
Em um mundo cada vez mais globalizado, a questão da sustentabilidade no tráfego aéreo se tornou um tema fundamental.
Um dos principais problemas são as emissões das aeronaves, não só pela quantidade, mas pelos danos ambientais que provocam.
Os aviões representam 3% das emissões de gases com efeito estufa no setor de transportes em nível mundial, e não emitem somente dióxido de carbono, mas também outros gases resultantes da queima do combustível, fuligem e as chamadas “trilhas de condensação”.
Seus derivados ficam depositados na parte superior da atmosfera, aumentando o efeito “aquecedor”.
É por isso que várias companhias aéreas e associações estão tomando medidas para reduzir o impacto do setor.
Foto: © Julinelli.
Na semana passada, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, sigla em inglês) anunciou novas metas para reduzir as emissões dos aviões e aumentar a eficiência do combustível nos veículos.
Segundo o website ambiental TreeHugger o objetivo é aumentar a eficiência do combustível em 1,5% ao ano até 2020, e atingir uma redução de 50% das emissões de gases até 2050 (em comparação aos níveis de 2005). A ideia é, ainda, estabilizar as emissões da indústria aeronáutica até 2020, para alcançar o crescimento de carbono neutro a partir de então.
O anúncio reúne várias intenções: jogada de marketing, redução econômica e responsabilidade; mas o fato é que algumas companhias vêm tomando as medidas citadas para além dos acordos setoriais. E isso inclui também algumas propostas bizarras.
É o caso da All Nippon Airways. Neste mês de outubro, a empresa japonesa faz um teste “sustentável”, pedindo aos passageiros para ir ao banheiro antes de embarcar no avião.
A premissa é a de que as toaletes das aeronaves não utilizam água - mas uma forma de sucção para tragar os dejetos, que custa ao veículo um litro de combustível por descarga. (Asian Times).
De acordo com o jornal Daily Mail, para garantir que os passageiros tomem a precaução, a tripulação fica no aeroporto pedindo às pessoas que façam suas necessidades antes do embarque.
A companha aérea enfatiza, que além de menos descargas, o feito deixará os passageiros "mais leves", o que significa menos peso para as aeronaves, e, portanto, mais economia de combustível.
A Nippon espera reduzir suas emissões em cerca de cinco toneladas de carbono em 42 voos, no prazo de 30 dias. Se a proposta for bem-sucedida, poderá ser estendida por mais tempo.
Será que estas medidas farão o transporte aéreo menos nocivo para o planeta? Até que isso se defina, vale optar pelas compensações de carbono oferecidas por diversas companhias, ainda que com um pequeno custo adicional na passagem.

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