sábado, 29 de maio de 2010

Aéreas se unem e formam aliança para biocombustível

SÃO PAULO - Empresas e associações oficializaram o lançamento da Aliança Brasileira para Biocombustíveis de Aviação (Abraba), cujo objetivo é promover iniciativas, em âmbito público e privado, para desenvolver e certificar biocombustíveis sustentáveis para a aviação. Inicialmente, o grupo é formado pelas seguintes entidades: Algae Biotecnologia, Amyris Brasil, Associação Brasileira dos Produtores de Pinhão Manso (ABPPM), Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Azul Linhas Aéreas Brasileiras, Embraer, GOL Linhas Aéreas Inteligentes, TAM Linhas Aéreas, TRIP Linhas Aéreas e União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).

"A preocupação mundial com as mudanças do clima tem levado a uma crescente demanda por fontes renováveis. O aumento das emissões dos gases de efeito estufa, aliado às incertezas sobre a disponibilidade dos combustíveis de origem fóssil, reforça a necessidade de se buscar novas alternativas", diz a Abraba, em nota distribuída à imprensa pela Embraer.

Governo lança amanhã incentivo aos veículos elétricos

BRASÍLIA - O governo lança amanhã um programa de incentivo ao desenvolvimento de veículos elétricos no Brasil. O projeto está sendo discutido desde o ano passado, quando o governo criou um grupo de trabalho com a Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea) para discutir incentivos tributários para carros menos poluentes. O governo passou a adotar uma agenda ambiental. Primeiro foi concedida uma redução temporária de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para eletrodomésticos da linha branca (como geladeiras, fogões e máquinas de lavar) que tivesse o selo Procel. A redução era maior para os equipamentos com menos gasto de energia.
Como o governo decidiu não manter a redução de IPI para automóveis, concedida durante o auge da crise financeira internacional, iniciou-se uma discussão que beneficiasse tributariamente veículos com menos emissão de gás carbono. Na semana passada, o secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, antecipou que já há um sistema de etiquetagem compulsória de veículos que deve ser posto em prática.
Além disso, segundo ele, o plano de desenvolvimento do veículo elétrico prevê a redução do IPI para este tipo de veículo, de forma gradual a fim de evitar aumento de importações. Também estão previstos maiores investimentos em pesquisa e desenvolvimento, com a criação de um centro de tecnologia automotiva semelhante ao da Embrapa na agropecuária.
As compras governamentais também devem ser usadas para criar demanda pelos veículos híbridos. O governo também deve incluir essa tecnologia no planejamento energético nacional, que terá de pensar soluções de infraestrutura para atender a nova demanda. Barbosa acredita que o Brasil pode desenvolver uma tecnologia inédita de veículos híbridos utilizando biocombustíveis em vez de gasolina, juntamente com as baterias elétricas.

Biocombustíveis não prejudicarão produção de alimentos, diz Ipea


BRASÍLIA - Apesar do avanço das lavouras de cana-de-açúcar sobre áreas destinadas à pecuária e à agricultura nos últimos anos, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentada nesta quarta-feira, 26, afirma que o país não vai perder potencial como produtor de alimentos em função desse crescimento. Para isso, no entanto, o estudo Biocombustíveis no Brasil: Etanol e Biodiesel, ressalta a necessidade de o Estado regular a fabricação de etanol e priorizar a produção de alimentos com financiamento e infraestrutura.

O documento apresenta como um dos grandes desafios do mercado de etanol a estabilidade dos preços, que atualmente apresentam forte volatilidade durante o ano. Além da formação de um grande estoque regulador a partir deste ano, que estará contemplado com R$ 2,4 bilhões no próximo plano safra, outras medidas para evitar tais oscilações são a consolidação das compras futuras e a liberação da alíquota para importação de etanol, que era de 20% e foi suspensa pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) no início de abril.

O mercado internacional de etanol, segundo a pesquisa, poderá atingir 200 bilhões de litros nos próximos dez anos. Na última safra, o Brasil produziu 25 bilhões de litros, dos quais 4,7 bilhões foram exportados. O protecionismo aos mercados externos, entretanto, pode apresentar um empecilho a essa expansão, de acordo com o Ipea.

Para contrapor os argumentos protecionistas, que se referem à sustentabilidade socioambiental, o estudo mostra que algumas iniciativas importantes devem ser reforçadas, como o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, entre sindicatos, governo e usineiros; e o Zoneamento Agroecológico (ZAE) da Cana-de-Açúcar, que proíbe sua expansão e a instalação de novas usinas na Amazônia, no Pantanal e na Bacia do Alto Paraguai.

Espécie de ave em Madagáscar é declarada extinta


O efeito combinado de espécies de peixes de outros locais e as redes de pesca feitas de náilon provocaram a extinção de uma ave aquática em Madagáscar, anunciou hoje um grupo conservacionista.

O frágil animal, conhecido como alaotra grebe, foi declarado extinto 25 anos depois da última vez que foi avistado, segundo a BirdLife International. "Evidentemente, a suspeita de seu desaparecimento não é nova", disse Martin Fowlie, porta-voz da BirdLife, que organiza a "lista vermelha" de espécies de aves em perigo.

Os cientistas resistiram a declarar sua extinção de imediato porque a ave vivia no extremo oriental do país, onde a observação é difícil. "Não queríamos declarar a extinção e que a ave surgisse dois anos depois", explicou.

