O pesquisador americano Thomas Lovejoy, conservacionista que realizou estudos pioneiros sobre a floresta amazônica, defendeu nesta sexta-feira (26), em Manaus, um “esforço planetário para voltar a enverdecer o planeta”. O colunista do Globo Amazônia fez apresentação no Fórum Internacional de Sustentabilidade, que reúne empresários para discutir o meio ambiente e, em especial, a importância da maior floresta tropical do mundo.
Ao mesmo tempo em que ressaltou o papel-chave da Amazônia para a estabilidade do clima global, Lovejoy levantou questionamentos em relação às intervenções humanas na floresta – como por exemplo, a necessidade de construção de estradas que podem servir de vetores de desmatamento na região. “A rodovia Transoceânica está levando ao surgimento de garimpo ilegal na Amazônia peruana”, exemplificou.
Ele explicou que, antes de se abrirem novas rodovias, é importante avaliar a possibilidade de uso de outros modais de transporte, como, no caso da Amazônia, da hidrovia. Lovejoy também mostrou que, para chegar ao mercado do Sudeste, a energia das usinas hidrelétricas em construção no Rio Madeira terá de percorrer as mais longas linhas de transmissão de alta voltagem já construídas.
Lovejoy alerta para o problema da fragmentação da floresta – o desmatamento parcial que deixa pedaços de mata em meio a pastos e plantações. Suas pesquisas mostraram que estes fragmentos não conservam a biodiversidade da mesma forma que grandes extensões contínuas de floresta. Uma área de 1km², cita, perde, em 15 anos, metade das espécies de pássaros que vivem sob o dossel da floresta.
Iniciativas positivas – Ao mesmo tempo em que destacou como a ação do homem pode ser prejudicial, Lovejoy cita também iniciativas que considera positivas para a floresta, como a criação de reservas. Ao mostrar um mapa da atual quantidade de áreas protegidas existentes na região, comentou: “É extraordinário. É algo de que não se poderia sonhar quando coloquei os pés pela primeira vez na Amazônia, em 1965”. A porção de florestas em reservas aumentou consideravelmente desde então, quando praticamente não havia unidades de conservação.
Lovejoy defendeu que é possível reverter o processo de emissão de gases causadores do efeito estufa e que a Amazônia pode ser parte disto. Ele citou como exemplo projetos pioneiros de Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), como Mamirauá e Juma, ambos no Amazonas. O último é apoiado por uma rede internacional de hotéis que destina US$ 1 por quarto alugado para a conservação da floresta. (Fonte: Globo Amazônia)
sábado, 24 de abril de 2010
Aquífero na Amazônia pode ser o maior do mundo
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresentou um estudo, na sexta-feira (16), que aponta o Aquífero Alter do Chão como o de maior volume de água potável do mundo. A reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá e tem volume de 86 mil km³ de água doce, o que seria suficiente para abastecer a população mundial em cerca de 100 vezes, ainda de acordo com a pesquisa. Um novo levantamento, de campo, deve ser feito na região para avaliar a possibilidade de o aquífero ser ainda maior do que o calculado inicialmente pelos geólogos.
Em termos comparativos, a reserva Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani – com 45 mil km³ de volume -, até então considerado o maior do país e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai. “Os estudos que temos são preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aquífero do mundo, já que está sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. O que nos resta agora é convencer toda a cadeia científica do que estamos falando”, disse Milton Matta, geólogo da UFPA.
O Aquífero Alter do Chão deve ter o nome mudado por ser homônimo de um dos principais pontos turísticos do Pará, o que costuma provocar enganos sobre a localização da reserva de água. “Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia e assim teria uma visibilidade comercial mais interessante”, disse Matta, que coordenou a pesquisa e agora busca investimento para concluir a segunda etapa do estudo no Banco Mundial e outros patrocinadores científicos.
De gota em gota – O geólogo informou que a segunda etapa de pesquisa será a visita aos poços já existentes na região do aquífero. “Pretendemos avaliar o potencial de vazão. Dessa maneira teremos como mensurar a capacidade de abastecimento da reserva e calcular a melhor forma de exploração da água, de maneira que o meio ambiente não seja comprometido”, disse
Para Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, em Manaus, a revelação de que o Aquífero Alter do Chão é o maior do mundo comprova que esse tipo de reserva segue a proporção de tamanho da Bacia Hidrográfica que fica acima dela. “Cerca de 40% do abastecimento de água de Manaus é originário do Aquífero Alter do Chão. As demais cidades do Amazonas têm 100% do abastecimento tirado da reserva subterrânea. São Paulo, por exemplo, tem seu abastecimento em torno de 30% vindo do Aquífero Guarani.”
Oliveira disse que a reserva, na área que corresponde a Manaus, já está muito contaminada. “É onde o aquífero aflora e também onde a coleta de esgoto é insuficiente. Ainda é alto o volume de emissão de esgoto ‘in natura’ nos igarapés da região.”
Recuperação da reserva – Oliveira faz um alerta para a exploração comercial da água no Aquífero Alter do Chão. “A água dessa reserva é potável, o que demanda menos tratamento químico. Por outro lado, a médio e longo prazo, a exploração mais interessante é da água dos rios, pois a recuperação da reserva é mais rápida. A vazão do Rio Amazonas é de 200 mil m³/segundo. É muita água. Já nas reservas subterrâneas, a recarga é muito mais lenta.
Ele destaca a qualidade da água que pode ser explorada no Alter do Chão. “A região amazônica é menos habitada e por isso menos poluente. No Guarani, há um problema sério de flúor, metais pesados e inseticidas usados na agricultura. A formação rochosa é diferente e filtra menos a água da superfície. No Alter do Chão as rochas são mais arenosas, o que permite uma filtragem da recarga de água na reserva subterrânea”, disse Oliveira. (Fonte: Glauco Araújo/ G1)
Em termos comparativos, a reserva Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani – com 45 mil km³ de volume -, até então considerado o maior do país e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai. “Os estudos que temos são preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aquífero do mundo, já que está sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. O que nos resta agora é convencer toda a cadeia científica do que estamos falando”, disse Milton Matta, geólogo da UFPA.
O Aquífero Alter do Chão deve ter o nome mudado por ser homônimo de um dos principais pontos turísticos do Pará, o que costuma provocar enganos sobre a localização da reserva de água. “Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia e assim teria uma visibilidade comercial mais interessante”, disse Matta, que coordenou a pesquisa e agora busca investimento para concluir a segunda etapa do estudo no Banco Mundial e outros patrocinadores científicos.
De gota em gota – O geólogo informou que a segunda etapa de pesquisa será a visita aos poços já existentes na região do aquífero. “Pretendemos avaliar o potencial de vazão. Dessa maneira teremos como mensurar a capacidade de abastecimento da reserva e calcular a melhor forma de exploração da água, de maneira que o meio ambiente não seja comprometido”, disse
Para Marco Antonio Oliveira, superintendente do Serviço Geológico do Brasil, em Manaus, a revelação de que o Aquífero Alter do Chão é o maior do mundo comprova que esse tipo de reserva segue a proporção de tamanho da Bacia Hidrográfica que fica acima dela. “Cerca de 40% do abastecimento de água de Manaus é originário do Aquífero Alter do Chão. As demais cidades do Amazonas têm 100% do abastecimento tirado da reserva subterrânea. São Paulo, por exemplo, tem seu abastecimento em torno de 30% vindo do Aquífero Guarani.”
Oliveira disse que a reserva, na área que corresponde a Manaus, já está muito contaminada. “É onde o aquífero aflora e também onde a coleta de esgoto é insuficiente. Ainda é alto o volume de emissão de esgoto ‘in natura’ nos igarapés da região.”
Recuperação da reserva – Oliveira faz um alerta para a exploração comercial da água no Aquífero Alter do Chão. “A água dessa reserva é potável, o que demanda menos tratamento químico. Por outro lado, a médio e longo prazo, a exploração mais interessante é da água dos rios, pois a recuperação da reserva é mais rápida. A vazão do Rio Amazonas é de 200 mil m³/segundo. É muita água. Já nas reservas subterrâneas, a recarga é muito mais lenta.
Ele destaca a qualidade da água que pode ser explorada no Alter do Chão. “A região amazônica é menos habitada e por isso menos poluente. No Guarani, há um problema sério de flúor, metais pesados e inseticidas usados na agricultura. A formação rochosa é diferente e filtra menos a água da superfície. No Alter do Chão as rochas são mais arenosas, o que permite uma filtragem da recarga de água na reserva subterrânea”, disse Oliveira. (Fonte: Glauco Araújo/ G1)
Biodigestor aperfeiçoado produz gás semelhante ao gás natural veicular
Um biodigestor aperfeiçoado, desenvolvido em um estudo em parceria entre a Universidade de São Paulo, USP e a Universidade de Gênova, Unigena, na Itália, produziu 40% mais biogás a partir do esgoto, do que os aparelhos comuns.
O gás é purificado durante o processo, o que faz com que o modelo gere cerca de 50% mais energia. O produto final apresenta, ainda, semelhanças ao gás natural veicular, GNV.
Nos biodigestores os dejetos são fermentados por bactérias que eliminam gases como o metano e o gás carbônico. Na zona rural os biodigestores recebem, geralmente, dejetos de animais, nas grandes cidades, o esgoto pode ser processado em estações de tratamento para a transformação em gás.
No aparelho projetado pelos pesquisadores a fermentação ocorre em compartimentos de vidro imersos em água a 40º Celsius. Os resíduos são agitados por hélices cinco vezes ao dia.
A quantidade de biogás produzido é monitorada por um medidor no tubo de saída. “Podemos identificar se as bactérias estão trabalhando bem, se a cinética de fermentação está sendo otimizada”, explicou o engenheiro agrônomo Ricardo Pinheiro, que ajudou a desenvolver o biodigestor em seu doutorado duplo na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e na Unigena.
Além de todo o processo, microalgas foram acopladas para retirar o gás carbônico e aumentar a concentração de metano, o principal gás do GNV.
O modelo desenvolvido em parceria com a Itália está sendo desenvolvido há seis anos e poderá ser utilizado em estações de tratamento de esgoto e em fazendas, em criadouros de suínos.
*Com informações da USP.
Por Danielle Jordan / Ambientebrasil
O gás é purificado durante o processo, o que faz com que o modelo gere cerca de 50% mais energia. O produto final apresenta, ainda, semelhanças ao gás natural veicular, GNV.
Nos biodigestores os dejetos são fermentados por bactérias que eliminam gases como o metano e o gás carbônico. Na zona rural os biodigestores recebem, geralmente, dejetos de animais, nas grandes cidades, o esgoto pode ser processado em estações de tratamento para a transformação em gás.
No aparelho projetado pelos pesquisadores a fermentação ocorre em compartimentos de vidro imersos em água a 40º Celsius. Os resíduos são agitados por hélices cinco vezes ao dia.
A quantidade de biogás produzido é monitorada por um medidor no tubo de saída. “Podemos identificar se as bactérias estão trabalhando bem, se a cinética de fermentação está sendo otimizada”, explicou o engenheiro agrônomo Ricardo Pinheiro, que ajudou a desenvolver o biodigestor em seu doutorado duplo na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e na Unigena.
Além de todo o processo, microalgas foram acopladas para retirar o gás carbônico e aumentar a concentração de metano, o principal gás do GNV.
O modelo desenvolvido em parceria com a Itália está sendo desenvolvido há seis anos e poderá ser utilizado em estações de tratamento de esgoto e em fazendas, em criadouros de suínos.
*Com informações da USP.
Por Danielle Jordan / Ambientebrasil
Cientistas não sabem onde está o calor do aquecimento global
As ferramentas de observação atualmente disponíveis não conseguem explicar aproximadamente metade do calor que se acredita estar se acumulando na Terra nos últimos anos.
Enquanto os instrumentos dos satélites artificiais indicam que os gases de efeito de estufa continuam a aprisionar cada vez mais energia solar, ou calor, desde 2003 os cientistas têm sido incapazes de determinar para onde está indo a maior parte desse calor.
Isso leva a uma de duas possibilidades: ou as observações dos satélites estão erradas ou grandes quantidades de calor estão indo para regiões que ainda não são adequadamente monitoradas e medidas, como as partes mais profundas dos oceanos.
Para agravar o problema, as temperaturas da superfície da Terra apresentaram uma forte estabilização nos últimos anos. Contudo, o derretimento das geleiras e do gelo do Ártico, juntamente com a elevação dos níveis do mar, indicam que o calor continua tendo efeitos profundos no planeta.
Calor perdido – Cientistas do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR), nos Estados Unidos, advertem que os sensores de satélites, as boias oceânicas e os outros instrumentos são inadequados para rastrear esse calor “perdido”, que pode estar se acumulando nas profundezas dos oceanos ou em qualquer outro lugar do sistema climático.
“O calor vai voltar a nos assombrar mais cedo ou mais tarde”, diz Kevin Trenberth, um dos autores do artigo que foi publicado na revista Science.
“O alívio que nós tivemos na elevação das temperaturas nos últimos anos não vai continuar. É fundamental rastrear o acúmulo de energia em nosso sistema climático para que possamos entender o que está acontecendo e prever o clima futuro,” afirma ele.
Fluxo de energia – Trenberth e seu colega John Fasullo sugerem que o início rápido do El Niño no ano passado – o evento periódico marcado pela elevação da temperatura superficial do Oceano Pacífico tropical – pode ser uma maneira em que a energia “perdida” tem reaparecido.
Outra fonte de informação, mas agindo no sentido oposto, são os invernos inesperadamente frios ao longo dos Estados Unidos, Europa e Ásia, que tem marcado os últimos anos e que as previsões indicam deverão perdurar nos próximos.
Eles afirmam que é imperativo medir melhor o fluxo de energia através do sistema climático da Terra.
Por exemplo, qualquer plano de geoengenharia que queira alterar artificialmente o clima do mundo para combater o aquecimento global pode ter consequências inesperadas, que podem ser difíceis de analisar a menos que os cientistas possam monitorar o calor ao redor do globo.
Calor acumulado nos oceanos – Os dados dos instrumentos dos satélites mostram um crescente desequilíbrio entre a energia que entra na atmosfera a partir do Sol e a energia liberada a partir da superfície da Terra. Este desequilíbrio é a fonte de longo prazo do aquecimento global.
Mas rastrear a quantidade crescente de calor na Terra é muito mais complicado do que medir as temperaturas na superfície do planeta.
Os oceanos absorvem cerca de 90 por cento da energia solar capturada pelos gases de efeito estufa. O restante se divide entre as geleiras, os mares congelados, a superfície não coberta pelo mar e a atmosfera – ou seja, somente uma pequena fração do calor capturado aquece o ar da atmosfera.
E, apesar das medições dos satélites, o calor medido nos oceanos, até uma profundidade de cerca de 1.000 metros, está constante há anos.
Possibilidades de erro – Embora seja difícil quantificar a quantidade de energia solar que chega à Terra com precisão, Trenberth e Fasullo estimam que, com base em dados de satélites, a quantidade de energia acumulada parece ser de cerca de 1 watt por metro quadrado, enquanto os instrumentos oceânicos indicam um acúmulo de cerca de 0,5 watt por metro quadrado.
Isso significa que aproximadamente metade da quantidade total de calor que se acredita ser aprisionado pelos gases de efeito estufa está “desaparecido.”
Há muitas possibilidades de erro, e esse “calor perdido” pode ser uma ilusão, dizem os autores.
O não fechamento do balanço global de energia pode ser resultado de imprecisões nas medições por satélites, imprecisões nas medições feitas pelos sensores de superfície ou mesmo do processamento incorreto dos dados, dizem os autores.
Corrigir os satélites ou encontrar o calor perdido – Tudo ia bem até 2003, quando uma frota de robôs submarinos e boias automáticas foi lançada ao mar para coletar dados atmosféricos em um nível nunca antes alcançado.
Em vez de reforçar os modelos climáticos que apontam para o aquecimento global, os novos sensores mostraram uma redução na taxa de aquecimento oceânico, ainda que o desequilíbrio medido pelos satélites continue apontando que o balanço líquido de energia da Terra está aumentando.
Os robôs submarinos da missão Argo também ajudaram a verificar que as mudanças na circulação oceânica não estão ocorrendo como os cientistas previam.
Para resolver o mistério, os cientistas propõem duas medidas: aumentar a capacidade dos robôs submarinos, lançando equipamentos mais modernos que possam atingir profundidades entre 1.000 e 2.000 metros, onde o calor pode estar se acumulando, e o desenvolvimento de novas formas de calibrar os sensores dos satélites, uma forma de garantir que suas medições são precisas. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)
Enquanto os instrumentos dos satélites artificiais indicam que os gases de efeito de estufa continuam a aprisionar cada vez mais energia solar, ou calor, desde 2003 os cientistas têm sido incapazes de determinar para onde está indo a maior parte desse calor.
Isso leva a uma de duas possibilidades: ou as observações dos satélites estão erradas ou grandes quantidades de calor estão indo para regiões que ainda não são adequadamente monitoradas e medidas, como as partes mais profundas dos oceanos.
Para agravar o problema, as temperaturas da superfície da Terra apresentaram uma forte estabilização nos últimos anos. Contudo, o derretimento das geleiras e do gelo do Ártico, juntamente com a elevação dos níveis do mar, indicam que o calor continua tendo efeitos profundos no planeta.
Calor perdido – Cientistas do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica (NCAR), nos Estados Unidos, advertem que os sensores de satélites, as boias oceânicas e os outros instrumentos são inadequados para rastrear esse calor “perdido”, que pode estar se acumulando nas profundezas dos oceanos ou em qualquer outro lugar do sistema climático.
