Apesar disso, profissionais ainda vão enfrentar restrições no fornecimento e preços altos nos próximos meses
17 de agosto de 2010 | 12h 40
Por Richard Leong REUTERS
NOVA YORK, 17 de agosto (Reuters Life!) - Os chefs de cozinha dos EUA deram um suspiro coletivo de alívio quando a BP pôs fim um mês atrás ao enorme vazamento de petróleo na costa norte-americana do Golfo do México, rico em frutos-do-mar, mas nos próximos meses ainda vão enfrentar restrições no fornecimento e preços altos.
Os preços de quase todos os peixes começaram a cair. Em alguns casos, caíram até 50 por cento em relação ao pico, ocorrido pouco após o início do vazamento, quase quatro meses atrás.
O início da temporada do camarão branco no estado da Louisiana esta semana deve garantir um suprimento muito necessário aos restaurantes que servem caldeiradas de mariscos e outros pratos à base de frutos-do-mar, segundo alguns chefs.
"As coisas estão melhorando um pouco a cada dia", disse John Currence, proprietário de quatro restaurantes em Oxford, Mississippi.
Os custos dos frutos-do-mar estão diminuindo gradualmente, mas ainda estão muito acima da média sazonal, à medida que a demanda por artigos valorizados, como ostras do Golfo, vem superando a oferta.
O Golfo do México produz cerca de 70 por cento dos camarões e ostras pescados nos Estados Unidos.
"Ainda estamos tendo dificuldade em manter o fornecimento de ostras", disse John Besh, dono de seis restaurantes em Nova Orleans.
A procura por bolinhos de caranguejo e sanduíches de ostra não vem caindo, apesar de alguns fregueses questionarem a segurança e origem dos produtos.
Num esforço para reduzir os receios dos consumidores, a Casa Branca e o setor pesqueiro lançaram uma campanha com a mensagem de que os frutos-do-mar da região são seguros para o consumo.
Em vista do fechamento atual de grandes áreas pesqueiras, os restaurantes não puderam mais absorver a alta dos custos, o que os levou a elevar os preços de alguns de seus pratos de frutos-do-mar. Alguns chegaram a tirar esses pratos de seus cardápios.
Os preços das ostras do Golfo estão mais baixos agora que o pico de alguns meses atrás, mas podem voltar a subir, porque ainda não se sabe se o vazamento de óleo prejudicou as áreas pantanosas em que as ostras se reproduzem.
"Fomos abençoados pelo fato de isto (o vazamento) não ter penetrado mais fundo nas regiões pantaneiras. Mas ainda não sabemos quais serão as consequências de longo prazo", disse Besh.
Enquanto isso, os chefs procuram conservar-se otimistas.
"Tudo o que podemos fazer é viver de um dia para outro e torcer para que tudo acabe", disse Currence.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Prefeitura iniciará mapeamento de árvores em São Paulo
Programa Identidade Verde inicia nesta semana o mapeamento das condições das árvores da cidade
17 de agosto de 2010 | 13h 10
MARÍLIA LOPES - Agência Estado
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo inicia nesta semana o mapeamento das condições das árvores da cidade, proposto pelo programa Identidade Verde. Por enquanto, serão 17 subprefeituras atuando no projeto, mas, até o final do ano, todas as 31 subprefeituras participarão do programa, segundo a secretaria.
A ideia é fazer um diagnóstico das árvores da cidade, a partir do qual serão realizadas as intervenções necessárias para mantê-las em bom estado e sem apresentar risco à população. "Estamos capacitando engenheiros agrônomos para trabalhar em cada subprefeitura, o que possibilitará um diagnóstico das árvores da cidade, além de uma identificação mais qualificada de nossas espécies arbóreas", disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo.
