terça-feira, 20 de outubro de 2009

Chico Mendes e Che Gevara





segunda-feira, 22 de dezembro de 2008, 11:57 Online

Chico Mendes é 'Che Guevara da era ambiental', diz 'Guardian'
Jornal britânico lembra os 20 anos da morte do seringueiro e líder sindical a mando de um fazendeiro no Acre


Carlos Ruggi/AE
Chico Mendes com os filhos e a esposa (ampliar) SÃO PAULO - Duas matérias relacionadas aos 20 anos da morte do líder sindical Chico Mendes publicadas no jornal britânico The Guardian nesta segunda-feira dizem que centenas de ativistas ambientais correm o risco de serem assassinados no Brasil e que Mendes é o "Gandhi, ou talvez o Che Guevera da nossa era ambiental".

Veja também:
'Legado de Chico Mendes é maior do que já foi feito', diz Marina Silva

Em meia página, o jornal marca os 20 anos da morte do seringueiro, sindicalista e ativista ambiental brasileiro, assassinado em 22 de dezembro de 1988 a mando de um fazendeiro no Acre.

A matéria principal, assinada por Tom Phillips, correspondente do jornal no Rio de Janeiro, destaca o legado de Chico Mendes e o risco de assassinato que diversos ambientalistas e ativistas de direitos humanos ainda sofrem no Brasil.

A matéria cita um estudo da Comissão Pastoral da Terra, a ser publicado no próximo ano, que sugere que pelo menos 260 pessoas vivem sob risco de assassinato por causa da luta contra um conjunto de fazendeiros, boiadeiros e madeireiras que operam na região amazônica.

Segundo o jornal, entre os ameaçados estaria um padre francês que vive na cidade de Xinguara, o sindicalista Maria José Dias da Costa e o bispo austríaco Dom Erwin Krautler.

A matéria é acompanhada por um artigo assinado por Charles Clover – um dos mais renomados jornalistas especializados em meio ambiente do Reino Unido e que conheceu Mendes pessoalmente.
Intitulada "Chico Mendes – Mártir dos nossos tempos", o artigo cita o sucesso das reservas extrativistas e daquelas administradas por comunidades indígenas estabelecidas por Mendes em proteger partes da Amazônia.

"Agora as pessoas falam na adoção de cotas de carbono para proteger áreas similares ao redor do mundo", diz a coluna. "E me dou conta de que conheci o mártir dos nossos tempos - o Gandhi, ou talvez Che Guevarra, de nossa era ambiental".
Legado
A matéria do correspondente do jornal inclui dados do governo brasileiro sobre o desmatamento na Amazônia, que aumentou 64% em 2008 em relação ao ano anterior, e do Ibama sobre o desmatamento de 3 mil hectares dentro da reserva extrativista que leva o nome de Chico Mendes.

O jornal cita os dados para afirmar que o "legado prático" de Mendes ainda divide a opinião de ambientalistas. Em entrevista ao jornal, Alfredo Sirkis, membro do Partido Verde e amigo de Chico Mendes, afirma que ainda não sabe se a morte do ambientalista foi em vão.

"Não posso dizer que alguma coisa melhorou, mas nos últimos 20 anos, houve uma continuação da devastação da região", disse ele ao The Guardian. Já a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que também já foi seringueira, Chico Mendes deixou um "grande legado". "Ele falava sobre assuntos a frente de seu tempo", afirmou Silva ao jornal.
Tags: Chico Mendes O que são TAGS?
var keywords = "Chico Mendes";

sábado, 17 de outubro de 2009






Domingo, 25 de novembro de 2007 Online
Balbina, a hidrelétrica do caos
Usina produz imagens de fim do mundo
Agnaldo Brito
Natureza morta no lago artificial produzido pela hidreltrica, que inundou 2,6 mil quilmetros de florestas nativas. Foto: Ed Ferreira/AE


José Maria Tomazela revela que o garimpo, o gado e a soja avançam rumo ao Amazonas