“O calor vai voltar a nos assombrar mais cedo ou mais tarde”, diz Kevin Trenberth, um dos autores do artigo que foi publicado na revista Science.
“O alívio que nós tivemos na elevação das temperaturas nos últimos anos não vai continuar. É fundamental rastrear o acúmulo de energia em nosso sistema climático para que possamos entender o que está acontecendo e prever o clima futuro,” afirma ele.
Fluxo de energia – Trenberth e seu colega John Fasullo sugerem que o início rápido do El Niño no ano passado – o evento periódico marcado pela elevação da temperatura superficial do Oceano Pacífico tropical – pode ser uma maneira em que a energia “perdida” tem reaparecido.
Outra fonte de informação, mas agindo no sentido oposto, são os invernos inesperadamente frios ao longo dos Estados Unidos, Europa e Ásia, que tem marcado os últimos anos e que as previsões indicam deverão perdurar nos próximos.
Eles afirmam que é imperativo medir melhor o fluxo de energia através do sistema climático da Terra.
Por exemplo, qualquer plano de geoengenharia que queira alterar artificialmente o clima do mundo para combater o aquecimento global pode ter consequências inesperadas, que podem ser difíceis de analisar a menos que os cientistas possam monitorar o calor ao redor do globo.
Calor acumulado nos oceanos – Os dados dos instrumentos dos satélites mostram um crescente desequilíbrio entre a energia que entra na atmosfera a partir do Sol e a energia liberada a partir da superfície da Terra. Este desequilíbrio é a fonte de longo prazo do aquecimento global.
Mas rastrear a quantidade crescente de calor na Terra é muito mais complicado do que medir as temperaturas na superfície do planeta.
Os oceanos absorvem cerca de 90 por cento da energia solar capturada pelos gases de efeito estufa. O restante se divide entre as geleiras, os mares congelados, a superfície não coberta pelo mar e a atmosfera – ou seja, somente uma pequena fração do calor capturado aquece o ar da atmosfera.
E, apesar das medições dos satélites, o calor medido nos oceanos, até uma profundidade de cerca de 1.000 metros, está constante há anos.
Possibilidades de erro – Embora seja difícil quantificar a quantidade de energia solar que chega à Terra com precisão, Trenberth e Fasullo estimam que, com base em dados de satélites, a quantidade de energia acumulada parece ser de cerca de 1 watt por metro quadrado, enquanto os instrumentos oceânicos indicam um acúmulo de cerca de 0,5 watt por metro quadrado.
Isso significa que aproximadamente metade da quantidade total de calor que se acredita ser aprisionado pelos gases de efeito estufa está “desaparecido.”
Há muitas possibilidades de erro, e esse “calor perdido” pode ser uma ilusão, dizem os autores.
O não fechamento do balanço global de energia pode ser resultado de imprecisões nas medições por satélites, imprecisões nas medições feitas pelos sensores de superfície ou mesmo do processamento incorreto dos dados, dizem os autores.
Corrigir os satélites ou encontrar o calor perdido – Tudo ia bem até 2003, quando uma frota de robôs submarinos e boias automáticas foi lançada ao mar para coletar dados atmosféricos em um nível nunca antes alcançado.
Em vez de reforçar os modelos climáticos que apontam para o aquecimento global, os novos sensores mostraram uma redução na taxa de aquecimento oceânico, ainda que o desequilíbrio medido pelos satélites continue apontando que o balanço líquido de energia da Terra está aumentando.
Os robôs submarinos da missão Argo também ajudaram a verificar que as mudanças na circulação oceânica não estão ocorrendo como os cientistas previam.
Para resolver o mistério, os cientistas propõem duas medidas: aumentar a capacidade dos robôs submarinos, lançando equipamentos mais modernos que possam atingir profundidades entre 1.000 e 2.000 metros, onde o calor pode estar se acumulando, e o desenvolvimento de novas formas de calibrar os sensores dos satélites, uma forma de garantir que suas medições são precisas. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)
Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”
Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”, diz Morales ao abrir Cúpula do Clima
O presidente boliviano, Evo Morales, um esquerdista de origem aimara, abriu, esta terça-feira, na Bolívia, uma conferência mundial de 20 mil ativistas para discutir propostas contra o aquecimento global e difundir uma mensagem clara: “ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”.
“O capitalismo é sinônimo de inanição, o capitalismo é sinônimo de desigualdade, é sinônimo de destruição da mãe Terra. Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”, afirmou o presidente, na inauguração do evento no povoado de Tiquipaya, vizinho a Cochabamba, região central da Bolívia.
Em um campo de futebol diante de milhares de pessoas, o presidente disse que só os movimentos sociais do mundo, unidos a povos indígenas e intelectuais, “podem derrotar esse poder político e econômico (capitalismo), em defesa da mãe Terra”.
Durante três dias, Tiquipaya se tornará no centro de uma conferência mundial de aborígenes e movimentos sociais de 129 países, celebrada para debater uma proposta para enfrentar as mudanças climáticas, que será apresentada na próxima Conferência Climática da ONU, agendada para o fim deste ano, no México.
Morales assumiu, em dezembro passado, o compromisso de organizar uma reunião mundial da sociedade civil, após criticar, junto a colegas de Venezuela, Nicarágua e Cuba, as conclusões da Conferência do Clima de Copenhague que, segundo ele, não obteve o consenso mínimo necessário para conter o aquecimento global.
A inauguração se realizou em meio a uma festa folclórica no estádio do povoado de Tiquipaya, que não bastou para abrigar todas as pessoas que ali foram para ouvir o presidente.
Bandeiras de Bolívia, Peru, Chile, Equador, México e do ‘whipala’ – xadrez multicolorido, símbolo dos indígenas andinos – dominavam o estádio de Tiquipaya. Um barulhento grupo de argentinos gritava vivas para o presidente Morales e entoava cânticos esquerdista dos anos 1970.
Indígenas bolivianos quechuas e aimaras, bem como de Chile, Peru, América Central, Estados Unidos e Europa estiveram presentes à inauguração.
Ativistas antiglobalização de África, Oceania e países sul-americanos também integravam a multidão de movimentos sociais que exigiam das potências industrializadas que freassem o aumento da temperatura do planeta, com o slogan “mudem de modelo, não mudem o clima”.
“Há uma profecia, uma voz do norte, uma mensagem que diz à humanidade que temos que parar para não tirar a vida da Pachamama (mãe Terra em idioma quechua)”, declarou em inglês, com ajuda de um intérprete, Faith Gammill, que disse representar os indígenas do Alasca e do Canadá.
Alicia Bárcena, representante do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, viveu um momento difícil ao ser vaiada no estádio.
Secretária-geral da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Bárcena ameaçou retirar-se caso as vaias continuassem.
“Viemos escutar os povos com todo o respeito; vocês nos convidaram, mas se não querem que estejamos aqui, nós podemos nos retirar”, disse, embora em seguida tenha conseguido dar seu discurso.
Um total de 17 mesas de trabalho foram instaladas na Bolívia para debater temas principalmente referentes à formação de um tribunal de justiça climática – para punir as nações poluidoras -, a convocação de um referendo mundial – para frear acordos das potências sobre o clima – e a criação de um organismo paralelo à ONU para reforçar políticas ambientalistas.
O encontro se encerrará esta quinta-feira com a presença dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).
Morales impulsionou a celebração do encontro, após chamar de fiasco a Cúpula de Copenhague, no ano passado, e para gerar uma proposta alternativa para a próxima Cúpula Climática da ONU, no México.
Esta entrada foi escrita emClipping e tags mudanças climáticas
O presidente boliviano, Evo Morales, um esquerdista de origem aimara, abriu, esta terça-feira, na Bolívia, uma conferência mundial de 20 mil ativistas para discutir propostas contra o aquecimento global e difundir uma mensagem clara: “ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”.
“O capitalismo é sinônimo de inanição, o capitalismo é sinônimo de desigualdade, é sinônimo de destruição da mãe Terra. Ou morre o capitalismo, ou morre a Terra”, afirmou o presidente, na inauguração do evento no povoado de Tiquipaya, vizinho a Cochabamba, região central da Bolívia.
Em um campo de futebol diante de milhares de pessoas, o presidente disse que só os movimentos sociais do mundo, unidos a povos indígenas e intelectuais, “podem derrotar esse poder político e econômico (capitalismo), em defesa da mãe Terra”.
Durante três dias, Tiquipaya se tornará no centro de uma conferência mundial de aborígenes e movimentos sociais de 129 países, celebrada para debater uma proposta para enfrentar as mudanças climáticas, que será apresentada na próxima Conferência Climática da ONU, agendada para o fim deste ano, no México.
Morales assumiu, em dezembro passado, o compromisso de organizar uma reunião mundial da sociedade civil, após criticar, junto a colegas de Venezuela, Nicarágua e Cuba, as conclusões da Conferência do Clima de Copenhague que, segundo ele, não obteve o consenso mínimo necessário para conter o aquecimento global.
A inauguração se realizou em meio a uma festa folclórica no estádio do povoado de Tiquipaya, que não bastou para abrigar todas as pessoas que ali foram para ouvir o presidente.
Bandeiras de Bolívia, Peru, Chile, Equador, México e do ‘whipala’ – xadrez multicolorido, símbolo dos indígenas andinos – dominavam o estádio de Tiquipaya. Um barulhento grupo de argentinos gritava vivas para o presidente Morales e entoava cânticos esquerdista dos anos 1970.
Indígenas bolivianos quechuas e aimaras, bem como de Chile, Peru, América Central, Estados Unidos e Europa estiveram presentes à inauguração.
Ativistas antiglobalização de África, Oceania e países sul-americanos também integravam a multidão de movimentos sociais que exigiam das potências industrializadas que freassem o aumento da temperatura do planeta, com o slogan “mudem de modelo, não mudem o clima”.
“Há uma profecia, uma voz do norte, uma mensagem que diz à humanidade que temos que parar para não tirar a vida da Pachamama (mãe Terra em idioma quechua)”, declarou em inglês, com ajuda de um intérprete, Faith Gammill, que disse representar os indígenas do Alasca e do Canadá.
Alicia Bárcena, representante do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, viveu um momento difícil ao ser vaiada no estádio.
Secretária-geral da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), Bárcena ameaçou retirar-se caso as vaias continuassem.
“Viemos escutar os povos com todo o respeito; vocês nos convidaram, mas se não querem que estejamos aqui, nós podemos nos retirar”, disse, embora em seguida tenha conseguido dar seu discurso.
Um total de 17 mesas de trabalho foram instaladas na Bolívia para debater temas principalmente referentes à formação de um tribunal de justiça climática – para punir as nações poluidoras -, a convocação de um referendo mundial – para frear acordos das potências sobre o clima – e a criação de um organismo paralelo à ONU para reforçar políticas ambientalistas.
O encontro se encerrará esta quinta-feira com a presença dos presidentes Hugo Chávez (Venezuela), Daniel Ortega (Nicarágua), Rafael Correa (Equador) e Fernando Lugo (Paraguai).
Morales impulsionou a celebração do encontro, após chamar de fiasco a Cúpula de Copenhague, no ano passado, e para gerar uma proposta alternativa para a próxima Cúpula Climática da ONU, no México.
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Alunos de escola capixaba desenvolvem projeto ambiental e criam roupas a partir do lixo
Alunos da Escola Dr. Jones dos Santos Neves, em Baixo Guandu, no Espírito Santo, estão desenvolvendo um projeto que transforma o lixo. Com o título “Do lixo ao luxo”, as atividades envolvem diversas disciplinas como Biologia, Física, Química, Artes e Matemática.
Em uma das ações, os estudantes criaram roupas a partir de materiais reciclados. As peças serão apresentadas em um desfile, que deve acontecer na primeira semana de maio. Os trabalhos de maior destaque, desenvolvidos durante o projeto, serão premiados na ocasião.
Cerca de 600 alunos estão envolvidos, criando outras peças além das roupas, como lixeiras, por exemplo. Estão sendo desenvolvidos ainda documentários e entrevistas. “Enquanto o Ensino Médio está criando documentários, charges, paródias e painel de grafites, o Ensino Fundamental é responsável pelas oficinas de reciclagem, desenhos e diversos painéis que serão espalhados pela escola”, disse a professora de Biologia, Lúcia Helena Reis.
Os estudantes entrevistaram garis para conhecer os caminhos que o lixo percorre. Com estas informações eles estão elaborando gráficos e tabelas com os números referentes à produção de lixo na cidade.
*Com informações da ascom.
Por Danielle Jordan / Ambientebrasil
Em uma das ações, os estudantes criaram roupas a partir de materiais reciclados. As peças serão apresentadas em um desfile, que deve acontecer na primeira semana de maio. Os trabalhos de maior destaque, desenvolvidos durante o projeto, serão premiados na ocasião.
Cerca de 600 alunos estão envolvidos, criando outras peças além das roupas, como lixeiras, por exemplo. Estão sendo desenvolvidos ainda documentários e entrevistas. “Enquanto o Ensino Médio está criando documentários, charges, paródias e painel de grafites, o Ensino Fundamental é responsável pelas oficinas de reciclagem, desenhos e diversos painéis que serão espalhados pela escola”, disse a professora de Biologia, Lúcia Helena Reis.
Os estudantes entrevistaram garis para conhecer os caminhos que o lixo percorre. Com estas informações eles estão elaborando gráficos e tabelas com os números referentes à produção de lixo na cidade.
*Com informações da ascom.
Por Danielle Jordan / Ambientebrasil
Parque Ibirapuera, em São Paulo, recebe animais “expulsos” pelo Rodoanel
Quando o gavião-carcará chegou à Divisão de Medicina Veterinária e Manejo da Fauna Silvestre – uma espécie de hospital de animais ligado à Prefeitura de São Paulo, dentro do parque Ibirapuera – recebeu uma ficha clínica que registrou, dentre outros dados, sua origem (lote 5 do trecho sul do Rodoanel), histórico (parou de voar depois de trombar contra um caminhão) e data de entrada (sexta-feira, 12 de março).
Era o 39.519º animal atendido no lugar e um dos 221 que chegaram ali vindos das obras do trecho sul do Rodoanel.
Segundo os biólogos da divisão, não era comum chegarem animais silvestres daquela região. Depois que as obras começaram, os bichos feridos vindos de lá já representam 4,7% de todos os atendidos no período.
“Este lugar é um termômetro do que está acontecendo na cidade”, diz a bióloga Brígida Fries. Grandes obras, como a reforma na marginal Tietê e a do Rodoanel, causam impacto e aumentam atendimentos do centro de tratamento.
O problema é que algumas daquelas espécies correm risco de extinção local, se perderem seu habitat. É o caso dos bugios, preguiças-de-três-dedos, quatis e cuícas, além de aves como o juriti-piranga, cuiú-cuiú e tucano-do-bico-verde, que foram trazidas das obras do Rodoanel. Aves migratórias e filhotes sofrem impacto maior.
A Dersa não informou o número de animais silvestres atendidos nem como avalia o impacto do Rodoanel na fauna silvestre. Disse apenas que o projeto é “muito complexo” e que os animais são encaminhados para vários centros.
Hospital de animais – No centro de tratamento do parque Ibirapuera, os animais silvestres recebem medicamentos, passam por reabilitações pós-cirúrgicas e depois são soltos na natureza (49%) ou enviados a cativeiro (14%). Um terço não sobrevive.
Como num hospital, eles fazem exames e têm horário para banho de sol. Antes de terem uma destinação, os “pacientes” ficam de uma semana a vários meses em tratamento, dormindo em gaiolas separadas.
Quando precisam de uma reabilitação maior, vão para a outra sede do centro, no parque Anhanguera. É o caso de corujas e gaviões que precisam reaprender a voar ou a caçar.
A reportagem viu saguis, bugios, tartarugas e uma maioria esmagadora de aves – inclusive o gavião-carcará, que foi entregue por uma veterinária da Dersa na presença da Folha.
O centro comporta pouco mais de 500 animais e não recebe espécies domésticas, nem animais que não estejam feridos ou doentes. Já recebeu 9.446 ameaçados de extinção. (Fonte: Folha Online)
Era o 39.519º animal atendido no lugar e um dos 221 que chegaram ali vindos das obras do trecho sul do Rodoanel.
Segundo os biólogos da divisão, não era comum chegarem animais silvestres daquela região. Depois que as obras começaram, os bichos feridos vindos de lá já representam 4,7% de todos os atendidos no período.
“Este lugar é um termômetro do que está acontecendo na cidade”, diz a bióloga Brígida Fries. Grandes obras, como a reforma na marginal Tietê e a do Rodoanel, causam impacto e aumentam atendimentos do centro de tratamento.
O problema é que algumas daquelas espécies correm risco de extinção local, se perderem seu habitat. É o caso dos bugios, preguiças-de-três-dedos, quatis e cuícas, além de aves como o juriti-piranga, cuiú-cuiú e tucano-do-bico-verde, que foram trazidas das obras do Rodoanel. Aves migratórias e filhotes sofrem impacto maior.
A Dersa não informou o número de animais silvestres atendidos nem como avalia o impacto do Rodoanel na fauna silvestre. Disse apenas que o projeto é “muito complexo” e que os animais são encaminhados para vários centros.
Hospital de animais – No centro de tratamento do parque Ibirapuera, os animais silvestres recebem medicamentos, passam por reabilitações pós-cirúrgicas e depois são soltos na natureza (49%) ou enviados a cativeiro (14%). Um terço não sobrevive.
Como num hospital, eles fazem exames e têm horário para banho de sol. Antes de terem uma destinação, os “pacientes” ficam de uma semana a vários meses em tratamento, dormindo em gaiolas separadas.
Quando precisam de uma reabilitação maior, vão para a outra sede do centro, no parque Anhanguera. É o caso de corujas e gaviões que precisam reaprender a voar ou a caçar.
A reportagem viu saguis, bugios, tartarugas e uma maioria esmagadora de aves – inclusive o gavião-carcará, que foi entregue por uma veterinária da Dersa na presença da Folha.
O centro comporta pouco mais de 500 animais e não recebe espécies domésticas, nem animais que não estejam feridos ou doentes. Já recebeu 9.446 ameaçados de extinção. (Fonte: Folha Online)