A BirdLife responsabilizou a introdução de um peixe no Lago Alaotra e o uso de redes de pesca de náilon, que asfixiam as aves, pela extinção da espécie.

Feira de Marketing apresenta produtos sustentáveis inovadores


Os alunos do 5º semestre da graduação em Administração da Fundação Getulio Vargas (FGV) tiveram um desafio durante as aulas da disciplina de Marketing: idealizar e conceber produtos sustentáveis que fossem perfeitamente viáveis economicamente e que não existissem no mercado. Na próxima sexta-feira, dia 28, os 30 grupos de alunos apresentam seus projetos inovadores durante a 48ª edição da Feira de Marketing de produtos sustentáveis, que acontece na sede da FGV. O evento é aberto ao público.

A proposta da sustentabilidade já estava presente das duas últimas edições e engloba não apenas a preocupação com o meio ambiente, mas também o apelo social. Entre os produtos concebidos pelos estudantes, encontra-se o violão sustentável, feito com madeira de reflorestamento certificada e outros materiais de baixo impacto ambiental. Além disso, o descarte consciente também está garantido: a ideia é que o consumidor ganhe desconto em sua próxima compra se entregar o violão usado.

Outro projeto que será apresentado é o do saco de lixo orgânico. O produto vem com um sachê, e logo que o consumidor fechar o saco, microorganismos presentes no dispositivo começarão a decompor o lixo orgânico. "Como o produto sairia mais caro que um saco de lixo normal, a forma encontrada pelos alunos para viabilizar a ideia foi fazer uma parceria: uma cooperativa coleta o lixo e o grupo garante o lucro com a produção de adubo e com a venda de créditos de carbono", explica a professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da FGV, Edgard Barki, coordenador da Feira há cerca de dois anos. "O interessante é ver que o modelo de negócios vai além do produto em si."

Outro projeto interessante é o da boneca sustentável, fabricada só com materiais reciclados e com roupinhas confeccionadas por uma cooperativa. O trabalho explora também a educação ambiental, que leve a criança a pensar e a aprender mais sobre sustentabilidade. As bonecas têm diferentes modelos. A da flora, por exemplo, vem com uma planta, regador e livrinho explicativo. Outros produtos que estarão presentes nesta edição da feira são a fralda biodegradável, os móveis e acessórios feitos de PET, uma linha de cosméticos a base de Urucum, a lingerie sustentável e o sorvete sustentável, entre outros.

Os alunos passam por todas as etapas da criação de um produto: ideia, pesquisa de mercado, plano de marketing, definição de preço, divulgação e até mesmo o pós-uso e descarte. "A ideia é fazer o produto sair da prancheta e ter ao menos um protótipo pronto na feira", diz Barki. "Podem até vender o produto na feira."

Antes da feira, na terça-feira, os alunos apresentam suas ideias para um júri - composto por professores, especialistas de mercado e executivos do Walmart, da Coca-Cola, da Warner e da Tetrapak, entre outras empresas. O público visitante da feira também pode votar nos projetos em diferentes categorias. As três melhores ideias são premiadas pelo Walmart, patrocinador da feira desde a última edição. Os três grupos vencedores terão a oportunidade de apresentar a ideia aos executivos da rede de varejo e firmar parcerias com fornecedores para viabilizar a comercialização dos produtos.

A feira existe desde 1977 e a sustentabilidade chega como uma tendência da FGV em seus cursos. A instituição conta com uma pós-graduação na área. O objetivo é desenvolver o espírito empreendedor dos alunos dentro do conceito Piaget: aprender na prática. A iniciativa acaba se tornando um facilitador para o aluno na sua entrada no mercado de trabalho. Um dos fundadores da M. Officer, por exemplo, começou sua carreira de sucesso lançando, na primeira Feira de Marketing da FGV, a marca de calças jeans Ritchie.

Feira de Marketing da FGV - produtos sustentáveis

Quando: 28 de maio

Onde: Sede FGV, Rua Itapeva, 432, São Paulo

Horário: das 12h às 16h

Nokia é a empresa de eletrônicos mais 'verde' do mundo, diz Greenpeace


HELSINQUE - A fabricante finlandesa de telefones celulares Nokia é a multinacional do setor de eletrônicos mais "verde" do mundo e aumentou ligeiramente sua vantagem sobre a segunda classificada, a Sony Ericsson, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira, 26, pela organização ambiental Greenpeace.


ReutersNokia foi avaliada positivamente pelo Greenpeace por ser favorável ao corte de emissões de CO2A 15ª edição do guia para uma eletrônica mais verde do Greenpeace deu à companhia finlandesa uma pontuação de 7,5, em um máximo de 10, dois décimos a mais que na versão anterior, graças a seu compromisso com a retirada de substâncias tóxicas de seus produtos.

A organização ambientalista apontou que a Nokia eliminou algumas substâncias tóxicas de seus novos modelos de telefones, como os compostos de bromo e trióxidos de antimônio.

Também avaliou positivamente as declarações do executivo-chefe da companhia, Olli-Pekka Kallasvuo, que defendeu que os países industrializados cortem 30% de suas emissões de gases que agravam o efeito estufa até 2020.

No entanto, o Greenpeace criticou a Nokia por não apoiar abertamente as restrições globais de outras substâncias poluentes, como o PVC, e por não utilizar plásticos reciclados em maior medida na produção de seus telefones.

