quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Raio-x da Baleia Jubarte

Raio-x da baleia-jubarte O mamífero não corre mais o risco de ser extinto, mas continua fazendo parte da lista de animais vulneráveis, segundo ambientalistas. Conheça em detalhes a espécie Glauco Lara, Farrell, Tcha-Tcho, Daniel Roda, Carol Rozendo e Pedro Bottino. Fonte: Instituto Jubarte http://www.estadao.com.br/especiais/raio-x-da-baleia-jubarte,113056.htm

Chuva de excrementos ainda intriga vilarejo na França

29 de setembro de 2010 | Andrei Netto, Correspondente - O Estado de S. Paulo

O mistério segue intacto no vilarejo francês de Saint-Pandelon. Por dois meses, a cidadezinha próxima da fronteira com a Espanha conviveu com uma inexplicável chuva de excrementos.


Reprodução/Le Post Moradora cobre nariz para evitar odorEm maio, intrigados com as gotas de chuva amareladas ou marrons de 2 a 6 milímetros de diâmetro que caiam sobre pessoas, casas, carros e plantações, moradores do bairro rural de Carrières, que tem só 15 casas, acionaram as autoridades. “É simples: está chovendo merda”, disse o prefeito Jean-Pierre Boiselle.

O Ministério da Agricultura coletou amostras e decretou: é “material fecal de animal vertebrado não humano”. A conclusão atiçou a curiosidade nacional. Em Carrières, a hipótese mais aceita é a de que a origem de tudo esteja em aviões que abrem sistemas de esgoto na chegada a aeroportos – o corredor aéreo norte-sul da França passa sobre o vilarejo. Segundo o morador George Tastet, ex-técnico de usinas nucleares, faz sentido. “Cheira a merda humana.” A Direção-Geral de Aviação Civil alega ser impossível que aviões abram comportas a tal altitude.

Enxames de abelhas, infestação de morcegos e pássaros em migração também foram apontados como culpados pelo incidente. Com o fim do fenômeno, as explicações ficaram no campo da especulação. “Não saberemos jamais”, lamenta Michel Tastet, irmão de George.

Jovem que tingiu gata de rosa vai receber animal de volta

29 de setembro de 2010 |
Sociedade protetora dos animais concluiu que gata goza de boa saúde e não foi maltratada.
Uma jovem que tingiu sua gata de cor de rosa na Inglaterra com corante alimentício, em um caso que obteve grande repercussão ma mídia britânica, vai receber o animal de volta.

RSPCA/ReproduçãoA gata Oi Kitty teve o pêlo tingido com corante alimentício
Mas a Sociedade Protetora dos Animais britânica (RSPCA) afirmou que Natasha Gregory, de 22 anos, de Swindon, será informada sobre os riscos potenciais de tingir gatos.

A felina, chamada Hello Kitty, foi encontrada no jardim de uma casa no dia 18 de setembro. O dono do jardim chamou a RSPCA.

Na época, uma porta-voz da RSPCA criticou o tingimento como uma "piada de mau gosto", e fotos do animal foram parar em vários jornais.

Funcionários da organização tentaram lavar a gata de dois anos de idade, mas a cor apenas desbotou ligeiramente.

'Sem crimes'

A dona da gata, Natasha, cujos cabelos são tingidos de rosa e que afirma "adorar" a cor, entrou em contato com a RSPCA e pediu o animal de volta.

"Eu amo minha gata - esta gata é melhor alimentada do que muita gente", disse ela à BBC. "Eu queria que as pessoas soubessem que ela não foi prejudicada de forma alguma."

"Não vou fazer de novo - fiquei chocada ao ver minha gata nos noticiários. Achei que nunca mais ia vê-la."

Uma porta-voz da RSPCA disse que a organização vai visitar Natahsa Gregory para orientá-la sobre cuidados com animais.

"Depois da visita, já que nenhum crime foi cometido e o veterinário confirmou que a gata goza de boa saúde, ela será devolvida à sua dona."

Ela disse que o pelo da gata agora terá que crescer, para perder a cor. BBC Brasil - Todos os direitos reservados.

Óleo reciclado deixa de ser vilão ambiental

29 de setembro de 2010 |

Talvez você não saiba, mas o óleo que você descarta no ralo da pia da cozinha ou no vaso sanitário tem um efeito devastador para o meio ambiente. Por mês, mais de 200 milhões de litros de óleo usado vão para os rios e lagos do País. “No Brasil, são produzidos por ano 3 bilhões de litros de óleos vegetais”, diz Levi Torres, coordenador de projetos da Associação Brasileira de Coleta e Reciclagem de Resíduos de Óleo Comestível (Ecóleo). Somente 7 milhões de litros de óleo usado são recolhidos por mês. O Estado de São Paulo é responsável pela coleta mensal de 1,8 milhão de litros, um terço do total no Brasil.

1) Não jogue no ralo
Estima-se que uma família descarte 1,5 litro de óleo de cozinha por mês. O primeiro passo é não jogar o óleo que você usa na cozinha pelo ralo da pia. Ele deve ser primeiro resfriado e depois guardado para a reciclagem. Para guardá-lo, use um recipiente plástico com tampa. No dia a dia, vá acrescentando o resíduo de óleo ou gordura de frituras. O ideal é não reutilizar o óleo.

2) Sem dor de estômago
Se o reúso for necessário, observe se aparecem espuma e fumaça durante a fritura. A cor escura do óleo e do alimento frito, o odor e sabor não característicos são sinais de que é hora de comprar um novo. Reutilizar o óleo pode causar diarreia e outros problemas de saúde.

3) Em casa
Em condomínios há um sistema de coleta em parceria com cooperativas que recolhem o material. Caso seu edifício não tenha uma parceria do tipo, leve o óleo guardado a um ecoponto ou local de coleta. Veja no site da Ecóleo (www.ecoleo.org.br) os que ficam mais perto de sua casa.

4) Fora de casa
Restaurantes e lanchonetes, que utilizam volumes significativos do produto, devem entrar em contato com empresas ou entidades licenciadas pelo órgão competente da área ambiental da cidade e descartar o óleo em uma bomba, cuja capacidade varia entre 50, 100 e 200 litros.

5) Cooperativas
Diversas cooperativas estão cadastradas para receber o óleo usado e fazer a primeira etapa do beneficiamento. Consiste em uma filtragem para tirar os resíduos sólidos do material. O óleo é filtrado diversas vezes. Quando provém de residências, tem melhor qualidade do que quando vem de restaurantes.

6) Nas empresas
O material é encaminhado a uma empresa que vai utilizá-lo para obtenção de outro produto. Primeiro, ele é novamente filtrado, depois é processado de forma a reduzir sua acidez e umidade. Isso porque a água oriunda dos alimentos produz alterações hidrolíticas – quebra ou mudança de uma substância pela ação da molécula de água.

7) Mil e uma utilidades
Entre os produtos que podem ser feitos a partir de óleo reciclado estão biodiesel, massa de vidro, sabão, graxas, lubrificantes, ração animal, tintas vernizes, fertilizantes, acendedores de churrasqueira (como o da foto ao lado) e massa asfáltica.

8) Biocombustível
Mais de 50% do óleo recolhido no Brasil vai para a produção de biodiesel. Só a Petrobrás Biocombustível fica com 10% de tudo o que se recicla. A fabricação de ração animal, massa de vidro e saponáceos aparece logo atrás, nesta ordem. Hoje o óleo é o maior poluidor de águas das regiões mais populosas do Brasil.

Brasil vai exportar vigilância de florestas

29 de setembro de 2010 | Herton Escobar - O Estado de S. Paulo

País é o único no mundo que monitora sistematicamente o desmatamento via satélite
As estatísticas do desmatamento na Amazônia são motivo de vergonha para o Brasil. Mas também de orgulho, do ponto de vista tecnológico. O País é o único do mundo que realiza o monitoramento de modo sistemático de suas florestas, via satélite. Uma experiência de mais de 20 anos que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agora, quer exportar para outros países tropicais.

DivulgaçãoImagem de satélite da região amazônicaVeja também

Satélites em hora extra, alerta para a Amazônia

África usará imagens de parceria Brasil-China

País quer monitorar agricultura do espaço

Graças a parcerias com a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jaica), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) e a Fundação das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o Inpe vai capacitar cerca de 350 técnicos em sensoriamento remoto nos próximos três anos. Oriundos de países da África e da América do Sul, eles serão treinados para trabalhar com o TerraAmazon, sistema gratuito de monitoramento de florestas desenvolvido pelo instituto, igual ao usado na Amazônia brasileira.

“O objetivo é que cada país seja autossuficiente para monitorar suas florestas”, diz Claudio Almeida, chefe do recém-inaugurado Centro Regional da Amazônia (CRA) do Inpe, em Belém, no Pará, onde serão ministrados os cursos. “As agências internacionais entram com o dinheiro e nós, com a tecnologia e o conhecimento”, explica.

O primeiro curso, com duração de duas semanas, começará no fim deste mês, com 12 técnicos vindos da Guatemala, Peru, Equador e Colômbia. As aulas serão dadas em espanhol, inglês e francês, dependendo do país de origem dos participantes. O software é o mesmo para todos – o TerraAmazon –, mas o sistema não é 100% automatizado. Os métodos de processamento e interpretação das imagens variam de acordo com o tipo de cobertura vegetal e com os padrões de ocupação do terreno.

“As pessoas acham que é só jogar a imagem do satélite no computador e o software calcula tudo sozinho, mas é muito mais complexo do que isso”, explica Almeida. O software, sozinho, segundo ele, funciona como um corretor de textos que avisa se uma palavra está errada, mas não consegue dar sentido às frases. “O resultado depende muito da experiência do técnico, que precisa ser capaz de interpretar o que aparece nas imagens. É um conhecimento que não dá para embutir na máquina.”

O Inpe, ligado ao Ministério de Ciência e Tecnologia, tem monitorado o desmatamento da Amazônia brasileira desde 1988. As taxas anuais de desmate são calculadas pelo programa Prodes, baseado em imagens do satélite Landsat-5, de alta resolução.