O arquiteto japonês Mitsuru Senda visitou o Brasil a convite da Fundação Japão, para uma série de palestras em Curitiba, Porto Alegre e São Paulo, nos dias 11, 16 e 18 de março de 2010, respectivamente.
Fundador e presidente do Environment Design Institute (EDI), Senda falará sobre os projetos de arquitetura e design ambiental, suas especialidades. Participa na Conferência Internacional de Cidades Inovadoras, em Curitiba; palestra no Centro Universitário Ritter dos Reis/UniRitter e, por final, ministra palestra na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), em São Paulo.
Também mostrará ao público os projetos desenvolvidos pelo seu escritório, a EDI (http://www.ms-edi.co.jp/e_index.html) de Tokyo, especializado em projetos de espaços públicos, esportivos e especialmente, espaços para o lazer e recreação infantil.
Criado em 1968, quando Senda tinha apenas 26 anos, o arquiteto preferiu nomear sua empresa como instituto e não como um escritório convencional, já prevendo a necessidade de um comprometimento maior dos profissionais do ramo com os problemas globais.

Pesquisa feita na Esalq-USP seleciona organismos capazes de remediar solos e lençóis d’água contaminados com tetracloroetileno, solvente altamente tóxico e potencialmente carcinógeno
Agência FAPESP – Por ser um solvente potente e não inflamável, o tetracloroetileno (PCE) começou a ser largamente utilizado em meados do século 20 em serviços de lavagem a seco, indústrias metalúrgicas, instalações militares e até em residências.
Com o tempo, entretanto, percebeu-se que o PCE havia se tornado um dos contaminantes ambientais mais frequentes, sendo encontrado em solos e em lençóis d’água e constituindo uma ameaça à saúde e ao meio ambiente.
O produto é altamente tóxico, potencialmente carcinógeno e se acumula no tecido de organismos vivos, podendo afetar o aparelho reprodutor humano. O PCE é enquadrado na família dos produtos orgânicos persistentes, devido à sua resistência à degradação.
Um estudo feito na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em Piracicaba, e apoiado pela FAPESP por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular, mostrou a possibilidade de utilização de consórcios bacterianos para degradar o PCE.
Iniciado em 2006, o trabalho de pesquisa “Desenvolvimento de uma técnica de bioestímulo para a remediação de solo e água subterrânea contaminada com tetracloroetileno”, coordenado pelo professor Marcio Rodrigues Lambais, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq, conseguiu alto índice de degradação do PCE (98%) em um tempo considerado bastante curto (cerca de 12 horas).
“Os resultados publicados na literatura especializada reportam taxas de degradação em torno de 80% de degradação do PCE após um período entre 15 e 20 dias”, comparou Lambais.
Um dos segredos da rapidez da descontaminação obtida pela equipe da USP está no processo utilizado, que emprega bactérias que se desenvolvem com a presença de ar. Apesar de pouco utilizado no Brasil, o método de descontaminação por bactérias aeróbias apresenta outra vantagem: a praticidade.
“Geralmente, os organismos anaeróbios [que vivem na ausência de oxigênio] são sensíveis ao ar, o que dificulta o seu manuseio e a aplicação em campo”, explicou o professor. Para desenvolver a pesquisa, o grupo localizou uma área contaminada na capital paulista, de onde retirou amostras de água para serem testadas em laboratório.
Com a água, o grupo levou também amostras de sedimento, das quais isolou as bactérias locais. Esses organismos passaram por triagem para selecionar aqueles com potencial de degradação do PCE. Os pesquisadores utilizaram espécies de Microbacterium, Stenotrophomonas, Exiguobacterium, Bacillus, Acinetobacter, Pseudomonas e Cupriavidus, dentre outras bactérias.
A utilização de microrganismos locais é importante, de acordo com Lambais, uma vez que eles já estariam adaptados ao ambiente contaminado. “Introduzir novas bactérias em um ambiente contaminado e mantê-las ativas não é uma tarefa trivial, pois as bactérias introduzidas normalmente apresentam baixa capacidade de colonização do novo ambiente e, na maioria das vezes, acabam morrendo”, afirmou.
Para contornar o problema da baixa densidade populacional de bactérias capazes de degradar o PCE, a solução foi enriquecer as comunidades microbianas locais em laboratório utilizando um reator horizontal de leito fixo (RHLF).
Bactérias locais
Os consórcios bacterianos selecionados se mostraram extremamente eficientes na degradação do produto e ainda geraram subprodutos menos nocivos durante o processo, em relação ao processo anaeróbio descrito na literatura.
“Os processos convencionais de degradação do PCE geraram cloreto de vinila, que é altamente tóxico e se dispersa facilmente na água subterrânea. Em nosso processo, em vez de cloreto de vinila foi produzido clorofórmio, que, apesar de tóxico, é facilmente biodegradado”, explicou Lambais.
A técnica de remediação utilizada pela equipe da Esalq pode ser aplicada em campo de duas maneiras: injetando a biomassa cultivada em laboratório diretamente na água ou bombeando a água contaminada para dentro do RHLF. As bactérias presentes no interior do reator eliminam o PCE da água, que pode ser devolvida limpa ao ambiente.
A utilização de um reator, segundo os pesquisadores, proporciona um controle maior da remediação e de sua efetividade. O sistema permite até ajustar as características químicas da água a fim de propiciar condições mais favoráveis para a atuação das bactérias.
Nesse sistema, as bactérias não têm contato com o ambiente externo. “Os organismos não saem do reator”, afirmou Lambais. A equipe não fez um levantamento de custos comparativo entre os dois métodos, mas a rapidez e o alto grau de limpeza alcançados coloca a técnica como uma eficiente alternativa para processos de remediação de água subterrânea contaminada.
Outras alternativas de remediação, como a extração de vapores e adsorção em carvão ativado, chegam a apresentar bons índices de retirada de contaminantes, mas o resultado é um subproduto indesejável, o qual precisa ser destinado a aterros sanitários.
“Nos processos físico-químicos de remediação, com a extração de vapores e adsorção em filtros, o PCE é retirado da água contaminada e transferido para o carvão ativado que fica contaminado, devendo ser disposto em aterros adequados”, disse Lambais. Por sua vez, a técnica de biorremediação degrada o contaminante, não deixando subprodutos tóxicos.
A equipe pretende agora detalhar bioquimicamente o processo de degradação aeróbia do PCE e identificar cada subproduto oriundo desse processo. Esse trabalho está sendo feito pelo doutorando Rafael Dutra de Armas.
Armas participa dessa pesquisa desde 2006 quando iniciou o seu mestrado, o qual contou com bolsa da FAPESP e resultou na dissertação “Caracterização da comunidade bacteriana em água subterrânea contaminada por tetracloroetano e espécies associadas com sua degradação”.
Agora, durante o doutorado, o estudante pretende identificar quais bactérias participaram do processo de degradação do PCE. “Pode ter sido um consórcio microbiano ou um só organismo o responsável pela degradação”, disse Lambais.
Essa identificação deverá facilitar futuros trabalhos de remediação e economizar tempo, uma vez que serão investidos esforços no enriquecimento somente das bactérias envolvidas na degradação.
por Fábio Reynol
Motorola mostra celular verde