Na subprefeitura Lapa, onde aconteceu o projeto-piloto, o Identidade Verde já atingiu mais de 40 vias, totalizando 3.532 árvores. Foi detectado que um dos principais fatores de quedas de árvores é a limitação de espaço nos canteiros para o desenvolvimento de raízes sadias. Em cinco meses, foram executadas 356 podas, 103 remoções e 20 plantios, além de 230 ampliações de canteiros.
17 de agosto de 2010 | 13h 10
MARÍLIA LOPES - Agência Estado
A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras de São Paulo inicia nesta semana o mapeamento das condições das árvores da cidade, proposto pelo programa Identidade Verde. Por enquanto, serão 17 subprefeituras atuando no projeto, mas, até o final do ano, todas as 31 subprefeituras participarão do programa, segundo a secretaria.
A ideia é fazer um diagnóstico das árvores da cidade, a partir do qual serão realizadas as intervenções necessárias para mantê-las em bom estado e sem apresentar risco à população. "Estamos capacitando engenheiros agrônomos para trabalhar em cada subprefeitura, o que possibilitará um diagnóstico das árvores da cidade, além de uma identificação mais qualificada de nossas espécies arbóreas", disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo.
Na subprefeitura Lapa, onde aconteceu o projeto-piloto, o Identidade Verde já atingiu mais de 40 vias, totalizando 3.532 árvores. Foi detectado que um dos principais fatores de quedas de árvores é a limitação de espaço nos canteiros para o desenvolvimento de raízes sadias. Em cinco meses, foram executadas 356 podas, 103 remoções e 20 plantios, além de 230 ampliações de canteiros.
Ondas do mar poderão fornecer energia à Austrália--cientistas
17 de agosto de 2010 | 14h 40
DAVID FOGARTY - REUTERS
As ondas que arrebentam na costa sul da Austrália contêm energia suficiente para fornecer três vezes a energia necessária ao país, afirmaram cientistas na terça-feira em um estudo que ressalta a escala da energia verde australiana.
Publicada no último número da revista Renewable and Sustainable Energy, a pesquisa vem a público enquanto o país se esforça para se desprender de anos de uso de carvão -- que é barato, mas polui muito - e colocar um preço nas emissões de carbono.
Os oceanógrafos Mark Hemer e David Griffin, da agência de pesquisa de financiamento estatal CSIRO, estudaram como a energia das ondas se propaga pela plataforma continental e o quanto é perdido. O objetivo foi montar um quadro com a quantidade de energia em bases anuais e a confiabilidade dessa fonte energética.
O governo aprovou leis que exigem que 20 por cento da geração de eletricidade provenha de fonte renovável até 2020 a fim de cortar as emissões de carbono; a energia eólica provavelmente será a base dos investimentos em energia verde. A forma de aproveitamento da energia das ondas ainda está sendo desenvolvida.
"Portanto, o que estamos dizendo é que somos capazes de atingir essa meta se aproveitarmos 10 por cento dos recursos disponíveis da energia das ondas", disse Hemer à Reuters falando de Hobart.
Hemer e Griffin usaram complexos modelos de computador para mapear como a energia das ondas é atenuada perto da costa. Eles estudaram o ciclo anual em termos de condições de onda média e os percentis 10 e 90.
Isso significa que 10 por cento do tempo as ondas são menores do que a média e, para o percentil 90, as ondas são maiores que o valor para 10 por cento daquele tempo.
"Em linhas gerais, significa que há um recurso muito grande para 90 por cento do tempo", disse Hemer. E isso é crucial, porque alguns tipos de energia renovável, como a eólica e a solar, são limitados, pois não são capazes de gerar uma força constante 24 horas por dia, diferentemente do carvão ou do gás.
A energia das ondas tem um potencial muito maior de fornecer energia constante, mas a conexão dela à rede em áreas remotas pode representar um problema.
"Em média ao longo do ano inteiro, a costa sul da Austrália tem uma fonte sustentada de energia de ondas de 146 gigawatts (1.329 terawatt-horas/ano)", disse os pesquisadores no estudo, ou seja, três vezes o total da capacidade instalada de geração da Austrália.
