domingo, 21 de agosto de 2011

Casais de aves do mesmo sexo podem ter relação estável, aponta estudo

15 de agosto de 2011 | 11h 09
Resultado indica que relacionamentos entre animais vão além da necessidade de reprodução

Uma nova pesquisa aponta que pares de aves do mesmo sexo têm relacionamentos tão estáveis e duradouros como os casais de pássaros do sexo oposto.
Julie Elie Pesquisadores analisaram o comportamento dos mandarins

Os cientistas da Universidade da Califórnia Berkeley e da Universidade Saint-Etienne, na França, analisaram o comportamento de mandarins (Taeniopygia guttata), aves canoras que cantam para seus parceiros, em um hábito apontado como algo que fortalece o relacionamento do casal.

Segundo os pesquisadores, pares formados por aves do mesmo sexo cantam e cuidam um dos outro da mesma forma que os casais formados por aves do sexo oposto.

A pesquisadora americana Julie Elie, que liderou o estudo, afirma que os resultados mostram que "relacionamentos entre animais podem ser mais complexos do que apenas um macho e uma fêmea que se encontram e se reproduzem".

Elie e os outros pesquisadores da equipe se interessaram pelo comportamento dos mandarins, pássaros que estabelecem relacionamentos que duram a vida toda e são muito sociais.

Os machos cantam para os parceiros, e os pássaros alisam as penas uns dos outros, além de dividir um ninho. "Eu me interesso em como eles estabelecem os relacionamentos e como usam a comunicação acústica em suas interações sociais", disse Elie à BBC.

"Minhas observações me levaram a um resultado surpreendente: indivíduos do mesmo sexo também interagem de uma forma associativa, como pares de machos e fêmeas", afirmou.

O estudo foi publicado na revista especializada Behavioural Ecology and Sociobiology.

Observação

Julie Elie e seus colegas de pesquisa, Clementine Vignal e Nicolas Mathevon, da Universidade de Saint-Etienne, criaram jovens mandarins em grupos do mesmo sexo. Mais da metade dos pássaros formaram pares com outra ave.

A equipe então monitorou os pássaros para captar sinais de que os pares estavam totalmente ligados.

Segundo Elie, pares de aves que formaram casais ficavam lado a lado e faziam ninhos juntos. Eles também se cumprimentavam tocando os bicos.

No estágio seguinte da pesquisa, os cientistas introduziram fêmeas nos grupos de pares de machos. De oito machos que já tinham formado casais do mesmo sexo, cinco ignoraram completamente as fêmeas e continuaram interagindo com o parceiro macho.

Segundo os pesquisadores, as descobertas indicam que, mesmo entre aves, o impulso para encontrar um parceiro é bem mais complicado do que simplesmente a necessidade de reprodução.

"O relacionamento de um par entre espécies socialmente monogâmicas representa uma parceria cooperativa que pode dar vantagens para a sobrevivência. Encontrar um parceiro social, não importa seu sexo, pode ser uma prioridade", diz a cientista.

Outros exemplos

Além dos mandarins, existem outros exemplos de casais do mesmo sexo entre aves.

Entre gaivotas e albatrozes monogâmicos, este tipo de relacionamento dá às fêmeas a chance de criar filhotes sem um parceiro macho.

"Fêmeas copulam com machos, e então criam os filhotes juntas", afirma a pesquisadora Julie Elie.

Em cativeiro, ocorreram pelo menos dois casos de pinguins machos formando relacionamentos longos entre si quando existiam fêmeas disponíveis.

Talvez o caso mais famoso seja o de dois pinguins machos, Roy e Silo, do zoológico do Central Park, de Nova York. Eles formaram um casal e não deram atenção para nenhuma fêmea durante pelo menos um ano.

Eles até construíram um ninho juntos e chocaram um ovo doado a eles por um dos tratadores.

Dilma muda limite de unidades de conservação para abrigar hidrelétricas

16 de agosto de 2011 | Marta Salomon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Medida Provisória altera demarcação de três parques nacionais na Amazônia e libera exploração mineral no entorno de dois deles; com a mudança, empreiteiras poderão instalar canteiros de obras das usinas de Tabajara, Santo Antônio e Jirau.