A quantidade de celulares ecologicamente corretos disponíveis no mercado vem tomando proporções cada vez maiores. Durante a Mobile World Congress 2010, feira realizada semana passada na Espanha, a Motorola apresentou um smartphone fabricado a partir de plástico reciclado.
Batizado de A45Eco, o gadget oferece 250 horas de bateria no modo stand-by e pouco mais de 8 horas de conversação, segundo a fabricante. Além disso, o aparelho conta com teclado WERTY deslizante, câmera de 2 megapixels, Bluetooth e 2GB de memória.
O visual do A45Eco é baseado no MotoCubo. O preço do aparelho no Brasil é de R$ 549,00. A Puma lançou no mesmo evento seu primeiro celular, que também tem um toque ecológico. Clique AQUI para ver os detalhes do gadget.
Produção de e-lixo pode crescer 500% em 10 anos

Um relatório divulgado pela ONU – Organização das Nações Unidas – indica que alguns países emergentes precisarão criar muitos depósitos para lixo eletrônico nos próximos dez anos. Isso porque a pesquisa prevê que o volume desses resíduos pode crescer até 500% em uma década.
O estudo inclui países da América Latina e África, além da Índia e China, por exemplo. Brasil, África do Sul, México e Marrocos são vistos pela ONU como regiões capazes de criar tecnologias eficientes para a destinação e reciclagem corretas desses componentes.
A China, segundo o relatório, é uma das grandes ameaças, já que o país não possui centros de coleta e produz aproximadamente 2 bilhões de toneladas de lixo eletrônico por ano.
Em São Paulo, ainda são poucos os serviços de reciclagem de e-lixo. Mas, recentemente o Olhar Digital visitou o Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática, localizado na Universidade de São Paulo. Assista AQUI como funciona esse galpão!
HD verde oferece consumo 40% mais baixo

A Samsung lançou uma nova linha de HDs de alto desempenho com tecnologia Eco Triangle, que oferece consumo até 40% mais baixo que um disco rígido comum.
O EcoGreen F3EG tem modelo de 1,5T e 2T. As especificações contam com interface SATA de 3.0 Gbps, recurso Native Command Queuning e buffer de memória 16MB/32B. Além do baixo consumo, o gadget também possui, segundo a fabricante, a menor emissão de ruídos do mercado.
No Brasil, o aparelho ainda não tem previsão de chegar ao mercado. No entanto, nos Estados Unidos o HD já chegou às prateleiras, seu preço sugerido é de R$179,99.
Renault-Nissan anunciam veículo elétrico