Às vésperas de uma eleição no sábado, o governo está sob pressão para colocar um preço nas emissões de carbono e fomentar ainda mais o investimento em energias mais limpas.
O país é um dos principais emissores de carbono do mundo desenvolvido e depende do carvão para gerar cerca de 80 por cento de sua eletricidade.
DAVID FOGARTY - REUTERS
As ondas que arrebentam na costa sul da Austrália contêm energia suficiente para fornecer três vezes a energia necessária ao país, afirmaram cientistas na terça-feira em um estudo que ressalta a escala da energia verde australiana.
Publicada no último número da revista Renewable and Sustainable Energy, a pesquisa vem a público enquanto o país se esforça para se desprender de anos de uso de carvão -- que é barato, mas polui muito - e colocar um preço nas emissões de carbono.
Os oceanógrafos Mark Hemer e David Griffin, da agência de pesquisa de financiamento estatal CSIRO, estudaram como a energia das ondas se propaga pela plataforma continental e o quanto é perdido. O objetivo foi montar um quadro com a quantidade de energia em bases anuais e a confiabilidade dessa fonte energética.
O governo aprovou leis que exigem que 20 por cento da geração de eletricidade provenha de fonte renovável até 2020 a fim de cortar as emissões de carbono; a energia eólica provavelmente será a base dos investimentos em energia verde. A forma de aproveitamento da energia das ondas ainda está sendo desenvolvida.
"Portanto, o que estamos dizendo é que somos capazes de atingir essa meta se aproveitarmos 10 por cento dos recursos disponíveis da energia das ondas", disse Hemer à Reuters falando de Hobart.
Hemer e Griffin usaram complexos modelos de computador para mapear como a energia das ondas é atenuada perto da costa. Eles estudaram o ciclo anual em termos de condições de onda média e os percentis 10 e 90.
Isso significa que 10 por cento do tempo as ondas são menores do que a média e, para o percentil 90, as ondas são maiores que o valor para 10 por cento daquele tempo.
"Em linhas gerais, significa que há um recurso muito grande para 90 por cento do tempo", disse Hemer. E isso é crucial, porque alguns tipos de energia renovável, como a eólica e a solar, são limitados, pois não são capazes de gerar uma força constante 24 horas por dia, diferentemente do carvão ou do gás.
A energia das ondas tem um potencial muito maior de fornecer energia constante, mas a conexão dela à rede em áreas remotas pode representar um problema.
"Em média ao longo do ano inteiro, a costa sul da Austrália tem uma fonte sustentada de energia de ondas de 146 gigawatts (1.329 terawatt-horas/ano)", disse os pesquisadores no estudo, ou seja, três vezes o total da capacidade instalada de geração da Austrália.
Às vésperas de uma eleição no sábado, o governo está sob pressão para colocar um preço nas emissões de carbono e fomentar ainda mais o investimento em energias mais limpas.
O país é um dos principais emissores de carbono do mundo desenvolvido e depende do carvão para gerar cerca de 80 por cento de sua eletricidade.
Pará registra mais de 5 mil focos de incêndio
No Tocantins, onde foram registrados 1.750 focos, fogo atinge áreas urbanas
17 de agosto de 2010 | 16h 18
Pouco mais de 12 mil focos de incêndio foram registrados hoje (16) em todo o país, segundo relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os focos estão espalhados por 18 estados e pelo Distrito Federal. A maioria (5.046) concentra-se no Pará.
Segundo o coordenador de Operações do Corpo de Bombeiros do Pará, coronel Mario Wanzeler, as queimadas já estão sob controle e monitoramento em todo o estado. O local onde a situação é mais grave é a Reserva Indígena Xikrin do Cateté, região sobrevoada pelos bombeiros desde sábado.
