segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Espécie de grilo tem maior testículo do reino animal

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 11/11/2010 15:26
Richard Richards, University of Derby

A espécie tem os maiores testículos já registrados no mundo animal

Cientistas descobriram uma espécie de grilo cujos testículos correspondem a 14% de seu peso, a maior porcentagem já registrada no reino animal.

O estudo sobre as técnicas de procriação da espécie foi divulgado na publicação científica Biology Letters.

Os grilos em questão são da espécie Platycleis affinis.

Pesquisas anteriores sugerem que, quanto mais parceiras um macho tem, é provável que seus testículos sejam maiores em relação aos de outros membros de sua espécie.

É comum supor-se em meios científicos que testículos grandes produziriam grandes quantidades de esperma para aumentar as chances de fertilização.
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ONG de defesa de índios alerta contra expedição britânica ao Paraguai

Por BBC, BBC Brasil Atualizado: 12/11/2010 6:12
"Tribo Ayoreo (foto: GAT/Survival International)"
Alguns indígenas do povo Ayoreo nunca tiveram contato com o exterior

Uma entidade paraguaia de proteção a índios está lançando um alerta contra uma expedição de cientistas britânicos a uma região remota do Paraguai.

Segundo a entidade, a expedição ameaça as vidas de tribos indígenas isoladas.

Os cientistas, do Natural History Museum (NHM), em Londres, querem estudar a biodiversidade na região do Chaco Seco.

Em uma carta aberta ao NHM, a ONG Iniciativa Amotocodie (IA), expôs o dilema: como equilibrar as necessidades de pesquisa e os riscos de perturbar as comunidades indígenas.

A IA diz que a viagem deveria ser cancelada.

Mas o museu, que nesse projeto trabalha em parceria com colegas paraguaios, disse estar tomando medidas para assegurar que a expedição não ameace as tribos.

Em uma declaração divulgada para a imprensa, o museu disse: 'Sempre pedimos conselhos sobre essas questões às autoridades nacionais relevantes, como estamos fazendo no Paraguai'.

Povo Ayoreo

O Chaco Seco, uma região semi-árida, de baixa altitude, se estende pela Argentina, Bolívia e Brasil. É uma das poucas regiões onde ainda há grupos isolados do povo Ayoreo que nunca tiveram contato com o mundo exterior.

A equipe de biólogos e botânicos britânicos e paraguaios espera encontrar no local espécies nunca identificadas de plantas, insetos e animais.

Eles esperam que a expedição ajude a chamar a atenção para a necessidade de proteção do habitat do Chaco, ameaçado pela expansão das atividades madeireiras e de agricultura intensiva.

Mas Benno Glauser, diretor da Iniciativa Amotocodie, disse à BBC que qualquer contato com as tribos poderia ter 'consequências fatais'.

Ele disse que havia riscos de um 'contato surpresa', porque os cientistas tinham de 'se mover pela região de maneira muito silenciosa para poder observar os animais'.

'Sabemos de três grupos indígenas isolados na área alvo da expedição', disse Glauser.

'Eles vivem em florestas completamente virgens (...) isto os torna vulneráveis a qualquer intrusão.'

A carta ressalta os riscos associados à pesquisa em regiões tão remotas.

Já o chefe de ciências do NHM, Richard Lane, disse à BBC: 'Ponderamos a expedição inteira desde o início'.

'Buscamos conselhos dos nossos guias no local para assegurar que não haverá contatos inapropriados'.

A equipe também está trabalhando em conjunto com representantes do povo Ayoreo na Unión de Nativos Ayoreo de Paraguay (Unap).

'Recentemente, nossos colaboradores contataram um representante mais velho do povo Ayoreo, que se voluntariou para guiar nossa equipe na floresta', acrescentou Lane.

Survival International

A entidade de defesa dos povos da floresta Survival International também entrou no debate.

O diretor da entidade, Jonathan Mazower, disse que as tribos com frequência pensam que as pessoas de fora são hostis, e qualquer encontro inesperado pode ser violento.

Mas ele não sugeriu que a expedição seja abandonada. Ele acha que a viagem deveria ser transferida para uma outra área do Chaco.

É 'uma área vasta, mas a expedição planeja ir até uma área que, apesar de ser muito remota, é tida como a terra ancestral da tribo Ayoreo', ele disse à BBC.

Calcula-se que existam hoje cerca de 5 mil índios Ayoreo. A Survival International estima que apenas 200 não tenham sido contatados.

Mazower disse que esses povos estão 'em fuga permanente' de criadores de gado que estão desmatando a área.

