terça-feira, 30 de outubro de 2012
Pesquisadores da Austrália descobrem nova espécie de lagarto
29 de outubro de 2012 | O Estado de S.Paulo
Expansão da zona urbana no oeste da Austrália coloca o animal em risco
Brad Maryan/Divulgação
SÃO PAULO - Cientistas da Universidade Nacional da Austrália divulgaram a descoberta de uma nova espécie de lagarto. O Ctenotus ora mede cerca de 6 centímetros e vive nas dunas da costa oeste do país, na região da cidade de Perth.
Nova espécie já pode estar ameaçada por causa da perda de hábitat
O ecologista Geoffrey Kay e o professor Scott Keogh, responsáveis pela descoberta, mostraram preocupação com a nova espécie. A região vive período de expansão urbana, o que diminui o hábitat natural destes animais.
"Encontrar algo ainda desconhecido tão próximo a uma das maiores cidades do país mostra o quanto ainda temos a descobrir. O desenvolvimento ao longo da costa próxima a Perth precisa considerar esta nova espécie e um grande número de espécies que ainda podem surgir nesta parte do mundo", disse Geoffrey Kay.
A região sudoeste da Austrália é reconhecida como um dos 25 hotspots de biodiversidade do mundo, assim como a ilha de Madagascar, as florestas do oeste africano e o cerrado brasileiro.
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Cai número de empresas que adotam projetos de crédito de carbono
30 de outubro de 2012 | 2h 08 - Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo
Cai número de empresas que adotam projetos de crédito de carbono
Recuo é atribuído à falta de legislação, causando insegurança jurídica, mostra estudo com as maiores empresas do País
Um estudo com 52 das maiores empresas do País mostra que em um ano caiu de 33% para 27% o envolvimento delas com projetos de créditos de carbono. Há quatro anos, o mesmo relatório, elaborado pelo Carbon Disclosure Project (CDP) apontava que 45% destas empresas apostavam neste tipo de expediente para compensar a emissão de gases do efeito estufa.
Daniel Teixeira/AE
Estudo reuniu dados de emissões de 52 empresas
O diretor do CDP na América Latina, Fernando Eliezer Figueiredo, atribui a queda à ausência de regulamentação. "A insegurança deixada pela falta de adesão ao Protocolo de Kyoto desacelerou o surgimento de novos projetos. Sem uma definição clara, as empresas tiraram o pé", afirma Figueiredo.
Segundo ele, apenas os projetos que já existiam estão sendo desenvolvidos. No País, algumas destas iniciativas são questionadas: atualmente, o Ministério Público Federal investiga um contrato de US$ 90 milhões firmado entre a empresa irlandesa Celestial Green Ventures e a comunidade indígena mundurucu que permite a exploração por 30 anos de uma área de 200 mil quilômetros quadrados na Floresta Amazônica, próxima a Jacareacanga (PA). O acordo foi revelado em março, pelo Estado.
Despreparo
O relatório do CDP é baseado em questionários enviados às 80 maiores empresas do País - apenas 52 responderam às informações sobre a emissão de gases.
O estudo apontou que 92% delas consideram as mudanças climáticas relevantes, mas que apenas 34% têm metas de redução de carbono efetivamente implementadas - 51% iniciaram ou estão em fase de investigação de projetos na área.
"Há uma distância entre a teoria e a prática, mas isto é um processo. Até alguns anos atrás, a maioria das empresas não fazia nem sequer inventário de emissões", afirma Figueiredo. "Na leitura das respostas, vemos que os projetos estão dentro da estratégia, mas as empresas não deixam claro como estão inseridos, então fica difícil de fazer uma análise mais profunda."
O diretor do CDP, projeto que visa a uma maior transparência nas políticas de redução de emissões das empresas na relação com os investidores, diz não acreditar que as empresas estejam fazendo o chamado marketing verde - anúncio de ações pouco efetivas de sustentabilidade para ganhar uma imagem positiva. "Essa visibilidade ocorre naturalmente, não dá para fazer porque os dados estão visíveis e as empresas ficam vulneráveis", afirma ele.
A eficiência energética é responsável por 54% das medidas utilizadas para a redução de emissões - a compra de energia "limpa", por outro lado, foi apontada por apenas 1% das companhias. "A eficiência energética é mais tangível, diminuiu custos e traz redução, mas é apenas a lição de casa. O setor industrial tem de investir mais em inovação para fazer a diferença realmente", afirma Figueiredo.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Renova Energia inaugura o maior complexo eólico da América Latina
Fonte: Portal Fator Brasil
Formado por 14 parques e 184 aerogeradores, o Alto Sertão I vai gerar 294MW de energia e recebeu investimento de R$ 1.2 bilhão.