“É uma área de difícil acesso. Para se ter uma ideia, da sede da Funai [Fundação Nacional do Índio] para lá são quatro dias de caminhada. Por isso só soubemos do incêndio no dia 9 e ainda não sabemos a extensão da área atingida”, disse o coronel Wanzeler.
Ainda de acordo com ele, os demais focos de incêndio se concentram no sul do Pará em áreas de fazendas ou assentamentos e próximas a rodovias. “A pavimentação emana muito calor e a vegetação é sensível. Isso, somado à ação humana, cria os incêndios”, explicou. Segundo ele, até uma lata de plástico ou alumínio jogada por um motorista pode esquentar e dar início a um incêndio.
No Tocantins, onde foram registrados 1.750 focos, a situação preocupa os bombeiros pois o fogo chegou às áreas urbanas e novos registros têm surgido todos os dias. Nas proximidades de Palmas, os bombeiros trabalham há uma semana na Serra do Carmo. Hoje um grupo foi enviado ao distrito de Taquaraçu, a 20 quilômetros da capital, para combater o fogo.
Segundo o major Geraldo Primo, o trabalho na serra é complicado porque as condições são propícias para o fogo e surgem novos focos todos os dias. “Na parte alta, o capim tem mais de 1 metro de altura e com muito vento as labaredas podem chegar a 4 metros. Mesmo na parte baixa, o acesso é dificultado pela vegetação fechada. Em 12 horas por dia de trabalho, gastamos seis horas só com a locomoção da equipe”, contou.
Apesar de atingir áreas urbanas da capital tocantinense, o fogo não fez nenhuma vítima na cidade. Uma chácara foi incendiada, mas não havia ninguém na propriedade. O major recomenda que nesta época de estiagem haja sempre alguém em casa para avisar os bombeiros no caso de o fogo se aproximar. Ele também faz um apelo à população: “É preciso denunciar quem está colocando fogo em entulhos e pastagens. Se a sociedade não ajudar, podemos colocar mil homens no combate que o fogo não vai ser contido”, afirmou.
17 de agosto de 2010 | 16h 18
Pouco mais de 12 mil focos de incêndio foram registrados hoje (16) em todo o país, segundo relatório do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os focos estão espalhados por 18 estados e pelo Distrito Federal. A maioria (5.046) concentra-se no Pará.
Segundo o coordenador de Operações do Corpo de Bombeiros do Pará, coronel Mario Wanzeler, as queimadas já estão sob controle e monitoramento em todo o estado. O local onde a situação é mais grave é a Reserva Indígena Xikrin do Cateté, região sobrevoada pelos bombeiros desde sábado.
“É uma área de difícil acesso. Para se ter uma ideia, da sede da Funai [Fundação Nacional do Índio] para lá são quatro dias de caminhada. Por isso só soubemos do incêndio no dia 9 e ainda não sabemos a extensão da área atingida”, disse o coronel Wanzeler.
Ainda de acordo com ele, os demais focos de incêndio se concentram no sul do Pará em áreas de fazendas ou assentamentos e próximas a rodovias. “A pavimentação emana muito calor e a vegetação é sensível. Isso, somado à ação humana, cria os incêndios”, explicou. Segundo ele, até uma lata de plástico ou alumínio jogada por um motorista pode esquentar e dar início a um incêndio.
No Tocantins, onde foram registrados 1.750 focos, a situação preocupa os bombeiros pois o fogo chegou às áreas urbanas e novos registros têm surgido todos os dias. Nas proximidades de Palmas, os bombeiros trabalham há uma semana na Serra do Carmo. Hoje um grupo foi enviado ao distrito de Taquaraçu, a 20 quilômetros da capital, para combater o fogo.
Segundo o major Geraldo Primo, o trabalho na serra é complicado porque as condições são propícias para o fogo e surgem novos focos todos os dias. “Na parte alta, o capim tem mais de 1 metro de altura e com muito vento as labaredas podem chegar a 4 metros. Mesmo na parte baixa, o acesso é dificultado pela vegetação fechada. Em 12 horas por dia de trabalho, gastamos seis horas só com a locomoção da equipe”, contou.
