segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Greenpeace Brasil

Pessoal, estamos chegando a 580 mil assinaturas na petição do Desmatamento Zero! Vamos salvar as florestas! Junte-se a nós e chame seus amigos para assinar: http://on.fb.me/I4ZxBx

Greenpeace Brasil

Assim como o Ártico, a Antártida e a Groenlândia estão derretendo. Segundo um estudo apresentado na revista "Science", a Antártida e da Groenlândia estão em derretimento acelerado e perderam 4 trilhões de toneladas nas últimas duas décadas e os autores do estudo afirmam que o resultado é compatível com o cenário de aquecimento global. A situação não é boa para ninguém, por isso ajude-nos a salvar o Ártico: http://on.fb.me/SjHPC1

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Vamos mudar o mundo ou vamos continuar com a hipocrisia

Caros amigos, Há esperança renovada na mudança climática, com 20% da eletricidade mundial sendo produzida por energias renováveis! A China investiu agressivamente bilhões em energia solar, tornando-a praticamente tão barata quanto os combustíveis fósseis. Mas, ao invés de se juntarem a este investimento, os EUA e a União Europeia podem impor tarifas sobre os painéis solares chineses, impedindo uma revolução verde. Assine a petição para acabar com essa guerra comercial e salvar a energia solar: As mudanças climáticas estão acelerando, mas há um luminoso raio de esperança: a energia limpa está bombando, produzindo quase 20% da eletricidade mundial! Inacreditavelmente, os EUA e a União Europeia estão ameaçando sufocar esse avanço -- mas juntos podemos impedí-los. Na última década, o governo chinês investiu bilhões em energia solar, fazendo o preço dos painéis despencar e fazendo a tecnologia limpa e verde ser quase tão barata quanto os combustíveis fósseis sujos. Mas os EUA e a União Europeia, que dão bilhões em subsídios dos contribuintes para energia fóssil, estão prestes a provocar uma nova alta dos preços ao impor tarifas à China, e agora a China ameaça retaliar. Uma guerra aberta comercial está sendo gestada que poderia matar a imprescindível revolução da energia verde. Os EUA e a União Europeia irão tomar uma decisão agora. A maior parte da indústria de energia solar é contra as tarifas, e é neste momento que um apoio gigante do público pode fazer a diferença. Assine essa urgente petição para salvar a energia solar – se chegarmos a 500.000 assinaturas, a Avaaz fará um pedido formal na Comissão de Comércio Internacional dos EUA e junto ao Comissário Europeu do Comércio para pedir negociações, não tarifas: http://www.avaaz.org/po/a_ray_of_hope_on_climate/?bBjLXab&v=17620 A China tem um histórico de direitos humanos e meio ambiente pobre, e sua estratégia de inundar o mercado global com produtos subsidiados pode ser considerada agressiva demais. Mas a resposta correta para isso não são tarifas, e sim investimento. Enquanto a China, União Europeia e Estados Unidos repassam bilhões de dólares para as indústrias de carvão e petróleo para destruir nosso planeta, a China também está facilitando grandes empréstimos e subsídios para a indústria de energia solar. Isto é exatamente o que outros governos não conseguiram fazer. Após a falência de uma série de fabricantes de tecnologia solar dos EUA e UE, alguns lobistas estão pressionando políticos a culparem a China, em vez de seus próprios subsídios insuficientes e inadequados. Algumas pessoas alegam que o mercado de trabalho doméstico está ameaçada pelos painéis de baixo custo chineses, mas na verdade é o oposto – especialistas preveem que as tarifas custariam 60.000 empregos apenas nos Estados Unidos. A grande maioria dos empregos no setor de energia solar fora da China são para instalação e serviços de paineis, não a produção. Portanto, painéis mais baratos significam mais trabalho e mais empregos. E menos mudanças climáticas. Hoje, o comissário de Comércio da UE deu início a uma investigação sobre as tarifas e os processos dentro da CCI dos EUA já começaram. Declarações por escrito em ambos os órgãos devem ser enviadas em alguns dias para serem analisadas. Estamos numa corrida contra o tempo para esverdear nossas economias e prevenir as catastróficas mudanças climáticas. O sucesso chinês em tecnologia verde pode ser o catalisador perfeito para que o resto do mundo aumente a produção dessa tecnologia e derrube os preços de forma sustentável. Vamos garantir que os EUA e a UE não destruam nosso raio luminoso de esperança: http://www.avaaz.org/po/a_ray_of_hope_on_climate/?bBjLXab&v=17620 No mundo que a maioria das pessoas quer, nossos governos incentivariam a energia limpa e não os repasses de nossos impostos para poluidores que fazem lucros históricos ao sujar nossa terra, ar e águas, e ao destruir nosso planeta. Hoje, podemos salvar a energia solar e dar um passo adiante para o futuro. Com esperança, Iain, Joseph, Alice, David, Julien, Emma, Ricken e toda a equipe da Avaaz

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Multa de US$ 5 bilhões de dólares para a gigante poluidora Shell

Em poucos dias, o parlamento da Nigéria pode aprovar uma multa de US$ 5 bilhões de dólares para a gigante poluidora Shell e dar início a uma lei que responsabilizaria empresas de petróleo pela primeira vez na história. O presidente apoia essa multa, mas a indústria petrolífera está intensamente pressionando os parlamentares a votarem contra a reforma. Nossas vozes podem pressioná-los a conseguir justiça para o povo da Nigéria. Junte-se a este chamado urgente agora! Em poucos dias, o parlamento da Nigéria pode aprovar uma multa de US$ 5 bilhões de dólares para a gigante poluidora Shell por conta de um derramamento de óleo que devastou a vida de milhões de pessoas, e aprovar uma lei para responsabilizar empresas petrolíferas por poluição e pilhagem. Esse é um momento crítico, e a menos que nos pronunciemos a respeito, as gigantes petrolíferas vão destruir essa oportunidade. Finalmente a indústria de petróleo terá que pagar por destruir terras férteis e gerar violência. O presidente Goodluck Jonathan apoia a aplicação dessa multa, e senadores progressistas estão fazendo pressão por regulamentações rígidas na legislação, mas as indústrias petolíferas poderão escapar facilmente, pois sem um grande apoio internacional, os parlamentares poderão se curvar diante da pressão da indústria de petróleo. Os políticos estão decidindo, neste exato momento, de que lado vão ficar. Assine esta petição urgente para o parlamento nigeriano multar a Shell e apoiar o projeto de lei e, em seguida, encaminhe esse email para todos. Quando chegarmos a 1 milhão de assinaturas levaremos nosso clamor global sem precedentes para a porta de entrada do parlamento da Nigéria: http://www.avaaz.org/po/make_shell_pay_rb/?bBjLXab&v=19283 Especialistas dizem que, todos os anos, a indústria de petróleo derrama uma quantidade de petróleo equivalente a um navio Exxon Valdez no Delta do Níger, mas como isso acontece na África, há pouca atenção na mídia. Após um vazamento na unidade de exploração de petróleo da Shell em Bonga, em dezembro do ano passado, milhões de barris de petróleo foram derramados no oceano e espalhados pela região costeira altamente populosa – isso resultou em um dos maiores derramamentos de petróleo da África. A multa e o projeto de lei que vem sendo discutidos no parlamento são uma chance única para se erguer diante da indústria do petróleo. As empresas de petróleo já lucraram US$600 bilhões de dólares nos últimos 50 anos na Nigéria, mas os habitantes nunca se beneficiaram disso. Suas terras, água potável e áreas de pesca estão arruinadas. A Shell gasta centenas de milhões de dólares por ano com forças de segurança, reprimindo protestos contra suas práticas danosas. A indústria do petróleo é crucial para a economia, mas as empresas nunca foram responsabilizadas pela devastação causada com a perfuração. Agora, o presidente da Nigéria e alguns parlamentares corajosos se pronunciaram e podem finalmente atingir as gigantes indústrias petrolíferas com multas rígidas e compensar as vítimas. Se mostrarmos a estes parlamentares que o mundo apoia esta ideia, poderemos realmente mudar a vida de milhões de pessoas. Clique abaixo para assinar a petição urgente: http://www.avaaz.org/po/make_shell_pay_rb/?bBjLXab&v=19283 Membros da Avaaz já se ergueram diante das grandes indústrias de petróleo em várias partes do mundo. Contra a Chevron no Equador, o derramamento de petróleo no Golfo do México, e pelo fim dos subsídios aos combustíveis fósseis na Rio+20. Vamos nos unir mais uma vez, agora pela Nigéria. Vamos garantir que os políticos enviem uma mensagem clara para as indústrias petrolíferas: seus dias de impunidade acabaram. Com esperança e determinação, Pascal, Patricia, Alex, Ricken, David, Rewan, e toda a equipe da Avaaz

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Três ilhas no Pacífico são as primeiras a apostar totalmente na energia solar

07 de Novembro de 2012 | 14:00h
Território de Tokelau, administrado pela Nova Zelândia, agora deixará de lado a energia gerada pelo diesel Três pequenas ilhas, que formam o território de Tokelau, serão as primeiras a serem totalmente abastecidas por energia solar. Para bancar o projeto, a Nova Zelândia, que administra o território, investiu US$ 7 milhões, segundo a BBC. "O Projeto de Energia Renovável de Tokelau é o primeiro do mundo. As três principais ilhar agora tem capacidade solar o bastante para alcançar as necessidades médias de consumo de eletricidade", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Murray McCully. Tokelau fica ao sul do Oceano Pacífico é formada principalemente pelas ilhas Atafu, Nukunonu e Fakaofo e tem, ao todo 10 km² de território e 1.500 habitantes. Até hoje, os moradores, que vivem basicamente de agricultura de subsistência, dependiam da energia gerada pelo diesel. "Até hoje, a produção de energia com diesel oferecia altos custos econômicos e ecológicos", explicou o ministro. Mike Basset-Smith, coordenador do projeto, também se mostrou empolgado com a implantação. Segundo ele, a novidade é muito importante para Tokelau, que agora pode investir mais no bem estar social.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pesquisadores da Austrália descobrem nova espécie de lagarto

