TAGS (palavras chave): Baleias , baleia jubarte , Instituto Jubarte comentários para este post 45 comente tambémdomingo, 6 de março de 2011
Baleia Jubarte
TAGS (palavras chave): Baleias , baleia jubarte , Instituto Jubarte comentários para este post 45 comente tambémCientistas detectam aumento de carrapatos em pinguins da Antártida
04 de março de 2011 | 11h 17 Efe / Reuters
Aumento dos carrapatos poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie
SANTIAGO DO CHILE - Cientistas chilenos detectaram uma grande quantidade de carrapatos em pinguins da Antártida, o que poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie no caso de uma mudança climática.
Pinguins sofrem com grande quantidade de carrapatos
Parte do gelo da Antártica se forma em sua base, descobre pesquisa
A descoberta foi realizada por cientistas da Universidade de Concepción em um local próximo ao Círculo Polar Antártico, no marco da expedição anual organizada pelo Instituto Antártico Chileno (Inach), informou nesta quinta-feira a instituição.
Apesar de não ser a primeira vez que se encontram carrapatos e piolhos na Antártida, os pesquisadores se surpreenderam pela grande quantidade destes parasitas em colônias de pinguins papúa.
Os carrapatos evoluíram junto com os pinguins e sua relação com estas aves é por enquanto equilibrada, mas este equilíbrio poderia ser rompido com uma mudança climática.
Esse parasita se alimenta do sangue do animal que a hospeda e por isso que pode transmitir diferentes tipos de doenças virais, bacterianas e protozoárias.
"Nossa hipótese é que este tipo de carrapatos ("Ixodes uriae") teriam doenças que poderiam chegar a ser grandes no futuro das povoações destas aves",explicou o pesquisador Daniel González, que lidera o projeto.
A pesquisa pretende comparar as doenças nos carrapatos e nos pinguins em distintas latitudes, e associá-las a cenários de mudança climática.
"Nos preocupa que o aumento de temperatura possa provocar estresse nos pinguins e um maior desenvolvimento de certas doenças", acrescentou González.
No programa, que contempla outras duas expedições ao local nos próximos dois anos, participam também as universidades Upsala e Kalmar, da Suécia, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina e a Universidade Andrés Bello do Chile.
Aumento dos carrapatos poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie SANTIAGO DO CHILE - Cientistas chilenos detectaram uma grande quantidade de carrapatos em pinguins da Antártida, o que poderia desencadear um aumento das doenças e uma maior mortalidade dessa espécie no caso de uma mudança climática.
Pinguins sofrem com grande quantidade de carrapatos
Parte do gelo da Antártica se forma em sua base, descobre pesquisa
A descoberta foi realizada por cientistas da Universidade de Concepción em um local próximo ao Círculo Polar Antártico, no marco da expedição anual organizada pelo Instituto Antártico Chileno (Inach), informou nesta quinta-feira a instituição.
Apesar de não ser a primeira vez que se encontram carrapatos e piolhos na Antártida, os pesquisadores se surpreenderam pela grande quantidade destes parasitas em colônias de pinguins papúa.
Os carrapatos evoluíram junto com os pinguins e sua relação com estas aves é por enquanto equilibrada, mas este equilíbrio poderia ser rompido com uma mudança climática.
Esse parasita se alimenta do sangue do animal que a hospeda e por isso que pode transmitir diferentes tipos de doenças virais, bacterianas e protozoárias.
"Nossa hipótese é que este tipo de carrapatos ("Ixodes uriae") teriam doenças que poderiam chegar a ser grandes no futuro das povoações destas aves",explicou o pesquisador Daniel González, que lidera o projeto.
A pesquisa pretende comparar as doenças nos carrapatos e nos pinguins em distintas latitudes, e associá-las a cenários de mudança climática.
"Nos preocupa que o aumento de temperatura possa provocar estresse nos pinguins e um maior desenvolvimento de certas doenças", acrescentou González.
No programa, que contempla outras duas expedições ao local nos próximos dois anos, participam também as universidades Upsala e Kalmar, da Suécia, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina e a Universidade Andrés Bello do Chile.
Eletrobras Amazonas Energia inicia construção de termelétricas sem licença ambiental
04 de março de 2011 | 20h 59 Karina Ninni - estadao.com.br
Secratária de Meio Ambiente do Amazonas e presidente do Instituto Ambiental estadual constatam irregularidade e obras são embargadas
A denúncia de um repórter do jornal A Crítica, de Manaus, levou a titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (SDS), Nádia Ferreira, e o presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ademir Strosky, a uma visita aos municípios de Codajás, Anori, Anamã e Caapiranga nesta sexta-feira. Eles foram averiguar se a empresa Eletrobras Amazonas Energia estaria construindo termoelétricas movidas a gás natural sem a licença ambiental (licença de instalação) necessária para a emissão da ordem de serviço da obra.
Após a confirmação da irregularidade, as obras nos quatro municípios foram embargadas e só poderão ser reiniciadas após concluído todo o processo de licenciamento ambiental.
"Houve uma falta grave cometida pela empresa Amazonas Energia ao descumprir a legislação ambiental. O Amazonas anseia há muito tempo por uma energia limpa e estamos muito próximos dessa realidade. Porém, não a qualquer custo, sem o processo de licenciamento, sem ouvir a sociedade durante as audiências públicas que ainda não ocorreram", declara a titular da SDS, Nádia Ferreira, por meio de assessoria de imprensa.
A secretária afirma ainda que as multas deverão ser severas diante da gravidade da falta cometida, já que houve danos de cunho processual e ambiental.
Na vistoria ficou comprovado que as obras foram contratadas em 28 de outubro de 2010, e a entrega do EIA/RIMA no Ipaam ocorreu somente em 1º. de dezembro do mesmo ano. O presidente do Ipaam, Ademir Strosky, declara que a multa gerada pela ausência da licença ambiental nas quatro obras autuadas e embargadas já está em mais de 1 milhão de reais e poderá aumentar. "Os relatórios que serão emitidos e as notificações dessa ação de fiscalização poderão determinar a lavratura de outros autos de infração", explica Strosky.
Em nota de esclarecimento enviada à imprensa, a Eletrobras Amazonas Energia afirmou que, por uma atitude equivocada, o engenheiro responsável pela implantação das usinas baseou-se na Licença Prévia emitida no dia 24 de março de 2010 pela SDS, e também na apresentação do EIA/RIMA datado do dia 1º de dezembro de 2010 pelo Departamento de Meio Ambiente da Eletrobras Amazonas Energia, tendo decidido dar início às obras de construção das usinas sem a obtenção do documento final (licença de instalação).
As usinas termelétricas são compensações pela construção do gasoduto Coari-Manaus, que corta os quatro municípios em questão.
A empresa afirmou ainda em sua nota que as obras de construção das termelétricas somente serão retomadas após tudo estar perfeitamente regularizado junto aos órgãos ambientais. Enquanto isso, continuará atendendo normalmente à demanda de energia elétrica das referidas cidades, utilizando óleo diesel como combustível.
Secratária de Meio Ambiente do Amazonas e presidente do Instituto Ambiental estadual constatam irregularidade e obras são embargadas
A denúncia de um repórter do jornal A Crítica, de Manaus, levou a titular da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (SDS), Nádia Ferreira, e o presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Ademir Strosky, a uma visita aos municípios de Codajás, Anori, Anamã e Caapiranga nesta sexta-feira. Eles foram averiguar se a empresa Eletrobras Amazonas Energia estaria construindo termoelétricas movidas a gás natural sem a licença ambiental (licença de instalação) necessária para a emissão da ordem de serviço da obra.
Após a confirmação da irregularidade, as obras nos quatro municípios foram embargadas e só poderão ser reiniciadas após concluído todo o processo de licenciamento ambiental.