Apesar de atingir áreas urbanas da capital tocantinense, o fogo não fez nenhuma vítima na cidade. Uma chácara foi incendiada, mas não havia ninguém na propriedade. O major recomenda que nesta época de estiagem haja sempre alguém em casa para avisar os bombeiros no caso de o fogo se aproximar. Ele também faz um apelo à população: “É preciso denunciar quem está colocando fogo em entulhos e pastagens. Se a sociedade não ajudar, podemos colocar mil homens no combate que o fogo não vai ser contido”, afirmou.
Receita intercepta carga de lixo no RS proveniente da Alemanha
SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado
Uma carga de 22 toneladas de lixo vinda do Porto de Hamburgo, na Alemanha, foi interceptada no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, na semana passada pela Receita Federal. Empresas responsáveis foram multadas e a carga deve ser devolvida em dez dias.
O que deveriam ser aparas de polímeros de etileno, resíduos de processos industriais reutilizados por empresas de reciclagem, era na verdade lixo doméstico urbano, como embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e resíduos contaminados, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A transportadora Hanjin Shipping foi multada pelo Ibama em R$ 1,5 milhão e notificada a devolver o lixo para a Alemanha em dez dias, contados a partir do recebimento do ofício, emitido no último dia 13. O não cumprimento do prazo estabelecido implicará em nova multa, e o infrator será considerado reincidente.
A empresa importadora Recoplast Recuperação e Comércio de Plástico, com sede em Esteio, no Rio Grande do Sul, recebeu multa de R$ 400 mil por importar resíduos sólidos domiciliares de origem estrangeira, produtos perigosos à saúde pública e ao meio ambiente, em desacordo com a legislação vigente.
Já a chinesa Dashan, de Hong Kong, empresa responsável pela exportação do lixo desde Hamburgo, anotou em documentos que o material seria proveniente da República Checa.
Uma carga de 22 toneladas de lixo vinda do Porto de Hamburgo, na Alemanha, foi interceptada no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, na semana passada pela Receita Federal. Empresas responsáveis foram multadas e a carga deve ser devolvida em dez dias.
O que deveriam ser aparas de polímeros de etileno, resíduos de processos industriais reutilizados por empresas de reciclagem, era na verdade lixo doméstico urbano, como embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e resíduos contaminados, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A transportadora Hanjin Shipping foi multada pelo Ibama em R$ 1,5 milhão e notificada a devolver o lixo para a Alemanha em dez dias, contados a partir do recebimento do ofício, emitido no último dia 13. O não cumprimento do prazo estabelecido implicará em nova multa, e o infrator será considerado reincidente.
A empresa importadora Recoplast Recuperação e Comércio de Plástico, com sede em Esteio, no Rio Grande do Sul, recebeu multa de R$ 400 mil por importar resíduos sólidos domiciliares de origem estrangeira, produtos perigosos à saúde pública e ao meio ambiente, em desacordo com a legislação vigente.
Já a chinesa Dashan, de Hong Kong, empresa responsável pela exportação do lixo desde Hamburgo, anotou em documentos que o material seria proveniente da República Checa.
Receita intercepta carga de lixo no RS proveniente da Alemanha
SOLANGE SPIGLIATTI - Agência Estado
Uma carga de 22 toneladas de lixo vinda do Porto de Hamburgo, na Alemanha, foi interceptada no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, na semana passada pela Receita Federal. Empresas responsáveis foram multadas e a carga deve ser devolvida em dez dias.
O que deveriam ser aparas de polímeros de etileno, resíduos de processos industriais reutilizados por empresas de reciclagem, era na verdade lixo doméstico urbano, como embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e resíduos contaminados, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A transportadora Hanjin Shipping foi multada pelo Ibama em R$ 1,5 milhão e notificada a devolver o lixo para a Alemanha em dez dias, contados a partir do recebimento do ofício, emitido no último dia 13. O não cumprimento do prazo estabelecido implicará em nova multa, e o infrator será considerado reincidente.
