar a população dessa espécie."
Uma seca prolongada poderia ser um golpe duplo para agricultores do Texas, que dependem dos morcegos para remover cerca de 1.000 toneladas de insetos e pragas do ar a cada noite.
100 milhões. Especialistas dizem que cerca de 100 milhões morcegos vivem na Central Texas.
Um estudo realizado em 2006 mostrou que a agricultura de algodão área, que gira em torno de 4,5 milhão por ano, ficou livre de pragas graças aos morcegos, que economizaram US$ 750 mil.
A maior colônia de morcegos no mundo, cerca de 20 milhões, reside em uma caverna a noroeste de San Antonio.
Foi em torno de março que cerca de 750.000 fêmeas do morcego vieram ao centro de Austin e fizeram ninho sob a ponte da rua Congresso, apenas a poucos quarteirões da mansão do governador. Poucos meses depois, eles tiveram seus bebês e o resultado foi que o número dobrou para 1,5 milhões.
O espetáculo noturno, que atrai visitantes de todo o mundo, dura até o mês de outubro, quando os morcegos voltam ao México.
Os morcegos se mudaram para Austin em 1980, quando a ponte, depois de 70 anos, foi reforçada com vigas. O lugar virou, surpreendentemente, um hábitat perfeito para eles. Após resistência inicial Austin agora acolhe as criaturas.
Há uma escultura enorme de morcego próxima ao centro da cidade. O drink oficial é o Bat-ini e o grupo de conservação de morcegos mudou sua sede de Milwaukee para Austin.
Em Austin, os morcegos movem a economia: são cerca de US $ 8 milhões de eco-turismo. "Os morcegos são o nosso mascote não-oficial", residente Austin Susan Floyd disse. "O retorno a cada primavera marca o início dos temporada de festivais. E eles são esquisitos. Assim como Austin."
O Departamento de Transportes do Texas trabalha junto com Eggers para adaptar novas pontes e estradas em todo o Texas para atrair morcegos.
Eles vivem debaixo de uma ponte e têm voado pela cidade mais cedo em busca de comidaUma seca no Estado do Texas, nos Estados Unidos, onde 1,5 milhão de morcegos vive debaixo de uma ponte na cidade de Austin, tem alimentado um frenesi entre os habitantes locais.
Charlie L. Harper III/ReutersMorcegos movimentam o turismo da cidade de AustinA seca no Estado destruiu plantações e matou culturas que serviam de alimento para a espécie de morcego. A falta de alimentos resultou em saídas noturnas mais precoces dos animais, para encontrar alimentos, o que possibilita à população local ter mais tempo para assistir as criaturas voarem antes de o sol se pôr.
Fora do radar. Os morcegos vivem debaixo de uma ponte e são centenas de milhares. A nuvem é tão grande, que aparece num radar meteorológico local.
"É maravilhoso que as pessoas sejam capazes de vê-los, e eles são realmente espetaculares", disse James Eggers, diretor de educação para a Bat Conservation International, entidade de conservação para morcegos em Austin.
Apesar da beleza, Eggers teme pela espécie. "Mas é um indicador de que as coisas estão um pouco mais difíceis para o morcegos."
Mas ele não vê problemas para os morcegos a longo prazo, caso a seca termine brevemente. "Se só temos um a dois anos de seca, é um ciclo natural e não vai afetar a espécie como um todo ", disse Eggers." O que alguns cientistas temem é que esta não é uma seca regular, mas poderia ser um indicativo de mudança que vem por causa do aquecimento global. Se tivermos uma seca prolongada para muitos anos, poderia afetar a população dessa espécie."
Uma seca prolongada poderia ser um golpe duplo para agricultores do Texas, que dependem dos morcegos para remover cerca de 1.000 toneladas de insetos e pragas do ar a cada noite.
100 milhões. Especialistas dizem que cerca de 100 milhões morcegos vivem na Central Texas.
Um estudo realizado em 2006 mostrou que a agricultura de algodão área, que gira em torno de 4,5 milhão por ano, ficou livre de pragas graças aos morcegos, que economizaram US$ 750 mil.
A maior colônia de morcegos no mundo, cerca de 20 milhões, reside em uma caverna a noroeste de San Antonio.
Foi em torno de março que cerca de 750.000 fêmeas do morcego vieram ao centro de Austin e fizeram ninho sob a ponte da rua Congresso, apenas a poucos quarteirões da mansão do governador. Poucos meses depois, eles tiveram seus bebês e o resultado foi que o número dobrou para 1,5 milhões.
O espetáculo noturno, que atrai visitantes de todo o mundo, dura até o mês de outubro, quando os morcegos voltam ao México.
Os morcegos se mudaram para Austin em 1980, quando a ponte, depois de 70 anos, foi reforçada com vigas. O lugar virou, surpreendentemente, um hábitat perfeito para eles. Após resistência inicial Austin agora acolhe as criaturas.
Há uma escultura enorme de morcego próxima ao centro da cidade. O drink oficial é o Bat-ini e o grupo de conservação de morcegos mudou sua sede de Milwaukee para Austin.
Em Austin, os morcegos movem a economia: são cerca de US $ 8 milhões de eco-turismo. "Os morcegos são o nosso mascote não-oficial", residente Austin Susan Floyd disse. "O retorno a cada primavera marca o início dos temporada de festivais. E eles são esquisitos. Assim como Austin."
O Departamento de Transportes do Texas trabalha junto com Eggers para adaptar novas pontes e estradas em todo o Texas para atrair morcegos.
Obama e indústria automobilística fecham acordo que pode cortar pela metade emissões de veículos
29 de julho de 2011 | 19h 59 - AP

Meta é fazer com que os veículos americanos passem a rodar, em média, 23,2 quilômetros por litro até 2025
O presidente Barack Obama e as fábricas automotivas anunciaram nesta sexta, 29, um acordo desenhado para economizar o dinheiro que os americanos gastam nas bombas de gasolina e reduzir drasticamente gases do efeito estufa provenientes de escapamentos.
