sábado, 26 de junho de 2010

Estudantes da FGV visitam Belo Monte e Jirau

Disciplina buscou aliar modelo de negócios e interesse humano nas populações do entorno
Os estudantes da disciplina de Formação Integrada para a Sustentabilidade, oferecida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) para os cursos de graduação em Economia, Direito, Administração de Empresas e Administração Pública, tiveram um desafio real neste semestre: como aliar as expectativas de negócios com os interesses humanos e pessoais em casos como a construção das usinas de Jirau e Belo Monte, no Pará. Os 18 estudantes que participaram da disciplina tiveram a oportunidade de visitar alguns municípios dos entornos dessas obras, conversar com pessoas da população , observar as questões sociais e ambientais envolvidas.

Na quinta-feira, 24, eles apresentaram suas impressões e sugestões para uma banca composta de gestores ligados às áreas socioambiental e de comitê de créditos de instituições financeiras. "Foi uma surpresa bastante positiva para nós", diz a pesquisadora da FGV Érica Gallucci, coordenadora da disciplina. "Os estudantes conseguiram aliar a expectativa de negócios dos gestores e o aspecto humano que observaram em campo, articulando essas questões numa possível conciliação."

A criação de um modelo de negócios abrangente e moderno partiu de um método de ensino também inovador. Os estudantes da disciplina de Formação Integrada para a Sustentabilidade trocaram as denominações "professor" e "aula, para outras que sugerissem um contato direto e não hierárquico da turma. "Começamos por rever a dicotomia entre professor e aluno. Nessa disciplina, ambos ensinam e aprendem ao mesmo tempo", explica Leeward Wang, de 23 anos, estudante da graduação em Administração Pública.
"O tema de Belo Monte e Jirau foi escolhido por uma demanda das empresas e dos bancos em conhecer mais sobre esses projetos, por causa do momento atual, e um interesse da FGV em se aprofundar no assunto", conta Érica. Antes da experiência em campo, o grupo recebeu diversos convidados durante os encontros da turma, entre eles antropólogos e artistas, num formato transdisciplinar. "Foi uma preparação para nos colocarmos na posição das pessoas, saber ouvi-las sem preconceitos, exercitar a suspensão dos pressupostos", explica Wang. "Foi um grande desafio, a partir do momento em que você enxerga a realidade do local e o que vai acontecer com ela, você vê que é complicado."
Por meio de entrevistas com moradores locais e trabalhadores, os estudantes chegaram à conclusão de que a comunidade não está sendo ouvida. E de que é possível manter os interesses financeiros da obra e ainda adicionar ao desenvolvimento da população local. "Tentamos fazer uma análise não só a partir da intelectualidade, mas também a partir das pessoas. Isso não é uma desvalorização do intelecto, mas uma aproximação", explica João Sabino, de 25 anos, também estudante de Administração Pública. "A chave é a formação de lideranças mais responsáveis, que vão ouvir as pessoas, escutar de que elas precisam e apostar na construção coletiva de soluções em conjunto com essas pessoas."
Sabino lembra que, na região onde será construída a usina de Jirau, a massa populacional cresceu muito com a chegada dos trabalhadores na obra, numa área de infraestrutura mínima. "Nas escolas, onde uma turma tinha 20 alunos, hoje tem 60. A violência aumentou muito também", conta.
Para muitos alunos, a experiência foi a chance de se aproximar mais da questão da sustentabilidade. O próprio Sabino admite que, antes, estava mais ligado à consciência política. "O tema da sustentabilidade me apresentou uma transformação que está acontecendo e vai acontecer na forma de fazer as coisas na sociedade", diz.

"Esse novo cenário se constitui numa mudança no mundo e nas pessoas, numa busca de novos modelos econômicos e de gestão para substituir outros, seculares, que já não suprem as necessidades da nossa sociedade hoje", acrescenta Wang. "Significa utilizar esses modelos seculares, mas ainda assim ter ousadia de colocar em prática novas ideias."

25 de junho de 2010 | 18h 24
Texto - Fernanda Fava - estadao.com.br

Empresa canadense acha reservas de ouro em Serra Pelada

São dois depósitos localizados 150 metros ao norte e 50 metros a oeste da zona central de Serra Pelada, com alta concentração de ouro e platina

A mineradora canadense Colossus Minerals encontrou dois depósitos inesperados com alta concentração de
ouro e platina no seu projeto de Serra Pelada, no Pará, aumentando as expectativas de que existam mais reservas minerais ainda não descobertas na região.

A Colossus informou que os depósitos foram encontrados 150 metros ao norte e 50 metros a oeste da zona central de Serra Pelada. A empresa espera escavar mais profundamente a região onde os depósitos foram encontrados para expandir a mexploração, de acordo com a porta-voz da Colossus, Kristen LeBlanc. "Nós seríamos loucos se não explorássemos para verificar o que mais existe lá embaixo. Nossa intenção é avançar e encontrar isso".

Um analista disse que a descoberta de ouro longe da região central de Serra Pelada é uma surpresa. "Nós não esperávamos que houvesse mais reservas por ali. Isso acrescenta tonelagem ao que já havia sido estabelecido. Também é um depósito de um grau muito alto", comentou o analista, que preferiu não sem identificar. A empresa já planejava construir uma mina na área, entretanto, a descoberta torna a mineração nessa região um projeto mais lucrativo, disse o analista.

As ações da empresa subiram com a notícia. "Em um dia em que a maioria das mineradoras está sendo negociada em baixa, isso é razoável? Claro", comentou o analista. No fim da sessão da Bolsa de Toronto, as ações da Colossus subiam 8,8%.

No terceiro trimestre deste ano a empresa vai começar a construir uma rampa subterrânea para investigar a área onde os novos depósitos foram encontrados. Mas LeBlanc não soube informar quando seria iniciada a construção da mina.

Em julho de 2007, a Colossus fez uma parceria com a Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp) para explorar 100 hectares de terra em Serra Pelada, onde os novos depósitos foram encontrados. Em março deste ano a Colossus também adquiriu mais de 770 hectares de novos terrenos próximos à região de Serra Pelada, que ainda não foram explorados.

Na década de 1980 Serra Pelada sofreu a maior corrida do ouro da história da América Latina.

25 de junho de 2010 | 18h 10
Texto - + Dow Jones

Solução final de vazamento deve ocorrer em agosto, diz BP

Equipe que perfura primeiro de dois poços faz testes para confirmar se está no caminho certo

NEW ORLEANS - Testes mostram que a petrolífera British Petroleum deve completar em meados de agosto a perfuração de um poço no Golfo do México, a maior esperança até agora para deter o óleo que vaza desde 20 de abril, segundo informou a empresa nesta sexta-feira, 25.

A equipe que executa a perfuração do primeiro de dois poços fez testes esta semana para confirmar se está no caminho correto, disse o porta-voz Bill Salvin. "Nós estamos onde pensávamos que estaríamos", disse.

Diversos testes são necessários para determinar a localização do poço de alívio em relação ao que explodiu em abril, quando a plataforma Deepwater Horizon explodiu. Quando o novo poço encontrar o que vaza, a BP pretende bombear lama pesada para interromper o fluxo de óleo e tampá-lo com cimento.

Salvin disse que o poço de alívio deve ser feito em meados de agosto, mas que não devem ajudar o preço das ações da companhia, que despencou após o anúncio da empresa de que o prejuízo total do vazamento aumentou para US$ 2,35 bilhões.

Ações da BP caíram quase 4% em Nova York nesta sexta-feira. Se o declínio se mantiver, a empresa terá perdido mais de US$ 100 bilhões na bolsa de valores desde a explosão da plataforma de petróleo. As ações da BP fecharam a US$ 60,48 em 20 de abril, dia do acidente. Nesta sexta, caíram para US$ 27,07 e chegaram a US$ 27,69 por volta do meio-dia.

Furacão

Uma área de baixa pressão no Caribe ameaça se transformar no primeiro furacão da temporada no Atlântico. A BP precisaria de cinco dias para remover todo o equipamento para longe da área de ação da tempestade, segundo o administrador da Guarda Costeira americana, Thad Allen.

Os equipamentos incluem navios-tanque que trabalham no processo de bombeamento de óleo do poço para a superfície.

25 de junho de 2010 | 16h 42
Texto - AP

Artistas, ambientalistas e cidadãos comuns protestam contra a BP e a exploração offshore

Hands across the sand quer reunir milhares de pessoas nas praias de 30 países; no Reino Unido, festa da Tate Gallery, patrocinada pela BP, terá piquete na porta

Neste sábado (26.06) são esperadas milhares de pessoas em diversas praias do mundo para uma corrente de protesto contra a exploração de petróleo em alto mar. Mais de 30 países aderiram à iniciativa de Dave Rauschkolb, um surfista da Flórida que criou o evento em outubro de 2009, para protestar contra a queda de barreiras para a exploração de petróleo na costa do Estado.

As instruções são para que as pessoas estejam nas praias mais próximas e às 12h formem linhas, de mãos dadas. Qualquer cidadão pode marcar seu evento na praia mais próxima: basta entrar no site www.handsacrossthesand.org e inscrevê-lo.

No Brasil, já há dois eventos marcados: um na Praia do Rio Vermelho, em Salvador, e outro na Ilha das Peças, em Paranaguá (PR).

"Estamos mobilizando as pessoas pela internet e instruindo-as para chegar na praia cedo, porque vamos organizar também um mutirão de limpeza", explica o administrador Miguel Sehbe Neto, que está organizando o evento em Salvador.

"A imagem é poderosa, a menssagem é simples: não para a exploração offshore e sim para a energia limpa", disse Rauschkolb. "Estamos desenhando uma linha na areia contra a exploração em alto mar. Nenhuma indústria deveria ter o poder de colocar economias costeiras e o meio ambiente marinho em risco com erros perigosos e sujos", resume.