Mais um carro ecologicamente correto deve invadir as ruas em torno do mundo. A Renault-Nissan anunciou no último domingo, 07, um projeto chamado Better Place, que pretende inserir diversos modelos de carros elétricos nas ruas de Israel.
O programa terá início em 2011, e até 2015 cerca de 45 mil automóveis elétricos serão produzidos. O motor dos veículos deve contar com potência de 100 cavalos, o que corresponde ao mesmo desempenho de um carro 1.6 a gasolina.
O projeto Better Place vai construir aproximadamente 500 mil pontos de recarregamento das baterias em todo o país. O valor dos veículos não foi divulgado pelas montadoras.
Políticos querem construir ponte ligando continente à Ilha de Itaparica
Pessoal
Os trechos relativos à política eleitoral desta matéria não importam. Contudo, a
parte que fala da construção de uma ponte ligando o continente à ilha de Itaparica
é muito importante de ser lida e creio que devemos nos engajar num MOVIMENTO
CONTRA A OBRA, pois ela é um absurdo ambiental e social. Seria como construir uma
ponte para a nossa Ilhabela, uma estância turística que HOJE JÁ ESTÁ DETONADA por
"empreendedores turísticos" que só se utilizaram da travessia por Ferry-boats para
destruí-la, imaginem com uma ponte.
Fiquem ligados, pois logo a Agência Costeira vai iniciar um movimento para impedir
a obra de alguns poucos baianos aloprados.
Saudações Costeiras e Marinhas
Martinus
DIAS DE FúRIA E FOLIA
Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)
Vivemos dias de fanfarronadas travestidas de fúria, desavenças e
desacatos: na política em ano eleitoral; no centro do poder de
sonhos absolutistas em Brasília; nos governos estaduais em
desalinho. Observo da Bahia quase tudo, sem entender quase nada do
que dizem e do que pretendem , além dos efeitos retóricos,
personagens como Ciro, Serra, Dilma, Lula, Aécio e até mesmo o
governador Jaques Wagner e auxiliares, neste período em que Momo
começa a imperar.
Dirão alguns que quase sempre foi assim, e o espanto é por
deficiência de memória. Momo é tempo de bazófia, de brincadeira,
gandaia, confusão. Em alguns lugares bem mais que em outros. No
Brasil - e na Cidade da Bahia em especial -, é um tempo
desconcertante, bem próximo das palavras usadas pela Enciclopédia
Universalis (Paris, 1970) para definir lugares e personagens de
"Histórias de Cronópios e Famas", o livro notável de Julio
Cortázar.
"Sobre um fundo de caricaturas da vida de Buenos Aires, é uma
seleção variada, insólita, de notas, de fantasias e de
improvisações. Um humor melancólico, irônico ou violento"... Eis
a mais perfeita definição destes dias da política e da vida
brasileira. No Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro,
em Minas , na Bahia, em Pernambuco. Tanto que o governador de São
Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra Dilma Rousseff (PT), já
anunciam que estarão em Salvador em pelo menos um dia para ver de
perto essa folia. Faltam Ciro (PSB) e a verde Marina (PV) para a
festa ficar completa e mais animada.
Por falar em Bahia, o secretário de Planejamento estadual, o
evangélico deputado petista Walter Pinheiro, ataca com ferocidade
inusitada ao escritor João Ubaldo Ribeiro. Entrevistado pelo "Jornal
do Brasil", Pinheiro surpreendeu esta semana pelas imagens e palavras
agressivas ao partir para cima do autor de "Viva o Povo Brasileiro",
em defesa do governo na polêmica em torno da ideia do governador
Jaques Wagner de construir uma ponte com 13km de extensão, ligando
Salvador à Ilha de Itaparica. A obra bilionária (R$1,5 a 2 bi) já
desperta cobiça de quatro grandes empreiteiras - OAS e Odebrecht à
frente.
Nascido em Itaparica e dono da obra fabulosa que projetou a ilha
baiana no mundo inteiro, Ubaldo se opõe frontalmente à obra. A
considera faraônica e distante das prioridades locais. Expôs isso
com argumentos devastadores em defesa de sua opinião em artigo
publicado no jornal _A Tarde_, que ganhou apoio nacional.
Depois de largo silêncio e ao ver o incêndio se espalhar pelo
país, o governo Wagner saiu em defesa do projeto. Mas já corria na
frente o manifesto intitulado "Itaparica: ainda não é adeus", de
apoio a Ubaldo, que recebeu assinaturas de figuras do porte de Chico
Buarque de Holanda, Verissimo, Emanoel Araujo, Cacá Diegues, Milton
Hatoum, Ricardo Cravo Albin, Sonia Coutinho, Jomard Muniz de Britto,
Hélio Pólvora, Edson Nery da Fonseca, Sebastião Nery, Hélio
Contreiras, entre muitos outros, baianos ou não.
Mas a fúria do secretário Pinheiro na defesa da ponte surpreendeu
até alguns petistas, lembrados da docilidade do parlamentar nos
debates com João Henrique Carneiro (PMDB), na última eleição
para a prefeitura de Salvador, na qual Pinheiro foi fragorosamente
derrotado: nos debates e nos votos. Vejamos dois trechos do que
disse sobre João Ubaldo, o secretário encarregado de tocar o
projeto (segundo assinala o JB):
- O João Ubaldo tem todo o direito de destilar o veneno dele. Deve
estar olhando para governos anteriores.
- O velho João Ubaldo saiu da rede. Se não fosse o PMI
(Procedimento de Manifestação de Interesse), ele receberia a ponte
pelo peito.
Ontem, no jornal _A Tarde_, o próprio governador Wagner se
encarregou de renovar o combustível da polêmica, ao chamar de
"besteirol" e "clichês" os argumentos do escritor João Ubaldo. É
mais que provável que tudo terá resposta. A questão é saber se
antes ou depois do carnaval.
Enquanto isso vale verificar o que andou rolando esta semana fora da
Bahia.
Ao retornar de férias na Europa, o deputado do PSB, Ciro Gomes,
candidato do partido à sucessão de Lula, jogou água gelada na
cabeça dos que já consideravam favas contadas sua desistência da
postulação, em favor do nome da ministra Dilma Rousseff. "O PSDB e
o PT querem que eu retire a minha candidatura. Algum dos dois está
errado. A única pessoa que está certa de querer tirar a minha
candidatura é o Serra. Significa que o santo Lula nesse assunto
está errado", rebate Ciro.
Se o tiroteio é mesmo pra valer, ou apenas bala de festim de
carnaval, só se saberá depois de Momo passar.
O senhor de Brasília parece apostar no tempo, senhor da razão.
Depois do susto da crise de hipertensão em Recife, Lula dá sinais
de ter colocado a cabeça no congelador - velha e sábia receita do
gaúcho Leonel Brizola - mas sem deixar de falar grosso. "Eu meço
minha pressão todos os dias: é 11 por 7 (em Pernambuco bateu nos
18 x 12). Foi um problema (a crise de hipertensão) que aconteceu.
Mas, se eles pensam que vou ficar sentadinho em Brasília, podem
tirar o cavalinho da chuva. Vamos inaugurar tantas obras que eles
vão ficar doidos.". Ontem já estava em Florianópolis.
"Eles", provavelmente, são os tucanos e a turma do DEM, assim como
os petistas baianos chamam de "essa gente" o ex-governador Paulo
Souto (DEM), os ex-carlistas no Estado e, ultimamente, o cantor
Caetano Veloso e o escritor João Ubaldo.
A conferir, depois que o carnaval passar.
Os trechos relativos à política eleitoral desta matéria não importam. Contudo, a
parte que fala da construção de uma ponte ligando o continente à ilha de Itaparica
é muito importante de ser lida e creio que devemos nos engajar num MOVIMENTO
CONTRA A OBRA, pois ela é um absurdo ambiental e social. Seria como construir uma
ponte para a nossa Ilhabela, uma estância turística que HOJE JÁ ESTÁ DETONADA por
"empreendedores turísticos" que só se utilizaram da travessia por Ferry-boats para
destruí-la, imaginem com uma ponte.
Fiquem ligados, pois logo a Agência Costeira vai iniciar um movimento para impedir
a obra de alguns poucos baianos aloprados.
Saudações Costeiras e Marinhas
Martinus
DIAS DE FúRIA E FOLIA
Vitor Hugo Soares
De Salvador (BA)
Vivemos dias de fanfarronadas travestidas de fúria, desavenças e
desacatos: na política em ano eleitoral; no centro do poder de
sonhos absolutistas em Brasília; nos governos estaduais em
desalinho. Observo da Bahia quase tudo, sem entender quase nada do
que dizem e do que pretendem , além dos efeitos retóricos,
personagens como Ciro, Serra, Dilma, Lula, Aécio e até mesmo o
governador Jaques Wagner e auxiliares, neste período em que Momo
começa a imperar.
Dirão alguns que quase sempre foi assim, e o espanto é por
deficiência de memória. Momo é tempo de bazófia, de brincadeira,
gandaia, confusão. Em alguns lugares bem mais que em outros. No
Brasil - e na Cidade da Bahia em especial -, é um tempo
desconcertante, bem próximo das palavras usadas pela Enciclopédia
Universalis (Paris, 1970) para definir lugares e personagens de
"Histórias de Cronópios e Famas", o livro notável de Julio
Cortázar.
"Sobre um fundo de caricaturas da vida de Buenos Aires, é uma
seleção variada, insólita, de notas, de fantasias e de
improvisações. Um humor melancólico, irônico ou violento"... Eis
a mais perfeita definição destes dias da política e da vida
brasileira. No Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro,
em Minas , na Bahia, em Pernambuco. Tanto que o governador de São
Paulo, José Serra (PSDB), e a ministra Dilma Rousseff (PT), já
anunciam que estarão em Salvador em pelo menos um dia para ver de
perto essa folia. Faltam Ciro (PSB) e a verde Marina (PV) para a
festa ficar completa e mais animada.
Por falar em Bahia, o secretário de Planejamento estadual, o
evangélico deputado petista Walter Pinheiro, ataca com ferocidade
inusitada ao escritor João Ubaldo Ribeiro. Entrevistado pelo "Jornal
do Brasil", Pinheiro surpreendeu esta semana pelas imagens e palavras
agressivas ao partir para cima do autor de "Viva o Povo Brasileiro",
em defesa do governo na polêmica em torno da ideia do governador
Jaques Wagner de construir uma ponte com 13km de extensão, ligando
Salvador à Ilha de Itaparica. A obra bilionária (R$1,5 a 2 bi) já
desperta cobiça de quatro grandes empreiteiras - OAS e Odebrecht à
frente.
Nascido em Itaparica e dono da obra fabulosa que projetou a ilha
baiana no mundo inteiro, Ubaldo se opõe frontalmente à obra. A
considera faraônica e distante das prioridades locais. Expôs isso
com argumentos devastadores em defesa de sua opinião em artigo
publicado no jornal _A Tarde_, que ganhou apoio nacional.
Depois de largo silêncio e ao ver o incêndio se espalhar pelo
país, o governo Wagner saiu em defesa do projeto. Mas já corria na
frente o manifesto intitulado "Itaparica: ainda não é adeus", de
apoio a Ubaldo, que recebeu assinaturas de figuras do porte de Chico
Buarque de Holanda, Verissimo, Emanoel Araujo, Cacá Diegues, Milton
Hatoum, Ricardo Cravo Albin, Sonia Coutinho, Jomard Muniz de Britto,
Hélio Pólvora, Edson Nery da Fonseca, Sebastião Nery, Hélio
Contreiras, entre muitos outros, baianos ou não.
Mas a fúria do secretário Pinheiro na defesa da ponte surpreendeu
até alguns petistas, lembrados da docilidade do parlamentar nos
debates com João Henrique Carneiro (PMDB), na última eleição
para a prefeitura de Salvador, na qual Pinheiro foi fragorosamente
derrotado: nos debates e nos votos. Vejamos dois trechos do que
disse sobre João Ubaldo, o secretário encarregado de tocar o
projeto (segundo assinala o JB):
- O João Ubaldo tem todo o direito de destilar o veneno dele. Deve
estar olhando para governos anteriores.
- O velho João Ubaldo saiu da rede. Se não fosse o PMI
(Procedimento de Manifestação de Interesse), ele receberia a ponte
pelo peito.
Ontem, no jornal _A Tarde_, o próprio governador Wagner se
encarregou de renovar o combustível da polêmica, ao chamar de
"besteirol" e "clichês" os argumentos do escritor João Ubaldo. É
mais que provável que tudo terá resposta. A questão é saber se
antes ou depois do carnaval.
Enquanto isso vale verificar o que andou rolando esta semana fora da
Bahia.
Ao retornar de férias na Europa, o deputado do PSB, Ciro Gomes,
candidato do partido à sucessão de Lula, jogou água gelada na
cabeça dos que já consideravam favas contadas sua desistência da
postulação, em favor do nome da ministra Dilma Rousseff. "O PSDB e
o PT querem que eu retire a minha candidatura. Algum dos dois está
errado. A única pessoa que está certa de querer tirar a minha
candidatura é o Serra. Significa que o santo Lula nesse assunto
está errado", rebate Ciro.
Se o tiroteio é mesmo pra valer, ou apenas bala de festim de
carnaval, só se saberá depois de Momo passar.
O senhor de Brasília parece apostar no tempo, senhor da razão.
Depois do susto da crise de hipertensão em Recife, Lula dá sinais
de ter colocado a cabeça no congelador - velha e sábia receita do
gaúcho Leonel Brizola - mas sem deixar de falar grosso. "Eu meço
minha pressão todos os dias: é 11 por 7 (em Pernambuco bateu nos
18 x 12). Foi um problema (a crise de hipertensão) que aconteceu.
Mas, se eles pensam que vou ficar sentadinho em Brasília, podem
tirar o cavalinho da chuva. Vamos inaugurar tantas obras que eles
vão ficar doidos.". Ontem já estava em Florianópolis.
"Eles", provavelmente, são os tucanos e a turma do DEM, assim como
os petistas baianos chamam de "essa gente" o ex-governador Paulo
Souto (DEM), os ex-carlistas no Estado e, ultimamente, o cantor
Caetano Veloso e o escritor João Ubaldo.
A conferir, depois que o carnaval passar.
Lenovo anuncia linha verde de notebooks