PRESIDENTE FIGUEIREDO (AM) - Dificilmente haverá no planeta um monumento à estupidez como a Usina Hidrelétrica de Balbina. Idealizada na ditadura militar e inaugurada em 1989, ela custou, na época, US$ 1 bilhão. Inundou 2,6 mil quilômetros quadrados de riquíssimas florestas nativas, criando um dos maiores lagos artificiais do mundo. Os milhões de árvores que tiveram suas raízes submersas não foram retirados e transformados em madeira produtiva – estão lá apodrecendo. As águas do lago imenso produzem hoje apenas de 120 MW a 130 MW de energia; é a unidade de geração mais ineficiente entre as 113 hidrelétricas do País. E, para culminar a série de desastres, a vegetação inundada se tornou uma fonte gigantesca de emissão de gases de efeito estufa: emite 3,3 milhões de toneladas de carbono equivalente por ano, metade do que jogam na atmosfera os carros que circulam em São Paulo.
Os erros começaram pela escolha do local – uma área extremamente plana, 180 quilômetros ao norte de Manaus. Na planície, as águas se espalharam, rasas, por uma área imensa; há grandes trechos que podem ser percorridos com água na cintura, às vezes com a profundidade suficiente apenas para molhar os pés. A disparidade entre a área inundada e a capacidade de produção de energia é imensa. Para ficar na própria região amazônica, a usina de Tucuruí, no Pará, também alagou uma grande área; lá, o lago ocupa 2,4 mil km², mas a água represada do Rio Tocantins tem força para tocar uma usina de 4.245 MW, 17 vezes superior a Balbina.
A comparação com Itaipu torna Balbina ainda mais absurda. Itaipu tem um lago de 1,3 mil km², metade do da usina do Amazonas, e sua potência instalada é de 14 mil MW. A potência instalada de Balbina, já na época da inauguração, era de ridículos 250 MW. Mas a situação ali piora a cada ano: 18 anos depois, a capacidade instalada já não atinge nem esse limite baixo. Os equipamentos obsoletos, a baixa pressão da água e o acúmulo de sedimentos produzidos pelo apodrecimento das árvores largadas na área inundada continuam comprometendo o potencial de geração, e a capacidade instalada baixou para 235 MW.
No final dos anos 80, a formação do lago, com as águas mansas do Rio Uatumã, reduziu drasticamente o fluxo rio abaixo. Quando se alcançou a cota para funcionamento das turbinas, a Eletronorte liberou a água já saturada de material orgânico apodrecido. O caldo que desceu foi venenoso. “Meu amigo, foi tanto peixe morto! A Manaus Energia recolhia rede e mais rede de peixe boiando. Fizeram um buraco enorme para enterrar tudo. Daí, o peixe sumiu”, lembra o pescador Marcos Claudio da Silva (leia sobre a mortandade de peixes na página seguinte).
Hoje, quase 20 anos depois do fechamento da barragem, a contribuição de gases de efeito estufa em Balbina é dez vezes superior à emissão de uma termelétrica movida a carvão de potência igual à da hidrelétrica. “Para cada megawatt/hora (MW/h) gerado nessa hidrelétrica são liberadas 3,3 toneladas de carbono na atmosfera”, explica Alexandre Kemenes, pesquisador bolsista de um programa chamado Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA), uma iniciativa internacional liderada pelo Brasil e abrigada no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). “Numa térmica a carvão, a relação entre emissões de gases e a geração de 1 MW/h é de 0,33 tonelada.”
Além de medir as emissões, o trabalho de Kemenes, que durou cinco anos, indicou a principal fonte de gases de efeito estufa: o reservatório. Apenas 8% da área do lago, segundo cálculos feitos no estudo, foi desflorestada. É do lago que saem 84% dos gases. As emissões da usina são tão elevadas que superam todo o crédito de carbono obtido pela estatal Eletrobrás, que controla Balbina por intermédio da Eletronorte.
Até hoje, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) gerou créditos de 2,7 milhões de toneladas de carbono, volume que irá a leilão na BM&F. Os técnicos dizem que seria possível captar os gases (metano e gás carbônico) para produzir energia, como ocorre em aterros sanitários. “É viável, mas exige investimento”, diz Kemenes. “O problema é que não há investimento em Balbina.”
No grande salão da usina, onde ficam as cinco turbinas, uma frase em letras graúdas diz: “Balbina, respeito à natureza.”






O vigia fica a 500 km


Ibama fiscaliza o sul do Amazonas por satélite
José Maria Tomazela
Serraria Santo Antônio do Maturi, entre Humaitá e Apuí. Foto: José Luís da Conceição/AE

José Maria Tomazela revela que o garimpo, o gado e a soja avançam rumo ao Amazonas