A empresa importadora Recoplast Recuperação e Comércio de Plástico, com sede em Esteio, no Rio Grande do Sul, recebeu multa de R$ 400 mil por importar resíduos sólidos domiciliares de origem estrangeira, produtos perigosos à saúde pública e ao meio ambiente, em desacordo com a legislação vigente.
Já a chinesa Dashan, de Hong Kong, empresa responsável pela exportação do lixo desde Hamburgo, anotou em documentos que o material seria proveniente da República Checa.
Uma carga de 22 toneladas de lixo vinda do Porto de Hamburgo, na Alemanha, foi interceptada no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, na semana passada pela Receita Federal. Empresas responsáveis foram multadas e a carga deve ser devolvida em dez dias.
O que deveriam ser aparas de polímeros de etileno, resíduos de processos industriais reutilizados por empresas de reciclagem, era na verdade lixo doméstico urbano, como embalagens de produtos de limpeza, fraldas descartáveis e resíduos contaminados, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A transportadora Hanjin Shipping foi multada pelo Ibama em R$ 1,5 milhão e notificada a devolver o lixo para a Alemanha em dez dias, contados a partir do recebimento do ofício, emitido no último dia 13. O não cumprimento do prazo estabelecido implicará em nova multa, e o infrator será considerado reincidente.
A empresa importadora Recoplast Recuperação e Comércio de Plástico, com sede em Esteio, no Rio Grande do Sul, recebeu multa de R$ 400 mil por importar resíduos sólidos domiciliares de origem estrangeira, produtos perigosos à saúde pública e ao meio ambiente, em desacordo com a legislação vigente.
Já a chinesa Dashan, de Hong Kong, empresa responsável pela exportação do lixo desde Hamburgo, anotou em documentos que o material seria proveniente da República Checa.
Focos de queimadas aumentaram 100% em relação a 2009
O número de focos de incêndios acumulado entre os dias 1° de janeiro e 16 de agosto aumentou 100% em relação ao mesmo período de 2009. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) até ontem (16) registrava 30.825 focos de incêndios em todo o Brasil, o dobro de 2009, quando foram registrados 15.228 focos.
De acordo com o coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, 2010 está sendo um ano muito mais seco do que 2009, com temperaturas mais altas, umidade relativa do ar mais baixa e sem chuvas, o que facilita o uso e a propagação do fogo.
“Em 2009, essa região do Brasil Central chegou a ter 10 milímetros de chuva em agosto. Este ano, até agora, não caiu uma gota d'água. Em partes de Minas [Gerais] e Goiás e no Tocantins não chove há mais de três meses”, comparou.
Além da questão climática, Setzer disse que o aumento expressivo dos focos de queimadas de um ano para o outro também se deve á dinâmica do setor agropecuário e ao período eleitoral. Na avaliação do pesquisador, o momento econômico favorável à expansão dos rebanhos e das áreas agrícolas leva ao aumento do uso de fogo pelos produtores rurais, para abrir pastagem e limpar a terra para o cultivo. Com a estiagem e a vegetação seca, o risco de perder o controle da queimada é quase inevitável.
Já o período eleitoral influencia na fiscalização. “Por ser ano eleitoral, a fiscalização não está tão intensa quanto poderia estar”, ponderou Setzer. A indefinição sobre o futuro da legislação ambiental brasileira – com a possibilidade de mudanças no Código Florestal – também pode estar estimulando, segundo ele, crimes ambientais, inclusive as queimadas.
“Nenhuma dessas queimadas é natural. Sempre começam porque alguém fez o que não devia, agindo contra as leis florestais. Não são incêndios naturais, o clima seco ajuda a expandir, mas alguém começou o fogo”, explicou o pesquisador.