Patrocínio sujo

No Reino Unido, um grupo de artistas vai fazer piquete na festa de verão da Tate Gallery na segunda-feira, quando a galeria comemora 20 anos de patrocínio da BP. O grupo, auto-intitulado Good Crude Britannia, formado por artistas, poetas, escritores e cineastas, vai fazer uma manifestação contra o patrocínio da empresa para várias instituições artísticas importantes do País. Muitos dos artistas e financiadores culturais mais proeminentes da Europa são esperados na festa, organizada pelo Lorde Browne de Madingley, diretor-presidente da Tate e executivo da BP.

A companhia petrolífera se recusou a divulgar o montante de dinheiro que doa às artes na Bretanha, mas é sabido que, juntamente com a Shell, a BP é um dos maiores financiadors de atividades artísticas no País. É o maior patrocinador do British Museum, das galerias Tate, da Royal Opera House e da National Portrait Gallery. Também patrocina o National Maritime Museum e os museus de Ciências e de História Natural.
Em um movimento complementar, músicos como Lady Gaga, Korn, Disturbed, Godsmack, Creed e os Backstreet Boys disseram que planejam boicotar a BP em suas turnês nacionais este ano.

"É absurdo que a Tate seja patrocinada por uma companhia tão irresponsável e poluente como a BP", disse Matthew Herbert, um artista multimídia e compositor que vai comandar o palco de jazz no festival de música de Glastonbury, que acontece neste final de semana.

Em um comunicado, a Tate disse que há um comitê ético na instituição que regularmente revê os acordos de patrocínio. "BP é uma das mais importantes patrocinadoras das artes no Reino Unido, e provê suporte financeiro para muitas outras instituições além da Tate", dizia o documento.

Texto Karina Ninni - Com informações do The Guardian
25 de junho de 2010 | 15h 48

Invasão de algas cobre a costa leste da China

Vento arrasta mancha verde de 300 quilômetros quadrados, que já está a 10 km da costa

BEIJING - A enorme proliferação de algas verdes está cobrindo o mar na costa leste da China, e o vento está levando-as para mais perto do continente, disse um oficial nesta sexta-feira, 25.

Cui Wenlin, funcionário da Administração Estatal Oceânica, disse que a expansão das algas é a maior já observada na China desde que uma enorme proliferação, em 2008, ameaçou interromper provas de iatismo durante a Olimpíada de Pequim.

Antes dos Jogos, milhares de soldados, voluntários e barcos de pesca foram recrutados para remover as algas, que foram apelidadas de "Campo de Golfe" e "Relva".

A mancha atual quase dobrou de tamanho desde que foi vista pela primeira vez no dia 14 de junho, próximo à província de Shandong, no leste da China. A extensão das algas agora mede cerca de 300 quilômetros quadrados, segundo Cui, que trabalha na administração do Centro de Monitoramento Ambiental do Mar do Norte Chinês.

Os ventos estão empurrando a massa de algas para a cidade turística de Qingdao e, nesta sexta-feira, a mancha já estava a apenas 10 a 20 km da costa. "Não ficou claro o que causou essa proliferação", disse Cui.

Até agora, a invasão de algas não teve nenhum efeito sobre a indústria pesqueira local em razão da suspensão das atividades, o que deve permitir que os peixes voltem a procriar, afirmou o oficial Wu Wei, do departamento de informações da Agência Qingdao Oceânica e Pesqueira. Segundo ele, medidas estão sendo tomadas para remover as algas quando elas chegarem à costa.

"Ensinamos as pessoas a fazerem a limpeza e preparamos mais de 60 navios e outros equipamentos para a limpeza'', afirmou Wu. "Estamos prontos.''

25 de junho de 2010 | 14h 06
Comentários Texto - + AP

Países africanos brigam pelas águas do Nilo

De um lado, Egito e Sudão, que dependem totalmente do rio para sobreviver; de outro, o resto dos países banhados por suas águas

Do quintal de Simon Kitra pode-se ver o segundo maior lago do mundo. O gramado da frente de sua casa se abre para um dos maiores rios do mundo: o Nilo. Se o pescador de 20 anos nascido em Uganda precisar se localizar na ilha onde vive, ele pode olhar para o obelisco na montanha, que marca o local onde o explorador britânico John Hanning esteve em 1862, com o objetivo de referenciar exatamente em que ponto o Lago Victória começa a perder vazão - a fonte do Nilo.

A água que sustenta Kitra - ele bebe dessa água, banha-se com ela, vende e come o peixe que nela vive - passa gentilmente sob sua canoa em sua viagem de 3.470 milhas para o Meditrerrâneo. Mas à noite, enquanto ele escuta o rádio antes de jogar sua rede novamente, as notícias sobre o futuro do Nilo têm um tom de raiva e recriminação - de sua origem mais remota, no Brundi, passando por todo o Egito.

Os nove países pelos quais passa o Nilo vêm negociando há uma década o que fazer para dividir os recursos e proteger o rio em tempos de mudança climática, ameaças ambientais e aumento de população. Agora, com um acordo sobre a mesa, as conversas estão ficando mais ásperas. De um lado estão os sete estados que virtualmente abastecem a corrente do rio. Do outro estão Egito e Sudão, países de clima desértico para os quais o Nilo é indispensável. "Isso é sério", disse Henriette Ndombe, diretora executiva do Nile Basin Iniciative, instituição intergovernamental estabelecida em 1999 para supervisionar o processo de negociação e cooperação. "Pode ser o começo de um conflito".

O ponto crítico entre os dois grupos é uma questão que remonta aos tempos coloniais: a quem pertence a água do Nilo? A resposta de Kitra - "É de todos nós" - poderia parecer óbvia. Mas Egito e Sudão argumentam que a Lei está com eles. Tratados de 1929 e 1959, época em que a Inglaterra controlava boa parte da região, garantem aos dois países "utilização plena das águas do Nilo" - e o poder de vetar qualquer projeto de represamento no leste da África. Os países localizados rio acima, incluindo a Etiópia, fonte do Nilo Azul, que se mistura ao Nilo Branco em Khartoum, e garante 86% da vazão, não têm direito a nada.

Como o debate está sob o âmbito da legislação internacional, o Egito a defende com unhas e dentes, às vezes com ameaças de ação militar. Por décadas o País manteve um engenheiro nas Quedas de Owen, em Uganda, perto da ilhja onde mora Kitra, para monitorar a vazão do Nilo.

Mas em sinal de uma discórdia que só tende a aumentar, Uganda parou de abastecer o engenheiro com dados há dois anos, de acordo com Callist Tindimugaya, o comissário do País para regulação de recursos aquáticos.E quando o Egito e o Sudão re recusaram a assinar um acordo em abril, de "uso equitativo e racional" do Rio a menos que fossem protegidos seus "direitos históricos" os outros países perderam a paciência. Isaac Musumba, ministro de Estado de Uganda para assuntos regionais, e representante na comissão que trata do Nilo, disse: "Isso é loucura! Ninguém pode reclamar esses direitos sem obrigações!". Minelik Alemu Getahun, um dos negociadores da Etiópia, disse que todos os países localizados ria acima viram o movimento do Egito como algo "equivalente a um insulto".

Convencidos de que não havia propósito em continuar as negociações nessa toada, Uganda, Etiópia, Ruanda e Tanzânia assinaram a um esboço de acordo chamado Nile Basin Co-operative, em maio. O Quênia os seguiu e Burundi e a República Democrática do Congo estavam prestes a fazer o mesmo - causando temor e raiva no Egito. Quando parlamentos de seis países ratificarem o documento, uma comissão permanente irá decidir em que locais serão feitos projetos de captação de água do Rio - sem a participação dos dois países que mais precisam dele.

A oposição dos países localizados rio acima aos tratados da época colonial não são novas. A Etiópia rejeitou o acordo de 1959 que deu ao Egito três quartos da vazão anual do rio (55.5 bilhões de metros cúbicos) - e ao Sudão um quarto, mesmo antes do tratado ter sido assinado. A maioria dos Países do lesta da África também se recusa a reconhecer o tratado.

Em 1990 vários governos começparam a considerar seriamento o uso das águas do Nilo para geração de energia e para irrigação. Mas, quando os projetos de financiamento foram apresentados ao Banco Mundial e outras fontes, os problemas começaram a saltar aos olhos. "Nossos parceiros e financiadores perguntavam sempre o que os outros países banhados pelo Nilo pensavam a respeito", disse John Rao Nyaoro, diretor de recursos aquáticos do Quênia.

Os diplomatas do Quênia, da Etiópia e de Uganda - países que têm pluviosidade de sobra - conhecem a dependência maciça do Egito das águas do Nilo. Mas não se conformam em deixar intocado um recurso tão valioso, com o crescimento da demanda por serviços ambientais do rio, puxada pelo aumento da população e pelas mudanças climáticas. A população do Egito - hoje de 79 milhoões de pessoas - deve chegar aos 122 milhões em 2050. Mas nos países rio acima o crescimento é maior ainda. Há 83 milhões de etíopes hoje, mas em 40 anos serão 150 milhões. Em Uganda, a média de filhos por mulher é 6.7, uma das maiores do mundo. Para Uganda, a prioridade é a geração de energia, e o País quer construir mais represas.

No acordo assinado pelos cinco países, as parcelas de recursos do rio ao qual cada um terá direito vai depender de variáveis como população, contribuição para o volume do rio, clima, necessidades sociais e econômicas e - principalmente - usos correntes e potenciais da água, um fator que vai favorecer largamente o Egito e o Sudão.

Tratados

Os acordos sobre a utilização das águas do Nilo remetem ao século 19, quando a Inglaterra, que controlava o Egito e o Sudão, assinou acordos com outras potencias coloniais como a Etiópia, para garantir o volume e a vazão da água. Mas, em 1929, um tratado bilateral foi mais longe. O Egito, que àquela altura já gozava de independência, e a Inglaterra, agindo em favor do Sudão e das outras colônias ao redor do Lago Victória, assinaram um acordo de direitos sobre a água. Ele reservava a vazão toda da estação seca para o Egito e permitia ao Cairo vetar qualquer projeto de desenvolvimento na bacia do Nilo.