Projeções sobre a destruição da Amazônia

Todos os infográficos »
APUÍ (AM) - É como se a floresta se dissolvesse: o sul do Amazonas perdeu cerca de 2 milhões de hectares de floresta por ano nesta década. O Ibama, que deveria conter a devastação, olha tudo de longe. Monitora imagens de satélites em Manaus, a cerca de 500 quilômetros. Na região onde as motosserras e o fogo dizimam a floresta, os fiscais só aparecem uma vez por ano e ficam por um mês. Nessa época, os madeireiros tiram suas férias. “Quando a gente entra nas serrarias, vê dezenas de caminhões parados”, revela o analista ambiental Geraldo Motta.
Em setembro, os fiscais chegaram com a missão de localizar e autuar os responsáveis por 116 polígonos (áreas) de desmatamento. Em 15 dias, localizaram 77; destes, 22 foram multados em mais de R$ 5 milhões pela derrubada de 2,5 mil hectares. Alguns polígonos estavam em reservas ambientais e terras da União. Mas a fiscalização não chegou ao maior desmatamento mostrado pelos satélites: uma clareira de 1,5 mil hectares, equivalente a 1.500 campos de futebol, foi rasgada de um dia para o outro em Novo Aripuanã, provavelmente para formar uma fazenda de gado. “É dificílimo chegar lá, vamos ter de usar avião”, conta Motta.
Quando fiscaliza a região, a equipe do Ibama fica baseada em Apuí, na sede do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), o órgão estadual de meio ambiente. Em 2005, Motta autuou três amigos do promotor da cidade, flagrados com motosserras no interior da Floresta Nacional de Jatuarana. As máquinas foram apreendidas e cada um recebeu uma multa de R$ 50 mil.
A pressão dos agropecuaristas coloca em risco o mosaico de unidades ambientais da região, explica o engenheiro florestal David Alves da Silva, do Ipaam. São dez reservas ambientais, num total de 3,2 milhões de hectares, além de 15 reservas indígenas. Elas deveriam estar protegidas, diz David, mas fiscais detectaram a venda de lotes e projetos de manejo dentro das unidades: “Quando a fraude é revelada, o comprador já desmatou.” E é o Ipaam que fornece os planos de manejo para a exploração de madeira.
O madeireiro Vítor José de Souza, dono de uma serraria em Santo Antônio do Matupi, diz que a ausência do Estado favorece a devastação: “Um plano de manejo florestal leva 18 meses para sair porque tem de vir alguém de Manaus para fazer a vistoria.” Nesse meio tempo, os madeireiros clandestinos agem. O manejo florestal, garante Souza, gera mais dinheiro que o boi ou a agricultura: “Um lote de 100 hectares produz madeira suficiente para o cara viver sem fazer mais nada. Por que ele iria querer só desmatar?” Migrante do Paraná, Souza detém seis planos de manejo para abastecer a serraria.
Os madeireiros são obrigados a manter transitável a Transamazônica, usada para escoar a madeira para o sul do País. “Comprei 300 quilos de pregos e estou colocando dez caminhões com madeira para arrumar as pontes”, diz ele. Em muitos locais as pontes caíram e os veículos se equilibram em troncos estendidos sobre os rios. Essa não é a única evidência de que o poder público não tem sido capaz de fiscalizar. Os índios tenharins criaram um pedágio informal na rodovia – cobram R$ 15 dos carros, R$ 20 das caminhonetes e R$ 60 dos caminhões. A quem pede, dão até recibo. Os motoristas ainda são obrigados a lhes dar carona. Um caminhoneiro se negou e teve o veículo apreendido pelos índios. Em Novo Aripuanã, 150 crianças de dois bairros estão sem aulas desde janeiro. Embora a prefeitura pague aos professores, não há aulas.

Já Destruimos 17%

Domingo, 25 de novembro de 2007
Online Tragédia: já destruímos 17% O ritmo do desmatamento diminui. Ainda assim, em 5 anos, dizimamos uma área igual à de Portugal Herton Escobar Marca de queimada em mata na BR-319 entre Porto Velho e Humaitá. Foto: José Luís da Conceição/AE








Todas as localidades »

O vigia fica a 500 km
"A mata já era"
Como fazer tudo errado
Era uma vez a cana-de-açúcar...
Chaga dourada
Sob vista grossa
Balbina, a hidrelétrica do caos
Todas as reportagens »
+ VÍDEO

Herton Escobar fala sobre a gigantesca concentração de biodiversidade da Amazônia
Todos os vídeos »
+ INFOGRÁFICO