As chamadas queimadas naturais, segundo Setzer, só acontecem no período de chuvas, porque são provocadas por raios. E não têm o mesmo efeito devastador que os incêndios provocados. “Esse fogo natural ocorre a cada cinco ou dez anos. As queimadas propositais às vezes são feitas mais de uma vez por ano. Não há ecossistema ou vegetação que suporte”.
O aumento expressivo do número de focos de queimadas em 2010 ainda não deverá ter reflexos na taxa anual de desmatamento, calculada pelo Inpe e com previsão de divulgação até novembro. Isso porque a taxa considera apenas o chamado corte raso, desmate total de uma área, o que o fogo não faz sozinho.
“O fogo danifica muito a floresta, há uma degradação intensa, o que facilita o processo de desmate”, explica Setzer. “Todas as áreas afetadas pelo fogo em pouco tempo deixam de ser floresta e viram outra coisa”, acrescenta.
Pelo menos para os próximos dias, a previsão é que as condições climáticas continuem favoráveis às queimadas, com a combinação de estiagem, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. Hoje (17), em todo o Brasil, o Inpe registrou 13,5 mil focos de incêndios.
De acordo com o coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, 2010 está sendo um ano muito mais seco do que 2009, com temperaturas mais altas, umidade relativa do ar mais baixa e sem chuvas, o que facilita o uso e a propagação do fogo.
“Em 2009, essa região do Brasil Central chegou a ter 10 milímetros de chuva em agosto. Este ano, até agora, não caiu uma gota d'água. Em partes de Minas [Gerais] e Goiás e no Tocantins não chove há mais de três meses”, comparou.
Além da questão climática, Setzer disse que o aumento expressivo dos focos de queimadas de um ano para o outro também se deve á dinâmica do setor agropecuário e ao período eleitoral. Na avaliação do pesquisador, o momento econômico favorável à expansão dos rebanhos e das áreas agrícolas leva ao aumento do uso de fogo pelos produtores rurais, para abrir pastagem e limpar a terra para o cultivo. Com a estiagem e a vegetação seca, o risco de perder o controle da queimada é quase inevitável.
Já o período eleitoral influencia na fiscalização. “Por ser ano eleitoral, a fiscalização não está tão intensa quanto poderia estar”, ponderou Setzer. A indefinição sobre o futuro da legislação ambiental brasileira – com a possibilidade de mudanças no Código Florestal – também pode estar estimulando, segundo ele, crimes ambientais, inclusive as queimadas.
“Nenhuma dessas queimadas é natural. Sempre começam porque alguém fez o que não devia, agindo contra as leis florestais. Não são incêndios naturais, o clima seco ajuda a expandir, mas alguém começou o fogo”, explicou o pesquisador.
As chamadas queimadas naturais, segundo Setzer, só acontecem no período de chuvas, porque são provocadas por raios. E não têm o mesmo efeito devastador que os incêndios provocados. “Esse fogo natural ocorre a cada cinco ou dez anos. As queimadas propositais às vezes são feitas mais de uma vez por ano. Não há ecossistema ou vegetação que suporte”.
O aumento expressivo do número de focos de queimadas em 2010 ainda não deverá ter reflexos na taxa anual de desmatamento, calculada pelo Inpe e com previsão de divulgação até novembro. Isso porque a taxa considera apenas o chamado corte raso, desmate total de uma área, o que o fogo não faz sozinho.
“O fogo danifica muito a floresta, há uma degradação intensa, o que facilita o processo de desmate”, explica Setzer. “Todas as áreas afetadas pelo fogo em pouco tempo deixam de ser floresta e viram outra coisa”, acrescenta.
Pelo menos para os próximos dias, a previsão é que as condições climáticas continuem favoráveis às queimadas, com a combinação de estiagem, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. Hoje (17), em todo o Brasil, o Inpe registrou 13,5 mil focos de incêndios.
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