Depois da Nokia, as companhias de aparelhos eletrônicos mais "verdes", segundo o Greenpeace, são a Sony Ericsson, com 6,9 pontos, seguida por Philips e Motorola, ambas com 5,1 pontos.

As empresas menos ecológicas do setor são a japonesa Nintendo (1,8 pontos), a chinesa Lenovo (1,9) e a americana Microsoft (3,3).

Iniciativa pessoal quer ajudar a reduzir emissões


Quando saiu de uma sessão do filme “Uma verdade inconveniente”, de Al Gore, em 2007, o físico Daniel Burd ficou se perguntando se aquilo tudo seria real, ou se os cientistas estariam carregando na tinta. Foi para a internet, pesquisou muito, e convenceu-se de que aquecimento global era, além de uma verdade inconveniente, um processo em rápido desenvolvimento.

O passo seguinte foi pensar como ele, cidadão comum, poderia contribuir para melhorar a situação. “Fiquei pensando: será que tomar banho mais curto ajuda mesmo, ou não faz a menor diferença?”
Imediatamente, lançou-se aos cálculos. E descobriu que, sim, lavar roupa menos vezes e calibrar o pneu do carro regularmente ajudaria a reduzir emissões.

“Os cálculos envolvem muitas e diferentes variáveis, de acordo com a ação proposta. No caso do uso de uma lava-roupas, por exemplo, tracei a hipótese do quanto uma pessoa deixa de emitir se máquina de lavar for usada duas vezes menos ao mês”, explica Burd.
Os cálculos de Burd resultaram em um site (http://www.cidadaosustentavel.com.br) onde qualquer um pode se cadastrar e escolher “como agir” – sabendo o quanto essa ação pode poupar em emissões para o planeta.

Entre a lista de ações estão: usar o varal para secar as roupas, desligar o computador, usar canecas ao invés de copos de plástico, lembrar de fechar as torneiras – e por aí vai.

“Há muitos sites dando conselhos para a gente deixar de emitir. Meu trabalho se diferencia porque eu consegui quantificar a efetividade destas ações”, resume.

Para Aricely Lamontanha, engenheira ambiental da Key Associados, emresa especializada em inventários na área de carbono, a proposta de Burd é válida, pois visa ações simples que podem ser realizadas pelo cidadão comum.

"Pelo que pude apreender dos seus métodos de cálculo, eles estão bem embasados. Os fatores de emissão que ele utiliza são reconhecidos pela comunidade internacional - são os mesmos que a gente usa aqui nos nossos inventários. Ele propõe ações mínimas, mas que, quando realizadas por um número significativo de pessoas, podem fazera diferença", acredita ela.

Apesar das boas intenções, Burd admite que não tem como monitorar o comprometimento dos adeptos das ações de redução de emissões. “Tenho de confiar nos internautas. Mas mando e-mails todo mês lembrando os adeptos que eles firmaram um compromisso”, afirma.

BP levará 2 dias para avaliar operação contra vazamento

Tony Hayward, CEO da BP, disse hoje que levará ainda dois dias para se saber se a estratégia atualmente usada pela companhia para interromper um vazamento de petróleo no Golfo do México está funcionando. Em entrevista à ABC, Hayward afirmou que ainda é cedo para avaliar a operação. O custo da BP com o vazamento já passou dos US$ 900 milhões.



Um dos métodos usados é o chamado "top kill", em que se tenta fechar o poço com lama pesada. Este método está sendo suplementado com o chamado "junk shot", o bombeamento de mais material para a zona do vazamento, a fim de se "criar uma ponte contra a qual nós poderemos bombear mais lama", explicou Hayward. "Eu acho que levará provavelmente pelo menos 48 horas antes de podermos ter confiança sobre o que ocorreu", previu.


A companhia britânica estimou hoje que sua resposta ao vazamento no Golfo do México já custou cerca de US$ 930 milhões. Em comunicado, a BP informou que esse valor inclui as tentativas de lidar com o vazamento, além de dinheiro repassado aos Estados do Golfo e ao governo federal. "É ainda muito cedo para quantificar outros custos potenciais e encargos associados ao incidente", disse a empresa.


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, retorna hoje à região do Golfo do México. Ele deve falar sobre o problema em sua visita ao Estado da Louisiana. É a segunda vez que o presidente visita a região desde o acidente, quando em 20 de abril a plataforma Deepwater Horizon explodiu e naufragou, matando 11 funcionários. As informações são da Dow Jones.

Exxon Mobil suspende perfuração no Golfo, após moratória dos EUA


HOUSTON - A Exxon Mobil, a maior companhia de petróleo dos Estados Unidos em valor de mercado, disse que suspendeu as operações de perfuração no poço Hoover Diana no Golfo do México, depois que o governo norte-americano ordenou a suspensão das perfurações na região. A porta-voz da Exxon, Cynthia Bergman, afirmou que o Hoover Diana era um poço em desenvolvimento e é o segundo da companhia afetado pela proibição.

A Exxon disse na semana passada que os planos para perfurar um poço exploratório em seu projeto Hadrian no Golfo do México foram adiados em razão da moratória estabelecida pelo Serviço de Administração Mineral dos Estados Unidos sobre as novas permissões de perfuração, após o acidente na plataforma Deepwater Horizon.

O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou na quinta-feira a suspensão das atividades em cerca de 33 poços exploratórios em águas profundas do Golfo do México e também ampliou a moratória sobre as novas perfurações na região por seis meses. A proibição ficará em vigor até a principal causa do maior vazamento de petróleo da história dos EUA ser entendida.