Projeções sobre a destruição da Amazônia

Todos os infográficos »
MANAUS - Some os territórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Reúna um exército incansável armado com motosserras e tratores que dizime toda a cobertura vegetal desses três Estados. Imagine essa área imensa pelada, sem árvores, substituídas por pastagens, plantações de soja e muita terra queimada. Esse é o cenário geral do desmatamento na Amazônia: 700 mil quilômetros quadrados de floresta destruídos em cinco décadas de ocupação predatória e desorganizada. Só nos últimos cinco anos foram mais de 100 mil km² desmatados, uma área maior do que a de Portugal.
O resultado é que 17% da cobertura original da Amazônia brasileira não existe mais. Não fosse pela dimensão extraordinária da floresta, ela já estaria ferida mortalmente. As marcas da violência aparecem nos mapas de monitoramento como enormes manchas vermelhas que avançam sobre a floresta, consumindo-a pelas beiradas e espalhando-se ao longo de rios e estradas. Nas regiões mais devastadas, como o interior de Rondônia, o norte de Mato Grosso, o leste do Pará e o norte do Maranhão (que juntas formam o chamado Arco do Desmatamento), o vermelho já predomina.
Nos 83% restantes da Amazônia, a situação também inspira cuidados. Por baixo da copa das árvores, a floresta é marcada por queimaduras, arranhões e outras cicatrizes que não aparecem nas imagens de satélite. Pesquisadores do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em Belém, estimam que só 43% do bioma permanece verdadeiramente intacto, livre de ocupação e da influência de atividades humanas – sejam elas legais ou ilegais.
A boa notícia é que o desflorestamento está em queda. Caiu mais de 50% nos últimos três anos: de 27.379 km² em 2004 (o segundo maior índice da história) para 14.039 km², em 2006. Mas é como comemorar uma tragédia. Catorze mil km² podem parecer pouco na escala da Amazônia, mas equivalem a 1,4 milhão de campos de futebol, ou 2,5 vezes a área do Distrito Federal. Em menos de um ano, seria suficiente para arrasar com todos os remanescentes de mata atlântica do litoral de São Paulo. Em ritmo semelhante, as belas florestas da Serra do Mar, Ilhabela, Juréia, Ilha do Cardoso e Jacupiranga desapareceriam num piscar de olhos.
A maior parte do desmatamento é ilegal. Pelo Código Florestal, proprietários de terra podem derrubar até 20% da floresta para práticas econômicas. A maioria derruba muito mais – não só em terras privadas, mas também nas públicas. Mato Grosso e Pará são os Estados que mais desmatam. O Amazonas, um pouco mais isolado da fronteira agrícola, é o que tem a maior parte de seu território conservada: 98%. Rondônia, Maranhão e Tocantins já quase não têm mais florestas fora das áreas de conservação.
Não há consenso sobre os motivos para a diminuição do desmatamento. Apesar dos esforços intensos do governo com a criação de áreas protegidas, fiscalização, repressão e regulamentação fundiária, um estudo do Imazon indica que 83% da variação dos índices de desmatamento nos últimos 12 anos (1995-2007) se deve exclusivamente a oscilações nos preços da soja e da carne no mercado internacional – as duas principais commodities que impulsionam a destruição da floresta.
“A influência é muito forte”, diz o pesquisador Paulo Barreto, autor dos cálculos. “Com base nessa relação, a queda do desmatamento nos últimos anos foi totalmente previsível.” Outros cientistas discordam. “Que o mercado tem influência, não há dúvida, mas dizer que só isso explica o que aconteceu nos últimos três anos não é correto”, afirma Carlos Nobre, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Há quem considere muito cedo para tirar conclusões . “Precisamos de uma avaliação que seja justa por um lado, mas não ingênua pelo outro”, opina Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). “Se tivermos mais dois anos de redução no desmatamento, aí sim, poderemos dizer que há uma tendência de queda.”
O momento é de apreensão: com o reaquecimento do mercado internacional de commodities, não se sabe por quanto tempo será possível manter o desmatamento em ritmo de queda. O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, empresário conhecido como “rei da soja”, diz que o desmatamento é um “leão adormecido”, prestes a acordar. Muitos temem também o avanço da cana-de-açúcar – que, levada pela onda dos biocombustíveis, está entrando na região e empurrando os bois mais para dentro da floresta.
Os primeiros sinais de alerta já soaram. Entre junho e setembro deste ano, o desmatamento na Amazônia aumentou 7,5% em relação ao mesmo período de 2006, segundo o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), gerenciado pelo Inpe. Começou com uma queda de 33% em junho, depois cresceu 4% em julho, 53% em agosto e 107%, em setembro. “Os dados apontam uma retomada de aceleração do desmatamento”, avalia o gerente do Programa de Monitoramento por Satélites do Inpe, Dalton Valeriano. As coisas parecem estar voltando ao normal, após uma anormalidade que era o desmatamento muito baixo nos últimos anos.” A área total desmatada nos quatro meses passou de 4.250 km² para 4.570 km². Rondônia registrou o quadro mais crítico, com aumento de 600% no mês de setembro. No Pará e em Mato Grosso, o aumento total no período foi de 50%.
As causas da retomada também são motivo de especulação. O reaquecimento do mercado é o principal suspeito, talvez intensificado pelo calor de uma seca tardia e por interesses políticos ligados às eleições municipais de 2008.
O Ministério do Meio Ambiente prepara uma estratégia emergencial de combate para o próximo ano, assim como uma nova versão do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia, com forte ênfase no uso sustentável da floresta e no aproveitamento de áreas já desmatadas. O secretário executivo da pasta, João Paulo Capobianco, acredita que será possível manter o desmatamento em queda, mesmo com uma retomada dos preços de soja e carne. “A realidade agora é outra. Pela primeira vez temos uma atuação integrada, planejada e sistemática na região”, diz.
