sexta-feira, 17 de setembro de 2010

agricultura orgânica (2)

Uma caixa de minhocas por Tânia Rabello

Seção: Sem categoria
17.setembro.2010 16:48:41


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Já que a caixa de minhocas foi citada nos comentários abaixo, em outros posts, lembrei que o “Suplemento Agrícola”, na extinta seção “Campo de Idéias” (quando Ideias ainda se escrevia com acento, antes da reforma ortográfica), publicou o esquema de montagem de uma caixa de minhocas. As minhocas, como se sabe, são um termômetro da saúde da terra. Se há muitas minhocas, o solo é aerado e fértil, pois o húmus produzido por elas é um excelente adubo orgânico. Essa caixa de minhocas tem a vantagem de poder ser feita em pequenos espaços, até em apartamentos, e o que é mais legal: praticamente elimina a produção de lixo orgânico em residências urbanas. E, logicamente, produz um adubo orgânico excelente para vasos, hortas caseiras, plantas medicinais, etc. Que tal tentar?

09.setembro.2010 17:11:47

Orgânicos e a Copa de 2014 por Tânia Rabello

A Organics Brasil, consórcio de exportadores de orgânicos processados, pretende aproveitar a Copa do Mundo de 2014, sediada pelo Brasil, para aumentar em pelo menos 5% o consumo de alimentos orgânicos no País, informou o coordenador executivo, Ming Liu. “Se os restaurantes e hotéis adicionarem ao menos um item orgânico em seus menus já teremos um grande aumento da demanda”, diz ele, acrescentando que a ideia é, após a Copa, manter esse crescimento e até ampliar o hábito de consumo de alimentos orgânicos no País. Várias estratégias estão sendo montadas para atingir esse objetivo, inclusive com o apoio do governo federal. “Precisaremos, porém, atuar em várias esferas, passando pelos governos federal, estadual e municipais para garantir a estratégia de abastecimento e distribuição de orgânicos nas cidades-sede da Copa do Mundo.” Para tanto, um plano estratégico já foi entregue pela Organics Brasil ao governo federal. “Como estamos numa fase de eleições e mudança de governo, porém, creio que o plano será efetivado só a partir do ano que vem”, finaliza.
Tags: consumo, Copa do Mundo

Atitude orgânica por Tânia Rabello

Seção: Embalagens

04.setembro.2010 22:15:23
Outro dia, num bate-papo com o produtor orgânico Guaraci Diniz (veja o post inaugural deste blog), comentei que havia desistido de contratar babás para meus dois filhos, ainda pequenos. Os motivos da minha desistência não importam agora, mas eu lhe disse que desde então quem toma conta integralmente dos meus filhos, com exceção do período escolar, sou eu e o pai deles. O produtor me comentou: – Isso é uma atitude orgânica.
O que ele quis dizer, no contexto do que conversávamos, é que de certa maneira tornei os cuidados com meus filhos mais “sustentável”, ou seja, trouxe menos “recursos” de fora (no caso, a babá) para ajudar a gerir a família. No caso do sítio de Guaraci, onde 87% de todas as necessidades são providenciadas dentro do próprio sítio e para ele retornam, praticamente fechando o ciclo da sustentabilidade, também estamos diante de um sítio muito mais que orgânico, mas com atitude orgânica. Lógico que não dá nem para comparar a minha atitude com todas as que ele toma diariamente em sua propriedade e sua vida, para torná-las cada vez mais orgânicas.
Ainda sobre isso lembrei-me de uma amiga brasileira, que mora na Austrália, e inseriu em seu cotidiano, em seu modo de vida, inúmeras atitudes orgânicas. Ela não é produtora orgânica, mas é uma pessoa “orgânica”. Logicamente só consome produtos orgânicos; recicla seu lixo orgânico, transformando-o em composto e aplicando-o no jardim da própria casa e – o que mais me chamou a atenção – evita ao máximo produzir lixo não orgânico. Atitude tão difícil em terras brasileiras, onde é quase impossível comprar 1 litro de óleo de cozinha que não venha em garrafas PET.
Na Austrália, onde ela mora, em Byron Bay, por exemplo, há um posto de abastecimento de óleo de cozinha e de outros bens de consumo, como grãos, arroz, etc. Ela leva a própria embalagem, compra o que quer abastecendo seus próprios recipientes. Lembro-me de ela ter dito que o seu recipiente para óleo de cozinha era o mesmo há alguns anos.
Lembrei-me das antigas mercearias de bairro na capital paulistana, onde os mantimentos eram vendidos a granel - aquela sacaria de arroz, feijão, milho, farinha, etc., ficava ali, exposta – e o que se fazia era exatamente isso, com exceção de que levávamos para casa, em vez de o próprio recipiente abastecido, um saco de papel cheio de arroz, por exemplo. A higiene dos estabelecimentos é algo questionável, mas comprar a granel era algo muito menos nocivo ao ambiente do que o plástico que hoje embala o arroz nos supermercados e que vai ser transportado dentro da sacolinha plástica.
Depois dessa conversa fui às compras e fiquei meio desesperada - viramos praticamente reféns das embalagens. Mais higiênicas com certeza, mas, embora recicláveis, não retornáveis. Quem se habilita, enfim, a abrir uma cadeia de mercearias onde tudo se vende a granel, os produtos, higienicamente acondicionados, sejam orgânicos em sua maioria e que tenha um aviso na porta: “Só vendemos se você trouxer a sua própria embalagem?”
Tags: embalagens retornáveis, Garrafas PET, PET, sacolinha plástica, sustentabilidade