29 de outubro de 2012 | O Estado de S.Paulo Expansão da zona urbana no oeste da Austrália coloca o animal em risco
Brad Maryan/Divulgação SÃO PAULO - Cientistas da Universidade Nacional da Austrália divulgaram a descoberta de uma nova espécie de lagarto. O Ctenotus ora mede cerca de 6 centímetros e vive nas dunas da costa oeste do país, na região da cidade de Perth. Nova espécie já pode estar ameaçada por causa da perda de hábitat O ecologista Geoffrey Kay e o professor Scott Keogh, responsáveis pela descoberta, mostraram preocupação com a nova espécie. A região vive período de expansão urbana, o que diminui o hábitat natural destes animais. "Encontrar algo ainda desconhecido tão próximo a uma das maiores cidades do país mostra o quanto ainda temos a descobrir. O desenvolvimento ao longo da costa próxima a Perth precisa considerar esta nova espécie e um grande número de espécies que ainda podem surgir nesta parte do mundo", disse Geoffrey Kay. A região sudoeste da Austrália é reconhecida como um dos 25 hotspots de biodiversidade do mundo, assim como a ilha de Madagascar, as florestas do oeste africano e o cerrado brasileiro. Veja também: Golfinho de Maui chega à beira da extinção com apenas 55 adultos COP da Biodiversidade termina com compromisso de países ricos União Internacional lista mais 402 espécies como ameaçadas de extinção

Cai número de empresas que adotam projetos de crédito de carbono

30 de outubro de 2012 | 2h 08 - Bruno Deiro - O Estado de S.Paulo Cai número de empresas que adotam projetos de crédito de carbono Recuo é atribuído à falta de legislação, causando insegurança jurídica, mostra estudo com as maiores empresas do País
Um estudo com 52 das maiores empresas do País mostra que em um ano caiu de 33% para 27% o envolvimento delas com projetos de créditos de carbono. Há quatro anos, o mesmo relatório, elaborado pelo Carbon Disclosure Project (CDP) apontava que 45% destas empresas apostavam neste tipo de expediente para compensar a emissão de gases do efeito estufa. Daniel Teixeira/AE Estudo reuniu dados de emissões de 52 empresas O diretor do CDP na América Latina, Fernando Eliezer Figueiredo, atribui a queda à ausência de regulamentação. "A insegurança deixada pela falta de adesão ao Protocolo de Kyoto desacelerou o surgimento de novos projetos. Sem uma definição clara, as empresas tiraram o pé", afirma Figueiredo. Segundo ele, apenas os projetos que já existiam estão sendo desenvolvidos. No País, algumas destas iniciativas são questionadas: atualmente, o Ministério Público Federal investiga um contrato de US$ 90 milhões firmado entre a empresa irlandesa Celestial Green Ventures e a comunidade indígena mundurucu que permite a exploração por 30 anos de uma área de 200 mil quilômetros quadrados na Floresta Amazônica, próxima a Jacareacanga (PA). O acordo foi revelado em março, pelo Estado. Despreparo O relatório do CDP é baseado em questionários enviados às 80 maiores empresas do País - apenas 52 responderam às informações sobre a emissão de gases. O estudo apontou que 92% delas consideram as mudanças climáticas relevantes, mas que apenas 34% têm metas de redução de carbono efetivamente implementadas - 51% iniciaram ou estão em fase de investigação de projetos na área. "Há uma distância entre a teoria e a prática, mas isto é um processo. Até alguns anos atrás, a maioria das empresas não fazia nem sequer inventário de emissões", afirma Figueiredo. "Na leitura das respostas, vemos que os projetos estão dentro da estratégia, mas as empresas não deixam claro como estão inseridos, então fica difícil de fazer uma análise mais profunda." O diretor do CDP, projeto que visa a uma maior transparência nas políticas de redução de emissões das empresas na relação com os investidores, diz não acreditar que as empresas estejam fazendo o chamado marketing verde - anúncio de ações pouco efetivas de sustentabilidade para ganhar uma imagem positiva. "Essa visibilidade ocorre naturalmente, não dá para fazer porque os dados estão visíveis e as empresas ficam vulneráveis", afirma ele. A eficiência energética é responsável por 54% das medidas utilizadas para a redução de emissões - a compra de energia "limpa", por outro lado, foi apontada por apenas 1% das companhias. "A eficiência energética é mais tangível, diminuiu custos e traz redução, mas é apenas a lição de casa. O setor industrial tem de investir mais em inovação para fazer a diferença realmente", afirma Figueiredo.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

CanalCiência. Descubra como o gás gerado pela matéria orgânica em decomposição, nos aterros sanitários, pode ser aproveitado para gerar energia suficiente para abastecer uma cidade inteira. Fonte: http://goo.gl/b9NAc

Renova Energia inaugura o maior complexo eólico da América Latina

Fonte: Portal Fator Brasil
Formado por 14 parques e 184 aerogeradores, o Alto Sertão I vai gerar 294MW de energia e recebeu investimento de R$ 1.2 bilhão. A Renova Energia (RNEW11), primeira empresa dedicada à geração de energia renovável listada na BM&FBovespa, inaugurou no dia 09 de julho (segunda-feira), o Complexo Eólico Alto Sertão I. Considerado o maior do gênero na América Latina, o empreendimento irá gerar 294MW de energia, o que representa um incremento de 29,4% na matriz eólica do país, atualmente na ordem de 1GW. O evento contou com a presença do governador do Estado da Bahia, Jacques Wagner, que ressaltou a importância de empreendimentos como o Complexo para aumentar a competitividade do Estado e se mostrou confiante na consolidação da Bahia como pólo de produção de energia eólica. “Esse é o maior parque eólico da América Latina, já nascemos grandes. Estamos em primeiro lugar na qualidade de vento, em produtividade e em aproveitamento”, destacou o governador. O diretor presidente da Renova Energia, Mathias Becker, agradeceu o acolhimento das famílias das três cidades que detém os parques (Caetité, Guanambi e Igaporã) e ressaltou que os projetos para a região são de longo prazo. “Não vamos parar por aqui. Queremos contribuir para transformar a vocação natural da região em desenvolvimento econômico e social. Prova disso são as obras do próximo Complexo Eólico, que devem começar já em setembro deste ano. Além disso, estamos estudando um projeto para desenvolver energia solar complementar à eólica, que pode se tornar um caso pioneiro em todo o mundo”, afirmou Becker. Localizado no sudoeste da Bahia nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã, o empreendimento teve investimentos de R$ 1,2 bilhão e é composto por 14 parques, que tiveram sua energia comercializada para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), no Leilão de Reserva de Energia (LER) de 2009. São 184 aerogeradores de 1,6MW e cada parque irar gerar, em média, até 30MW. O complexo foi construído em 17 meses e foram envolvidos mais de 1.300 empregados, entre próprios e terceirizados. Foram pavimentados 68km de vias de acesso, implantadas 184 subestações unitárias de 690V/34.5kV, 104km de redes coletoras 34,5kV, além de 77,5 km de linha de transmissão 69Kv. A energia gerada pelo Complexo Alto Sertão I é suficiente para garantir o consumo de uma cidade com 540 mil residências ou cerca de 2,16 milhões de habitantes, considerando quatro pessoas por residência. Compromisso – O Complexo Eólico Alto Sertão estava apto para operar em 1º de julho de 2012, mas antes da data todos os parques estavam prontos entrar em funcionamento. “Consideramos o empreendimento um case de sucesso em execução porque além de termos conseguido antecipar a data da entrega, o projeto teve rentabilidade acima da estimada inicialmente”, afirma Mathias. Com a entrega destes parques, a Renova se prepara para mais uma etapa de obras e investimentos na Bahia. Em pouco mais de dois anos, outros 15 parques eólicos serão inaugurados: seis em 2013, com capacidade de 163MW de potência instalada; e nove parques em 2014, com capacidade para gerar até 212MW. Os parques foram contratados pela Renova durante os leilões de 2010 e 2011, respectivamente, e os contratos, formalizados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), têm prazo de 20 anos. Sustentabilidade - A chegada da Renova à região impulsionou a economia local, tanto pelo aumento dos tributos arrecadados, como pela geração de receita com a mão de obra utilizada na construção do empreendimento. Além disto, como parte de sua política de responsabilidade social e ambiental, a empresa desenvolveu um portfólio de projetos que vão garantir o desenvolvimento sustentável dos negócios, ao mesmo tempo em que traz benefícios para toda a sociedade. Para colocar em prática esta política, a Renova Energia está investindo R$9,4 milhões no Programa Catavento, iniciativa que reúne 20 projetos sociais. O Catavento nasceu a partir da execução dos projetos socioambientais que permeiam a implantação dos parques eólicos há dois anos, como o Programa de Educação Ambiental Território do Saber. A iniciativa é resultado do engajamento da companhia nas causas de interesse público em toda a área que compreende as três cidades, apoiada em uma rede de colaboração responsável pela elaboração e andamento de todas dos 20 projetos que compõem o programa. A primeira fase da iniciativa prevê investimentos ao longo do biênio 2012-2013, nas áreas socioeconômica, cultural, de meio ambiente e de desenvolvimento organizacional. O recurso, financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), será investido em ações gradativas, priorizando as áreas de implantação dos Parques, estendendo-se à percepção territorial. Além de criar novas propostas para as comunidades que estão recebendo os parques eólicos, o Catavento também dará continuidade a ações já existentes nessas áreas - em processo de planejamento ou de execução. A intenção é somar esforços e viabilizar o que já foi diagnosticado e organizado pela própria comunidade, para materializar as ações com mais celeridade. Entre os projetos abarcados nesta primeira fase do Programa Catavento, estão o Plano Museológico Museu de Arqueologia do Alto Sertão da Bahia (MASB), o Festival de Artes Cênicas da Casa Anísio Teixeira (Festcasa), oficinas de música e teatro, capacitação profissional, recuperação e preservação de mananciais de abastecimento público, compostagem, um plano de desenvolvimento de cadeias produtivas locais, construção de usina para beneficiamento de culturas regionais e apicultura, construção de um laboratório fitoterápico, ações de empreendedorismo e assessoria técnica rural, entre outros. A Renova Energia é uma das maiores companhia de geração de energia por fontes renováveis do Brasil. A empresa é líder em energia eólica contratada com 1.069MW, sendo 669MW de capacidade contratada no mercado regulado e 400MW no mercado livre. A Renova está construindo no interior da Bahia o maior complexo eólico do País. A Renova desenvolve projetos de forma integrada, desde a prospecção até a implantação e operação de seu parque gerador. Nos seus 11 anos de existência, o Grupo Renova investiu na formação de uma equipe multidisciplinar e altamente capacitada formada por profissionais com grande experiência do setor de energia do Brasil. Em julho de 2010, a Renova fez seu IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) tendo sido listada no Nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa onde atua sob o código RNEW11. É a única empresa dedicada à geração energia renovável do Brasil a negociar ações no mercado de capitais. Desde seu IPO até janeiro de 2012 as ações da Renova tiveram uma valorização de cerca de 74,3%. Segundo notícia veiculada em novembro de 2011 por revistas especializadas, foi uma das dez ações da BM&FBovespa que mais se valorizaram após o IPO. Fonte: Portal Fator Brasil Fonte: Portal Fator Brasil