O vazamento foi provocado pela explosão e o afundamento da plataforma Deepwater Horizon, da Transocean, que foi alugada pela companhia britânica British Petroleum (BP). As informações são da Dow Jones.

Feminista diz em livro que movimento ecologista oprime as mães


Um livro escrito pela filósofa e feminista francesa Elisabeth Badinter, que será lançado este ano no Brasil, está causando grande polêmica na França por acusar os movimentos ecologistas de contribuir para a regressão do papel da mulher na sociedade ao "impor" a amamentação, o uso de fraldas de pano e a necessidade de alimentar os bebês somente com produtos naturais, preparados em casa.


ReproduçãoCapa do livro "O Conflito - A Mulher e a mãe", que será lançado no Brasil ainda em 2010
O livro Le Conflit - La Femme et la mère (O Conflito - A Mulher e a mãe, em tradução literal - o título da edição brasileira, que deve ser lançada pela Editora Record até o final do ano, ainda não foi definido) já vendeu mais de 150 mil exemplares e está na lista de best-sellers na França desde seu lançamento, em fevereiro.

Atualmente na 11ª posição global, segundo o ranking da revista Livres Hebdo, o livro chegou a ser número um de vendas e ocupou durante várias semanas consecutivas o segundo ou terceiro lugares.

Segundo a autora, o discurso ecologista está limitando as mulheres ao papel único de mãe ao exigir uma série de comportamentos e deveres que tornam a maternidade um "trabalho em tempo integral".

'Tirania da mãe perfeita'

Na prática, para Badinter, o movimento naturalista incitaria as mulheres a ficar em casa para cuidar dos filhos.

"Estamos assistindo a uma verdadeira mudança radical, que está ocorrendo de forma subterrânea. Há um aumento incrível dos deveres maternos. A natureza se tornou um novo Deus, com critérios morais que culpam quem não seguir o discurso", disse Badinter em entrevista à BBC Brasil.

A filósofa afirma que "há uma tirania da mãe perfeita" e que "uma boa mãe", nos dias de hoje, segundo as teorias ecologistas, é "aquela que amamenta durante pelo menos seis meses, não coloca o filho em creches tão cedo porque deve existir uma relação de fusão com a criança, não usa fraldas descartáveis nem alimentos industrializados".

"Os potinhos para bebê se tornaram um sinal de egoísmo da mãe, então voltamos para os purês preparados em casa", afirma.

"Em nome desta ideologia naturalista, nos países escandinavos quase não há mais anestesia peridural nos partos, ela até mesmo é fortemente desaconselhada", diz Badinter.

Amamentação

Para Badinter, esse modelo de maternidade, com teorias "ecológicas moralizadoras, que fazem a natureza passar na frente das mulheres, torna impossível a igualdade entre os sexos".

A escritora diz que a necessidade da amamentação se tornou o centro dos deveres maternos e também demonstra o fortalecimento do discurso naturalista que começou nos Estados Unidos, com a Liga do Leite, e no norte da Europa.

Badinter afirma no livro que o "direito de amamentar" está se tornando uma obrigação, reforçada pela Organização Mundial da Saúde, para todas as mulheres, o que também provocou críticas na França de pessoas que apontam os benefícios do leito materno.

"Não critico a amamentação. Só não quero que seja um modelo imposto. Nos hospitais, há pressão para que as mulheres façam isso. Mas a mamadeira também é boa para a criança. Não somos todas iguais, como chimpanzés. Há mulheres que não gostam de amamentar", afirma.

A França registra a segunda maior taxa de natalidade da União Europeia, após a Irlanda, segundo a Eurostat (agência europeia de estatísticas).

Revolta

Na França, o livro suscitou inúmeras críticas de pediatras, políticos e até mesmo feministas, além de pessoas ligadas a movimentos ecologistas, que se autodenominaram "verdes de raiva" em relação ao livro em discussões na internet.

"Tornar a ecologia responsável pelas carências herdadas do mundo patriarcal europeu é algo errado e estéril", diz Cécile Duflot, secretária-geral do Partido Verde francês.

"Elisabeth Badinter deveria questionar as diferenças salariais entre homens e mulheres e o problema da divisão das tarefas domésticas."

Duflot acrescenta, em resposta ao livro, que apesar de ela ser ecologista, em sua casa é seu marido quem toma conta dos filhos.

Badinter também já havia criado grande polêmica na França com outro livro, lançado há 30 anos, no qual afirma, baseada em fatos históricos, que o instinto materno não existe.

Nova mancha de óleo ameaça ecologia marinha na costa da Flórida


A mancha está se aproximando de um grande cânion cujas correntes impulsionam a cadeia alimentar
Funcionários do governo americano fazem manutenção em barreira para contenção do óleo. AP


Uma mancha espessa de petróleo, com 35 km de extensão, descoberta perto do local do desastre da British Petroleum (BP) está se aproximando de um desfiladeiro submarino, onde poderá envenenar a cadeia alimentar da vida marinha da Flórida.

Estádios querem construção sustentável

O Brasil possui até agora quatro arenas registradas para receber o selo de construção sustentável Leed, da ONG Green Building Council Brasil, para a Copa de 2014: Mineirão (em Belo Horizonte), Vivaldão (em Manaus), Arena Cuiabá (Mato Grosso) e Mané Garrincha (Brasília).