Desde 2004, o instituto opera também um outro programa, chamado Deter, com base em imagens do Modis, um dos sensores do satélite Terra. Essas imagens têm menor resolução, mas o satélite passa sobre um mesmo local com mais frequência do que o Landsat – a cada 2 dias, em vez de 16. Nesse caso, o objetivo não é produzir cálculos precisos de área derrubada, mas identificar em “tempo real” áreas onde há desmatamento em curso.

Enquanto o Prodes produz só um relatório por ano, de alta precisão, o Deter produz boletins quinzenais que são enviados ao Ibama para orientar as ações de fiscalização no campo. Na prática, o Prodes registra o que já aconteceu, enquanto o Deter registra o que está acontecendo – a tempo de se fazer alguma coisa a respeito.

Motosserra na mão

“O que nos orienta agora são os olhos no céu”, diz o coordenador geral de Monitoramento Ambiental do Ibama, George Porto Ferreira. “Quando só havia o Prodes, a gente agia sobre um dado pretérito. Não impedíamos a floresta de cair, só chegávamos para assinar o atestado de óbito.”
Desde que o Deter começou a funcionar, segundo ele, os flagrantes tornaram-se frequentes. “Chegamos lá e pegamos o cara com a motosserra na mão.”

O número de multas aplicadas pelo Ibama na Amazônia em 2009 (6.152) foi até um pouco menor do que o de 2004 (6.292), mas o valor acumulado de autuações cresceu quatro vezes, de R$ 616 milhões para R$ 2,5 bilhões. Segundo Ferreira, isso ocorreu porque o Deter permitiu aos fiscais focar os flagrantes sobre grandes desmatamentos, sem perder tempo com denúncias falsas e fiscalizações aleatórias.

Outro sistema voltado para ações preventivas, o Degrad, lançado em 2008, utiliza as mesmas imagens do Prodes, só que processadas de uma forma diferente, para identificar áreas onde a floresta está sendo degradada. Por exemplo, pela derrubada de madeiras nobres e abertura de estradas clandestinas – processos que costumam preceder a derrubada total da floresta.

Somados, os números desses três sistemas não apenas registram como influenciam a evolução do desmatamento. A sociedade não tem como pressionar o governo nem o governo tem como reagir a essa pressão se não houver dados regulares e transparentes sobre o que está acontecendo na floresta.
“É uma ferramenta de cidadania. Podemos intimidar o governo usando seus próprios números”, diz o coordenador do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável do WWF-Brasil, Mauro Armelin.

Um quinto das plantas do mundo enfrenta a extinção

29 de setembro de 2010 | Efe


Estudo aponta que entre 80 e 100 mil espécies estão ameaçadas
LONDRES - Cerca de 22% das plantas do mundo estão ameaçadas de extinção, segundo uma pesquisa que avaliou os perigos que ameaçam as espécies vegetais.

O estudo, que envolveu cientistas britânicos, indica que os muitas das 380.000 espécies diferentes conhecidas corem o risco de desaparecer como os mamíferos e estão mais ameaçados que os pássaros.

Um grupo de cientistas do Kew Gardens de Londres, do Museu de História Natural de Londres e da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) apurou que a maior ameaça ao habitat de plantas é a ação humana.

A destruição da mata atlântica da América do Sul, derrubadas e queimadas de áreas florestais em Madagáscar, as plantações de palma para produção de azeite na Indonésia e a agricultura intensiva na Europa e América são as grandes ameaças aos habitats naturais das plantas.

O estudo indica que entre 80.000 e 100.000 espécies de plantas estão ameaçadas de extinção em todo o mundo, um número 50 vezes superior ao número de espécies nativas nas ilhas britânicas.

Para chegar a esta conclusão, o relatório tomou como referência 7.000 plantas pertencentes a cinco grupos principais de vegetais que incluem musgos, samambaias, coníferas, algumas flores, como orquídeas, gramíneas e leguminosas.

Tanto as espécies raras como as mais comuns foram avaliadas para se ter uma visão mais clara do seu futuro, em contraste com a atual Lista Vermelha de espécies de plantas ameaçadas desenvolvida pela IUCN, compreendendo apenas 3 por cento das plantas existentes já que está focada nas que correm risco de extinção.

Os pesquisadores descobriram que 22% destas espécies podem ser classificadas como "criticamente ameaçadas" de extinção, apenas "em perigo" ou "vulneráveis".

Cerca de 10% ainda não estão em perigo, mas estarão se não tomarmos as medidas adequadas, como acontece com a flor conhecida como snowdrops, que chegou ao Reino Unido como uma espécie invasora, mas está perdendo terreno em sua habitat natural na Europa Central e Oriental.

A maioria das espécies ameaçadas são nativas de florestas tropicais, onde cresce a maior variedade de plantas, e de ilhas que estão no meio do oceano, como Páscoa e Bermudas.

O grupo das gimnospermas, da qual pertencem as coníferas, é o mais ameaçado, com cerca de 36% das espécies do componente de risco.

O diretor do Kew Royal Botanic Gardens, Stephen Hopper, disse que o estudo "confirma o que já suspeitava: Que as plantas estão ameaçados pela ação humana".

"Nós não podemos ficar parados enquanto as espécies desaparecem. As plantas são a base da vida na Terra, fonte de ar limpo, água, alimentos e combustível, e toda a vida animal depende delas", disse Hopper, que observou a necessidade de utilizar todas as ferramentas do conhecimento para evitar o desaparecimento da vida vegetal.

O estudo é publicado apenas algumas semanas antes de os funcionários da ONU reunirem-se em Nagoya (Japão) para discutir sobre a biodiversidade e definir metas para a proteção da natureza.

‘Eu não mudei de ideia’, diz o cientista político dinamarquês Bjorn Lomborg

29 de setembro de 2010 | Karina Ninni - Especial para O Estado de S. Paulo
Em novo livro, ex-cético recua da tese de que mudança climática não deve ser prioridade
O cientista político dinamarquês Bjorn Lomborg ficou famoso dez anos atrás ao publicar O Ambientalista Cético. No best seller, acusava ONGs de manipular dados para que governos investissem pesado no combate às mudanças climáticas. O termo cético virou moda, mas Lomborg recuou. Em Smart Solutions to Climate Change (Soluções Inteligentes para as Mudanças Climáticas), elege o tema como prioritário. Ressalta, porém, que a solução não está no corte de emissões de carbono. Nesta entrevista, ele fala do livro, já levado às telas – o filme estreou este mês no Canadá.

Divulgação: Para Lomborg, solução não está no corte de emissões

Por que o senhor mudou de ideia?

Eu não mudei de ideia! Desde o primeiro livro digo que as mudanças climáticas existem e são importantes. Mas, nestes primeiros anos de discussão, a solução mais aclamada foi a redução das emissões de carbono, forma tremendamente ineficiente de resolver o problema. Disse isso antes e confirmo no novo livro, chancelado por 28 dos maiores economistas do mundo que lidam com a questão.

Então, o que mudou?

O que digo no novo livro é que deveria haver um aumento significativo no investimento em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de “energia limpa”. É verdade que não disse isso no primeiro livro, porque a possibilidade não estava em discussão. E mais interessante é ver que agora temos a confirmação, por alguns dos maiores economistas do mundo, de que esse é um dos melhores caminhos para lutar contra o aquecimento.

Por que o corte de emissões é ineficiente?

Se você olhar pelo lado político, vai perceber que estamos tentando cortar emissões desde a Conferência do Rio, em 1992. Não conseguimos. Do ponto de vista econômico, não é menos trágico: mesmo que conseguíssemos cortar emissões, estaríamos fazendo esse sacrifício para conseguir um benefício muito pequeno a um custo altíssimo. O único compromisso de corte de emissões em larga escala foi feito pela União Europeia, que prometeu redução de 20% até 2020. Mesmo que a UE consiga, os modelos econômicos mostram que o custo seria de US$ 250 bilhões ao ano. E qual o efeito disso? Ao final do século, teríamos reduzido a temperatura em apenas 0,05 grau. Para cada dólar gasto, evitaríamos só 2 centavos de prejuízo causado pelas mudanças climáticas. O fracasso de Copenhague deveria ter feito com que repensássemos esse modelo.

O sr. propõe no novo livro um imposto sobre emissões.

O CO2 é um problema quando emitido, provoca danos. O economista Richard Tall calculou esses danos em US$ 7 por tonelada emitida. Se você taxar em US$ 7 cada tonelada extra, terá uma receita maior do que aqueles US$ 250 bilhões ao ano para lutar contra efeitos do aquecimento. Agora, não há taxa no mundo que vá fazer as pessoas pararem de consumir combustível fóssil. Podem até consumir menos, mas vão continuar. A taxa sozinha não resolve. O mesmo vale para o mercado de carbono. Pode ajudar a reduzir, mas não será a parte mais eficiente da solução. Como fazer para reduzir em 80%? Com investimento em tecnologia! Estamos colocando o carro na frente dos bois: pedindo às pessoas que cortem emissões sem lhes dar ferramentas para isso.

Qual é a sua sugestão?

Em vez de gastar tentando cortar emissões, deveríamos investir pesado para baratear tecnologias de geração de energia solar, eólica e outras. Aí, todo mundo iria querer trocar de matriz energética. Tornar o petróleo caro para coibir o uso é politicamente complicado. Mas tornar energias verdes baratas a ponto de todo mundo querer usá-las é possível e mais barato que reduzir emissões. Para cada dólar gasto em pesquisa evitamos US$ 11 de prejuízos causados por mudanças climáticas.

Parece que muitas tragédias ambientais são interpretadas como resultado de mudanças climáticas. Há exagero?

O aquecimento tem efeitos cruéis, mas creio que às vezes exageramos perigosamente na interpretação deles. O perigo de exagerar é que nos faz esquecer o que devemos fazer: melhorar a infraestrutura para lidar com catástrofes, por exemplo. Do outro lado, há a questão do medo: se você assusta as pessoas, chama sua atenção. Mas aí terá de assustá-las cada vez mais para ter atenção. E corre o risco de que deixem de acreditar em você.

Qual seria a melhor abordagem para conscientizá-las?

Temos de ser honestos, porque estamos falando aqui dos próximos 90 anos. Você não pode amedrontar as pessoas por todo esse tempo.