UFRJ transforma o bagaço de cana em fibra de carbono

Editoria de arte/Folhapress Peças de carro, materiais da indústria de petróleo e até armações de óculos podem estar prestes a se juntar a etanol, cachaça e açúcar como produtos derivados da cana. Cientistas brasileiros desenvolveram um jeito de transformar os resíduos da planta em fibra de carbono, material um bocado valorizado pela indústria. Hoje, o bagaço da cana-de-açúcar é o principal resíduo do agronegócio brasileiro. Uma tonelada da planta usada para fazer etanol produz, em média, 140 kg de bagaço. Boa parte desses restos acaba queimada nas próprias usinas como forma de gerar energia, mas é uma destinação que ainda não consegue absorver todos os resíduos gerados. Se armazenados incorretamente, eles podem se tornar um fator sério de poluição ambiental. Foi pensando nisso que um grupo da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) decidiu agir e dar uma destinação mais nobre ao "lixo". Eles desenvolveram um método que extrai a lignina -uma importante molécula "estrutural" dos vegetais, responsável, entre outras coisas, pela sustentação- do bagaço da cana e a trata para que ela seja transformada em fibra de carbono. "Não é como transformar garrafa pet em tapete ou em árvore de Natal. É uma reciclagem com alto valor agregado, que pode gerar boas oportunidades, porque o Brasil ainda não tem produção industrial de fibra de carbono", diz Veronica Calado, coordenadora do trabalho e também do Núcleo de Biocombustíveis, de Petróleo e de seus Derivados da UFRJ. Na verdade, o grupo de Calado aproveita o "lixo do lixo" da cana-de-açúcar. Novas técnicas já permitem que o bagaço da produção de etanol seja tratado quimicamente e usado para dar origem a mais álcool, o chamado etanol de segunda geração. ÚLTIMA ETAPA A fibra de carbono é obtida depois que o bagaço já passou por esse segundo processo. A lignina extraída do bagaço é processada e passa por vários processos, que vão aumentando o teor de carbono. No fim, obtém-se a fibra, que é laminada e pode ser vendida para as mais diversas aplicações. Dez vezes mais forte do que o aço, mas ainda maleável e com elevada resistência à temperatura, a fibra de carbono é um material muito valorizado no mercado, com preços que podem variar entre US$ 25 e US$ 120 por kg. A principal maneira de obtê-la hoje é derivá-la do petróleo, com muitos aditivos. "A fibra de carbono pelo reaproveitamento da cana também é sustentável nesse sentido, porque vai diminuir a dependência do petróleo para mais um uso", avalia Verônica, da UFRJ. No mundo, já existem outras iniciativas para transformar a lignina em fibra de carbono. Todos esses projetos estão também em fase experimental. O grupo brasileiro, porém, orgulha-se de conseguir fazer o trabalho com menos aditivos, obtendo ainda um "extrato" de lignina mais puro e com maior potencial de transformação. O trabalho carioca ainda está restrito aos laboratórios, mas a técnica já se mostrou funcional. A coordenadora do estudo diz que não há ideia do preço final da fibra, mas que "com certeza ela será mais barata do que a vinda do petróleo". Agora, os cientistas estudam a melhor maneira de patentear o projeto. Fonte: Folha.com

domingo, 30 de setembro de 2012

ONG resgata e transfere leões para África

26 de setembro de 2012 | O Estado de S.Paulo Dono de dois leões e uma leoa teve que abrir mão dos animais por causa de lei na Sérvia

Poluição do ar reduz vidas humanas na Europa, mostra relatório

24 de setembro de 2012 | Barbara Lewis - Reuters Em média, a poluição diminui a expectativa de vida em cerca de oito meses, diz a Agência Europeia do Ambiente BRUXELAS - A poluição do ar está encurtando a vida em quase dois anos em partes da União Europeia, disse a Agência Europeia do Ambiente (AEA), reforçando o argumento de um aperto das restrições de emissões do bloco. Veja também: China sela parceria com a UE para reduzir emissão de carbono Emissão de CO2 de carros será informada por Inmetro A legislação tinha conseguido reduzir a quantidade de algumas toxinas liberadas por escapamentos e chaminés em toda a Europa, afirmou um relatório da AEA publicado nesta segunda-feira, 24. Mas ainda havia níveis perigosos de partículas microscópicas, conhecidas como material particulado e associado a doenças como câncer de pulmão e problemas cardiovasculares, acrescentou o relatório. Em média, a poluição do ar estava reduzindo a vida humana em toda a região em cerca de oito meses, disse o relatório. Também foi citada uma pesquisa separada, financiada pela Comissão, mostrando que a redução dos níveis de partículas pode aumentar a expectativa de vida em 22 meses em algumas áreas. O relatório não especificou as áreas, mas disse que a Polônia e outras regiões industriais do leste da Europa tinham níveis particularmente altos de poluição ou partículas. Londres tinha a pior qualidade do ar de qualquer capital da UE e foi a única cidade britânica a exceder os limites diários da UE para poluentes, acrescentou. Falando após a divulgação do relatório, a comissária de Meio Ambiente da UE, Janez Potocnik, afirmou que uma revisão das leis de qualidade do ar da UE no próximo ano precisava colocar os limites da UE para os níveis de poluição mais perto das recomendações mais estritas da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre níveis seguros de poluentes. "Isso (o relatório) é um aviso muito sério sobre a importância para a nossa qualidade de vida e saúde", disse Potocnik à Reuters. Além do impacto sobre a saúde, a diretora-executiva da AEA, Jacqueline McGlade, afirmou que a poluição custava ao bloco € 1 trilhão (US$ 1,30 trilhão) por ano em cuidados com saúde e impactos mais amplos sobre os ecossistemas. "A política da União Europeia reduziu as emissões de muitos poluentes ao longo da última década, mas podemos ir mais longe", disse ela. Outro desafio no ozônio O material particulado é visto como o mais grave risco de poluição do ar na Europa. Usando os dados mais recentes, de 2010, o relatório afirma que 21% da população urbana do bloco foi exposta a mais material particulado em concentrações acima do limite diário da UE. Até 30% dos habitantes da cidade enfrentaram a exposição acima de uma meta anual da UE para partículas mais finas, pequenas o suficiente para passar dos pulmões para a corrente sanguínea, tornando-as particularmente perigosas para a saúde. Os poluentes vêm da fumaça de carros, indústria e queima de combustível doméstico. Depois de passar por reações químicas complexas no ar, os poluentes entram na água, na terra agrícola e na cadeia alimentar e podem reduzir a produção agrícola.
27 de setembro de 2012 |Agência Brasil Al Gore diz que mudanças climáticas devem acirrar disputa por alimentos Em São Paulo, Al Gore apresentou dados que indicam aumento nas ocorrências de calor extremo
São Paulo – O ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore alertou nesta quarta-feira, 26, para o risco de o aquecimento global acirrar a disputa por alimentos e biocombustíveis. Durante a apresentação no Global Agribusiness Forum, realizado na capital paulista, ele ressaltou que as mudanças climáticas tendem a diminuir a produtividade de commodities agrícolas, como o milho e a soja, e provocar um acirramento sobre a sua destinação. Veja também: Se mundo não agir, mudança climática poderá matar 100 milhões até 2030 Grupo pede que 2ª etapa do Protocolo de Quioto seja definida até a COP 18 Steve Marcus/Reuters Al Gore se apresentou durante a 'Global Agribusiness Forum', em São Paulo "Em um mundo mais quente, se nós não começarmos a agir, o conflito entre plantar milho para produzir combustível e para alimentação irá se tornar ainda mais intenso", disse, destacando as altas nos preços dos alimentos nos últimos anos. Gore ressaltou ainda que as alterações no climáticas tendem a tornar difícil fazer previsões sobre o tempo, informações fundamentais para a agricultura. "A pertubação do ciclo biológico acabará com a possibilidade de se prever a ocorrência das chuvas", disse, após demonstrar por meio de estatísticas que o planeta enfrentou nos últimos anos aumento nas temperaturas médias. Além disso, Gore apresentou dados que indicam aumento nas ocorrências de calor extremo, acima de 50 graus Celsius, em países como o Iraque e Paquistão. Ao final, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos ressaltou a importância de um esforço conjunto para contornar o problema em tempo de evitar os efeitos mais catastróficos. "Nós temos que tomar a decisão de que isso é uma prioridade para nós. Nós temos que ir rapidamente em frente e, se queremos ir longe, temos que ir juntos".