As taxas anuais de desmatamento na Amazônia são calculadas de agosto de um ano a julho do outro. Para Capobianco, o aumento recente preocupa, mas não significa que o índice total voltará a crescer. “O Deter foi criado justamente para isso, para detectar tendências a tempo de fazermos alguma coisa a respeito”, afirma. Dois dos quatro meses analisados (junho e julho) já foram computados na taxa de 2007, que poderá ser a menor da história – estimada em torno de 10 mil km². O cálculo oficial deverá ser divulgado neste mês pelo Inpe. “Quanto menor o desmatamento, mais difícil é mantê-lo baixo”, afirma Capobianco. “O aumento relativo parece grande, mas em números absolutos ainda é muito pouco, de cerca de 320 km².”
Por enquanto, os cenários para o futuro permanecem pouco animadores. Pesquisadores estimam que 40% da Amazônia poderá desaparecer até 2050 se não houver uma alteração drástica no tratamento da região. “Ainda é cedo para dizer se houve uma mudança de trajetória”, diz o cientista Britaldo Soares-Filho, do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “O desmatamento arrefeceu, mas o modelo de ocupação predatória continua. Faltam incentivos para andar na lei; quem tenta fazer a coisa certa é penalizado.”
A dura realidade na Amazônia é que o crime ambiental compensa. Quem pratica raramente é pego e quem é pego quase nunca sofre punição. Praticamente ninguém é preso. Bilhões de reais em multas são aplicados, mas quase nada é arrecadado. Quem desmata lucra com a madeira. Quem conserva não ganha nada. Por isso, a forma mais fácil de ganhar dinheiro na floresta é acabando com ela. “Por bem ou por mal, tudo na Amazônia depende do desmatamento. É o que mantém a economia funcionando”, diz Capobianco.
Assim como há muitas Amazônias, há muitos tipos de desmatamento, com causas que variam de acordo com as características sociais, ambientais e econômicas de cada região. De uma maneira geral, entretanto, todos carregam em comum a herança de um modelo econômico centrado na agropecuária e na remoção da floresta como forma de valorizar a terra. Até o fim da década de 80, o desmatamento era subsidiado até pelo governo, que exigia a remoção da floresta para fazer a titulação das terras.
Hoje, o desmatamento não é mais incentivado, mas para a conservação resta apenas o incentivo ético de preservar a natureza. Modelos econômicos alternativos, como o manejo florestal, até existem, mas são todos mais caros, demorados, burocráticos e tecnicamente mais complexos do que desmatar. Por mais magros que sejam os bois, eles pagam a conta no fim do mês. A floresta, não. Enquanto esse modelo perdurar, dizem os especialistas, não há contingente de polícia que dê conta. Na prática, a única maneira de salvar a floresta é fazer com que ela dê dinheiro.
“Infelizmente, é uma questão econômica. Precisamos urgentemente de um mecanismo monetário de valorização da floresta em pé”, afirma Paulo Moutinho, do Ipam. “Sem isso, o destino da Amazônia será o mesmo da mata atlântica; não tenho dúvida.”
Para tanto, não seria preciso nem mexer na floresta. Bastaria mantê-la intacta, reconhecendo (e remunerando) os serviços ambientais que são prestados por ela, como produção de chuvas, controle de erosão e armazenamento de carbono. Recentemente, uma coalizão de nove ONGs apresentou um Pacto pela Valorização da Floresta e pelo Fim do Desmatamento da Amazônia, com meta de zerar a destruição do bioma até 2015. O primeiro item na lista de prioridades: “criação de instrumentos normativos e econmicos que valorizem a floresta em pé”. O custo: R$ 1bilhão por ano.
O governo do Amazonas criou o Bolsa-Floresta, programa que dá R$ 50 por mês a famílias que deixam de desmatar, como pagamento pela preservação dos estoques florestais de carbono. O governo federal também quer criar uma “economia da floresta”, baseada na exploração sustentável de produtos naturais. O passo inicial foi dado com a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas e a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), que vai supervisionar a concessão de áreas federais para empreendimentos privados e comunitários.
Além da madeira, a intenção é incentivar o aproveitamento de outros produtos, como frutos, óleos, fibras e resinas. Hoje, no modelo de exploração ilegal, a floresta é explorada como numa pesca de arrasto: algumas poucas espécies mais lucrativas são aproveitadas, enquanto o resto é abandonado – no caso da Amazônia, deixado no chão para queimar. Apenas uma parte ínfima da biodiversidade é aproveitada de maneira efetiva. Mais de 70% do desmatamento é feito para a abertura de pastos. Seria o mesmo que dinamitar a Grande Barreira de Corais da Austrália para instalar fazendas de piscicultura. Uma tragédia que acontece diariamente na Amazônia.
“Enquanto a floresta não tiver valor econômico, vai sempre perder para a soja, a madeira, o boi”, diz a geógrafa Bertha Becker, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Só preservar não basta. Temos de aprender a usar o patrimônio da Amazônia sem destruí-la.”
A solução não está só nas florestas. Para o pesquisador Evaristo Miranda, chefe da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas, a redução do desmatamento passa por melhoria da qualidade de vida nas cidades amazônicas – onde vivem mais de 70% dos 23,5 milhões de habitantes da região. “Se existisse mais emprego nas cidades, o desmatamento cairia drasticamente”, afirma Miranda, que há 20 anos estuda o desenvolvimento da Amazônia por imagens de satélite e pesquisas de campo. “Não dá para falar em conservação na Amazônia sem falar nas cidades; é uma hipocrisia.”
Miranda é pragmático: além de investir em sistemas agroflorestais (hoje altamente improdutivos), é preciso investir em pesquisas para aumentar “verticalmente” a produção agrícola e pecuária na região. “Quem vive na Amazônia também quer leite, carne, iogurte”, diz. “Com tecnologias adequadas, é possível dobrar a produção sem derrubar uma árvore. Talvez até triplicar.”
Por fim, engana-se quem pensa que o desmatamento abre caminho para o desenvolvimento. Segundo estudo recente do Imazon, os índices de qualidade de vida nas regiões mais desmatadas são equivalentes ou até piores do que nas regiões mais preservadas. Comunidades que cresceram economicamente com o desmatamento são exceção.
Essa talvez seja a ironia mais cruel: a Amazônia está sendo destruída de graça. Sai a floresta, desaparece a biodiversidade, fica a pobreza.