Seguindo o modelo da Vaio, que lançou um netbook feito de material reciclado, a Lenovo anunciou uma linha de notebooks verdes.
Os modelos da série L utilizam dez garrafas de plástico recicladas. O ThinkPad L512, por exemplo, possui 18% de seu material feito de garrafas e eletrônicos usados.
Entre os gadgets da série, é possível escolher entre Core i3 e Core i5, ATI Randeon HD 5145 e ter até 8GB de RAM disponível.
O preço do aparelho por aqui ainda não foi divulgado. Uma versão mais simples, que traz 160GB de HD e 1GB de RAM sairá nos Estados Unidos por US$649.
Veículos da Ford mais verdes

A Ford Motor anunciou nesta quinta-feira, 22, um grande passo para a produção de veículos ecologicamente mais corretos nos Estados Unidos. De acordo com a companhia, cerca de 85% do peso de alguns automóveis da empresa terão como matéria-prima componentes recicláveis.
O novo tipo de composição substituirá o plástico produzido a partir do petróleo, por exemplo. Para se ter uma ideia, os encostos de cabeça dos bancos de determinados veículos serão feitos de soja e biomassa. Os tecidos dos bancos, por sua vez, serão produzidos a partir de fios reciclados.
Modelos como Focus, Lincoln MKS, Lincoln Navigator, Escape, Expedition, Econoline, Flex Mercury serão montados com essas novidades.
Mais um celular verde prestes a chegar

Como parte do programa GreenHeart, a Sony Ericsson aumentou o seu time de smartphones ecologicamente corretos. A companhia lançou nesta terça-feira, 02, o aparelho Aspen, produzido a partir de materiais reciclados.
O gadget verde conta com conexões Wi-Fi e 3G, além de ter câmera de 3,2 megapixels, tela sensível ao toque e teclado QWERTY. O smartphone comporta o sistema operacional Windows Mobile 6.5.3 e ainda tem GPS e Bluetooth. Nada mal, não é mesmo?
De acordo com a fabricante, o celular começará a ser vendido a partir do segundo trimestre deste ano, nas cores branca ou preta. O valor do device ainda não foi divulgado pela empresa.
Carregador universal poderá ser obrigatório

Um Projeto de Lei criado pelo deputado Dr. Nechar (PP-SP) que está em pauta na Câmara promete facilitar a vida dos usuários de celular e contribuir para o meio ambiente.
A ideia é tornar obrigatória a oferta comercial no país de carregadores universais de baterias para diferentes modelos de telefones móveis. O carregador seria vendido com o celular e poderia ser utilizado em qualquer outro modelo de qualquer outra marca.
Em outubro do ano passado, a União Internacional das Telecomunicações (ITU) já tinha aprovado o modelo, chamado de Solução Universal de Carregamento (UCS).
Segundo previsão da GSMA, a associação mundial que representa os interesses da indústria de comunicação móvel, a adoção do modelo único eliminará 51 mil toneladas de carregadores, reduzirá as emissões de gases causadores do efeito estufa em 13,6 milhões de toneladas por ano e reduzirá em 50% o consumo de energia na carga.
Se aprovada, a nova regra será acrescentada à Lei Geral das Telecomunicações (Lei 9.472/97) e deverá entrar em vigor um ano após sua publicação, para facilitar a transição.
De acordo com o deputado Nechar, a medida não encareceria os aparelhos celulares.e, a médio prazo, os carregadores poderiam deixar de ser comercializados em todas as vendas.
O projeto tramita de forma conclusiva pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O Crime da Chevron

Caros amigos,
A Chevron, gigante do petróleo poderá perder um processo histórico por despejar lixo tóxico na Amazônia -- vamos ajudar o povo da floresta a vencer nos tribunais da opinião pública e da lei. Ajude a pressionar o novo CEO da Chevron a reparar os danos ambientais causados e acabar com o lobby sujo:
Uma longa batalha judicial entre a Chevron e o corajoso povo indígena da Amazônia Equatoriana está quase chegando ao fim. Os indígenas vem tentando conseguir uma resposta da multinacional em relação aos bilhões de galões de substâncias tóxicas despejadas na floresta.
Se a Chevron for obrigada a pagar bilhões em danos, o caso irá sinalizar o fim da impunidade para empresas poluidoras do mundo todo. Com uma perda iminente, a Chevron lançou uma agressiva campanha de lobby para abafar o processo .
O novo CEO da Chevron, John Watson, sabe que a marca da empresa está ameaçada – então vamos fazer a nossa parte! Assine a petição pedindo para o Watson e a Chevron limparem a sujeira que deixaram no Equador. A petição será entregue a eles, aos acionistas a à mídia americana – clique no link abaixo para agir agora:
http://www.avaaz.org/po/chevron_toxic_legacy/?vl
Nos últimos anos, processos civis como este têm ajudado a mudar as políticas de algumas das maiores corporações do mundo. No entanto, a maior parte das multinacionais de petróleo gasta milhões de dólares todo ano em lobby e relações públicas para mudar leis ambientais e negar suas responsabilidades ambientais e de direitos humanos – e a Chevron é uma das piores.
De 1964 a 1990, a Texaco, pertencente à Chevron, despejou bilhões de galões de lixo tóxico na Amazônia Equatoriana e depois foi embora. Encarando uma derrota nos tribunais, a Chevron tem feito uso de seu poderoso lobby e departamento de relações públicas para intimidar seus críticos a ficarem em silêncio e se esquivar da culpa pelo enorme desastre ambiental e humano causado pela empresa.
A Chevron disse várias vezes que se recusa a pagar pela limpeza da região, mesmo obrigados pelo tribunal, dizendo que lutarão até o fim. A sua última estratégia: pressionar o governo dos Estados Unidos a obrigar o governo equatoriano a abandonar o caso.
Nós não podemos permitir que a Chevron esculache a justiça – vamos gerar um apoio em massa aos povos da floresta , ajudando-os a ganhar esta batalha. Clique aqui para assinar a petição e ajudar a entregar pessoalmente esta mensagem ensurdecedora ao novo chefe executivo da Chevron:
http://www.avaaz.org/po/chevron_toxic_legacy/?vl
Cidadãos do Equador e ao redor do mundo estão se unindo contra uma das empresas mais sujas do mundo. Se ganharmos, isso será mais um passo para um futuro de responsabilidade corporativa, de direitos humanos e ambientais. Vamos juntar nossas vozes e divulgar essa campanha!
Com esperança e determinação,
Luisa, Paula, Benjamin, Pascal, Paul, Alice, Ricken, Graziela e toda a equipe Avaaz
P.S. Essa campanha faz parte de uma iniciativa maior liderada pela Amazon Watch, Rainforest Network e outros aliados de direito ambiental e de direitos humanos ao redor do mundo. Saiba mais: http://www.texacotoxico.org/
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sábado, 17 de abril de 2010
Internet se torna a 3ª maior mídia do mundo

A Internet iniciou uma maré de sorte: na semana passada, ela ultrapassou as revistas em faturamento publicitário e chegou ao posto de terceira maior mídia em escala global.
O estudo, feito pela Zenith Optimedia, mostra que a internet conquistou US$55 milhões em todo o mundo, sendo 12,6% da verba publicitária do planeta.
Já no início de 2010, a Internet ultrapassou a marca de 0,9% prevista para o ano, crescendo 2,2%.
A pesquisa aponta que a web está se aproximando dos jornais (2º lugar no ranking) e da televisão (1º lugar), registrando faturamento publicitário de 39,4% e 23,1%, respectivamente. As revistas caíram para o quarto lugar, com 10,3%.
Há previsão de crescimento no faturamento publicitário das três mídias para 2012, onde a internet atingirá 17,1%, os jornais, 19,4% e a televisão, 40,6%.
Controle a energia elétrica através das tomadas

Anda gastando muito na conta de luz e já não sabe mais o que fazer? Não adianta deixar as luzes apagadas durante o dia, usar o microondas em último caso e tomar banho em 10 minutos? A Fujitsu pode ter uma solução para você.
Aparentemente, a criação é uma simples régua de tomadas para que sejam conectados diversos eletrodomésticos ao mesmo tempo. Porém, não se engane. O conjunto de tomadas pode baixar sua conta de luz no fim do mês.
Em cada uma das tomadas há um sensor que calcula a quantidade de energia que está sendo gasta naquela tomada. Os dados coletados são enviados a um computador por meio da entrada USB, onde um programa próprio monta gráficos que indicam o consumo de energia durante o dia de cada uma das tomadas.
Agora, se você acredita que medir a energia não fará muito por sua conta de luz, pense duas vezes. Uma empresa adotou os aparelhos para teste e diminuiu a conta no fim do mês em 20%.
O aparelho ainda está em fase de testes e não possui previsão para chegar ao mercado.
Quinta-feira, 08 de abril de 2010 às 11h13
Smartphones trarão chips de baixo consumo

A nVidia, conhecida fabricante de placas gráficas, anunciou que mais de 50 fabricantes de celulares irão adotar processadores de baixo consumo de energia desenvolvidos pela empresa. Chamado de Tegra 2, o chip é baseado em processador Arm e núcleo gráfico GeForce.
A produção dos chips começou em dezembro de 2009, mas ainda não houve a divulgação das especificações para o uso do chip em smartphones. A nVidia promete que a experiência via web será diferenciada.
Logo no começo de 2010, foram anunciados chips Tegra 2 de dois núcleos para dispositivos móveis com telas de 5" e 15", incluindo na lista tablets e notebooks de baixo custo. Os tablets com o Tegra 2 tem previsão de chegar ao mercado no segundo semestre de 2010.
Outras empresas que trabalham com outros dispositivos móveis também estão desenvolvendo produtos que utilizarão os chips.
Segunda-feira, 12 de abril de 2010 às 14h33


Apple patenteia display retroiluminado pelo sol
Confira acima uma ilustração do funcionamento do sistema.
Computadores com baterias recarregáveis pela luz solar já não soam como algo tão novo assim. Para renovar o conceito de economia de energia, a Apple patenteou um projeto que retroilumina os displays de notebooks.
Além de colaborar com as baterias, a tecnologia ainda faz com que os aparelhos tenham melhor visualização em ambientes externos.
Apesar do registro de patente, a Apple ainda não garantiu que utilizará de fato a tecnologia em seus equipamentos. Os créditos da invenção pertencem à Peter H. Mahowald.
Honda comemora vendas do híbrido CR-Z

A Honda anunciou nesta semana números significativos referentes às vendas do veículo híbrido CR-Z. De acordo com a companhia, somente no Japão em um mês foram encomendadas 10 mil unidades do modelo ecológico.
A quantidade solicitada é 10 vezes maior do que esperava a montadora japonesa. A previsão anual da empresa era de alcançar 12 mil unidades ao longo do ano. O veículo chegará ao mercado europeu e norte-americano em junho e, dessa forma, estima-se que sejam comercializadas até 50 mil unidades nos três mercados em um ano.
O CR-Z conta com dois motores, um a gasolina e outro elétrico. Juntos, eles reúnem uma potência de 122 cv. A autonomia, no entanto, deixa um pouco a desejar: 15,2 km/litro na cidade e 16 km/litro na estrada.
O modelo ainda conta com freios regenerativos, que reaproveitam a energia liberada para recarregar a bateria, além de transmissão mecânica com seis velocidades ou transmissão automática CVT.
Empresa investe US$18 bi em tecnologia verde