Os estádios Maracanã (Rio), Cidade da Copa (Recife), Das Dunas (Natal) e Fonte Nova (Salvador) também dizem ter interesse em se tornar empreendimentos verdes.

“Acredito que essa é uma oportunidade única para o Brasil se firmar no conceito da construção verde e mostrar para o mundo que podemos ser uma nação sustentável”, afirma Marcos Casado, gerente técnico da ONG.

Entulho aterra várzea do Tietê dentro do Parque Ecológico

Uma área de 30 mil metros quadrados na várzea do Rio Tietê, dentro do Parque Ecológico, na zona leste de São Paulo, foi soterrada por entulho descartado de forma ilegal. Cortado por um córrego que também foi aterrado pelo lixo, o terreno, às margens do quilômetro 17 da Rodovia Ayrton Senna, está ao lado do novo Centro de Treinamento (CT) do Corinthians, em obras desde o ano passado.

Os moradores vizinhos acusam o clube de futebol de fazer os despejos ilegais. Ontem, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente informou ter autuado duas vezes o Corinthians por "movimentação ilegal de terra" - a primeira vez no dia 27 de novembro e a segunda, ontem. Segundo o governo estadual, o clube também não tem licença ambiental para executar as obras e deverá ser novamente autuado hoje, agora pela Companhia Ambiental de São Paulo (Cetesb). O crime ambiental está sob investigação pelo inquérito policial 53/10, da Delegacia Estadual de Meio Ambiente.

Apesar das suspeitas, nenhum funcionário da obra do Corinthians foi flagrado pela Polícia Ambiental jogando entulho no terreno vizinho. A Subprefeitura de Itaquera também diz tentar localizar, sem sucesso, os responsáveis pelos despejos. O órgão informou que o Corinthians tem autorização da Secretaria Municipal do Verde para fazer a contenção de um barranco na área e o clube nunca foi autuado por jogar entulho de forma ilegal na região. "Já fizemos plantão de madrugada para flagrar responsáveis pelo descarte, mas nunca ninguém foi visto", informou a assessoria da subprefeitura.

Defesa

Responsável pelas obras do futuro Centro de Treinamento do Corinthians, o médico Joaquim Grava afirma que o clube também é vítima dos despejos irregulares de entulho na várzea do Rio Tietê. As montanhas de lixo que se acumulam no terreno vizinho ao canteiro de obras corintiano não foram depositadas pelos funcionários que trabalham na obra do CT, afirmou Grava ao jornal O Estado de S. Paulo.

O médico também diz ter licença do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) para fazer o empreendimento no terreno cedido pelo Estado ao Corinthians em 1994, pelo período de 50 anos. "Nós mesmo queríamos fazer a remoção do entulho e já estávamos fazendo. Talvez por isso os moradores viram caminhões nossos lá. O terreno não é do Corinthians e nunca o clube depositou lixo naquele local", argumentou o médico, que vê articulação da oposição à diretoria corintiana nas acusações.

O médico confirma ter recebido duas notificações, da Polícia Ambiental e da Cetesb, mas diz que os órgãos constataram que tudo estava "em ordem" na obra. Ele também afirma desconhecer quem faz o descarte de entulho no terreno vizinho ao CT. Joaquim Grava ressalta que o clube nunca foi multado por irregularidades na obra, apesar das notificações da Polícia Ambiental terem virado um inquérito na Delegacia Estadual de Meio Ambiente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Governo suspende desmatamento por dois anos na Indonésia

Decisão é parte de acordo com Noruega, que prometeu doar US$ 1,5 bilhão ao país.
O governo da Indonésia anunciou a suspensão de todas as atividades de desmatamento no país por dois anos para ajudar a combater as mudanças climáticas.

O anúncio foi feito pelo presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, na quarta-feira, às vésperas de uma conferência na cidade de Oslo, na Noruega, onde será discutido o aquecimento global.

"Vamos declarar uma paralisação de dois anos, suspendendo a conversão de terras (ricas em) carvão e de florestas", disse Yudhoyono em uma coletiva com o primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg.

A decisão do governo indonésio é parte de um acordo firmado pelo país com Noruega e Alemanha, que prometeram contribuir com US$ 1,5 bilhão para financiar projetos de monitoramento e conservação que ajudem a preservar as florestas indonésias.

Terceiro em emissões

Especialistas calculam que o desmatamento seja responsável por até 20% das emissões de carbono do planeta.

Segundo o Banco Mundial, a Indonésia é o terceiro país do mundo em emissões de dióxido de carbono.

Cerca de 50 países participam da conferência do clima em Olso, entre eles, o Brasil.

O governo da Noruega disse que as nações desenvolvidas já prometeram cerca de US$ 500 milhões para combater o desmatamento, além de outros US$ 3,5 bilhões já alocados durante a conferência sobre o clima em Copenhague, em dezembro último.

Em 2008, em acordo semelhante firmado com o Brasil, os noruegueses se comprometeram a doar ao país US 1 bilhão até 2015 se o país continuar a reduzir os índices de desmatamento na Amazônia.

