terça-feira, 27 de julho de 2010

Calçada que absorve água da chuva


Postado por Elaine Santos Em 22 julho 2010

A INSTALAÇÃO PERMITE A RETENÇÃO DE TODA ÁGUA DA CHUVA NO SOLO.

Entidade espera sanção das normas, para que os municípios possam regulamentar os novos tipos de calçadas.

Um tipo de calçada que custa cerca de 30% mais que as normais, mas que ajuda a combater enchente é testado pela ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland).

A associação está desenvolvendo normas para a utilização do que chama de pavimento permeável. Esse tipo de calçada já está em testes em São Paulo, na rua Gabriel Monteiro da Silva (Jardins).

Mariana Marchioni, engenheira da ABCP, diz que a calçada retém 100% da água da chuva.
Os outros tipos de piso não absorvem nem 1%, de acordo com ela.

Mas o que garante a permeabilidade é o que está por baixo do piso. No solo compactado ou na areia, a água praticamente não infiltra.
Por isso, a técnica difundida pela ABCP prevê o uso de pedras, pedriscos e uma espécie de filtro de tecido para não deixar passar a sujeira.

Também é possível usar um tipo de concreto poroso, que deixa infiltrar cerca de 80% da água. É preciso escavar o solo para instalar o material. Daí o custo maior.
O método funciona também para locais com baixo tráfego de veículos, como estacionamentos. Ou ainda em ruas de condomínios.
A calçada permeável é feita de peças de concreto intertravado com espaço maior entre elas. A água, assim, penetra no solo facilmente.

EVANDRO SPINELLI│Folha de S. Paulo
ABNT
Ricardo Humberto Moschetti, gerente regional da ABCP, disse que a ideia da entidade é aguardar a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) sancionar as normas para depois trabalhar para que os municípios criem leis para adotar as regras em todas as calçadas.

Trabalhos Ambientais Um comentario para “Calçada que absorve água da chuva (São Paulo)”
Élio J. B. Camargo disse:
23 de julho de 2010 às 8:02Acho engraçado, usarem o tema ecológico para venderem seu peixe (cimento), passando ao largo de outros detalhes, pois os blocos intertravados tem vários inconvenientes:
1 – São irregulares, com altos e baixos e ruins para deficientes, idosos, cadeirantes e carrinos de bebês.

2- Com o tempo e água afundam, pois são assentados individualmente no solo permeável. O antigo secretário das sub-prefeituras de São Paulo, já os condenou por este motivo (a da rua Augusta-onde os blocos foram colocados em 2007- já estão soltando, da mesma reportagem da Folha 14/06/10), mas continuam a usar pela cidade.
Se a permeabilidade fosse imprescindível, as ruas asfaltadas deveriam ser pavimentadas com paralelepípedos.

É uma contradição tolerar degraus nas calçadas e ao mesmo tempo exigir acesso a cadeirantes e carrinhos de bebês.
O melhor piso para calçada (faixa livre) é o mesmo das ruas, o asfalto (sem ressaltos, não escorregadio, não racha como o concreto e não afunda). Com ele, do mesmo modo, onde há largura suficiente, pode se fazer as outras faixas (serviços e acesso) com plantas e grama.
É o sistema usado amplamente em Curitiba, onde as calçadas são bem largas.

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