"Houve uma falta grave cometida pela empresa Amazonas Energia ao descumprir a legislação ambiental. O Amazonas anseia há muito tempo por uma energia limpa e estamos muito próximos dessa realidade. Porém, não a qualquer custo, sem o processo de licenciamento, sem ouvir a sociedade durante as audiências públicas que ainda não ocorreram", declara a titular da SDS, Nádia Ferreira, por meio de assessoria de imprensa.
A secretária afirma ainda que as multas deverão ser severas diante da gravidade da falta cometida, já que houve danos de cunho processual e ambiental.
Na vistoria ficou comprovado que as obras foram contratadas em 28 de outubro de 2010, e a entrega do EIA/RIMA no Ipaam ocorreu somente em 1º. de dezembro do mesmo ano. O presidente do Ipaam, Ademir Strosky, declara que a multa gerada pela ausência da licença ambiental nas quatro obras autuadas e embargadas já está em mais de 1 milhão de reais e poderá aumentar. "Os relatórios que serão emitidos e as notificações dessa ação de fiscalização poderão determinar a lavratura de outros autos de infração", explica Strosky.
Em nota de esclarecimento enviada à imprensa, a Eletrobras Amazonas Energia afirmou que, por uma atitude equivocada, o engenheiro responsável pela implantação das usinas baseou-se na Licença Prévia emitida no dia 24 de março de 2010 pela SDS, e também na apresentação do EIA/RIMA datado do dia 1º de dezembro de 2010 pelo Departamento de Meio Ambiente da Eletrobras Amazonas Energia, tendo decidido dar início às obras de construção das usinas sem a obtenção do documento final (licença de instalação).
As usinas termelétricas são compensações pela construção do gasoduto Coari-Manaus, que corta os quatro municípios em questão.
A empresa afirmou ainda em sua nota que as obras de construção das termelétricas somente serão retomadas após tudo estar perfeitamente regularizado junto aos órgãos ambientais. Enquanto isso, continuará atendendo normalmente à demanda de energia elétrica das referidas cidades, utilizando óleo diesel como combustível.
Em BH, só sacolinhas biodegradáveis
04 de março de 2011 | 14h 28 O Estado de S. Paulo
Lei municipal entrou em vigor este mês
Começou a valer neste mês uma lei municipal que permite apenas o uso de sacolinhas biodegradáveis (como as feitas com amido de milho) nas padarias, supermercados, lojas, drogarias e outros pontos de varejo de Belo Horizonte (MG). Elas serão vendidas a R$ 0,19 no comércio.
As sacolas biodegradáveis parecem com as sacolas de plástico comuns, mas, por serem feitas com material orgânico, elas se decompõem em 180 dias e podem servir de adubo para o solo. As sacolas plásticas comuns e as chamadas oxibiodegradáveis não poderão mais ser oferecidas aos consumidores. Quem desrespeitar a legislação pode pagar multas de até R$ 1 mil.
Porém, nos próximos 45 dias, a fiscalização não será punitiva. Nesse período, a ideia é conscientizar a população com a campanha “Sacola Plástica Nunca Mais”. Os estabelecimentos participantes da campanha terão um modelo de sacola retornável que será vendida a R$ 1,98 – preço de custo. As lojas e mercados deverão incentivar o uso de alternativas mais sustentáveis, como carrinhos e caixas de papelão. Em Belo Horizonte são utilizadas 157 milhões de sacolinhas plásticas ao ano e o objetivo é reduzir o uso em 80%.
Lei municipal entrou em vigor este mês
Começou a valer neste mês uma lei municipal que permite apenas o uso de sacolinhas biodegradáveis (como as feitas com amido de milho) nas padarias, supermercados, lojas, drogarias e outros pontos de varejo de Belo Horizonte (MG). Elas serão vendidas a R$ 0,19 no comércio.
As sacolas biodegradáveis parecem com as sacolas de plástico comuns, mas, por serem feitas com material orgânico, elas se decompõem em 180 dias e podem servir de adubo para o solo. As sacolas plásticas comuns e as chamadas oxibiodegradáveis não poderão mais ser oferecidas aos consumidores. Quem desrespeitar a legislação pode pagar multas de até R$ 1 mil.
Porém, nos próximos 45 dias, a fiscalização não será punitiva. Nesse período, a ideia é conscientizar a população com a campanha “Sacola Plástica Nunca Mais”. Os estabelecimentos participantes da campanha terão um modelo de sacola retornável que será vendida a R$ 1,98 – preço de custo. As lojas e mercados deverão incentivar o uso de alternativas mais sustentáveis, como carrinhos e caixas de papelão. Em Belo Horizonte são utilizadas 157 milhões de sacolinhas plásticas ao ano e o objetivo é reduzir o uso em 80%.
STF suspende censura a ONG que questiona maus-tratos a animais de rodeios

Discussão judicial começou em 2007, quando a ONG fez uma campanha de combate às crueldades contra animais em rodeios pela internet
03 de março de 2011 | 15h 51 Brás Henrique - O Estado de S.Paulo
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, concedeu, nesta terça, liminar à ONG Projeto Esperança Animal (PEA) que suspende uma decisão liminar do Tribunal de Justiça (TJ), de São Paulo, que proibia a entidade de divulgar e vincular o clube Os Independentes, organizador da tradicional Festa do Peão de Boideiro, de Barretos, às práticas de tortura e maus-tratos a animais em rodeios. Barbosa entendeu que ao proibir a veiculação de opinião sobre o uso de sedém (instrumento usado na virilha de bovinos para fazê-los pular nas arenas) o TJ viola o entendimento do próprio STF na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 130, que considerou a Lei de Imprensa incompatível com a Constituição Federal.
A ONG festejou a decisão. Os Independentes informou, em nota do seu departamento jurídico, que aguardará intimação do STF para apresentar sua defesa.
“Essa decisão foi formidável, fabulosa, mas foi uma liminar e temos que aguardar a decisão do mérito do STF de São Paulo”, disse o advogado da ONG PEA, Maurício Pessoa, do escritório Mallet Advogados Associados. A discussão judicial começou em 2007, quando a ONG fez uma campanha de combate às crueldades contra animais em rodeios pela internet, mas, segundo Pessoa, sem acusar qualquer festa ou entidade, nem mesmo a organizadora da festa de Barretos, a maior da América Latina no gênero. Em nota, o clube alega que foi citado, “tal como provado nos autos”, e que e-mails atingiram patrocinadores e parceiros do evento barretense.
Mas Os Independentes não reclamaram na justiça qualquer dano financeiro por perda de patrocinadores, embora tenham reclamado valores a título de danos morais. Na ação que moveram cotra o PEA pediam que a ONG fosse proibida de veicular em qualquer mídia, sobretudo na internet, o nome do clube vinculado à ideia de maus-tratos animais. Pediam também que em toda e qualquer mensagem sobre rodeios divulgada pela entidade dali por diante constasse a ressalva de que na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos não há maus-tratos animais.
A ONG perdeu em primeira instância e recorreu ao TJ-SP, que em liminar manteve a censura e aumentou de R$ 10 mil para R$ 15 mil o valor de danos morais que o PEA teria de pagar ao clube. A ONG então recorreu ao STF, reclamando da censura que lhe foi imposta. “A atividade do PEA (...) se assemelha a de o jornalista encarregado de divulgar notícias”, diz a defesa da ONG, que questiona maus-tratos a animais em geral, não apenas aos bovinos de rodeios – o uso do sedém é discussão antiga entre defensores dos animais e promotores de rodeios. Com a posição de Barbosa no STF a liminar do TJ-SP perde todos os efeitos.
