domingo, 30 de setembro de 2012
ONG resgata e transfere leões para África
26 de setembro de 2012 | O Estado de S.Paulo
Dono de dois leões e uma leoa teve que abrir mão dos animais por causa de lei na Sérvia
Poluição do ar reduz vidas humanas na Europa, mostra relatório
24 de setembro de 2012 | Barbara Lewis - Reuters
Em média, a poluição diminui a expectativa de vida em cerca de oito meses, diz a Agência Europeia do Ambiente
BRUXELAS - A poluição do ar está encurtando a vida em quase dois anos em partes da União Europeia, disse a Agência Europeia do Ambiente (AEA), reforçando o argumento de um aperto das restrições de emissões do bloco.
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A legislação tinha conseguido reduzir a quantidade de algumas toxinas liberadas por escapamentos e chaminés em toda a Europa, afirmou um relatório da AEA publicado nesta segunda-feira, 24.
Mas ainda havia níveis perigosos de partículas microscópicas, conhecidas como material particulado e associado a doenças como câncer de pulmão e problemas cardiovasculares, acrescentou o relatório.
Em média, a poluição do ar estava reduzindo a vida humana em toda a região em cerca de oito meses, disse o relatório. Também foi citada uma pesquisa separada, financiada pela Comissão, mostrando que a redução dos níveis de partículas pode aumentar a expectativa de vida em 22 meses em algumas áreas.
O relatório não especificou as áreas, mas disse que a Polônia e outras regiões industriais do leste da Europa tinham níveis particularmente altos de poluição ou partículas.
Londres tinha a pior qualidade do ar de qualquer capital da UE e foi a única cidade britânica a exceder os limites diários da UE para poluentes, acrescentou.
Falando após a divulgação do relatório, a comissária de Meio Ambiente da UE, Janez Potocnik, afirmou que uma revisão das leis de qualidade do ar da UE no próximo ano precisava colocar os limites da UE para os níveis de poluição mais perto das recomendações mais estritas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre níveis seguros de poluentes.
"Isso (o relatório) é um aviso muito sério sobre a importância para a nossa qualidade de vida e saúde", disse Potocnik à Reuters.
Além do impacto sobre a saúde, a diretora-executiva da AEA, Jacqueline McGlade, afirmou que a poluição custava ao bloco € 1 trilhão (US$ 1,30 trilhão) por ano em cuidados com saúde e impactos mais amplos sobre os ecossistemas.
"A política da União Europeia reduziu as emissões de muitos poluentes ao longo da última década, mas podemos ir mais longe", disse ela.
Outro desafio no ozônio
O material particulado é visto como o mais grave risco de poluição do ar na Europa. Usando os dados mais recentes, de 2010, o relatório afirma que 21% da população urbana do bloco foi exposta a mais material particulado em concentrações acima do limite diário da UE.
Até 30% dos habitantes da cidade enfrentaram a exposição acima de uma meta anual da UE para partículas mais finas, pequenas o suficiente para passar dos pulmões para a corrente sanguínea, tornando-as particularmente perigosas para a saúde.
Os poluentes vêm da fumaça de carros, indústria e queima de combustível doméstico.
Depois de passar por reações químicas complexas no ar, os poluentes entram na água, na terra agrícola e na cadeia alimentar e podem reduzir a produção agrícola.
27 de setembro de 2012 |Agência Brasil
Al Gore diz que mudanças climáticas devem acirrar disputa por alimentos
Em São Paulo, Al Gore apresentou dados que indicam aumento nas ocorrências de calor extremo
São Paulo – O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore alertou nesta quarta-feira, 26, para o risco de o aquecimento global acirrar a disputa por alimentos e biocombustíveis. Durante a apresentação no Global Agribusiness Forum, realizado na capital paulista, ele ressaltou que as mudanças climáticas tendem a diminuir a produtividade de commodities agrícolas, como o milho e a soja, e provocar um acirramento sobre a sua destinação.
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Al Gore se apresentou durante a 'Global Agribusiness Forum', em São Paulo
"Em um mundo mais quente, se nós não começarmos a agir, o conflito entre plantar milho para produzir combustível e para alimentação irá se tornar ainda mais intenso", disse, destacando as altas nos preços dos alimentos nos últimos anos.
Gore ressaltou ainda que as alterações no climáticas tendem a tornar difícil fazer previsões sobre o tempo, informações fundamentais para a agricultura. "A pertubação do ciclo biológico acabará com a possibilidade de se prever a ocorrência das chuvas", disse, após demonstrar por meio de estatísticas que o planeta enfrentou nos últimos anos aumento nas temperaturas médias. Além disso, Gore apresentou dados que indicam aumento nas ocorrências de calor extremo, acima de 50 graus Celsius, em países como o Iraque e Paquistão.