O anúncio foi feito durante a maior queda de consumo de combustível desde os anos 1970. Pelo acordo, as empresas se comprometem a possibilitar o aumento da quilometragem rodada por litro de combustível, que hoje é, em média, de 11,5 km/l. A meta é fazer com que os veículos americanos passem a rodar, em média, 23,2 km/l até 2025. As mudanças nos automóveis dos EUA deverá começar nos modelos lançados a partir de 2017.
"Este acordo sobre os padrões de consumo de combustíveis representa um degrau importante que a nação tomou para reduzir nossa dependência do petróleo estrangeiro", afirmou o presidente americano Barack Obama em um palco que dividiu com os executivos mais importantes das maiores empresas automotivas diante de uma plateia responsável por alguns dos carros mais avançados que rodam hoje pelas estradas americanas.
"Assim como os carros irão mais longe com menos gasolina, nossa economia irá mais longe com um barril de petróleo", disse o presidente.
Se atingida, a meta de 23,2 quilômetros por litro vai reduzir o consumo de petróleo dos carros americanos em 40% e cortar pela metade a quantidade de gases de efeito estufa que sai dos escapamentos.
Para as famílias americanas, o presidente afirmou que o acordo, que será objeto de uma revisão mais para frente, significa que terão de encher o tanque a cada duas semanas, ao invés de fazê-lo toda semana, o que representaria economia de US$ 8 mil (R$ 12.400) em custos com combustível durante a vida útil de um veículo.
O acordo foi menos do que esperavam os ambientalistas e aqueles que advogam a favor da saúde pública, mas mais do que as Três de Detroit (as grandes da indústria automobilística) desejavam. Em uma carta para o presidente na última semana, legisladores de Michigan chamaram a proposta de "altamente agressiva" depois das montadoras dizerem que trabalhariam para aumentar a meta de 18,1 para 19,85 quilômetros por litro. Os grupos ambientalistas, no entanto, haviam pressionado para que a média de quilometragem por litro ficasse em 26,4 até 2025.
Quando as novas normas entrarem em vigor, o governo espera que os híbridos movidos a gás e eletricidade sejam metade da linha dos veículos novos, com os veículos elétricos respondendo por cerca de 10% da frota.
Atualmente, os veículos híbridos e elétricos juntos perfazem menos de 3% das vendas de veículos dos EUA, segundo a JD Power e Associados. Os novos critérios também podem forçar as empresas automobilísticas a se livrarem de alguns modelos menos eficientes ao tentar aumentar a milhagem de suas linhas. Mas isso depende da rapidez com que a nova tecnologia pode ser desenvolvida.
O vice-presidente da Nissan, Scott Becker, disse em comunicado que a administração Obama tem metas de redução de gases de efeito estufa e de economia de combustível extremamente desafiadoras, mas que a empresa está "à altura da tarefa.''
Em dezembro de 2010, a Nissan introduziu o LEAF, primeiro carro 100% elétrico do mundo para o mercado de massa.

Meta é fazer com que os veículos americanos passem a rodar, em média, 23,2 quilômetros por litro até 2025
O presidente Barack Obama e as fábricas automotivas anunciaram nesta sexta, 29, um acordo desenhado para economizar o dinheiro que os americanos gastam nas bombas de gasolina e reduzir drasticamente gases do efeito estufa provenientes de escapamentos.
O anúncio foi feito durante a maior queda de consumo de combustível desde os anos 1970. Pelo acordo, as empresas se comprometem a possibilitar o aumento da quilometragem rodada por litro de combustível, que hoje é, em média, de 11,5 km/l. A meta é fazer com que os veículos americanos passem a rodar, em média, 23,2 km/l até 2025. As mudanças nos automóveis dos EUA deverá começar nos modelos lançados a partir de 2017.
"Este acordo sobre os padrões de consumo de combustíveis representa um degrau importante que a nação tomou para reduzir nossa dependência do petróleo estrangeiro", afirmou o presidente americano Barack Obama em um palco que dividiu com os executivos mais importantes das maiores empresas automotivas diante de uma plateia responsável por alguns dos carros mais avançados que rodam hoje pelas estradas americanas.
"Assim como os carros irão mais longe com menos gasolina, nossa economia irá mais longe com um barril de petróleo", disse o presidente.
Se atingida, a meta de 23,2 quilômetros por litro vai reduzir o consumo de petróleo dos carros americanos em 40% e cortar pela metade a quantidade de gases de efeito estufa que sai dos escapamentos.
Para as famílias americanas, o presidente afirmou que o acordo, que será objeto de uma revisão mais para frente, significa que terão de encher o tanque a cada duas semanas, ao invés de fazê-lo toda semana, o que representaria economia de US$ 8 mil (R$ 12.400) em custos com combustível durante a vida útil de um veículo.
O acordo foi menos do que esperavam os ambientalistas e aqueles que advogam a favor da saúde pública, mas mais do que as Três de Detroit (as grandes da indústria automobilística) desejavam. Em uma carta para o presidente na última semana, legisladores de Michigan chamaram a proposta de "altamente agressiva" depois das montadoras dizerem que trabalhariam para aumentar a meta de 18,1 para 19,85 quilômetros por litro. Os grupos ambientalistas, no entanto, haviam pressionado para que a média de quilometragem por litro ficasse em 26,4 até 2025.
Quando as novas normas entrarem em vigor, o governo espera que os híbridos movidos a gás e eletricidade sejam metade da linha dos veículos novos, com os veículos elétricos respondendo por cerca de 10% da frota.
Atualmente, os veículos híbridos e elétricos juntos perfazem menos de 3% das vendas de veículos dos EUA, segundo a JD Power e Associados. Os novos critérios também podem forçar as empresas automobilísticas a se livrarem de alguns modelos menos eficientes ao tentar aumentar a milhagem de suas linhas. Mas isso depende da rapidez com que a nova tecnologia pode ser desenvolvida.
O vice-presidente da Nissan, Scott Becker, disse em comunicado que a administração Obama tem metas de redução de gases de efeito estufa e de economia de combustível extremamente desafiadoras, mas que a empresa está "à altura da tarefa.''
Em dezembro de 2010, a Nissan introduziu o LEAF, primeiro carro 100% elétrico do mundo para o mercado de massa.