PF investiga fraudes nos planos de manejo

Delegados envolvidos na Operação Jurupari listam novos golpes de bandos, que cooptaram engenheiros e servidores
Investigação feita pela Polícia Federal mostra que os sistemas criados pelos governos para controlar a extração de madeira se transformaram ao longo dos anos em pista livre para "esquentar" o produto retirado ilegalmente. De acordo com a PF, planos de manejo fictícios, autorização de desmatamento e guias de transporte florestal fraudadas, além do comércio paralelo de créditos florestais, foram algumas das práticas adotadas por quadrilhas especializadas em "legalizar" madeira.

"O sistema representou um grande avanço, mas é preciso mais transparência, mexer na gestão florestal", avalia o delegado Franco Perazzone, que liderou por dois anos as investigações da Operação Jurupari, deflagrada semana passada em Mato Grosso. "Na forma atual, é possível conseguir plano de manejo até no oceano", diz o delegado da Polícia Federal Marcelo Sálvio Rezende Vieira.

O Sistema Informatizado de Gestão de Produtos Florestais (Sisflora) foi criado em 2006 para substituir as Autorizações de Transporte de Produtos Florestais, alvo fácil de adulteração. O formato, estadual, está em funcionamento em Mato Grosso, Pará, Rondônia e Maranhão. Há também o sistema federal, o Documento de Origem Florestal que, na avaliação de Perazzone, apresenta deficiências semelhantes. "O sistema se modernizou. E a fraude também, com a diferença que agora ela conta também com engenheiros e servidores públicos."

As estratégias para legalizar a madeira ilegal são inúmeras. Começam por plano de manejo fictícios preparados com base em fotos antigas ou imagens de satélite de outras propriedades. "Cheguei a ver inventários florestais padrão. Com mesma descrição, com mesma quantidade de madeira para mais de uma propriedade", conta Perazzone. Para fazer o plano de manejo florestal fraudulento, proprietários se valem de engenheiros integrantes de esquemas. "Já vi casos de engenheiros fazerem 50, 60 planos simultaneamente", conta Glauco Saraiva, coordenador-geral da Operação Arco de Fogo, desencadeada há dois anos. "E um plano envolve inventário florestal, que é bastante trabalhoso."

Exploração. Outra tática comum, afirma Perazzone, é fazer inventário de uma área preservada. Depois da análise, são concedidos os créditos florestais para exploração. Mas em vez de retirar a madeira da propriedade, madeireiros fazem extração em outras áreas, como reservas indígenas e de conservação. "Nas vistorias, vemos que está tudo em pé, nada foi retirado." A subdivisão de grandes propriedades rurais em propriedades menores, com transferência da titularidade para outras pessoas, também é frequente. "O proprietário desmata mais do que o permitido, mas tem ainda uma região preservada. Ele simula a venda para outra pessoa e, nesta nova área, um plano de manejo é feito."

Outra tática é usar dados de georreferenciamento incorretos, deslocando a propriedade para uma área bem próxima. Os planos de manejo são primeiro passo para concessão de autorizações de desmatamento e créditos florestais, que permitem a retirada e venda de madeira de determinada área da propriedade. Há um comércio ilegal destes títulos, assim como das guias de transporte florestal. "Temos registros de guias que informam transporte de grande quantidade de madeira feita em motos, uso de veículos roubados, desaparecidos", diz Perazzone.

Mata Atlântica perde 130 Ibirapueras

Levantamento aponta que Minas Gerais foi o Estado que mais desmatou o bioma no período entre 2008 e 2010, seguido por Paraná e Santa Catarina
Mais de 20,8 mil hectares de Mata Atlântica - o equivalente a 130 Parques do Ibirapuera - foram desmatados entre 2008 e 2010 no Brasil. Desta vez, o bioma que já perdeu cerca de 93% de sua área original foi mais maltratado em Minas Gerais. O Estado liderou com folga o ranking dos maiores destruidores da floresta, com 12,5 mil hectares cortados.

A transformação da mata em carvão para abastecer a siderurgia é apontada como uma das causas para o alto desmatamento em Minas. Na sequência, aparecem no ranking o Paraná (2,6 mil hectares perdidos) e Santa Catarina (2,1 mil hectares).

Os dados são da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram detectados desmatamentos maiores que 3 hectares e analisados 9 dos 17 Estados que possuem Mata Atlântica. Não foi possível observar o Nordeste em razão da grande cobertura de nuvens que atrapalhou a visualização das imagens do satélite Landsat 5.

Segundo Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, as denúncias sobre a origem do carvão têm se repetido, mas não se observa "a presença do poder público nesses lugares". "Não existe fiscalização efetiva. E há grandes empresas que dizem ter responsabilidade social, mas que não sabem a origem dos produtos que compram", afirma.

Outra preocupação com Minas é um projeto de lei que pretende tirar a proteção das matas secas (com árvores que perdem suas folhas durante a estação seca), consideradas Mata Atlântica. Isso pode acelerar a devastação. A proposta foi aprovada em primeiro turno e aguarda a segunda votação. "Consideramos o projeto inconstitucional e esperamos que o governador não sancione", diz Aline Cardoso, assessora jurídica da Associação Mineira de Defesa do Ambiente.

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) de Minas destaca que o Estado possui a maior área remanescente de Mata Atlântica. E ressalta que "o número de municípios mineiros que desmatou o bioma caiu de 405, no período de 2005/2008, para 159 no último levantamento".

O Instituto Aço Brasil (AIBr) afirma que, até 2012, 100% do carvão vegetal usado pela indústria do aço será proveniente de florestas plantadas.