Comunicado enviado pela LG informa que a empresa deve investir 20 trilhões de wons (cerca de US$17,9 bilhões) até 2020 em negócios sustentáveis. A quantia também servirá para realizar projetos que pretendem reduzir 40% das emissões de gases, baseados nos níveis atingidos em 2009.
O grupo LG deve dividir os investimentos em pesquisa ambiental e desenvolvimento de recursos para eliminar 50 milhões de toneladas de emissões de gases causadores do efeito estufa liberados anualmente.
Para tanto, a companhia busca aumentar a fabricação de produtos eficientes em energia e expandir negócios em energia renovável. Entre as idéias destacam-se a produção de células de combustível e baterias recarregáveis para veículos elétricos. Com a mudança da estratégia da empresa, o setor deve se tornar responsável por 10% da receita total do grupo em 2020.
Outra empresa que busca focar em tecnologia verde é a Samsung Eletronics, que anunciou investimento de 5,4 trilhões de wons em pesquisa ambiental e desenvolvimento de ferramentas sustentáveis.
Segunda-feira, 12 de abril de 2010 às 13h39
NOAH, a cidade ecológica flutuante

Arquitetos criam estrutura resistente a furacões e terremotos
Três arquitetos criaram uma maneira de evitar catástrofes como o do furacão Katrina, que destruiu a cidade americana de Nova Orleans há alguns anos. É o NOAH - New Orleans Arcology Habitat. A cidade flutuante é capaz de abrigar até 40 mil habitantes.
Destino da civilização humana em jogo em Copenhague

COP15 vai discutir a ameaça do aquecimento global; cidade se transforma para Conferência
As semanas que antecederam a conferência das Nações Unidas foram recheadas de dúvidas sobre o sucesso da conferência. Agora, os ânimos mudaram, e todos esperam que a conferência – que começa amanhã – represente um importante avanço ambiental.
Discussões à parte, a cidade de Copenhague se transformou nos dias que antecederam à conferência, com uma mistura de tecnologia e consciência verde. Eis alguns exemplos do que foi feito para receber o encontro.
Foi inaugurado o primeiro posto de abastecimento de hidrogênio, combustível considerado um dos mais eficientes substitutos do petróleo.
Os dinamarqueses também estão investindo na produção de álcool combustível. Só que como eles não têm cana de açúcar, criaram inauguraram essa usina que transforma o feno em bio-etanol.
O Tivoli Gardens, considerado um dos pulmões da cidade – e seu principal parque de diversões foi totalmente remodelado. Os carros de manutenção agora são elétricos. Toda a iluminação é feita por leds, em vez das lâmpadas tradicionais. E até esse brinquedo, chamado de Vertigo, ganhou ares verdes. A energia despendida por um dos braços é reaproveitada, para alimentar o outro.
Finalmente, na semana que passou, o natal chegou à cidade. E uma enorme árvore de natal foi montada, e iluminada no final da tarde. Só que, esse ano, se os moradores quiserem que ela continue brilhando, vão ter de suar a camisa. Os leds são alimentados pela energia elétrica gerada por... bicicletas! Quem quiser pode pedalar e contribuir para um natal ecologicamente correto.
Extração de petróleo: menos CO2 na atmosfera

Nova tecnologia devolve gases nocivos para o fundo do mar
Proporcionalmente, a extração do petróleo é uma das atividades que mais libera gases tóxicos para a atmosfera. Mas uma plataforma localizada no Mar do Norte testa uma nova tecnologia que recolhe todos esses gases e os devolve para uma cavidade no fundo do mar. Você pode até pensar que devolver CO2 para o fundo do mar seja uma atividade anti-ecológica, mas a realidade é que estes gases acabam sendo até menos nocivos que o petróleo, que existia ali anteriormente.
Fazenda Tecnológica

Tratores movidos a hidrogênio prometem mudar panorama do campo
Não são apenas as ruas das cidades que podem conhecer a nova tecnologia de motores movidos a hidrogênio. Também os vastos espaços das fazendas podem ter suas máquinas equipadas com a nova tecnologia. Os modelos já estão prontos para entrar no mercado.
Carro ecológico roda mais de 100km por litro
Bio-diesel europeu

Depois do Brasil, países da Europa começam a usar mistura de Diesel e óleos combustíveis vegetais
O novo combustível está entrando no mercado europeu. Por lá, o diesel tradicional já é bem menos poluente que o nosso e, agora, com a nova combinação, a expectativa é de grande redução na emissão de gases poluentes dos motores a diesel. É bom lembrar que esse tipo de motorização é bem mais comum na Europa que no Brasil. Por aqui, o diesel é usado principalmente para caminhões, ônibus, picapes e jipes. Por lá, são comuns, também, os automóveis de passeio movidos a dieses.
Jogos ecologicamente corretos: desperte a consciência ambiental!

Tecnologia e diversão de olho na sustentabilidade
Link da matéria:
Clubinho Sabesp: economize água
WWF - Casa Eficiente, Consumo Eficiente
Michael, recicle!
WWF - Apague as luzes!
Destrua o lixo
Distribua água potável pelo mundo
Quizz ecológico
Que tal utilizar a Internet para exercitar a consciência ambiental? Várias ONGs e secretarias do Governo utilizam a rede para trabalhar o assunto com os seus clientes. A gente reuniu alguns desses sites. Olha só.
A Sabesp tem uma área do site toda direcionada para as crianças. Aqui, existem vários joguinhos para que a molecada aprenda, desde cedo, a economizar água. Já a ONG WorldWide Foundation traz um joguinho que mostra um cidadão muito do relaxado, e você precisa desligar todos os aparelhos eletrônicos da casa dele que não estão sendo utilizados no momento.
Neste outro jogo, o gamer precisa ajudar o personagem, Mike, a coletar todo o lixo jogado no parque e despejá-lo nas latas de coleta seletiva. E neste quizz, a cada resposta correta, a empresa patrocinadora doa porções de arroz para um programa da Organização das Nações Unidas, que ajuda comunidades carentes. Por que não ajudar?
Para ver estes e outros joguinhos relacionados ao meio-ambiente e sustentabilidade, acesse os links que disponibilizamos no início da matéria. Boa diversão!
Carros movidos a hidrogênio

Veículos devem se popularizar a partir de 2015
Hidrogênio nas ruas. Chegou ao fim o maior experimento com carros movidos a hidrogênio do mundo. Nos últimos dois anos, cinco mil norte-americanos usaram jipes como esse no dia-a-dia. A ideia é que os consumidores comuns tivessem contato com o que há de mais moderno em termos de tecnologia de propulsão. Os carros movidos a hidrogênio são a melhor aposta dos cientistas para substituir os atuais combustíveis. Um carro desse tipo emite zero de poluição. Nem cano de escapamento ele tem. O que sobra do hidrogênio depois do uso é apenas água. O melhor é que, do ponto de vista do desempenho, esses jipes não deixam nada a desejar para os carros comuns. A expectativa do mercado é que os carros movidos a hidrogênio comecem a se tornar mais comuns a partir de 2015.
Parede verde traz benefícios para construções

Vegetação absorve ruídos, diminui temperatura interna e aumenta quantidade de oxigênio na região
Esta é a maior parede verde dos EUA e uma das maiores do mundo. O tamanho é equivalente a 2 quadras de tênis, colocadas lado a lado, e ocupa mais de 6 andares da sede de um banco local. As plantas escolhidas ficam verdes o ano inteiro, e a parede desempenha pelo menos 3 papéis: absorve ruídos, diminuindo a reverberação nas paredes de concreto. Nos meses de calor, diminui a temperatura dos escritórios e aumenta a quantidade de oxigênio em uma das áreas mais movimentadas e áridas do centro de Pittsbourgh.
Biodme, o combustível feito a partir de restos de vegetais

Na Suécia, caminhões deverão usá-lo nos próximos anos
O mundo inteiro está em busca de alternativas para o petróleo. Na Europa, uma das possibilidades é chamada de Biodme.
À medida que a tecnologia evolui, surgem novas soluções para os combustíveis. Os carros de passeio apostam na eletricidade ou no hidrogênio. Já nos caminhões aparecem alternativas como o biodiesel. E agora, um novo, chamado de Biodme. Trata-se de um combustível produzido a partir de biomassa, ou seja, basicamente resíduos de vegetais.
O Biodme não emite CO2, o principal poluente do efeito-estufa. E é uma das apostas da Comunidade Européia para mover os caminhões do futuro. Uma frota de veículos movidos a Biodme está em teste nas estradas suecas. A expectativa é que praticamente todos os caminhões do país passem a usar o Biodme como combustível nos próximos anos.
Que destino dar ao lixo tecnológico?

Especialistas da área de TI verde discutem as soluções
O que fazer com o equipamento eletrônico quando ele chega ao fim de sua vida útil? Essa questão vem sendo discutida há anos, e é uma das grandes preocupações da indústria atual. Assista ao webcast com especialistas da área de TI Verde e entenda quais são as soluções existentes para este problema.
O maior campo de energia eólica sobre as águas

91 turbinas, na costa da Dinamarca
O novo complexo foi inaugurado há cerca de um mês e é o maior campo de geração de energia eólica sobre as águas do planeta. As turbinas foram instaladas a 60 quilômetros da costa, num trabalho longo e minucioso, que envolveu equipes de terra, mar e submarinas. As turbinas foram montadas sobre pilares gigantescos, apoiados no fundo do oceano. As pás são tão grandes que superam em muito a largura dos navios de transporte. Ao todo, são 91 turbinas, capazes de gerar eletricidade suficiente para abastecer mais de 200 mil residências na Dinamarca. A região foi escolhida em função dos fortes ventos que sopram nessa região do norte da Europa. O novo parque eólico é o tipo de iniciativa que vem se repetindo em solo europeu, em diferentes países. Especialistas acreditam que, no próximo dez anos, mais de 10 porcento de toda a a eletricidade consumida no continente tenha origem nos ventos.
Exibido em: 05/10/09
Breathing Earth, um mapa vivo do planeta

Veja como anda a saúde da Terra, minuto a minuto!
Link:
Breathing Earth
O CO2 é um dos grandes vilões da Terra e, neste site aqui, você pode ter uma idéia da quantidade desses gases que é liberada na atmosfera a cada minuto.
As estatísticas são divididas por países. Basta repousar o mouse sobre o mapa para ver os números daquele local. Por exemplo: você vai ver que cada americano emite, em média, 19,66 toneladas de carbono por ano - o que é bastante, principalmente se comparado ao Brasil. Cada um de nós emite, em média, 1,66 toneladas por ano. Também é impressionante vermos, segundo a segundo, quantas pessoas nascem e quantas morrem no mundo. A população cresce de forma exponencial, e quanto mais pessoas no mundo, maior a emissão de gases na atmosfera. No cantinho, uma calculadora mede a quantidade de gases poluentes que foi emitida desde que você abriu o site.
Quer saber como diminuir suas emissões? Então clique no link acima.
Fábrica em Jundiaí-SP recicla lixo eletrônico

93% dos equipamentos fabricados seguem a Rohs, regra europeia que assegura a não utilização de metais pesados
No Distrto Industrial de Jundiaí, interior de São Paulo, uma empresa consegue unir tecnologia e respeito ao meio ambiente. A fábrica adotou diversas soluções ecológicas e recebeu o ISO 14000, mas isso foi só o começo. Hoje, um centro de reciclagem de lixo eletrônico funciona por lá. Somente em 2008, cerca de 469 toneladas de aparelhos velhos foram reciclados.
Veja também:
O luxo do e-lixo
Reciclagem de aparelhos
Trocas e reciclagens digitais
Exibido em: 19/07/09
Uma agência bancária em pleno Rio Solimões