Galinhas criadas soltas garantem ovos melhores

29 de setembro de 2010 | 17h 56

Sistema de criação sem cativeiro é certificado e gera ovos com mais vitaminas A e E

Boa parte das pessoas sabe que a criação de galinhas poedeiras hoje segue padrões, no mínimo, contestáveis. Centenas de bichos confinados em gaiolas, sem ver a luz do sol, são estimulados por lâmpadas que nunca se apagam. Pois a empresa Vital Farms, nos EUA, conseguiu tornar lucrativa uma criação a céu aberto. Resultado: ovos mais ricos em vitamina A, certificados e com menos colesterol.

1) Vida saudável
Para que o ovo seja certificado, os pintinhos comem orgânicos desde o segundo dia de vida. As galinhas vivem em média 15 anos, mas a partir dos 2 sua produtividade cai. Na Vital Farms, as “aposentadas” são doadas a agricultores familiares.

2) Soltas e bem alimentadas
Nesta criação, as galinhas passam o dia soltas ciscando em fazendas cujo pasto não contém herbicidas ou pesticidas. Nada de comida geneticamente modificada: só vitaminas, milho orgânico e probióticos (seres vivos benéficos ao organismo).

3) Produtivas, sem ‘neura’
Sob essas condições, uma galinha leva cerca de 28 horas para processar um ovo. A produtividade dessa criação é de um ovo por dia por ave, ou menos. Por mês, uma galinha criada solta põe cerca de 25 ovos. Elas botam, em geral, de manhã.

4) Mais sabor e saúde
Os ovos da fazenda têm um terço a menos de colesterol e dois terços a mais de vitamina A comparados aos de granjas convencionais. Também apresentam sete vezes mais vitamina E. Os segredos são a alimentação e o exercício.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Degelo na Antártica prejudica vida marinha

25 de setembro de 2010 | 0h 00
ANDREA VIALLI, com AGÊNCIAS - O Estado de S.Paulo

O degelo das geleiras da Antártica deve afetar a fauna e a flora marinha dos países da América Latina e trazer prejuízos econômicos no futuro próximo, advertiu ontem o Instituto Antártico, do Equador.

"Os oceanos estão se tornando cada vez mais ácidos, em razão das entradas de um maior volume de água doce, decorrente do derretimento das geleiras", explica José Olmedo, diretor do instituto. O especialista participou de uma reunião sobre o tema, nas Ilhas Galápagos, que reuniu representantes de 50 países, entre eles o Brasil, e terminou ontem em Quito, no Equador.

A principal conclusão do encontro é que o aquecimento global já afeta os ecossistemas da Antártica. A acidificação dos oceanos, segundo Olmedo, debilita a vida dos organismos marinhos, como pinguins, focas e aves, e os obriga a migrar para outras regiões em busca de alimento, além de reduzir populações de peixes e outras espécies.

Olmedo ressaltou que o derretimento do nível das geleiras, que elevará o nível do mar, trará consequências para a população costeira de todo o continente. O especialista propõe que os países latino-americanos aumentem os estudos sobre a influência das mudanças climáticas no continente gelado. "O que afeta a Antártica afetará toda a América Latina", diz.

SUSTENTABILIDADE
Empresas questionam óleo de palma nos EUA

Mais um grande grupo anunciou ontem nos Estados Unidos que vai rever os contratos com fornecedores de óleo de palma. A General Mills, do setor de alimentos, anunciou que vai parar de comprar óleo de palma de empresas acusadas de desmatamento na Indonésia, como a Sinar Mas. "Estamos preocupados com o papel que a produção do óleo de palma tem na devastação das florestas tropicais", anunciou a companhia em seu site. Nos últimos anos, ONGs têm alertado as empresas sobre os crescentes desmatamentos em regiões da Ásia para o plantio de palma. Outras empresas, como Unilever, Nestlé, Kraft e Burger King, haviam rompido contratos com a Sinar Mas pelo mesmo motivo.

FLORESTAS
Cartilha orientará para acesso a crédito

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB), órgão responsável pela concessão de florestas, está lançando um guia sobre como obter crédito para atividades florestais. A publicação, de 40 páginas, apresenta 14 linhas de financiamento disponíveis para o setor florestal. As linhas de crédito são voltadas a atividades como reflorestamento e manejo.

Seca prolongada faz produtor rural disputar água no interior de São Paulo

26 de setembro de 2010 | 0h 00 José Maria Tomazela - O Estado de S.Paulo
Agricultores e pecuaristas captam água em riachos e córregos para irrigar a plantação ou dar aos animais e são notificados pela Polícia Ambiental. Longo período sem chuva afeta a vida da população em geral - há lugares onde já há racionamento

A estiagem que atinge o interior de São Paulo tornou a água objeto de disputa em alguns municípios. Por causa da seca, produtores rurais passaram a captá-la em riachos e córregos para irrigar a plantação ou dar de beber aos animais e foram denunciados à Polícia Ambiental por outros que se sentiram prejudicados. A falta de chuva afeta a vida em geral - há locais que já enfrentam racionamento.

Em Itapetininga, a 165 quilômetros da capital, a Polícia Ambiental notificou dois produtores rurais. Eles foram obrigados a suspender a retirada da água de ribeirões que deságuam no Rio Guareí, sob pena de apreensão dos equipamentos. A água era usada para abastecer centros de irrigação em lavouras de milho e feijão. De acordo com o comandante da 3.ª Companhia de Policiamento Ambiental, Edson Moraes, a fiscalização foi feita a pedido do Departamento de Água e Energia Elétrica do Estado (Daee) por falta de autorização para a captação.

Agricultores que irrigam lavouras a partir de afluentes do Rio Itapetininga também tiveram de suspender a captação porque as bombas de sucção já não alcançam a água. Segundo Moraes, os mananciais são afluentes da represa de Jurumirim, na região de Avaré. Como o nível da represa está muito baixo, as águas passaram a ser drenadas para o reservatório, deixando os leitos quase secos.

O produtor Paulo Nunes, do Sítio Fazendinha, tem açude próprio para irrigar 100 hectares de milho e feijão, mas a água está acabando. "Se não chover logo, terei de desligar os centros de irrigação", lamenta.

Em Cesário Lange, a 146 quilômetros da capital, um produtor rural foi obrigado a retirar uma barragem de pedras que havia feito no Ribeirão Aleluia para facilitar a captação. A água era usada para irrigar pomares de manga e laranja, mas houve reclamação de vizinhos prejudicados.

Produtores de verduras de Rio Claro, região de Piracicaba, também estão na mira da Polícia Ambiental. Os Rios Corumbataí e Claro, utilizados para irrigar as plantações, também abastecem a cidade e estão com os níveis comprometidos.

Dia a dia. A caseira Juraci Barbosa faz as contas de quantas vezes por dia carrega baldes de água para abastecer o bebedouro improvisado, na Fazenda Santa Helena, zona rural de Pereiras, a 161 quilômetros de São Paulo. "Dá mais de 20 litros por cabeça."

Não chove há 72 dias na região e, com o açude quase seco, os animais que se aproximam da água acabam atolando no barro. Ela passou a usar o poço doméstico, que também abastece a casa, para matar a sede do gado. Com tanto uso, o nível do poço baixou e a bomba queimou. "Enquanto não chega a bomba nova, tiro água no braço", conta.
Na região de Pereiras, até quinta-feira, o índice de chuvas na região era de 5 milímetros, menos de 10% da média do mês nos últimos anos. "Nem chuva teve, caíram garoazinhas", relata o pecuarista Silvano da Paz, do bairro dos Braganceiros. A escassez de água fez com ele que suspendesse uma integração de frangos de corte. O aviário permanece vazio. Com o tanque quase sem água, os 70 bois se equilibram no barranco para matar a sede. O nível baixo e a falta de oxigenação levaram à proliferação de algas no açude. "Pior é o pasto seco, com zero de alimento."

Famintos, os bois comem até os sacos de ráfia usados para armazenar ração. Fazendas vizinhas registraram mortes de reses por fome e sede. Outros produtores temem faltar água para frangos e suínos engordados em uma centena de granjas espalhadas pela zona rural.
"Mudei o ponto de captação duas vezes e o fio de água está cada vez mais ralo", diz o criador João Oliveira, que trabalha em uma empresa avícola. No Ribeirão das Conchas, que abastece Pereiras, a seca cortou o fluxo da água. O operário Antonio Abrantes corta caminho pelo leito de pedras com sua bicicleta e aproveita as poças para pescar. "Até os peixes estão com sede", brinca, exibindo um curimbatá que acabou de apanhar.
Com a captação suspensa, os 7 mil moradores do município convivem com o racionamento de água há 22 dias. A cidade passou a ser abastecida por antigos poços artesianos, mas a água não é suficiente. "Chega fraca, sem força para subir até o piso de cima", queixa-se o comerciante Ricardo Ribeiro, morador de um sobrado. O serviço municipal de água construiu às pressas mais um poço artesiano, mas a operação ainda depende de licença ambiental. Um trator-tanque tem levado água até as casas. De acordo com José Pereira, funcionário da prefeitura, há muito tempo não ocorre uma estiagem tão rigorosa. "Ao ponto de secar o ribeirão, isso nunca aconteceu."

Em Altinópolis, no norte do Estado, a 332 quilômetros da capital, a estiagem afeta o principal apelo turístico. O ribeirão que forma a cachoeira do Itambé, com 60 metros de salto, secou e outras 34 quedas d"água da cidade estão quase desaparecendo.

Fezes de cães são usadas para iluminar parque nos Estados Unidos

22 de setembro de 2010 | 17h 03 AP

Iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que quer convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos

CAMBRIDGE - Apesar do mau cheiro e do perigo que representam para as solas dos sapatos, as fezes de cachorro têm seu lado positivo - e brilhante. O gás metano proveniente delas tem acendido lâmpadas no Parque para Cães Pacific Street, em Cambridge, nos Estados Unidos. A iniciativa é do artista Matthew Mazzotta, que pretende convencer as pessoas a não desperdiçar resíduos.