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Recuo na área de orgânicos primários por Tânia Rabello

Seção: agricultura orgânica

03.setembro.2010 18:17:24
As áreas produtoras de orgânicos primários (sem processamento) e aptas a exportar recuaram do ano passado para este. O tamanho da redução ainda está sendo contabilizado e o número final deve ser anunciado pela Organics Brasil em duas semanas. “Houve redução, mas ainda não sabemos de quanto”, diz o coordenador executivo do projeto Organics Brasil, Ming Liu.
A entidade – que reúne empresas produtoras e exportadoras de processados orgânicos – realizou, junto com empresas certificadoras internacionais que atuam no Brasil e certificam a produção para exportação, um levantamento da área cultivada com orgânicos e apta a exportar.
No ano passado, por exemplo, o mesmo levantamento apurou que o País possuía 7,1 milhões de hectares cultivados organicamente e certificados para exportação.
“Ainda não sabemos, por exemplo, o motivo da redução de área – de produtos primários, não processados, ressalte-se bem isso, – do ano passado para este”, diz Ming Liu. “Pode ser que os produtores estejam se readequando à nova legislação dos orgânicos ou ainda uma separação entre áreas de extrativismo e de agricultura”, continua. “Ainda estamos estudando as causas da redução.”
Tags: área, ming liu, organics brasil, primários

Gastronomia orgânica por Tânia Rabello

Seção: Gastronomia

Sem categoria

02.setembro.2010 17:26:33
Agende-se para participar, nos dias 22 a 26 de novembro, do 1.º Festival de Gastronomia Orgânica de São Paulo, com promoção da Prefeitura Municipal. O evento será no Mercado da Cantareira, o Mercadão Municipal. O objetivo, segundo os organizadores, é informar a população sobre alimentação saudável e sustentável, mostrando alternativas possíveis para isso. Além disso, tornar viável, promover e divulgar a culinária vegetariana e a produção ecológica de alimentos ao grande público. Um prêmio, o Nova Gastronomia, está previsto e premiará receitas feitas com a castanha-do-pará, recentemente promovida para castanha-do-brasil. Quem quiser participar, pode enviar a receita para o e-mail premionovagastronomia@prefeitura.sp.gov.br. Além do prêmio, haverá quatro fóruns: orgânicos na gastronomia, sustentabilidade e vegetarianismo, educação alimentar – dieta sem carne para crianças e alimentos vivos. Mais informações no telefone (0–11) 3031-1715 begin_of_the_skype_highlighting (0–11) 3031-1715 end_of_the_skype_highlighting e em breve no link da Prefeitura.
Tags: Alimentação saudável, Festival de gastronomia, Mercado Municipal, Prêmio de Gastronomia

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Novidades na feirinha por Tânia Rabello