Barco carrega equipamentos que se comunicam via satélite com a civilização
Índios - Conectados na era digital
Você está acostumado a ver por aqui lançamentos de smartphones, novidades sobre o mundo digital e por aí vai. Mas, dessa vez, fomos em busca do inusitado. Estamos em pleno rio Solimões, e vamos mostrar como a chegada da tecnologia alterou para sempre a vida de quem mora por aqui.
A tecnologia em questão chegou a bordo de um barco, que foi transformado em suporte para uma agência bancária. O Voyager 3 navega milhares de quilômetros pelo Rio Solimões, levando um serviço que, agora, se tornou essencial para os ribeirinhos. Mas, até chegar aqui, o caminho é mais comprido do que muitos podem imaginar.
A equipe de reportagem do Olhar Digital saiu de São Paulo, e voou cerca de 4 mil quilômetros rumo a Manaus, capital do Amazonas. De lá, mais mil quilômetros em um outro avião em direção a Tabatinga, uma pequena cidade que faz fronteira com a vizinha Colômbia. A partir daí, outras 3 horas explorando a imensidão do Rio Solimões a bordo das chamadas “voadeiras”.
O Voyager 3 é uma espécie de supermercado flutuante que percorre 1.600 quilômetros e atende 50 municípios e uma população de 210 mil pessoas que vivem à beira do rio. Os passageiros e a população atendidos pelo barco podem realizar diversas operações bancárias como se estivessem em um grande pólo comercial.
A coisa é tão organizada que tem até uma gerente dentro da embarcação. Dona Luzia é a pessoa responsável por atender os clientes e futuros clientes que passam diariamente por ali.
“Quando o barco encosta nos portos, geralmente já chegam pessoas à procura de fazer abertura de contas, empréstimo”, conta a gerente da agência móvel, Luzia Moraes.
Só dentro do barco já foram movimentados cerca de 300 mil reais de novembro de 2009 até janeiro deste ano. Nesse período, aproximadamente 270 novas contas já foram abertas a partir do TAS. E todo esse sistema é possível graças a uma conexão via satélite. É esse meio de campo que permite que o sistema da agência fluvial mantenha comunicação 24 horas por dia durante todo o caminho percorrido.
"Ele só não faz operações em dinheiro espécie. A cada transação você inicia uma comunicação e encerra essa comunicação, que é para manter essa segurança das transações", explica o diretor de Relações Institucionais da Rede Ponto Certo, André Martins.
Quem também ganha em qualidade de vida é a população indígena. A tecnologia já chegou à comunidade de 5 mil índios da etnia Ticuna. A empresa responsável pelo sistema de auto serviço instalou um desses terminais em dois comércios da aldeia. Lucila foi uma das escolhidas para ser a correspondente bancária da comunidade. Na mercearia dela, os correntistas do banco também podem fazer empréstimos,sacar uma quantia em dinheiro e, instantaneamente, consultar seus saldos. Todos os dados são transmitidos via satélite por meio dessa antena aqui. Facilidades modernas que passaram a fazer parte do cotidiano no meio da selva.
“Era uma vida muito sofrida para eles (a população) irem à Tabatinga, eram sete horas de viagem com motor 'pec-pec'”, diz a correspondente bancária da comunidade, Lucila Tenazor Tananta.
Com quatro irmãos, sete irmãs, filhos e sobrinhos dentro de uma pequena casa, Lucila planeja voos mais altos, graças a nova função.
“Essa obra eu estou fazendo porque aqui as pessoas podem entrar e escolher o que quer. E aqui (na antiga casa) fica apertado”, planeja Lucila.
Aqui, no meio da selva amazônica, nesse cantinho do Brasil, encontramos um bom exemplo de como a tecnologia pode ser usada em benefício das comunidades locais, sem que isso signifique agressão ao meio ambiente. Se você gostou da aventura, entre agora no olhardigital.com.br e confira uma galeria de fotos com outras imagens que registramos no coração da amazônia. Aproveite, também, para ver outra reportagem que fizemos com os índios digitais de Pernambuco. Confira como eles usam a internet para manter viva a cultura de seus povos no mundo online.
Exibido em: 21/02/10
Barcos movidos a energia solar

Energia solar trabalhando em conjunto com combustíveis tradicionais para diminuir emissão de gases poluentes
Barcos movidos à energia solar. Os carros elétricos já viraram moda. Agora, é a vez dos barcos. Modelos como esse foram lançados recentemente. Um parte da energia de propulsão vem da energia solar. Ela é usada em conjunto com combustíveis tradicionais, diminuindo a emissão de gases poluentes.
Carros elétricos: por que eles são escassos no Brasil?

A resposta está em um outro experimento: o etanol
Os carros elétricos vêm se popularizando rapidamente no mercado automobilístico, principalmente na Europa e Estados Unidos. As japonesas Nissan e Mitsubishi já produzem em larga escala. A General Motors é outra que investe cada vez mais nesse tipo de veículo. A montadora norte-americana, inclusive, tem no Chevrolet Volt um dos modelos mais aguardados pelos consumidores.
Pouca gente sabe, mas um dos poucos exemplos nacionais é o Gurgel, lançado em 1974 no interior de São Paulo. O automóvel foi o primeiro a ser construído na América Latina, mas não teve sucesso por causa do alto preço – cerca de R$ 28 mil nos dias de hoje – e da pouca autonomia gerada pelas 10 baterias instaladas no veículo. Mas se no exterior esses veículos ecológicos ganham notoriedade e investimento, porque no Brasil, onde as vendas de carros crescem a cada ano, ainda não vemos nenhum exemplo concreto?
Atualmente as baterias para carros elétricos são feitas de íon de lítio, o que permite que um veículo desse tipo chegue a ser 300% mais verde do que um modelo equipado com motor a combustão. No entanto, a produção de energia elétrica para mover os automóveis pode ser considerada o calcanhar de Aquiles. Para dar conta da demanda, seria necessário aumentar a quantidade de usinas hidrelétricas, termoelétricas ou nucleares, responsáveis por grande parte das emissões de poluentes em todo o mundo. Outro ponto a ser questionado é o descarte das baterias que já não tiverem mais condições de serem aproveitadas.
Diante da atual falta de infraestrutura nacional para o desenvolvimento dos veículos elétricos e da prioridade criada em cima dos biocombustíveis, esses automóveis devem começar a chegar aos consumidores brasileiros em, no mínimo, cinco anos. No atual cenário, o Brasil deve contar com carros movidos a eletricidade apenas para serviços que não necessitam percorrer grandes distâncias e que requerem produção em menor escala.
Carro elétrico é abastecido apenas com movimento

Com a rotação dos pneus, um campo magnético é formado embaixo do carro e a energia é transferida para o veículo
Um dos grandes problemas para que projetos de carros elétricos caiam no gosto da população, atualmente, é a baixa autonomia dos veículos. Pensando nisso, cientistas desenvolveram uma bateria que pode ser recarregada com o movimento do automóvel.
Com a rotação dos pneus, um campo magnético é formado embaixo dos carros e a energia gerada ali é transferida para o veículo. Um carro, na verdade, auxilia na captação da energia do outro. Só quando o veículo sair do trilho é que precisará gerar mais energia para se locomover. O mais legal é que uma outra tecnologia foi associada à esta, fazendo com que a energia possa ser utilizada remotamente – ou seja, é possível instruir o carro a se mover de um lugar ao outro, sem a necessidade de um motorista. A empresa que desenvolve o sistema garante que ele é extremamente eficiente. Só 10% da força é perdida durante a transferência.
Microservidores mais verdes e potentes

Novas máquinas ficam menores e evitam o desperdício de energia sem deixar de lado o desempenho
Data centers. É aqui que boa parte da vida digital se processa. Todos os sites de internet, todos os serviços digitais que usamos em nosso dia-a-dia acabam, de um jeito ou de outro, passando por lugares como esse, com centenas, às vezes milhares de computadores. O problema é que esses computadores precisam ficar ligados o tempo todo. E, com isso, haja consumo de energia elétrica, tanto para alimentar as máquinas, quanto para manter o ambiente numa temperatura aceitável.
O problema é que parte desses computadores poderosos fica ociosa bastante tempo, apenas consumindo energia à toa.
Na semana passada, apareceu uma solução. A Intel mostrou a nova geração de servidores que vai chegar ao mercado em breve. Eles são chamados de microservidores. E, além de ocupar menos espaço, consomem infinitamente menos energia que as máquinas tradicionais. Tudo isso, sem abrir mão do desempenho. Toda essa eficiência tem dois segredos: os processadores e o desenho dos microservidores. Trata-se de uma evolução tão importante, que a Intel até deve liberar de royalties o desenho dos novos microservidores, numa tentativa de transformar a iniciativa num padrão para resolver esse que é um dos maiores desafios da informática atual: levar mais eficiência aos data center.
Cidades inteligentes: o futuro das metrópoles

Para especialistas, as soluções só dependem da integração de informações
Como você imagina o futuro? Carros voadores? Teletransporte? Quando se fala em soluções tecnológicas para os próximos anos, muita gente imagina coisas assim. Mas, os engenheiros e técnicos que trabalham com a futuronas grandes empresas estão mais preocupados em criar soluções que aproveitem tecnologias já existentes de uma maneira mais inteligente. É mais fácil, mais barato e gera resultados mais imediatos.
Olhando para os números de congestionamentos, e para as imagens de uma cidade como São Paulo no horário de pico, dá para pensar que o trânsito nas grandes cidades é um problema sem solução. Mas, não é bem assim. Ainda há alternativas. Uma das possibilidades é melhorar o controle do tráfego, usando melhor informações que já estão disponíveis. Muitos carros já têm rastreador. E, em breve, todos serão obrigado a sair de fábrica com um, garantindo mais segurança e, ao mesmo tempo, gerando uma montanha de dados, como velocidade, localização exata, e até os caminhos-padrão que você costuma usar todos os dias. Já que é assim, por que não utilizar estes dados para saber quais pontos terão congestionamento antes mesmo do trânsito engarrafar?
“Algumas empresas, em alguns pacotes de seguro, instalam GPS no veículo. Esses GPSs transmitem posição, velocidade e direção para uma central. Conversando com essas empresas, era coisa de cada minuto cada, todo veículo transmite aquela informação para uma central de 200 mil veículos assegurados na cidade de São Paulo. Esse volume de informação poderia gerar, e pode, e gera, um mapa absolutamente preciso do trânsito da cidade de São Paulo, da uma condição real daquele exato momento.”
Joel Formiga – Diretor para setor público/IBM
A educação e a saúde pública também podem usar serviços, que já são populares, para ganhar eficiência. Imagine, por exemplo, criar redes sociais escolares que se transformem em ponto de encontro virtual para pais, alunos e professores. A Web está recheada de serviços gratuitos que podem tornar isso possível.
Se o assunto é saúde pública, por que não usar o mesmo sistema que hoje serve para comprar ingressos para shows? Do mesmo jeito que você hoje reserva o seu lugar na casa de espetáculos, daria para reservar lugares na fila do SUS, ou daria para mostrar leitos disponíveis em hospitais. Todo mundo sairia ganhand os pacientes e os administradores do serviço público.
“Ter leitos, mas não saber se ele está disponível; ter leitos, mas não saber se tem um médico que possa utilizar os equipamentos para atender o paciente; sempre vai nos deixar a dúvida se nós temos esses serviços disponíveis”
Fernando Faria – Executivo setor público/IBM
Em alguns lugares do mundo certas idéias já estão sendo implantadas. Em Nova Iorque o departamento de polícia da cidade integrou todas as bases de dados disponíveis. O sistema atua em tempo real. Hoje, já é assim: em questão de minutos as viaturas da cidade têm todos os dados dos suspeitos, sem que o policial tenha que acessar a internet. O mais incrível é que toda essa informação já estava disponível há muito tempo, mas não era processada de maneira adequada.
Como deu para notar, a tecnologia que já está aí pode ser o principal passaporte para cidades mais eficientes, que trabalhem a nosso favor.
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