Em sua decisão, Barbosa cita que o acórdão do TJ viola a ADPF 130: “Salvo raríssimas exceções – penso, por exemplo, na proibição do discurso do ódio existente em várias democracias –, não cabe ao Estado, nem mesmo ao Judiciário, proibir ou regular opiniões. O discurso opinativo, a crítica, não depende de que se demonstre previamente a sua verdade para que se ganhe o direito de veiculá-lo livremente.” E acrescenta: “A mera existência e circulação de uma opinião divergente sobre os rodeios não ofende os direitos de quem os organiza, patrocina ou frequenta.” E finaliza: “Há espaço suficiente para diferentes opiniões na esfera pública, e é importante para a democracia brasileira que continue assim.” O clube Os Independentes alega que jamais houve qualquer tipo de censura de sua parte, mas sim o questionamento judicial de ato abusivo pela entidade PEA, “o que será devidamente provado perante o STF”.
O clube Os Independentes assegura que todos os cuidados contra maus-tratos aos animais são tomados, inclusive permitindo a fiscalização de integrantes de ONGs de proteção animal em seus eventos. E que defende práticas de responsabilidade social e ambiental, como ações em benefício ao Hospital do Câncer de Barretos (R$ 1,8 milhão), à Santa Casa local (R$ 462 mil) e coleta de material reciclável (40 quilos) – essas todas em 2010./Colaborou Karina Ninni
Europa começa a discutir mudanças na política pesqueira
01 de março de 2011 | 17h 26 The Guardian

Atual sistema de cotas deve ser reformulado para poupar os pescadores da necessidade de jogar fora grandes quantidades de peixe
Ministros de toda a União Europeia iniciam nesta terça-feira os primeiros passos em direção ao fim da prática de descarte de peixes no mar - mudança mais radical nas políticas de pesca nos últimos 40 anos.
No primeiro encontro de alto nível sobre o tema, a comissária para assuntos de pesca da UE, Maria Damanaki, deve endereçar a mensagem de que o atual sistema de cotas de pesca deve ser reformulado para poupar os pescadores da necessidade de jogar fora grandes quantidades de peixe que capturam.
Mas ela deve enfrentar oposição de alguns setores, pois espera-se que os estados-membro com grandes indústrias pesqueiras disputem posições para tentar garantir que suas frotas desfrutem o melhor acordo no tocante às quotas.
Richard Benyon, ministro da pesca do Reino Unido, afirmou: "As fronteiras serão desenhadas no continente europeu. Temos de mudar essa prática, que é algo que as pessoas acham ofensivo, e com razão."
De acordo com ele, os ministros estão trabalhando a todo vapor para chegar a uma reforma das políticas pesqueiras comum a todos os estados-membro até janeiro de 2013. Benyon condenou o sistema em voga atualmente, chamando-o de "microgerência de Bruxelas."
Este mês, Damanaki fez a seguinte afirmação ao jornal britânico The Guardian: "Não podemos mais seguir assim, com esse pesadelo das devoluções do excesso pescado. Precisamos de uma nova política."
Quase dois terços do que é pescado em elgumas áreas é devolvido para a água, geralmente já sem vida, como resultado do sistema corrente de cotas de pesca. Quando as frotas excedem suas cotas, ou intencionalmente capturam espécies para as quais não têm licensa, elas devem descartar o excesso no mar. Só no mar do Norte, estima-se que cerca de 1 milhão de toneladas de pescado sejam devolvidas todo ano.
O desperdício de peixes comestíveis foi salientado em uma influente série de TV do canal 4, chefiada pelo expert em gastronomia Hugh Fearnley-Whittingstall, que ajudou a reunir mais de 650 mil assinaturas para uma petição a favor do fim da prática de devolução.
O Reino Unido tem trabalhado com os países escandinavos - incluindo a Dinamarca, que assumiu uma postura veemente sobre a questão - para a construção de apoio para as reformas na política de pesca da UE.
Benyon disse que iria propor três alternativas para o sistema vigente de cotas: um sistema de cotas de captura, no qual os pescadores desembarquem tudo o que pegaram, monitorados por câmeras de vigilância, mas tenham cerceada a quantidade de tempo gasto no mar; mudanças para combater a sobrepesca e técnicas para reduzir os descartes; e a abertura de novos mercados - tanto na Europa quanto nos demais continentes - para peixes que são pouco consumidos.
"Tentamos e testamos essas soluções e elas funcionam", disse Benyon. "Acreditamos que elas reduzirão os descartes em grande porcentual."
As indústrias de processamento de alimentos e de peixe nos Reino Unido apóia mudanças que reduzirão os descartes. Uma aliança sem precedentes entre os varejistas e as indústrias de processamento, incluindo Sainsbury's, Marks & Spencer e a Federação Britânica de Alimentos e Bebidas, foi arquitetada pela ONG WWF no mês passado. Eles criticaram a prática do descarte como o "resultado de um manejo pobre e de práticas pesqueiras não sintonizadas com o mercado e os desejos do consumidor", além de afirmar que a política atual não estava funcionando.
O grupo conclamou os governos a introduzir um plano de manejo de longo prazo que inclua os pescadores, dando às frotas um papel mais ativo no manejo compartilhado dos estoques ao invés de simplesmente a atribuição de cumprir as cotas, como acontece atulamente.
"Nós somos a favor do combate ao descarte, pois acreditamos que á uma prática inaceitável, um desperdício de recursos e uma barreira à sustentabilidade da atividade pesqueira. Fizemos campanha contra o descarte por muitos anos e acreditamos que o processo de reforma da política pesqueira deve ser abordado de forma prudente, porém, rápida porque não vamos ter uma pesca sustentável na Europa até que todos os peixes capturados sejam desembarcados e devidamente registados. Qualquer tempo perdido terá como resultado mais desperdício", afirmou Leendert den Hollander, executivo-chefe do Young's Seafood.

Atual sistema de cotas deve ser reformulado para poupar os pescadores da necessidade de jogar fora grandes quantidades de peixe
Ministros de toda a União Europeia iniciam nesta terça-feira os primeiros passos em direção ao fim da prática de descarte de peixes no mar - mudança mais radical nas políticas de pesca nos últimos 40 anos.
No primeiro encontro de alto nível sobre o tema, a comissária para assuntos de pesca da UE, Maria Damanaki, deve endereçar a mensagem de que o atual sistema de cotas de pesca deve ser reformulado para poupar os pescadores da necessidade de jogar fora grandes quantidades de peixe que capturam.
Mas ela deve enfrentar oposição de alguns setores, pois espera-se que os estados-membro com grandes indústrias pesqueiras disputem posições para tentar garantir que suas frotas desfrutem o melhor acordo no tocante às quotas.
Richard Benyon, ministro da pesca do Reino Unido, afirmou: "As fronteiras serão desenhadas no continente europeu. Temos de mudar essa prática, que é algo que as pessoas acham ofensivo, e com razão."
De acordo com ele, os ministros estão trabalhando a todo vapor para chegar a uma reforma das políticas pesqueiras comum a todos os estados-membro até janeiro de 2013. Benyon condenou o sistema em voga atualmente, chamando-o de "microgerência de Bruxelas."
Este mês, Damanaki fez a seguinte afirmação ao jornal britânico The Guardian: "Não podemos mais seguir assim, com esse pesadelo das devoluções do excesso pescado. Precisamos de uma nova política."
Quase dois terços do que é pescado em elgumas áreas é devolvido para a água, geralmente já sem vida, como resultado do sistema corrente de cotas de pesca. Quando as frotas excedem suas cotas, ou intencionalmente capturam espécies para as quais não têm licensa, elas devem descartar o excesso no mar. Só no mar do Norte, estima-se que cerca de 1 milhão de toneladas de pescado sejam devolvidas todo ano.