Vistoria em lixão confirma situação de vulnerabilidade de ex-catadores no RJ

28 de setembro de 2012 - Agência Brasil Governo diz que fará mutirão para avaliar a saúde das pessoas no entorno do lixão de Itaoca
Rio de Janeiro – O governo federal participou, nesta-quinta-feira, 27, de uma vistoria técnica no lixão de Itaoca, em São Gonçalo, município da região metropolitana do Rio, com o objetivo de acompanhar e fiscalizar as ações emergenciais que estão sendo adotadas em favor das mil famílias que moram em situação considerada de grave de vulnerabilidade social no entorno do aterro. Veja também: Governo do Rio fecha mais um lixão no entorno da Baía de Guanabara Só 4 municípios do Rio têm planos de resíduos sólidos Fábio Motta/AE Lixão de Itaoca foi desativado no começo do ano Fechado no início do ano, o aterro de Itaoca esteve em atividade por cerca de 30 anos. Ex-catadores do aterro sanitário de Itaoca cobram assistência do governo do Rio. De acordo com o coordenador-geral de Movimentos Urbanos da Secretaria da Presidência da República, Maurício Dantas, que participou da visita, a situação dos moradores de Itaoca é preocupante. Ele disse que todas as famílias que moram na localidade estão em "situação desumana". Com o fechamento do lixão, elas não têm de onde tirar o sustento. Dantas informou que todas as famílias estão sendo cadastradas em programas sociais do governo federal, como o Bolsa Família. Ele disse que, de forma emergencial, será feito no local um mutirão para avaliar as condições de saúde dessas pessoas. "O objetivo da visita de hoje é articular os governos federal, estadual e municipal para ver que ações são necessárias para atender à demanda de sobrevivência das pessoas, e depois incluir esses catadores de uma forma que possam sobreviver da atividade de catação de materiais recicláveis", explicou Dantas. A vistoria também teve a participação de parlamentares da Alerj e representantes do governo do estado e da prefeitura da São Gonçalo. Entre as medidas emergenciais definidas pelas comissões de Saúde, Direitos Humanos e Cidadania e Saneamento Ambiental em audiência pública realizada no dia 12 passado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), está a criação de um fundo de valorização dos catadores e a imediata indenização financeira desses trabalhadores. A comissão defende que os catadores do lixão de Itaoca devem receber o mesmo tratamento que tiveram aqueles que exerciam a mesma atividade no aterro de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, desativado em julho deste ano. Na ocasião, todas as pessoas que atuavam no aterro foram indenizadas pelo governo do estado e instaladas em polos de reciclagem.

Exploração de madeira ilegal movimenta até US$ 100 bilhões por ano

28 de setembro de 2012 - O Estado de S.Paulo Exploração de madeira ilegal movimenta até US$ 100 bilhões por ano Até 90% da exploração é feita pelo crime organizado, aponta relatório do Pnuma e Interpol O comércio de madeira extraída ilegalmente na Amazônia, na África Central e no Sudeste Asiático movimenta de US$ 30 bilhões a US$ 100 bilhões por ano e é responsável por até 90% do desmatamento de florestas tropicais no mundo. O alerta foi feito ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela Interpol, durante divulgação do relatório Carbono Verde: Comércio Negro. Veja também: Amazônia Legal tem alta de desmate em agosto Ações para evitar desmatamento podem gerar US$1 bi no país Desmate em áreas protegidas no Pará fica sem punição De acordo com o levantamento, de 50% a 90% da exploração madeireira nos países daquelas três regiões é realizada pelo crime organizado, respondendo por até 30% do comércio global. A atividade, aponta o relatório, conta com velhas táticas, como suborno e falsificação de licenças, e tecnologias modernas de invasão de sites do governo. No total, foram descritas 30 formas de obtenção de madeira e "lavagem" de madeira ilegal. Casos assim foram identificados no Brasil. Em 2008, diz o trabalho, hackers que trabalham com madeireiros ilegais no Pará acessaram licenças de corte e transporte de madeira, possibilitando o roubo de 1,7 milhão de m³ de floresta. A história envolveu 107 empresas, que acabaram sendo processadas em US$ 1,1 bilhão. Segundo a Interpol, a retirada ilegal de madeira está associada também ao aumento de violência em geral, assassinatos e agressões a populações indígenas. A Polícia Internacional alerta que é necessário um esforço global coordenado para lidar com o problema. "A exploração madeireira ilegal pode minar esse esforço, roubando as chances de um futuro sustentável de países e comunidades, caso as atividades ilícitas sejam mais rentáveis do que as atividades legais de Redd (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação)", afirmou o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, durante a divulgação do relatório.

Ministro da Agricultura não descarta veto ao Código Florestal

28 de setembro de 2012 | Venilson Ferreira - Agência Estado Mendes Ribeiro diz que há questões técnicas que podem ser vetadas após discussão com o Poder Executivo O ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), não descartou a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff vetar trechos do texto da Medida Provisória do Código Florestal aprovado nesta semana pelo Senado Federal. Ele argumenta que existem questões técnicas que podem ser vetadas após discussão do texto pelo Poder Executivo. "Onde a maioria do governo estiver estará o ministro da Agricultura", diz ele. Veja também: Dilma sancionará Código Florestal sem vetos, diz relator Mario Mantovani resume aprovação da MP do Codigo Florestal: 'Um show de horror' Gilberto Carvalho garante que Dilma vai vetar MP do Código Florestal Senado aprova nesta terça-feira texto que altera o Código Florestal Mendes Ribeiro destacou que o importante é que "com ou sem veto da presidente Dilma Rousseff teremos um novo Código Florestal, que acabará com a insegurança jurídica no campo". Ele lembrou que foi criticado porque defendeu o veto na questão das Áreas de Preservação Permanente (APP) no texto aprovado pelo Congresso Nacional no final do ano passado. "A Câmara dos Deputados havia errado, pois a decisão prejudicava o pequeno produtor. A Medida Provisória baixada pela presidente Dilma corrigiu, aperfeiçoando o texto", diz ele.

Baleia rara é avistada pela 1ª vez no ano

28 de setembro de 2012 Baleia juarte branca foi vista no litoral da Austrália Uma baleia rara foi avistada no litoral da Austrália pela primeira vez este ano. Esta baleia jubarte branca foi batizada de Migaloo, ou "cara branco", em um idioma aborígene. Em 1991, o Migaloo tornou-se a primeira baleia jubarte branca a ser avistada. Esta época marca o começo da migração da espécie. Cerca de 17 mil baleias deste tipo passam o ano percorrendo as águas entre a Antártida e o norte da Austrália.

Países precisam fazer mais para reduzir extinção até 2020, diz ONU

28 de setembro de 2012 | ALISTER DOYLE E DAVID FOGARTY - Reuters Alguns até agora adotaram novos planos para combater ameaças como a poluição ou as alterações climáticas OSLO - Muitos países precisam fazer mais para diminuir a extinção de animais e plantas dentro das metas da ONU para 2020, que também economizariam ao mundo bilhões de dólares por ano, afirmam especialistas da ONU. Veja também: Dilma indica embaixadores que negociaram na Rio+20 para a ONU Rio+20 consolidou o modelo de crescimento sustentável Apenas alguns países --incluindo França, Guatemala e Grã-Bretanha-- até agora adotaram novos planos nacionais para combater ameaças como a poluição ou as alterações climáticas, de acordo com um pacto estabelecido no Japão em 2010. "Há muito mais a fazer", disse David Cooper, chefe da unidade científica, técnica e tecnológica no Secretariado da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB), em Montreal, à Reuters por telefone. Quase 200 nações se reunirão em Hyderabad, na Índia, de 8 a 19 de outubro, para avaliar o progresso em direção às metas para proteger a vida na Terra, que os relatórios da ONU dizem que está sofrendo a maior onda de extinções desde o desaparecimento dos dinossauros há 65 milhões de anos. Os governos concordaram em 2010 com 20 metas, incluindo eliminação progressiva dos subsídios prejudiciais e expansão das áreas protegidas, por exemplo, para salvar os recifes de coral valiosos que são viveiros para peixes ou para diminuir o desmatamento do Congo à Amazônia. "Há um progresso substancial. É rápido o suficiente para atingir as metas até 2020 para a maioria deles? Provavelmente não", disse Cooper. A biodiversidade está ameaçada por um aumento projetado na população humana para 9 bilhões em 2050, de 7 bilhões agora. "Nós precisamos de um aumento nas atividades", afirmou ele, como parte de uma série de entrevistas sobre as perspectivas para Hyderabad. A biodiversidade engloba tudo, desde alimentos à produção de madeira. As nações também têm tido dificuldades para ratificar um protocolo que estabelece as regras para o acesso aos recursos genéticos, tais como plantas tropicais raras utilizadas em medicamentos, e formas de compartilhar benefícios entre empresas, povos indígenas ou governos. Até agora, 92 países assinaram o Protocolo de Nagoya, mas apenas seis ratificaram, bem aquém dos 50 necessários para que ganhe força legal. A meta é que o protocolo esteja em pleno funcionamento até 2015. OTIMISMO DEMAIS "Estávamos um pouco otimistas demais", disse Valerie Normand, diretora sênior do programa para acesso e compartilhamento de benefícios na CDB, que disse que o Secretariado esperava que o protocolo pudesse entrar em vigor este ano. A expectativa agora é para 2014. Cooper disse que muitos dos objetivos fixados para 2020 economizariam bilhões de dólares por ano, ao garantir que a agricultura, desmatamento ou pesca possam ser geridos de forma sustentável. Alguns pescados, por exemplo, têm sido explorados ao ponto de colapso. Em Nagoya, especialistas estimam que o financiamento anual para salvaguardar a biodiversidade totalizou cerca de 3 bilhões de dólares por ano, mas alguns países em desenvolvimento queriam que aumentasse para cerca de 300 bilhões de dólares. "Estes números são grandes, mas são triviais em comparação com os benefícios que estamos recebendo da biodiversidade. Se não agirmos, os custos serão muito maiores", afirmou Cooper. Entre as preocupações, 32 por cento das raças de gado estão sob ameaça de extinção nos próximos 20 anos, diz a Organização para a Alimentação e Agricultura das Nações Unidas. E 75 por cento da diversidade genética das culturas agrícolas foram perdidas desde 1900.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Complexo Tapajós: Ainda mais grave que Belo Monte