Ainda há Tempo?

Domingo, 25 de novembro de 2007 Online
Avalie esta Notícia
Ruim
Regular
Bom
Ótimo
Excelente
69 votos4
Componentes.montarRanking(editoria, subeditoria, idPagina, GUIDPagina, "votacao")
Ainda há tempo?
Exótica e esplendorosa, mas tratada com ambigüidade e distanciamento, a Amazônia pode ser salva, mas antes é preciso conhecê-la
Tamanho do texto? A A A A
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Jutaí. Foto: Dida Sampaio/AE
+ FOTOS



Todas as fotos »
+ MAPA

Todas as localidades »
+ LEIA
A maior floresta do mundo
O maior rio do mundo
O maior bioma do mundo
Milhares de tipos raros
Máquina de fazer chuva
Empate técnico
Um tesouro a explorar
Teia de significados
Todas as reportagens »

+ VÍDEO





José Maria Tomazela revela que o garimpo, o gado e a soja avançam rumo ao Amazonas



Todos os vídeos »


-->
+ INFOGRÁFICO


A dimensão da floresta

Todos os infográficos »
Ainda é possível salvar a Amazônia? Há tempos, essa pergunta desafia as consciências brasileiras sem que para ela, ao longo dos anos e dos governos, o Estado tenha formulado uma resposta confiável e definitiva. A Amazônia tem sido mais conhecida pelas ameaças que pairam sobre ela. As notícias sobre essa exótica e esplendorosa região estão quase sempre associadas à devastação da floresta, à contaminação das águas, à extinção da biodiversidade, à degradação dos seus habitantes nativos. Repete-se sempre a especulação de que o Brasil não teria competência para geri-la. Essa seqüência de notícias ruins tem fundamentos reais. O Brasil tem tratado com ambigüidade e distanciamento o maior tesouro biológico do planeta, que lhe pertence.
Durante três meses percorremos a Amazônia para revelar as tragédias e conhecer as experiências que poderão preservar a mais rica biodiversidade da Terra. Encontramos áreas completamente arrasadas. Mas descobrimos iniciativas em reservas extrativistas e de desenvolvimento sustentável que devolvem a esperança de uma exploração ambientalmente correta. Visitamos lideranças indígenas e povoados empobrecidos. Ouvimos militares que atuam na região e pesquisadores que são obrigados a trabalhar sem proteção legal.
Desbravamos uma realidade superlativa. A Amazônia cobre metade do território nacional. Dentro dela caberia a área de praticamente toda a Europa (excluindo os países da antiga União Soviética). O bioma amazônico, espalhado por nove países da América do Sul, tem 6,6 milhões de quilômetros quadrados; o Brasil é dono de 65% do total, com 4,2 milhões de km² de floresta quente, úmida e repleta de espécies.
A região é central no debate sobre o aquecimento global porque cerca de 75% das emissões de CO2 do Brasil têm origem no desmatamento. Mas é aí que entra a novidade: cruzamento de dados indica que a Amazônia tem capacidade para retirar por ano da atmosfera, pela fotossíntese, até 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, mais do que todo o País emite, cerca de 1,5 bilhão de toneladas.
O desflorestamento já consumiu 17% da Amazônia – ou 700 mil km², o equivalente à área somada de Minas Gerais, Rio e Espírito Santo. Ainda assim, ela é, de longe, a maior extensão contínua de floresta tropical do mundo. Em seus rios, há 2 mil espécies de peixes (na Europa inteira há 200). Num círculo de 150 km ao redor de Manaus, encontram-se mais espécies de aves do que no Canadá e nos EUA, juntos. Numa só árvore da Amazônia foram identificadas 95 espécies de formigas: 10 a menos do que as que existem em toda a Alemanha.
O que parece ser uma floresta homogênea é, na verdade, um mosaico de paisagens e ecossistemas muito diferenciados – planaltos, depressões, montanhas, terrenos alagados e de terra firme, rios de todos os tamanhos, águas de cores variadas, algumas ácidas, outras alcalinas, florestas úmidas, florestas secas, savanas, pântanos e manguezais.
Esse impressionante conjunto atrai a cobiça dos aventureiros e parece inibir a ação do Estado. Na hora de tomar decisões sobre a Amazônia, os governos parecem ficar sempre com um pé no bote e outro no barranco, hesitantes ante a escala grandiosa, a diversidade impactante, o desconhecimento científico de como tratar cada questão e dar inteireza e integração aos planos. Se não estimulam alguma ocupação, atiçam a cobiça internacional; se planejam aproveitar os recursos, são acusados de leniência com a devastação.