O desperdício de peixes comestíveis foi salientado em uma influente série de TV do canal 4, chefiada pelo expert em gastronomia Hugh Fearnley-Whittingstall, que ajudou a reunir mais de 650 mil assinaturas para uma petição a favor do fim da prática de devolução.
O Reino Unido tem trabalhado com os países escandinavos - incluindo a Dinamarca, que assumiu uma postura veemente sobre a questão - para a construção de apoio para as reformas na política de pesca da UE.
Benyon disse que iria propor três alternativas para o sistema vigente de cotas: um sistema de cotas de captura, no qual os pescadores desembarquem tudo o que pegaram, monitorados por câmeras de vigilância, mas tenham cerceada a quantidade de tempo gasto no mar; mudanças para combater a sobrepesca e técnicas para reduzir os descartes; e a abertura de novos mercados - tanto na Europa quanto nos demais continentes - para peixes que são pouco consumidos.
"Tentamos e testamos essas soluções e elas funcionam", disse Benyon. "Acreditamos que elas reduzirão os descartes em grande porcentual."
As indústrias de processamento de alimentos e de peixe nos Reino Unido apóia mudanças que reduzirão os descartes. Uma aliança sem precedentes entre os varejistas e as indústrias de processamento, incluindo Sainsbury's, Marks & Spencer e a Federação Britânica de Alimentos e Bebidas, foi arquitetada pela ONG WWF no mês passado. Eles criticaram a prática do descarte como o "resultado de um manejo pobre e de práticas pesqueiras não sintonizadas com o mercado e os desejos do consumidor", além de afirmar que a política atual não estava funcionando.
O grupo conclamou os governos a introduzir um plano de manejo de longo prazo que inclua os pescadores, dando às frotas um papel mais ativo no manejo compartilhado dos estoques ao invés de simplesmente a atribuição de cumprir as cotas, como acontece atulamente.
"Nós somos a favor do combate ao descarte, pois acreditamos que á uma prática inaceitável, um desperdício de recursos e uma barreira à sustentabilidade da atividade pesqueira. Fizemos campanha contra o descarte por muitos anos e acreditamos que o processo de reforma da política pesqueira deve ser abordado de forma prudente, porém, rápida porque não vamos ter uma pesca sustentável na Europa até que todos os peixes capturados sejam desembarcados e devidamente registados. Qualquer tempo perdido terá como resultado mais desperdício", afirmou Leendert den Hollander, executivo-chefe do Young's Seafood.
Reinventar o mundo, a tarefa da Rio + 20
04 de março de 2011 | 14h 43 Washington Novaes - O Estado de S. Paulo
Segundo o PNUMA, é necessário US$ 1,3 trilhão anual para transformar a economia global numa \"economia verde\"
O mundo árabe se agita, disparam as cotações do petróleo e de commodities agrícolas e cada país se pergunta o que acontecerá em sua economia – vai ganhar, vai perder, como ficará o preço dos alimentos, o que acontecerá nos setores mais pobres da população e assim por diante. Inclusive no Brasil. Porque as lógicas financeiras continuam a comandar tudo, condicionar decisões políticas e econômicas. Mas será esse o caminho para um futuro mais estável e mais desejável para a maior parte da população do mundo, que até meados deste século chegará pelo menos a 8,5 bilhões de pessoas (estamos próximos dos 7 bilhões)?
De certa forma, será esse o tema da chamada Rio + 20, a conferência da ONU que, de 14 a 16 de maio do ano que vem, no Rio de Janeiro, fará um balanço do que aconteceu desde a realização, ali, da Eco 92, quando foram aprovadas as convenções do clima e da biodiversidade, a Agenda 21 global e uma declaração sobre florestas. Nas próximas segunda e terça-feira, em Nova York, ocorrerá mais uma reunião preparatória da ONU. E ali já se discutirão, na sequência de outras reuniões – a última foi em Nairóbi, na penúltima semana de fevereiro –, propostas que certamente provocam muitas polêmicas, em razão dos diferentes problemas de cada país. A começar pela proposta de criar uma organização com autoridade e poder para implantar soluções ambientais e de desenvolvimento sustentável em âmbito mundial.
Na Rio +10, em Joanesburgo, 2002, propostas semelhantes já estiveram em discussão, como a de criar uma organização mundial do meio ambiente separada da ONU. E, depois de muita discussão, quando se argumentava que essa organização teria os mesmos problemas da ONU no plano mundial, o debate terminou com a reflexão de uma representante de ONG brasileira: “O jeito é tomarmos o poder na Organização Mundial do Comércio (OMC), que é quem decide mesmo.”
A tarefa, de fato, é árdua, espinhosa mesmo. As convenções do clima e da biodiversidade avançam – quando avançam – com enorme dificuldade. A Agenda 21 global esbarrou no problema central: resolver as questões sociais que afligem a maior parte do mundo exigiria que os países desenvolvidos aumentassem sua contribuição para os países mais pobres de 0,36% do PIB global de então para 0,70% (hoje seriam US$ 420 bilhões). Esse valor, adicionado aos recursos próprios dos recebedores, permitiria resolver os problemas de saneamento, habitação, saúde etc. Mas nos 19 anos decorridos, essa contribuição não aumentou; ao contrário, caiu para 0,30% do PIB. Ainda agora, numa reunião preparatória da Rio +20, lembrou-se de que a proposta feita em Copenhague, em 2009, de os países ricos doarem US$ 30 bilhões anuais de imediato e US$ 100 bilhões anuais mais adiante, para resolver problemas do clima, praticamente ainda não saiu do papel.
Seja como for, na reunião de Nova York vão ser discutidas “medidas concretas de transição para uma economia verde”; “mudanças nos regimes financeiros e comerciais internacionais”; consideração dos direitos de indígenas e outras populações tradicionais; compromissos para a criação de “empregos verdes”; e a “adoção de novos caminhos para o cálculo do PIB em cada país e no mundo” – este último ponto já sob a influência da comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi, que propõe, entre muitas coisas, calcular o valor do trabalho doméstico (inclusive das mulheres na educação dos filhos), o valor do trabalho informal, dos recursos naturais e outros. Não é pouco. E haverá na discussão representantes de empresas, da agropecuária e camponeses, povos indígenas, comunidade científica, mulheres, trabalhadores e sindicatos, entre outros. A toda essa gente caberá preparar a estrutura do documento final a ser discutido no ano que vem.
Nas discussões até aqui, segundo observadores da ONG Vitae Civilis, que delas têm participado, a posição dos Estados Unidos tem oscilado entre avanços e recuos; China, Índia e muitos outros países mais pobres demonstram temer que as propostas levem à adoção de barreiras comerciais para seus produtos; na Europa são muitas posições diferenciadas – a França, por exemplo, apoia mudanças no cálculo do PIB. O Brasil tem proposto que o caminho para a governança global se dê com a “organização de uma instituição guarda-chuva que passaria a comandar agências como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as convenções do clima e da biodiversidade, um Conselho do Desenvolvimento Sustentável”. E tudo para chegar aos objetivos maiores com um desenvolvimento não predatório de recursos naturais e a erradicação da pobreza. Propõe-se até que as reuniões das convenções do clima e da biodiversidade em 2012 sejam simultâneas com a Rio +20.
Nesta hora, muitos estudos e cálculos começam a ser apresentados. O Pnuma, por exemplo, pensa que é necessário US$ 1,3 trilhão anual (cerca de 2% do PIB mundial) para transformar a economia global numa “economia verde” – com baixos níveis de poluição e perda de recursos naturais; investindo em energias renováveis (US$ 350 bilhões/ano), transporte não poluente, construção sustentável, agricultura não agressora do meio ambiente etc. Não seria tanto, quando se lembra que os subsídios para o petróleo hoje vão a cerca de US$ 600 bilhões anuais.