Embora menos comentado e debatido, o projeto é considerado ainda mais devastador do que Belo Monte. Por Cesar Sanson* (3’15” / 763 Kb) - Na surdina o governo vai levando adiante o plano de construir o Complexo hidrelétrico na bacia do Tapajós – o maior mosaico de biodiversidade do planeta. Embora menos comentado e debatido, o projeto é considerado ainda mais devastador do que Belo Monte. Para viabilizar o projeto, o governo publicou em janeiro uma medida provisória – convertida em lei em junho –, reduzindo as unidades de conservação nas áreas que serão atingidas pelas obras. A construção do complexo de usinas na bacia do rio Tapajós, entre os Estados do Amazonas e do Pará, vem sendo arquitetada desde a década de 1980. O projeto foi retomado pelo governo faz quatro anos e prevê a construção de duas usinas: São Luiz do Tapajós e Jatobá. Originalmente o projeto previa cinco usinas. A de maior impacto é a usina de São Luis dos Tapajós que será responsável por um custo ambiental ainda mais pesado do que Belo Monte e proporcional ao significado dos estragos de Itaipu na época da ditadura militar. Prevê-se que a barragem terá 3,5 km de cumprimento e 39 metros de altura, o equivalente a um prédio de 13 andares e será erguida em uma das áreas mais protegidas da região: o Parque Nacional da Amazônia. Aproximadamente 1.370 quilômetros quadrados de florestas serão inundados pelo lago, uma área quase do tamanho da cidade de São Paulo, equivalente a duas vezes e meia a inundação que será causada pela hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu. A obra atingirá ainda populações indígenas. O anúncio do Complexo Tapajós deu origem em 2009 ao Movimento Tapajós Vivo que acusa o governo de “iminente sacrifício de 140 mil hectares de Floresta Amazônica no altar do PAC”. O Complexo Tapajós é mais um tributo à voracidade e insaciabilidade do modelo desenvolvimentista e mais uma confirmação da concepção ‘fordista’ de visão de mundo de que é refém o governo. Esse modelo assenta-se nas bases produtivista e consumista e investe pesadamente em matrizes energéticas centralizadoras e poluidoras (fósseis), perigosas (nuclear) ou devastadoras do meio ambiente (hidrelétricas). Destaque-se que o eixo energia, na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), registra R$ 55,1 bilhões em investimentos. No “altar” do modelo desenvolvimentista está também o sacrifício do Código Florestal; a portaria 303 da Advocacia Geral da União – AGU; a PEC 215 e a citada Medida Provisória nº 558. *Cesar Sanson é professor de sociologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). 08/08/12

terça-feira, 10 de julho de 2012

Como Preservar o Meio Ambiente em sua Empresa

OPERSAN - Serviços Ambientais Current Articles | RSS Feed 10 Práticas Simples Como Preservar o Meio Ambiente em sua Empresa Posted by Opersan - on Mon, Apr 16, 2012 @ 01:47 PM 12 Preservar o meio ambiente é mais simples do que parece: basta ter disposição para a mudança. O primeiro passo é estabelecer compromissos e engajar os funcionários nesse movimento. Eles mesmos podem participar com sugestões para tornar o dia a dia mais sustentável, através de ações para diminuir o desperdício durante as atividades, incentivar a reciclagem e a reutilização, racionalizar os recursos naturais e energéticos e a disposição adequada dos resíduos gerados. Nós preparamos algumas dicas para as empresas que estão preocupadas com sustentabilidade e meio ambiente. Confira. 1. Gestão de Resíduos Reduzir a geração de resíduos diminui o impacto no meio ambiente e o uso de novos recursos naturais, contribuindo ainda com a redução de custos. Além do tratamento de resíduos e efluentes, a empresa pode pensar em pequenos gestos, como incentivar a reciclagem de pilhas e baterias. 2. Recicle Fazer o descarte correto do lixo reciclável e a compostagem de resíduos orgânicos. A empresa pode fazer parceria com cooperativas de reciclagem e ate produzir se próprio adubo orgânico. Já existem empresas, como a Opersan, que possuem fabrica de fertilizante orgânico composto e utilizam como materia-prima os resíduos orgânicos industriais e agro-industriais. 3. Invista no transporte coletivo Incentive a criação da carona solidária. Dependendo da localização da empresa, a bicicleta também pode ser uma alternativa. Reuniões que podem ser feitas por telefone ou internet diminuem o consumo com o veículo. Por ser fonte poluidora, os automóveis tem de estar com a manutenção em dia. 4. Compartilhe o material do escritório Mantenha uma caixa comum com canetas, lápis e demais materiais de uso comum. Seja seletivo na compra do material. Já existem opções como papel reciclado e lápis de madeira certificada, que são produzidos para redução do impacto ambiental. 5. Use menos o papel Incentive os funcionários a imprimir menos e a economizar papel: utilize os dois lados da folha e faça blocos de nota com papéis usados. 6. Não ignore o verão Usar roupas leves no verão em sua empresa, permitindo que o ar condicionado funcione em uma potência menor, o que economiza energia. 7. Troque as lâmpadas Lâmpadas compactas fluorescentes duram 10 vezes mais do que uma lâmpada padrão e utilizam pelo menos dois terços a menos de energia. Depois de usadas, as lâmpadas podem ser recicladas. 8. Evite o desperdício de água Mantenha em dia a manutenção do sistema hidráulico para evitar vazamentos. Invista em acessórios que gastam menos água que os aparelhos comuns, para reduzir o consumo. 9. Registre os resultados Já começou as mudanças na sua empresa? Então está na hora de registrar os resultados obtidos para conseguir avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas. 10. Comunique A comunicação faz parte do engajamento dos funcionários, por isso eles têm de estar por dentro de todas as etapas em prol do meio ambiente feitas em sua empresa. Ao serem incetivados a participar, sua companhia terá resultados positivos. Está faltando alguma coisa da nossa lista? O que você incluiria? 1 Comments Click here to read/write comments Tags: Composto Orgânico, Compostagem Orgânica, Reuso de Água, Como Preservar o Meio Ambiente, Resíduos Industriais A Fabricação do Fertilizante Composto Orgânico 2 A compostagem orgânica de fertilizante composto é um processo de tratamento de diversos resíduos orgânicos e agroindustriais, como restos de alimentos, lodos biológicos de tratamento de efluentes, materiais filtrantes de agroindústria, cinzas de caldeiras, cama de aviário, bagaços em geral, produtos vencidos, pó de serraria, entre outros. Os materiais passam por um rigoroso controle em todas as etapas do processo, que resultam na produção de fertilizante orgânico. Por meio da reciclagem do lodo, o potencial benéfico de um material rico em matéria orgânica e nutrientes é aproveitado e, ao mesmo tempo, eliminam-se os riscos ambientais de sua disposição inadequada. As empresas que destinam seus resíduos para reciclagem por meio da compostagem orgânica, além de fazerem a destinação correta dos materiais, também deixam de ser responsáveis legalmente por esses resíduos, uma vez que estes passam por uma transformação total em suas características, resultando em um novo produto sob inteira responsabilidade da Opersan. Disposição do lodo desidratado nas leiras A compostagem é um processo biológico de degradação da matéria orgânica. Os materiais seguem para as leiras, onde os microrganismos degradam a matéria orgânica por meio de processos exotérmicos que geram calor, e consequentemente, aumentam a temperatura das leiras. Revolvimento com despreendimento de calor na fase termofílica A matéria orgânica é mantida em temperatura acima de 55°C por mais de 30 dias. Quando a atividade biológica diminui, a temperatura também diminui. Nesta fase a leira do composto é revolvida para promover a aeração e a mistura dos materiais. Se a temperatura mantiver-se estável, é porque o composto está pronto. Esse processo corresponde a higienização de todo o material, eliminando organismos causadores de doenças aos homens e animais. Aplicação em áreas agrícolas A compostagem apresenta um produto final com excelentes características agronômicas. O lodo devidamente tratado passa a ser denominado fertilizante orgânico composto classe D, registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) sob o número SP-80610 10000-7. O fertilizante orgânico é fornecido para produtores de citros, eucaliptos, cana-de-açúcar, flores, café e outras culturas. A aplicação do fertilizante orgânico é realizada de acordo com o Decreto Federal 4.954 de 14/01/2004 e suas Instruções Normativas 27 de 05/06/2006 e 25 de 23/07/2009, atendendo também as disposições da resolução CONAMA nº 375/2006.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Notícias Ambientais

Na Rio+20, sociedade civil pede a Chefes de Estados o fim de subsídios para energias fósseis Diálogos Sustentáveis defende também metas ambiciosas de energias renováveis e o acesso universal, igualitário e barato da energia sustentável para todos até 2030.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Brasileiros, até quando ?

Até quando ? Vamos esperar acontecer isso ???

O poder do silêncio

Portal Vida Consciente SILÊNCIO DOS LOBOS Pense em alguém que seja poderoso... Essa pessoa briga e grita como uma galinha, ou olha e silencia, como um lobo? Lobos não gritam. Eles têm a aura de força e poder. Observam em silêncio. Somente os poderosos, sejam lobos, homens ou mulheres, respondem a um ataque verbal com o silêncio. Além disso, quem evita dizer tudo o que tem vontade, raramente se arrepende por magoar alguém com palavras ásperas e impensadas. Exatamente por isso, o primeiro e mais óbvio sinal de poder sobre si mesmo é o silêncio em momentos críticos. Se você está em silêncio, olhando para o problema, mostra que está pensando, sem tempo para debates fúteis. Se for uma discussão que já deixou o terreno da razão, quem silencia mostra que já venceu, mesmo quando o outro lado insiste em gritar a sua derrota. Olhe. Sorria. Silencie. Vá em frente. Lembre-se de que há momentos de falar e há momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a (falsa) idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade! Você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados, como defendeu Xenocrates, mais de trezentos anos antes de Cristo, ao afirmar: “Me arrependo de coisas que disse, mas jamais do meu silêncio". Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas. D. A

terça-feira, 5 de junho de 2012

Nossas vidas depende de cada atitude que tomamos

Você concorda com a maneira que os governantes vem fazendo com nossa maior riqueza ? então lembre-se quem cala consente, já passou da hora do povo reagir!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Campanha quer estimular discussão sobre proteção aos oceanos

30 de maio de 2012 | 15h 01 - estadao.com.br Vídeo na internet quer chamar a atenção para problemas como a pesca predatória Uma campanha na internet quer estimular discussões sobre a proteção aos oceanos na Rio+20. Um vídeo, feito pela ONG britânica PEW Environment mostra o impacto de problemas como pesca predatória e a falta de fiscalização. Especialistas defendem a criação de uma convenção só para tratar da proteção aos oceanos.