'No passado, quando foram contatados, houve encontros violentos', ele disse.

'E eles são nômades, então é impossível saber onde estão num determinado momento'.

Muitos dos Ayoreo que se mudaram para fora da floresta voluntariamente sofreram problemas de saúde, particularmente, problemas respiratórios, incluindo a tuberculose.

Por estarem isolados, não têm imunidade contra esse tipo de infecção.

Lane, do NHM, disse que o museu e seus parceiros na expedição não tinham interesse em contatar tribos isoladas durante a viagem.

'Estamos indo a regiões protegidas porque muitas áreas de floresta do Chaco já foram cortadas, então não são de interesse para uma expedição científica', ele disse.

O museu planeja ir em frente com a expedição e espera que ela ajude 'governos e grupos de preservação a entender melhor como administrar habitats frágeis e protegê-los para as gerações futuras'.

Hipopótamo salva-vidas resgata filhotes em rio


Turistas em um safári na África ficaram boquiabertos ao testemunhar um hipopótamo resgatando outros animais durante a travessia de um rio infestado de crocodilos





Os visitantes tinham ido ver a migração de um grupo com milhares de gnus, que viaja entre o Quênia e a Tanzânia em busca de novos pastos.

Durante a dramática travessia do rio Mara, uma mãe gnu foi separada de seu filho, que foi levado pela correnteza. Um hipopótamo fêmea que observava tudo perto dali foi em direção ao bebê gnu e o empurrou gentilmente até à margem.

Apenas dez minutos depois, o mesmo hipopótamo viu uma pequena zebra lutando para cruzar o rio e, novamente, a ajudou a atravessar a forte torrente.

'Episódio raro'

Os hipopótamos não são geralmente descritos como agressivos, a não ser quando acham que seu território está sob ameaça.

"Esta situação em particular é muito rara, mas essa parte do rio Mara é conhecida pela ocorrência de episódios incomuns, já que é ali que os gnus cruzam o rio cheio de crocodilos", disse o vice-presidente do Clique Santuário Olonana, David Spooner.

"No início, nosso guia Abdul Karim e os hóspedes acharam que o hipopótamo iria atacar, mas aí eles perceberam que eram os instintos maternos surgindo no hipopótamo fêmea quando ele viu o bebê gnu e o perigo representado pelos crocodilos", conta Spooner.

"O amor maternal é tão forte que pode até ultrapassar a barreira da espécie", disse o guia Abdul Karim.

Guias do Clique Lemala Camps também registraram o episódio e descreveram os resgates realizados pelo hipopótamo como "milagrosos" em seu website.
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Brasil fez 'maior' cobertura da conferência do clima em Copenhague

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 15/11/2010 15:07
Brasil fez 'maior' cobertura da conferência do clima em Copenhague, diz estudo
Países em desenvolvimento, os mais afetados pelo fenômeno, levaram 600 jornalistas à reunião

O Brasil foi o país que publicou o maior volume de notícias sobre a conferência sobre das Nações Unidas sobre o clima em Copenhague, no ano passado, de acordo com um estudo britânico divulgado nesta segunda-feira.

A pesquisa, da Fundação Reuters de Jornalismo e da universidade de Oxford, concluiu que dos 427 artigos publicados nos 12 países estudados, 88 saíram na imprensa brasileira. Em segundo, está a Índia, com 76 notícias, seguida por Austrália (40), Grã-Bretanha (39) e Itália (37).

O relatório confirma ainda que o Brasil levou a maior delegação oficial entre os 119 países que participaram, com 572 pessoas, seguida pelo país-sede, Dinamarca (527), China (333), Estados Unidos (274) e Grã-Bretanha (211).

Entre os órgãos de imprensa que cobriram o evento, as organizações Globo levaram 15 dos cem representantes brasileiros.

O grande interesse da imprensa brasileira elevou para 5% a participação da América Latina entre os jornalistas registrados para a conferência, segundo o estudo.

Em 2007, quando o encontro aconteceu em Bali, esta porcentagem foi de 1%, subindo para 3% no ano seguinte, em Poznan, na Polônia.

'Maior evento'

Já o número de jornalistas brasileiros subiu de 14, em Bali, para cem em Copenhague. Entre os motivos para o grande interesse da imprensa brasileira no tema, o estudo cita:

'Muitos dos principais jornais e revistas do Brasil, inclusive especializados em economia, têm repórteres especializados em ciência ou meio ambiente. A TV Globo, conhecida como uma das maiores empresas privadas de mídia do mundo, que domina o cenário doméstico, frequentemente cobre o assunto.'