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que tem participado de reuniões preparatórias, diz que “a Rio +20 não se deve transformar em arena de acusações; devemos discutir as nossas falhas em relação às decisões de 1992”. Já o respeitado ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan adverte: “As políticas agrícolas precisam ser mudadas para enfrentar a fome, a pobreza e os distúrbios sociais.” É exatamente esse um dos pontos cruciais – como têm mostrado os acontecimentos no mundo árabe e suas repercussões no preço das commodities agrícolas e nos mercados internos dos países mais pobres.
Segundo o PNUMA, é necessário US$ 1,3 trilhão anual para transformar a economia global numa \"economia verde\"O mundo árabe se agita, disparam as cotações do petróleo e de commodities agrícolas e cada país se pergunta o que acontecerá em sua economia – vai ganhar, vai perder, como ficará o preço dos alimentos, o que acontecerá nos setores mais pobres da população e assim por diante. Inclusive no Brasil. Porque as lógicas financeiras continuam a comandar tudo, condicionar decisões políticas e econômicas. Mas será esse o caminho para um futuro mais estável e mais desejável para a maior parte da população do mundo, que até meados deste século chegará pelo menos a 8,5 bilhões de pessoas (estamos próximos dos 7 bilhões)?
De certa forma, será esse o tema da chamada Rio + 20, a conferência da ONU que, de 14 a 16 de maio do ano que vem, no Rio de Janeiro, fará um balanço do que aconteceu desde a realização, ali, da Eco 92, quando foram aprovadas as convenções do clima e da biodiversidade, a Agenda 21 global e uma declaração sobre florestas. Nas próximas segunda e terça-feira, em Nova York, ocorrerá mais uma reunião preparatória da ONU. E ali já se discutirão, na sequência de outras reuniões – a última foi em Nairóbi, na penúltima semana de fevereiro –, propostas que certamente provocam muitas polêmicas, em razão dos diferentes problemas de cada país. A começar pela proposta de criar uma organização com autoridade e poder para implantar soluções ambientais e de desenvolvimento sustentável em âmbito mundial.
Na Rio +10, em Joanesburgo, 2002, propostas semelhantes já estiveram em discussão, como a de criar uma organização mundial do meio ambiente separada da ONU. E, depois de muita discussão, quando se argumentava que essa organização teria os mesmos problemas da ONU no plano mundial, o debate terminou com a reflexão de uma representante de ONG brasileira: “O jeito é tomarmos o poder na Organização Mundial do Comércio (OMC), que é quem decide mesmo.”
A tarefa, de fato, é árdua, espinhosa mesmo. As convenções do clima e da biodiversidade avançam – quando avançam – com enorme dificuldade. A Agenda 21 global esbarrou no problema central: resolver as questões sociais que afligem a maior parte do mundo exigiria que os países desenvolvidos aumentassem sua contribuição para os países mais pobres de 0,36% do PIB global de então para 0,70% (hoje seriam US$ 420 bilhões). Esse valor, adicionado aos recursos próprios dos recebedores, permitiria resolver os problemas de saneamento, habitação, saúde etc. Mas nos 19 anos decorridos, essa contribuição não aumentou; ao contrário, caiu para 0,30% do PIB. Ainda agora, numa reunião preparatória da Rio +20, lembrou-se de que a proposta feita em Copenhague, em 2009, de os países ricos doarem US$ 30 bilhões anuais de imediato e US$ 100 bilhões anuais mais adiante, para resolver problemas do clima, praticamente ainda não saiu do papel.
Seja como for, na reunião de Nova York vão ser discutidas “medidas concretas de transição para uma economia verde”; “mudanças nos regimes financeiros e comerciais internacionais”; consideração dos direitos de indígenas e outras populações tradicionais; compromissos para a criação de “empregos verdes”; e a “adoção de novos caminhos para o cálculo do PIB em cada país e no mundo” – este último ponto já sob a influência da comissão Stiglitz-Sen-Fitoussi, que propõe, entre muitas coisas, calcular o valor do trabalho doméstico (inclusive das mulheres na educação dos filhos), o valor do trabalho informal, dos recursos naturais e outros. Não é pouco. E haverá na discussão representantes de empresas, da agropecuária e camponeses, povos indígenas, comunidade científica, mulheres, trabalhadores e sindicatos, entre outros. A toda essa gente caberá preparar a estrutura do documento final a ser discutido no ano que vem.
Nas discussões até aqui, segundo observadores da ONG Vitae Civilis, que delas têm participado, a posição dos Estados Unidos tem oscilado entre avanços e recuos; China, Índia e muitos outros países mais pobres demonstram temer que as propostas levem à adoção de barreiras comerciais para seus produtos; na Europa são muitas posições diferenciadas – a França, por exemplo, apoia mudanças no cálculo do PIB. O Brasil tem proposto que o caminho para a governança global se dê com a “organização de uma instituição guarda-chuva que passaria a comandar agências como o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), as convenções do clima e da biodiversidade, um Conselho do Desenvolvimento Sustentável”. E tudo para chegar aos objetivos maiores com um desenvolvimento não predatório de recursos naturais e a erradicação da pobreza. Propõe-se até que as reuniões das convenções do clima e da biodiversidade em 2012 sejam simultâneas com a Rio +20.
Nesta hora, muitos estudos e cálculos começam a ser apresentados. O Pnuma, por exemplo, pensa que é necessário US$ 1,3 trilhão anual (cerca de 2% do PIB mundial) para transformar a economia global numa “economia verde” – com baixos níveis de poluição e perda de recursos naturais; investindo em energias renováveis (US$ 350 bilhões/ano), transporte não poluente, construção sustentável, agricultura não agressora do meio ambiente etc. Não seria tanto, quando se lembra que os subsídios para o petróleo hoje vão a cerca de US$ 600 bilhões anuais.
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que tem participado de reuniões preparatórias, diz que “a Rio +20 não se deve transformar em arena de acusações; devemos discutir as nossas falhas em relação às decisões de 1992”. Já o respeitado ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan adverte: “As políticas agrícolas precisam ser mudadas para enfrentar a fome, a pobreza e os distúrbios sociais.” É exatamente esse um dos pontos cruciais – como têm mostrado os acontecimentos no mundo árabe e suas repercussões no preço das commodities agrícolas e nos mercados internos dos países mais pobres.
Planeta pode estar próximo de sofrer nova extinção em massa
03 de março de 2011 | 13h 04 estadão.com.br

Estudo indica que três quartos de espécies podem desaparecer entre 3 e 22 séculos
Divulgação Tigre-de-bengala é um animais mais ameaçados de extinção atualmente O declínio nas populações de muitas espécies animais, de peixes a tigres, fez alguns cientistas alertarem uma possível extinção em massa na Terra, assim como as que ocorreram cinco vezes durante os últimos 540 milhões anos. Cada uma dessas "Grandes Cinco" extinguiu três quartos ou mais de todas as espécies animais.
Em um estudo publicado na edição desta quinta-feira, 3, da revista Nature, paleobiólogos da Universidade da Califórnia, Berkeley, avaliaram como os mamíferos e outras espécies estão hoje em termos de possível extinção, em comparação com os últimos 540 milhões de anos, e encontraram motivos para esperança e também preocupação.
Segundo o principal autor Anthony D. Barnosky, professor de biologia integrativa da UC Berkeley, ao olhar os mamíferos em risco crítico - aqueles em risco de extinção é de pelo menos 50% num prazo de três gerações - e assumir a possibilidade de que poderão estar extintos dentro de mil anos, uma variação fora do normal, pode apontar para uma extinção em massa.