Instituto da UFRJ criará tecnologias verdes

25 de maio de 2012 | 3h 02 - Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo Representante do Pnuma no Brasil disse que o centro dará concretude a várias aspirações dos países-membros da ONU RIO - Um novo prédio no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, vai abrigar o Instituto Global para Tecnologias Verdes e Emprego, além do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. O instituto é uma parceria da Coppe/UFRJ com o governo do Estado do Rio, que tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O lançamento vai ocorrer no dia 4, com a presença do diretor do Pnuma, Achim Steiner, e da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entre outros. O diretor da Coppe e secretário executivo do Fórum, Luiz Pinguelli Rosa, disse que o instituto vai concentrar várias atividades e programas de pós-graduação, reunindo inicialmente cerca de 30 pesquisadores. Segundo ele, novos laboratórios deverão ser criados com a oportunidade de ampliação de parcerias com universidades estrangeiras. "O instituto vai potencializar estudos e pesquisas que a Coppe desenvolve, principalmente nas áreas de energia, mudanças climáticas e inovação, agora com uma cooperação internacional maior." A representante do Pnuma no Brasil, Denise Hamú, disse que o centro vai "dar concretude a várias aspirações dos países-membros (da ONU), com experiências que serão desenvolvidas para tecnologias verdes". Segundo ela, a iniciativa terá todo o apoio institucional do Pnuma, mas não será oficialmente vinculada à ONU. Não há compromisso de recursos. "Estamos numa fase de intercâmbio de ideias para esse instituto, que é inédito no mundo, com foco na economia verde e em tecnologias sustentáveis. Vamos nos valer dos resultados da Rio+20 para identificar áreas de cooperação", disse Denise. Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde da pasta de Meio Ambiente do governo estadual, é uma das idealizadoras do projeto. O objetivo é tornar o Rio referência em pesquisa de novas tecnologias voltadas para a economia verde e o desenvolvimento sustentável. Na inauguração, Steiner vai lançar a versão em português do relatório da ONU sobre empregos relacionados a tecnologias sustentáveis.

Instituto da UFRJ criará tecnologias verdes

25 de maio de 2012 | 3h 02 - Felipe Werneck - O Estado de S.Paulo Representante do Pnuma no Brasil disse que o centro dará concretude a várias aspirações dos países-membros da ONU RIO - Um novo prédio no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão, vai abrigar o Instituto Global para Tecnologias Verdes e Emprego, além do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas. O instituto é uma parceria da Coppe/UFRJ com o governo do Estado do Rio, que tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O lançamento vai ocorrer no dia 4, com a presença do diretor do Pnuma, Achim Steiner, e da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entre outros. O diretor da Coppe e secretário executivo do Fórum, Luiz Pinguelli Rosa, disse que o instituto vai concentrar várias atividades e programas de pós-graduação, reunindo inicialmente cerca de 30 pesquisadores. Segundo ele, novos laboratórios deverão ser criados com a oportunidade de ampliação de parcerias com universidades estrangeiras. "O instituto vai potencializar estudos e pesquisas que a Coppe desenvolve, principalmente nas áreas de energia, mudanças climáticas e inovação, agora com uma cooperação internacional maior." A representante do Pnuma no Brasil, Denise Hamú, disse que o centro vai "dar concretude a várias aspirações dos países-membros (da ONU), com experiências que serão desenvolvidas para tecnologias verdes". Segundo ela, a iniciativa terá todo o apoio institucional do Pnuma, mas não será oficialmente vinculada à ONU. Não há compromisso de recursos. "Estamos numa fase de intercâmbio de ideias para esse instituto, que é inédito no mundo, com foco na economia verde e em tecnologias sustentáveis. Vamos nos valer dos resultados da Rio+20 para identificar áreas de cooperação", disse Denise. Suzana Kahn, subsecretária de Economia Verde da pasta de Meio Ambiente do governo estadual, é uma das idealizadoras do projeto. O objetivo é tornar o Rio referência em pesquisa de novas tecnologias voltadas para a economia verde e o desenvolvimento sustentável. Na inauguração, Steiner vai lançar a versão em português do relatório da ONU sobre empregos relacionados a tecnologias sustentáveis.

Senador do PMDB será relator da MP do Código Florestal

29 de maio de 2012 | 16h 25 - Eduardo Bresciani, do estadão.com.br Luiz Henrique (SC) já teve encontro com a ministra do Meio Ambiente para discutir texto que altera projeto aprovado na Câmara BRASÍLIA - O senador Luiz Henrique (PMDB-SC) será o relator da Comissão Mista da Medida Provisória 571, que altera a Lei 12.651, do Código Florestal. O parlamentar já esteve nesta terça-feira, 29, com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. A MP foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda, 28, juntamente com os vetos ao Código Florestal e uma comissão mista do Congresso irá analisar o texto. Veja também: Para entidades, novo Código traz anistia e redução da proteção ambiental MP sobre Código Florestal defende 'uso sustentável' de floresta Na segunda-feira, integrantes da bancada ruralista na Câmara sinalizaram que vão tentar negociar itens da MP. Na Câmara, a relatoria ainda não foi decidida. Pelo novo rito de tramitação das MPs, definido pelo Supremo Tribunal Federal, a proposta só pode ser levada a plenário na Câmara e no Senado após a aprovação de parecer na comissão. A MP estabelece o foco da legislação "na proteção e uso sustentável" de florestas, promovendo o desenvolvimento econômico, segundo o texto publicado no Diário Oficial da União. A MP retoma a essência do primeiro artigo do texto produzido pelos senadores no fim do ano passado e "estabelece normas gerais com o fundamento central da proteção e uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa em harmonia com a promoção do desenvolvimento econômico", segundo texto publicado nesta segunda./Com informações da Agência Reuters

Mata Atlântica permanece sob a ameaça de fornos de carvão em Minas

29 de maio de 2012 | 22h 30 - Giovana Girardi Levantamento do Inpe e SOS Mata Atlântica mostra que taxa de perda da vegetação teve leve queda de 2010 a 2011, mas a presença de nuvens pode ter mascarado valor real A taxa de desmatamento da Mata Atlântica voltou a apresentar uma leve queda entre 2010 e 2011, em relação à perda de cobertura florestal que havia ocorrido no biênio anterior (2008 a 2010), mas os dados levantam a bandeira vermelha de que o bioma mais devastado do Brasil continua sendo ameaçado.
Jose Patricio/AE br Arrendamento para plantação de cana em fazenda de MG colaborou para a derrubada de árvores Essa é a interpretação feita pela SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que divulgaram nesta terça, 29, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Olhando apenas a estatística, a devastação praticamente ficou estável. No biênio 2008- 2010, o desmate tinha sido de 31.195 hectares - cerca de 15.500 por ano. Entre 2010-2011 (período de um ano) foi de 13.312 ha ou 133 km². Mas houve aumento significativo na Bahia e em Minas, líderes no ranking do desmate (mais informações nesta página). E justamente esses Estados estiveram muito cobertos por nuvens durante a observação pelo satélite (cerca de 60% de visualização). "Não posso afirmar que parou ou diminuiu o desmatamento porque grande parte de Bahia e de Minas não foi avaliada. Certamente se eu tivesse imagens - como esses são os Estados mais críticos - teríamos observado mais desmatamento ali", explica Marcia Hirota, coordenadora do Atlas pela SOS Mata Atlântica. Além disso, no levantamento anterior haviam sido mapeados 16 dos 17 Estados originalmente cobertos pela Mata Atlântica e neste foram somente dez. Em Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Sergipe e Rio Grande do Norte, a análise foi impossibilitada pela ocorrência de nuvens. Piauí não foi avaliado em nenhuma ocasião. "Vimos queda em termos absolutos, mas se tivesse todas as informações, provavelmente esse total seria maior." Segunda Márcia, a ameaça na Bahia e em Minas, onde o problema já tinha sido identificado no levantamento anterior, são os fornos de carvão. O alvo são sobretudo as regiões com as chamadas "matas secas", um tipo de vegetação que lembra a do Cerrado e por isso às vezes é confundida com ele. Mas pela lei da Mata Atlântica, de 2006, não é. Entre os municípios campeões de desmate, três estão em Minas (Águas Vermelhas, Jequitinhonha e Ponto dos Volantes, 1º, 3º e 5º, respectivamente), formando o que especialistas chamaram de "triângulo do desmatamento". Lá, a pressão é dos fornos. Para a equipe, apesar de o total de desmate parecer pequeno, os dados são significativos porque restam 7,9% de Mata Atlântica no País, quando analisados os fragmentos com mais de 100 hectares - tamanho considerado representativo para a conservação da biodiversidade. Código Florestal. Mario Mantovani, diretor de Políticas da Mata Atlântica, alerta que o dado também é significativo diante da mudança do Código Florestal. Apesar de a lei da Mata Atlântica prevalecer sobre o Código, garantindo a proteção ao bioma, ele reduz a necessidade de recomposição de mata ciliar que tenha sido desmatada. Na avaliação dos especialistas, para a Mata Atlântica, a recuperação é até mais importante, visto que a maior parte já está destruída. Isso põe em risco, segundo eles, o fornecimento de água das grandes cidades, como São Paulo.