Ao final, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos ressaltou a importância de um esforço conjunto para contornar o problema em tempo de evitar os efeitos mais catastróficos. "Nós temos que tomar a decisão de que isso é uma prioridade para nós. Nós temos que ir rapidamente em frente e, se queremos ir longe, temos que ir juntos".
Vistoria em lixão confirma situação de vulnerabilidade de ex-catadores no RJ
28 de setembro de 2012 - Agência Brasil
Governo diz que fará mutirão para avaliar a saúde das pessoas no entorno do lixão de Itaoca
Rio de Janeiro – O governo federal participou, nesta-quinta-feira, 27, de uma vistoria técnica no lixão de Itaoca, em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio, com o objetivo de acompanhar e fiscalizar as ações emergenciais que estão sendo adotadas em favor das mil famílias que moram em situação considerada de grave de vulnerabilidade social no entorno do aterro.
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Lixão de Itaoca foi desativado no começo do ano
Fechado no início do ano, o aterro de Itaoca esteve em atividade por cerca de 30 anos. Ex-catadores do aterro sanitário de Itaoca cobram assistência do governo do Rio.
De acordo com o coordenador-geral de Movimentos Urbanos da Secretaria da Presidência da República, Maurício Dantas, que participou da visita, a situação dos moradores de Itaoca é preocupante. Ele disse que todas as famílias que moram na localidade estão em "situação desumana". Com o fechamento do lixão, elas não têm de onde tirar o sustento.
Dantas informou que todas as famílias estão sendo cadastradas em programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. Ele disse que, de forma emergencial, será feito no local um mutirão para avaliar as condições de saúde dessas pessoas.
"O objetivo da visita de hoje é articular os governos federal, estadual e municipal para ver que ações são necessárias para atender à demanda de sobrevivência das pessoas, e depois incluir esses catadores de uma forma que possam sobreviver da atividade de catação de materiais recicláveis", explicou Dantas. A vistoria também teve a participação de parlamentares da Alerj e representantes do governo do estado e da prefeitura da São Gonçalo.
Entre as medidas emergenciais definidas pelas comissões de Saúde, Direitos Humanos e Cidadania e Saneamento Ambiental em audiência pública realizada no dia 12 passado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), está a criação de um fundo de valorização dos catadores e a imediata indenização financeira desses trabalhadores.
A comissão defende que os catadores do lixão de Itaoca devem receber o mesmo tratamento que tiveram aqueles que exerciam a mesma atividade no aterro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desativado em julho deste ano. Na ocasião, todas as pessoas que atuavam no aterro foram indenizadas pelo governo do estado e instaladas em polos de reciclagem.
Exploração de madeira ilegal movimenta até US$ 100 bilhões por ano
28 de setembro de 2012 - O Estado de S.Paulo
Exploração de madeira ilegal movimenta até US$ 100 bilhões por ano
Até 90% da exploração é feita pelo crime organizado, aponta relatório do Pnuma e Interpol
O comércio de madeira extraída ilegalmente na Amazônia, na África Central e no Sudeste Asiático movimenta de US$ 30 bilhões a US$ 100 bilhões por ano e é responsável por até 90% do desmatamento de florestas tropicais no mundo. O alerta foi feito ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Interpol, durante divulgação do relatório Carbono Verde: Comércio Negro.
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De acordo com o levantamento, de 50% a 90% da exploração madeireira nos países daquelas três regiões é realizada pelo crime organizado, respondendo por até 30% do comércio global.
A atividade, aponta o relatório, conta com velhas táticas, como suborno e falsificação de licenças, e tecnologias modernas de invasão de sites do governo. No total, foram descritas 30 formas de obtenção de madeira e "lavagem" de madeira ilegal.
Casos assim foram identificados no Brasil. Em 2008, diz o trabalho, hackers que trabalham com madeireiros ilegais no Pará acessaram licenças de corte e transporte de madeira, possibilitando o roubo de 1,7 milhão de m³ de floresta. A história envolveu 107 empresas, que acabaram sendo processadas em US$ 1,1 bilhão.
Segundo a Interpol, a retirada ilegal de madeira está associada também ao aumento de violência em geral, assassinatos e agressões a populações indígenas. A Polícia Internacional alerta que é necessário um esforço global coordenado para lidar com o problema.
"A exploração madeireira ilegal pode minar esse esforço, roubando as chances de um futuro sustentável de países e comunidades, caso as atividades ilícitas sejam mais rentáveis do que as atividades legais de Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação)", afirmou o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, durante a divulgação do relatório.
Ministro da Agricultura não descarta veto ao Código Florestal
28 de setembro de 2012 | Venilson Ferreira - Agência Estado
Mendes Ribeiro diz que há questões técnicas que podem ser vetadas após discussão com o Poder Executivo
O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), não descartou a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff vetar trechos do texto da Medida Provisória do Código Florestal aprovado nesta semana pelo Senado Federal. Ele argumenta que existem questões técnicas que podem ser vetadas após discussão do texto pelo Poder Executivo. "Onde a maioria do governo estiver estará o ministro da Agricultura", diz ele.
