terça-feira, 27 de julho de 2010

Calçada que absorve água da chuva


Postado por Elaine Santos Em 22 julho 2010

A INSTALAÇÃO PERMITE A RETENÇÃO DE TODA ÁGUA DA CHUVA NO SOLO.

Entidade espera sanção das normas, para que os municípios possam regulamentar os novos tipos de calçadas.

Um tipo de calçada que custa cerca de 30% mais que as normais, mas que ajuda a combater enchente é testado pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).

A associação está desenvolvendo normas para a utilização do que chama de pavimento permeável. Esse tipo de calçada já está em testes em São Paulo, na rua Gabriel Monteiro da Silva (Jardins).

Mariana Marchioni, engenheira da ABCP, diz que a calçada retém 100% da água da chuva.
Os outros tipos de piso não absorvem nem 1%, de acordo com ela.

Mas o que garante a permeabilidade é o que está por baixo do piso. No solo compactado ou na areia, a água praticamente não infiltra.
Por isso, a técnica difundida pela ABCP prevê o uso de pedras, pedriscos e uma espécie de filtro de tecido para não deixar passar a sujeira.

Também é possível usar um tipo de concreto poroso, que deixa infiltrar cerca de 80% da água. É preciso escavar o solo para instalar o material. Daí o custo maior.
O método funciona também para locais com baixo tráfego de veículos, como estacionamentos. Ou ainda em ruas de condomínios.
A calçada permeável é feita de peças de concreto intertravado com espaço maior entre elas. A água, assim, penetra no solo facilmente.

EVANDRO SPINELLI│Folha de S. Paulo
ABNT
Ricardo Humberto Moschetti, gerente regional da ABCP, disse que a ideia da entidade é aguardar a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sancionar as normas para depois trabalhar para que os municípios criem leis para adotar as regras em todas as calçadas.

Trabalhos Ambientais Um comentario para “Calçada que absorve água da chuva (São Paulo)”
Élio J. B. Camargo disse:
23 de julho de 2010 às 8:02Acho engraçado, usarem o tema ecológico para venderem seu peixe (cimento), passando ao largo de outros detalhes, pois os blocos intertravados tem vários inconvenientes:
1 – São irregulares, com altos e baixos e ruins para deficientes, idosos, cadeirantes e carrinos de bebês.

2- Com o tempo e água afundam, pois são assentados individualmente no solo permeável. O antigo secretário das sub-prefeituras de São Paulo, já os condenou por este motivo (a da rua Augusta-onde os blocos foram colocados em 2007- já estão soltando, da mesma reportagem da Folha 14/06/10), mas continuam a usar pela cidade.
Se a permeabilidade fosse imprescindível, as ruas asfaltadas deveriam ser pavimentadas com paralelepípedos.

É uma contradição tolerar degraus nas calçadas e ao mesmo tempo exigir acesso a cadeirantes e carrinhos de bebês.
O melhor piso para calçada (faixa livre) é o mesmo das ruas, o asfalto (sem ressaltos, não escorregadio, não racha como o concreto e não afunda). Com ele, do mesmo modo, onde há largura suficiente, pode se fazer as outras faixas (serviços e acesso) com plantas e grama.
É o sistema usado amplamente em Curitiba, onde as calçadas são bem largas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Aumento da temperatura do mar provoca expansão de corais


Cientistas descobriram nas Ilhas Canárias espécie tropical que só havia sido avistada na África
Hidrocorais do gênero Millepora são estudados por cientistas desde 2008. Fotos: Efe

Uma equipe de cientistas descobriu em Tenerife, maior ilha do arquipélago das Canárias (região autônoma da Espanha), uma espécie tropical de coral que até então só havia sido avistada em Cabo Verde, na África.

De acordo com os pesquisadores, o aumento da temperatura do oceano pode ser o responsável pela expansão dos corais na região - até 11 graus de latitude em direção ao norte.

Os cientistas do Departamento de Biologia Marinha da Universidade de La Laguna, do Centro de Pesquisa Ambiental do Atlântico e do Departamento de Biologia da Universidade de Las Palmas começaram a estudar em 2008 a espécie de hidrocorais do gênero Millepora, após um pescador ter descoberto uma colônia desse gênero.

Supermercado 'verde' vira tendência em todo o País

Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
De olho no consumidor atento à sustentabilidade, as grandes redes de supermercados apostam cada vez mais nas lojas "verdes". Nesses ambientes são utilizadas técnicas de construção ecológica ? como sistemas de economia de energia, captação de água da chuva, telhados que aproveitam a luz natural ? e, nas prateleiras, é maior a oferta de produtos orgânicos e com certificações socioambientais.

Os supermercados também se transformaram em centros de coleta seletiva, onde o consumidor pode descartar o lixo reciclável, pilhas e baterias, óleo de cozinha e até celulares antigos.

Em São Paulo, cinco lojas com o perfil de "supermercado verde" estão em operação: são três do Pão de Açúcar, nos bairros Vila Clementino, Vila Romana (na região da Lapa) e no Brooklin. A rede Walmart possui duas lojas verdes, uma no Morumbi e outra na Granja Viana, em Cotia.

O Pão de Açúcar também expandiu o conceito para o interior do Estado, com lojas em Indaiatuba e Ribeirão Preto, e a Walmart inaugurou as suas com o conceito em cidades como Mossoró (RN), Marília (SP), Rio ?no bairro Campinho ?, Macaé (RJ), Asa Norte (DF) e Betim (MG). Na rede Carrefour, as 20 lojas que foram abertas desde 2007 também incorporam tecnologias verdes.

"Hoje são algumas lojas que se encaixam nesse conceito. Mas a tendência é que um número maior incorpore, especialmente as que forem inauguradas daqui para frente", diz Ligia Korkes, gerente de responsabilidade socioambiental do grupo Pão de Açúcar. Ela afirma que hoje ainda é mais caro incorporar à construção da loja os princípios verdes. "A primeira loja verde, inaugurada em 2008, foi 10% mais cara. A segunda, da Vila Clementino, em 2009, foi 7%. Em escala, esse custo tende a diminuir ainda mais e pode chegar ao padrão tradicional de construção."

Além das tecnologias que permitem um uso mais racional de água e energia elétrica, o que caracteriza um supermercado verde também é a maior oferta de produtos orgânicos e certificados nas prateleiras. Hoje, do total de alimentos orgânicos produzidos no País, 89% são vendidos nas grandes redes, que têm verificado crescimento de médio de 40% nas vendas de produtos cultivados sem agrotóxicos, a cada ano.

Além de orgânicos, redes como Carrefour oferecem produtos que vêm de fazendas onde é possível rastrear a produção. "Hoje, 12% dos produtos perecíveis podem ser rastreados, o que significa que a carne, por exemplo, não vem de fazendas onde houve desmatamento ilegal", explica Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade do Carrefour.