Agora, parece haver uma firme tendência consensual para o modelo de desenvolvimento sustentado, que significa extrair recursos da floresta sem devastá-la. No artigo que escreveu especialmente para esta edição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que “as soluções para a Amazônia têm de ser maiores que governos e mandatos, têm de ser assumidas pela sociedade brasileira e suas instituições”.
Algumas reservas federais e estaduais do Amazonas já praticam esse conceito, com importantes avanços. Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Cujubim, com 24 mil km², maior que Israel, a dez dias de barco de Jutaí, nas profundezas do oeste amazônico, a extração de madeira está contida, embora a lei da sobrevivência ainda leve os moradores a pescar pirarucus e pegar tracajás para vender. Nelas, muitos ribeirinhos já abandonaram práticas ilegais, embora ainda não cumpram todas as regras.
Até chegar a esse modelo, o País optou pelo meio-termo e se ausentou, deixando um perigoso vazio institucional. É nas trilhas desse vazio, desfraldando falsas bandeiras do progresso, que aventureiros nacionais e internacionais invadiram a floresta e desataram as tragédias.
A maior delas é a devastação. Depois de cair pela metade entre 2000 e 2006, o desmatamento voltou a crescer no verão amazônico que se encerrou em outubro – 14 mil km² de florestas foram abaixo no último ano, o que dá quase um Líbano e meio.
Na alta estação da queimada, a fumaça encobre o sol nas estradas, obrigando os motoristas a acender os faróis durante o dia. Em geral, a floresta cai para que sejam feitos pastos; quando eles se degradam, os pecuaristas cedem o espaço a plantações de soja. As ocupações são feitas, quase sempre, por meio de grilagem ou títulos cedidos pelo Incra.
A ciência apenas tangencia essa diversidade. Existem menos doutores em toda a Amazônia Legal (3.241) do que na Universidade de São Paulo (5.028). Deles, menos da metade se dedica a pesquisas e outra metade está a caminho da aposentadoria. Só 30% dos trabalhos científicos publicados no mundo sobre a Amazônia são produzidos no Brasil e só 9% são de pesquisadores locais. Como vamos entender um ecossistema se nem conhecemos as espécies que fazem parte dele?
A ocupação da terra amazônica beira o caos. Depois da Constituição de 1988, os índios passaram a ser donos de 13% do território nacional, inclusive regiões de jazidas minerais. As antigas fórmulas de se relacionar com o índio foram abandonadas: a Igreja foi substituída por uma maciça presença das organizações não-governamentais (ONGs), que almejam transformar os indígenas em gestores de suas próprias políticas. Hoje, líderes indígenas formados em universidades dirigem entidades e se espelham em Evo Morales, o índio aimará que preside a Bolívia. Mas, como pararam de caçar e pescar, a comida das aldeias depende de cestas básicas e do Bolsa-Família.
A chegada maciça das ONGs, muitas delas estrangeiras, preocupa o meio militar. Entre 1999 e 2006, 29 mil delas receberam R$ 33 bilhões de recursos federais – e não se sabe quanto arrecadam no exterior. Para as Forças Armadas, o novo Plano Estratégico de Defesa Nacional, a ser anunciado em breve, aumentará a presença do Exército na região e facilitará a fiscalização das ONGs. O Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), que já consumiu US$ 1,4 bilhão ao longo de sete anos, hoje cobre com eficácia 5,5 milhões de km², mas o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), civil, funciona precariamente.
Os governos e a ciência negligenciam a Amazônia; os brasileiros comuns a ignoram. No ano passado, enquanto 200 mil turistas brasileiros visitaram a Disney World, na Flórida, apenas 150 mil visitaram o Estado do Amazonas, que abarca a parte mais preservada da floresta (tem apenas 2% desmatados). Em compensação, um quinto dos 5 milhões de turistas estrangeiros que anualmente visitam o Brasil vai à Amazônia – mais que o dobro dos brasileiros.
O distanciamento que nos separa da Amazônia faz com que a região seja, ao mesmo tempo, ambígua fonte de orgulho e de aborrecimento, deslumbramento e estranhamento, atração e repulsa. Mas não há como negar a presença dela em nossa vida. Quando um paulista bebe um copo d’água, garante a ciência, está bebendo água amazônica. O regime de chuvas do Sul-Sudeste depende da umidade produzida pela floresta e exportada pelos “rios voadores”.
Para salvar a Amazônia é preciso conhecê-la. Com seu mistério e sua importância vital, ela é um irresistível objeto de interesse e curiosidade. Para isso, as reportagens desta edição pretendem servir de matéria-prima.