Barnosky argumenta que se espécies atualmente ameaçadas - aquelas oficialmente classificadas como em perigo crítico, em perigo e vulneráveis - realmente forem extintas, e que tal taxa de extinção persistir, uma sexta extinção em massa pode ocorrer dentro de 3 a 22 séculos.
Assim mesmo, o autor acrescentou que ainda não é tarde para salvar essas espécies em risco crítico. Isso exigiria lidar com uma grande lista de ameaças, incluindo a degradação de habitats, espécies invasoras, doenças e aquecimento global. De acordo com Barnosky, apenas 1% a 2% de todas as espécies foram extintas até o momento, mas o que indica que estamos no caminho rumo à extinção em massa.

Estudo indica que três quartos de espécies podem desaparecer entre 3 e 22 séculos
Divulgação Tigre-de-bengala é um animais mais ameaçados de extinção atualmente O declínio nas populações de muitas espécies animais, de peixes a tigres, fez alguns cientistas alertarem uma possível extinção em massa na Terra, assim como as que ocorreram cinco vezes durante os últimos 540 milhões anos. Cada uma dessas "Grandes Cinco" extinguiu três quartos ou mais de todas as espécies animais.
Em um estudo publicado na edição desta quinta-feira, 3, da revista Nature, paleobiólogos da Universidade da Califórnia, Berkeley, avaliaram como os mamíferos e outras espécies estão hoje em termos de possível extinção, em comparação com os últimos 540 milhões de anos, e encontraram motivos para esperança e também preocupação.
Segundo o principal autor Anthony D. Barnosky, professor de biologia integrativa da UC Berkeley, ao olhar os mamíferos em risco crítico - aqueles em risco de extinção é de pelo menos 50% num prazo de três gerações - e assumir a possibilidade de que poderão estar extintos dentro de mil anos, uma variação fora do normal, pode apontar para uma extinção em massa.
Barnosky argumenta que se espécies atualmente ameaçadas - aquelas oficialmente classificadas como em perigo crítico, em perigo e vulneráveis - realmente forem extintas, e que tal taxa de extinção persistir, uma sexta extinção em massa pode ocorrer dentro de 3 a 22 séculos.
Assim mesmo, o autor acrescentou que ainda não é tarde para salvar essas espécies em risco crítico. Isso exigiria lidar com uma grande lista de ameaças, incluindo a degradação de habitats, espécies invasoras, doenças e aquecimento global. De acordo com Barnosky, apenas 1% a 2% de todas as espécies foram extintas até o momento, mas o que indica que estamos no caminho rumo à extinção em massa.
Pesquisadores dizem que carne brasileira causa mais impacto que o calculado
04 de março de 2011 | 14h 30 Estadão.com.br
Estima-se que consumo de carne aumente em 80% em 2050
SÃO PAULO - "A carne brasileira é um grande produtor de dióxido de carbono". A declaração é de Sverker Molander, professor do Sistema de Análises do Meio Ambiente e um dos pesquisadores responsáveis por um artigo publicado no Environmental Science & Technology que aumenta a culpa da produção de carne brasileira no impacto climático.
Tiago Queiroz/AE Carne para a exportação ajudou a aumentar a produção e procura por terras para a pecuária
O artigo chama a atenção para o aumento na produção devido a maior exportação da produção pecuária na última década. Para Molander, o impacto indireto também deve ser levado em consideração quando a pegada ecológica da carne for calculada.
"Se este aspecto não for levado em consideração, haverá o risco de mandarmos o sinal errado para os políticos e consumidores, e nos sentiremos culpados por subestimar o impacto da carne brasileira na mudança climática", disse Molander.
No Brasil, a produção de carne é o maior causador do desmatamento da Amazônia. Isso não representa apenas a perda de área verde, mas também uma maior liberação do dióxido de carbono advindo das queimadas. Estima-se que cerca de 60% a 70% das áreas desmatadas sejam usadas pela pecuária.
Hoje, o impacto das exportações de carne brasileiras é considerado zero porque a área cultivada destinada ao mercado exterior representa apenas 6% da produção total, mas de acordo com o artigo de Molander, estes 6% representam uma emissão de dióxido de carbono 25 vezes maior do que o apresentado no resto da produção.
O aumento na exportação é a principal causa do aumento na produção, o que significa que isso contribui, ainda que indiretamente, para um cultivo maior de pastagens onde deveria existir florestas. A combinação de emissão de dióxido de carbono e desmatamento responde por 10% das emissões globais.
"O problema é que o nosso consumo de carne está aumentando. Para cara kilograma que comemos, aumenta-se a chance de desmatamento", disse Christel Cederberg, um dos coautores do artigo.
"Em 2050, espera-se que o consumo de carne aumente cerca de 80%, o que tornará necessário mais terras para pastagens. Além disso, há também uma crescente demanda para a produção de bioenergia". Para Cederberg, há um perigo grande em apenas se preocupar com o aumento nos rendimentos obtidos com a produção.
seguir Thiago Santos
Comentado em: Pesquisadores dizem que carne brasileira causa mais impacto que o calculado
6 de Março de 2011 | 18h09
Esse eua é uma comédia mesmo, querem impor limites aos outros países para que eles possam poluir mais do que já poluem. Dizem que se preocupam com a natureza e tals mas por que então deixaram exterminar os Puma no leste dos Eua? Acabaram com o bicho! Isso não deveria acontecer em um país que se preocupa tanto com o meio ambiente.
Responder | Denunciar
seguirCloves de Oliveira
Comentado em: Pesquisadores dizem que carne brasileira causa mais impacto que o calculado
6 de Março de 2011 | 16h03
Ém, tem um monte de cientistas lá fora conspirando contra o Brasil apesar de sermos uma ilha e não termos nada a ver com os problemas do meio ambiente. O "pobrema" não é a ignorância, mas um pouquinho de conhecimento nas mãos de quem usa o óculos vermelho da ideologia burra.
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seguirLeonardo Koppes
Comentado em: Pesquisadores dizem que carne brasileira causa mais impacto que o calculado
6 de Março de 2011 | 14h22
É engraçado ver um respeitavel cientista americano dizer que a carne brasileira é a culpada pelo aquecimento global. E o rebanho indiano? Eles não levam culpa porque não exportam tanta carne como o Brasil... Esse tipo de cientista deveria ter um chifre de boi enfiado onde ele merece. E aos alienados que aqui escrevem, abram o olho e vejam o quanto os americanos são sórdidos quando se trata de defender interesses comerciais. O que esse digníssimo senhor e o lobby que o paga quer é acabar com a indústria pecuária brasileira, que ameaça se tornar o líder absoluto do mercado de carnes e seus derivados. E a ignorância começa aqui mesmo: poucos sabem que o trabalho de melhoramento genético que a Embrapa faz para o rebanho brasileiro é o mais eficaz do mundo. Também poucos sabem que a quase totalidade da carne exportada é certificada quanto a origem e controle de emissão. Até mesmo o metano produzido pelos animais é motivo de estudo pela Embrapa. Depois eles vêm com a ladaínha de que há um sentimento antiamericano por parte de governos como o do Lula. Tem que ficar de olho bem aberto mesmo porque esse povo é mala que só.
Estima-se que consumo de carne aumente em 80% em 2050SÃO PAULO - "A carne brasileira é um grande produtor de dióxido de carbono". A declaração é de Sverker Molander, professor do Sistema de Análises do Meio Ambiente e um dos pesquisadores responsáveis por um artigo publicado no Environmental Science & Technology que aumenta a culpa da produção de carne brasileira no impacto climático.
Tiago Queiroz/AE Carne para a exportação ajudou a aumentar a produção e procura por terras para a pecuária
O artigo chama a atenção para o aumento na produção devido a maior exportação da produção pecuária na última década. Para Molander, o impacto indireto também deve ser levado em consideração quando a pegada ecológica da carne for calculada.