Dilma liga crescimento a preservação

31 de maio de 2012 | 3h 14 - Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro - O Estado de S.Paulo Presidente diz que 'produção sustentável é a melhor forma de gerar oportunidades' e reitera que Rio+20 vai exigir cumprimento de metas BRASÍLIA - Dois dias após a publicação dos vetos do Código Florestal, que geraram críticas de ruralistas e ambientalistas, a presidente Dilma Rousseff disse ontem, em evento no Palácio do Planalto, que a preservação do meio ambiente é "condição essencial" do crescimento econômico. Ela aproveitou para reforçar o convite a delegações estrangeiras para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. "A matriz energética renovável é sempre melhor do que uma matriz fóssil ou físsil (nuclear)", disse Dilma, durante solenidade de entrega da quarta edição do Prêmio Objetivos do Desenvolvimento do Milênio Brasil. "Percebemos também que um desenvolvimento e um crescimento econômico que não respeitam o meio ambiente comprometem o presente e o futuro dos nossos países", acrescentou a presidente. Dilma lembrou que falta menos de um mês para a realização da Rio+20, que vai trazer uma "nova discussão". "Sem abrir mão dos nossos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, temos de dar passos à frente. E os nossos passos à frente são a expressão do nosso comprometimento com essa tríade: incluir, crescer, proteger e conservar, ou conservar, proteger, crescer e incluir", afirmou. "E isso significa que teremos de criar metas, a serem perseguidas e realizadas." Para a presidente, "aprendemos que a preservação do meio ambiente é condição essencial do crescimento econômico. E descobrimos que a produção sustentável é a melhor forma de gerar oportunidades para a inclusão de todos nós". Ao final do discurso, a presidente aproveitou para reiterar o convite a "todos os ministros da América Latina, do Caribe e da África" a comparecer à Rio+20. Compromisso. O setor privado "está quilômetros à frente do setor público" em seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. A avaliação é de George Kell, diretor executivo do United Nations Global Compact, uma entidade ligada à ONU com o apoio de empresários ao redor do mundo. Em entrevista coletiva em Nova York, Kell frisou a importância de a comunidade internacional apoiar a Rio+20 mesmo diante da crise europeia, desaceleração dos Brics, eleições nos EUA e a crise no Oriente Médio. "Não podemos pensar em soluções de curto prazo porque essas levarão à construção de barreiras. O mais importante será restaurar a cooperação multilateral mesmo em um cenário adverso", disse. O objetivo da Global Compact, segundo ele, é elevar de 7 mil para 20 mil o total de executivos associados na Rio+20. Ao longo desta semana, diplomatas envolvidos na Rio+20 estão reunidos na sede da ONU em Nova York, na penúltima rodada de negociações para redigir o documento final da conferência, de 20 a 22 de junho - o acordo tem de ser obtido por consenso. Por isso, o processo tem sido demorado. Amanhã, encerra-se o prazo para as negociações. Depois, os debates serão transferidos de Nova York para o Rio./ COLABOROU GUSTAVO CHACRA, DE NOVA YORK

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Ainda tímidas, iniciativas verdes e de baixo custo dão alento

30 de maio de 2012 | 3h 10 - Roberta Pennafort - O Estado de S.Paulo Energia solar e reúso de água ganham força; Rio já tem exemplos de prédios e escolas sustentáveis
RIO - Numa cidade que está longe de ser exemplo de desenvolvimento sustentável, ou seja, com respeito ao meio ambiente, iniciativas isoladas destacam-se como bons exemplos a serem seguidos: do morador que decidiu criar em casa um sistema de reutilização de água e aproveitamento da energia solar para esquentar o banho da família aos prédios erguidos já com a previsão de cultivo de telhado verde, vidros isotérmicos nas janelas para reduzir o uso de ar-condicionado, coletores seletivos de lixo e sensores de presença para evitar desperdício de luz. A construção pode ficar até 10% mais cara, mas o futuro gasto com energia chega a ser reduzido pela metade. BBC/Reprodução Depois da caixa d'água e coletores aquecidos pelo sol (basta um mormaço para dar conta de dois chuveiros) e das calhas para recolhimento de água da chuva, Hans Rauschmayer, alemão radicado no Rio há dez anos, planeja a instalação de placas fotovoltaicas para baixar ainda mais a dependência da eletricidade - hoje a conta da família de cinco pessoas é de apenas R$ 50. A água da chuva serve ao vaso sanitário e para regar as plantas. Tudo foi preparado com o manual da ONG Sociedade do Sol, que ele baixou na internet (www.sociedadedosol.org.br) e materiais baratos, como tubos de PVC. Rauschmayer trabalhava com informática, mas, seguindo a tradição alemã de preocupação com a ecologia, passou a se interessar mais pela questão. Em 2003, começou a fazer as transformações em casa. O passo seguinte foi fundar a empresa Solarize Rio, que oferece treinamento para aplicação rápida do que chama de "tecnologia popular do aquecimento solar de baixo custo", tanto para empresas quanto para pessoas comuns. "Queria disseminar algo que ninguém estava fazendo", diz Rauschmayer. "É muito fácil de preparar, não precisa ter uma especialização, só alguma habilidade. A demanda tem aumentado, existe um movimento por conta da Rio+20, mas o Rio está atrasado em relação a cidades como São Paulo e Belo Horizonte. Eu ainda fico surpreso ao ver que no Brasil o Sol só é aproveitado na praia, ao contrário do que ocorre na Alemanha." O país é o líder do mercado mundial de energia solar, a despeito de seu clima. O Rio não tem tradição de prédios ambientalmente corretos. Mas empreendimentos imobiliários do gênero têm feito sucesso. Habitado há dois meses, o Ecolife Freguesia conquistou compradores ao oferecer diferenciais pouco vistos, como descargas com jato mais forte de água, o que torna desnecessário o duplo acionamento, e churrasqueiras ecológicas - a gás, e não a carvão. O gêmeo Ecolife Recreio, finalizado em abril, já está todo vendido. Certificação. Com paredes com camada dupla de vidro, que reduzem o consumo de ar em até 60%, e corredores iluminados naturalmente, a Universidade Petrobrás, na Cidade Nova, é um dos primeiros prédios sustentáveis da cidade. Recebeu em 2008 a certificação internacional Leed (de Leadership in Energy and Environmental Design), desejada por outros 13 imóveis cariocas. Cumpriu o mínimo de 26 exigências numa lista de 69. Tem até vagas especiais para veículos que poluem pouco. Um dos postulantes é o Colégio Estadual Erich Walter Heine, onde o esforço se vê nos detalhes: não há copos descartáveis; cada aluno e professor tem sua caneca para beber água. De telhado verde - que, entre outros benefícios, atenua a poluição atmosférica -, a escola, construída em formato de catavento, para maior circulação do ar, se autointitula a primeira instituição educacional sustentável da América Latina. São casos esparsos, mas que tendem a se tornar mais numerosos, acredita o diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (Nima) da PUC-Rio, Luiz Felipe Guanaes. "As mudanças de comportamento são processos demorados. Os alunos que nasceram pós-Eco-92 estão chegando à universidade mais conscientes. Os materiais vão baratear, é uma nova sociedade que vai surgir."

Capital da Rio+20 é insustentável

30 de maio de 2012 | 9h 50 - Clarissa Thomé e Heloísa Aruth Sturm - O Estado de S. Paulo
Foto: Marcos de Paula Cercado de verde, Rio decepciona com praias poluídas e baixo índice de coleta de lixo e saneamento Limpeza das praias é desafio para a administração do Rio de Janeiro. Veja também: ESPECIAL: A cobertura da Rio+20 RIO - Cidade que vai abrigar a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o Rio está longe de ser uma capital verde. A cidade acumula problemas - esgoto que contamina praias e lagoas, falta de coleta seletiva, transporte concentrado em ônibus - e seus moradores ainda resistem a abandonar hábitos pouco ecológicos, como as sacolinhas plásticas. Em resumo, a sede da Rio+20 ainda não fez o dever de casa ambiental. Os problemas são nítidos nas áreas onde vão ocorrer os eventos da conferência. Quem frequentar a Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, parque de 1,2 milhão de m² de cara para o Pão de Açúcar, vai conviver com a poluição da Baía de Guanabara. São jogados 15 mil litros de esgoto por segundo no local, que espera há 20 anos a conclusão do programa de despoluição. O Rio é um dos poucos lugares a ostentar duas imensas áreas florestais no coração da cidade: a Floresta da Tijuca e o Parque Estadual da Pedra Branca. A cidade tem 34,7 mil hectares de vegetação natural e 2,2 mil hectares de áreas reflorestadas (30,3% do seu território), o equivalente a mais de 230 Parques do Ibirapuera, segundo dados do município. É a cidade com maior cobertura vegetal do País - cerca de 700 mil árvores plantadas em calçadas e canteiros compõem a arborização urbana do Rio. Mas quem transita somente pelas zonas sul e oeste da cidade, regiões turísticas que servem de cenário para os principais cartões-postais do Rio, não imagina que a capital carioca apresenta, em diversos pontos, uma grande escassez de áreas verdes. Jardins. Enquanto a cidade tem uma média de 55 m² de área verde por habitante, bem acima dos 12m² recomendados pela Organização Mundial da Saúde, a zona norte registra apenas 3,75. Se considerarmos apenas a área verde pública de lazer, como parques e jardins, o índice cai para 0,6 - pior do que o verificado no extremo leste de São Paulo. Na zona oeste, as ligações clandestinas de esgoto e o lixo fazem as lagoas da Baixada de Jacarepaguá agonizar há anos. São lagoas vizinhas ao Riocentro, sede da conferência da ONU. Em alguns pontos, estão tão assoreadas que a profundidade é de menos de meio metro. "Essa região teve um crescimento urbano muito rápido e a infraestrutura sanitária não acompanhou", explica Fátima Soares, gerente de Avaliação de Qualidade das Águas do Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A zona oeste tem o pior indicador de saneamento básico de toda a cidade. Apenas 79% dos domicílios estão conectados à rede de esgoto, e ainda ocorre o lançamento em valas, rios ou no mar. É nessa área que fica a região de Guaratiba, onde se localiza uma reserva ecológica de 36 km². Ali, cerca de 18% de todo o esgoto é lançado em valas e quase 6% vão direto para lagos e o oceano - média inferior à da cidade, que registra 2,24% de esgoto a céu aberto e 1,43% nas águas. Mas uma das situações mais graves é registrada no Alto da Boa Vista, na região da Floresta da Tijuca, zona norte. O bairro de classe alta possui rede de esgoto em apenas 66% dos domicílios. Em 14% das residências, tudo é despejado em fossas rudimentares, e em 11% dos casos o esgoto é lançado no rio. As famosas praias da zona sul também foram afetadas pelo esgoto. No último verão, a do Leblon, por exemplo, só foi considerada própria por dois dias. Dois projetos, ao custo de R$ 650 milhões, preveem a despoluição das praias até 2014 e das lagoas, até 2016. O desafio do lixo. Embora a prefeitura vá fechar o Aterro de Gramacho, o maior da América Latina, em 1.º de junho, a questão do descarte do lixo está longe de ser resolvida. A coleta seletiva atinge poucas ruas de 41 dos 160 bairros. A quantidade de lixo separada na cidade ao longo de todo o ano passado, 7, 1 mil toneladas, é próxima do que São Paulo reciclou só no bairro de Vila Mariana - 6,7 mil toneladas. No Rio, a coleta seletiva se restringe a 0,3% das 152 mil toneladas de dejetos coletados por mês. Promessa. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) promete uma cidade mais verde até 2016. "Agora é que podemos começar a pensar em lixo reciclado. Como eu ia pensar em reciclagem em uma cidade que não tinha um centro de tratamento de resíduos adequado? Agora estamos fazendo dez centros de reciclagem em uma primeira parceria com BNDES, em um investimento de R$ 60 milhões. O programa de despoluição das lagoas está em execução, financiado pelo governo federal. Tem avanços, mas o caminho é longo", reconhece. Angela Fonti, presidente da Companhia Municipal de Limpeza Urbana, promete "ação mais agressiva" para reduzir a informalidade na coleta seletiva. "Mas a gente precisa também que a sociedade entenda que tem de reciclar materiais." É a falta de participação popular que compromete a aplicação da lei das sacolas, diz o coordenador de Fiscalização do Inea, José Maurício Padrone. Desde julho de 2010, o consumidor tem direito a R$ 0,03 de desconto na conta a cada cinco produtos que compra e dispensa o uso da embalagem descartável. Não pegou: ou a população não leva a sua sacola retornável ao mercado ou o próprio estabelecimento não dá o desconto. Em dois anos, 134 comércios foram fiscalizados e 34, multados. A estimativa é de que 2 bilhões de sacolas deixaram de ser distribuídas. "Isso é um problema de mentalidade e de educação, e não é só do carioca, é um problema nacional. A pessoa tem aquela visão de que é a favor, acha muito bom, mas não se vê como agente participativo direto", diz Angela. "Isso tem de se transformar em disposição por ações proativas, é um desenvolvimento de mudança de hábitos", afirmou Carlos Alberto Muniz, vice-prefeito e secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro.