A rede americana Walmart chegou a traçar metas para aumentar a oferta de produtos verdes no mundo todo ? no Brasil, um dos objetivos é oferecer pelo menos um produto orgânico por categoria até 2012.

Também há um esforço com os fornecedores para estimular a adoção de embalagens com menor impacto ambiental.

"O grande desafio é fazer com que a mensagem sobre sustentabilidade chegue às pessoas e não se perca no meio de tantos estímulos ao consumo", diz Christianne Urioste, diretora de sustentabilidade do Walmart.

Caminho sem volta. Para Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu, entidade que estimula o consumo consciente, a adoção pelo varejo de práticas mais sustentáveis veio para ficar.

"O consumidor está sensível às questões socioambientais e as redes de supermercados tem a necessidade de se diferenciar da concorrência", diz.

O desafio, segundo Mattar, é expandir o conceito para segmentos onde o consumo está em expansão, como as classes C e D. "A médio prazo, a tendência é que as redes menores e voltadas a segmentos de menor poder aquisitivo também invistam nesses diferenciais", diz Mattar. Segundo ele, isso deve ocorrer porque as lojas verdes também permitem redução de custos, como água e energia elétrica.

Poluição. Queima de carvão aumenta as emissões de fuligem


O aumento das taxas do chamado carbono negro na atmosfera acelera o aquecimento global, segundo estudo realizado pelo Instituto Scripps de Oceanografia de La Jolla, na Califórnia, Estados Unidos, e publicado na revista científica Nature.

O carbono negro é a fuligem proveniente da queima de biomassa, como lenha e carvão, e também de combustíveis fósseis. Segundo o estudo, os aerossóis de carbono negro absorvem a radiação solar, o que transforma o componente em um dos fatores que mais agravam o aquecimento global, atrás apenas do dióxido de carbono.

O estudo mediu as concentrações de fuligem em diferentes pontos da China. Uma das conclusões é que, como o carbono negro permanece na atmosfera por poucas semanas, a redução dessa fonte de emissões poderia ser uma das formas mais rápidas de mitigar as mudanças climáticas no curto prazo.

HUMANIDADE
Unesco revisa Lista do Patrimônio Mundial
A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco, na sigla em inglês) revisa, a partir desta semana, a Lista do Patrimônio Mundial. Delegações de 193 países estão reunidas desde ontem em Brasília para um encontro, com duração de 10 dias, que avaliará os lugares candidatos à lista, o estado de preservação e os riscos a que estão submetidos alguns dos bens já inscritos. Segundo a coordenadora da Unesco no Brasil, Jurema Machado, a expectativa é que 32 novos lugares, entre cidades, monumentos e áreas naturais, sejam nomeados patrimônio. Até o momento, a Lista do Patrimônio Mundial inclui 890 lugares de "valor universal excepcional".

ÁGUA
Larvas para medir a poluição de rio
Larvas de insetos e de outros animais estão sendo utilizadas para avaliar a poluição do Rio Santo Anastácio, na região do Pontal do Paranapanema, extremo oeste de São Paulo. O estudo, realizado pela engenheira química Renata Ribeiro de Araújo, do câmpus de Presidente Prudente da Universidade Estadual Paulista (Unesp), constatou que a qualidade das águas do rio é péssima, em decorrência de uso de agrotóxicos, do desmatamento e do depósito de lixo nas margens. O estudo utilizou larvas resistentes a poluição para testar a qualidade da água e, assim, inferir os níveis de contaminação.

CONSERVAÇÃO
R$ 350 mil para áreas particulares
Proprietários de reservas particulares do patrimônio natural (RPPNs) da Mata Atlântica (foto) podem participar, até 31 de agosto, do IX Edital de Projetos, que deve destinar R$ 350 mil para iniciativas de conservação. Informações pelo e-mail rppn@sosma.org.br. /





Senado abandona medidas fundamentais do projeto da nova lei climática e energética

O Senado norte-americano retirou os planos de um limite de carbono e de uma meta de geração de energias renováveis (Renewable Electricity Standard) da nova lei climática e energética que está estagnada há meses na casa.

A decisão é um golpe na administração Obama e já rendeu comentários indignados de grupos de energia limpa.

“A rejeição do padrão nacional para energias renováveis é um ataque a todos os trabalhadores e consumidores americanos. A decisão ameaça 360 mil postos de trabalho, 85 mil já existentes e 274 mil que seriam criados pelo padrão. Nosso país demanda um novo futuro energético. Um futuro que dê ênfase a energias limpas, renováveis e que promova a redução dos custos, crie empregos e aumente nossa segurança nacional”, afirmou Denise Bode, presidente da Associação Americana de Energia Eólica.

Nenhum senador republicano apóia o novo projeto de lei a qual chamam de imposto de energia. O projeto precisa de 60% de votos para passar, os democratas contam com 57 assentos dos 100 do Senado, mas mesmo entre eles existem alguns contrários a lei.

Os senadores Lieberman e Kerry, que propuseram o projeto, estão confiantes que eventualmente a legislação de um mercado de cap-and-trade será aprovada. O projeto deve ser reintroduzido na pauta em setembro, mas a possibilidade de ser aprovado é pequena.

Pesquisas mostram que os democratas devem perder cadeiras no Senado nas eleições de novembro.

Apenas 1% das multas ambientais deste ano foi pago em Roraima

Desde janeiro, 376 pessoas foram multadas em Roraima, mas apenas 1% de aproximadamente R$ 73 milhões deverá ser arrecadado em 2010. O desmatamento sem licença desponta como o crime ambiental de maior incidência no território roraimense. As informações são do jornal Folha de Boa Vista.

De acordo com as autoridades, na maioria dos casos as pessoas recorrem na Justiça ou ignoram a penalidade, assim o tempo passa e as multas não são pagas. Os valores podem variar de R$ 500 a R$ 50 milhões.

Entre os órgãos fiscalizadores que atuam em combate aos crimes ambientais estão Fundação Estadual do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia (Femact), Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Assuntos Indígenas (SMGA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Todos comprovam que apesar da quantidade de multas aplicadas e os valores altos, as pessoas continuam cometendo os crimes.

Dados do setor de fiscalização do Ibama apontam que a quantidade de multas aplicadas de janeiro a junho de 2010 no Estado está quase ultrapassando a quantidade de multas de todo o ano anterior.

Em 2009, foram 281 pessoas autuadas cometendo algum tipo de crime ambiental. Entre os principais crimes estão o desmatamento sem licença, transporte ilegal de madeira, criação ilegal de animais silvestres em cativeiro e o tráfico de animais. As multas somaram quase R$ 74 milhões.

No primeiro trimestre deste ano 230 pessoas já foram multadas pelos fiscais do Ibama, que corresponde a R$ 73,8 milhões.