Biodiversidade no triângulo dos corais
31 de julho de 2011 | O Estado de S.Paulo
Da noite para o dia, a suíte de hotel a beira-mar é transformada em laboratório de biologia. Ao redor da cama de lençóis brancos, no centro do quarto, surgem pequenas estações de trabalho: uma para triagem, duas para fotografia, três para amostragem e preservação de espécimes. De dentro das malas dos cientistas saem roupas de mergulho, redes, microscópios, pinças, tambores de etanol e milhares de copinhos e tubinhos plásticos transparentes que, três dias mais tarde, retornariam para casa recheados de caranguejos, camarões e outras amostras da incrível - porém ainda pouco conhecida - biodiversidade marinha do Triângulo dos Corais.
Estamos em Pemuteran, às margens do Mar de Java, na costa noroeste de Bali, a ilha mais turística da Indonésia. A areia preta das praias e a sombra dos vulcões pontiagudos no horizonte são indícios de uma região inquieta, em constante transformação, onde processos biológicos e geológicos formam uma combinação explosiva para a geração de novas espécies. Uma parceria evolutiva de sucesso que, ao longo de milhões de anos, ajudou a produzir e continua a sustentar alguns dos ecossistemas marinhos mais diversificados do planeta.
Para os turistas das suítes vizinhas, um destino ideal para relaxar, observar peixinhos coloridos e admirar belas paisagens. Para os cientistas, um laboratório natural perfeito para desvendar os mistérios da biodiversidade do triângulo.
Os peixinhos coloridos, nesse caso, são o que menos interessa. A equipe, composta por cerca de 40 biólogos americanos e indonésios, está de olho num grupo de organismos muito mais abundantes e diversificados que os peixes, mas que pouquíssimas pessoas já tiveram o privilégio de contemplar na região.
Liderada pelos renomados biólogos Paul Barber, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e Chris Meyer e Nancy Knowlton, do Instituto Smithsonian, a expedição tem como objetivo realizar os primeiros inventários de biodiversidade em "cabeças" (ou blocos) de corais mortos do triângulo. Uma estratégia que pode soar contraditória, mas não é. Quando uma colônia de corais morre, seu esqueleto calcário que fica para trás, permeado de frestas, túneis e cavernas, transforma-se num hábitat perfeito para muitas espécies de invertebrados que, assim como os insetos na superfície, compõem a maior parte da biodiversidade dos oceanos.
"Há muito mais coisas vivendo num recife além de peixes e corais", observa Meyer, um especialista em caramujos. E a maioria delas vive dentro dos recifes, escondida dos olhares curiosos de turistas e cientistas.
Se o objetivo é amostrar o maior número de espécies com o menor volume de material possível, portanto, não há coisa melhor debaixo d"água que um pedaço de coral morto. Logo que os primeiros blocos chegam à superfície, fica fácil entender o porquê.
Armado de martelo e talhadeira, Meyer começa a quebrar um deles sobre uma bandeja. Ao redor da mesa, alunos e professores se espremem como crianças, de olhos arregalados, disputando ombro a ombro um espaço para ver o que sairá dali de dentro.
A cada martelada de Meyer, a vida parece jorrar de dentro do coral morto. Caranguejos, camarões, caramujos, lesmas, vermes, estrelas-do-mar, ouriços e até pequenos peixes e polvos fluem para dentro da bandeja amarela, de onde são rapidamente coletados com pinças e separados em copinhos plásticos transparentes.
"Foi surpreendente. Nunca imaginei que tivesse tanta coisa lá dentro", confessa Defy Pada, de 28 anos, um dos alunos indonésios com mais experiência de mergulho no grupo.
A maioria dos organismos não tem mais que alguns centímetros. Ou até milímetros. Mas não importa. Tudo o que se move na bandeja é coletado. Não demora muito, começa a faltar espaço para tantos copinhos.
Laboratório improvisado. Como não há infraestrutura de pesquisa no local, o laboratório precisa ser improvisado no hotel. Ao redor da elegante cama de casal, forma-se uma linha de produção e processamento de amostras. Cada espécime passa por identificação preliminar, recebe um número de controle, é fotografada, catalogada, preservada em álcool e tem amostras de tecido colhidas para análise de DNA. Informações que, mais tarde, permitirão aos cientistas estudar em detalhe a composição, a estrutura e a história evolutiva desses organismos e de seus ecossistemas.
A euforia dos pesquisadores com a inundação de copinhos é evidente. Até mesmo entre os cientistas mais graduados, que já quebraram blocos de coral em várias partes do mundo, mas nunca no Triângulo dos Corais. "A diversidade de vida aqui é realmente incrível. De início, achamos que encontraríamos umas 200 espécies, mas vai ser muito mais que isso. Talvez umas 400 ou 500", empolga-se Barber. "Garanto a você que tem mais espécies de crustáceos nesses copinhos que de peixes ali na praia."
Ao fim de dois dias de trabalho intenso, 20 blocos de coral morto deram à luz mais de 2 mil espécimes de invertebrados - uma média de mais de cem animais por bloco (cada um deles não muito maior que uma caixa de sapatos). Sem contar as esponjas, algas e outros organismos que vivem agarrados ao esqueleto coralino. Nem as centenas de ouriços, vermes, caramujos, pepinos e estrelas-do-mar que foram devolvidos ao mar, por não serem o foco do estudo.
Processar, preservar e identificar tudo seria uma loucura, por isso os pesquisadores optam por manter apenas os organismos decápodes (com dez pernas), representados pelos caranguejos, camarões e lagostas - metodologia padrão para esse tipo de estudo.
É provável que vários dos organismos coletados sejam espécies novas. Mas não é isso o que mais interessa aos pesquisadores. O objetivo principal da pesquisa não é saber necessariamente "quais" espécies vivem ali, mas "quantas" - e de que tipo, com qual abundância e quais padrões de distribuição.
Sabendo isso para os decápodes, é possível fazer uma série de inferências maiores sobre a biodiversidade e o estado de saúde do ecossistema como um todo. O que importa é a diversidade do coletivo, mais que a identidade de seus indivíduos.
Fora dos padrões. O número exato de espécies só será definido mais adiante, com base numa combinação de análises genéticas e morfológicas. Mas os cientistas já não têm dúvidas de que encontraram algo fora dos padrões.