Em 1959, o Egito e o Sudão, então recentemente independente, assinaram um acordo que deu a eles "utilização plena das águas do Nilo". Usando a vazão anual do rio, de 84 bilhões de metros cúbicos, ficou acertado que o Egito teria direito a 55 bilhões e o Sudão a 18,5 bilhões. Os países localizados rio acima não foram contemplados com nenhuma percentagem.

25 de junho de 2010 | 19h 48
Texto - + The Guardian

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Leilão de fontes alternativas de energia atrais mais de 500 projetos


Objetivo da disputa é contratar energia proveniente de centrais eólicas, termoelétricas movidas à biomassa e pequenas centrais hidrelétricas

O leilão de fontes alternativas de energia, que será realizado pelo governo no dia 19 de agosto, contará com a participação de 517 empreendimentos. A ideia do evento é contratar energia proveniente de centrais eólicas, termoelétricas movidas à biomassa (como bagaço de cana e resíduos de madeira) e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Os projetos somam 15,7 mil megawatts (MW) de capacidade instalada.

O fornecimento começará em janeiro de 2013 e a preferência será para a energia ofertada pelo menor preço às distribuidoras.

Dos 517 projetos cadastrados, 478 já haviam sido inscritos para o leilão de energia de reserva e foram automaticamente cadastrados para o leilão de fontes alternativas, podendo o investidor optar por participar de um ou de outro pregão.

No cadastramento exclusivo para o leilão de fontes alternativas, foram inscritos 39 projetos, sendo 26 para centrais eólicas, sete para termelétricas e seis para PCHs.

Segunda-feira, 21 de junho de 2010 às 18h10

Controle a energia elétrica através das tomadas


Com sensor próprio, criação da Fujitsu pode calcular a energia gasta no dia e montar gráficos de consumo

Anda gastando muito na conta de luz e já não sabe mais o que fazer? Não adianta deixar as luzes apagadas durante o dia, usar o microondas em último caso e tomar banho em 10 minutos? A Fujitsu pode ter uma solução para você.

Aparentemente, a criação é uma simples régua de tomadas para que sejam conectados diversos eletrodomésticos ao mesmo tempo. Porém, não se engane. O conjunto de tomadas pode baixar sua conta de luz no fim do mês.

Em cada uma das tomadas há um sensor que calcula a quantidade de energia que está sendo gasta naquela tomada. Os dados coletados são enviados a um computador por meio da entrada USB, onde um programa próprio monta gráficos que indicam o consumo de energia durante o dia de cada uma das tomadas.

Agora, se você acredita que medir a energia não fará muito por sua conta de luz, pense duas vezes. Uma empresa adotou os aparelhos para teste e diminuiu a conta no fim do mês em 20%.

domingo, 20 de junho de 2010

A malária e o aquecimento global


Temperaturas altas facilitam a multiplicação dos mosquitos transmissores da doença

O aquecimento global é um fato. Há mais de cem anos nossa insistência em jogar na atmosfera o gás carbônico resultante da queima de combustíveis fósseis tem contribuído para aumentar a temperatura do planeta. O pior é que nada indica que nas próximas décadas o comportamento do Homo (não tão) sapiens vai mudar substancialmente. Resta descobrir as consequências de nossa irresponsabilidade.

Infelizmente, o físico Niels Bohr teve razão quando disse que "é difícil fazer previsões, especialmente sobre o futuro". Uma das previsões dos climatologistas sugere que o aquecimento global aumenta a incidência das doenças tropicais, especialmente a malária. A boa notícia é que um estudo da evolução da malárias nos últimos cem anos demonstra que essa é mais uma das diversas predições precipitadas divulgadas pela imprensa.

Superficialmente, o raciocínio parece perfeito. Todos sabem que temperaturas altas facilitam a multiplicação dos mosquitos transmissores da malária. Alem disso, nas noites quentes, o apetite dos insetos aumenta. Como a transmissão do parasita ocorre quando o inseto pica uma pessoa infectada e em seguida pica uma pessoa saudável, mais picadas produzem mais doentes. Resultado: o aquecimento global provocaria um aumento na frequência de pessoas com malária. Óbvio, mas errado.

Há anos epidemiologistas que estudam e combatem a malária criticam esse modelo simplista. Mostraram que outras mudanças resultantes do aquecimento global, como o encolhimento das florestas e a diminuição da umidade do ar nas áreas afetadas pela malária, tornaram a vida dos insetos mais difícil. Demonstraram que as medidas de combate à doença, como medicamentos, extermínio dos insetos e o uso de redes nas camas, têm efeito maior e em direção contrária ao aquecimento. Em outras palavras, diziam que a epidemiologia da malária é complexa e que o argumento dos climatologistas era, para dizer o mínimo, simplório.

No novo estudo, cientistas compararam a incidência da malária em 1900 e em 2007. Como nesses últimos 107 anos o aquecimento global foi semelhante ao que se acredita que vai a ocorrer nos próximos anos, a ideia era saber como a malária se comportou durante o aquecimento global que já ocorreu. Nessas horas, o valor do acumulo sistemático de dados epidemiológicos fica evidente. Foram compilados dados coletados em todo o planeta, desde o Brasil, passando por toda a África, Oriente Médio, Ásia e Oceania, sem esquecer a costa leste dos EUA, que era infestada pelar malária em 1900

As regiões foram classificadas de acordo com a porcentagem das pessoas que possuíam o parasita no sangue. Nas regiões hipoendêmicas (menos de 10% das pessoas com parasitas), mesoendêmicas (entre 10% e 50%) hiperendêmicas (entre 50% e 75%) e holoendêmicas (mais de 75%), a doença está presente de forma constante. O resto do planeta foi classificado como áreas sem a doença ou simplesmente epidêmicas (onde a doença surge e desaparece ao longo do tempo).

Quando comparamos os dados de 1900 e 2007, o resultado é impressionante. A área endêmica, que era de 58% do planeta, caiu para 30%. Dois terços das áreas endêmicas perderam um ou dois pontos na classificação (de holoendêmicas, por exemplo, para mesoendêmicas). O Brasil que era meso e hiperendêmico, tornou-se todo hipoendêmico, um dos locais do planeta onde o controle da doença foi mais eficiente. E a malária desapareceu do costa leste dos EUA.

Além disso, os autores analisaram os fatores que levaram a essa redução e mostraram que diversos fatores são dez a cem vezes mais importantes que o aumento de temperatura.

A conclusão é que o aquecimento global é irrelevante para o aumento ou a diminuição das populações afetadas pela malária. Medidas preventivas, saneamento e medicação têm um impacto de ordens de magnitude maiores.

Esses resultados não significam que o aquecimento global não existe ou não é importante, mas demonstram que transferir recursos hoje usados para combater a malária para reduzir o aquecimento global seria burro e desastroso.

BIÓLOGO

MAIS INFORMAÇÕES: CLIMATE CHANGE AND THE GLOBAL MALARIA RECESSION. NATURE, VOL. 465, PÁG 342, 2010

17 de junho de 2010
FERNANDO REINACH - O Estado de S.Paulo

Fezes de baleia ajudam oceanos a absorver gás carbônico, diz pesquisa


Fezes do cachalote - uma das maiores baleias do mundo - podem ajudar a absorver dióxido de carbono do ar, de acordo com pesquisadores australianos da Universidade Flinders, em Adelaide.

A equipe de cientistas, liderada por Trish Lavery, calcula que cachalotes do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas - fitoplâncton - que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese.

O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono - mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, afirma o estudo.

A pesquisa, publicada na revista da Royal Society (Sociedade Real) Proceedings B, diz que o processo também gera mais comida para as cerca de 12 mil baleias da espécie que se acredita existir nesta região.

Fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nesta parte do mundo e o crescimento destas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro.

Fertilizante

Durante a última década, muitos grupos de cientistas realizaram experiências inserindo ferro nos oceanos para tentar conter as mudanças climáticas.

Nenhuma destas experiências foi bem-sucedida; a maior delas, a expedição alemã Lohafex, jogou seis toneladas de ferro no Oceano Antártico em 2008, mas não verificou nenhum aumento sustentável de carbono.

Apesar do carbono absorvido pela ação dos cachalotes - 400 mil toneladas - representar uma quantidade dez mil vezes menor do que as emissões anuais de combustíveis fósseis, os pesquisadores ressaltam que o total global pode ser maior.

Estima-se que haja várias centenas de milhares de cachalotes nos oceanos, apesar de ser difícil contá-los e que fezes de baleia estejam fertilizando plantas em várias partes do mundo.
Os cachalotes se alimentam - basicamente de lulas - no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz.
Segundo os pesquisadores, liberar o ferro aqui é também bom para as baleias, já que o fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos - o zooplâncton - que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Peixe recém-descoberto está ameaçado por vazamento no Golfo


Espécie poderia desaparecer antes mesmo de sua existência ser reconhecida oficialmente.

Uma espécie de peixe descoberta há pouco tempo no Golfo do México já corre o risco de desaparecer por causa do vazamento de petróleo da BP, segundo pesquisadores da Louisiana State University (LSU), nos Estados Unidos.

O halieutichthys aculeatus, chamado em inglês de pancake batfish ("peixe-morcego panqueca", em tradução livre), vive a cerca de 400 metros de profundidade. A espécie foi descoberta há cerca de seis meses pelo biólogo Prosanta Chakrabarty, da Universidade do Estado da Louisiana (LSU, na sigla em inglês).

O peixe leva este nome por ser achatado e redondo como uma panqueca, apesar de ser muito menor que uma. Segundo Chakrabarty, "se você faz um formato oval com seu dedão e o dedo indicador, você tem aproximadamente o tamanho dele".

"Eles são realmente esquisitos", afirmou o biólogo. "Muita atenção é dada à carismática megafauna, as baleias e as tartarugas, mas nós não podemos dizer o que está acontecendo abaixo da superfície."

Chakrabarty alerta que o vazamento de petróleo está ocorrendo no nível do habitat destes peixes, o que pode dizimar a espécie no Golfo do México.