sábado, 3 de outubro de 2009

Promotor da Exemplo

Determinado a proteger as translúcidas águas de Bonito-MS, o promotor Luciano Loubet fez valer o desacreditado Código Florestal Brasileiro para salvar um dos mais belos destinos de eco turismo do país. Hoje o projeto Formoso Vivo, idealizado por ele, serve de modelo para um programa que garanta a preservação de milhares de hectares de mata ciliar no Mato Grosso do Sul. (Espero que essa atitude sirva e se multiplique entre as autoridades em geral e principalmente entre a classe política que sempre colocam os seus interesses particulares em primeiro plano, deixando os da nação sempre para depois), congratulo-me com o Sr. Promotor Luciano Loubat, parabéns pela sua iniciativa e que de fato sirva de estimulo para tantos outros nesse Brasil cedente de justiça 09/2009

Contaminação de Mineradora Mata Crianças

A empresa Ipomi, explorou o Manganês na Vila do Lespão no Pará divisa com Macapá e a consequencia é que muitas crianças já morreram e outras nasceram sem cérebro provocado sem duvida pela ação da Mineradora
Não se cale, denuncie empresas que agridem o meio ambiente 02/12/07.

Poluição em área de Proteção

Gostaria de saber como é possível que Governo do Estado e a Prefeitura do Município de Cananéia, litoral sul de São Paulo, concedeu permissão para implantação de uma fabrica de ração animal no km 31 da Rodovia SP 266, em área considerada de Proteção Ambiental e mais o mau cheiro que exala pela região e polui a reserva ambiental na localidade de Folha Larga, também torna-se insustentável porque afeta a saúde de moradores da região e lógico tendo o Governo que gastar mais com internações e tratamentos com a população local. Mesmo com muitas reclamações não há fiscalização e o problema persiste há 1 ano e 6 meses e eu pergunto até quando? Não se cale Denuncie e seja um cidadão ou cidadã comprometido com o bem estar de todos e com o meio ambiente equilibrado, respeitando todas as formas de vida
Gostaria de saber como é possível que Governo do Estado e a Prefeitura do Município de Cananéia, litoral sul de São Paulo, concedeu permissão para implantação de uma fabrica de ração animal no km 31 da Rodovia SP 266, em área considerada de Proteção Ambiental e mais o mau cheiro que exala pela região e polui a reserva ambiental na localidade de Folha Larga, também torna-se insustentável porque afeta a saúde de moradores da região e lógico tendo o Governo que gastar mais com internações e tratamentos com a população local. Mesmo com muitas reclamações não há fiscalização e o problema persiste há 1 ano e 6 meses e eu pergunto até quando? Não se cale Denuncie e seja um cidadão ou cidadã comprometido com o bem estar de todos e com o meio ambiente equilibrado, respeitando todas as formas de vida

A Falta de Polícia nas Fronteiras

Mais de 1000³ de madeira foi derrubada próximo a aldeia indigna Axeninca (AC) próximo a fronteira com o Peru e o pior de tudo por Peruanos, ou seja além de tudo pessoas de outro país invadem o território Brasileiro derrubam a mata provocam uma catástrofe no bioma local e na maioria das vezes ganham muito dinheiro deixando em troca apenas o ónus para nós e o pior é que as autoridades, vazem vista grossa já que ninguém foi devidamente e principalmente
punido; até quando vamos permitir que esse tipo de acontecimento continue a ocorrer em nosso território; nào se cale denuncie porque quem cala consente 27/07/07.

Desmatamento no Pará

O Imazon, denuncia um grande desmatamento no Pará, perto de Santarém;
Nào se cale denuncie ajude o meio ambiente do Brasil 07/2007.