A conferência foi considerada o evento não-esportivo que mais atraiu jornalistas até hoje, com cerca de 4 mil registrados. A grande maioria (85%), de países desenvolvidos.

Países em desenvolvimento levaram quase 600 jornalistas à capital da Dinamarca.

Por outro lado, os países que menos espaço dedicaram à histórica reunião sobre mudança climática foram Nigéria, Rússia e Egito.

'Desafio maior'

O levantamento inédito foi realizado pelo estudioso James Painter, que analisou a cobertura sobre Copenhague e entrevistou cientistas e jornalistas.

Ele concluiu que, apesar da intensa cobertura sobre o evento, os aspectos científicos do tema mudança climática foram pouco explorados.

'Levar a ciência à mídia vai permanecer um desafio ainda maior em tempos em que audiências e editores em vários países sofrem de fadiga climática', afirmou Painter.

Para ele, é preciso maior discussão entre cientistas, jornalistas e legisladores para que o assunto se mantenha em pauta.

O estudo se concentrou na imprensa de 12 países: Austrália, Brasil, China, Egito, Índia, Itália, México, Nigéria, Rússia, Reino Unido, Estados Unidos e Vietnam.

No Brasil, foram examinadas notícias publicadas nos sites e jornais Folha de S. Paulo e Super Notícia.

sábado, 13 de novembro de 2010

Nas sociedades indígenas da Amazônia, crianças tinham uma mãe e muitos pais

12 de novembro de 2010 | 16h 17 - EFE

Conforme a pesquisa, o modelo trazia vantagens para a mulher, num sistema onde havia muitas guerras
A paternidade múltipla, baseada na crença de que vários homens podiam contribuir para a concepção de uma criança, foi a técnica mais usada nas sociedades indígenas da Amazônia, segundo um estudo da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos.

Os autores do artigo publicado na última edição da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, estimam que até 70% das comunidades do amazônicas usavam o princípio da paternidade múltipla.

"A concepção era vista como um processo gradual no qual se somavam contribuições de esperma de vários homens", descreveu o estudo realizado no Brasil, Paraguai, Argentina, Bolívia, Peru, Equador, Venezuela, Colômbia e Guianas.

Conforme a pesquisa, o modelo trazia vantagens para a mulher, por se acreditar que "pais secundários" contribuíam geneticamente, e por garantir que seus filhos sempre teriam pelo menos um pai, numa sociedade que frequentemente estava em guerra.

O estudo esclareceu que os pais "secundários" costumavam ser parentes ou amigos do companheiro oficial.

"Este costume começou há 5 mil anos e se manteve na maioria das sociedades da região até as últimas duas gerações, provavelmente ainda exista em 20 ou 30 comunidades", explicou um dos autores, o antropólogo Robert Walker à Agência Efe.

A técnica é rara dentre as antigas civilizações, com registros de casos isolados na Índia e na Papua-Nova Guiné.

Veneza quer que população evite água em garrafa plástica

12 de novembro de 2010 | 12h 45 O Estado de S. Paulo

Veneza, na Itália, está numa longa campanha para que as pessoas bebam a “água do prefeito”, como é carinhosamente apelidada a água da torneira.

Em cidade com tantos canais, a remoção de lixo pontes e escadas é uma tarefa monumental, e coletar montanhas de garrafas plásticas é uma grande parte do trabalho. O governo também diz que beber água da torneira é uma forma de reduzir os impactos ambientais da cidade.

A noção de água potável em Veneza, cujos canais são conhecidos tanto por sua beleza quanto por sua imundície, pode soar estranha. Porém, como a maior parte das cidades italianas, Veneza obtém água de fontes naturais.

A campanha já deu resultado. Na segunda metade de 2008, a cidade coletou 260 toneladas de lixo plástico. No mesmo período de 2009, a quantidade caiu para 237 toneladas.

“Tentamos fazer as pessoas entenderem que nossa água é boa, além de ser mais sustentável. Mas não falamos ‘nunca beba água engarrafada’”, disse Riccardo Seccarello, da agência que gerencia o fornecimento de água. 194 litros é o que cada italiano toma de água engarrafada por ano

Greenpeace protesta contra a sobrepesca do atum-azul na França

12 de novembro de 2010 | 13h 25 O Estado de S. Paulo

Ativistas do Greenpeace bloquearam a entrada do Ministério da Agricultura e Pesca da França esta semana. O grupo protesta contra a posição do governo francês em relação à pesca do atum-azul, espécie muito apreciada na culinária, mas que está ameaçada pela sobrepesca. O ministro da Agricultura, Bruno Le Maire, defende a cota de pesca de 13,5 mil toneladas/ano do atum-azul.