Alimento de atum

O peixe passa a maior parte de seu tempo descansando sobre o fundo arenoso do Golfo do México, já que ele não nada, mas pula sobre o solo com a ajuda de nadadeiras.

"Durante minha expedição pela LSU nós pescamos cerca de 100 mil peixes e apenas três eram peixes-morcego panqueca. É difícil estimar qual é a população deste tipo de peixe, mas se eles são raros em museus, eles devem ser raros no mar", disse Chakrabarty.
De acordo com o biólogo, a BP e o governo pioraram a situação para as espécies que vivem no fundo do mar ao injetar imensas quantidades de químicos para dispersar a mancha de óleo.
"Apenas porque é abaixo da superfície não quer dizer que não está causando danos. Significa apenas que nós não sabemos quais são as consequências", afirmou Chakrabarty à estação de rádio pública americana NPR, que traz em seu website um quadro com a contagem em tempo real da quantidade de petróleo vazada no oceano.

A cientista Samantha Joye, da Universidade da Geórgia, faz parte de uma equipe de pesquisadores que está mapeando uma imensa mancha de água poluída a cerca de 20 km a oeste e sudoeste do poço que está vazando.

Esta mancha teria mais de 3 km de extensão e cerca de 600 m de profundidade.

"Quanto mais perto do poço as amostras foram coletadas, maior a concentração de óleo e gás. Outros cientistas independentes encontraram diversas outras manchas, e cientistas do governo também estão fazendo essas buscas. Mas até agora, a BP diz que não pode confirmar que a (plataforma que explodiu e afundou) Deepwater Horizon está criando grandes manchas submarinas", afirmou Joye à NPR.

Apesar de não se saber ao certo em que nível da cadeia alimentar o peixe-morcego panqueca se encontra, alguns foram encontrados nos estômagos de atum e do marlim.

Chakrabarty, que pretende registrar a descoberta da espécie em agosto, diz que até lá é capaz de o peixe não existir mais.

A possibilidade da espécie desaparecer está alarmando os cientistas, que dizem ser impossível estimar os impactos do vazamento da BP em longo prazo. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Exposição descreve a trajetória da humanidade na descoberta e uso de fontes de energia



A revista Scientific American foi conferir de perto as atrações da exposição “Discoveries 2010: Energy”, que abriu em maio e se estende até o dia 29 de agosto na ilha de Mainau, na Alemanha. A exposição descreve a trajetória da humanidade na descoberta e no uso de fontes de energia e antecipa futuros métodos para a produção de energia sustentável.

A humanidade começou queimando madeira e outros materiais orgânicos, como óleo de baleia. Durante a Revolução Industrial, utilizou o carvão e o petróleo de forma intensiva. Os combustíveis fósseis agora sustentam boa parte da economia global, mas a um custo alto para o clima e o meio ambiente. O desafio é encontrar novas fontes de energia, menos maléficas à vida e à Terra.

O século do carvão

No final do século XVIII, o carvão se tornou um dos recursos naturais mais utilizados do planeta. O resultado, em longo prazo, foi a industrialização em larga escala, a urbanização e a mobilização, especialmente na Europa e na América do Norte. O transporte de pessoas, bens e fontes de energia se tornou mais eficiente e fácil, e o mundo cresceu mais conectado. A maior desvantagem da combustão de carvão foi a poluição do ar, a poeira, as cinzas e muitas toneladas de gases causadores de efeito estufa no ar.

A sociedade do uso intensivo de energia

No século 20 o petróleo se tornou a mais importante fonte de energia do planeta. Acima de tudo, serviu de combustível para motores de combustão interna que revolucionaram a mobilidade, a produção e a vida cotidiana. A evolução do padrão de vida de milhões de pessoas baseou-se no aumento do consumo de energia. As sociedades intensivas em energia emergiram.

Poupadores de energia

Em um futuro no qual as sociedades dependam mais de energia solar e eólica, a melhora da tecnologia das baterias que estocam essa energia poderia garantir a eletricidade, de forma sustentável, mesmo quando os ventos estão calmos e a luz do sol não estiver disponível. Usada em veículos elétricos, as baterias podem ser recarregadas em minutos com eletrólitos em forma líquida para possibilitar o transporte de pessoas e bens.

Eletricidade que vem da terra

A energia geotérmica, que utiliza o calor extraído de fontes do subsolo, tem um potencial imenso de inovação e desenvolvimento, e poderia contribuir para um mix energético sustentável. Está disponível a qualquer momento e em qualquer lugar – independentemente da estação do ano, do clima e da hora do dia – e é praticamente inexaurível.

Gás natural

A Biomassa é uma fonte de energia disponível em nível regional que pode ajudar a reduzir as emissões de CO2. É renovável e capaz de armazenar o carbono apropriado para a produção de combustíveis – para movimentar carros, por exemplo. Os combustíveis sintéticos têm a vantagem de ser mais puros e mais compatíveis com o meio ambiente do que os baseados em petróleo.

Trazendo a energia do Sol para a Terra

O objetivo da pesquisa com fusão nuclear é alcançar na Terra alguns tipos de reação que geraram o incrível poder do sol. Um grama dos produtos da fusão de dois núcleos atômicos poderia gerar a energia de 11 toneladas de carvão. Requisitando temperaturas de mais de 100 milhões de graus Celsius, as reações da fusão têm de ser contidas em campos magnéticos.

Energia de alto-mar

A tecnologia eólica ‘offshore”, que é relativamente nova, tem um grande número de benefícios: é amplamente aceita como fonte de energia renovável, e se baseia em ventos de alto-mar, que são considerados mais fortes e mais confiáveis que os ventos que chegam à costa. As turbinas eólicas podem gerar uma energia igual àquela gerada por uma grande usina à base de carvão.

O poder do sol

O efeito fotoelétrico foi descoberto por Alexandre E. Becquerel em 1839 e Albert Einstein ganhou o prêmio Nobel pela sua explicação física desse efeito. Os cientistas dos Laboratórios Bell inventaram a célula fotovoltaica em 1954. Hoje, um revestimento anti-reflexo nas células fotovoltaicas está otimizando o comprimento da onda do espectro solar, emitindo maiores quantidades de fótons (partículas de luz). Como resultado, a luz refletida pelas células fotovoltaicas parece azul.

Confira algumas das fontes de energia descritas no evento, com informações da Scientific American:

Retorno à caça comercial de baleias pode ser determinado por pequena ilha do Pacífico

Palau, ilha do Pacífico, votará a favor de quotas de caça para Japão, Noruega e Islândia

Um dos menores países do mundo poderia determinar a legitimação da caça comercial de baleias após 24 anos de proibição, de acordo com informações levantadas pelo jornal britânico The Guardian nesta sexta-feira. Palau, uma ilha do Pacífico que só atingiu a independência em 1992 e tem uma população de apenas 20 mil habitantes, afirmou que pretende mudar de lado e se unir aos países contrários à caça na reunião da Comissão Internacional da Baleia (IWC, na sigla em inglês), que a partir de segunda-feira (21), em Agadir, no Marrocos.

Apesar de que Palau muda de lado deixando de apoiar o Japão para apoiar os países anti-caça, isso significa apoiar a permissão controlada de retorno a caça comercial, com a adesão à proposta da IWC de estabelecer quotas de baleias a serem mortas por ano pelos três países que praticam a caça, Japão, Noruega e Islândia.

A proposta será votada por 88 países membros da comissão. Se passar com uma maioria de 75% dos votos, o novo sistema de quotas proposto pela IWC poderá ser implantado em questão de meses.

A proposta permitiria a caça comercial da baleia Fin e outras espécies ameaçadas no santuário de baleias do Oceano Austral, na Antártida, uma ampla área procurada por várias espécies de baleias para alimentação. O santuário foi estabelecido pela IWC, mas os caçadores japoneses matam mais de mil baleias por ano com a desculpa de usá-las para "fins científicos".

A reunião da IWC em Agadir vem sendo considerada como o momento de equilibrar as opiniões e lobbies contrários e favoráveis à caça, principalmente para países que ainda não estão comprometidos em nenhum dos dois lados.

A União Europeia está dividida, pois países como a Dinamarca e a Suécia decidiram apoiar a Noruega, que é um dos três países que praticam a caça, junto com Japão e Islândia. Mas, de acordo com uma fonte que faz parte das negociações, o bloco está muito próximo de chegar a um consenso.

A IWC argumenta que pode fazer a ponte entre os países que suportam e que se opõe à caça com o seu chamado "plano de paz". Sob a proposta da IWC, os países terão que concordar com limites estabelecidos pela comissão e com aconselhamento científico. Mas ainda não está claro se a proposta permitiria que um número maior ou menor de baleias fosse caçado por ano em comparação com os níveis atuais.

"A proposta foi desenvolvida porque a maioria dos membros da IWC, seja quais forem suas opiniões sobre caça de baleias, reconheceram que a IWC não estava fazendo um trabalho bom o suficiente na conservação desses animais e na gestão da caça", disse o presidente da IWC, Christian Macquieira. "Precisa ser um plano comprometido e, inevitavelmente, isso quer dizer que os dois lados vão ter que ceder. Apesar das críticas que recebemos de todos os lados, nós provavelmente não estejamos longe do equilíbrio correto."

Como nos outros anos, existem acusações de que o Japão está comprando votos das pequenas ilhas do Pacífico e dos estados caribenhos. No domingo, dia 13, uma matéria do jornal Sunday Times usou repórteres disfarçados para desmascarar o esquema de compra de votos. O japão estaria oferecendo recursos para os ministérios da pesca desses países, além de dinheiro para pagar as despesas com passagens, hospedagem, alimentação - e até garotas de progamas - dos seus representantes na comissão. O Japão negou as acusações, mas é de conhecimento público que os japoneses são uma fonte relevante de dinheiro para muitos pequenos países.

O presidente de Palau, Johnson Toribiong, disse que não está convencido com os argumentos japoneses. "Eles afirmam que são consumidas 1 milhão de toneladas de peixe por ano, que as baleias consomem de três a cinco vezes mais do que isso e que, para garantir os estoques de peixe, a caça controlada de baleias deveria ser permitida", disse.