Três parques nacionais na Amazônia - do tipo de unidade de conservação (UC) mais protegido no País - tiveram seus limites alterados para abrigar lagos e canteiros de obras das usinas hidrelétricas de Tabajara, Santo Antônio e Jirau, em Rondônia.

Medida provisória editada pela presidente Dilma Rousseff e publicada na edição de ontem do Diário Oficial da União também autoriza a exploração mineral no entorno de dois dos parques.

Wilson Pedrosa/AE–9/8/2011 Disputa. Moradores da reserva extrativista Terra Grande Pracaúba, na Ilha de Marajó, teriam sido ameaçados por grileiros

Foram alterados os limites dos Parques Nacionais da Amazônia, Campos Amazônicos e Mapinguari. Duas outras unidades deverão ter os limites alterados em breve para o licenciamento ambiental de quatro hidrelétricas do complexo do Rio Tapajós, que ficarão entre as maiores das novas usinas da Amazônia, ao lado de Belo Monte, Santo Antônio e Jirau.

Os empreendimentos localizados nas unidades de conservação já alteradas eram defendidos pelo Ministério de Minas e Energia, até mesmo a mineração de ouro na área de 10 quilômetros no entorno do Parque Nacional Mapinguari, o maior dos três parques a ter o limite alterado, com 17,5 mil quilômetros quadrados, o equivalente a mais de 11 vezes a área da cidade de São Paulo.

Outro motivo para a alteração dos limites dos parques foi a regularização fundiária de ocupações de terras públicas até o limite de 1,5 mil hectares, além do conflito com áreas de assentamentos para a reforma agrária na região. A floresta remanescente nessas regiões só poderá ser explorada por meio de planos de manejo previamente autorizados.

O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Rômulo Mello, diz que a alteração do limite dos parques nacionais não impõe perdas à proteção da floresta. "Essas mudanças refletem bem a perspectiva de negociação que procuramos. Nossa postura não é travar, é negociar. Garantimos a conservação e permitimos que os empreendimentos sigam adiante", afirmou. "Fazemos o jogo do ganha-ganha", insistiu.

A Hidrelétrica de Tabajara, no município de Machadinho do Oeste, em Rondônia, é uma das obras previstas na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sua construção dependia da alteração dos limites do Parque Nacional Campos Amazônicos, criado em 2006. A previsão é que a hidrelétrica produza 350 megawatts (MW).

Lobby. A inclusão da Hidrelétrica de Tabajara no PAC teve forte lobby do presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO). Para o projeto seguir adiante, faltava tirar do caminho da obra as restrições impostas às unidades de conservação. O Parque Nacional Campos Amazônicos perdeu ao todo, por meio da MP, 340 quilômetros quadrados e ganhou outros 1,5 mil quilômetros quadrados.

No caso do Parque Nacional Mapinguari, o ajuste ocorreu por conta da revisão do alcance do canteiro de obras e dos lagos das Hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira. A perda de 70 quilômetros quadrados teria sido compensada com um acréscimo feito anteriormente em permuta com o Estado de Rondônia. O Parque Nacional da Amazônia perdeu agora 280 quilômetros quadrados, supostamente compensado, com folga, por acréscimo anterior a pouco mais de 1 mil quilômetros quadrados.

PARA LEMBRAR

O Estado revelou anteontem que as Unidades de Conservação (UCs) se tornaram o mais recente objeto de disputa entre ambientalistas e defensores do agronegócio. Na semana passada, durante audiência pública na Câmara, o deputado Moreira Mendes (PPS-RO), presidente da frente parlamentar da agropecuária, anunciou uma "grande campanha" para impedir que novas UCs sejam criadas sem a prévia autorização do Congresso Nacional. Hoje, a criação é feita por meio de decreto presidencial. Os ruralistas afirmam que a expansão dessas unidades pode comprometer a produção de alimentos no País.