Lixo pode ter matado animais no litoral de SP

Rejane Lima - O Estado de S.Paulo
CORRESPONDENTE / SANTOS
Pesquisadores do Aquário Municipal de Santos, no litoral paulista, afirmam que o lixo e falta de alimentos adequados estão entre as causas das mortes de alguns dos 600 animais marinhos encontrados nas praias da Baixada Santista nos últimos dias

Segundo os veterinários, autópsias feitas em 15 pinguins e uma tartaruga-verde mostrou que eles tinham parasitas e fungos. A alimentação no litoral brasileiro, a base de sardinha, também teria facilitado o surgimento de doenças parasitárias.

No início da semana, o Ibama de Santos havia informado que o surgimento dos animais teria ocorrido provavelmente por causa de uma mudança climática brusca no litoral gaúcho. Os laudos oficiais serão concluídos e divulgados amanhã.

Embora seja comum o aparecimento de pinguins no litoral paulista nesta época do ano, vindos do inverno na Patagônia, os números de animais que morreram são recordes e assustadores. Desde o dia 6 já foram encontrados mortos ou gravemente debilitados 535 pinguins, 28 tartarugas, 5o golfinhos e algumas aves oceânicas, como atobás, fragatas, albatrozes e andorinhas-do-mar.

O Aquário de Santos está cuidando de uma tartaruga-de-pente. Outros animais recolhidos foram levados para o Centro de Reabilitação de Animais e Aves Marinhas, no Guarujá.
Nos EUA. A morte dos animais repercutiu na imprensa internacional. A revista americana Time publicou a notícia em seu site.

Brasil e outros países emergentes discutem mudanças climáticas no Rio

Efe
RIO DE JANEIRO - Delegações de Brasil, África do Sul, Índia e China (países que formam o grupo de potências emergentes Basic) se reúnem a partir desta sexta-feira, 23, no Rio de Janeiro para discutir o desenvolvimento das negociações internacionais sobre a mudança climática.
O encontro entre peritos, pesquisadores e negociadores precederá a IV Reunião Ministerial do Basic, que será realizada neste domingo e nesta segunda-feira, também no Rio.
Os principais negociadores do Basic em matéria ambiental debaterão as resoluções definidas na Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima, cuja última edição foi realizada em dezembro, em Copenhague.

Após o fracasso das negociações na Dinamarca, os ministros dos quatro países emergentes analisarão no Rio as estratégias a serem seguidas na próxima cúpula sobre o tema, que será organizada pela ONU entre 29 de novembro e 10 de dezembro em Cancún, no México.
A divisão global do espaço de carbono será uma das principais questões tratadas, segundo o Ministério do Meio Ambiente brasileiro.

O Protocolo de Kyoto e os tratados criados nas cúpulas seguintes da Convenção-Quadro estabelecem que os países desenvolvidos devam limitar e reduzir suas emissões de carbono, mas não fazem referência aos países em desenvolvimento.

Os países desenvolvidos acusam os que estão em vias de desenvolvimento de não estar sujeitos a nenhum tipo de legislação, o que os deixa livre para manter um crescimento industrial ilimitado.
Por sua vez, os países em vias de desenvolvimento alegam que o aquecimento global é culpa dos desenvolvidos, que tiveram um crescimento descontrolado da indústria e agora devem se responsabilizar por isso.
Nesse sentido, outro dos temas centrais da reunião será a equidade no debate internacional, no qual os países emergentes reivindicam espaço diante das grandes potências que tradicionalmente regem as discussões.

A Índia, por exemplo, defende que a responsabilidade ambiental de cada país seja contabilizada em 'emissões per capita', proposta segundo a qual países como China ou a própria Índia teriam baixos níveis de emissão, devido a sua grande população.

O Brasil, por outro lado, propõe basear-se na responsabilidade histórica, segundo a qual o país emissor deve pagar pelos efeitos derivados de sua atuação degradante.

Os anfitriões da reunião ministerial serão o secretário-geral do Itamaraty, Antonio de Aguiar Patriota, e a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Em 15 dias, mais de 500 pinguins mortos no litoral de SP

AP/Aquário Municipal/Peruíbe
Manuel Cunha Pinto - estadao.com.br
Mais de 500 pinguins foram encontrados mortos nas praias do litoral sul de de São Paulo desde o último dia 6, causando preocupação a biólogos da região. Acredita-se que a poluição e a falta de alimentos são as principais causas para o número elevado. Uma mudança climática brusca ocorrida no litoral gaúcho durante o último fim de semana também pode estar relacionada com as mortes. Contudo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deve divulgar nesta sexta (23) um laudo explicando o ocorrido.

AP/Pinguim morto em Peruíbe-SP Thiago Nascimento, biólogo do Aquário de Peruíbe, afirmou ao Planeta que em um ano comum apenas uma dezena de pinguins mortos é registrada na cidade litorânea. Só no último sábado (17), foram recolhidos ali mais de uma centena de animais da espécie pinguim-de-magalhães, característicos de águas temperadas e que migram por vezes até o Brasil vindos das zonas costeiras de Argentina, Chile e Ilhas Malvinas. O especialista explicou que, mesmo a espécie sendo classificada como em pouco risco de extinção, ela sofreu um decréscimo de 20% ao longo das duas últimas décadas.

Nesta quinta-feira (22) o Aquário de Peruíbe recebeu dois pinguins-de-magalhães vivos que, debilitados, passam por tratamento veterinário para se recuperar. Eles fazem companhia a outro que foi recolhido na última sexta-feira (16). No domingo (18), o aquário também acolheu um jovem albatroz, ave oceânica que não frequenta as praias da região, provavelmente trazido por correntes e ventos fortes.

Países disputam riqueza sob o gelo

GILLES LAPOUGE - O Estado de S.Paulo
O Polo Norte está ameaçado: o oceano gelado que o rodeia começou a derreter. O colapso da calota teve início. O explorador alemão Arvel Fuchs calcula que, durante o verão de 2009, os gelos derretidos do Polo Norte equivalem a quatro vezes a área da Alemanha. Dez filmes nos mostraram o sofrimento dos ursos brancos, magros e extraviados, à procura de seus antigos reinos inviolados de gelo. A partir deste verão, é possível que navios pioneiros consigam unir o Canadá à Sibéria.

Esse desaparecimento da calota polar que envolve há milhões de anos o cimo da Terra é um grande movimento da história. A última "terra incógnita" vai desaparecer. O imenso silêncio, os horizontes infinitos, as vastas brancuras do Polo Norte e seu nada vão ser substituídos por regiões às quais os homens, seus barulhos, seus motores a explosão, seus bancos, seus contêineres, terão acesso. Vamos assistir a este fenômeno raro: uma subversão da geografia que se desenrolará diante de nossos olhos.

Semelhante aventura provocará grandes transformações econômicas em escala planetária: de um lado, o mar, quando ficar desimpedido e acessível, poderá ser explorado pelos homens. Ele deixará que engenheiros e operários revolvam suas entranhas até agora interditas. Paralelamente, os navios poderão ligar diretamente a América ou a Europa ao Extremo Oriente, em vez de fazê-lo por enormes e custosos desvios pelo sul da África ou pelo Canal de Suez.