Recentemente a Alemanha estipulou à Islândia que, para se tornar membro da União Europeia, deverá parar de caçar. A ordem foi incluída em um memorando oficialmente aprensentado à Islândia por representação do embaixador alemão no país.

Os grupos ambientalistas pediram aos países que votem contra a proposta da IWC. "Se existe um lugar na Terra onde as baleias deveriam ter proteção integral é no Oceano Austral", disse a especialista em política de espécies do WWF, Heather Sohl. "Algumas baleias se alimentam exclusivamente nesse oceano, ficando sem comer nos meses de inverno quando migram para águas tropicais. Permitir a caça comercial numa área onde as baleias são tão vulneráveisvai contra qualquer tipo de lógica."

A proposta permitira a caça comercial de 65 baleias Fin no Oceano Austral e 500 baleias Sei no Pacífico Norte por um período de dez anos. Ambas as espécies foram reduzidas a pequenos números por períodos de caça permitida anteriormente à proibição.

18 de junho de 2010 | 18h 02

STF decide que terras do Baixo Xingu serão reservas ecológicas

Tribunal indeferiu o pedido de 54 proprietários de terra, que queriam a nulidade do decreto presidencial que desapropria imóveis rurais no limite de reserva

As terras localizadas no Baixo Xingu devem se tornar reservas ecológicas. Esse foi o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que em decisão unânime, indeferiu o pedido de 54 proprietários e detentores de terra, que por meio de mandado de segurança, queriam a nulidade do decreto presidencial, que desapropria imóveis rurais no limite de reserva localizada no município de Porto de Moz, no Pará.

De acordo com o decreto, as terras localizadas no Baixo Xingu possuem grande interesse ecológico e social à exploração sustentável e à conservação dos recursos naturais.

Segundo o relator do processo, o ministro Marco Aurélio Mello, cabe ao Poder Público, com base na Constituição, definir as áreas a serem protegidas.

“A proteção à propriedade não se sobrepõe ao interesse comum. Tanto é assim que a garantia constitucional respectiva está condicionada à função social versando-se procedimento para desapropriação por necessidade ou utilidade pública ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em dinheiro”.

Em relação aos argumentos do mandado de segurança, Mello informou que o ato da Presidência foi feito com base em estudos e avaliações de identificação das áreas propensas à criação de unidades de conservação e sua área de domínio, promovidos pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O ministro disse que também foi feita consulta à população.

Mariana Ribeiro
18 de junho de 2010

Copa do Mundo em prol da biodiversidade


Puma e ONU arrecadam fundos para financiar projetos de conservação

Se você pensa que a Copa do Mundo de Futebol 2010 é só sobre futebol, está muito enganado. Em um evento que chama a atenção do mundo inteiro não é de se estranhar que ele seja usado como canal de campanhas, comerciais e avisos.

DivulgaçãoA Play for Life, uma parceria da PUMA com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), também utiliza desse canal para promover a conscientização sobre o Ano da Biodiversidade e ajudar a arrecadar fundos para financiar projetos.

Foram criados os "Africa Unity Kits". Esses kits incluem os uniformes que serão usados pelos quatro times africanos classificados para a Copa do Mundo que são patrocinados pela Puma. A inspiração do design vem da mistura do solo da Costa do Marfim, Argélia, África do Sul e Camarões junto com o sol e o céu africano.

"O novo ‘Africa Unity Kit’ traz inspiração para mim e meus colegas. Estamos muito felizes de usar uma camisa que não somente ajuda a unir o continente africano, mas que também ajuda a promover uma causa tão importante, é uma verdadeira honra. Apoiar o ‘Africa Unity Kit’ transmite uma mensagem muito importante — nós estamos nos unindo como continente para ajudar a vida e o planeta", diz o capitão do time do Camarões, Samuel Eto’o.

Além do apoio dos times, estão sendo vendidas camisetas, cópias do "Africa Unity Kit" e pulseiras. Com esse dinheiro a Puma irá financiar projetos africanos que cuidem da biodiversidade.

Para escolher os projetos a Puma e o Pnuma contam com a ajuda do público. Foram nominados 6 projetos, mas apenas 3 deles receberão a ajuda monetária e estes serão escolhidos por você. Com apenas um voto no Facebook você pode escolher o projeto que mais lhe agrada. Os três mais votados serão os beneficiados pela campanha.

Alice Lobo é jornalista e escreve no blog Verdinho Básico.

Metano misturado a óleo no Golfo do México ameaça ecossistema

Gás natural pode levar ao surgimento de zonas mortas no mar, inabitáveis para os peixes

Trata-se de um perigo negligenciado na crise do vazamento de petróleo: o óleo cru que transborda do poço contém grandes quantidades de gás natural, o que pode representar uma séria ameaça para o ecossistema do Golfo do México.

Golfinhos e tubarões fogem de mancha de óleo em direção às praias da Flórida

Congressistas dos EUA dizem que BP ignorou riscos no Golfo

O óleo que emana do fundo do mar contém cerca de 40% de metano, contra 5% dos depósitos normais, disse o oceanógrafo John Kessler, que está estudando o impacto do gás gerado no vazamento.

Isso significa que grandes quantidades de metano entraram no Golfo, dizem os cientistas. O gás tem o potencial de sufocar a vida matinha e criar "zonas mortas", onde o oxigênio dissolvido na água é tão pouco que nada consegue sobreviver.

"Esta é a erupção de metano mais intensa da história moderna", disse Kessler.

O metano é uma substância incolor, inodora e inflamável, e um componente importante do gás natural usado como combustível. Empresas geralmente queimam o excesso de metano antes que o óleo seja levado para a refinaria. É exatamente o que a British Petroleum tem feito ao capturar mais de 28 milhões de litros do vazamento.

Um porta-voz informa que a BP queima cerca de 850.000 metros cúbicos de gás natural vindos do vazamento ao dia, o que gera um total acumulado de 12,7 milhões de metros cúbicos desde que o esforço de contenção teve início, há 15 dias. Mas o número não contempla o gás que escapou da contenção e acabou na água.

O gás vem desempenhando um papel importante ao longo da crise. Acredita-se que uma bolha de metano tenha causado a explosão que desencadeou o desastre. Cristais de metano entupiram uma caixa de contenção que foi a primeira tentativa da BP de controlar o vazamento. Agora, ele passa a ser encarado como um problema ambiental.

Micróbios que vivem na água consomem parte do óleo e o metano. A abundância de alimento faz com que se reproduzam cada vez mais, o que pode acabar esgotando o oxigênio disponível para a vida marinha.

No início de junho, uma equipe de pesquisadores liderada por Samantha Joye, da Universidade da Georgia, investigou uma mancha de óleo submarina de 21 km de extensão, que se movia para sudoeste do local do vazamento. Os cientistas disseram que as concentrações de metano ali eram 10.000 vezes maiores que o normal, e que os níveis de oxigênio haviam caído em 40%.

Partes da pluma tinha níveis de oxigênio à beira da que reduz uma parte do oceano ao estado de "zona morta", inabitável para peixes e crustáceos.
Associated Press
18 de junho de 2010

Mais de 100 mil pedem pelo fim da caça às baleias na Noruega

Carta foi entregue ao Primeiro-Ministro norueguês nesta quinta, a 4 dias do começo da reunião da Comissão da Baleia
Cerca de 101 mil pessoas de 120 países assinaram uma carta aberta de reivindicação ao Primeiro-Ministro da Noruega Jens Stoltenberg pelo fim da cruel caça comercial de baleias do país. A petição, lançada pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês), é a maior demonstração pública de oposição à matança de baleias na Noruega desde 1993, quando a atividade foi retomada.

A manifestação pública aconteceu porque a Noruega – um dos únicos três países que ainda insistem na caça comercial de baleias, apesar da proibição em todo o mundo – está se preparando para defender a atividade na semana que vem, durante o 62º Encontro Anual da Comissão Internacional da Baleia (IWC, na sigla em inglês), em Agadir, Marrocos. A reunião pode acabar resultando em uma proposta desastrosa que iria efetivamente suspender a proibição da caça comercial, que já dura 24 anos, além de dar à Noruega o direito de caçar uma cota de 6 mil baleias minke nos próximos 10 anos.

No início desta semana, o lançamento de um novo vídeo da WSPA que exibe a crueldade da matança das baleias na Noruega resultou em uma forte reação do público. Milhares de pessoas de todo o mundo participaram do abaixo-assinado – inclusive, mais de 5 mil noruegueses – pedindo o fim dessa prática.

“Está claro que a caça de baleias na Noruega está ultrapassada. Uma recente investigação nossa demonstrou claramente que essa atividade é cruel e desumana", disse . Mais de 100 mil pessoas manifestaram seu apoio ao crescente movimento mundial que exige que o sofrimento das baleias seja levado em consideração antes de se pensar em aspectos políticos. A Noruega agora tem de explicar como vai defender a continuidade dessa prática retrógrada”.

No final de maio, a WSPA e os grupos de proteção animal noruegueses Dyrebeskyttelsen Norge e NOAH - for Dyrs Rettigheter, captaram imagens de uma baleia minke sendo atingida por um arpão pelo navio de caça norueguês “Rowenta”. A cena mostra o impacto do arpão e a falha dos caçadores noruegueses em garantir uma morte rápida, uma vez que o animal agoniza por horas. As imagens – e sua resposta internacional - evidenciam o argumento que a WSPA tem defendido: o tamanho das baleias combinado às adversas condições naturais dos locais de caça simplesmente não proporcionam a esses animais uma morte humanitária.

“Nós estamos extremamente animados com esta forte oposição global à caça de baleias na Noruega – particularmente com os milhares de noruegueses que pedem ao seu país que pare com a matança. Agora o governo deve reconhecer e agir por essa causa", afirmou Carl-Egil, diretor do Dyrebeskyttelsen Norge. As assinaturas foram recolhidas através de ações online promovidas em oito idiomas. Os grupos de proteção animal Dyrebeskyttelsen Norge e o NOAH entregaram o abaixo-assinado para o Primeiro Ministro norueguês nesta quinta-feira.