Shell admite dificuldade para conter vazamento de petróleo no Mar do Norte

17 de agosto de 2011 | 11h 28

Vazamento, que se estende por uma área de 41 quilômetros quadrados, é o maior da última década na região

Mar do Norte tem seu maior vazamento de óleo em 10 anos

LONDRES - A Shell admitiu nesta quarta-feira que o vazamento de petróleo em uma plataforma do Mar do Norte na semana passada pode aumentar pelas dificuldades que as equipes estão tendo para contê-lo.

A companhia continua tentando deter o vazamento que desde quarta-feira passada já derramou 218 toneladas de petróleo no mar, a 180 quilômetros de Aberdeen (Escócia).

O vazamento, que se estende por uma área de 41 quilômetros quadrados, é o maior da última década na região.

A Shell tinha afirmado na terça-feira que o vazamento não chegaria à costa, mas, o diretor técnico da companhia, Glen Cayley, reconheceu nesta quarta-feira que há toneladas de petróleo no interior do duto.

Além disso, admitiu em declarações à agência de notícias britânica "PA" que está muito difícil deter o vazamento pelo fato de o duto ficar em uma área de difícil acesso e rodeada de vegetação marinha.

"Até que se tenha eliminado totalmente o vazamento e a brecha seja fechada, existem riscos", acrescentou o diretor da companhia anglo-holandesa.


Tempestade de areia paralisa Phoenix

19 de agosto de 2011 | 12h 54
Cidade americana teve tráfego aéreo e trânsito nas ruas suspensos devido a nuvem de poeira

A cidade americana de Phoenix, no Estado do Arizona, foi atingida por uma grande tempestade de areia vinda do deserto.

Esta foi a terceira vez apenas neste ano que uma tempestade como esta atinge a região sudoeste dos Estados Unidos.

As nuvens gigantescas paralisaram não apenas o tráfego aéreo mas também o trânsito nas ruas da cidade.

A cidade parou enquanto a poeira cobria todos os lugares onde passava, num raio de quilômetros. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Repórter Viajante


Na segunda parada de sua viagem pelo mundo, Herton Escobar visitou o Triângulo dos Corais, no sudeste asiático. É a região de maior biodiversidade marinha do mundo.
Estadão.com.br |

Fotógrafo lança livro com imagens de baleias ao longo de 30 anos

12 de agosto de 2011 | 6h 36
O americano Flip Nicklin, um dos principais fotógrafos de baleias e golfinhos do mundo, documentou mais de 30 espécies

Baleias misteriosas ficam em silêncio em águas rasas para evitar predadores





O fotógrafo e pesquisador americano Charles "Flip" Nicklin documentou a vida de baleias em todo o mundo durante 30 anos. Suas principais fotos estão no livro recém-lançado Among Giants, A Life with Whales ("Entre gigantes, uma vida com baleias", em português).

Nicklin é o principal fotógrafo de baleias da National Geographic e tornou-se especialista em mamíferos marinhos. Durante sua carreira, ele acompanhou mais de 30 espécies de baleias e golfinhos.
As imagens mostram migrações, momentos em que as baleias se alimentam, brincam entre si e com os pesquisadores que o fotógrafo acompanhava.


Em 2001, Flip Nicklin tornou-se um dos fundadores do Whale Trust, fundo que financia pesquisas e programas de educação sobre os cetáceos. Metade do valor do livro "Among Giants", que custa US$ 42 (R$ 68), é destinada à organização.

BBC Brasil

Câmeras escondidas revelam 'vida secreta' dos mamíferos em pesquisa


Estudo pioneiro conseguiu produzir 52 mil fotos com 420 câmeras ocultas em diferentes hábitats do mundo
16 de agosto de 2011 | 8h 26

WASHINGTON - Gorilas, elefantes e outros animais foram fotografados durante mais de dois anos em um estudo pioneiro que conseguiu produzir com 420 câmeras ocultas em diferentes hábitats do mundo 52 mil fotos que revelam a "vida secreta" dos mamíferos.

As imagens captam os momentos mais íntimos e espontâneos dos animais, desde um pequenino rato até um elefante africano, gorilas, pumas, tamanduás e inclusive caçadores armados.