GONZALO FUENTES/REUTERSO carro do Greenpeace utilizado para o bloqueio, com um atum inflável e a frase "Salve-me"Veja também:

Sob risco de colapso: 70% das espécies comerciais pesqueiras estão com estoques baixos no mundo

Os ambientalistas afirmam que a sobrepesca do atum-azul faz suas populações despencarem no Mediterrâneo e a leste do Atlântico. A Comissão Internacional para a Conservação do Atum no Atlântico, que regula o comércio da espécie, vai se reunir em Paris de 17 a 27 de Novembro.

A acusação do Greenpeace é de que o governo francês coloca os interesses comerciais acima da proteção da espécie.

Em março, o Japão e outros países asiáticos impediram os esforços nas Nações Unidas para declarar o peixe uma espécie ameaçada, o que teria efetivamente banido o comércio internacional de atum-azul, que é a espécie de atum utilizada em sushis.

Produção argentina de biodiesel dobra em um ano

12 de novembro de 2010 | Marina Guimarães - Agência Estado

País já é o maior exportador mundial do produto

A produção de biodiesel da Argentina deve chegar a 2 milhões de toneladas até o final de 2010. A cifra é quase o dobro do volume verificado em 2009, de 1,1 milhão de toneladas. As exportações do combustível também experimentam aumento de 36% na comparação com o ano passado, chegando a 1,5 milhões de toneladas, segundo a Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio (AABH).

O país, que começou timidamente a produzir biodiesel em 2007, já é o maior exportador mundial do produto.

Propriedades rurais de município do Paraná começam a receber energia do biogás

Agência Brasil
A Itaipu começou nesta quinta a implantar um sistema de geração de energia a partir de biogás no município de Marechal Cândido Rondon, no oeste do Paraná. O biogás é produzido com os dejetos da produção de suínos e bovinos de propriedades rurais da região.

De acordo com a Itaipu, o projeto, desenvolvido em conjunto com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a prefeitura da cidade, vai englobar 41 propriedades rurais e cada uma terá um biodigestor, que vai transformar os dejetos em biogás. Depois, o biogás será transportado por gasodutos para a usina termoelétrica, que vai transformar o biogás em energia elétrica.

A energia será usada nas próprias propriedades rurais e o excedente vai ser vendido para a Companhia Paranaense de Energia (Copel). “Esse tipo de energia proveniente do biogás tem um grande potencial, mas tem sido esquecida no país”, disse o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu, Cícero Bley.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Itaipu, Nelton Friedrsch, o sistema dá ainda uma destinação adequada aos dejetos dos animais, evitando a poluição dos rios da região. “Ele gera energia elétrica resolvendo um problema ambiental”, afirmou.

O sistema de geração de energia foi acionado hoje em duas propriedades rurais. De acordo com Cícero Bley, nenhum problema foi detectado nos testes. “Tudo está 100% funcionando e as duas propriedades já estão gerando energia”. A previsão é que o sistema esteja implantado em todas as propriedades em março do ano que vem.

Veja alguns destaques da programação da Virada Sustentável

12 de novembro de 2010 | 17h 30 Paulo Saldaña

Projeto Caçambas
Uma intervenção feita pelo coletivo Irmãos Green que ilustra uma caçamba e, no lugar do entulho,abriga vários tipos de flores. Estará em alguns pontos da cidade.

Uakti

Grupo que faz música com instrumentos de tubos de PVC, garrafas plásticas, metais e pedras. Apresenta
especialmente o álbum Águas da Amazônia.

Mawaca

Há 15 anos, une os quatro cantos do mundo em suas músicas, com letras em vários idiomas.

Painel Speto

O grafiteiro Speto fará um painel metros misturando técnica de grafite e plantas em um jardim vertical.

Entretodos

O renomado festival de curtas de Direitos Humanos realiza uma edição especial na Virada Sustentável, com curadoria de de Jorge Grinspum.

BiciPark Tour SP

Dez esculturas servem como estacionamento de bicicletas e formam um tour para ser percorrido de bike.

Homem Refluxo

Cinco personagens armazenarão os resíduos do dia a dia em uma capa de plástico transparente. Eles começarão a maratona uma semana antes da virada. A ideia nasceu em 2003 e já foi mostrada na Europa.