"Se este aspecto não for levado em consideração, haverá o risco de mandarmos o sinal errado para os políticos e consumidores, e nos sentiremos culpados por subestimar o impacto da carne brasileira na mudança climática", disse Molander.
No Brasil, a produção de carne é o maior causador do desmatamento da Amazônia. Isso não representa apenas a perda de área verde, mas também uma maior liberação do dióxido de carbono advindo das queimadas. Estima-se que cerca de 60% a 70% das áreas desmatadas sejam usadas pela pecuária.
Hoje, o impacto das exportações de carne brasileiras é considerado zero porque a área cultivada destinada ao mercado exterior representa apenas 6% da produção total, mas de acordo com o artigo de Molander, estes 6% representam uma emissão de dióxido de carbono 25 vezes maior do que o apresentado no resto da produção.
O aumento na exportação é a principal causa do aumento na produção, o que significa que isso contribui, ainda que indiretamente, para um cultivo maior de pastagens onde deveria existir florestas. A combinação de emissão de dióxido de carbono e desmatamento responde por 10% das emissões globais.
"O problema é que o nosso consumo de carne está aumentando. Para cara kilograma que comemos, aumenta-se a chance de desmatamento", disse Christel Cederberg, um dos coautores do artigo.
"Em 2050, espera-se que o consumo de carne aumente cerca de 80%, o que tornará necessário mais terras para pastagens. Além disso, há também uma crescente demanda para a produção de bioenergia". Para Cederberg, há um perigo grande em apenas se preocupar com o aumento nos rendimentos obtidos com a produção.
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6 de Março de 2011 | 18h09
Esse eua é uma comédia mesmo, querem impor limites aos outros países para que eles possam poluir mais do que já poluem. Dizem que se preocupam com a natureza e tals mas por que então deixaram exterminar os Puma no leste dos Eua? Acabaram com o bicho! Isso não deveria acontecer em um país que se preocupa tanto com o meio ambiente.
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Comentado em: Pesquisadores dizem que carne brasileira causa mais impacto que o calculado
6 de Março de 2011 | 16h03
Ém, tem um monte de cientistas lá fora conspirando contra o Brasil apesar de sermos uma ilha e não termos nada a ver com os problemas do meio ambiente. O "pobrema" não é a ignorância, mas um pouquinho de conhecimento nas mãos de quem usa o óculos vermelho da ideologia burra.
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Comentado em: Pesquisadores dizem que carne brasileira causa mais impacto que o calculado
6 de Março de 2011 | 14h22
É engraçado ver um respeitavel cientista americano dizer que a carne brasileira é a culpada pelo aquecimento global. E o rebanho indiano? Eles não levam culpa porque não exportam tanta carne como o Brasil... Esse tipo de cientista deveria ter um chifre de boi enfiado onde ele merece. E aos alienados que aqui escrevem, abram o olho e vejam o quanto os americanos são sórdidos quando se trata de defender interesses comerciais. O que esse digníssimo senhor e o lobby que o paga quer é acabar com a indústria pecuária brasileira, que ameaça se tornar o líder absoluto do mercado de carnes e seus derivados. E a ignorância começa aqui mesmo: poucos sabem que o trabalho de melhoramento genético que a Embrapa faz para o rebanho brasileiro é o mais eficaz do mundo. Também poucos sabem que a quase totalidade da carne exportada é certificada quanto a origem e controle de emissão. Até mesmo o metano produzido pelos animais é motivo de estudo pela Embrapa. Depois eles vêm com a ladaínha de que há um sentimento antiamericano por parte de governos como o do Lula. Tem que ficar de olho bem aberto mesmo porque esse povo é mala que só.
Usinas disputam água do Rio Madeira
02 de março de 2011 | 0h 00 Renato Andrade e Karla Mendes - O Estado de S.Paulo

Ministério de Minas e Energia vai resolver impasse entre Jirau e Santo Antônio
O governo terá de resolver a disputa entre as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira (RO), sobre o aumento da potência de geração das duas usinas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou ontem elevar o nível de água do reservatório de Santo Antônio, medida que pode inviabilizar a proposta dos sócios de Jirau de incluir mais seis turbinas. Caberá ao Ministério de Minas e Energia resolver o impasse.
Andre Dusek/AE-13/8/2010Usinas. Obras de Jirau, em Rondônia: empreendimento disputa potencial do Rio Madeira com a hidrelétrica de Santo Antônio
Os sócios das usinas apresentaram à Aneel propostas de elevação do potencial de geração de eletricidade dos dois empreendimentos. Como as hidrelétricas serão construídas no mesmo rio, a elevação do nível de água represada por Santo Antônio afetará a capacidade de aumento de geração de Jirau, que fica na parte superior do Rio Madeira.
A elevação do nível de água do reservatório de Santo Antônio foi autorizada porque sem isso a usina não teria como entregar a energia acertada no contrato de concessão, assinado em 2008. "Com um nível de água mais baixo, perderíamos de 70 a 80 megawatts de energia", disse Ricardo Barbi Costa, diretor comercial da Santo Antônio Energia.
A elevação foi pedida depois que foi identificado um erro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no cálculo de um indicador que baliza o nível de água do reservatório.
A capacidade da hidrelétrica de Santo Antônio será de 3.150 megawatts (MW) de energia, com geração média de 2.140 MW. A usina é controlada por Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez, Cemig, Banif e o fundo de investimento do FGTS. Jirau produzirá um máximo de 3.450 MW e é controlada pela Energia Sustentável do Brasil (ESBR), grupo que reúne GDF Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf.
Pelas estimativas do executivo de Santo Antônio, o Ministério de Minas e Energia deve levar de dois a três meses para analisar os pedidos de aumento de potência das usinas, levando em conta a decisão de ontem da Aneel.
Porém, o diretor-presidente da ESBR, Victor Paranhos, não quer esperar tanto. Segundo ele, cabe aos sócios das usinas buscarem uma solução "amigável". Pelos cálculos de Paranhos, a mudança aprovada pela Aneel reduz o potencial de ampliação da geração da hidrelétrica, o que poderia representar perda de receita adicional de cerca de R$ 35 milhões por ano.

Ministério de Minas e Energia vai resolver impasse entre Jirau e Santo Antônio
O governo terá de resolver a disputa entre as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira (RO), sobre o aumento da potência de geração das duas usinas. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou ontem elevar o nível de água do reservatório de Santo Antônio, medida que pode inviabilizar a proposta dos sócios de Jirau de incluir mais seis turbinas. Caberá ao Ministério de Minas e Energia resolver o impasse.
Andre Dusek/AE-13/8/2010Usinas. Obras de Jirau, em Rondônia: empreendimento disputa potencial do Rio Madeira com a hidrelétrica de Santo Antônio
Os sócios das usinas apresentaram à Aneel propostas de elevação do potencial de geração de eletricidade dos dois empreendimentos. Como as hidrelétricas serão construídas no mesmo rio, a elevação do nível de água represada por Santo Antônio afetará a capacidade de aumento de geração de Jirau, que fica na parte superior do Rio Madeira.
A elevação do nível de água do reservatório de Santo Antônio foi autorizada porque sem isso a usina não teria como entregar a energia acertada no contrato de concessão, assinado em 2008. "Com um nível de água mais baixo, perderíamos de 70 a 80 megawatts de energia", disse Ricardo Barbi Costa, diretor comercial da Santo Antônio Energia.
A elevação foi pedida depois que foi identificado um erro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no cálculo de um indicador que baliza o nível de água do reservatório.