Longe da meta. Foi observada queda de 21% na taxa média anual de desmate da Mata Atlântica se comparado com o período anterior do estudo, de 2005 a 2008. O dado, porém, não é animador. O País se comprometeu na Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) a zerar o desmate no bioma até este ano, o que está longe de acontecer.

E, para Márcia Hirota, coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica, a queda da taxa não ocorreu em todos os Estados. Minas teve aumento de 15% e o Rio Grande do Sul, de 83%. Neste, não foi identificada a causa da transformação da floresta, o que será investigado a partir de agora. Os desmates foram observados na região serrana.

Também no Sul, Santa Catarina tem sido observado de perto após aprovar em 2009 lei que afrouxou as regras ambientais - permitindo a redução da faixa de preservação ao longo de rios. O Estado diminuiu a taxa anual de desmatamento em 75% em relação ao período anterior, mas ainda continua em terceiro no ranking dos maiores desmatadores.

Para Márcia, as chuvas e acidentes naturais que atingiram Santa Catarina podem ter contribuído para frear a economia e, com isso, o desmatamento. "Estamos dando uma boa notícia para Santa Catarina. O governo agora precisa aprender com isso e mostrar que é possível proteger a Mata Atlântica", afirma Mantovani.

Brasil desmata por dia o equivalente à área que será alagada por Belo Monte


BRASÍLIA - O total de área a ser alagada pela Usina Hidrelétrica de Belo Monte corresponde a menos do que é desmatado em um dia na Amazônia, afirmou nesta quinta-feira, 27, o professor da Faculdade de Tecnologia da Universidade de Brasília (UnB), Ivan de Toledo Camargo, durante debate sobre energias renováveis, no 27º Fórum Brasil Europa, promovido pela UnB em parceria com instituições internacionais.

Alberto Cesar Araujo/DivulgaçãoEnergia eólica e biomassa podem prevenir desmatamento"Belo Monte equivale a menos do que é desmatado diariamente na Amazônia. Nos últimos anos, em média, todo dia são pelo menos 500 quilômetros quadrados a menos de florestas. É uma dimensão muito próxima ao que está previsto em termos de área a ser alagada por essa hidrelétrica, que garantirá boa parte da energia a ser consumida no País", disse o professor. Camargo integrou a Câmara de Gestão da Crise durante o racionamento de energia em 2001.

O engenheiro elétrico disse estar mais preocupado com os estragos que serão provocados pelas pessoas atraídas para a região por causa da usina.

Outro assunto abordado por ele foi o uso de energia solar proveniente de painéis pelo Brasil. "É um equívoco encher o País de painéis de energia solar. Esse tipo de energia só é indicado para as comunidades isoladas. Apenas discursos vazios e sem dados defendem isso", argumentou.

"Nem a energia solar nem a eólica são a solução para o Brasil. Primeiro por serem sazonais, ficando interrompidas em períodos do ano. Precisamos investir pesado nas eólicas, mas tendo em mente a necessidade de sistemas complementares, provavelmente à base de hidrelétricas e de biomassa", afirmou.

Camargo sugere que se aproveite o bagaço de cana-de-açúcar nesses sistemas complementares. "Na Europa, a energia eólica é complementada por usinas térmicas. Temos, no Brasil, condições de usar o bagaço da cana, que atualmente tem apenas 10% de aproveitamento", acrescentou.

"O Brasil possui 9 milhões de hectares dedicados a plantações de cana-de-açúcar. Em 2020, serão 12 milhões. Ou seja: teremos ainda muita energia que poderá ser gerada a partir da biomassa", avalia o professor.

BP usa bolas de golfe e pneus para tentar conter vazamento

A petroleira britânica British Petroleum (BP) começou neste sábado a jogar uma mistura de bolas de golfe velhas, pedaços de pneus e cordas no poço de petróleo rompido no Golfo do México para tentar conter o vazamento que vem despejando milhares de barris de petróleo no mar desde o dia 20 de abril.

A empresa espera que a utilização desse material ajude a acelerar o processo de contenção do vazamento, já considerado o pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Desde a quarta-feira a BP já vinha lançando uma grande quantidade de um fluido de alta densidade, semelhante à lama, no local do vazamento, numa estratégia batizada de "top kill".

O presidente da BP,Tony Hayward, disse que a estratégia, nunca antes testada numa profundidade tão grande quanto a do poço no Golfo do México - 1.500 metros -, está seguindo "de acordo com os planos",

Ele afirmou, porém, que possivelmente somente neste domingo será possível saber se a tentativa de conter o vazamento foi ou não bem sucedida.

Aumento de contingente

Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu que triplicar o número de pessoas que trabalham nas operações de contenção do vazamento no Golfo do México, atualmente em mais de 20 mil civis e 1,4 mil membros da Guarda Nacional.

Ele visitou a costa da Louisiana, local mais atingido pelo vazamento, pela segunda vez desde o início do problema, e comparou a situação a um ataque ao país.

"(O vazamento) é um ataque à nossa costa, ao nosso povo, à economia regional e a comunidades como essa", disse ele. "As pessoas estão assistindo suas formas de sustento se esvaindo na praia."

Obama ficou no local mais do que as duas horas previstas, ouviu histórias de pessoas afetadas e reiterou que o governo americano vai continuar trabalhando até que o problema seja resolvido.

Analistas americanos dizem que a revolta popular com o vazamento, inicialmente dirigida à empresa que tem tentado acabar com o problema, a petroleira British Petroleum (BP), parece agora ter Obama como alvo.