As nações que margeiam o Oceano Ártico já estão na linha de largada: Estados Unidos, Rússia, Canadá, Groenlândia (Dinamarca) e Noruega. Olhos brilham de cobiça à espera da abertura de um cofre-forte cheio de lingotes. Que lingotes? Carvão, cobre, bilhões de barris de petróleo, bilhões de metros cúbicos de gás, cobalto, antimônio, níquel, peixes. Uma caverna de Ali Babá.

Quem é o proprietário? Em 1º de dezembro de 1982, uma Convenção da ONU sobre o Direito do Mar foi assinada em Montego Bay (Jamaica). Ela prescreve que o Polo Norte e seu entorno são "patrimônio da humanidade" e não pertencem a ninguém. Boa coisa. Mas, esse "coração" do Polo, segundo os geólogos é muito pobre em petróleo e minerais. Na verdade, todas as riquezas se concentram na periferia do Oceano Ártico, na direção das terras. O direito internacional de 1982 institui que cada país ribeirinho tem o direito de explorar uma Zona Econômica Exclusiva que avança até 200 milhas marítimas (350 quilômetros) mar adentro. Não há ambiguidade: cada um dos cinco países tem seu domínio delimitado.

Uma cláusula da Convenção de 1982 perturba a ordem: se os países ribeirinhos conseguirem provar que a plataforma continental que se projeta de suas margens prolonga-se além da sua área seus domínios seriam aumentados.

Os geólogos voltaram ao trabalho e descobriram plataformas continentais. A Rússia abriu fogo. Ela desembainhou a "cordilheira" Lomonosov, uma montanha submarina que parte do litoral russo e passa justamente embaixo do Polo Norte.

Os outros ribeirinhos chiaram. Os geólogos canadenses provaram que a cordilheira Lomonosov não tem origem na Rússia e sim no norte do Canadá. E os geólogos dinamarqueses demonstraram que ela nasce na Groenlândia. Sem perda de tempo, em 2007, os russos desceram um minissubmarino que plantou na vertical do Polo Norte, a 4.264 metros de profundidade, uma bandeira de titânio com as cores russas.

O certo é que, num prazo de dez, vinte anos, o Polo Norte vai cair nas garras da história, isto é, da indústria. A última terra virgem do planeta se tornará a fábrica do mundo. O silêncio, o belo silêncio sobrenatural será violado. Em seu lugar estrondeará o burburinho dos homens. Uma das últimas reservas da beleza das coisas chegará ao fim.

Segunda consequência: o Oceano Ártico, desonerado de seus gelos, se tornará uma "autoestrada do mar". Esse é um velho sonho. Desde que Colombo descobriu a América, capitães destemidos tentaram abrir um caminho através das banquisas para criar caminhos diretos para a outra metade do globo, para a Ásia.

Esses caminhos foram batizados de "Passagem Noroeste" (pelo norte do Canadá) e "Passagem Nordeste" (ao longo das costas da Sibéria. Essas duas passagens continuaram bloqueadas, mas, durante quatro séculos, fascinaram o mundo. Mas eis que a terra consuma hoje, ela própria, a metamorfose que o gênio do homem não conseguiu obter em quatro séculos de explorações heroicas.

A partir deste ano, um carregamento de ferro partirá de Kirkenes, no norte da Noruega, para a China. Um petroleiro russo zarpará do porto de Varandey, no grande norte siberiano, para entregar sua carga no Sudeste Asiático. Do lado canadense e americano, espera-se para mais adiante a abertura da passagem noroeste.

Será preciso esperar alguns anos para esses dois itinerários se tornarem operacionais. Mas, a menos que um novo capricho do clima nos reenvie a uma improvável era glacial, as duas rotas deverão se tornar navegáveis dentro de alguns anos .

Os benefícios serão consideráveis. Hoje, entre Londres e Tóquio, os navios cobrem 21 mil quilômetros. Pelo Ártico, as duas cidades se encontrariam a 14 mil quilômetros de distância apenas. Entre Noruega e a China, a passagem do noroeste faria ganhar entre 15 e 20 dias de navegação.

Em 1498, o Doge de Veneza convocou seus conselheiros. Naquela manhã, ele recebera um despacho e esse despacho era lamentável. Um navegador português, Vasco da Gama, conseguira dobrar o sul da África pelo Cabo das Tormentas, rapidamente rebatizado de Cabo da Boa Esperança. Até então, Veneza controlava a totalidade do comércio entre o Ocidente e o Oriente. Veneza era a porta que permitia à Europa se comunicar com a Ásia. A única porta entre os dois continentes. Veneza foi privada de seu privilégio. Assim caminha a história: bastou uma nova rota ser inventada por um marinheiro português e toda a geografia do mundo entrou em transe, vacilou, e a história pôs-se a girar, como num imenso picadeiro das dimensões do universo.

O Doge entendeu isso num estalo: Veneza morria. Veneza ia morrer. No futuro, ela seria apenas uma princesa esplêndida, inconsolável, enlutada por si mesma, moribunda e bela como uma lembrança perene agora que as rotas que ela outrora controlava eram desfeitas em favor de rotas novas e de uma nova "modernidade". Começou então a longa e esplêndida letargia de Veneza, à beira de suas lagunas desamparadas. / TRADUÇÃO DE CELSO M. PACIORNIK

Caçada de mamutes causou mudança climática na pré-história

REUTERS
caçadores antigos que espreitaram os últimos mamutes lanudos provavelmente ajudaram a aquecer as latitudes extremas do norte da Terra milhares de anos antes que os seres humanos começassem a queimar combustíveis fósseis, de acordo com um estudo sobre mudança climática pré-histórica.

A extinção dos mamutes lanudos, que comiam folhas, contribuiu para uma proliferação de árvores baixas na região do Ártico, escurecendo uma paisagem que originalmente refletia a luz do Sol de volta para o céu, acelerando a elevação das temperaturas no norte polar, concluíram pesquisadores da Carnegie Institution.

A marcha da vegetação para o norte afetou o clima por causa do "efeito albedo", no qual a substituição da neve branca por uma superfície mais escura absorve mais luz e cria um ciclo de aquecimento que se perpetua.

O fim da última Era Glacial, marcado por aquecimento global e pelo dramático encolhimento das geleiras que haviam coberto boa parte do hemisfério norte, já estava em andamento quando a extinção do mamute lanudo começou.

Mas a descoberta mais recente, que deve ser publicada na revista especializada Geophysical Research Letters, sugere que a atividade humana teve um papel na mudança do clima da Terra muito antes do início da era industrial, ainda que o efeito do fim dos mamutes tenha sido minúsculo em comparação com a situação atual.

Se os caçadores de mamute ajudaram a acelerar o aquecimento do Ártico, este seria potencialmente o primeiro impacto humano no clima, antecedendo o acusado pelos primeiros fazendeiros, disse Chris Field, diretor do departamento de ecologia Global da Carnegie e coautor do estudo.