Bastava passar os olhos sobre os copinhos para perceber a incrível diversidade de formas, cores e tamanhos dos animais. Como num jogo de memória, era difícil encontrar figurinhas repetidas. Muitas espécies estavam representadas por apenas um ou dois indivíduos. "Um sinal de verdadeira diversidade", ressalta o biólogo Seabird McKeon, da Rede de Ciências Marinhas do Instituto Smithsonian.
"De cada 100 indivíduos, 70 parecem ser diferentes, únicos", espanta-se Meyer. "A quantidade de vida pode até ser a mesma de outros lugares, mas a diversidade de espécies representada nela é muito maior."
Depois de duas madrugadas processando amostras, os pesquisadores ainda têm o trabalho de instalar 18 Estruturas Autônomas para Monitoramento de Recifes (Arms, em inglês), instrumentos submersos que funcionam como recifes artificiais para o recrutamento de larvas e pequenos animais (mais informações nesta pág.). Após um ano, eles serão recolhidos e examinados, dando aos cientistas mais uma amostra da biodiversidade "invisível" do triângulo.
"Vai ser muito interessante comparar os resultados daqui com os de outras partes do mundo", observa Nancy, que pesquisa recifes de coral há mais de 40 anos e, mesmo assim, saiu de Pemuteran maravilhada. "Nunca vi tanta diversidade em tão pouco tempo."
O último dia da expedição é dedicado a arrumar as malas e desfazer a metamorfose do laboratório. Saem os microscópios e livros de biologia; voltam os abajures, decorações e revistas de celebridades. Saem os cientistas, voltam os turistas. No livro de visitas que fica sobre a cabeceira da cama, o filho de Meyer deixa uma mensagem para os próximos hóspedes: "Vocês não imaginam a ciência que foi produzida aqui."
Da noite para o dia, a suíte de hotel a beira-mar é transformada em laboratório de biologia. Ao redor da cama de lençóis brancos, no centro do quarto, surgem pequenas estações de trabalho: uma para triagem, duas para fotografia, três para amostragem e preservação de espécimes. De dentro das malas dos cientistas saem roupas de mergulho, redes, microscópios, pinças, tambores de etanol e milhares de copinhos e tubinhos plásticos transparentes que, três dias mais tarde, retornariam para casa recheados de caranguejos, camarões e outras amostras da incrível - porém ainda pouco conhecida - biodiversidade marinha do Triângulo dos Corais.Estamos em Pemuteran, às margens do Mar de Java, na costa noroeste de Bali, a ilha mais turística da Indonésia. A areia preta das praias e a sombra dos vulcões pontiagudos no horizonte são indícios de uma região inquieta, em constante transformação, onde processos biológicos e geológicos formam uma combinação explosiva para a geração de novas espécies. Uma parceria evolutiva de sucesso que, ao longo de milhões de anos, ajudou a produzir e continua a sustentar alguns dos ecossistemas marinhos mais diversificados do planeta.
Para os turistas das suítes vizinhas, um destino ideal para relaxar, observar peixinhos coloridos e admirar belas paisagens. Para os cientistas, um laboratório natural perfeito para desvendar os mistérios da biodiversidade do triângulo.
Os peixinhos coloridos, nesse caso, são o que menos interessa. A equipe, composta por cerca de 40 biólogos americanos e indonésios, está de olho num grupo de organismos muito mais abundantes e diversificados que os peixes, mas que pouquíssimas pessoas já tiveram o privilégio de contemplar na região.
Liderada pelos renomados biólogos Paul Barber, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) e Chris Meyer e Nancy Knowlton, do Instituto Smithsonian, a expedição tem como objetivo realizar os primeiros inventários de biodiversidade em "cabeças" (ou blocos) de corais mortos do triângulo. Uma estratégia que pode soar contraditória, mas não é. Quando uma colônia de corais morre, seu esqueleto calcário que fica para trás, permeado de frestas, túneis e cavernas, transforma-se num hábitat perfeito para muitas espécies de invertebrados que, assim como os insetos na superfície, compõem a maior parte da biodiversidade dos oceanos.
"Há muito mais coisas vivendo num recife além de peixes e corais", observa Meyer, um especialista em caramujos. E a maioria delas vive dentro dos recifes, escondida dos olhares curiosos de turistas e cientistas.
Se o objetivo é amostrar o maior número de espécies com o menor volume de material possível, portanto, não há coisa melhor debaixo d"água que um pedaço de coral morto. Logo que os primeiros blocos chegam à superfície, fica fácil entender o porquê.
Armado de martelo e talhadeira, Meyer começa a quebrar um deles sobre uma bandeja. Ao redor da mesa, alunos e professores se espremem como crianças, de olhos arregalados, disputando ombro a ombro um espaço para ver o que sairá dali de dentro.
A cada martelada de Meyer, a vida parece jorrar de dentro do coral morto. Caranguejos, camarões, caramujos, lesmas, vermes, estrelas-do-mar, ouriços e até pequenos peixes e polvos fluem para dentro da bandeja amarela, de onde são rapidamente coletados com pinças e separados em copinhos plásticos transparentes.
"Foi surpreendente. Nunca imaginei que tivesse tanta coisa lá dentro", confessa Defy Pada, de 28 anos, um dos alunos indonésios com mais experiência de mergulho no grupo.
A maioria dos organismos não tem mais que alguns centímetros. Ou até milímetros. Mas não importa. Tudo o que se move na bandeja é coletado. Não demora muito, começa a faltar espaço para tantos copinhos.
Laboratório improvisado. Como não há infraestrutura de pesquisa no local, o laboratório precisa ser improvisado no hotel. Ao redor da elegante cama de casal, forma-se uma linha de produção e processamento de amostras. Cada espécime passa por identificação preliminar, recebe um número de controle, é fotografada, catalogada, preservada em álcool e tem amostras de tecido colhidas para análise de DNA. Informações que, mais tarde, permitirão aos cientistas estudar em detalhe a composição, a estrutura e a história evolutiva desses organismos e de seus ecossistemas.