Josh Reynolds/APMazzotta implantou o sistema com ajuda de US$ 4 mil do MIT

O equipamento, chamado de Park Spark (Brilho do Parque), é composto por dois tanques de aço de 1.900 litros unidos por tubos diagonais e se conecta a uma lâmpada, como as antigas que usavam gás nas ruas. Os tanques, antes empregados para armazenamento de petróleo, estão pintados de amarelo e os tubos, de preto.

Nos reservatórios há letreiros de orientação para os proprietários sobre o que devem fazer quando os animais de estimação fizerem as necessidades. No local, são fornecidas sacolas biodegradáveis para que as pessoas peguem os excrementos dos cães e os depositem no tanque esquerdo.

Os donos, então, devem girar a manivela que agita o conteúdo dentro do tanque, onde ficam água e os resíduos. O metano, gás inodoro liberado por micróbios nas fezes, é transportado dos tanques para a lâmpada, onde ocorre a combustão. O parque é pequeno, mas bastante movimentado, o que garante um fornecimento estável de combustível.

Ao assistir seus dois cães brincarem, a universitária Lindsey Leason, de 29 anos, diz que concorda com esse novo enfoque positivo sobre cocô de cachorro. "Como sou obrigada a recolher muito excremento, preferiria dar um uso para isso'', afirma.

O projeto foi financiado por uma doação de US$ 4 mil (R$ 6.840) do Conselho das Artes do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde Mazzotta concluiu no ano passado seu mestrado em estudos visuais.

ONG britânica escolhe Fotógrafo de Meio Ambiente de 2010

24 de setembro de 2010 | 14h 36

Alemão foi premiado por registro de arraias na costa do México.
A edição de 2010 do prêmio Fotógrafo de Meio Ambiente do Ano da ONG britânica Instituto para a Gestão do Meio Ambiente e da Água (CIWEM, na sigla em inglês) premiou o alemão Florian Schulz pelo registro de um grande grupo de arraias na costa do México.

A competição aceita inscrições de amadores e profissionais contanto que seus trabalhos reflitam questões climáticas, sociais e a natureza.

Criado em 2008, o prêmio já é considerado uma referência internacional.

As fotos são julgadas em cinco quesitos: impacto, criatividade, originalidade, composição e qualidade técnica.

Os vencedores do concurso irão participar de uma mostra na galeria londrina The Air entre 25 e 30 de outubro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Funcionário dos Correios encontra iguanas em Sedex

28 de setembro de 2010 | 5h 38 Bruno Lupion e J.B. Neto, do Estadão.com.br

Animais estavam imobilizados e seriam enviados a Belo Horizonte
SÃO PAULO - Um funcionário dos Correios encontrou uma encomenda inusitada na noite de segunda-feira, 27, enquanto examinava caixas de Sedex numa máquina de raio x: dois iguanas vivos, com cerca de 30 cm de comprimento. Eles estavam dentro de um Tupperware forrado com jornal, enrolados em gaze e imobilizados com fita adesiva.

O Sedex foi despachado em uma agência do Parque do Carmo, zona leste da capital, e tinha como destinatária uma moradora de Belo Horizonte (MG), que será investigada.

Segundo a polícia, trata-se de crime contra a fauna previsto na Lei dos Crimes Ambientais, artigo 29, e o autor pode ser punido com seis meses a um ano de detenção. Os iguanas foram encaminhados ao 4ª Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

Ucrânia começa construção de novo sarcófago para Chernobil

23 de setembro de 2010 | 12h 00 Efe

Com um período de vida útil de cem anos, estrutura terá sistemas de controle de segurança de última geração

KIEV - Ucrânia começou nesta quinta-feira, 23, a construção de um novo sarcófago sobre o quarto reator da usina nuclear de Chernobil, cenário em 1986 da maior catástrofe da história no uso pacífico da energia atômica.

"Já foram colocados dez dos 12 alicerces do novo sarcófago", disse à agência Efe em uma conversa telefônica um porta-voz da central.

Acrescentou que o primeiro vice-primeiro-ministro ucraniano, Andriy Klyuev, efetuará hoje uma visita para supervisionar o início das obras.

Desde 1992, seis anos depois da catástrofe, as autoridades ucranianas têm como objetivo transformar a instalação que cobre o reator destruído em um sistema ecologicamente seguro.
Segundo o projeto, a construção, denominado "novo sarcófago seguro", será erguida no formato de arco, com altura de 108 metros e longitude de 150 metros, cobrindo toda a atual instalação.
A estrutura incluirá áreas de desativação, fragmentação e empacotamento, eclusas de embarque sanitário e oficinas, entre outros setores, e o sarcófago, com um período de vida útil de cem anos, contará com sistemas de controle de segurança de última geração.
Além disso, será instalado um guindaste para realizar o desmantelamento das construções instáveis.
Para hoje está prevista a conclusão do descarregamento de combustível do terceiro bloco, que começou em 22 de janeiro, condição necessária para desenvolver o projeto do novo sarcófago.
Em setembro de 2007, o consórcio francês Novarka assinou um contrato para construir em cinco anos o segundo sarcófago sobre o reator acidentado número quatro da central de Chernobil.
Pelos últimos cálculos, o projeto tem um orçamento de 1,4 bilhão de euros, dos quais um dos principais doadores é a Comissão Europeia, com uma contribuição superior a 200 milhões de euros, assim como o Grupo dos Oito (G8, que reúne os principais países ricos) e inúmeros países da União Europeia e de outras regiões do mundo.

O atual sarcófago que cobre o quarto reator da planta apresenta fendas por onde ocorrem fugas radioativas.

Ucrânia se propõe a desativar totalmente a planta e o território adjacente até o ano 2018, e enterrar para sempre com ajuda da companhia americana Holtec International as 200 toneladas de combustível nuclear existente na central.

Programa BNDES Mata Atlântica aprova primeiro projeto de reflorestamento

22 de setembro de 2010 | 19h 13 Agência Brasil

Dotação prevista é de R$ 15 milhões para o período de dois anos
O projeto de reflorestamento de 155 hectares de Mata Atlântica em Minas Gerais e no Espírito Santo do Instituto Terra vai receber R$ 2,5 milhões em recursos não reembolsáveis do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O anúncio foi feito nesta quarta pelo banco. É o primeiro projeto do Programa Iniciativa BNDES Mata Atlântica, que foi lançado no primeiro semestre do ano passado, com dotação prevista de R$ 15 milhões para o período de dois anos.

O superintendente executivo do Instituto Terra, Adonai Lacruz, disse hoje que a proposta do Instituto Terra ter sido o primeiro projeto aprovado pelo BNDES “demonstra que a gente está fazendo um trabalho transparente, bacana. A nossa expectativa agora é poder fazer a recuperação dessas áreas, aumentando a cobertura vegetal na região, dando continuidade a um trabalho que a gente já faz há 11 anos”.

O projeto prevê o plantio de espécies nativas em 100 hectares na Reserva Ecológica de Itapina, situada no município de Colatina (ES) e em 55 hectares de mata ciliar na Fazenda Bulcão, que é a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) criada em área degradada de Mata Atlântica, em Aimorés (MG).

Na reserva, de 710 hectares, situada na fazenda que pertenceu à família do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, criador do Instituto Terra, 60% da floresta foi replantada. “Com esses recursos do BNDES, a gente vai fazer toda a mata ciliar aqui da RPPN”, disse Lacruz.

O Instituto Terra está restaurando cerca de 4 mil hectares de Mata Atlântica. O instituto atua na região do Vale do Rio Doce, que abrange 230 municípios entre Minas Gerais e o Espírito Santo em uma área que corresponde à superfície de Portugal.

China espera tratado climático até o fim de 2011, diz jornal

24 de setembro de 2010 | 10h 34 REUTERS
A China espera que o mundo defina até o final de 2011 um novo tratado climático de cumprimento obrigatório, disse um negociador do país em entrevista publicada nesta sexta-feira.
Li Gao afirmou que a política interna dos EUA está atrapalhando o andamento das negociações mundiais e que o governo chinês manterá seus "princípios" nas discussões voltadas para a adoção de um tratado que substitua o Protocolo de Kyoto a partir de 2013.
Na entrevista ao China Economic Times, ele afirmou também que seu país continuará pressionando as nações ricas a reduzirem mais as suas emissões de gases do efeito estufa.
A exemplo de outros envolvidos no assunto, Li minimizou a chance de que o novo tratado seja definido na conferência climática da ONU este ano, em Cancún, no México.
Mas afirmou que esse evento pode lançar as bases para um processo que culmine com a conclusão do tratado na conferência climática seguinte, em novembro de 2011, na África do Sul.

(Reportagem de Chris Buckley)

Tempestade Matthew atinge Nicarágua e Honduras

24 de setembro de 2010 | 20h 28 GUSTAVO PALENCIA - REUTERS

A tempestade tropical Matthew atingiu Honduras e Nicarágua na sexta-feira, forçando a retirada de centenas de moradores e turistas de áreas litorâneas e ameaçando causar prejuízos às lavouras de café e cana da América Central.

Fortes chuvas assolaram a isolada região hondurenha da Mosquitia, acessível apenas por barco e avião, e onde grupos indígenas pobres vivem em precárias casas de madeira à beira de rios ou próximas ao mar. Muita gente deixou suas casas para esperar a tempestade em albergues temporários.

"Estou estocando comida porque dizem que a tempestade vai causar danos sérios. Depois não poderemos sair de casa, ou não haverá produtos nas lojas", disse Zoila Solorzano num supermercado de Tegucigalpa, a capital de Honduras.

Matthew, com ventos regulares de 75 quilômetros por hora, chegou ao continente sobre a costa nicaraguense, perto da fronteira com Honduras, e deve causar 150 a 250 milímetros de chuvas no fim de semana.

A atual temporada de furacões está sendo muito ativa, e já causou danos a estradas e pontes na América Central. As chuvas causadas pela tempestade Matthew podem adiar o início da colheita de café e cana, que deveria acontecer dentro de dois meses. Os canaviais foram inundados, e os cafezais ficam propensos a fungos e doenças por causa da umidade.

Em 1998, o furacão Mitch devastou a América Central, matando mais de 11 mil pessoas. Foi a segunda tempestade mais letal já registrada.

Matthew é a 13a tempestade a receber um nome em 2010. Não há previsão de que ela se torne um furacão, mas suas chuvas intensas ameaçam provocar deslizamentos de terra.