Com o advento da agricultura há cerca de 7.000 anos, seres humanos provavelmente modificaram o clima por meio da destruição de florestas e do cultivo de novas variedades, disse Field.

Ibama resgata espécie de arara em extinção no PA

SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado
Duas aves, uma delas ameaçada de extinção, foram resgatadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de um sítio na zona rural de Barcarena, a cerca de 100 quilômetros de Belém, no nordeste do Pará. As aves, uma arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus) e uma arara-canindé (Ara ararauna), formaram duplas com outras da mesma espécie que já viviam solitárias no Zoológico Mangal das Garças, na capital do Estado, para onde foram encaminhadas.


As araras foram entregues na sexta-feira pelo caseiro da propriedade, que acionou o instituto e as entregou espontaneamente. De acordo com a legislação ambiental, quem faz a entrega voluntária de um animal silvestre, mesmo se mantido ilegalmente em cativeiro, não é multado. O caseiro disse que as aves chegaram à propriedade há cerca de um mês e como não se alimentavam sozinhas decidiu capturá-las e entregar ao Ibama. Os animais estavam saudáveis.

"Elas podem ter fugido do recinto onde eram criadas. É comum araras cortarem o arame de gaiolas e escaparem. Elas foram amansadas, e a Canindé vocaliza palavras. Dificilmente poderão voltar à natureza porque foram humanizadas", diz o veterinário Mauro Moraes, da Divisão de Fauna e Pesca do Ibama em Belém. A arara-azul, espécie em perigo de extinção, estava junto com a canindé numa pequena gaiola.

Segundo o Ibama, uma arara-azul resgatada em Altamira, no sudeste do Pará, havia sido entregue ao zoológico em junho e estava sozinha num recinto especial, dado à sua raridade. Uma arara-canindé, ave protegida mas não em perigo de extinção, também estava à espera de um par. A confirmação do sexo das araras será feita por meio de exames de DNA em laboratórios especializados no Rio de Janeiro ou em São Paulo e deverá levar, pelo menos, 20 dias, informou o Ibama.




Mais de 120 baleias-piloto são mortas nas Ilhas Faroe, província da Dinamarca


Fotos: Andrija Ilic/Reuters 23 de julho de 2010 | 15h 35

Todos os anos, espécie Globicephala melaena passa pela costa e é alvo de caçadores
23 de julho de 2010 | 15h 35
Mais de 120 baleias-piloto mortas nesta sexta-feira, 23, são vistas no Porto de Tórshavn, nas Ilhas Faroe, uma província autônoma da Dinamarca entre a Escócia e a Islândia.

Todos os anos, grupos da espécie Globicephala melaena passam pela costa do arquipélago no Atlântico Norte e são alvo de caçadores.

No passado, os pescadores usavam lanças e arpões, mas hoje utilizam equipamentos modernos, como facas especiais, cordas e bastões de medição.

Na foto abaixo, um morador das Ilhas Faroe mostra ao filho como retirar os dentes da boca da baleia.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fortalezense cria poste eólico para iluminar ruas



Banner por Edgar Queiroz

Fortalezense cria poste eólico para iluminar ruas

(...) forma de energia livre de poluentes, resíduos gasosos, líquidos ou térmicos.

Não há contaminação do solo nem refugo de materiais radioativos,

ou seja, não há impacto ambiental, o que significa custo baixo”.

Garante que a energia alternativa seja utilizada, normalmente, por um bom período,

mesmo em condições climáticas adversas.

“Pode parar de ventar por sete dias que o gerador vai liberar a energia armazenada

sem nenhum problema ... LER MAIS



Luxo no lixo x Luxo é um lixo

Desapercebido, delicadamente colocado. Inclinado tal ainda posasse.

No lixo, com classe.

O consumo, tendências e influências numa dinâmica constante.

Atualizável-descartável.

Sua trajetória finalizada num descarte.

Inútil valor renovável.

Círculo vicioso insaciável do novo, tornando-se a cada minuto ultrapassado.

Elaine Santos

terça-feira, 13 de julho de 2010

84% votam contra estaleiro de Eike em Biguaçu

05/07/2010 00:01

Povo de Santa Catarina não caiu na farsa dos bilhões e conserva o "mais rico" meio ambiente do Mundo.

Porto Gente recebeu comentário no final deste domingo (4) do pessoal do site www.quiajurere.com/ccpontal, informando que o plebiscito realizado no sábado (3), conforme noticiado pelo Porto Gente, foi um sucesso,com grande participação da comunidade.

Maiores informações:
http://www.portogente.com.br/comente/index.php?cod=30325-84%+votam+contra+estaleiro+de+Eike+em+Bigua%C3%A7u
Notícia Reproduzida do site Porto Gente

Segundo essas informações, 84% dos votantes foram contra a instalação do Estaleiro OSX em Biguaçu SC, pois afetaria diretamente a Praia da Daniela e outras, como a Praia do Forte e a Praia de Jurerê, em Florianópolis.

EUA proíbem perfuração de petróleo em águas profundas até 30 de novembro

12 de julho de 2010 | 19h 05
Reuter

Decisão foi anunciada após anulação judicial da 1ª moratória, em junho, a pedido de 32 petroleiras

WASHINGTON - O Departamento do Interior dos Estados Unidos emitiu nesta segunda-feira, 12, uma nova proibição sobre a perfuração de petróleo em alto-mar, que será válida até 30 de novembro e não se baseará na profundidade das águas, e sim em "configurações de perfuração e tecnologias".

A decisão foi anunciada após a anulação judicial da primeira moratória, em 22 de junho, a pedido de 32 petroleiras.

"Depois de mais de 80 dias de vazamento de óleo da BP, é essencial e apropriada uma pausa nas perfurações em águas profundas para proteger a comunidade, as costas e a vida selvagem dos riscos que implicam", disse o secretário do Interior, Ken Salazar, em comunicado.

"Estou baseando minha decisão na evidência que cresce a cada dia sobre a incapacidade da indústria para conter uma catástrofe em águas profundas, responder a um derrame de petróleo e operar com segurança", acrescentou.

A moratória revista segue para um tribunal de apelações nos Estados Unidos.

Candidatos falam sobre projetos para a Amazônia

Presidenciáveis serão sabatinados sobre os planos de governo para a região; primeiro será Plínio de Arruda Sampaio, do Psol

A Amazônia será o tema principal de uma série de debates com os candidatos à Presidência da República que um grupo de empresas e organizações não governamentais promove. O candidato do P-SOL, Plínio Arruda Sampaio, será o primeiro a apresentar as suas ideias amanhã (13) às 16h, em Belém.

Os três principais candidatos da disputa presidencial já confirmaram participação. Marina Silva (PV) será ouvida em agosto. José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), em setembro.