A euforia dos pesquisadores com a inundação de copinhos é evidente. Até mesmo entre os cientistas mais graduados, que já quebraram blocos de coral em várias partes do mundo, mas nunca no Triângulo dos Corais. "A diversidade de vida aqui é realmente incrível. De início, achamos que encontraríamos umas 200 espécies, mas vai ser muito mais que isso. Talvez umas 400 ou 500", empolga-se Barber. "Garanto a você que tem mais espécies de crustáceos nesses copinhos que de peixes ali na praia."
Ao fim de dois dias de trabalho intenso, 20 blocos de coral morto deram à luz mais de 2 mil espécimes de invertebrados - uma média de mais de cem animais por bloco (cada um deles não muito maior que uma caixa de sapatos). Sem contar as esponjas, algas e outros organismos que vivem agarrados ao esqueleto coralino. Nem as centenas de ouriços, vermes, caramujos, pepinos e estrelas-do-mar que foram devolvidos ao mar, por não serem o foco do estudo.
Processar, preservar e identificar tudo seria uma loucura, por isso os pesquisadores optam por manter apenas os organismos decápodes (com dez pernas), representados pelos caranguejos, camarões e lagostas - metodologia padrão para esse tipo de estudo.
É provável que vários dos organismos coletados sejam espécies novas. Mas não é isso o que mais interessa aos pesquisadores. O objetivo principal da pesquisa não é saber necessariamente "quais" espécies vivem ali, mas "quantas" - e de que tipo, com qual abundância e quais padrões de distribuição.
Sabendo isso para os decápodes, é possível fazer uma série de inferências maiores sobre a biodiversidade e o estado de saúde do ecossistema como um todo. O que importa é a diversidade do coletivo, mais que a identidade de seus indivíduos.
Fora dos padrões. O número exato de espécies só será definido mais adiante, com base numa combinação de análises genéticas e morfológicas. Mas os cientistas já não têm dúvidas de que encontraram algo fora dos padrões.
Bastava passar os olhos sobre os copinhos para perceber a incrível diversidade de formas, cores e tamanhos dos animais. Como num jogo de memória, era difícil encontrar figurinhas repetidas. Muitas espécies estavam representadas por apenas um ou dois indivíduos. "Um sinal de verdadeira diversidade", ressalta o biólogo Seabird McKeon, da Rede de Ciências Marinhas do Instituto Smithsonian.
"De cada 100 indivíduos, 70 parecem ser diferentes, únicos", espanta-se Meyer. "A quantidade de vida pode até ser a mesma de outros lugares, mas a diversidade de espécies representada nela é muito maior."
Depois de duas madrugadas processando amostras, os pesquisadores ainda têm o trabalho de instalar 18 Estruturas Autônomas para Monitoramento de Recifes (Arms, em inglês), instrumentos submersos que funcionam como recifes artificiais para o recrutamento de larvas e pequenos animais (mais informações nesta pág.). Após um ano, eles serão recolhidos e examinados, dando aos cientistas mais uma amostra da biodiversidade "invisível" do triângulo.
"Vai ser muito interessante comparar os resultados daqui com os de outras partes do mundo", observa Nancy, que pesquisa recifes de coral há mais de 40 anos e, mesmo assim, saiu de Pemuteran maravilhada. "Nunca vi tanta diversidade em tão pouco tempo."
O último dia da expedição é dedicado a arrumar as malas e desfazer a metamorfose do laboratório. Saem os microscópios e livros de biologia; voltam os abajures, decorações e revistas de celebridades. Saem os cientistas, voltam os turistas. No livro de visitas que fica sobre a cabeceira da cama, o filho de Meyer deixa uma mensagem para os próximos hóspedes: "Vocês não imaginam a ciência que foi produzida aqui."
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Parque da Tijuca pode ser ampliado
18 de julho de 2011 | 9h 35 - Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo
RIO - A chefe do Parque Nacional da Tijuca, Maria de Lourdes Figueira, diz que está em estudo a ampliação da unidade de conservação. Ela promete sinalização em trilhas, como a que liga o Parque Lage ao Corcovado, e anuncia para o fim do mês uma nova rodada de licitação para escolha da empresa responsável pela recuperação do Hotel das Paineiras (1884), abandonado há mais de duas décadas.
Veja também:
Parque do Itatiaia tem voluntários e empresa privada
Como não houve interessados na concorrência, feita no ano passado, o edital foi alterado. "Não vai ter mais hotel. Será um complexo de apoio à visitação ao Corcovado, com estacionamento, restaurantes, lojas e áreas para exposições e eventos."
O parque tem 20 funcionários próprios e cerca de 80 terceirizados. "É pouco", admite Maria de Lourdes. Depois da praia, é o principal ponto de lazer do Rio, com atrativos como a Vista Chinesa, a Capela Mayrink, a Mesa do Imperador, o Parque Lage, o Pico da Tijuca, a Pedra da Gávea, a Rampa de Voo Livre da Pedra Bonita, o Mirante Dona Marta, a Gruta dos Morcegos e o Cristo Redentor. Abriga 43 rios e riachos, que formam 34 cascatas. A maior é a Cascatinha Taunay, com queda de 35 metros.
Pedro da Cunha e Menezes lembra que o major Manuel Gomes Archer contrariou todos os conceitos de reflorestamento em voga há 150 anos, quando havia uma centena de propriedades cafeeiras na área do parque.
"Ele preferiu ir além da proteção dos mananciais de abastecimento de água. Foi ambicioso. Procurou reconstituir a Mata Atlântica. Semeou tantas espécies quanto pôde." Quando deixou a direção da floresta, registrou que o trabalho estava completo e que a natureza faria o resto. "Estava certo. Quem visita a Tijuca hoje tem dificuldades em ver ali uma floresta plantada."
O parque funciona como "amortecedor térmico", diz a analista ambiental Ana Cristina Pereira Vieira. Segundo ela, estudos indicam que, sem ele, o Rio poderia vir a ter um clima seco, com temperaturas de até 46°C. Para a analista, a floresta está "em pleno estágio de recuperação". Embora protegidas, ela alerta, as matas apresentam alto risco de retração, por causa da pressão urbana no seu entorno.