Tecnologia

O presidente americano afirmou que seu governo, e não a BP, comanda as operações, mas ressaltou que apenas a empresa possui a tecnologia apropriada para selar o poço danificado.

Obama sugeriu que no futuro sejam criadas forças-tarefa para lidar com vazamentos em águas profundas, pagas por petroleiras, mas sob comando do governo americano.

Técnicos calculam que o vazamento vem liberando entre 12 mil e 19 mil barris de petróleo diariamente no Golfo do México.

A BP diz que o custo das operações para conter o problema se aproxima rapidamente de US$ 1 bilhão.

Também nesta sexta-feira, a Câmara dos Representantes (deputados) dos Estados Unidos aprovou a proposta de quadruplicar o montante que as petroleiras devem pagar a um fundo de contingência para vazamentos.

Países ricos e pobres criam parceria para assistência a floresta


Países ricos e pobres concordaram na quinta-feira com as diretrizes para a liberação de ajuda para salvar florestas, no primeiro sinal concreto de ação global contra as mudanças climáticas desde o encontro de Copenhague.

A Noruega disse que as promessas de ajuda para salvar florestas aumentaram em 500 milhões de dólares desde a conferência climática da ONU em Copenhague em dezembro passado - menos que o esperado semanas atrás, e mostrando os limites do financiamento público adicional em meio à crise econômica e à turbulência dos mercados financeiros.

Alguns dizem que o aumento modesto na ajuda estatal às florestas, cuja conservação é vista como a maneira mais barata de reduzir emissões de carbono, destaca a necessidade de engajamento do setor privado.

A Conferência de Oslo sobre o Clima e as Florestas, com a participação de representantes de 52 países, acordou um esquema não obrigatório para canalizar a ajuda prometida pelo mundo rico e criar padrões de monitoramento para garantir que o dinheiro doado seja baseado em resultados sólidos.

"Os frutos desta conferência podem ser o primeiro componente abrangente (desde Copenhague) para um futuro acordo internacional sobre as mudanças climáticas", disse o diretor do Banco Mundial, Robert Zoellick, em discurso televisionado desde Washington.

Os líderes mundiais reunidos em Copenhague não fecharam um acordo legalmente obrigatório sobre emissões produzidas pelo homem. Mas os países ricos concordaram em fornecer 30 bilhões de dólares entre 2010 e 2012 para ajudar os países pobres a combater o aquecimento global, valor que subiria para 100 bilhões de dólares por ano até 2020.

EUA, Austrália, França, Japão, Grã-Bretanha e Noruega concordaram especificamente sobre 3,5 bilhões de dólares entre 2010 e 2012 para salvar florestas, e esse dinheiro agora subiu para 4 bilhões de dólares, segundo a Noruega, que presidiu a conferência climática.

"Não há como mobilizar tanto dinheiro sem mobilizar o setor privado", disse o primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, referindo-se a um plano de gastar 30 bilhões de dólares até 2012 com florestas e outros financiamentos verdes agilizados.


FLORESTAS VALEM MAIS EM PÉ

O desmatamento e a degradação florestal todos os anos destroem florestas de área igual à da Inglaterra e são responsáveis por 17 por cento das emissões mundiais de carbono - mais que as emissões de todos os carros, trens e aviões do mundo, juntos, segundo dados da ONU.

"Reduzir o desmatamento e a degradação florestal pode render as maiores, mais rápidas e mais baratas reduções de emissões de carbono", disse Stoltenberg, acrescentando que os esforços contra o desmatamento podem render "um terço das reduções de emissões necessárias até 2020".

A Noruega, rica em petróleo, anunciou formalmente na quarta-feira 1 bilhão de dólares em ajuda à Indonésia para ajudar a proteger as florestas desse país, que vem derrubando florestas para plantar palmeiras das quais é extraído óleo. O país tem um acordo semelhante com o Brasil.

O aumento das populações, a agricultura e a indústria madeireira vêm reduzindo florestas da Amazônia à Indonésia, onde tornou-se mais rentável derrubar as florestas naturais.

Para incentivar as pessoas a proteger florestas e para atrair financiamento do setor privado é essencial fixar um preço global de emissões de carbono, ou através do mercado ou de um imposto sobre emissões de carbono.

Abud Karmali, diretor global de mercados de carbono no Bank of America Merril Lynch, disse à Reuters: "São necessárias mais garantias de que o preço do carbono vai existir e que o setor privado possa contribuir para a implantação do sistema de financiamento verde."

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Golfo do México – Natureza ameaçada

O petróleo continua a vazar duas semanas após o acidente da plataforma Deepwater Horizon, explorado pela empresa BP, que afundou no Golfo do México. O desastre pode vir a ser um dos piores da história e coloca em risco o delicado ecossistema da vida marinha na região. A fauna e a flora da faixa litorânea de estados norte-americanos como Louisiana, Mississipi, Flórida e Alabama, também estão sob ameaças.


























Golfo do México – Natureza ameaçada

O petróleo continua a vazar duas semanas após o acidente da plataforma Deepwater Horizon, explorado pela empresa BP, que afundou no Golfo do México. O desastre pode vir a ser um dos piores da história e coloca em risco o delicado ecossistema da vida marinha na região. A fauna e a flora da faixa litorânea de estados norte-americanos como Louisiana, Mississipi, Flórida e Alabama, também estão sob ameaças.