A Renova Energia (RNEW11), primeira empresa dedicada à geração de energia renovável listada na BM&FBovespa, inaugurou no dia 09 de julho (segunda-feira), o Complexo Eólico Alto Sertão I. Considerado o maior do gênero na América Latina, o empreendimento irá gerar 294MW de energia, o que representa um incremento de 29,4% na matriz eólica do país, atualmente na ordem de 1GW.
O evento contou com a presença do governador do Estado da Bahia, Jacques Wagner, que ressaltou a importância de empreendimentos como o Complexo para aumentar a competitividade do Estado e se mostrou confiante na consolidação da Bahia como pólo de produção de energia eólica. “Esse é o maior parque eólico da América Latina, já nascemos grandes. Estamos em primeiro lugar na qualidade de vento, em produtividade e em aproveitamento”, destacou o governador.
O diretor presidente da Renova Energia, Mathias Becker, agradeceu o acolhimento das famílias das três cidades que detém os parques (Caetité, Guanambi e Igaporã) e ressaltou que os projetos para a região são de longo prazo. “Não vamos parar por aqui. Queremos contribuir para transformar a vocação natural da região em desenvolvimento econômico e social. Prova disso são as obras do próximo Complexo Eólico, que devem começar já em setembro deste ano. Além disso, estamos estudando um projeto para desenvolver energia solar complementar à eólica, que pode se tornar um caso pioneiro em todo o mundo”, afirmou Becker.
Localizado no sudoeste da Bahia nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã, o empreendimento teve investimentos de R$ 1,2 bilhão e é composto por 14 parques, que tiveram sua energia comercializada para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no Leilão de Reserva de Energia (LER) de 2009. São 184 aerogeradores de 1,6MW e cada parque irar gerar, em média, até 30MW.
O complexo foi construído em 17 meses e foram envolvidos mais de 1.300 empregados, entre próprios e terceirizados. Foram pavimentados 68km de vias de acesso, implantadas 184 subestações unitárias de 690V/34.5kV, 104km de redes coletoras 34,5kV, além de 77,5 km de linha de transmissão 69Kv. A energia gerada pelo Complexo Alto Sertão I é suficiente para garantir o consumo de uma cidade com 540 mil residências ou cerca de 2,16 milhões de habitantes, considerando quatro pessoas por residência.
Compromisso – O Complexo Eólico Alto Sertão estava apto para operar em 1º de julho de 2012, mas antes da data todos os parques estavam prontos entrar em funcionamento. “Consideramos o empreendimento um case de sucesso em execução porque além de termos conseguido antecipar a data da entrega, o projeto teve rentabilidade acima da estimada inicialmente”, afirma Mathias.
Com a entrega destes parques, a Renova se prepara para mais uma etapa de obras e investimentos na Bahia. Em pouco mais de dois anos, outros 15 parques eólicos serão inaugurados: seis em 2013, com capacidade de 163MW de potência instalada; e nove parques em 2014, com capacidade para gerar até 212MW. Os parques foram contratados pela Renova durante os leilões de 2010 e 2011, respectivamente, e os contratos, formalizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), têm prazo de 20 anos.
Sustentabilidade - A chegada da Renova à região impulsionou a economia local, tanto pelo aumento dos tributos arrecadados, como pela geração de receita com a mão de obra utilizada na construção do empreendimento. Além disto, como parte de sua política de responsabilidade social e ambiental, a empresa desenvolveu um portfólio de projetos que vão garantir o desenvolvimento sustentável dos negócios, ao mesmo tempo em que traz benefícios para toda a sociedade. Para colocar em prática esta política, a Renova Energia está investindo R$9,4 milhões no Programa Catavento, iniciativa que reúne 20 projetos sociais.
O Catavento nasceu a partir da execução dos projetos socioambientais que permeiam a implantação dos parques eólicos há dois anos, como o Programa de Educação Ambiental Território do Saber. A iniciativa é resultado do engajamento da companhia nas causas de interesse público em toda a área que compreende as três cidades, apoiada em uma rede de colaboração responsável pela elaboração e andamento de todas dos 20 projetos que compõem o programa.
A primeira fase da iniciativa prevê investimentos ao longo do biênio 2012-2013, nas áreas socioeconômica, cultural, de meio ambiente e de desenvolvimento organizacional. O recurso, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será investido em ações gradativas, priorizando as áreas de implantação dos Parques, estendendo-se à percepção territorial.
Além de criar novas propostas para as comunidades que estão recebendo os parques eólicos, o Catavento também dará continuidade a ações já existentes nessas áreas - em processo de planejamento ou de execução. A intenção é somar esforços e viabilizar o que já foi diagnosticado e organizado pela própria comunidade, para materializar as ações com mais celeridade.