A intenção dos organizadores do Fórum Amazônia Sustentável é conhecer as propostas dos presidenciáveis para o desenvolvimento do maior bioma do país, onde vivem 23 milhões de brasileiros. Entre os temas, estão questões como o combate ao desmatamento, estratégias de desenvolvimentismo sustentável para as populações tradicionais da região e o papel da floresta na política nacional de mudanças climáticas.

Os debates serão mediados pelo pesquisador do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), Adalberto Veríssimo. Cada candidato terá duas horas para expôr o que considera os principais desafios da Amazônia, apresentar suas propostas para o desenvolvimento da região, responder a perguntas da plateia e fazer considerações finais.

12 de julho de 2010 | 19h 07
Agência Brasil

''Onda verde'' se espalha por lojas e feiras

Crescem nos bairros da cidade as opções orgânicas, 'naturebas' e de origem certificada para adeptos do consumo consciente

A administradora de empresas Cecilia Lotufo, moradora da Lapa, na zona oeste de São Paulo, considera-se radical na hora das compras. "Não como em fast-food, não pego refrigerante para crianças em festinhas", diz. Ela é uma consumidora consciente. "Dou preferência a alimentos e outros produtos de origem orgânica, que prejudicam menos o meio ambiente e a minha saúde." Um hábito que tem se difundido entre paulistanos e criou um mercado à parte.

Cecilia é frequentadora do Espaço da Cultura de Consumo Responsável, evento que ocorre às quartas no Tendal da Lapa. A iniciativa, que começou em maio, mistura palestras educativas com feira de produtos agroecológicos e de economia solidária. Cerca de 20 comerciantes vendem café, hortaliças e pães.

"Mais do que incentivar o setor, queremos mudar o hábito do paulistano", diz Ana Flávia Borges, coordenadora do Instituto Kairós, um dos responsáveis pela empreitada. "Mostramos que ter consciência na hora de consumir é essencial para conservar o meio ambiente e ser saudável."

"E a metrópole está cada vez mais aberta a esse pensamento", defende Ana. Tanto que já estão sendo planejados novos espaços como o da Lapa. "Essa experiência no Tendal é a primeira de uma série", conta. "Em breve, teremos um espaço similar, também na Lapa, e criaremos pontos em outros bairros."

Produtos. Com o crescimento da preocupação do consumidor paulistano, inflou também a oferta de produtos. Inaugurada em 2008, a loja Eden, na Vila Madalena, comercializa roupas 100% orgânicas. "Pesquisamos durante quatro anos antes de abrir", diz o dono, Jorge Yammine. "E vimos que, pela consciência do povo, a capital paulista seria o melhor lugar para começar algo do tipo."

Ele também cria produtos não-sustentáveis para grandes redes varejistas. "Mas está cada vez mais fácil convencer o paulistano a comprar de forma consciente", diz. "Assim, podemos investir mais nesse mercado." As vendas de suas roupas orgânicas crescem em torno de 150% ao ano.

Nas lojas Mundo Verde, os atendentes são treinados para orientar o cliente a comprar de forma consciente. "Apontamos os alimentos sem agrotóxicos, usamos sacolas biodegradáveis", explica a nutricionista Flávia Figueiredo, que trabalha na rede. "Nossos funcionários sabem mostrar a importância de não desperdiçar, de mudar a atitude na hora de consumir", completa o diretor de Marketing, Donato Ramos.

Preocupação. "Não existe vida sem consumo nem impacto", destaca Ricardo Oliani, coordenador do Instituto Akatu, que trabalha para mobilizar os indivíduos para que se tornem consumidores conscientes. "Mas é preciso fazer tudo de forma sustentável, para minimizar os danos ao planeta."

Hoje, por exemplo, um terço do que é comprado no Brasil vai parar no lixo, sem ser consumido. "Para contribuir com nossa luta, basta mudar algumas atitudes", explica Oliani. "Não coloque mais comida no prato do que vai comer, recicle o lixo, dê preferência para alimentos certificados por entidades do setor."

Certificados. O Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora) tem selos que qualificam madeiras e produtos de agricultura. Por meio de uma auditoria, o órgão determina quais empresas trabalham com base em critérios socioambientais.

Alimentos certificados, a exemplo do café Ghini, podem ser encontrados na rede de supermercados Pão de Açúcar. A Chocolat du Jour, com lojas no Itaim, nos Jardins e nos Shoppings Iguatemi e Cidade Jardim, também conquistou o selo.

"Garantimos que a empresa não desmata, não polui", afirma o agrônomo Lineu Siqueira Júnior, do Imaflora. "Notamos que aumentou muito a atenção dos empresários para o assunto."

Prova da evolução é que, em dezembro, o Imaflora tinha 360 empreendimentos brasileiros certificados. Um aumento de 12% em relação a 2008. "O cenário só melhora porque o consumidor começou a cobrar essa postura sustentável das empresas", destaca Siqueira.

Um pouco mais sobre essa ''onda''

Carne. "Ela é tida como a vilã (dos prejuízos ao meio ambiente)", afirma Hugo Bethlem, vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar. "Mas dá para consumi-la de forma consciente." A rede tem um selo para acompanhar a produção das carnes Taeq. "Certificamos que ela é feita sem desrespeitar a natureza", afirma Bethlem.

Frutas. É possível achar produtos de origem orgânica às quartas, no Espaço da Cultura de Consumo Responsável, no Tendal da Lapa, e em uma feira do Parque da Água Branca. A Imaflora também certifica produtos agrícolas com o selo Rainforest Alliance Certified.

Café. A dica é comprar tipos orgânicos, tratados manualmente (sem ser de forma industrial) por pequenos produtores. Há opções na feira do Parque da Água Branca, na rede de lojas Mundo Verde e no Espaço da Cultura de Consumo Responsável, no Tendal da Lapa. Também é possível achar sucos, chás e outras bebidas.

Roupas. Há opções orgânicas de jeans, camisetas, blusas, vestidos e afins na Eden, na Vila Madalena. "E, na fábrica, reciclamos a água e usamos um processo sustentável de tingimento. Preferimos corantes vegetais, evitamos químicas", afirma o proprietário, Jorge Yammine. "Também compramos algodão apenas de pequenos produtores."

Sacolas. Para evitar o desperdício, não use sacolinhas plásticas nas compras. A dica é optar pelas ecobags ou por lojas que têm peças biodegradáveis, como as da rede Mundo Verde. "Mas também não adianta comprar uma ecobag e esquecer de levá-la para que ela possa ser usada várias vezes", diz Oliani, do Akatu.