"Podemos afirmar que o parque é a experiência mais antiga de recuperação de área degradada e de conservação ambiental. E que é possível restabelecer os serviços ambientais prestados pela floresta. Em tempos de mudanças climáticas e ameaças ao Código Florestal, esse é o legado que o Brasil tem de difundir", diz Rogério Rocco, também analista do Instituto Chico Mendes.
RIO - A chefe do Parque Nacional da Tijuca, Maria de Lourdes Figueira, diz que está em estudo a ampliação da unidade de conservação. Ela promete sinalização em trilhas, como a que liga o Parque Lage ao Corcovado, e anuncia para o fim do mês uma nova rodada de licitação para escolha da empresa responsável pela recuperação do Hotel das Paineiras (1884), abandonado há mais de duas décadas.
Veja também:
Parque do Itatiaia tem voluntários e empresa privada
Como não houve interessados na concorrência, feita no ano passado, o edital foi alterado. "Não vai ter mais hotel. Será um complexo de apoio à visitação ao Corcovado, com estacionamento, restaurantes, lojas e áreas para exposições e eventos."
O parque tem 20 funcionários próprios e cerca de 80 terceirizados. "É pouco", admite Maria de Lourdes. Depois da praia, é o principal ponto de lazer do Rio, com atrativos como a Vista Chinesa, a Capela Mayrink, a Mesa do Imperador, o Parque Lage, o Pico da Tijuca, a Pedra da Gávea, a Rampa de Voo Livre da Pedra Bonita, o Mirante Dona Marta, a Gruta dos Morcegos e o Cristo Redentor. Abriga 43 rios e riachos, que formam 34 cascatas. A maior é a Cascatinha Taunay, com queda de 35 metros.
Pedro da Cunha e Menezes lembra que o major Manuel Gomes Archer contrariou todos os conceitos de reflorestamento em voga há 150 anos, quando havia uma centena de propriedades cafeeiras na área do parque.
"Ele preferiu ir além da proteção dos mananciais de abastecimento de água. Foi ambicioso. Procurou reconstituir a Mata Atlântica. Semeou tantas espécies quanto pôde." Quando deixou a direção da floresta, registrou que o trabalho estava completo e que a natureza faria o resto. "Estava certo. Quem visita a Tijuca hoje tem dificuldades em ver ali uma floresta plantada."
O parque funciona como "amortecedor térmico", diz a analista ambiental Ana Cristina Pereira Vieira. Segundo ela, estudos indicam que, sem ele, o Rio poderia vir a ter um clima seco, com temperaturas de até 46°C. Para a analista, a floresta está "em pleno estágio de recuperação". Embora protegidas, ela alerta, as matas apresentam alto risco de retração, por causa da pressão urbana no seu entorno.
"Podemos afirmar que o parque é a experiência mais antiga de recuperação de área degradada e de conservação ambiental. E que é possível restabelecer os serviços ambientais prestados pela floresta. Em tempos de mudanças climáticas e ameaças ao Código Florestal, esse é o legado que o Brasil tem de difundir", diz Rogério Rocco, também analista do Instituto Chico Mendes.

SP investe R$ 107,6 mi no desassoreamento do Tietê
O governador Alckmin destinou R$ 107,6 milhões para os serviços de desassoreamento do Rio Tietê. A previsão é remover 2,7 milhões de m³ de sedimentos do fundo do canal em 20 meses. O objetivo é garantir a capacidade de vazão do rio, minimizando o risco de inundações nas Marginais. O trecho, com 41 quilômetros de extensão, foi dividido em duas frentes de trabalho.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Não Queremos Belo Monte
Se você puder, por favor ligue para o gabinete da Presidente Dilma agora apoiando o pedido da OEA. Ligue para (61) 3411-1225 or (61) 3411-1226 e diga:
- Eu apoio o pedido da OEA pela interrupção imediata da construção de Belo Monte
- A produção energética não pode vir a qualquer custo, nós queremos a proteção da amazônia e suas populações vulneráveis
- Por favor use este investimento em energias verdadeiramente renováveis, como solar e eólica
Somente um chamado massivo da sociedade conseguirá convencer a Presidente Dilma Rousseff. Então vamos conseguir o máximo possível de assinaturas para que as nossas vozes surtam efeito quando a petição for entregue em Brasília. Divulgue, encaminhe o link abaixo:
http://www.avaaz.org/po/belo_monte/97.php
Obrigado pela ajuda,
A equipe Avaaz
PS. Aqui está o alerta original para você encaminhar para os seus amigos:
Caros amigos,
A OEA, respeitada organização inter-governamental pediu ao Brasil para interromper a construção de Belo Monte – uma hidrelétrica maciça que iria destruir delicados ecossistemas da Amazônia – e a Presidente Dilma tem dois dias para responder. Com essa pressão internacional sem precedentes, nós temos a chance de finalmente parar Belo Monte.
A Organização dos Estados Americanos respondeu ao apelo direto das comunidades amazônicas afetadas, com um pedido oficial para o governo brasileiro interromper a construção de Belo Monte. A OEA alerta que o Brasil pode estar violando tratados inter-americanos se prosseguir com esta barragem desastrosa.
O prazo final para o Brasil responder a OEA é esta sexta feira. Nós temos apenas alguns dias para dizer à Presidente Dilma, ao Ministério das Relações Exteriores e à Secretaria de Direitos Humanos que nós estamos do lado da OEA e dos povos amazônicos. Envie uma mensagem agora exigindo que o Brasil honre o seu compromisso internacional com os direitos humanos e pare Belo Monte imediatamente.
http://www.avaaz.org/po/belo_monte/97.php
As comunidades amazônicas foram forçados a recorrer à OEA depois que a Presidente Dilma ignorou seus apelos, colocando grandes interesses financeiros de empreiteiras acima da preservação ambiental. Belo Monte vai custar 30 bilhões de reais e a maioria desse dinheiro vai para grandes empreiteiros que foram os maiores doadores da campanha presidencial da Dilma. Mas se nós investirmos uma fração do que será gasto em Belo Monte em energia renovável, poderemos suprir as demandas d o Brasil por energia, apoiando o desenvolvimento sustentável sem comprometer centenas de hectares da floresta mais preciosa do mundo.