“A crueldade da matança pode acontecer longe dos nossos olhos, mas não fora de nossa mente. As pessoas não vão mais tolerar esse tipo de tratamento brutal com os animais. Nós aguardamos a resposta do Primeiro Ministro e esperamos que ele aja com bom-senso e compaixão”, disse Siri Martinsen, veterinária da NOAH.

Golfinhos e tubarões fogem de mancha de óleo em direção às praias da Flórida


Onda suja com petróleo chega apraia do Estado de Alabama, nos EUA. Dave Martin/AP


A presença dos animais junto à costa significa que seu hábitat está muito poluído
Golfinhos e tubarões estão aparecendo em quantidades surpreendentes em águas rasas das praias da Flórida, como animais de uma floresta fugindo de um incêndio. Peixes, caranguejos e raias congregam-se aos milhares junto a um píer do Alabama. Pássaros cobertos de óleo arrastam-se pelos manguezais a dentro, e desaparecem de vista.

Cientistas que acompanham a tragédia do vazamento do poço da British Petroleum (BP) estão assistindo a fenômenos inusitados.

Peixes e outras formas de vida marinha parecem estar fugindo do petróleo e se aglomerando em águas mais limpas junto da costa, uma tendência que pesquisadores veem como um sinal potencialmente problemático.

A presença dos animais junto à costa significa que seu hábitat está muito poluído, e a aglomeração pode resultar em grande mortandade, à medida que os peixes esgotam o oxigênio local. Os animais também se tornam presa fácil para predadores.

"Um paralelo seria: por que a vida silvestre corre para a borda de uma floresta em chamas? Haverá um monte de peixes, tubarões, tartarugas tentando escapar dessa água que eles percebem que não é adequada", disse o biólogo marinho Larry Crowder.

O derramamento de óleo, que dura quase dois meses, criou um desastre ambiental sem paralelo na história dos Estados Unidos, á medida que dezenas de milhões de litros de óleo cru se espalham pelo ecossistema do Golfo do México.

Dia após dia, cientistas a bordo de navios contam os pássaros, tartarugas e outros animais marinhos mortos, mas o total é surpreendentemente baixo, dada a extensão do desastre. A última totalização dava conta de 783 pássaros, 453 tartarugas e 41 mamíferos mortos. Em comparação com o maior desastre anterior nos EUA, o do petroleiro Exxon Valdez, esses números são mínimos. No desastre do Alasca em 1989, morreram 250.000 pássaros e 2.800 mamíferos.

Pesquisadores dizem que há muitas razões para a baixa mortalidade constatada: a natureza enorme do derramamento faz com que os cientistas só consigam localizar uma pequena parcela dos corpos. Muitos nunca serão encontrados, com o animal morto afundando no mar, sem testemunhas. E muitos pássaros estão morrendo no interior dos mangues da Louisiana, onde buscam refúgio.

"Acho que parte da razão pela qual não estamos vendo mais mortes ainda é que os impactos desta crise estão apenas começando", disse o biólogo marinho John Hocevar, ligado ao Greenpeace.

A contagem de corpos é mais que um exercício acadêmico: o total de mortes ajudará a determinar quanto a BP deve pagar em reparações.

Lagartas 'se disfarçam' de cobras para assustar predadores

Espécies desenvolvem 'olhos falsos'para espantar pássaros em florestas da Costa Rica.

Lagartas criam 'olhos'e'escamas'falsos para enganar animais que poderiam devorá-las.

Lagartas encontradas na Costa Rica 'se disfarçam' de cobras e de outros animais para amedrontar predadores, segundo um estudo publicado nesta semana pela revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

De acordo com o estudo dos pesquisadores Daniel H. Janzen e Winnie Hallwachs, da Universidade da Pensilvânia, e John M. Burns, do Museu Nacional de História Natural do Smithsonian, centenas de espécies de lagartas e crisálidas de borboletas e mariposas apresentam olhos e escamas falsos, semelhantes aos de cobras e lagartos.

Segundo os pesquisadores, essas espécies evoluíram para explorar o instinto natural de animais, como os pássaros, de evitar predadores potenciais.

Evolução favoreceu as lagartas que exploram a cautela natural de animais como os pássaros.

Eles acreditam que, sem tempo para checar se a ameaça é real ou não - sob o risco de ser "comido" se a ameaça for confirmada -, o pássaro foge assim que identifica os olhos ou as escamas.

Algumas espécies chegam ao ponto de "abrir" os olhos falsos quando o pássaro se aproxima ou de emitir um som semelhante ao de uma cobra.

As espécies foram todas encontradas e catalogadas na Área de Conservacão Guanacaste (ACG), nas florestas do noroeste da Costa Rica, por Jenzen e sua esposa, Hallwachs, nos últimos 32 anos.

Mais de 450 mil espécies foram estudadas na área de quase 124 quilômetros quadrados. O número de espécies apenas nesta região é equivalente ao de todas as espécies de mariposas e borboletas encontradas nos Estados Unidos.

Toda a área de conservação foi comprada com doações, e Janzen lembra que a única maneira de preservar essas milhares de espécies é preservando seu habitat.

Atualmente, os pesquisadores tentam reunir recursos para comprar uma área de 2,76 quilômetros quadrados em particular. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Estudo sobre o mimetismo dessas criaturas foi publicado em revista científica. Daniel Jansen/BBC

Japão divulga primeiras imagens de vela solar totalmente aberta


A vela tem uma superfície quadrada de 4,5 metros de lado e 7 milésimos de milímetros de espessura
A Ikaros, fotografada por uma câmera de 6 centímetros separada da vela. Divulgação/Jaxa


A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) divulgou as primeiras imagens feitas da vela solar Ikaros já totalmente aberta na órbita terrestre. A câmera que fez as fotos foi ao espaço junto com a vela, e foi separada dela por uma mola. A Ikaros foi lançada ao espaço em 21 de maio.

A vela tem uma superfície quadrada de 4,5 metros de lado e 7 milésimos de milímetro de espessura. Sua abertura foi um processo complexo e demorado, que teve início no dia 3 de junho.
A Ikaros, vista mais de perto pela câmera levada ao espaço. Divulgação/Jaxa

Além de uma camada de células fotoelétricas, um sistema de manobra e sensores estão integrados à vela. A Ikaros agora deve se manter no espaço por seis meses, demonstrando tanto a manobrabilidade da vela quanto a eficiência das células coletoras de energia.

A Ikaros tenta demonstrar a viabilidade dessa combinação de tecnologias - uma vela impulsionada pela pressão da luz solar e um gerador elétrico que, no futuro, poderá ser usado para alimentar um motor e outros instrumentos.

Se essa combinação funcionar, o Japão pretende usá-la para enviar uma missão futura ao planeta Júpiter.

sábado, 19 de junho de 2010

Empresa anuncia ar-condicionado abastecido a luz solar


Produto é capaz de gerar 70W/h e garante redução de 2012kg de emissão de CO2 na atmosfera durante 10 anos - o equivalente ao plantio de 780 pinheiros no mesmo periodo.

optar por adquirir um ar-condicionado para a casa é um passo importante quando se leva em conta os gastos de energia do aparelho. Se a grana estiver curta, talvez o melhor passo seja aguentar o calor - pelo menos até o momento. A LG lançou um ar-condicionado ecologicamente correto que diminui o consumo de energia através da luz solar.

O aparelho é uma criação híbrida, sendo abastecido tanto por rede elétrica quanto por energia solar. Isso é possível por conta da presença de painéis solares com localização estratégica para captação da luz.

Os painéis são capazes de gerar 70W/h durante a exposição solar, o equivalente à energia gasta por um refrigerador. Além disso, reduzem 212kg de emissão de dióxido de carbono na atmosfera em 10 anos, o que poderia ser comparado ao plantio de 780 pinheiros no mesmo período.

Protótipo usa energia solar para purificar água


Com uso de um equipamento simples e que dispensa grandes instalações, o Solar Water Purifier filtra água em apenas dois estágios


O novo conceito de purificador de água criado pelo designer industrial Cole Dobson sugere uma proposta que pode ser usada mesmo em regiões com pouco acesso a tecnologias. O Solar Water Purifier, ou Purificador de Água Solar, em tradução livre, executa exatamente o que o nome propõe: filtragem de água por meio de um sistema simples baseado em energia solar.

Seu funcionamento acontece em dois estágios. O primeiro prevê que o usuário coloque a água em uma bandeja e espere que seja aquecida, evaporada e, posteriormente, condensada. Todo o vapor deve ficar concentrado no topo do purificador, para entrar no segundo compartimento. Depois do condensamento total, o usuário deve retirar a primeira bandeja e permitir que os raios ultravioleta façam a purificação.

De acordo com estimativas das Nações Unidas,cerca de 1,8 milhão de pessoas morrem todos os anos por consequência da ingestão de água em condições impróprias. Caso o projeto de Dobson entre em linha de produção, a popularização dos purificadores pode aumentar, já que o novo conceito não usa tecnologias caras e deve ter baixo custo para o consumidor final.

Bastante silenciosos, carros elétricos agora emitirão alerta sonoro


Fabricantes precisarão instalar um sistema de aviso para pedestres; o Nissan Leaf, por exemplo, emitirá ondas sonoras de 2.5Hz a 600Hz

Os veículos híbridos, aqueles que possuem um motor elétrico e outro a combustão, são conhecidos pela pouca emissão de gases nocivos ao meio ambiente, mas também por serem bastante silenciosos.

Segundo especialistas do mercado automotivo, esse silêncio excessivo dos modelos híbridos pode causar atropelamentos, já que pedestres não ouvem o barulho dos motores. Para resolver esse problema inusitado, a Nissan, fabricante do híbrido Leaf, colocará sinais sonoros que podem ser ouvidos por pessoas de todas as faixas etárias – os motoristas terão a opção de desativar o alerta.