11 de julho de 2010 | 0h 00
Filipe Vilicic - O Estado de S.Paulo


Uso de sacolas plásticas no comércio do Rio fica restrito a partir desta sexta

Fiscais da Secretaria do Ambiente vão a supermercados e lojas para garantir a aplicação da lei
13 de julho de 2010 | 17h 04
Agência Brasil

RIO DE JANEIRO - O uso de sacolas plásticas para embalar mercadorias fica restrito no Rio de Janeiro a partir desta sexta-feira, 16, com a entrada em vigor da Lei nº 5.502 de 2009. Os parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado tinham aprovado o adiamento para janeiro de 2011, mas o Diário Oficial do Estado publicou nesta terça, 13, o veto do governador Sérgio Cabral.

Também na sexta, fiscais da Secretaria do Ambiente vão a supermercados e lojas para garantir a aplicação da lei. O órgão informou, no entanto, que inicialmente eles vão realizar ações educativas e não está prevista a aplicação de multa, que depois poderá chegar a R$ 20 mil.
De acordo com o presidente da Associação de Supermercados do Rio de Janeiro, Aylton Fornari, o comércio vem se adaptando há algum tempo às novas regras.

“Estamos preparados para cumprir essa lei, os mercados vão dar desconto de 3 centavos a cada cinco itens para quem não quiser levar a sacola. E vão oferecer outros tipos de sacolas reforçadas, como de lona e ráfia, que possam ser reutilizadas. Isso já vem acontecendo há algum tempo, mas sexta começa a fiscalização da mudança do sistema”, destacou Fornari.

O comércio popular também terá de observar a lei. O presidente da Sociedade de Amigos e Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), Ênio Bittencourt, diz que será difícil mudar em tão pouco tempo e reclama da falta de alternativas.

“A gente vai fazer o que for possível, porque o comércio popular usa muito esse material. Vai ficar meio apertado o prazo, vamos tentar diminuir, porque não nos apresentaram nenhuma alternativa”, disse Bittencourt, que representa comerciantes do maior centro de comércio popular da cidade.

Rosângela de Souza, que trabalha numa papelaria da Praça Mauá, no centro do Rio, reclamou da falta de informação, apesar de ser a favor da preservação do meio ambiente. “Tem mais é que mudar mesmo, o que pudermos fazer para melhorar o meio ambiente será ótimo, o planeta agradece. Mas faltou informação, porque no nosso caso acabamos de comprar um estoque para seis meses de sacola plástica. Não sabemos o que vai ser feito ainda”, disse a vendedora.

Em quase um ano da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente em parceria com a Secretaria do Ambiente do Rio, foram recolhidos mais de 600 milhões de sacolas plásticas em todo o Estado.

A assessoria da Secretaria do Ambiente informou que a campanha vai ser intensificada para esclarecer a população sobre os prejuízos que o plástico causa ao meio ambiente, já que a decomposição do material leva até 500 anos.

PNUMA lança Atlas sobre manguezais

Estudo afirma que um quinto dos manguezais do planeta desapareceu desde 1980
13 de julho de 2010 | 16h 19

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) revelou que os manguezais continuam desaparecendo quatro vezes mais rápido que as florestas terrestres. O organismo divulgou nesta terça-feira um Atlas detalhado sobre estes ecossistemas formados por árvores que ocupam desembocaduras de água doce e zonas costeiras, e que se encontram em 123 países nas regiões tropicais e subtropicais, entre eles o México e o Brasil.

O Atlas destaca que uma quinta parte da totalidade dos manguezais se perdeu desde 1980 e adverte que se a destruição continuar nesse ritmo terá como consequência uma deterioração econômica e ecológica de grandes proporções. A destruição dos manguezais se deve principalmente à pesca de camarões e ao desenvolvimento costeiro, explicou o PNUMA.

O documento da ONU salientou que os lucros provenientes da exploração destas ecossistemas são estimados entre US$ 2 mil e US$ 9 mil por hectare ao ano - mais que outras atividades, como agricultura e o turismo.

O novo atlas também revela tendências positivas. Os esforços de reflorestamento agora cobrem aproximadamente 400 mil hectares, pois os países mais prudentes vem conseguindo fazer a conexão entre essas florestas costeiras e serviços importantes economicamente - da piscicultura ao estoque de carbono para combater as mudanças climáticas.

Os manguezais são defesas costeiras naturais que ajudam a prevenir a erosão e a mitigar as ameaças dos ciclones e tsunamis.

Parques na África falham na preservação de mamíferos

As populações de grandes mamíferos encolheram 60%, em média, nos parques nacionais da África durante as últimas quatro décadas, segundo um estudo publicado na revista Biological Conservation.

Pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres e da Universidade de Cambridge alertam que certas áreas protegidas, como o Serengeti, na Tanzânia, e o Masai Mara, no Quênia, não estão conseguindo preservar espécies de mamíferos como leões, girafas e zebras, que estão sob ameaça de caçadores.

O problema é particularmente grave na África Ocidental, onde as populações de mamíferos diminuíram 85%. Os pesquisadores dizem que os países dessa parte da África são mais vulneráveis porque têm menos recursos para lidar com a ameaça de caçadores envolvidos no comércio de carne de animais selvagens.
No outro lado do continente, na África Oriental, existem parques nacionais visitados anualmente por milhares de turistas e o número de mamíferos de grande porte foi reduzido quase pela metade - o aumento do número de pessoas que moram na área causa impactos.

"Embora os resultados dos estudos indiquem que os parques nacionais africanos falharam na manutenção de suas populações de grandes mamíferos, a situação fora dos parques é muito pior. Muitas espécies, como os rinocerontes, estão praticamente extintas fora dos parques", diz a pesquisadora Ian Cragie, da Universidade de Cambridge.

13 de julho de 2010 | 0h 00
Afra Balazina e Manuel Cunha Pinto, Especial Para o Estado - O Estado de S.Paulo

Geleira se retrai 1,6 quilômetro em uma noite

O fato aconteceu na geleira Jakobshavn, na Groenlândia, e foi fotografado pela NASA
12 de julho de 2010 | 20h 35

acordo com o site Treehugger (http://www.treehugger.com/files/2010/07/nasa-witnesses-greenland-glacier-breakup-overnight.php?campaign=TH_rotator), a Nasa acaba de divulgar fotos de satélite preocupantes da geleira Jakobshavn, no norte da Groenlândia. As fotos foram feitas entre os dias 6 e 7 de julho, quando uma área de gelo de 2,7 milhas quadradas (mais de duas vezes o tamanho do Central Park, em Nova York), localizada no encontro da geleira com o oceano, se soltou durante a noite, fazendo com que a geleira recuasse uma milha terrestre.

A retração dessa noite representa a média de retração calculada para os últimos dois anos.
A respeito do fato, Thomas Wagner, cientista da NASA, comentou: "Embora tenham ocorrido no passado rachaduras de gelo dessa mgnitude, este evento pode ser considerado incomum, pois aconteceu na sequência de um verão quente, em que o mar não foi congelado na baía próxima. Enquanto a relação entre esses eventos está sendo determinada, acaba credenciando a teoria de que o aquecimento dos oceanos é responsável pelo degelo observado na Groenlândia e na Antártida."