A capacidade da hidrelétrica de Santo Antônio será de 3.150 megawatts (MW) de energia, com geração média de 2.140 MW. A usina é controlada por Odebrecht, Furnas, Andrade Gutierrez, Cemig, Banif e o fundo de investimento do FGTS. Jirau produzirá um máximo de 3.450 MW e é controlada pela Energia Sustentável do Brasil (ESBR), grupo que reúne GDF Suez, Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf.
Pelas estimativas do executivo de Santo Antônio, o Ministério de Minas e Energia deve levar de dois a três meses para analisar os pedidos de aumento de potência das usinas, levando em conta a decisão de ontem da Aneel.
Porém, o diretor-presidente da ESBR, Victor Paranhos, não quer esperar tanto. Segundo ele, cabe aos sócios das usinas buscarem uma solução "amigável". Pelos cálculos de Paranhos, a mudança aprovada pela Aneel reduz o potencial de ampliação da geração da hidrelétrica, o que poderia representar perda de receita adicional de cerca de R$ 35 milhões por ano.
Suçuarana é extinta nos EUA
03 de março de 2011 | 17h 00

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos declarou que a suçuarana-norte-americana, uma subespécie de suçuarana, está extinta no país. Foi feita uma longa revisão e os pesquisadores concluíram que não existem mais populações desse animal – eles acreditam que a extinção deve ter ocorrido provavelmente na década de 1930. Dessa forma, a subespécie sai da lista de ameaçados de extinção americana, na qual ingressou em 1973.
DivulgaçãoOs técnicos analisaram 108 registros dea vistamentos da suçuarana desde 1900. “Realmente acreditamos que algumas pessoas tenham visto o animal no período, e essa foi uma parte importante da revisão que fizemos”, disse o biólogo Mark McCollough.

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos declarou que a suçuarana-norte-americana, uma subespécie de suçuarana, está extinta no país. Foi feita uma longa revisão e os pesquisadores concluíram que não existem mais populações desse animal – eles acreditam que a extinção deve ter ocorrido provavelmente na década de 1930. Dessa forma, a subespécie sai da lista de ameaçados de extinção americana, na qual ingressou em 1973.
DivulgaçãoOs técnicos analisaram 108 registros dea vistamentos da suçuarana desde 1900. “Realmente acreditamos que algumas pessoas tenham visto o animal no período, e essa foi uma parte importante da revisão que fizemos”, disse o biólogo Mark McCollough.
Satélite da Nasa não consegue entrar em órbita após decolagem
04 de março de 2011 | 15h 33 REUTERS

Um foguete que transportava o satélite de pesquisa Glory decolou nesta sexta-feira mas não conseguiu deixar o satélite em órbita, informou a Nasa nesta sexta-feira.
A agência espacial disse que a cobertura de proteção sobre o foguete Taurus XL não se separou dentro dos três minutos planejados, depois do lançamento às 5h09 (7h09 no horário de Brasília). A Nasa não deu maiores detalhes sobre a falha, mas deve realizar uma coletiva de imprensa nesta sexta para explicar o que aconteceu.
O satélite Glory foi desenvolvido para oferecer informações aos cientistas sobre como o sol e partículas atmosféricas chamadas de aerossóis afetam o clima na Terra.
O satélite e o foguete foram desenvolvidos pela Orbital Sciences Corp.
É a segunda vez consecutiva que a NASA encontrou problema com o foguete Taurus XL. A tentativa anterior de lançamento feita pela agência espacial em 24 de fevereiro de 2009, para colocar em órbita o Orbiting Carbon Observatory, também não conseguiu atingir a meta quando a carenagem da nave não foi separada do satélite.

Um foguete que transportava o satélite de pesquisa Glory decolou nesta sexta-feira mas não conseguiu deixar o satélite em órbita, informou a Nasa nesta sexta-feira.
A agência espacial disse que a cobertura de proteção sobre o foguete Taurus XL não se separou dentro dos três minutos planejados, depois do lançamento às 5h09 (7h09 no horário de Brasília). A Nasa não deu maiores detalhes sobre a falha, mas deve realizar uma coletiva de imprensa nesta sexta para explicar o que aconteceu.
O satélite Glory foi desenvolvido para oferecer informações aos cientistas sobre como o sol e partículas atmosféricas chamadas de aerossóis afetam o clima na Terra.
O satélite e o foguete foram desenvolvidos pela Orbital Sciences Corp.
É a segunda vez consecutiva que a NASA encontrou problema com o foguete Taurus XL. A tentativa anterior de lançamento feita pela agência espacial em 24 de fevereiro de 2009, para colocar em órbita o Orbiting Carbon Observatory, também não conseguiu atingir a meta quando a carenagem da nave não foi separada do satélite.
Nova chance para o pica-pau
06 de março de 2011 | 0h 00 Afra Balazina - O Estado de S.Paulo

O pica-pau-do-parnaíba (Celeus obrieni) ficou desaparecido por 80 anos. Criticamente ameaçada de extinção, a ave foi reencontrada por um grupo de cientistas em Goiatins (Tocantins) em 2006 e agora está sendo estudada. Típica do Cerrado, foi vista também em Goiás, Mato Grosso e Maranhão.
"A pesquisa tem dois objetivos. O primeiro é estudar a biologia e a ecologia da espécie, determinando seu hábitat preferencial, alimentação, reprodução, relação com outras espécies. O segundo é realizar expedições para áreas onde historicamente houve registros desta espécie", diz Renato Torres Pinheiro, responsável técnico pelo projeto. A pesquisa é feita desde 2007 por uma equipe de pesquisadores da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
O grupo confirmou, por exemplo, os registros anteriormente feitos e conseguiu encontrá-lo em Mato Grosso. "A espécie tem uma preferência por áreas de cerradão com bambu, e esse tipo de vegetação encontra-se disperso pelo Cerrado", conta Pinheiro.
A partir das informações obtidas, a equipe de pesquisadores poderá propor medidas para a conservação do animal. A ave não foi vista em nenhuma unidade de conservação integral (como parques). O desmate do Cerrado pode impactar diretamente este pica-pau.
Ainda não há dados suficientes para determinar o tamanho da população da espécie - porém, sabe-se que o número é pequeno. "Estima-se que haja entre 3 mil e 6 mil indivíduos, sendo que as maiores populações estão no Tocantins, onde ainda há as maiores extensões de Cerrado preservado."

O pica-pau-do-parnaíba (Celeus obrieni) ficou desaparecido por 80 anos. Criticamente ameaçada de extinção, a ave foi reencontrada por um grupo de cientistas em Goiatins (Tocantins) em 2006 e agora está sendo estudada. Típica do Cerrado, foi vista também em Goiás, Mato Grosso e Maranhão.
"A pesquisa tem dois objetivos. O primeiro é estudar a biologia e a ecologia da espécie, determinando seu hábitat preferencial, alimentação, reprodução, relação com outras espécies. O segundo é realizar expedições para áreas onde historicamente houve registros desta espécie", diz Renato Torres Pinheiro, responsável técnico pelo projeto. A pesquisa é feita desde 2007 por uma equipe de pesquisadores da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.
O grupo confirmou, por exemplo, os registros anteriormente feitos e conseguiu encontrá-lo em Mato Grosso. "A espécie tem uma preferência por áreas de cerradão com bambu, e esse tipo de vegetação encontra-se disperso pelo Cerrado", conta Pinheiro.
A partir das informações obtidas, a equipe de pesquisadores poderá propor medidas para a conservação do animal. A ave não foi vista em nenhuma unidade de conservação integral (como parques). O desmate do Cerrado pode impactar diretamente este pica-pau.
Ainda não há dados suficientes para determinar o tamanho da população da espécie - porém, sabe-se que o número é pequeno. "Estima-se que haja entre 3 mil e 6 mil indivíduos, sendo que as maiores populações estão no Tocantins, onde ainda há as maiores extensões de Cerrado preservado."
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