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Mendes Ribeiro destacou que o importante é que "com ou sem veto da presidente Dilma Rousseff teremos um novo Código Florestal, que acabará com a insegurança jurídica no campo". Ele lembrou que foi criticado porque defendeu o veto na questão das Áreas de Preservação Permanente (APP) no texto aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado. "A Câmara dos Deputados havia errado, pois a decisão prejudicava o pequeno produtor. A Medida Provisória baixada pela presidente Dilma corrigiu, aperfeiçoando o texto", diz ele.
Baleia rara é avistada pela 1ª vez no ano
28 de setembro de 2012
Baleia juarte branca foi vista no litoral da Austrália
Uma baleia rara foi avistada no litoral da Austrália pela primeira vez este ano. Esta baleia jubarte branca foi batizada de Migaloo, ou "cara branco", em um idioma aborígene.
Em 1991, o Migaloo tornou-se a primeira baleia jubarte branca a ser avistada. Esta época marca o começo da migração da espécie. Cerca de 17 mil baleias deste tipo passam o ano percorrendo as águas entre a Antártida e o norte da Austrália.


Países precisam fazer mais para reduzir extinção até 2020, diz ONU
28 de setembro de 2012 | ALISTER DOYLE E DAVID FOGARTY - Reuters
Alguns até agora adotaram novos planos para combater ameaças como a poluição ou as alterações climáticas
OSLO - Muitos países precisam fazer mais para diminuir a extinção de animais e plantas dentro das metas da ONU para 2020, que também economizariam ao mundo bilhões de dólares por ano, afirmam especialistas da ONU.
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Apenas alguns países --incluindo França, Guatemala e Grã-Bretanha-- até agora adotaram novos planos nacionais para combater ameaças como a poluição ou as alterações climáticas, de acordo com um pacto estabelecido no Japão em 2010.
"Há muito mais a fazer", disse David Cooper, chefe da unidade científica, técnica e tecnológica no Secretariado da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB), em Montreal, à Reuters por telefone.
Quase 200 nações se reunirão em Hyderabad, na Índia, de 8 a 19 de outubro, para avaliar o progresso em direção às metas para proteger a vida na Terra, que os relatórios da ONU dizem que está sofrendo a maior onda de extinções desde o desaparecimento dos dinossauros há 65 milhões de anos.
Os governos concordaram em 2010 com 20 metas, incluindo eliminação progressiva dos subsídios prejudiciais e expansão das áreas protegidas, por exemplo, para salvar os recifes de coral valiosos que são viveiros para peixes ou para diminuir o desmatamento do Congo à Amazônia.
"Há um progresso substancial. É rápido o suficiente para atingir as metas até 2020 para a maioria deles? Provavelmente não", disse Cooper. A biodiversidade está ameaçada por um aumento projetado na população humana para 9 bilhões em 2050, de 7 bilhões agora.
"Nós precisamos de um aumento nas atividades", afirmou ele, como parte de uma série de entrevistas sobre as perspectivas para Hyderabad. A biodiversidade engloba tudo, desde alimentos à produção de madeira.
As nações também têm tido dificuldades para ratificar um protocolo que estabelece as regras para o acesso aos recursos genéticos, tais como plantas tropicais raras utilizadas em medicamentos, e formas de compartilhar benefícios entre empresas, povos indígenas ou governos.
Até agora, 92 países assinaram o Protocolo de Nagoya, mas apenas seis ratificaram, bem aquém dos 50 necessários para que ganhe força legal. A meta é que o protocolo esteja em pleno funcionamento até 2015.
OTIMISMO DEMAIS
"Estávamos um pouco otimistas demais", disse Valerie Normand, diretora sênior do programa para acesso e compartilhamento de benefícios na CDB, que disse que o Secretariado esperava que o protocolo pudesse entrar em vigor este ano. A expectativa agora é para 2014.
Cooper disse que muitos dos objetivos fixados para 2020 economizariam bilhões de dólares por ano, ao garantir que a agricultura, desmatamento ou pesca possam ser geridos de forma sustentável. Alguns pescados, por exemplo, têm sido explorados ao ponto de colapso.
Em Nagoya, especialistas estimam que o financiamento anual para salvaguardar a biodiversidade totalizou cerca de 3 bilhões de dólares por ano, mas alguns países em desenvolvimento queriam que aumentasse para cerca de 300 bilhões de dólares.
"Estes números são grandes, mas são triviais em comparação com os benefícios que estamos recebendo da biodiversidade. Se não agirmos, os custos serão muito maiores", afirmou Cooper.
Entre as preocupações, 32 por cento das raças de gado estão sob ameaça de extinção nos próximos 20 anos, diz a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas. E 75 por cento da diversidade genética das culturas agrícolas foram perdidas desde 1900.
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