Este ano, mais de 600.000 brasileiros pediram para a Presidente Dilma parar Belo Monte. A petição contra Belo Monte foi entregue pessoalmente aos seus principais assessores em Brasília, em uma marcha emocionante de povos indígenas que chamou a atenção da mídia no Brasil e no mundo. Mas mesmo assim, o governo ignorou o nosso chamado.
Agora países de todas as Américas estão se juntando à luta. Vamos agir neste momento crucial e mostrar que os brasileiros apóiam a solicitação da OEA. Envie uma mensagem para Presidente Dilma, Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Direitos Humanos dizendo que os brasileiros estão junto com a OEA e as comunidades amazônicas para pedir um fim a Belo Monte:
http://www.avaaz.org/po/belo_monte/97.php
Belo Monte não é o que queremos para o futuro do Brasil. Enquanto nos preparamos para a Rio+20, a maior conferência ambiental do planeta, essa é a chance de o Brasil ser uma liderança mundial como um exemplo de desenvolvimento aliado à sustentabilidade. A declaração da OEA oferece uma nova oportunidade de mudança, trazendo aliados internacionais para a luta contra Belo Monte. Vamos aumenta a pressão sobre o governo, agindo e divulgando esta campanha.
Com esperança,
Emma, Graziela, Ben, Alice, Luis e toda a equipe Avaaz.
Leia mais:
Comissão da OEA pede que Brasil suspenda construção da represa de Belo Monte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ghObml-y57D7oM6HTkI6fbmnNbpg?docId=CNG.b784413f83000616dda24915663acf14.4e1
Belo Monte: OEA solicita suspensão do processo de licenciamento e construção http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRlVONlYHZFSjZkVhN2aKVVVB1TP
Patriota: posição da OEA atrapalha investimentos ambientais: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/patriota-posicao-da-oea-atrapalha-investimentos-ambientais
Pedido de OEA sobre Belo Monte irrita diplomacia brasileira:
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/pedido-de-oea-sobre-belo-monte-irrita-diplomacia-brasileira_105969/
- Eu apoio o pedido da OEA pela interrupção imediata da construção de Belo Monte
- A produção energética não pode vir a qualquer custo, nós queremos a proteção da amazônia e suas populações vulneráveis
- Por favor use este investimento em energias verdadeiramente renováveis, como solar e eólica
Somente um chamado massivo da sociedade conseguirá convencer a Presidente Dilma Rousseff. Então vamos conseguir o máximo possível de assinaturas para que as nossas vozes surtam efeito quando a petição for entregue em Brasília. Divulgue, encaminhe o link abaixo:
http://www.avaaz.org/po/belo_monte/97.php
Obrigado pela ajuda,
A equipe Avaaz
PS. Aqui está o alerta original para você encaminhar para os seus amigos:
Caros amigos,
A OEA, respeitada organização inter-governamental pediu ao Brasil para interromper a construção de Belo Monte – uma hidrelétrica maciça que iria destruir delicados ecossistemas da Amazônia – e a Presidente Dilma tem dois dias para responder. Com essa pressão internacional sem precedentes, nós temos a chance de finalmente parar Belo Monte.
A Organização dos Estados Americanos respondeu ao apelo direto das comunidades amazônicas afetadas, com um pedido oficial para o governo brasileiro interromper a construção de Belo Monte. A OEA alerta que o Brasil pode estar violando tratados inter-americanos se prosseguir com esta barragem desastrosa.
O prazo final para o Brasil responder a OEA é esta sexta feira. Nós temos apenas alguns dias para dizer à Presidente Dilma, ao Ministério das Relações Exteriores e à Secretaria de Direitos Humanos que nós estamos do lado da OEA e dos povos amazônicos. Envie uma mensagem agora exigindo que o Brasil honre o seu compromisso internacional com os direitos humanos e pare Belo Monte imediatamente.
http://www.avaaz.org/po/belo_monte/97.php
As comunidades amazônicas foram forçados a recorrer à OEA depois que a Presidente Dilma ignorou seus apelos, colocando grandes interesses financeiros de empreiteiras acima da preservação ambiental. Belo Monte vai custar 30 bilhões de reais e a maioria desse dinheiro vai para grandes empreiteiros que foram os maiores doadores da campanha presidencial da Dilma. Mas se nós investirmos uma fração do que será gasto em Belo Monte em energia renovável, poderemos suprir as demandas d o Brasil por energia, apoiando o desenvolvimento sustentável sem comprometer centenas de hectares da floresta mais preciosa do mundo.
Este ano, mais de 600.000 brasileiros pediram para a Presidente Dilma parar Belo Monte. A petição contra Belo Monte foi entregue pessoalmente aos seus principais assessores em Brasília, em uma marcha emocionante de povos indígenas que chamou a atenção da mídia no Brasil e no mundo. Mas mesmo assim, o governo ignorou o nosso chamado.
Agora países de todas as Américas estão se juntando à luta. Vamos agir neste momento crucial e mostrar que os brasileiros apóiam a solicitação da OEA. Envie uma mensagem para Presidente Dilma, Ministério das Relações Exteriores e a Secretaria de Direitos Humanos dizendo que os brasileiros estão junto com a OEA e as comunidades amazônicas para pedir um fim a Belo Monte:
http://www.avaaz.org/po/belo_monte/97.php
Belo Monte não é o que queremos para o futuro do Brasil. Enquanto nos preparamos para a Rio+20, a maior conferência ambiental do planeta, essa é a chance de o Brasil ser uma liderança mundial como um exemplo de desenvolvimento aliado à sustentabilidade. A declaração da OEA oferece uma nova oportunidade de mudança, trazendo aliados internacionais para a luta contra Belo Monte. Vamos aumenta a pressão sobre o governo, agindo e divulgando esta campanha.
Com esperança,
Emma, Graziela, Ben, Alice, Luis e toda a equipe Avaaz.