O sistema de aviso emite uma onda sonora de 2.5Hz a 600Hz, e é uma exigência do Ministério de Infra-Estrutura e Transporte do Japão. A novidade será instalada no Nissan Leaf, que chegará em grande escala aos mercados dos Estados Unidos, Holanda, Japão e Portugal até dezembro deste ano.

Protótipo de bola de futebol gera energia quando utilizado


Projeto sOccket usa sistema de bobinas indutivas capaz de carregar até uma bateria de celular com apenas 15 minutos de uso em uma partida

Estudantes da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, desenvolveram uma bola de futebol que poderia tornar a Copa do Mundo muito mais "verde". O projeto dos quatro alunos recebe o nome de sOccket e propõe uma bola que recarrega uma pequena bateria interna sempre que utilizada em partidas.

Segundo as pesquisas feitas pelo grupo, toda vez que uma bola é chutada, parte da energia é usada para colocá-la em movimento. No entanto, outra parte é desperdiçada. A sOccket sugere um sistema de bobinas indutivas, parecido com o utilizado nas lanternas "shake to charge", que usa parte do impacto do chute para produzir energia.

Para se ter uma idéia da capacidade do projeto, após uma partida de apenas 15 minutos, a energia gerada é suficiente para acender uma lâmpada de LED por até três horas ou carregar uma bateria de celular. Se a sOccket fosse utilizada em um jogo de 90 minutos, por exemplo, a energia de apenas uma bola seria suficiente para recarregar até seis baterias de celulares. Já pensou quanta energia uma Copa do Mundo poderia gerar?

Para aproveitar o clima da competição, atualmente a "bola ecológica" está sendo testada em comunidades carentes do Quênia e África do Sul que apresentam problemas de distribuição de energia elétrica.

Botas convertem calor produzido pelos pés em energia para celulares


Mas é preciso ter disposição: para abastecer um aparelho por cerca de uma hora são necessárias outras doze de caminhada

Depois dos celulares recarregáveis a base de pedaladas, agora é a vez das botas que transformam em energia o calor produzido pelos pés. As “Orange Power Wellies” como são chamadas, foram criadas em parceria com os especialistas em energias renováveis da GotWind e são capazes de transformar 12 horas de andança em energia suficiente para abastecer um celular por aproximadamente uma hora - haja disposição!

A energia coletada na sola da bota é gerada por meio de um processo conhecido como “Efeito Seebeck”. Na parte interna da sola, existem módulos termoelétricos compostos por pares de materiais semicondutores tipo P e tipo N, formando termopares, que são conectados eletricamente em um conjunto (termopilha). Em seguida, são presos entre duas placas finas de cerâmica, e quando o calor dos pés atinge uma das placas e o frio (vindo do chão da rua, por exemplo) atinge a outra, a eletricidade é gerada.

Para carregar o aparelho é bem simples. Basta conectá-lo na saída de energia, em um espaço próprio para encaixar o aparelho no calçado.

Mas não se anime com a ideia de já ir usando as botas neste inverno. As Orange Power Wellies são apenas protótipos e não estão disponíveis para venda. Elas serão apresentadas ao público no festival britânico de Glastonbury, no fim do mês.

Painéis solares translúcidos funcionariam como janelas


No lugar de vidros, placas solares que oferecem energia

Painéis solares podem ser muito interessantes para o meio ambiente, e até mesmo para contas de luz. No entanto, até o momento eles não demonstravam nenhum outro aproveitamento doméstico. Para reverter essa situação, foi apresentada na China uma janela que consegue otimizar a utilização desse tipo de tecnologia.

Foi mostrada durante a International Optoelectronics Week, em Taipei, uma janela que usa painéis solares no lugar de vidros convencionais. A invenção demonstrada, segundo o site Engadget, oferece uma luminosidade um pouco nebulosa, mas que ao mesmo tempo entrega 2W de energia.

Aparentemente, podem ser fabricados vidros com variação da nebulosidade, proporcionando maior ou menor eficiência da energia solar. Quanto mais energia produzida, menos visibilidade a janela deve oferecer.

Carro eólico é mais rápido que o próprio vento


Criação de cientistas norte-americanos atingiu velocidade 2,86 vezes mais rápida que o vento no dia de testes

Um grupo de cientistas norte-americanos criou um carro movido a energia eólica que consegue ser mais rápido que o próprio vento que o impulsiona.

Durante o dia de testes, o vento que fazia o carro se mover alcançou 21km/h, enquanto o modelo eólico foi 2,86 vezes mais rápido.

Os cientistas se basearam em um carro de Fórmula 1 para desenvolver o projeto, que tem como principais materiais espuma e uma torre com hélice para impulsionar o carro com a força do vento.

Para que o carro atinja velocidade superior à do vento, é necessário um impulso inicial externo. As rodas, então, fazem com que a hélice gire e o veículo aproveita maior parte da força do vento. Quanto mais força do vento e mais rotação da hélice, mais velocidade.

O sistema que transmite a potência das rodas para a hélice foi a parte mais difícil do projeto, de acordo com os pesquisadores, levando cerca de um ano para ser concluído.

Maior prédio residencial do mundo abusará da tecnologia verde



Com projeto a ser executado na Índia, o Dubber World One, de mais de 450 metros de altura, usará energia solar em alguns de seus espaços
Quarta-feira, 09 de junho de 2010 às 18h25

O maior arranha-céu residencial do mundo será construído em breve em Mumbai, na Índia. A empresa indiana Lodha Developers, em parceria com uma companhia dos Estados Unidos, anunciou que vai erguer na cidade o Dubber World One, prédio com 117 andares em um espaço de 17 acres.

O edifício terá 450 metros de altura, proporções superiores ao Empire State Building, de Nova York. O projeto incluirá mais duas torres e ainda deve oferecer 200 flats com três ou quatro quartos, piscinas privativas além de alguns apartamentos duplex.

A construção do complexo deve ser iniciada nos próximos meses e tem preço total de produção estimado em US$450 milhões. O prédio deve ficar pronto em 2014 e o preço dos apartamentos provavelmente vai ultrapassar US$1,5 milhão.

O projeto do edifício também inclui algumas medidas “verdes”, como sistema interno de reciclagem e uso de energia solar em áreas comuns do edifício. A atitude deve reduzir o consumo de eletricidade em mais de 40%.

Celular recarregado por movimento de bicicleta


Nokia anuncia desenvolvimento de quatro aparelhos e um carregador que são recarregados pelo movimento da roda da bicicleta
Sexta-feira, 04 de junho de 2010 às 12h52

Se energia solar já parecia uma tecnologia ecologiamente correta para recarregamento de baterias de celular, o que dizer de um sistema que utiliza movimentação de bicicleta? A Nokia anunciou na quinta-feira, 03/06, o desenvolvimento de quatro novos aparelhos e um carregador que usa do movimento de bicicleta para reabastecer sua bateria.

Para o sistema funcionar é necessário conectar o carregador a um dínamo em uma bicicleta. O pequeno gerador de energia usará da movimentação das rodas para então carregar o aparelho. De acordo com a empresa, o kit foi pensado para usuários que têm acesso limitado à eletricidade.

Os produtos devem chegar ao mercado no segundo semestre deste ano e têm preço estimado entre 30 e 45 euros. Segundo a Nokia, em mercados emergentes o kit deve ter preço inicial de 18 euros. No entanto, deve apresentar valor superior em outras localidades.

Companhia apresentará primeiro avião movido a algas




Especialistas acreditam que a alga será um dos principais combustíveis do futuro, pois não compete com as lavouras de alimentos pelas melhores terras e produz 30 vezes mais combustível do que os vegetais usados em biocombustíveis. E além de servir como combustível renovável, as algas também são conhecidas por sua capacidade de devorar o dióxido de carbono.
Segunda-feira, 07 de junho de 2010 às 13h25

A gigante europeia da indústria aérea EADS se prepara para anunciar a primeira aeronave movida por combustível feito 100% a partir de algas. A máquina será apresentada durante o Festival Aéreo de Berlim, na Alemanha.

"Precisamos de uma mudança de paradigma na indústria da aviação. Logo, precisamos de uma alternativa ao querosene", disse à agência France Press Jean Botti, diretor técnico da EADS, acrescentando: "Se 10% da nossa frota estiver voando com biocombustível em 2040, eu ficarei extremamente feliz."

Especialistas acreditam que a alga será um dos principais combustíveis do futuro, pois não compete com as lavouras de alimentos pelas melhores terras e produz 30 vezes mais combustível do que os vegetais usados em biocombustíveis.

Além de ganhar terreno como energia renovável, as plantas marinhas também são conhecidas por sua capacidade de devorar o dióxido de carbono, um dos gases do efeito estufa.

Empresa investe US$18 bi em tecnologia verde


Grupo LG anunciou investimento até 2020 em negócios sustentáveis

Comunicado enviado pela LG informa que a empresa deve investir 20 trilhões de wons (cerca de US$17,9 bilhões) até 2020 em negócios sustentáveis. A quantia também servirá para realizar projetos que pretendem reduzir 40% das emissões de gases, baseados nos níveis atingidos em 2009.

O grupo LG deve dividir os investimentos em pesquisa ambiental e desenvolvimento de recursos para eliminar 50 milhões de toneladas de emissões de gases causadores do efeito estufa liberados anualmente.

Para tanto, a companhia busca aumentar a fabricação de produtos eficientes em energia e expandir negócios em energia renovável. Entre as idéias destacam-se a produção de células de combustível e baterias recarregáveis para veículos elétricos. Com a mudança da estratégia da empresa, o setor deve se tornar responsável por 10% da receita total do grupo em 2020.