A análise dos dados fotográficos ajudou os cientistas a confirmarem que a destruição do habitat tem um impacto direto e negativo sobre a diversidade e a sobrevivência dos mamíferos.

O estudo, dirigido pelo cientista colombiano Jorge Ahumada, ecologista da Tropical Ecology, Assessment and Monitoring (Team, na sigla em inglês) Network, do grupo Conservation International, foi publicado nesta segunda-feira na revista especializada Philosophical Transactions, da Royal Society.

Para realizar a pesquisa, foram colocadas 420 câmeras em áreas protegidas do Brasil, Costa Rica, Indonésia, Laos, Suriname, Tanzânia e Uganda, sendo 60 em cada local estudado, que permitiram documentar 105 espécies.

Após analisar as fotos feitas entre 2008 e 2010, os cientistas classificaram os animais por espécie, tamanho corporal e dieta, entre outras características.

Em seguida, determinaram que as áreas protegidas de maior extensão e as regiões de selva têm uma maior diversidade de espécies, tamanhos mais variados e animais que mantêm dietas mais diversas (insetívoros, herbívoros, carnívoros e onívoros).

"Os resultados do estudo são importantes, já que confirmam o que já suspeitávamos: a destruição dos hábitats está matando - de forma lenta, mas sem dúvida - a diversidade de mamíferos de nosso planeta", afirmou Ahumada em comunicado divulgado pela organização.

O Conservation International ressaltou que 25% do total das espécies de mamíferos está em perigo e, por isso, a pesquisa contribui de forma bastante significativa para o conhecimento científico a respeito de como as ameaças locais como a caça excessiva, a conversão de terras para a agricultura e a mudança climática afetam os mamíferos.

"O que faz com que este estudo seja cientificamente pioneiro é que criamos pela primeira vez informação coerente e comparável dos mamíferos em escala global e estabelecemos assim uma linha de referência eficaz para avaliar a mudança", explicou o comunicado.
O uso contínuo desta metodologia permitirá comparar as transformações na natureza e tomar medidas específicas para salvar os mamíferos.

Desde 2010, foram instaladas câmeras em novos lugares, o que ampliou a rede de acompanhamento a 17 pontos do Brasil, Panamá, Equador, Peru, Madagáscar, Congo, Camarões, Malásia e Índia.

"Esperamos que estes dados contribuam para uma melhor gestão das áreas protegidas e a conservação dos mamíferos no mundo todo", acrescentou Ahumada.


Filhotes de diabo-da-tasmânia fazem primeira aparição em zoo da Austrália

18 de agosto de 2011 | 17h 00


Animais estão sendo ameaçados de extinção por causa de doença que provoca tumores faciais.

Cinco filhotes de diabo-da-tasmânia fizeram sua primeira aparição pública no Zoológico da Austrália, em Queensland.

A diretora do zoológico, Tammy Forge, diz que o nascimento dos cinco filhotes é importante porque os diabos-da-tasmânia selvagens estão em perigo de extinção.

Segundo ela, eles podem desaparecer completamente de seu habitat natural em 10 ou 15 anos, e só sobreviverão em cativeiro.

A espécie está sendo dizimada por uma doença fatal que provoca tumores faciais no animal, dificultando sua alimentação. BBC Brasil

Tempestade tropical Harvey se forma na América Central

19 de agosto de 2011 | 16h
A tempestade tropical Harvey se formou sobre a costa da América Central nesta sexta-feira, ameaçando provocar fortes chuvas em Honduras e Guatemala, países produtores de cana-de-açúcar e café, afirmou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

Com ventos de até 65 quilômetros por hora, a tempestade se movia lentamente para oeste e deverá atingir as ilhas de la Bahía, em Honduras, na noite desta sexta-feira e Belize, no sábado.
Belize emitiu um alerta de tempestade tropical para sua região litorânea.

"Essas chuvas podem produzir inundações e deslizamentos de terra ameaçadores", afirmou o centro baseado em Miami em comunicado.

Deslizamentos de terra e inundações podem afetar a produção agrícola nos países exportadores, mas as colheitas de café e cana-de-açúcar neste ano praticamente já foram encerradas.