terça-feira, 13 de julho de 2010

Parques na África falham na preservação de mamíferos

As populações de grandes mamíferos encolheram 60%, em média, nos parques nacionais da África durante as últimas quatro décadas, segundo um estudo publicado na revista Biological Conservation.

Pesquisadores da Sociedade Zoológica de Londres e da Universidade de Cambridge alertam que certas áreas protegidas, como o Serengeti, na Tanzânia, e o Masai Mara, no Quênia, não estão conseguindo preservar espécies de mamíferos como leões, girafas e zebras, que estão sob ameaça de caçadores.

O problema é particularmente grave na África Ocidental, onde as populações de mamíferos diminuíram 85%. Os pesquisadores dizem que os países dessa parte da África são mais vulneráveis porque têm menos recursos para lidar com a ameaça de caçadores envolvidos no comércio de carne de animais selvagens.
No outro lado do continente, na África Oriental, existem parques nacionais visitados anualmente por milhares de turistas e o número de mamíferos de grande porte foi reduzido quase pela metade - o aumento do número de pessoas que moram na área causa impactos.

"Embora os resultados dos estudos indiquem que os parques nacionais africanos falharam na manutenção de suas populações de grandes mamíferos, a situação fora dos parques é muito pior. Muitas espécies, como os rinocerontes, estão praticamente extintas fora dos parques", diz a pesquisadora Ian Cragie, da Universidade de Cambridge.

13 de julho de 2010 | 0h 00
Afra Balazina e Manuel Cunha Pinto, Especial Para o Estado - O Estado de S.Paulo

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