Mais de 260 pessoas já morreram neste ano por causa de deslizamentos e inundações na Guatemala.

Na costa da Nicarágua, os moradores de sete aldeias indígenas foram transferidos para cidades do interior, e 375 pessoas foram retiradas das ilhas Miskito. Em Honduras, dezenas de turistas começaram a deixar o popular balneário da ilha Roatan na quinta-feira, segundo as autoridades.

Belize também está em estado de atenção.

Meteorologistas dizem que a tempestade Matthew deve se deslocar para norte, na direção da Guatemala e da península mexicana do Yucatán, perdendo força antes de chegar ao golfo do México, onde há grande atividade petrolífera.

O México ainda está se recuperando do furacão Karl, que atingiu sua costa no fim de semana passado.

(Reportagem adicional de Iván Castro, em Managua; de Sarah Grainger, na Cidade da Guatemala; e de Marcy Nicholson, em Nova York)



24 de setembro de 2010 | 21h 26 REUTERS
Tempestade Lisa ganha força e se torna furacão no Atlântico
A tempestade tropical Lisa ganhou força e se tornou um furacão com ventos máximos sustentados de 120 quilômetros por hora, mas continua longe do continente, informou na sexta-feira o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos.

O fenômeno natural está localizado no oceano Atlântico, 615 quilômetros a noroeste das ilhas de Cabo Verde e avança em direção ao norte, segundo o Centro.

ONG britânica escolhe Fotógrafo de Meio Ambiente de 2010

24 de setembro de 2010 | 14h 36
Alemão foi premiado por registro de arraias na costa do México.

A edição de 2010 do prêmio Fotógrafo de Meio Ambiente do Ano da ONG britânica Instituto para a Gestão do Meio Ambiente e da Água (CIWEM, na sigla em inglês) premiou o alemão Florian Schulz pelo registro de um grande grupo de arraias na costa do México.

A competição aceita inscrições de amadores e profissionais contanto que seus trabalhos reflitam questões climáticas, sociais e a natureza.

Criado em 2008, o prêmio já é considerado uma referência internacional.

As fotos são julgadas em cinco quesitos: impacto, criatividade, originalidade, composição e qualidade técnica.

Os vencedores do concurso irão participar de uma mostra na galeria londrina The Air entre 25 e 30 de outubro. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.




Autoridades procuram jovem que 'surfou' em baleia

27 de setembro de 2010 | 11h 12 Wilton Junior/AE

Polícia na Austrália diz que jovem fotografado por testemunha pode pagar multa de até US$ 10 mil por perturbar animal selvagem.
Jovem surfou em baleia-franca como essa, que pode pesar até 8 toneladas

As autoridades da Austrália estão procurando um adolescente que "surfou" em uma baleia, segundo notícias veiculadas pela imprensa australiana no final de semana.

Uma testemunha na cidade de Albany, no oeste da Austrália, disse ter visto um jovem montar sobre as costas de uma baleia-franca-austral na tarde de sexta-feira da semana passada.

De acordo com o site australiano ABC, a testemunha fotografou o incidente, mas a polícia decidiu não divulgar a foto enquanto as investigações estão em andamento.

Caso seja identificado, o jovem pode receber uma multa de quase US$ 10 mil por perturbar um animal selvagem.

As autoridades australianas estão irritadas com o caso. Um dos investigadores chamou o ato de "tolo e inconsequente".

Uma baleia-franca-austral chega a medir mais de 18 metros e pode pesar até oito toneladas. Uma pessoa pode até morrer caso seja atingida pela cauda da baleia.

As leis ambientais australianas obrigam as pessoas a se manterem no mínimo a 30 metros de mamíferos selvagens como a baleia-franca. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.




Empresa de seguros alemã vê recorde de desastres naturais

27 de setembro de 2010 | 15h 41 - REUTERS

As perdas econômicas ligadas ao clima chegam a um total superior a US$ 65 bilhões

A Munich Re, maior resseguradora - empresa que vende seguros para companhias de seguros - do mundo informa que houve 725 desastres naturais ligados ao clima no mundo nos primeiros nove meses desde ano, o segundo maior número em 30 anos.

A empresa, que afirma ter a mais completa base de dados de desastres naturais do mundo, disse que a frequência de mau tempo representa "um forte indicador de mudança climática".

"Globalmente, 2010 tem sido o ano mais quente desde que os registros começaram, há mais de 130 anos, sendo que os dez mais quentes caem todos no período dos últimos 12 anos", disse a Munich Re.

As perdas econômicas ligadas ao clima chegam a um total superior a US$ 65 bilhões nos primeiros nove meses. O valor está abaixo da média dos últimos dez anos, mas as indenizações cobradas das empresas de seguro chegaram a US$ 18 bilhões.

A temporada de furacões do Atlântico, que ainda deve durar mais dois meses, produziu poucos danos até agora.

Empresa de seguros alemã vê recorde de desastres naturais

27 de setembro de 2010 | 15h 41 - REUTERS
As perdas econômicas ligadas ao clima chegam a um total superior a US$ 65 bilhões
A Munich Re, maior resseguradora - empresa que vende seguros para companhias de seguros - do mundo informa que houve 725 desastres naturais ligados ao clima no mundo nos primeiros nove meses desde ano, o segundo maior número em 30 anos.

A empresa, que afirma ter a mais completa base de dados de desastres naturais do mundo, disse que a frequência de mau tempo representa "um forte indicador de mudança climática".

"Globalmente, 2010 tem sido o ano mais quente desde que os registros começaram, há mais de 130 anos, sendo que os dez mais quentes caem todos no período dos últimos 12 anos", disse a Munich Re.

As perdas econômicas ligadas ao clima chegam a um total superior a US$ 65 bilhões nos primeiros nove meses. O valor está abaixo da média dos últimos dez anos, mas as indenizações cobradas das empresas de seguro chegaram a US$ 18 bilhões.

A temporada de furacões do Atlântico, que ainda deve durar mais dois meses, produziu poucos danos até agora.

ONG diz que joint venture de Shell com Cosan ameaça índios guaranis

28 de setembro de 2010 | 9h 54 Efe
Terras da empresa pertencem aos guaranis, afirmou Survival

LONDRES - A ONG Survival International criticou hoje a joint venture da companhia petrolífera Shell com a brasileira Cosan, do setor de biocombustíveis, porque o acordo colocaria ainda mais em risco a sobrevivência dos índios guaranis.

"A Shell pode agravar o que já é uma das situações mais críticas de todos os povos indígenas do Brasil. A companhia sabe o que seu parceiro brasileiro está fazendo e esperamos que não queiram se ver envolvidos no terrível roubo de terras guaranis", alerta a ONG em comunicado.

A Shell assinou no mês passado um acordo de US$ 12 bilhões com a Cosan para a produção de biocombustíveis a partir da cana-de-açúcar, mas parte desses cultivos estão em terras oficialmente reconhecidas como pertencentes aos guaranis, denuncia a Survival.

Segundo a ONG, um promotor brasileiro com poderes constitucionais para defender os direitos dos povos indígenas escreveu à Shell para advertir que essa joint venture com a Cosan "põe em perigo" o compromisso da primeira com "a biodiversidade e a sustentabilidade".

O filme "Birdwatchers", de 2008, chamou a atenção do mundo sobre os problemas dos guaranis e uma das estrelas daquele filme, Ambrósio Vilhalva, pertence à comunidade afetada pelas atividades da Cosan.

"As plantações de cana-de-açúcar estão acabando com os índios. Nossas terras se veem cada mais reduzidas. As plantações estão matando aos índios", denuncia o próprio Vilhalva em palavras divulgadas pela Survival em seu comunicado.

Quase todas as terras guaranis lhes foram já roubadas para dar lugar a criações de gado e plantações de soja e de cana-de-açúcar, destaca a Survival.

Segundo a ONG, os guaranis sofrem violentos ataques cada vez que tentam voltar a suas terras ancestrais e vários de seus líderes foram assassinados por pistoleiros.

A tribo tem também um dos índices de suicídio mais elevados do mundo. Os bebês morrem de desnutrição porque os pais carecem de terras para cultivar ou caçar, conclui a ONG britânica.

Greenpeace faz protesto em todas as centrais nucleares alemãs

28 de setembro de 2010 | 10h 18 3 Efe

Organização quer chamar a atenção para o novo plano de energia atômica do governo alemão
BERLIM - A organização ambientalista Greenpeace desde as primeiras horas desta manhã ações de protesto contra as 12 usinas nucleares alemãs em funcionamento, para denunciar o plano de energia deverá ser aprovado nesta terça-feira, 28, pelo gabinete da chanceler Angela Merkel.

Thomas Einberger/REUTERSAtivista do Greenpeace projeta mensagem na planta nuclear de GundremmingenO plano, que concebe a política energética na Alemanha para as próximas quatro décadas, prevê, entre outras coisas, aumentar a vida útil das centrais nucleares alemãs em cerca de 12 anos, a fim de garantir o suprimento, reduzir as emissões de CO2 e facilitar o desenvolvimento de energias alternativas.

Ativistas do Greenpeace projetaram sobre as torres de refrigeração gigantes e outros edifícios de várias usinas nucleares, o slogan "A energia nuclear é um perigo para a Alemanha."

O Greenpeace exige que o ministro do Meio Ambiente alemão, Norbert Röttgen, rejeite o plano, o encerramento imediato dos sete reatores mais antigos e o abandono definitivo da energia nuclear em 2015.

"Ainda há o perigo de contaminação radioativa no caso de um grave acidente nuclear e a produção de lixo atômico continua, embora ainda não há um repositório final para o armazenamento", disse o especialista em energia do Greenpeace Tobias Münchmeyer em um comunicado.

O Greenpeace também acredita que o prolongamento das usinas nucleares inibe o desenvolvimento de energias alternativas.

"O chamado conceito energético do governo nada mais é que um invólucro para um presente de milhões de dólares para consórcios atômicos, disse Münchmeyer.

A ação do Greenpeace foi alvejada pelos chefes de várias centrais nucleares, que iluminaram as torres de refrigeração de seus reatores com focos tão fortes que conseguiram borrara mensagem projetada pelos ambientalistas.