Seção: agricultura orgânica

02.setembro.2010 16:43:05
Quem frequenta a feirinha de orgânicos do Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo (SP) contará, a partir de outubro, com algumas boas novidades. A Associação de Agricultura Orgânica (AAO), que gerencia a feira, vai promover aos sábados, com vários parceiros, no espaço cultural (a mesma área onde funciona o café), manhãs de autógrafos com autores ligados à causa orgânica, além de oficinas sobre inúmeros assuntos relacionados à alimentação saudável, abordando, por exemplo, culinárias vegan e macrobiótica.
A ideia é trazer um autor “orgânico” de 15 em 15 dias para autografar os livros e conversar com o público que frequenta a feira nas manhãs de sábado. A autora que vai inaugurar o evento é um dos principais nomes da agricultura orgânica do Brasil, Ana Primavesi. Ainda não há, porém, data definida, mas a assessoria de imprensa informou que os eventos começarão em outubro. Sônia Hirsch, outra famosa autora de livros sobre alimentação natural, já tem data marcada: 27 de novembro. No site da AAO, em breve informações detalhadas sobre a programação.
Tags: Associação de Agricultura Orgânica, Feira orgânica, Parque da Água Branca

Um agricultor “de existência” por Tânia Rabello

Seção: Agricultores

02.setembro.2010 16:07:46
Guaraci Diniz reflorestou 20 hectares de seu sítio de 30 hectares / Foto de Sérgio Neves/AE
Ele é o produtor orgânico mais orgânico que eu conheci. Cultiva vários produtos num sítio de 30 hectares – dos quais 20 hectares reflorestados, num paciente trabalho de recomposição –, vende o excedente, sobretudo mel e lã. “Não é agricultura de subsistência, é de existência”, diz Guaraci Diniz, que há 25 anos assumiu o Sítio Duas Cachoeiras, em Amparo (SP) e, junto com sua esposa, Cecília, ensina que é possível, sim, tratar a terra, mesmo que seja um pequeno pedaço, como um organismo. “Se é agricultura orgânica, agroecológica, natural, biodinâmica… Esses rótulos não importam e estão, inclusive, sendo muito usados para fazer marketing de algo bem distante do que originariamente seria a agricultura orgânica”, critica. “Agricultura orgânica não é só cultivar alimentos sem adubo químico e agrotóxicos”, diz ele. “Se eu preciso aplicar um produto à base de alho, por exemplo, para controlar uma praga na plantação, embora seja um defensivo natural, isso já é tratar de um organismo que está doente”, explica. Para ele, o agricultor, incluindo o orgânico, deveria mudar a maneira de pensar, passar a cultivar um “organismo”, torná-lo saudável, assim como tentamos fazer com o nosso próprio corpo que, quando tratado da maneira correta, não fica doente.
Guaraci também é produtor de água. Com o reflorestamento de quase toda a sua propriedade, fez rebrotar mais três nascentes num terreno antes tomado por pasto e café. “Agora tenho cinco nascentes no sítio, que não secam de jeito nenhum no inverno e até abastecem as propriedades vizinhas, que praticam agricultura convencional e ficam sem água no período da seca, como agora.” Guaraci nem gosta, aliás, de se autodenominar agricultor – “Limita muito, né? A gente pode ser tantas outras coisas além de agricultor…”, diz.
Não é nesse post inaugural do meu blog sobre o universo dos alimentos orgânicos que eu vou contar todo o trabalho que Guaraci vem desenvolvendo no seu sítio. Não ia caber e me ensinaram desde já: texto de blog é curto, o que já não está sendo o caso deste post.
Mas, para quem gosta de números, eis um que resume o índice de sustentabilidade obtido por Guaraci em seu sítio: 87%, segundo o Laboratório de Engenharia Ecológica e Aplicada da Unicamp. Ou seja, 87% das necessidades da propriedade são obtidas na própria propriedade, desde alimentos até energia. Um sítio quase 100% autossustentável.

Quando peço a ele para citar algum outro agricultor que viva da mesma maneira, ele diz que há. Poucos, porém. Ernst Götsch, que vive em Ilhéus, na Bahia, e é o papa da agrofloresta no País, poderia ser um exemplo? “Ele vai além”, diz Guaraci. “Tira todos os alimentos da agrofloresta, respeitando o ciclo de cada alimento. Não tem laranja o ano todo, como na agricultura convencional, e isso é respeitado, o ciclo da natureza”, diz. “Basta mudar a forma de pensar. Isso é possível.”
Tags: agricultura orgânica, agrofloresta, ecologia, Ernst Götsch, Guaraci Diniz

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