Leia mais:
Comissão da OEA pede que Brasil suspenda construção da represa de Belo Monte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5ghObml-y57D7oM6HTkI6fbmnNbpg?docId=CNG.b784413f83000616dda24915663acf14.4e1
Belo Monte: OEA solicita suspensão do processo de licenciamento e construção http://www.ecoagencia.com.br/index.php?open=noticias&id=VZlSXRlVONlYHZFSjZkVhN2aKVVVB1TP
Patriota: posição da OEA atrapalha investimentos ambientais: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/patriota-posicao-da-oea-atrapalha-investimentos-ambientais
Pedido de OEA sobre Belo Monte irrita diplomacia brasileira:
http://www.correiodoestado.com.br/noticias/pedido-de-oea-sobre-belo-monte-irrita-diplomacia-brasileira_105969/
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Carta Aberta para Daniel Melo Barreto e demais componentes do Instituto Bioeste.


04/Julho/2011
Sua reivindicação para participar da Comissão Rio + 20 é extremamente justa e coerente. Porém, você toca no principal fator de desunião do movimento ambientalista: A falta de representatividade.
Somos invariavelmente pautados pelo Governo para escolha de nossos representantes. Ora, representamos o 3º Setor e nós devemos pautar os governos em conjunto com a sociedade.
Estas intimações dando número de representantes e prazos, geralmente exíguos, servem apenas para facilitar e manter os governos no comando.
Algumas organizações se encastelaram nos conselhos e não abrem mão. De quando em vez - SEMPRE PELA INTERNET E PRÓXIMO À FORMAÇÃO DE NOVOS FORUNS - proclamam um discurso agregador e fingem preocupação.
Não quero desencorajá-los, mas esta é a prática. É por estas e outras que sempre perdemos para imbecis sem argumentos, como no caso do Código Florestal, por exemplo. Quando digo perdemos, refiro-me à causa e não aos anseios dos nossos representantes. Estes, quase sempre atendidos.
Prepare-se. Vem aí uma nova ordem no "terceiro" setor. Vêm aí as ONGs formadas para fazer faxina, isto é, limpar o serviço sujo feito pelas empresas sujas... e dirigidas por empresários...
São os "Maid's Green", uma espécie de faxineiro verde. Servem para "mitigar" a destruição ambiental e transformá-la em lucro. Dentro da lógica capitalista do crescimento a qualquer custo.
São institutos formados por "pai de bilionário", donos de papeleiras, cimenteiras... Ongs com projeção nacional que não reconhecem a existência de mais ninguém. Arrecadam milhões de reais e atuam à base de voluntários.
São ongs internacionais, verdadeiras empresas. E como tal, só efetuam ações de mídia rentáveis financeiramente.
Esta tendência foi apontada , há mais de 25 anos quando da criação da Fundação SOS Mata Atlântica. Naquela oportunidade o sr Roberto Klabin declarou: "O importante é profissionalizar a defesa do meio ambiente, com a participação da iniciativa privada e da sociedade".
Será que participação da iniciativa privada, a que se referia Klabin é seguir a ong da Aracruz, da LLX, MMX?
Compete a nós rasgar a lona deste circo. Pois eles defendem a si próprios e aos seus fluxos de caixa, assim como seus poucos e bem remunerados funcionários. Defendem e se juntam a governos, e vivem de meios autofágicos. Isto é: vivem e se alimentam das verbas destinadas ao meio ambiente que eles deveriam fortalecer. Estaremos no picadeiro da RIO + 20 com esta proposta.
Na quarta-feira, dia 29 de junho, data final “concedida” pelo MMA, estaremos em Itaguaí para dar conhecimento aos moradores e pescadores artesanais da região das ações empregadas pela Mongue para impedir que nossa região fosse destruída pela implantação de um porto de exportação de minérios, soja e álcool. Este porto traria milhões de dólares aos exploradores e deixaria bilhões em degradação social e ambiental a ser pagos pe lo cidadão brasileiro.
Na luta contra o porto fomos considerados "inoportunos" por aqueles que deveriam liderar o embate. A ação de mídia que impediu a chegada da castanheira que abrilhantaria os coquetéis do Greenpeace rendeu inúmeras páginas de jornal e tempo de TV - objetivo da ONG - Impedir a destruição da restinga, impedir a destruição de comunidade indígena não mereceu sequer citação da grande ONG. Veja mais um exemplo de pantomima: O Prêmio Muriqui instituído pela Reserva da Biosfera da Mata Atlântica foi ou será entregue ao Sr. Eliezer Batista, um dos mentores do "Pacto de Restauração da Mata Atlântica" através do Instituto Bioatlantico do qual é membro do conselho presidido pelo "ambientalista" Erling Sven Lorentzen, da Aracruz Celulose.
Talvez o primogênito bilionário compareça à solenidade que premia aqueles que se destacam com "ações que contribuam para a conservação da biodiversidade, o fomento e divulgação dos conhecimentos tradicional e científico e a promoção do desenvolvimento sustentável na área da Mata Atlântica".
Mongue Proteção ao Sistema Costeiro
sexta-feira, 1 de julho de 2011
O fotógrafo amador passava férias na ilha quando flagrou a cena.
Um fotógrafo flagrou o momento em que uma cobra atacou uma perereca no parque national Bako, em Bornéu, na Malásia.
Nicolas Reusens, que trabalha como comissário de voo, registrou o rápido momento do ataque de uma cobra a uma perereca.

A perereca não teve chance contra o ataque da serpente.
Foto: Barcroft Media/Getty Images |

O bote da serpente durou frações de segundo. Por outro lado, ela levou 15 minutos para devorar a presa . Foto: Barcroft Media/Getty Images

Ela nadou sem roupas para testar uma teoria: que, dessa maneira, as belugas seriam mais amistosas.
Foto: Barcroft Media/Getty Images |

A russa Natalia Avseenko prepara para mergulhar com belugas na água abaixo de 0 °C.
Foto: Barcroft Media/Getty Images |

Contudo, os pesquisadores afirmam que os animais foram igualmente receptivos quando Natalia usou equipamento de mergulho.

Natalia, 36 anos, é mergulhadora profissional e suportou durante 11 minutos o mergulho no mar gelado.

Segundo a agência Barcroft Media, o mergulho ocorreu no norte da Rússia e a água estava a -1°C - o suficiente para matar uma pessoa em 15 minutos.
Fotos: Barcroft Media/Getty Images |
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