Corrida pede apoio para conservação dos gorilas

28 de setembro de 2010 | 15h 24
O Estado de S. Paulo


Sang Tan/AP Corredores fantasiados de gorilas participaram esta semana, em Londres, de uma corrida para angariar fundos para a The Gorilla Organization, entidade que patrocina projetos de conservação e educação ambiental na África,em regiões onde o animal está ameaçado.

Obama diz que política energética será prioridade no ano que vem

28 de setembro de 2010 | 17h 42
Reuters
Ele diz que vai investir politicamente para que o País tenha uma política energética condizente com a realidade atual
O Presidente Barack Obama disse que a renovação da política de energia norte-americana será uma prioridade no ano que vem. Obama afirmou que ela deve ser feita aos poucos ao invés de se realizar por meio de uma única lei, de acordo com entrevista publicada pela revista Rolling Stone. O presidente lamentou que não tenham sido feitos mais progressos para lutar contra as mudanças climáticas
desde que assumiu a Casa Branca e culpou a economia pela falha.

"Uma das minhas maiores prioridades no próximo ano á ter uma política energática que consiga visar todas as facetas de nossa imensa dependência de combustíveis fósseis", disse ele à revista. "Nós provavelmente vamos acabar fazendo isso em estapas em oposição à uma legislação abrangente. Mas vamos ter de insistir na questão porque é bom para a economia, bom para a segurança nacional e bom para nosso meio ambiente."

A mudança climática foi uma das maiores prioridades quando ele assumiu, em 2009, mas ficou em segundo plano diante da urgência de reforma na área de saúde.

O parlamento americano passou o recado de que iria solicitar uma redução de 17% até 2020 nas emissões de gases causadores do efeito estufa (comparada aos níveis de 2005) - uma meta que a administração Obama levou para a Conferência do CLima, em Copenhague, em 2009.
Mas o Senado não endossou a proposta. "Durante os últimos dois anos nós não fizemos tantos progressos quanto eu gostaria de ter feito desde que tomei posse. É difícil fazer progressos nessas questões em meio a uma enorme crise econômica", disse Obama.

Perguntado se pretendia jogar todas as suas fichas na política energética - da mesma forma que fez com a reformulação do sistema de saúde - Obama disse: "Sim. Não apenas pretendo, mas estou comprometido com a meta de assegurar que tenhamos uma política energética que faça sentido para o nosso país e que nos ajude a crescer ao mesmo tempo em que tentamnos lidar seriamento com o problema das mudanças climáticas".

Isso pode ser complicado em tempos de eleições para o legislativo. Os Republicanos devem conseguir o controle sobre uma das duas Casas do Congresso. Com os Republicanos no poder - ou mesmo com pequena margem de maioria dos Democratas - o presidente terá mais trabalho para passar suas prioridades políticas.

As mudanças climáticas são uma questão chave entre os eleitores mais jovens.

Cientistas usam zepelim para filmar baleias na costa dos EUA

28 de setembro de 2010 | 15h 08
Associated Press - AP


A uma altitude de 300 metros e velocidade de 65 km/h, aeronave permite observação detalhada
A piloto Katharine Board frequentemente vê grupos de baleias azuis, cinzentas e orcas ao sobrevoar a costa da Califórnia. Comparada a outros pilotos, no entanto, ela tem um ponto de vista privilegiado - baixo e devagar - a bordo do único zepelim operacional dos Estados Unidos.

Ted S. Warren/APO zepelim Eureka sobrevoa enseada habitada por orcas A aeronave dela, uma versão moderna de um aparelho da década de 1930, oferece uma visão clara e estável dos gigantes marinhos.

"O bom de voar baixo e devagar - ficamos 300 metros acima do solo e nossa velocidade de cruzeiro é 65 km/h - é que realmente dá para ver o mundo, realmente dá para ver os lugares onde se está", disse ela.

Neste mês, a Airship Ventures, empresa proprietária do zepelim, doou um dia de voo a um grupo de cientistas, para que pudessem filmar e fotografar um grupo de orcas na Enseada Puget, em Washington.

Geralmente o zepelim - chamado Eureka - oferece voos panorâmicos comerciais para até 12 passageiros, com preços de US$ 200 a US$ 1.000.

Muitas pessoas associam o zepelim á tragédia do alemão Hindenburg, que explodiu em chamas sobre os EUA em maio de 1937, matando 36 pessoas.

Desde então, a tecnologia passou por vários aperfeiçoamentos, incluindo uma diferença crucial: o abandono do hidrogênio, um gás altamente inflamável. O Eureka usa hélio. Além disso, suas manobras são computadorizadas e a estrutura é feita de fibra de carbono.

Embora tenham aparência similar, zepelins são diferentes dos balões dirigíveis. Os dirigíveis são muito menores e não têm uma estrutura rígida.

O grupo de baleias observado é considerado ameaçado. Essas orcas são moradoras permanentes da enseada, caçando salmão.

Cientistas da Administração Nacional de Atmosfera e Oceano (NOAA) montaram câmeras de alta definição embaixo do zepelim.

Os pesquisadores a bordo do zepelim conseguiram observar cerca de 30 orcas.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

agricultura orgânica (2)

Uma caixa de minhocas por Tânia Rabello

Seção: Sem categoria
17.setembro.2010 16:48:41


Clique para ampliar
Já que a caixa de minhocas foi citada nos comentários abaixo, em outros posts, lembrei que o “Suplemento Agrícola”, na extinta seção “Campo de Idéias” (quando Ideias ainda se escrevia com acento, antes da reforma ortográfica), publicou o esquema de montagem de uma caixa de minhocas. As minhocas, como se sabe, são um termômetro da saúde da terra. Se há muitas minhocas, o solo é aerado e fértil, pois o húmus produzido por elas é um excelente adubo orgânico. Essa caixa de minhocas tem a vantagem de poder ser feita em pequenos espaços, até em apartamentos, e o que é mais legal: praticamente elimina a produção de lixo orgânico em residências urbanas. E, logicamente, produz um adubo orgânico excelente para vasos, hortas caseiras, plantas medicinais, etc. Que tal tentar?

09.setembro.2010 17:11:47

Orgânicos e a Copa de 2014 por Tânia Rabello

A Organics Brasil, consórcio de exportadores de orgânicos processados, pretende aproveitar a Copa do Mundo de 2014, sediada pelo Brasil, para aumentar em pelo menos 5% o consumo de alimentos orgânicos no País, informou o coordenador executivo, Ming Liu. “Se os restaurantes e hotéis adicionarem ao menos um item orgânico em seus menus já teremos um grande aumento da demanda”, diz ele, acrescentando que a ideia é, após a Copa, manter esse crescimento e até ampliar o hábito de consumo de alimentos orgânicos no País. Várias estratégias estão sendo montadas para atingir esse objetivo, inclusive com o apoio do governo federal. “Precisaremos, porém, atuar em várias esferas, passando pelos governos federal, estadual e municipais para garantir a estratégia de abastecimento e distribuição de orgânicos nas cidades-sede da Copa do Mundo.” Para tanto, um plano estratégico já foi entregue pela Organics Brasil ao governo federal. “Como estamos numa fase de eleições e mudança de governo, porém, creio que o plano será efetivado só a partir do ano que vem”, finaliza.
Tags: consumo, Copa do Mundo

Atitude orgânica por Tânia Rabello

Seção: Embalagens

04.setembro.2010 22:15:23
Outro dia, num bate-papo com o produtor orgânico Guaraci Diniz (veja o post inaugural deste blog), comentei que havia desistido de contratar babás para meus dois filhos, ainda pequenos. Os motivos da minha desistência não importam agora, mas eu lhe disse que desde então quem toma conta integralmente dos meus filhos, com exceção do período escolar, sou eu e o pai deles. O produtor me comentou: – Isso é uma atitude orgânica.
O que ele quis dizer, no contexto do que conversávamos, é que de certa maneira tornei os cuidados com meus filhos mais “sustentável”, ou seja, trouxe menos “recursos” de fora (no caso, a babá) para ajudar a gerir a família. No caso do sítio de Guaraci, onde 87% de todas as necessidades são providenciadas dentro do próprio sítio e para ele retornam, praticamente fechando o ciclo da sustentabilidade, também estamos diante de um sítio muito mais que orgânico, mas com atitude orgânica. Lógico que não dá nem para comparar a minha atitude com todas as que ele toma diariamente em sua propriedade e sua vida, para torná-las cada vez mais orgânicas.
Ainda sobre isso lembrei-me de uma amiga brasileira, que mora na Austrália, e inseriu em seu cotidiano, em seu modo de vida, inúmeras atitudes orgânicas. Ela não é produtora orgânica, mas é uma pessoa “orgânica”. Logicamente só consome produtos orgânicos; recicla seu lixo orgânico, transformando-o em composto e aplicando-o no jardim da própria casa e – o que mais me chamou a atenção – evita ao máximo produzir lixo não orgânico. Atitude tão difícil em terras brasileiras, onde é quase impossível comprar 1 litro de óleo de cozinha que não venha em garrafas PET.
Na Austrália, onde ela mora, em Byron Bay, por exemplo, há um posto de abastecimento de óleo de cozinha e de outros bens de consumo, como grãos, arroz, etc. Ela leva a própria embalagem, compra o que quer abastecendo seus próprios recipientes. Lembro-me de ela ter dito que o seu recipiente para óleo de cozinha era o mesmo há alguns anos.
Lembrei-me das antigas mercearias de bairro na capital paulistana, onde os mantimentos eram vendidos a granel - aquela sacaria de arroz, feijão, milho, farinha, etc., ficava ali, exposta – e o que se fazia era exatamente isso, com exceção de que levávamos para casa, em vez de o próprio recipiente abastecido, um saco de papel cheio de arroz, por exemplo. A higiene dos estabelecimentos é algo questionável, mas comprar a granel era algo muito menos nocivo ao ambiente do que o plástico que hoje embala o arroz nos supermercados e que vai ser transportado dentro da sacolinha plástica.
Depois dessa conversa fui às compras e fiquei meio desesperada - viramos praticamente reféns das embalagens. Mais higiênicas com certeza, mas, embora recicláveis, não retornáveis. Quem se habilita, enfim, a abrir uma cadeia de mercearias onde tudo se vende a granel, os produtos, higienicamente acondicionados, sejam orgânicos em sua maioria e que tenha um aviso na porta: “Só vendemos se você trouxer a sua própria embalagem?”
Tags: embalagens retornáveis, Garrafas PET, PET, sacolinha plástica, sustentabilidade