A geleira Jakobshavn vem se retraindo a um quilômetro por ano desde 2000. Localizada na costa oeste da Groenlândia, já perdeu mais de 45 quilômetros nos últimos 160 anos, dos quais 10 quilômetros somente na década passada. As estimativas mostram que cerca de 10% de todo o gelo derretido na Groenlândia vem da Jakobshavn - tornando-a o maior contrbuinte isolado para o aumento do nível do mar no hemisfério norte.

Uma única tempestade derrubou meio bilhão de árvores na Amazônia, diz estudo

Tempestade cruzou bacia Amazônica em 2005 e deixou rastro incomum de destruição, segundo pesquisa de universidade americana.
13 de julho de 2010 | 10h 27

Uma única, violenta e avassaladora tempestade que varreu toda a floresta amazônica em 2005 pode ter destruído meio bilhão de árvores, diz um estudo americano.

Embora tempestades sejam uma causa conhecida de mortes de árvores na Amazônia, o novo estudo - feito por especialistas da Tulane University, em Nova Orleans, em parceria com cientistas brasileiros do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e da Unesp - é o primeiro a oferecer uma contagem mais precisa.

Segundo seus autores, o trabalho revela perdas muito maiores do que se pensava, sugerindo que tempestades cumprem um papel bem mais importante do que se supunha na dinâmica da floresta amazônica.

Os cientistas advertem que, por causa das mudanças climáticas, tempestades violentas deverão se tornar mais frequentes na região, matando mais árvores e, consequentemente, aumentando as concentrações de carbono na atmosfera.

O estudo será publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

A pesquisa anterior tinha atribuído um aumento na mortalidade de árvores em 2005 na região a uma seca prolongada que afetou partes da floresta naquele ano. Mas o estudo recente identificou uma área não atingida pela seca onde houve grande perda de árvores (a região de Manaus).

Segundo os cientistas, entre 16 e 18 de janeiro de 2005, uma única linha de instabilidade com 1000 km de comprimento e 200 km de largura cruzou toda a bacia amazônica de sudoeste a nordeste, levando tempestades violentas, com raios e chuvas pesadas, provocando várias mortes nas cidades de Manaus, Manacaparu e Santarém.

Ventos verticais fortes, com velocidades de 145 km/hora, arrancaram ou partiram árvores ao meio. Em muitos casos, ao cair, as árvores atingidas derrubaram outras a seu redor.

Para calcular o número de árvores mortas, os pesquisadores usaram uma combinação de imagens de satélite, contagens feitas por especialistas em áreas pré-selecionadas da floresta e modelos matemáticos.

O uso associado de imagens de satélite e observações feitas no campo permitiu que os pesquisadores incluíssem quedas de grupos menores de árvores (menos de dez unidades) que não podem ser detectadas pelo satélite.

Os cálculos iniciais, relativos a áreas afetadas pela tempestade na região de Manaus, foram depois usados como base para se chegar ao número total de mortes em toda a floresta.

Os cientistas concluíram que entre 441 e 663 milhões de árvores foram destruídas em toda a floresta.
Nas regiões mais atingidas, cerca de 80% das árvores foram atingidas.

Linhas de instabilidade que se movem de sudoeste a nordeste na Amazônia são raras e pouco estudadas, disse Robinson Negrón-Juárez, da equipe da Tulane University.

Tempestades destrutivas que avançam na direção oposta, da costa nordeste para o interior do continente, são mais comuns - ocorrendo até quatro vezes por mês - e também provocam grandes quedas de árvores.

O que é bastante incomum são tempestades que cruzam toda a bacia Amazônica, como a de 2005, explicou Negrón-Juarez.
"Precisamos começar a medir a perturbação causada pelos dois tipos de linhas de instabilidade sobre a floresta", ele disse. "Precisamos dessas informações para calcular a perda total de biomassa nesses eventos naturais, algo que nunca foi quantificado".
Outro cientista da equipe, Jeffrey Chambers, acrescentou: "Com as mudanças climáticas, há previsões de que as tempestades aumentem em intensidade. Se começarmos a observar aumentos na mortalidade das árvores, precisamos ser capazes de estabelecer o que está matando as árvores". BBC Brasil




Rússia enfrenta onda de calor de até 40ºC


MOSCOU - Uma das mais ferozes ondas de calor da história russa toma conta do país, danificando plantações e provocando um alerta na saúde pública para que sejam feitas siestas após o almoço, a estilo dos espanhóis. Essa é a pior seca dos últimos 130 anos na Rússia.
Mikhail Metzel/APCalor semelhante ocorreu apenas cinco vezes

Algumas partes da parte europeia da Rússia, a região do Rio Volga, o sul dos Montes Urais e a Sibéria sofrem com o calor escaldante, que começou no final de junho e muitas vezes chega aos 40 graus Celsius (104 Fahrenheit) na sombra.

Condições semelhantes ocorreram apenas cinco vezes - em 1919, 1920, 1936, 1938 e 1972desde que a Rússia começou a registrar as temperaturas, há 130 anos, segundo Valery Lukyanov, representante do principal centro de previsão do tempo do país.

"Este é o sexto ano da história que o fim de junho e o início de Julho representaram uma ameaça real sob o ponto de vista de temperaturas anormais", disse Lukyanov, acrescentando que Moscou poderia quebrar seu próprio recorde se as temperaturas chegarem a 37ºC.
O atual recorde da capital russa é de 36,6ºC, registrados em 1936, de acordo com Lukyanov. "Que Deus nos proíba de atingir tal recorde", acrescentou.

Segundo a União de Grãos da Rússia, um lobby da indústria, a seca na Rússia já danificou 9 milhões de hectares, cerca de um quinto da área total plantada para a safra deste ano.
O diário de negócios Kommersant, citando estimativas das empresas de agronegócio, disse na última terça-feira que as perdas combinadas do setor agrícola da Rússia poderiam totalizar US$ 1 bilhão este ano.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, convocou na última segunda uma reunião de emergência sobre como ajudar os agricultores a enfrentar a seca.

O calor, contudo, é um presente para os vendedores de sorvetes, refrigerantes e cerveja. Restaurantes com áreas externas estão lotados e as vendas de ar condicionado e ventiladores dispararam.

ciccero klima
13 de julho de 2010 | 15h 13Denunciar este comentário

é....os planetas estão mesmo se alinhando, os polos serão aos poucos invertidos só DEUS sabe o que acontecerá.............



1 egas prieto
13 de julho de 2010 | 13h 19Denunciar este comentário

Esperem este mar negro, chamado Pré Sal, ser jogado na atmosfera,

estes efeitos se agravarão!!!. Em vez de se aplicar tanto dinheiro nesta modalidade, deveriamos aplica-lo em setores produtores de energia limpa, novamente estamos na contramão da evolução técnológica, daqui algum tempo estaremos comprando e pagando caro por elas, Brasil eterno lantérninha; também com um governo obtuso que ai esta!!!




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