Outra empresa que busca focar em tecnologia verde é a Samsung Eletronics, que anunciou investimento de 5,4 trilhões de wons em pesquisa ambiental e desenvolvimento de ferramentas sustentáveis.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Cientistas descobrem tubarão que consegue ficar invisível




Tubarão é capaz de emitir luz na parte inferior do corpo

ReduzirNormalAumentarImprimirUma pesquisa da Universidade de Louvain, na Bélgica, publicada no Journal of Experimental Marine Biology and Ecology descobriu que uma espécie de tubarão que é capaz de emitir luz pode ficar invisível para presas e até para outros predadores. A estratégia já era conhecida em outros animais, mas é a primeira vez detectada em um tubarão. As informações são do Discovery News.

Segundo a reportagem, a invisibilidade funciona da seguinte forma: o "caçador fantasma dos fiordes", como é conhecido, é capaz de emitir luminosidade pela parte inferior de seu corpo. Como ele habita águas mais escuras, a presa que o vê por baixo confunde a luz do tubarão com a luz que vem de águas superiores, ou seja, a luz do tubarão se ajusta com a luz de cima e sua silhueta desaparece. Como o "caçador fantasma" tem a boca para baixo, a presa nem vê o que a matou.

De acordo com os pesquisadores, o animal ainda é capaz de ajustar sua emissão de luz conforme a luminosidade do ambiente. Ele utilizaria os olhos e uma glândula no cérebro para realizar esse processo. Julien Claes, que liderou a pesquisa, afirma que cerca de 10% de todos os tubarões - aproximadamente 50 espécies - são capazes de emitir essas luminosidades, mas não se sabe se eles também podem ficar invisíveis para a presa.

Para realizar o estudo, os pesquisadores levaram exemplares de tubarões capturados em Bergen, na Noruega, para a estação Espeland (no mesmo país) e os colocaram em tanques de água fria e escura, reproduzindo seu habitat natural. Eles simularam condições de iluminação - repetidas dias após o primeiro experimento - e notaram a capacidade dos animais de reproduzir essas condições.
Foto: Université catholique de Louvain/Divulgação
26 de maio de 2010 • 08h30

Baleia "ressuscita" e surpreende especialistas na Dinamarca


Especialistas disseram que o animal tinha poucas chances de sobreviver

ReduzirNormalAumentarImprimirUma baleia que se acreditava agonizar há três dias num fiorde na Dinamarca recuperou forças nesta sexta-feira no final da tarde e começou a nadar, para grande espanto dos especialistas que já haviam desistido de salvá-la.

"Mas especialistas em mamíferos marinhos que a observaram disseram que estava muito doente e esgotada, sem quase nenhuma chance de escapar", disse Henrik Lykke Soerensen, coordenador das operações do Departamento de Natureza e Florestas.

"Eu a vi às 18h20 (13h20, no horário de Brasília) assoprar, mexer-se e começar a nadar. Fantástico, um milagre", disse Lisbeth Blumenkranz, testemunha, segundo ela, "da ressurreição" desse mamífero que "todos pensavam tivesse morrido".

O porta-voz da polícia, Joergen Jacobsen, disse que a "ressurreição" alegrou milhares de dinamarqueses que visitavam desde quarta-feira o fiorde de Vejle, no oeste do reino, para assistir à lenta agonia da baleia encalhada a alguns metros da costa.

Devido à maré alta, ela começou a nadar, "no entanto em direção ao fundo do fiorde e não ao alto-mar. Os bombeiros já estão tentando orientá-la", disse.

A baleia comum, de 15 m de comprimento e entre 20 t a 30 t, encalhou na manhã de quarta-feira, com a maré baixa. Bombeiros protegiam-na do sol mais forte, aspergindo água, para tentar mantê-la viva, segundo imagens divulgadas pelo canal dinamarquês TV2 News.
Foto: AFP
18 de junho de 2010 • 15h46 • atualizado às 17h28

quinta-feira, 17 de junho de 2010

São Paulo lança um ambicioso projeto de preservação


Corredor Ecológico nasce como um dos mais ambiciosos projetos ambientais do país

Uma das mais ofensivas ações de preservação da natureza no Brasil foi lançada oficialmente no estado de São Paulo. A ideia é criar um Corredor Ecológico para preservar e restaurar 150 mil hectares de Mata Atlântica.

O projeto, a cargo da Acevp (Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba), vai abranger os municípios paulistas de Guaratinguetá, Lorena e São Luis do Paraitinga.

O objetivo da iniciativa é, por meio de ações integradas a dinâmicas sociais locais, obter o resultado esperado em dez anos. Para isso, devem ser plantadas mais de 200 milhões de árvores, com investimentos que vão somar R$ 3 bilhões.

Para chegar a resultado tão ambicioso se uniram ao projeto a Fundação SOS Mata Atlântica, os institutos Ethos, Oikos e Tomie Ohtake, os grupos Fibria e Santander, o Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul e a consultoria AMCE.

A ideia surgiu há quatro anos, mas sua materialização só aconteceu agora. “Desde 2006 trabalhamos na construção da base institucional do projeto e da ampliação de parcerias que permitirão sua continuidade a longo prazo”, afirmou Paulo Valladares, secretário executivo da Acevp.

Segundo Valladares, um corredor ecológico tem a função de recuperar áreas degradadas e reconectar partes isoladas de floresta, o que facilita a movimentação de espécies de animais, a recolonização e o desenvolvimento ambiental e socioeconômico da região.

Do total dos 150 mil hectares, 122 mil serão de espécies nativas da Mata Atlântica e 28 mil hectares serão de florestas voltadas para o uso econômico (cultivo de eucalipto). “A proposta de recuperação da cobertura vegetal dessa região vai permitir a criação de faixas contínuas de matas ou um mosaico de atividades sustentáveis, de maneira a interligar trechos de florestas”, disse Maria Luiza Pinto, diretora executiva de Desenvolvimento Sustentável do Santander, empresa participante do projeto.

As pessoas e empresas interessadas em integrar o projeto poderão contribuir por meio do Programa Arvorecer. Mais informações pelo site www.corredorvale.org.br

Andrés Bruzzone Comunicação

sábado, 5 de junho de 2010

Brasileiro desenvolve roteador à base de energia solar


Uma equipe de pesquisadores da USP está desenvolvendo um roteador Wi-Fi baseado em energia solar com tecnologia 100% brasileira. Sem o uso de fios, esses aparelhos ‘verdes’ funcionarão sozinhos, se comunicando uns com os outros, e dessa forma propagando a conexão à internet.

Além de ajudar o meio-ambiente, o roteador Wi-Fi solar será um produto importante no processo de inclusão digital, uma vez que regiões carentes poderiam ser iluminadas com internet com um custo bem baixo. Confira!

Navegação ecologicamente correta: veja como

Sites ajudam a diminuir consumo de energia e emissão de CO2

Salvar o mundo pode ser trabalho demais para uma pessoa só. Mas e se nós disséssemos que mesmo aí, sentado na frente do computador, você pode ajudar um pouquinho o planeta? Separamos duas dicas bastante simples que ajudam a diminuir o gasto de energia do seu computador e, de quebra, reduzem a emissão de dióxido de carbono da máquina.

Esse aqui é o Blackle, uma espécie de versão ecologicamente correta do Google. O site não pertence à empresa, seus desenvolvedores apenas inseriram a ferramenta do buscador em uma nova página. Como você pode ver, todo o site é na cor preta, e é justamente essa a diferença do serviço. Ao evitar o uso das cores, principalmente do branco, o computador consome menos energia. E não precisa se preocupar com a eficiência, o resultado das buscas é exatamente o mesmo que você consegue ao entrar diretamente na página do buscador.

Nossa segunda dica é esse programa aqui, o Snap CO2 Saver. A intenção dele é parecida com a do Blackle, mas o funcionamento é bem mais abrangente. O aplicativo permite reduzir a emissão de dióxido de carbono não apenas durante o uso de uma página ou outra, mas no uso contínuo do PC. Por meio do Snap você pode configurar o momento de deixar seu computador em standby, desligar o disco rígido ou a tela. Aqui nas opções do programa você tem três níveis de redução de energia, cada uma com especificação diferente das outras. O mais legal de tudo é que o software contabiliza o quanto você, os outros do Snap e todo o resto das pessoas estão economizando de energia. Os dados são constantemente atualizados, olha só.

Mas antes de começar a usar o aplicativo você tem que garantir que a contagem aconteça corretamente. Para isso, você precisa vir aqui em “Options”, clicar em “Computer Details” e selecionar a configuração da sua tela. Pronto. Depois de um tempo você vai conseguir ver o quanto seu computador já ajudou a reduzir a emissão de gases poluentes.

E o programa não ajuda só o planeta, o Snap também economiza seu tempo com esse espaço aqui para buscas rápidas no seu site preferido. Para selecionar o site que você quer deixar programado para realizar as pesquisas é só clicar “Settings”, também dentro do botão de “Options”. Viu só? Agora você pode ser ecologicamente correto e ainda ter facilidades na sua vida online. Para testar nossas dicas e começar a sua navegação verde é só clicar nos links logo abaixo desse vídeo.

365 maneiras de ajudar o meio ambiente


Nova-iorquino fez um blog e promete dar uma dica por dia, durante um ano inteiro

Uma atitude sustentável por dia, durante um ano inteiro. Esta é a proposta desse blog, criado pelo nova-iorkino Mike Lieberman. Todos os dias, um novo post com dicas eco-friendly ilustram o seu blog. São atitudes que não atrapalham em nada a rotina dele, mas certamente fazem diferença para o planeta. Algumas são óbvias, como por exemplo, decidir o que vai comer antes de abrir a geladeira, não jogar lixo na privada ou secar pratos ao ar livre ao invés de usar a secadora. Mas outras são bem úteis e simples como, por exemplo, não usar canudo ao beber um suco ou levar o próprio cabide ao entregar uma roupa na lavanderia. Itens não mais utilizados por você podem servir ao vizinho. Por isso, por que não deixá-los bem à vista? E na hora de utilizar sacolas reutilizáveis no supermercado, experimente adicionar um fundo de papel grosso. Isso faz com que a sacola dure bem mais.

Quer acompanhar a saga de Mike e, quem sabe, se inspirar um pouco? Então acesse o blog dele. O link está no início desse texto.