Entre os projetos abarcados nesta primeira fase do Programa Catavento, estão o Plano Museológico Museu de Arqueologia do Alto Sertão da Bahia (MASB), o Festival de Artes Cênicas da Casa Anísio Teixeira (Festcasa), oficinas de música e teatro, capacitação profissional, recuperação e preservação de mananciais de abastecimento público, compostagem, um plano de desenvolvimento de cadeias produtivas locais, construção de usina para beneficiamento de culturas regionais e apicultura, construção de um laboratório fitoterápico, ações de empreendedorismo e assessoria técnica rural, entre outros.
A Renova Energia é uma das maiores companhia de geração de energia por fontes renováveis do Brasil. A empresa é líder em energia eólica contratada com 1.069MW, sendo 669MW de capacidade contratada no mercado regulado e 400MW no mercado livre. A Renova está construindo no interior da Bahia o maior complexo eólico do País.
A Renova desenvolve projetos de forma integrada, desde a prospecção até a implantação e operação de seu parque gerador. Nos seus 11 anos de existência, o Grupo Renova investiu na formação de uma equipe multidisciplinar e altamente capacitada formada por profissionais com grande experiência do setor de energia do Brasil.
Em julho de 2010, a Renova fez seu IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) tendo sido listada no Nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa onde atua sob o código RNEW11. É a única empresa dedicada à geração energia renovável do Brasil a negociar ações no mercado de capitais. Desde seu IPO até janeiro de 2012 as ações da Renova tiveram uma valorização de cerca de 74,3%. Segundo notícia veiculada em novembro de 2011 por revistas especializadas, foi uma das dez ações da BM&FBovespa que mais se valorizaram após o IPO. Fonte: Portal Fator Brasil
Fonte: Portal Fator Brasil
UFRJ transforma o bagaço de cana em fibra de carbono
Editoria de arte/Folhapress
Peças de carro, materiais da indústria de petróleo e até armações de óculos podem estar prestes a se juntar a etanol, cachaça e açúcar como produtos derivados da cana.
Cientistas brasileiros desenvolveram um jeito de transformar os resíduos da planta em fibra de carbono, material um bocado valorizado pela indústria.
Hoje, o bagaço da cana-de-açúcar é o principal resíduo do agronegócio brasileiro. Uma tonelada da planta usada para fazer etanol produz, em média, 140 kg de bagaço.
Boa parte desses restos acaba queimada nas próprias usinas como forma de gerar energia, mas é uma destinação que ainda não consegue absorver todos os resíduos gerados. Se armazenados incorretamente, eles podem se tornar um fator sério de poluição ambiental.
Foi pensando nisso que um grupo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu agir e dar uma destinação mais nobre ao "lixo".
Eles desenvolveram um método que extrai a lignina -uma importante molécula "estrutural" dos vegetais, responsável, entre outras coisas, pela sustentação- do bagaço da cana e a trata para que ela seja transformada em fibra de carbono.
"Não é como transformar garrafa pet em tapete ou em árvore de Natal. É uma reciclagem com alto valor agregado, que pode gerar boas oportunidades, porque o Brasil ainda não tem produção industrial de fibra de carbono", diz Veronica Calado, coordenadora do trabalho e também do Núcleo de Biocombustíveis, de Petróleo e de seus Derivados da UFRJ.
Na verdade, o grupo de Calado aproveita o "lixo do lixo" da cana-de-açúcar. Novas técnicas já permitem que o bagaço da produção de etanol seja tratado quimicamente e usado para dar origem a mais álcool, o chamado etanol de segunda geração.
ÚLTIMA ETAPA
A fibra de carbono é obtida depois que o bagaço já passou por esse segundo processo. A lignina extraída do bagaço é processada e passa por vários processos, que vão aumentando o teor de carbono. No fim, obtém-se a fibra, que é laminada e pode ser vendida para as mais diversas aplicações.
Dez vezes mais forte do que o aço, mas ainda maleável e com elevada resistência à temperatura, a fibra de carbono é um material muito valorizado no mercado, com preços que podem variar entre US$ 25 e US$ 120 por kg.
A principal maneira de obtê-la hoje é derivá-la do petróleo, com muitos aditivos.
"A fibra de carbono pelo reaproveitamento da cana também é sustentável nesse sentido, porque vai diminuir a dependência do petróleo para mais um uso", avalia Verônica, da UFRJ.
No mundo, já existem outras iniciativas para transformar a lignina em fibra de carbono. Todos esses projetos estão também em fase experimental. O grupo brasileiro, porém, orgulha-se de conseguir fazer o trabalho com menos aditivos, obtendo ainda um "extrato" de lignina mais puro e com maior potencial de transformação.
O trabalho carioca ainda está restrito aos laboratórios, mas a técnica já se mostrou funcional. A coordenadora do estudo diz que não há ideia do preço final da fibra, mas que "com certeza ela será mais barata do que a vinda do petróleo".
Agora, os cientistas estudam a melhor maneira de patentear o projeto.
Fonte: Folha.com
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