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Recuo na área de orgânicos primários por Tânia Rabello

Seção: agricultura orgânica

03.setembro.2010 18:17:24
As áreas produtoras de orgânicos primários (sem processamento) e aptas a exportar recuaram do ano passado para este. O tamanho da redução ainda está sendo contabilizado e o número final deve ser anunciado pela Organics Brasil em duas semanas. “Houve redução, mas ainda não sabemos de quanto”, diz o coordenador executivo do projeto Organics Brasil, Ming Liu.
A entidade – que reúne empresas produtoras e exportadoras de processados orgânicos – realizou, junto com empresas certificadoras internacionais que atuam no Brasil e certificam a produção para exportação, um levantamento da área cultivada com orgânicos e apta a exportar.
No ano passado, por exemplo, o mesmo levantamento apurou que o País possuía 7,1 milhões de hectares cultivados organicamente e certificados para exportação.
“Ainda não sabemos, por exemplo, o motivo da redução de área – de produtos primários, não processados, ressalte-se bem isso, – do ano passado para este”, diz Ming Liu. “Pode ser que os produtores estejam se readequando à nova legislação dos orgânicos ou ainda uma separação entre áreas de extrativismo e de agricultura”, continua. “Ainda estamos estudando as causas da redução.”
Tags: área, ming liu, organics brasil, primários

Gastronomia orgânica por Tânia Rabello

Seção: Gastronomia

Sem categoria

02.setembro.2010 17:26:33
Agende-se para participar, nos dias 22 a 26 de novembro, do 1.º Festival de Gastronomia Orgânica de São Paulo, com promoção da Prefeitura Municipal. O evento será no Mercado da Cantareira, o Mercadão Municipal. O objetivo, segundo os organizadores, é informar a população sobre alimentação saudável e sustentável, mostrando alternativas possíveis para isso. Além disso, tornar viável, promover e divulgar a culinária vegetariana e a produção ecológica de alimentos ao grande público. Um prêmio, o Nova Gastronomia, está previsto e premiará receitas feitas com a castanha-do-pará, recentemente promovida para castanha-do-brasil. Quem quiser participar, pode enviar a receita para o e-mail premionovagastronomia@prefeitura.sp.gov.br. Além do prêmio, haverá quatro fóruns: orgânicos na gastronomia, sustentabilidade e vegetarianismo, educação alimentar – dieta sem carne para crianças e alimentos vivos. Mais informações no telefone (0–11) 3031-1715 begin_of_the_skype_highlighting (0–11) 3031-1715 end_of_the_skype_highlighting e em breve no link da Prefeitura.
Tags: Alimentação saudável, Festival de gastronomia, Mercado Municipal, Prêmio de Gastronomia

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Novidades na feirinha por Tânia Rabello

Seção: agricultura orgânica

02.setembro.2010 16:43:05
Quem frequenta a feirinha de orgânicos do Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo (SP) contará, a partir de outubro, com algumas boas novidades. A Associação de Agricultura Orgânica (AAO), que gerencia a feira, vai promover aos sábados, com vários parceiros, no espaço cultural (a mesma área onde funciona o café), manhãs de autógrafos com autores ligados à causa orgânica, além de oficinas sobre inúmeros assuntos relacionados à alimentação saudável, abordando, por exemplo, culinárias vegan e macrobiótica.
A ideia é trazer um autor “orgânico” de 15 em 15 dias para autografar os livros e conversar com o público que frequenta a feira nas manhãs de sábado. A autora que vai inaugurar o evento é um dos principais nomes da agricultura orgânica do Brasil, Ana Primavesi. Ainda não há, porém, data definida, mas a assessoria de imprensa informou que os eventos começarão em outubro. Sônia Hirsch, outra famosa autora de livros sobre alimentação natural, já tem data marcada: 27 de novembro. No site da AAO, em breve informações detalhadas sobre a programação.
Tags: Associação de Agricultura Orgânica, Feira orgânica, Parque da Água Branca

Um agricultor “de existência” por Tânia Rabello

Seção: Agricultores

02.setembro.2010 16:07:46
Guaraci Diniz reflorestou 20 hectares de seu sítio de 30 hectares / Foto de Sérgio Neves/AE
Ele é o produtor orgânico mais orgânico que eu conheci. Cultiva vários produtos num sítio de 30 hectares – dos quais 20 hectares reflorestados, num paciente trabalho de recomposição –, vende o excedente, sobretudo mel e lã. “Não é agricultura de subsistência, é de existência”, diz Guaraci Diniz, que há 25 anos assumiu o Sítio Duas Cachoeiras, em Amparo (SP) e, junto com sua esposa, Cecília, ensina que é possível, sim, tratar a terra, mesmo que seja um pequeno pedaço, como um organismo. “Se é agricultura orgânica, agroecológica, natural, biodinâmica… Esses rótulos não importam e estão, inclusive, sendo muito usados para fazer marketing de algo bem distante do que originariamente seria a agricultura orgânica”, critica. “Agricultura orgânica não é só cultivar alimentos sem adubo químico e agrotóxicos”, diz ele. “Se eu preciso aplicar um produto à base de alho, por exemplo, para controlar uma praga na plantação, embora seja um defensivo natural, isso já é tratar de um organismo que está doente”, explica. Para ele, o agricultor, incluindo o orgânico, deveria mudar a maneira de pensar, passar a cultivar um “organismo”, torná-lo saudável, assim como tentamos fazer com o nosso próprio corpo que, quando tratado da maneira correta, não fica doente.
Guaraci também é produtor de água. Com o reflorestamento de quase toda a sua propriedade, fez rebrotar mais três nascentes num terreno antes tomado por pasto e café. “Agora tenho cinco nascentes no sítio, que não secam de jeito nenhum no inverno e até abastecem as propriedades vizinhas, que praticam agricultura convencional e ficam sem água no período da seca, como agora.” Guaraci nem gosta, aliás, de se autodenominar agricultor – “Limita muito, né? A gente pode ser tantas outras coisas além de agricultor…”, diz.
Não é nesse post inaugural do meu blog sobre o universo dos alimentos orgânicos que eu vou contar todo o trabalho que Guaraci vem desenvolvendo no seu sítio. Não ia caber e me ensinaram desde já: texto de blog é curto, o que já não está sendo o caso deste post.
Mas, para quem gosta de números, eis um que resume o índice de sustentabilidade obtido por Guaraci em seu sítio: 87%, segundo o Laboratório de Engenharia Ecológica e Aplicada da Unicamp. Ou seja, 87% das necessidades da propriedade são obtidas na própria propriedade, desde alimentos até energia. Um sítio quase 100% autossustentável.

Quando peço a ele para citar algum outro agricultor que viva da mesma maneira, ele diz que há. Poucos, porém. Ernst Götsch, que vive em Ilhéus, na Bahia, e é o papa da agrofloresta no País, poderia ser um exemplo? “Ele vai além”, diz Guaraci. “Tira todos os alimentos da agrofloresta, respeitando o ciclo de cada alimento. Não tem laranja o ano todo, como na agricultura convencional, e isso é respeitado, o ciclo da natureza”, diz. “Basta mudar a forma de pensar. Isso é possível.”
Tags: agricultura orgânica, agrofloresta, ecologia, Ernst Götsch, Guaraci Diniz

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Filhote de baleia franca encalha morto em Jaguaruna


Ocorrência de mortalidade de filhotes é de cerca de 10%; até agora, três filhotes encalharam nesta temporada
17 de setembro de 2010 | 20h 31
estadao.com.br

Um filhote de baleia franca encalhou já morto na Praia de Campo Bom, município de Jaguaruna, a 157 quilômetros de Florianópolis (SC). Pesquisadores do Projeto Baleia Franca (PBF-Brasil) foram chamados ao local para coletar amostras do cetáceo para exames.

"O filhote era um macho, que media 4m30cm de comprimento. Ele já encalhou morto, com diversos hematomas e marcas de colisão com embarcação, o que provavelmente provocou sua morte", explica a Diretora de Pesquisa do Projeto Baleia Franca, Karina Groch.

Na última quarta-feira, durante o sobrevoo realizado pelo Projeto Baleia Franca e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o biólogo Ph.D., Paulo Flores, do Centro Mamíferos Aquáticos, fez o registro fotográfico de 36 filhotes entre as 102 baleias avistadas. O total de cetáceos presentes em nossa costa faz com que o número de óbitos de filhotes desta temporada ainda esteja de acordo com o esperado.

"Esta é mais uma ocorrência negativa no que diz respeito à recuperação populacional da espécie, entretanto está dentro da normalidade. A mortalidade de filhotes desta espécie é de aproximadamente 10% do total de nascimentos e, neste ano, foram três óbitos de filhotes para, pelo menos, 36 nascidos", afirma Karina.

As francas, ao contrário de outras espécies, tem hábitos costeiros e dificilmente encalham, exceto quando já estão doentes ou mortas. "É importante destacar que nas últimas duas décadas a média anual de encalhes é de aproximadamente dois registros, variando ano a ano. Em 2009, por exemplo, tivemos apenas um registro de encalhe de filhote morto, enquanto neste ano houve três registros. Esta variação é diretamente proporcional à quantidade de baleias registradas por nós, ou seja, é natural que com mais indivíduos presentes em nossa costa ocorram também mais encalhes", contou a bióloga.

Em caso de encalhes, há um protocolo homologado pela APA da Baleia Franca no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) "O objetivo do protocolo é articular a rede de instituições que podem contribuir nos casos de ocorrência de encalhes, seja de animais vivos ou mortos. Neste caso, tivemos o apoio da Prefeitura Municipal de Jaguaruna, que foi quem oficializou o registro. Agora que amostras do animal já foram coletadas para análise, o corpo será enterrado", explicou Maria Elizabeth Carvalho da Rocha, Chefe da APA da Baleia Franca.