Uso de bicicleta cresce 300% e vira alternativa no Rio

30 de maio de 2012 | 7h 43 - Clarissa Thomé - O Estado de S. Paulo
Werther Santana/AE O bancário Ângelo Rossi, de 44 anos, enfrentava duas horas e meia no trânsito para chegar ao trabalho, de ônibus. De carro, também demorava muito - uma hora e meia. Depois de muito estudo e troca de informações em fóruns virtuais, investiu R$ 1,3 mil em uma bicicleta dobrável e passou a ter outra rotina. Para chegar à agência, pedala um trajeto de 6 km em 15 minutos e passa outros 20 na barca que faz a travessia Rio-Niterói. Ela é utilizada por 200 mil pessoas na cidade, mas está longe de competir com meios mais poluentes Rio tem hoje 270 quilômetros de ciclovia - a segunda maior malha da América Latina Como ele, outras 600 mil pessoas utilizam a bicicleta na Região Metropolitana do Rio de Janeiro como meio de transporte. Na capital, são cerca de 200 mil, de acordo com a organização não governamental Transporte Ativo, que monitora o uso da bicicleta. Só o serviço de aluguel de bicicletas lançado em outubro pela prefeitura - as laranjinhas -, bateu a marca de 500 mil viagens no fim de abril. "Nos últimos dez anos, aumentou em 300% o uso da bicicleta como meio de transporte. Isso tem a ver com o conhecimento cada vez maior do benefício para a saúde, com o fato de o trânsito estar caótico e com as facilidades para quem anda de bicicleta", afirma José Lobo, presidente da ONG. De ônibus. A cidade do Rio tem hoje 270 quilômetros de ciclovia, é a segunda maior malha da América Latina (perde para Bogotá, na Colômbia, que tem 350 km). A prefeitura vai ampliar para 300 km até o fim do ano. No ranking elaborado pela consultoria europeia Copenhagenize Consulting, é a 18.ª cidade mais amigável do mundo para ciclistas - deixa Viena e Nova York para trás. Ainda assim, a bicicleta está longe de competir com outros transportes mais poluentes. Diariamente, 2,5 milhões de pessoas se locomovem em ônibus no Rio de Janeiro, 640 mil usam o metrô e 516 mil viajam de trem. Em parte, porque não é fácil seguir o exemplo de Rossi. Ele não tem vestiário nem bicicletário na empresa. "Dobro a bicicleta e guardo em baixo da minha mesa. E o dinheiro que eu economizo no ônibus, pago uma academia. É lá que eu tomo banho antes de trabalhar."

Resistência da indústria ameaça metas de economia verde do País

30 de maio de 2012 | 9h 42 - Marta Salomon - O Estado de S. Paulo Rejeição do setor em cortar emissões arranha imagem do País na Rio+20 e dificulta transição
BRASÍLIA - A indústria brasileira resiste a reduzir as emissões de gases de efeito estufa e a expansão do consumo de etanol decepciona, obrigando o governo a rever as metas de combate ao aquecimento global, definidas há mais de dois anos. Às vésperas da Rio+20, negociações de bastidores mostram que há pedras no caminho para a economia verde no Brasil. Veja também: ESPECIAL: A cobertura da Rio+20 Agência Estado Aumento no consumo de gasolina motivou revisão nas metas de redução de emissão de gases É forte a resistência da indústria a cortar em 5% as emissões com base na quantidade de toneladas de carbono projetada para 2020, conforme proposta apresentada recentemente pelo Ministério do Desenvolvimento como detalhamento das metas brasileiras de combate ao aquecimento global para o setor. A indústria química e os setores de papel e celulose, cimento e alumínio serão os primeiros a terem de se enquadrar, a partir do ano que vem, em um quadro ainda nebuloso de regras. "A minha maior briga no governo foi fazer decolar o Plano Indústria. Bati na mesa e saí frustrado", contou ao Estado o ex-secretário de Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente Eduardo Assad, que deixou o cargo em janeiro, depois de um ano de tentativas malsucedidas em obter um acordo com a indústria para cortar o lançamento de gás carbônico na atmosfera. "Ainda vamos descobrir o impacto dessa meta de 5%", ponderou Paula Bennati, gerente de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Por enquanto, não há um compromisso de adesão por parte das grandes indústrias. "Formalmente, não existe penalidade para o caso de descumprimento da meta", completou. A indústria pede incentivos ao governo e alega que ajustes tecnológicos podem atrapalhar o já fraco desempenho do setor. "A CNI fala por uma parcela consideravelmente forte da indústria, mas há empresas com visões diferentes. Temos de refletir sobre o nosso modelo de negócio, pois os desafios serão maiores depois de 2020", contrapõe Jorge Abrahão, presidente do Instituto Ethos. Mas é o aumento do consumo de gasolina no País o pivô da primeira revisão nas metas de redução das emissões de gases de efeito estufa, antecipou ao Estado o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. O aumento no consumo de gasolina no País vai na contramão do crescimento projetado do consumo de etanol, reconhecidamente uma fonte mais limpa de energia. Frota. A previsão de produção de 73,3 bilhões de litros de álcool em 2020 foi reduzida em 10 bilhões de litros, ao mesmo tempo em que o governo estimula a venda de veículos no País e a frota não para de crescer. Como o cultivo da cana-de-açúcar captura carbono da atmosfera, o governo apostou no aumento do consumo de biocombustíveis como importante instrumento para alcance das metas de corte das emissões. Mas o comportamento do mercado, provocado entre outros motivos pela resistência do governo em aumentar o preço da gasolina, com impacto na inflação, frustrou as metas de clima. "Esse é o ponto que mais cria problemas. Estamos mapeando como compensar essa queda nas projeções do consumo do etanol e o aumento das emissões da gasolina. Uma taxa menor de crescimento da economia, de certa forma, tem efeito nas nossas projeções", disse Tolmasquim, responsável pelo Plano Decenal de Energia, com as metas para o setor. Ele também conta com o aumento do número de usinas eólicas e o fracasso do grupo Bertim em entregar usinas térmicas contratadas em 2008 como forma de equilibrar as projeções. A meta oficial na área energética é reduzir as emissões entre 166 e 207 mil toneladas de carbono lançadas na atmosfera até 2020. O aumento do uso de biocombustíveis por cerca da terça parte dessa meta. "O ideal seria que o etanol crescesse um pouco mais", calculou Tolmasquim. Entre as metas estabelecidas para a área de geração de energia, o aumento do consumo de biocombustíveis só perde para a expansão de oferta de energia por usinas hidrelétricas. Leilão. Para cumprir as metas lançadas antes da conferência do clima de 2009 e confirmadas por lei, o governo prevê o leilão à iniciativa privada da construção e operação de duas novas usinas hidrelétricas no Pará: São Luiz do Tapajós e Jatobá. A previsão é que a usina de São Luiz do Tapajós entre em operação em 2016, com mais da metade da potência da gigante Belo Monte, também no Pará. Para apressar os empreendimentos, a presidente Dilma Rousseff editou medida provisória que reduz em 1.032 quilômetros quadrados a dimensão de cinco unidades de conservação na Amazônia, área que poderá ser desmatada para a construção dos lagos das hidrelétricas. A redução nessas áreas de floresta protegida equivale a quase 70% do tamanho da cidade de São Paulo. Desmatamento. Por ora, o governo brasileiro ainda conta com os resultados do combate ao desmatamento na Amazônia como o maior trunfo na redução das emissões de carbono. O abate da floresta é a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. E a redução do desmatamento responde por quase 70% da meta brasileira de enfrentamento das mudanças climáticas. No ano passado, a Amazônia perdeu 6.238 quilômetros quadrados de floresta, o menor número desde 1988, quando os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais começaram a medir o avanço das motosserras, mas mais de quatro vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Mas mesmo o combate ao desmatamento não é considerado uma estrada sem acidentes no caminho da economia verde.