Setor aéreo cobra regras globais contra emissões de carbono


O setor aéreo pediu na sexta-feira aos governos que apressem a definição das novas regras globais para a emissão de carbono, de modo a evitar o caos resultante da superposição de sistemas conflitantes.

Executivos de companhias aéreas, aeroportos, órgãos do tráfego aéreo e fábricas de aviões também pediram mais cooperação dos Estados e das empresas de energia na sua iniciativa de alcançar metas ambientais.

O apelo foi feito a poucos dias de uma reunião dos países membros da Organização Internacional da Aviação Civil (OIAC, um órgão da ONU), de 28 de setembro a 8 de outubro em Montreal, no Canadá.

O texto dirigido à entidade diz que só "um marco global para limitar e reduzir as emissões da aviação" poderá permitir ao setor cumprir a sua promessa de controlar até 2020 as emissões de gases do efeito estufa pelos aviões.

Os dirigentes pediram que os governos definam as novas regras antes da conferência climática do final do ano em Cancún, no México.

Durante uma conferência de dois dias em Genebra sobre aviação e meio ambiente, delegados de todos os setores da aviação disseram que sua meta de ampliar a eficiência de combustível em 1,5 por cento ao ano ao longo da próxima década ficará ameaçada se os países da OIAC não chegarem a um acordo.

Eles argumentaram que o esquema de créditos de carbono que vigora há cerca de cinco anos na União Europeia, e que é muito contestado pelo setor e por governos de fora da Europa, demonstra o perigo de medidas unilaterais.

O setor teme que a propagação desses sistemas, e também de impostos ditos "ambientais", mas na verdade usados para engordar os orçamentos nacionais, poderá prejudicar a aviação e "afetar adversamente a economia mundial como um todo."

A aviação, atividade responsável por cerca de 2 por cento das emissões globais de carbono, merece um status especial na pauta da conferência de Cancún, permitindo que seja tratada à parte de um eventual acordo climático global.

Mas isso só valerá se o setor chegar a Cancún com apoio dos governos para um plano de controle das emissões, o que significa ter o aval da OIAC.

Giovanni Bisignani, presidente da Iata, entidade setorial das companhias aéreas, queixou-se durante a conferência da falta de apoio ao desenvolvimento de combustíveis alternativos ao querosene de aviação.

"Os governos investiram ninharias, e as empresas de petróleo ainda menos", afirmou. "Os biocombustíveis poderiam acabar com a tirania do petróleo e tirar milhões de pessoas da pobreza, além de fornecer uma fonte sustentável de combustível para a aviação."

17 de setembro de 2010 | 17h 42
ROBERT EVANS - REUTERS

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Morsas sofrem com a falta de gelo marinho



14 de setembro de 2010 | 13h 55
Estado de S. Paulo

Dezenas de milhares de morsas têm vindo à terra no noroeste do Alasca porque o gelo marinho onde normalmente descansam derreteu. Cientistas dizem que esse movimento maciço dos animais é incomum nos Estados Unidos. Porém, havia acontecido pelo menos duas vezes: em 2007 e 2009. Nesses anos, o gelo marinho do Ártico também estava perto de níveis recordes de baixa. O governo estuda se as morsas serão incluídas na lista de espécies em extinção.

A espécie ameaçada


15 de setembro de 2010 | 15h 54
Afra Balazina e Andrea Vialli - O Estado de S. Paulo

Grau de ameaça
Gorila-das-planícies (Gorilla gorilla gorilla)

O gorila-das-planícies, também conhecido como gorila-das-planícies-ocidentais, habita as regiões planas da África Ocidental. Está criticamente ameaçado de extinção, segundo a lista vermelha de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação na Natureza.


Situação atual


Sua população sofreu uma redução da ordem 80% em três gerações - ou seja, nos últimos 60 anos. As principais ameaças ao animal são a caça com fins comerciais e a contaminação pelo vírus Ebola.


Hábitos


A gestação do gorila-das-planícies dura nove meses. O macho prepara o ninho para a fêmea no topo das árvores. Adulto, o animal chega a medir 2 metros de altura.

Tubarões das ilhas Galápagos ganham chips

16 de setembro de 2010 |
Estado de S. Paulo


A direção do Parque Nacional Galápagos recebeu da ONG Conservação Internacional uma doação de equipamentos para o projeto de tubarões mantido na reserva marinha do arquipélago. Cerca de mil chips serão colocados em tubarões jovens. "O material fortalecerá o programa de monitoramento de tubarões e poderemos obter dados sobre sua distribuição e deslocamento dentro da reserva", disse Edwin Naula, diretor do parque. Com as informações, será mais fácil proteger a espécie.

Eike Batista pode ter fábrica de carros elétricos

16 de setembro de 2010 |

Nicola Pamplona - O Estado de S. Paulo

O empresário Eike Batista, do grupo EBX, anunciou ontem que vai construir uma fábrica de carros elétricos no Porto do Açu, no litoral norte do Rio. Segundo ele, já existem negociações com fornecedores de tecnologia japoneses e europeus para o empreendimento. A ideia é iniciar a produção em um período de três a quatro anos. O investimento estimado é de US$ 1 bilhão.

Segundo Eike,o projeto prevê a construção da unidade em módulos, sendo que o primeiro deles terá capacidade para produção de 100 mil veículos por dia. Os japoneses entrariam com a tecnologia das baterias e os europeus, com componentes mecânicos do automóvel. Ainda não há detalhes do projeto, como, por exemplo, a autonomia do veículo ou o seu custo final.

O empresário disse que ainda não comunicou o governo sobre o investimento na fábrica de automóveis e que não depende de incentivos para o empreendimento.

Eike Batista lembrou que já teve uma experiência frustrada em projeto de fabricação de carros no Brasil, mas que aprendeu com os erros. Ele foi dono da fábrica de jipes JPX, que fechou em 2002. Segundo o empresário, esse projeto tinha falhas, como a construção da fábrica em Pouso Alegre (MG), lugar com logística complicada, e a parceria para fornecimento de motores com a Peugeot.

"(A difusão do carro elétrico) é irreversível; é tão superior, tão ecologicamente correto...", comentou Eike, em entrevista no evento Rio Oil & Gas, evitando dar maiores detalhes sobre os nomes dos parceiros e sobre a participação do grupo EBX no empreendimento, que ainda não tem nome. Ele lembrou que os custos dos componentes para veículos elétricos vêm caindo sensivelmente nos últimos anos.

O processo de difusão do carro elétrico no País vem sendo discutido mais intensamente pelo governo nos últimos anos. Um grupo interministerial foi criado para estudar medidas de estímulo, mas há ainda pouco avanço na questão.

Sai o primeiro selo verde para usinas de açúcar e etanol

16 de setembro de 2010 | 21h 29

Afra Balazina e Andrea Vialli - O estado de S. Paulo

As usinas São Francisco e Santo Antônio, de Sertãozinho (SP), foram as primeiras no País a receber certificação da Rede de Agricultura Sustentável, que comprova boa prática ambiental. A certificação permite às empresas, que fazem parte do grupo Balbo e produzem o açúcar da marca Native, o uso do selo Rainforest Alliance Certified, reconhecido no mundo todo.

"Trata-se do primeiro selo verde para o setor de açúcar e álcool. Esperamos que outras indústrias se interessem pela certificação", diz Luís Fernando Guedes Pinto, secretário executivo do Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola, responsável pela certificação.

Fundo Amazônia aprova mais três projetos

estadao.com.br

O BNDES aprovou mais três projetos do Fundo Amazônia, com apoio financeiro total de R$ 38,7 milhões. O maior deles, destinado ao Estado do Amazonas, receberá R$ 20 milhões. Outro destinará R$ 15,9 milhões ao governo do Pará, e o terceiro, de R$ 2,8 milhões, direcionará recursos ao município de Alta Floresta, no Mato Grosso.

O Fundo, que é administrado pelo BNDES, capta recursos de doações voluntárias para financiamento de ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, bem como projetos para conservação e uso sustentável das florestas na Amazônia.

Como estas aprovações subiu para oito número de projetos que já receberam recursos do Fundo Amazônia, somando R$ 109 milhões. A carteira do Fundo conta, atualmente, com 63 projetos.

O estado do Amazonas receberá R$ 20 milhões para desenvolver um projeto apresentado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), com o objetivo de fortalecer a gestão ambiental em áreas sob intensa pressão pelo desmatamento, nos municípios de Boca do Acre, Lábrea, Apuí e Novo Aripuanã. A ideia é recompor Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais e consolidar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) estadual.

Ja os R$ 15,9 milhões destinados ao Pará serão usados para reforçar ações de combate e monitoramento do desmatamento. O dinheiro será usado para promover a estruturação física e operacional da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e de secretarias municipais de Meio Ambiente.O intuito é descentralizar atividades, consolidando as unidades regionais da Secretaria em Marabá, Santarém, Paragominas, Redenção, Itaituba e Bragança. O projeto também inclui a criação de instrumentos para emissão do CAR. Ao aderirem ao cadastro, os proprietários rurais devem se comprometer a recuperar as áreas degradadas ou desmatadas ilegalmente.

No Mato Grosso, o município de Alta Floresta receberá R$ 2,8 milhões para pôr em prática o projeto Olhos D’Água da Amazônia, cujos objetivos são basicamente os mesmos dos projetos paraense e amazonense: fortalecimento da gestão ambiental na região, apoio ao processo de registro das pequenas propriedades no CAR e fomento à recuperação de áreas de preservação permanente degradadas próximas às nascentes localizadas em pequenas propriedades.

Com essa estratégia, a prefeitura de Alta Floresta irá realizar e integrar as atividades de planejamento (diagnóstico), de regularização ambiental (CAR) e de recuperação de áreas degradadas. O CAR será utilizado pelo governo como uma primeira etapa para o licenciamento ambiental e a regularização fundiária, na medida em que são firmados termos de compromisso para a adequação ambiental da posse ou da propriedade rural. O projeto de Alta Floresta enfrentará, principalmente, o problema da degradação de determinadas áreas de nascentes. Atualmente, 50% do município foi desmatado e apenas 49% das 6.545 nascentes estão preservadas, conforme dados da Secretaria de Meio Ambiente de Alta Floresta.